Depois da inédita conquista da Champions League na temporada passada, o Paris Saint-Germain voltou a fazer história. A equipe francesa conquistou a edição 2025-26 da principal competição de clubes do futebol europeu e se tornou bicampeã consecutiva do torneio. Um feito reservado a pouquíssimos gigantes do mundo da bola. Ao erguer novamente a taça mais cobiçada do continente, o PSG não apenas consolidou sua posição entre as grandes potências da Europa, como também escreveu um dos capítulos mais importantes de sua trajetória desde a fundação do clube. A conquista coloca o Paris Saint-Germain em um seleto grupo de equipes que conseguiram vencer a Champions League em temporadas consecutivas. Clubes históricos como Real Madrid, Liverpool, Inter de Milão, Bayern de Munique, Milan, Benfica e Ajax já haviam alcançado esse feito ao longo da história. Na era moderna da Champions League, entretanto, apenas os madridistas haviam conseguido repetir a dose recentemente, conquistando…
Paris Saint-Germain, pentacampeão francês 2025-26. E que venha o bi-europeu
O Paris Saint-Germain acostumou o futebol francês a algo perigoso: transformar o extraordinário em rotina. O pentacampeonato da Ligue 1 na temporada 2025-26, confirmado após a vitória diante do Lens por 2 a 0, não representa apenas mais um troféu na sala parisiense. É uma conquista que reforça uma hegemonia tão dominante que, em determinados momentos, parece desconectada da realidade do restante do país. Para se ter uma ideia, o Paris Saint-Germain levantou sua décima quarta taça nacional e ampliou ainda mais a distância para seus perseguidores históricos. O Olympique de Marseille e o Saint-Étienne seguem observando de longe, ambos estacionados em dez conquistas. O futebol francês vive há mais de uma década dentro da era parisiense. Uma era onde o impossível deixou de existir e a repetição do sucesso passou a ser encarada como obrigação. E talvez esse seja justamente o maior peso de vestir a camisa do PSG…
Paris Saint-Germain: quando a arte encontra o tempo certo para vencer
O filme se repete no Parque dos Príncipes, e talvez isso não seja coincidência, mas destino. Em Paris, cidade onde revoluções mudaram o curso da história, o futebol também parece atravessar seu próprio momento de ruptura. Depois de um início de temporada pra lá de tímido, o Paris Saint-Germain ressurge no momento exato, como quem entende que na Champions League não basta jogar bem — é preciso saber quando jogar melhor. E o PSG, mais uma vez, escolheu a reta final para florescer. Há algo de simbólico nisso. Assim como na tomada da Bastilha, quando o povo parisiense escolheu o instante certo para transformar tensão em ação, o PSG parece ter aprendido a transformar potencial em imposição no momento decisivo. Não se trata apenas de vencer, mas de controlar o jogo, de ditar o ritmo, de impor ideias. E nesta temporada, essa filosofia tem sido clara: o Paris Saint-Germain não…
Quando mais importa, o Paris Saint-Germain volta a ser imparável
A vitória do Paris Saint-Germain sobre o Chelsea por 3 a 0 em pleno Stamford Bridge não foi apenas mais um resultado expressivo em uma noite europeia. Ela representou, acima de tudo, um sinal claro de que a equipe comandada por Luiz Henrique começa a atingir o seu auge justamente no momento mais decisivo da temporada. Em um contexto de altos e baixos ao longo dos últimos meses, o PSG ressurge com autoridade, repetindo um padrão já visto na campanha anterior, quando cresceu na reta final e conquistou o inédito título da Champions League. Trata-se de um timing que pode novamente ser determinante. Ao longo da atual temporada, o Paris Saint-Germain apresentou lampejos evidentes de seu potencial máximo, ainda que não tenha conseguido sustentar esse nível com regularidade. A goleada por 7 a 2 sobre o Bayer Leverkusen, a vitória de virada sobre o Barcelona fora de casa e o…
O fim da era De Zerbi no Olympique de Marseille e a revolução que ficou pela metade
Marselha nunca foi terreno neutro. Cidade portuária, acostumada a invasões, resistências e recomeços, ela carrega no imaginário francês uma identidade combativa que atravessa séculos. O Olympique de Marseille sempre refletiu essa pulsação histórica: intenso, passional, por vezes desorganizado, mas jamais indiferente. Cada temporada ali parece carregar um peso simbólico maior do que apenas a soma de seus pontos. E o que acontece agora, no coração desta campanha, não é apenas uma troca de treinador — é mais um capítulo de uma história marcada por esperança, ruptura e reinvenção. Porque, em Marselha, toda mudança soa como revolução, ainda que silenciosa. Quando Roberto De Zerbi desembarcou na Costa do Mar Mediterrâneo no verão europeu de 2024, ele trouxe consigo uma promessa estética. Um futebol ofensivo, dinâmico, intenso, capaz de enfrentar o domínio absoluto do Paris Saint-Germain mesmo sem os mesmos recursos financeiros. A diretoria marselhesa acreditava que, se não podia competir em orçamento, competiria em ideia. A aposta…
Goleada histórica no Le Classique pode marcar a virada da temporada do Paris Saint-Germain
O Paris Saint-Germain viveu no último fim de semana uma daquelas noites que ficam registradas não apenas na tabela, mas na memória coletiva do clube. A goleada por 5 a 0 sobre o Olympique de Marseille, no tradicional Le Classique, não foi apenas mais uma vitória em um campeonato que o PSG está acostumado a dominar. Foi um resultado histórico, simbólico e, sobretudo, carregado de significado emocional e esportivo. Pela primeira vez em toda a história do confronto, os parisienses construíram um placar tão elástico contra seus maiores rivais. Um 5 a 0 que ultrapassa números e toca diretamente na identidade da temporada. O Le Classique é mais do que um simples jogo de futebol no calendário francês. Trata-se da maior rivalidade do país, um duelo que concentra tensões políticas, regionais, culturais e esportivas. Paris contra Marselha é capital contra porto, poder econômico contra tradição popular, projeto global contra identidade local. Por isso,…
A impactante chegada de Endrick já coloca o Lyon na rota da Champions League
O hat-trick de Endrick na acachapante goleada por 5 a 2 do Lyon sobre o Metz na rodada passada da Ligue 1, já seria suficiente para exemplificar porque a esperança voltou a reinar pelos lados da Auvérnia-Ródano-Alpes após a chegada do renegado atacante madridista. No entanto, se os mais críticos acham que os três gols contra o lanterna da Ligue 1 ainda não servem como parâmetro, certamente os quatro tentos marcados, somados a uma assistência concedida, nas três partidas disputadas por Endrick desde que desembarcou em solo francês para defender as cores do Lyon, retratam de forma clara o enorme impacto causado pela chegada do camisa 9. Diante deste cenário, também fica fácil compreender porque Endrick errou ao não procupar um empréstimo antes do início da temporada, quando Xabi Alonso, durante a participação do Real Madrid na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, já dava sinais de que ele…
Cadê o PSG? Ninguém sabe, ninguém viu!
