A batalha continua

A delegação do Boca Juniors embarcou rumo à capital paulista, tendo em mente a meta de classificar-se à grande final da Copa Libertadores pela 11ª vez ao longo da história. Acontece, que o oponente dos atuais campeões argentinos será nada mais nada menos do que o líder do Campeonato Brasileiro, Palmeiras, portanto, águas vão rolar no Allianz Parque.

Como todos nós sabemos, o Boca Juniors é a equipe mais temida do continente sul-americano, afinal, os xeneizes são detentores de seis títulos da Copa Libertadores, conquistados nas edições de 1977,1978, 2000, 2001, 2003 e 2007 do torneio. Logo, o Boca permanece atrás apenas do arquirrival Independiente, que coleciona sete troféus no currículo. Além disso, o clube de La Boca venceu 22 competições internacionais ao longo de sua gloriosa trajetória, tornando-se o verdadeiro bicho-papão da América do Sul.

Dentre as principais vítimas do Boca Juniors estão clubes brasileiros, aliás, para se ter uma ideia, dos 17 confrontos mata-matas realizados contra equipes tupiniquins pela Copa Libertadores, o time argentino contabiliza o montante de 14 classificações e apenas três eliminações. O embate mais recente, ocorreu pelas quartas de final da atual edição do torneio, quando os pupilos de Guillermo Barros Schelotto derrotaram o Cruzeiro na Bombonera por 2 a 1, e empataram o jogo de volta no Mineirão por 1 a 1, garantindo dessa forma, a classificação às semifinais da competição.

O último clube brasileiro eliminado pelo Boca Juniors antes do Cruzeiro na atual edição da Copa Libertadores, foi o Corinthians, nas oitavas de final em 2013.
A última visita do Boca Juniors à São Paulo pela fase eliminatória da Copa Libertadores, foi em 2013, pelas oitavas de final do torneio. Naquela oportunidade, o Boca eliminou o Corinthians no Pacaembú, vencendo os paulistas por 1 a 0 (gol de Riquelme).

O registro histórico ainda nos mostra que Palmeiras e Grêmio, os únicos dois times brasileiros semifinalistas da Copa Libertadores 2018, já sofreram nas mãos do Boca Juniors, uma vez que os paulistas perderam dos xeneizes na final da competição em 2000, e posteriormente, foram eliminados nas semifinais em 2001, à medida que os gaúchos sucumbiram diante da equipe na época comandada pelo treinador Miguel Ángel Russo, ao perderem a decisão do torneio por 2 a 0, em pleno estádio Olímpico, no ano de 2007.

Mas como o passado não entra em campo, vamos mencionar o presente, dado que os primeiros noventa minutos do embate entre Boca Juniors x Palmeiras, terminou com o triunfo dos hexacampeões da Libertadores por 2 a 0, graças aos dois tentos do atacante Darío Benedetto, aos 38 e aos 43 minutos da segunda etapa da partida. Com este excelente resultado, o time comandado por Guillermo Barros Schelotto poderá até perder por um gol de diferença no Allianz Parque, que mesmo assim voltará à Buenos Aires classificado.

Ainda na fase de grupos, o Boca Juniors foi derrotado pelo Palmeiras por 2 a 0 em plena Bambonera. Por esta razão, os palmeirenses acreditavam que seu time pusesse surpreender os argentinos desta vez nas semifinais, porém Darío Benedetto colocou água no chopp alviverde.
Ainda na fase de grupos, o Boca Juniors foi derrotado pelo Palmeiras por 2 a 0 em plena Bambonera. Por esta razão, os palmeirenses acreditavam que seu time pudesse surpreender os argentinos nas semifinais, porém Darío Benedetto colocou água no chopp alviverde.

Mesmo com a vantagem no placar, Guillermo Barros Schelotto, eterno ídolo dos xeneizes, sabe que encontrará enormes dificuldades para segurar o ímpeto palmeirense diante de sua fanática torcida, por este motivo, a luz de alerta continua acesa no Boca Juniors. Ainda mais agora, que a Conmebol proibiu o treinador argentino de entrar no Allianz Parque, devido ao atraso na volta do Boca no intervalo do primeiro para o segundo tempo do jogo contra o Palmeiras. Vale ressaltar, que além desta punição, o clube da Bambonera recebeu uma multa de 1,5 mil dólares (cerca de R$ 5,5 mil).

Outro problema que surgiu no time da capital argentina às vésperas das semifinais da Copa Libertadores, responde pelo nome de Erwin Cardona, isso porque o meia colombiano foi cortado por Guillermo Barros Schelotto inclusive do banco de reservas na partida de ida contra o Palmeiras, atitude que irritou bastante o camisa 10 do Boca. Como todos imaginavam, o atleta não foi nem ao menos relacionado para a viajar com o restante da delegação ao Brasil para disputar o jogo de volta, dando indícios de que seu ciclo na Bambonera chegou mesmo ao fim.

Ídolo: Guillermo Barros Schelotto ergueu a taça da Copa Libertadores duas vezes na época em que defendia o Boca dentro de campo. Fora dos gramados, El Chapita busca realizar a mesma façanha.
Ídolo: Guillermo Barros Schelotto ergueu a taça da Copa Libertadores em quatro ocasiões na época em que defendia o Boca dentro de campo (2000, 2001, 2003 e 2007). Fora dos gramados, ‘El Mellizo’ busca realizar esta façanha pela primeira vez.

Diante deste cenário, fica difícil imaginarmos a classificação do Palmeiras à decisão da Copa Libertadores, mesmo sabendo que o elenco alviverde é um dos mais qualificados do futebol sul-americano. Além do mais, o Boca Juniors nunca foi eliminado depois que venceu um jogo de ida em seus domínios por dois gols de diferença. A propósito, este feito aconteceu em nove oportunidades até hoje, sendo duas delas nesta edição da competição. Me refiro aos duelos frente o Libertad (2 x 0), pelas oitavas de final, e contra o Cruzeiro (2 x 0), pelas quartas de final.

Os últimos noventa minutos da batalha entre Boca Juniors x Palmeiras, que vale uma vaga na grande decisão do torneio continental, terão início a partir das 21:45 (horário de Brasília) desta quarta-feira (31). Ao que tudo indica, o treinador Guillermo Barros Schelotto mandará à campo o mesmo time que encarou o Verdão na Bambonera com: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pablo Pérez; Villa, Abila e Pavón. É assim que o Boca tentará manter vivo o sonho de igualar-se ao Independiente, como o maior campeão da Copa Libertadores. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos que poderão ter um final feliz ou trágico para os xeneizes.

 

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