Novo comandante na Bambonera

Como já era esperado, o revés do Boca Juniors diante do eterno rival, River Plate, na decisão da Copa Libertadores de 2018, custou caro ao treinador Guillermo Barros Schelotto, que embora tenha uma enorme identificação com os torcedores xeneizes, foi oficialmente demitido poucos dias após a fatídica derrota do conjunto de La Boca no estádio Santiago Bernabéu.

A trajetória de Guillermo Barros Schelotto no comando do Boca Juniors durou apenas dois anos, isso porque o novato treinador de 43 anos de idade foi demitido pela diretoria na semana passada. Embora o Boca da era Schelotto tenha conquistado o título do campeonato argentino duas vezes seguidas, o fraco desempenho da equipe em copas, além do pífio retrospecto do time nos confrontos diretos contra o River Plate, foram determinantes para a saída de Mellizo da Bambonera.

Os Estados Unidos certamente será o destino do treinador argentino, visto que o Los Angeles Galaxy, franquia pela qual atua o craque sueco Zlatan Ibrahimovic, já manifestou publicamente seu interesse em contar com Guillermo Barros Schelotto. Além do time de LA, o Colombus Crew, equipe de Mellizo entre os anos de 2007 e 2010, época em que ele ainda era atleta profissional, também está na briga para contratá-lo.

Dois campeonatos argentinos, estes foram os títulos conquistados por Mellizo à frente do Boca Juniors.
Dois campeonatos argentinos, estes foram os títulos conquistados por Mellizo à frente do Boca Juniors desde a sua chegada ao clube em 2016.

Enquanto isso, o Boca Juniors anunciou na véspera de Natal, que o técnico Gustavo Alfaro, que estava no Huracán, será o novo comandante da equipe. Carinhosamente chamado de Lechuga, Alfaro iniciou a sua carreira fora das quatro linhas em 1992, ano em que assumiu o Atlético Rafaela. De lá para cá, o treinador passou por uma série de clubes argentinos como Patronato, Quilmes, Belgrano, Olimpo, San Lorenzo, Arsenal de Sarandí, Rosario Central, Tigre, e mais recentemente, o Huracán.

Vale ressaltar, que o melhor momento de Gustavo Alfaro até hoje foi no período em que ele dirigiu o Arsenal de Sarandí, lembrando que o novo técnico do Boca teve duas passagens pela equipe de Avellaneda. Em 2007, o El Viaducto conseguiu a façanha de erguer a taça da Copa Sul-Americana, enquanto em 2012, o time faturou o caneco do Torneio Clausura e da Supercopa da Argentina. No ano seguinte, foi a vez de conquistar a Copa da Argentina. Por esta razão, Gustavo Alfaro é considerado um verdadeiro ídolo para os torcedores do Arsenal de Sarandí.

Conseguirá Gustavo Alfaro repetir no Boca Juniors o mesmo sucesso alcançado no Arsenal de Sarandí?
Conseguirá Gustavo Alfaro repetir no Boca Juniors o mesmo sucesso alcançado no Arsenal de Sarandí?

Atualmente, Gustavo Alfaro estava realizando um ótimo trabalho à frente do Huracán, tanto é, que o time ocupa a 4ª posição do Campeonato Argentino com 26 pontos ganhos. Colecionando o total de 7 vitórias, 5 empates e apenas duas derrotas em 14 partidas realizadas, o Globo obtém 61,9% de aproveitamento na competição. A campanha da equipe de Parque Patricios é tão surpreendente no torneio, que fortes adversários como River Plate, Boca Juniors e Independiente permanecem atrás dela na tabela do torneio.

Ao que tudo indica, as mudanças não ocorrerão somente no banco de reservas da Bambonera, uma vez que alguns atletas darão adeus ao Boca. O primeiro deles é o meia colombiano Edwin Cardona, que acertou sua transferência ao Pachuca (México), depois do Xeneize não ter aceitado pagar R$ 23 milhões para comprá-lo em definitivo. Já o zagueiro Lisandro Magallán, está de malas prontas para Amsterdam, dado que ele jogará Ajax. Outro jogador que está de saída, é o lateral-esquerdo Emmanuel Mas, provável reforço do Grêmio na próxima temporada.

O ciclo de Gustavo Alfaro no Boca Juniors começa a partir do dia 03 de janeiro, data da apresentação do elenco para o início da pré-temporada na Casa Amarilla. A meta primordial estipulada pela diretoria ao novo treinador, é conquistar o heptacampeonato da Copa Libertadores no ano que vem, ou seja, um objetivo pra lá de complicado. No entanto, caso os Xeneizes consigam segurar nomes como Wilmar Barrios, Nahitan Nández, Dario Benedetto e Cristian Pavón no plantel, além de contratem tanto um meia quanto um zagueiro para suprir as perdas de Cardona e Magallán, respectivamente, com certeza teremos um Boca ainda mais forte em 2019.

 

 

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