Com doze em campo, fica mais fácil

Questionar a grandeza do Real Madrid é algo realmente irrelevante, afinal, estamos nos referindo ao maior campeão europeu com doze taças no currículo. Não à toa, o conjunto madridista é uma das equipes mais populares e midiáticas do mundo, tendo torcedores espalhados por todos os cantos do planeta. No entanto, as constantes ajudas da arbitragem estão chamando a atenção dos amantes do futebol, até porque estes erros sempre beneficiam os Blancos.

Passando pela Juventus:

As quartas de finais da Champions League ficaram marcadas na memória dos torcedores da Juventus, tudo porque a Juve foi literalmente assaltada no estádio Santiago Bernabéu. Após perder o jogo de ida do torneio por 3 a 0 em pleno Juventus Stadium, o time italiano tinha a obrigação de derrotar o Real Madrid por no mínimo três gols de diferença, para levar a partida à prorrogação. Através de muita garra e determinação, os pupilos de Massimiliano Allegri conseguiram a façanha de derrotar os bicampeões europeus por 3 a 0 no jogo de volta, porém no minuto 46 da segunda etapa do confronto, o árbitro inglês Michael Oliver inventou uma penalidade de Mehdi Benatia sobre Lucas Vázquez. Este incidente revoltou o goleiro Gianluigi Buffon, que foi expulso por ofender o juiz. Em seguida, Cristiano Ronaldo converteu a penalidade, e mesmo com a derrota por 3 a 1, os madrilenhos avançaram às semifinais da competição.

Os jogadores da Juventus saíram revoltados do Santiago Bernabéu devido ao erro do árbitro Michael Oliver.
Os jogadores da Juventus saíram revoltados do Santiago Bernabéu devido ao erro do árbitro Michael Oliver.

Passando pelo Bayern Munique:

Nas semifinais da Champions League novamente a história se repetiu, porém desta vez a vítima da arbitragem foi o Bayern. No jogo de ida, realizado em Munique, o Gigante da Baviera foi derrotado pelo Real Madrid por 2 a 1, desta maneira, os alemães precisariam vencer o jogo de volta, no Santiago Bernabéu, por dois gols de diferença. Acontece, que os bávaros começaram a construir a vitória logo no início da partida com um gol de Joshua Kimmich aos 2 minutos do primeiro tempo. O gol de empate não demorou a sair, visto que Karim Benzema igualou o placar aos 10 minutos. Eis que aos 45 minutos o árbitro Cuneyt Çakir entrou em ação ao não marcar uma mão legítima de Marcelo dentro da grande área. Na etapa final, Karim Benzema balançou as redes logo no primeiro minuto do embate após uma falha bisonha do goleiro Sven Ulreich. O colombiano James Rodríguez levou o Bayern ao empate aos 17 minutos, mas isso de nada adiantou já que o duelo ficou mesmo no 2 a 2.

Se o treinador Jupp Heynckes já estava revoltado com a arbitragem do alemão Bjorn Kuipers, imagina como o técnico ficou irritado com o turco Çakir no jogo de volta.
O treinador Jupp Heynckes já havia alertado a UEFA sobre uma possível intervenção da arbitragem a favor do Real Madrid no estádio Santiago Bernabéu.

Uma velha vítima e um velho conhecido:

Curiosamente, o Bayern foi eliminado nas quartas de final da edição passada da Champions League pelo próprio Real Madrid, e pasmem, com a interferência da arbitragem. Naquela oportunidade, o húngaro Viktor Kassai expulsou de maneira injusta o meio-campista Arturo Vidal aos 40 minutos da segunda, deixando os alemães com um jogador a menos para disputar a prorrogação. No tempo extra, os espanhóis se aproveitaram do benefício, marcaram três gols, e consequentemente eliminaram os bávaros da competição.
Outro aspecto que não poderia passar em branco, é que o turco Cuneyt Çakir já havia salvado o Real Madrid no confronto contra o Manchester United pelas oitavas de final da Champions League 2012/13, e detalhe, dentro do estádio Old Trafford. Além de mostrar um cartão vermelho de forma equivocada ao português Nani, o árbitro não assinalou um pênalti de Sergio Ramos em Patrice Evra no final da partida. Assim, os madrilenhos bateram os ingleses por 2 a 1 e se classificaram à fase seguinte do torneio.

Em 2013, Cuneyt
Em 2013, o árbitro Cuneyt Çakir também deu uma força ao Real Madrid.

De olho na final:

Com os triunfos sobre Juventus e Bayern, o Real Madrid disputará sua terceira final consecutiva da Champions League, um feito alcançado apenas pela Juventus nos anos de 1996, 1997 e 1998. A qualidade do esquadrão de Zinedine Zidane é indiscutível, porém o próximo adversário do time espanhol deve sim, se preocupar com a arbitragem, pois como citei anteriormente, ela não para de favorecer o Real Madrid.
Causa enorme estranheza o fato da ECA (Associação Europeia de Clubes), presidida pelo italiano Andrea Agnelli, dono da Juventus, uma das equipes prejudicadas pela arbitragem, não pressionar a UEFA em relação a estes erros constantes a favor do Real Madrid, sugerindo por exemplo, a implantação do VAR no torneio continental. A impressão é que enquanto o VAR não for definitivamente utilizado na Champions League, os madrilenhos continuarão aproveitando a vantagem de enfrentar seus adversários com doze homens jogando com a gloriosa camisa branca.
Não estou aqui pedindo para que o juiz da final em Kiev, prejudique o Real Madrid, muito pelo contrário, gostaria apenas que o árbitro não os favoreça, pois acredito que o maior campeão europeu de todos os tempos tem potencial de sobra para conquistar o tricampeonato seguido, sem a ajudinha da arbitragem.

 

 

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