Passado o ano mais espetacular da história do Paris Saint-Germain, marcado pela conquista da inédita tríplice coroa, a sensação é a de que a magia, literalmente, acabou no Parque dos Príncipes. A propósito, uma impressão que aumentou demasiadamente depois da recente derrota por 2 a 1 frente o Sporting, em Alvalade, pela penúltima rodada da fase de liga da Champions League, logo na semana seguinte a precoce queda dos atuais tetracampeões franceses pelo placar mínimo diante do recém-promovido à Ligue 1, Paris FC, em pleno Parque dos Príncipes, ainda pelo estágio 1/16 avos-de-final da Copa da França. Na realidade, já era esperado que o PSG teria uma longa e dura caminhada para encarar no decorrer da temporada 2025-26, tendo em vista que a equipe não se preparou de forma adequada em virtude da Copa do Mundo de Clubes da FIFA no meio do ano, lembrando que dias antes alguns jogadores…
As cores vermelho e amarelo dão o tom do futebol francês neste final de ano
Nem Paris Saint-Germain, tampouco Olympique de Marselha. Quem encerrou a 15ª rodada da Ligue 1 no topo da classificação responde pelo nome de Racing Club de Lens, que segue desafiando todas as probabilidades na temporada 2025-26 do futebol francês. Por sinal, a campanha do Lens sinaliza de forma clara e evidente porque os pupilos de Pierre Sage já deixaram de ser uma surpresa na atual edição da Ligue 1, tendo em vista que somente duas rodadas nos separam do encerramento do primeiro turno do campeonato, o que significa que os Les Lensois, definitivamente, estão na batalha pelo segundo título francês da história, tentando repetir os feitos que apenas Monaco e Lille conseguiram dentre os últimos dez anos de total hegemonia por parte dos parisienses. Oitavo colocado na edição anterior da Ligue 1, o Lens se consolidou como um dos melhores clubes da França entre o final da década de 1990…
A quebra da ‘Maldição do Vélodrome’ renovou as expectativas em Marselha
Embora válido pela 5ª rodada da Ligue 1, o primeiro encontro entre Olympique de Marselha e PSG na temporada 2025-26, marcado pela edição de número 108 do Le Classique, mais parecia uma decisão de campeonato aos marselheses no pulsante Vélodrome. Além da natural rivalidade que transcende até mesmo aspectos esportivos, diversos eram os elementos que tornavam o Le Classique ainda mais especial, a começar pelo duradouro jejum de quase 14 anos sem vitórias do Olympique de Marselha contra o PSG pela Ligue 1, lembrando que no decorrer deste período, mais especificamente na temporada 2022-23, os parisienses caíram diante dos Les Phocéen por 2 a 1, porém nas oitavas-de-final da Coupe de France. Por sinal, Didier Deschamps estava à beira do gramado do Vélodrome no último triunfo do Olympique de Marselha no Le Classique pela Ligue 1, em 27 de novembro de 2011 (3 a 0), época em que os marselheses…
Com o alicerce construído, De Zerbi promete ainda mais no Olympique de Marselha
Há um ano, Roberto De Zerbi deixava a Inglaterra para se aventurar em terras francesas ao trocar o Brighton pelo Olympique de Marselha, que após ser comandado na temporada passada por Marcelini García Toral, Gennaro Gattuso e Jean-Louis Gasset, terminou a Ligue 1 na oitava colocação. Em outras palavras, Roberto De Zerbi desembarcou na costa do Mediterrâneo num momento pra lá de crítico, que resultou na pior campanha do Olympique de Marselha desde a 13ª posição na edição 2015-16 da Ligue 1, simbolizada pelo tumultuado adeus de Marcelo Bielsa. Além disso, o ex-treinador do Brighton também chegava lidando com o histórico de que nenhum dos antecessores sobreviveram no cargo mais do que uma temporada nos últimos cinco anos. Ainda assim, Roberto De Zerbi aceitou encarar o desafio de assumir o comando técnico do Olympique de Marselha, rejeitando propostas, por exemplo, do Milan, clube pelo qual atuou nos tempos de jogador e,…