O imbatível Boca Juniors

A temporada 2016/17 do Boca Juniors foi mágica, afinal, o time mais popular da Argentina conquistou pela 32ª vez ao longo da trajetória, o título de campeão argentino. Vale ressaltar que naquela ocasião o Boca Juniors terminou o campeonato isolado na liderança com 63 pontos ganhos (18 vitórias, 9 empates e 3 derrotas), sete à frente do segundo colocado, River Plate (56 pontos). E o sucesso dos Xeneizes não se deu apenas dentro das quatro linhas, isso porque fora dos gramados, o clube teve financeiramente, o melhor ano de sua história. Para se ter ideia, o presidente Daniel Angelici anunciou aos acionistas, patrocinadores, e investidores do Boca Juniors, que a equipe obteve um lucro líquido recorde, batendo na casa dos 407 milhões de pesos (76,23 milhões de reais), notícia que foi mega comemorada pelos lados de La Bambonera.
Se a temporada passada havia sido radiante aos torcedores boquenses, a atual teve início de maneira ainda melhor, pois o Boca Juniors lidera o Campeonato Argentino 2017/18 de forma invicta com 24 pontos, contabilizando oito vitórias em oito partidas disputadas, registrando assim a incrível marca de 100% de aproveitamento na competição. Além disso, os Xeneizes são donos tanto do melhor ataque (21 gols marcados) como da melhor defesa (2 gols sofridos) do torneio, lembrando que em somente oito rodadas realizadas até aqui, o time já conseguiu abrir uma larga distância de nove pontos de vantagem em relação ao vice-colocado Talleres. Através destas informações, fica nítido que a liderança do Boca Juniors é inquestionável, portanto os comandados de Guillermo Barros Schelotto caminham a passos largos rumo ao bicampeonato argentino.

O Boca Juniors desta temporada está ainda mais forte do que o Boca da temporada passada.
O Boca Juniors desta temporada está ainda mais forte do que o Boca da temporada passada.

Mesmo realizando essa ótima campanha, muitas pessoas ainda questionavam o time do Boca Juniors, sob o argumento de que os Xeneizes não haviam enfrentado nenhum grande concorrente ao título do Campeonato Argentino até este domingo, dia em que a equipe de La Bambonera se depararia com o River Plate. Em sete rodadas, os pupilos de Guillermo Barros Schelotto mantinham-se invictos na competição devido aos triunfos sobre o Olimpo (1 x 0), Lanús (1 x 0), Godoy Cruz (4 x 1), Vélez Sarsfield (4 x 0), Chacarita Juniors (1 x 0), Patronato (2 x 0) e Belgrano (4 x 0). Sob o comando de Guillermo Barros Schelotto, que está à frente da equipe pela segunda temporada seguida, o Boca Juniors costuma atuar frequentemente no 4-3-3, com o goleiro Augustín Rossi no gol, uma forte linha de quatro homens na defesa, composta por Gino Peruzzi, Lisandro Magallán, Paolo Goltz e Frank Fabra. No meio-campo, o trio de volantes é formado por Wilmar Barrios, Nahitan Nández e Pablo Pérez, enquanto no setor ofensivo, Cristian Pavón, Edwin Cardona e Darío Benedetto completam o time.

O treinador Guillermo Barros Schelotto de 44 anos de idade, já é considerado um dos melhores treinadores argentinos da atualidade.
O treinador Guillermo Barros Schelotto de 44 anos de idade, já é considerado um dos melhores treinadores argentinos na atualidade.

Na noite deste domingo ontem, os Xeneizes tiveram seu primeiro teste de fogo na temporada, e depois do que vimos ontem, a torcida boquense tem ainda mais motivos para festejar o sucesso de sua equipe, isso deve-se ao fato do Boca Juniors ter derrotado o arquirrival River Plate por 2 a 1, em pleno estádio Monumental de Núñez, que estava completamente lotado. Como não poderia deixar de ser, o Superclássico foi bastante quente, repleto de jogadas ríspidas, digno de um legítimo Boca x River, não à toa, o clássico teve duas expulsões, uma para cada lado. O atual campeão argentino saiu na frente do placar aos 38 minutos da primeira etapa, através de uma excelente cobrança de falta do colombiano Edwin Cardona, que com mesma camisa 10 de Juan Román Riquelme, fez os torcedores do Boca Juniors recordarem o eterno craque. O empate dos Milionários veio só no segundo tempo, aos 23 minutos, quando Leonardo Ponzio acertou uma bomba no ângulo de Augustín Rossi. No entanto, os anfitriões não tiveram tempo para comemorar, já que aos 27 minutos o uruguaio Nahitan Nández completou o belo cruzamento de Pablo Pérez, dando números finais ao dérbi da capital argentina.

Jogadores do Boca Juniors comemoram vitória sobre o arquirrival River Plate, em pleno Monumental de Núñez.
Jogadores do Boca Juniors comemoram vitória sobre o arquirrival River Plate, em pleno Monumental de Núñez.

Consequentemente este resultado gerou o início de uma pequena crise no River Plate que na semana passada, foi duramente eliminado da Copa Libertadores 2017, após sofrer uma inesperada virada do Lanús, perdendo o jogo de volta das semifinais do torneio continental por 4 a 2, e no placar agregado por 4 a 3. A ideia do técnico do River, Marcelo Gallardo, era derrotar o arquirrival no Superclássico, e recuperar-se no Campeonato Argentino, porém o plano de “Muñeco” foi literalmente por água abaixo com o triunfo dos Xeneizes, e agora a equipe de Núñez ocupa a pífia 13ª posição na tabela com 12 pontos. Enquanto isso o time de La Bambonera vive dias de pura alegria, e o maior responsável por esse glorioso momento é o técnico Guillermo Barros Schelotto, que por sua vez, é ídolo dos torcedores boquenses como jogador e na também como treinador. Ainda é muito cedo para cravar qualquer diagnóstico, até porque ainda restam 19 rodadas para o término do campeonato, entretanto já é possível afirmar que somente uma enorme tragédia poderia tirar o bicampeonato das mãos do Boca Juniors, que virá com tudo na Copa Libertadores 2018.

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