Dinamáquina versão 2017

Oito anos depois de disputar o Mundial da África do Sul (2010), a Dinamarca enfim pôde comemorar seu regresso à uma Copa do Mundo, e a classificação dos dinamarqueses veio da melhor forma possível, com uma incrível goleada (5 x 1) sobre a Irlanda, e detalhe, em plena capital irlandesa. Esse excelente resultado juntamente com a ótima campanha do país escandinavo nas Eliminatórias, nos faz pensar que essa equipe é a segunda versão do marcante time da Dinamáquina, que encantou o mundo na década de 90, quando consagrou-se campeã da Eurocopa 1992.
Situada no grupo E das Eliminatórias europeias, a Dinamarca tinha como principais adversários no grupo, as seleções da Polônia, de Montenegro e da Romênia. O início dos dinamarqueses no torneio não foi bom, já que nas três primeiras rodadas a equipe escandinava sofreu duas derrotas, algo que preocupou bastante os torcedores vermelhos. No entanto, depois deste começo turbulento, os comandados de Age Hareide deram a volta por cima, permanecendo sete jogos seguidos invictos na competição, incluindo neste período, a goleada sobre a líder Polônia por 4 a 0 na 7ª rodada.
Após dez partidas realizadas, a Dinamarca encerrou sua participação nas Eliminatórias na vice-posição do grupo com 20 pontos ganhos, contabilizando 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas na competição, obtendo assim, 66,7% de aproveitamento. Apesar ter sido superada pelos poloneses na classificação, o conjunto escandinavo, deixou para trás tanto os montenegrinos quanto os romenos, garantindo desta maneira, sua vaga na repescagem das Eliminatórias.

De geração para geração: Na foto acima, o lendário goleiro Peter Schmeichel exibe com orgulho alguns dos troféus conquistados ao longo da carreira. E ao lado das taças, o seu filho Kasper Schmeichel, atualmente com 31 anos, e goleiro da Dinamarca classificada à Copa do Mundo 2018.
De geração para geração: Na foto acima, o lendário goleiro Peter Schmeichel exibe com orgulho alguns dos troféus conquistados ao longo de sua gloriosa carreira. Ao lado das taças, o seu filho Kasper Schmeichel, atualmente com 31 anos, e goleiro da Dinamarca classificada à Copa do Mundo 2018.

Na fase de repescagem, a Dinamarca se deparou com a indigesta seleção da Irlanda, segunda colocada do grupo D das Eliminatórias, considerado o grupo mais fraco do torneio. No jogo de ida, realizado em Copenhague no sábado passado, o placar sem gols deixou toda a nação dinamarquesa extremamente preocupada, já que os pupilos de Age Hareide precisariam de uma vitória fora de seus domínios, para garantirem uma vaga na Copa da Rússia.
No jogo de volta, disputado na tarde desta terça-feira em Dublin, a Dinamarca provou toda a sua superioridade, tanto é, que mesmo depois de ter saído atrás no marcador, o time dinamarquês conseguiu aplicar uma sonora goleada sobre a Irlanda por 5 a 1, com direito a um hat trick do meia Christian Eriksen, além de gols do zagueiro Andreas Christensen e também do atacante Nicklas Bendtner.

A Dinamarca de Christian Eriksen atropelou a Irlanda, e garantiu com gosto a sua vaga na Copa da Rússia 2018.
A Dinamarca de Christian Eriksen atropelou a Irlanda, e garantiu com gosto a sua vaga na Copa da Rússia 2018.

Mas se engana quem pensa que a classificação da Dinamarca foi uma mera coincidência, afinal, os dinamarqueses desenvolveram um promissor planejamento há anos atrás. Para ser mais específico, tudo teve início na edição 2015 da Eurocopa sub-21, realizada na República Tcheca, competição na qual o conjunto escandinavo foi eliminada nas semifinais pela então campeã, Suécia. Embora a Dinamarca não tenha erguido o título do torneio, daquela equipe saiu uma excelente safra de jogadores, dentre eles estão Andreas Christensen, Frederik Ronnow, Jonas Knudsen, Jannik Vestergaard e Yussuf Poulsen. Todas essas jovens revelações foram mescladas com grandes nomes da seleção dinamarquesa, como é o caso do zagueiro Simon Kjaer, o goleiro Kasper Schmeichel e o atacante Nicklas Bendtner. Por último jamais poderíamos deixar de mencionar o meia Christian Eriksen, o camisa 10 e maestro do esquadrão de Age Hareider, além de ser também, um dos destaque do Tottenham nessa temporada.

Enquanto isso na Dinamarca, os torcedores vermelhos comemoraram a classificação à Copa da Rússia, até altas horas da Madrugada.
Os torcedores vermelhos não pararam de cantar um só minuto no Aviva Stadium, em Dublin.

A Dinamarca foi a 30ª seleção classificada para a Copa da Rússia, a última do continente europeu, e disputará sua quinta Copa do Mundo ao longo da história, pois esteve presente em 1986, 1998, 2002 e 2010. Vale ressaltar que os dinamarqueses obtiveram seu melhor desempenho em mundiais, nas duas primeiras edições (1986 e 1998), quando foram eliminados nas quartas de final da competição. Já em sua terceira participação, o conjunto vermelho caiu nas oitavas de finais, enquanto no último Mundial (2010), o país escandinavo foi desclassificado ainda na fase de grupos do torneio. Entretanto, a década de 90 ficou marcada como o período áureo da seleção da Dinamarca, que encantou o mundo com apresentações incríveis, ganhando inclusive o apelido de “Dinamáquina”. No ano de 1992, o time conquistou o seu maior título até hoje, a Eurocopa, revelando novas estrelas ao futebol como o incrível goleiro Peter Schmeichel e o habilidoso atacante Brian Laudrup. Três anos depois (1995), a Dinamáquina ergueu também a taça da Copa das Confederações. Por essas e outras não me causaria nenhum espanto ver a versão dois da Dinamáquina, arrasando nos gramados da Rússia em 2018. Aguardemos!

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