Werder Bremen, mais um gigante alemão na Bundesliga 2

Um ano depois de se salvar do rebaixamento graças aos playoffs do descenso, o Werder Bremen não conseguiu repetir o feito na pior temporada da história do clube na Bundesliga, e se juntará ao eterno rival Hamburgo na segunda divisão do futebol alemão.

Pela segunda vez na história e pela primeira vez após longos 40 anos, o Werder Bremen disputará a segunda divisão. Pois é, a duríssima derrota dos comandados de Thomas Schaaf por 4 a 2 frente o Borussia Monchengladbach em pleno Weserstadion, aliada ao revés do Colônia diante do Schalke 04 pelo placar mínimo, selou o rebaixamento do clube quatro vezes campeão alemão na última rodada da Bundesliga 2020/21, já que a equipe alviverde encerrou a temporada na penúltima posição da tabela, somando míseros 31 pontos em 34 jogos – 30,4% de aproveitamento.

Mas embora doloroso, o rebaixamento do Werder Bremen é proveniente da péssima gestão tanto do presidente Klaus-Dieter Fischer quanto do diretor esportivo Frank Baumann, haja vista a sucessão de erros cometidos pela dupla. O primeiro deles deu-se logo no término da temporada passada, quando Baumann optou pela permanência do ex-treinador do time Florian Kohfeldt no cargo depois da pífia campanha realizada pelo Werder na edição anterior da Bundelisga, lembrando que naquela oportunidade, a equipe safou-se do descenso nos playoffs.

Já o segundo grande equívoco da diretoria alviverde foi não ter renovado o vínculo contratual de Max Kruse por mais esta temporada, visto que o meia era o responsável pelas criações de jogadas do time. E no final das contas, Kruse acabou se tornando um dos principais nomes do Union Berlin na Bundesliga, não à toa, o camisa 10 marcou onze gols e deu cinco assistências em 22 partidas realizadas pela equipe da capital na competição.

Mas a pior das decisões tomadas pela cúpula diretiva do Werder Bremen foi assegurar a permanência de Florian Kohfeldt mesmo após a equipe sofrer SETE derrotas consecutivas na Bundesliga. Somente em seguida, depois que o Werder caiu diante do RB Leipzig nas semifinais da Copa da Alemanha, empatou sem gols com o Bayer Leverkusen, e perdeu do Augsburg por 2 a 0, Frank Baumann optou pela demissão de Kohfeldt, uma ação tomada apenas na PENÚLTIMA rodada do campeonato.

Assim, restou ao novo – velho – técnico do Werder Bremen, Thomas Schaaf, a incumbência de livrá-lo do rebaixamento na última rodada da Bundesliga, naquela que seria a sua reestreia no comando do time, tendo em vista que ele teve uma excelente passagem à frente do Werder entre os anos de 1999 a 2013, sem contar que Schaaf defendeu a equipe por 17 temporadas na época em que era atleta profissional. Contudo, a goleada sofrida diante do Borussia Monchengladbach retrata que nem o lendário treinador foi capaz de evitar a queda dos tetracampeões alemães à segunda divisão.

“É difícil colocar tudo em palavras. É um dia triste para toda a cidade, para os torcedores e para o clube. Eles nos apoiaram de maneira fantástica nos últimos anos. Tudo o que posso dizer é que dói muito. Este clube pertence à Bundesliga, mas no final simplesmente não demos o suficiente. Gostaríamos de pedir desculpas.” disse o capitão do Werder Bremen, Niklas Moisander.

Agora, de acordo com o jornal Bild, o Werder Bremen passará por uma drástica reformulação, tanto é, que até o capitão Niklas Moisander deixará o Weiserstadion após 142 partidas vestindo a camisa do time do norte da Alemanha. No entanto, a melhor notícia para a torcida verde e branca é que Frank Baumann também deixará o clube, algo mais do que necessário sobretudo porque o Werder precisará estar forte para superar os gigantes Schalke 04, Hamburgo, Nuremberg e Hannover, e regressar à Bundesliga em 2022.

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