Acabou a tortura

A temporada 2017/18, que se encerrou no último sábado para o Borussia Dortmund, era bastante promissora ao clube alemão, porém devido a uma sucessão de contratempos, todos ocorridos pelo péssimo planejamento da diretoria, ela acabou se transformando em uma verdadeira tortura para os torcedores auri-negros.

Para quem não se lembra, a temporada 2017/18 prometia ser bastante promissora ao Borussia Dortmund, afinal, o conjunto auri-negro iniciou os trabalhos com o treinador Peter Bozs no comando da equipe. Apesar do técnico holandês não ter conquistado nenhum título na época em que dirigia o Ajax, ele chegou ao time alemão trazendo consigo um enorme prestígio, haja visto a ótima campanha do clube de Amsterdam na edição passada da Europa League (o Ajax foi vice-campeão do torneio, depois de perder do Manchester United por 2 a 0 na final).

Além de Peter Bozs, diversas jovens promessas do futebol mundial desembarcaram em Dortmund nesta temporada, como foram os casos de Maximilian Philipp, Jadon Sancho, Mahmoud Dahoud, Jeremy Toljan, Dan-Axel Zagadou, além dos mais rodados Andriy Yarmolenko e Omer Toprak. No entanto, a inesperada saída de Ousmane Dembélé, uma das principais peças do time, para o Barcelona, deixou o Borussia Dortmund com uma enorme lacuna em um dos lados do campo, e partir daí, começaram os problemas de Peter Bozs.

Apesar de ter liderado a Bundesliga nas nove primeiras rodadas da competição, os auri-negros apresentaram-se ineficientes defensivamente desde o início da temporada. Não à toa, o Borussia Dortmund foi vazado o montante de 47 vezes nas 34 partidas disputadas pela liga alemã, registrando assim, uma pífia média de 1,38 gols sofridos por jogo. Nem mesmo a vinda do novato Manuel Akanji, de 22 anos, contratado junto ao Basel pelo montante de 21,5 milhões de euros (R$ 84,46 milhões), em janeiro deste ano, foi capaz de melhorar a performance da defesa.

Devido ao péssimo desempenho do time, o treinador Peter Bozs não resistiu no cargo e deixou o Borussia Dortmund quando os auri-negros ocupavam a sétima posição na tabela da Bundesliga, e detalhe, sem que a equipe ganhasse um jogo sequer na Champions League, torneio no qual os alemães foram eliminados ainda na fase de grupos. No entanto, para a surpresa de todos, o diretor executivo Hanz-Joachim Watzke, anunciou que Peter Stoger, ex-técnico do Colônia que havia sido demitido por deixar o seu ex-clube na lanterninha do campeonato, seria o novo comandante do Dortmund.

Como já era de se esperar, a passagem de Peter Stoger por Dortmund foi tenebrosa, e piorou demasiadamente depois da venda de Pierre-Emerick Aumameyang ao Arsenal, tanto é, que em 24 jogos à frente dos auri-negros, o treinador austríaco colecionou 10 vitórias, 8 empates e seis derrotas, obtendo apenas 52,78% de aproveitamento. Aliás, a goleada sofrida para o arquirrival Bayern Munique por 6 a 0 na 28ª rodada da Bundesliga, seguramente determinou a queda de Stoger, que veio a ser confirmada de forma oficial em entrevista coletiva concedida pelo próprio treinador após o duelo contra o Hoffenheim pela última rodada da competição.

Assim, o Borussia Dortmund encerrou a temporada da maneira que ela melhor poderia ser representada, ou seja, sofrendo um fiasco. O revés para o Hoffenheim por 3 a 1 fora de seus domínios, só não machucou mais porque o resultado não foi suficiente para tirar os auri-negros na Champions League, já que a quarta posição na Bundesliga, garantiu ao time de Dortmund a sua vaga no torneio continental. Agora que a tortura acabou, muitas mudanças são esperadas no Signal Iduna Park, a começar pelo técnico, que ainda não foi escolhido pela cúpula diretiva do clube. Entretanto, no final das contas o que os torcedores realmente desejam, é que o Borussia Dortmund deixe de lado o papel de coadjuvante, e volte logo a ser um grande protagonista não somente no futebol alemão, como também no cenário continental.

 

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