Alemanha de Munique?

Alemanha de Munique, assim pode ser chamada a seleção tetracampeã mundial, desde que Hansi Flick assumiu o posto ocupado durante 15 anos por Joachim Low.

Oito vitórias, dois empates, 35 gols marcados e somente quatro sofridos, em dez jogos à frente da Alemanha. Pois é, através desta excelente performance de 86,6% de aproveitamento, fica evidente porque Hansi Flick rapidamente resgatou o prestígio da Mannschaft junto aos torcedores alemães, que estava abalado em virtude do tenebroso fim de ciclo do antecessor Joachim Low no comando da seleção tetracampeã mundial.

No entanto, é importante salientar que a estratégia adotada por Hansi Flick para colocar a Alemanha novamente no caminho das vitórias, foi a de espelhá-la em seu ex-clube, o Bayern de Munique. A começar no que diz respeito ao esquema tático da seleção, a julgar que o treinador de 57 anos de idade aposentou o inoperante 3-4-3, de Joachim Low, para utilizar o 4-2-3-1, aquele mesmo usado pelos bávaros na conquista da tríplice coroa na temporada 2019/20.

Vale ressaltar ainda, que a maioria dos jogadores que integram a seleção comandada por Hansi Flick, são os mesmos do seu tempo à frente do conjunto bávaro. Para se ter uma ideia, a Alemanha iniciou a última partida contra a Itália com com sete atletas do Bayern, algo que não acontecia desde a Copa do Mundo de 2014, quando os alemães se sagraram tetracampeões mundiais.

Tratam-se do goleiro Manuel Neuer, do futuro zagueiro do Borussia Dortmund, Niklas Sule, dos volantes Joshua Kimmich e Leon Goretzka, do meia Thomas Muller, além dos meia-atacantes Serge Gnabry e Leroy Sané. Ademais, o jovem Jamal Musiala pode ser considerado o décimo segundo jogador de Hansi Flick, já que ele costuma ser a primeira opção do treinador entre os reservas.

Contudo, a reputação da Mannschaft cresceu de tal modo sob a batuta de Hansi Flick, que tanto o treinador quanto os jogadores receberam uma enxurrada de críticas após o empate em 1 a 1 contra a Itália, em Bologna. Obviamente, o fato dos italianos terem ficado de fora da Copa do Mundo pela segunda vez seguida, colaborou para a insatisfação por parte dos alemães, embora seja necessário recordar que estamos nos referindo a atual campeã europeia.

De qualquer forma, o duelo entre as tetracampeãs mundiais expôs o principal risco que Hansi Flick corre ao manter a base do Bayern na seleção alemã, isto é, trazer deficiências da equipe de Julian Nagelsmann à Mannschaft. E isso ficou claro a partir do instante em que Leon Goretzka e Joshua Kimmich nitidamente caíram de rendimento na etapa final da partida, muito por conta da falta de ritmo causada por lesões e casos de Covid-19 na última temporada.

E o mesmo ocorre com Serge Gnabry e Leroy Sané, que realizaram uma segunda metade de temporada bastante abaixo da crítica. Logo, estas deficiências aliadas aos problemas da própria seleção, como a carência de um atacante goleador, aumentam o “buraco” que Hansi Flick terá de tampar até a Copa do Mundo, que por sinal, é similar ao que Julian Nagelsmann encontrará caso perca Robert Lewandowski. Sim, Alemanha e Bayern estão realmente em perfeita sintonia!

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