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	<title>Portugal-SoccerBlog</title>
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		<title>Marco Silva e a missão de devolver o Benfica ao topo de Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 15:47:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-26 terminou de forma melancólica para os torcedores benfiquistas. Isso porque o Benfica encerrou a Liga Portugal ocupando apenas a terceira posição da tabela, atrás dos seus dois maiores rivais, Porto e Sporting. Portanto, um desfecho frustrante para o clube que iniciou a temporada apontado como um dos favoritos ao título nacional e [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-26 terminou de forma melancólica para os torcedores benfiquistas. Isso porque o Benfica encerrou a Liga Portugal ocupando apenas a terceira posição da tabela, atrás dos seus dois maiores rivais, Porto e Sporting. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, um desfecho frustrante para o clube que iniciou a temporada apontado como um dos favoritos ao título nacional e que, apesar de permanecer invicto ao longo da Liga Portugal, não conseguiu transformar empates em vitórias suficientes para levantar o troféu. O resultado prolonga um jejum que já dura três temporadas e aumenta a pressão sobre uma instituição acostumada a dominar o futebol português ao longo da sua história.</p>



<p class="has-medium-font-size">O fato de terminar um campeonato invicto normalmente seria motivo de orgulho para qualquer equipe. No entanto, no caso do Benfica, a sensação predominante foi de fracasso. Isso porque os <em>Encarnados</em> desperdiçaram pontos preciosos diante de adversários tecnicamente inferiores, algo que acabou custando muito caro na disputa pelo título. Empates contra equipes como Rio Ave, Tondela e Casa Pia impediram que o Benfica acompanhasse o ritmo dos rivais diretos, evidenciando que o problema esteve muito mais nas próprias limitações dos comandados de José Mourinho do que na força dos adversários.</p>



<p class="has-medium-font-size">A campanha acabou sendo uma síntese perfeita da segunda passagem de José Mourinho pela Luz. O Benfica mostrou-se competitivo nos grandes jogos, mas excessivamente irregular nos confrontos em que tinha a obrigação de vencer. O dado que mais ilustra essa realidade é o fato de a equipe não ter perdido nenhum clássico pela Liga Portugal. Contra Porto e Sporting, os <em>Encarnados</em> foram capazes de competir em igualdade de condições. Porém, ao longo de uma temporada inteira, campeonatos não são vencidos apenas nos confrontos diretos, mas principalmente diante dos oponentes da metade inferior da tabela.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">E tudo o Dragão levou… 😪🐉 <br><br>A tabela final da <a href="https://x.com/hashtag/LigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LigaPortugalBetclic</a> pintada a azul e branco  🔵⚪ <a href="https://t.co/maQFIN4jDn">pic.twitter.com/maQFIN4jDn</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://x.com/ligaportugal/status/2055765736652509463?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Por essa razão, a saída de José Mourinho não surpreendeu ninguém. Embora o treinador tenha chegado cercado de expectativa e carregando consigo uma das carreiras mais vitoriosas da história do futebol, a sua segunda passagem pelo Benfica dificilmente deixará saudades entre os torcedores. O <em>Special One</em> não conseguiu conquistar títulos, não recolocou o clube no topo do futebol português e tampouco foi capaz de levar a equipe a campanhas expressivas nas copas nacionais. Para um treinador do seu tamanho, o saldo final ficou muito abaixo do esperado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas competições nacionais, o desempenho do Benfica foi igualmente decepcionante. Na Taça de Portugal, os <em>Encarnados</em> foram eliminados pelo Porto nas quartas-de-final após derrota por 1 a 0. Já na Taça da Liga, a caminhada terminou ainda antes da decisão, com uma eliminação diante do Braga nas semifinais pelo placar de 3 a 1. Foram tropeços que impediram a equipe de compensar a frustração da Liga Portugal através de uma conquista alternativa, algo que acabou aumentando ainda mais a insatisfação pelos lados da Luz.</p>



<p class="has-medium-font-size">No cenário europeu, o Benfica teve apenas um momento verdadeiramente memorável. Na rodada derradeira da fase de liga da Champions League, a equipe derrotou o Real Madrid graças a um gol histórico do goleiro Anatoliy Trubin nos instantes finais da partida. Foi uma daquelas noites que ficam eternizadas na memória dos benfiquistas. O Estádio da Luz viveu uma atmosfera mágica e, naquele instante, parecia que a temporada poderia reservar algo especial para os portugueses.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, a realidade tratou rapidamente de esfriar o entusiasmo benfiquista. Pouco tempo depois, o próprio Real Madrid cruzou novamente o caminho do Benfica nos playoffs da Champions League. Desta vez, os espanhóis levaram a melhor e eliminaram a equipe portuguesa. O episódio acabou simbolizando bem a distância que ainda separa os <em>Encarnados</em> da elite do futebol europeu. Capaz de vencer um gigante em uma noite isolada, mas ainda sem consistência suficiente para competir de igual para igual em um confronto de mata-mata.</p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, o único troféu conquistado pelo Benfica ao longo da temporada veio ainda sob o comando de Bruno Lage. A vitória pelo placar mínimo sobre o Sporting na Supertaça de Portugal garantiu um simbólico título logo no início da campanha. Naquele momento, muitos imaginavam que aquela conquista pudesse representar o começo de uma caminhada vencedora. No entanto, o que se viu nos meses seguintes foi exatamente o contrário, com a volta olímpica no Algarve se tornando somente uma pequena lembrança positiva em meio a um ano marcado por frustrações e oportunidades desperdiçadas.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Nas 7 últimas épocas, o 🦅 Benfica só foi uma vez campeão, não conquistou qualquer Taça e terminou a Liga no 3.º lugar por 3 vezes &#8211; conquistou, ainda, 3 Supertaças e uma Taça da Liga <a href="https://t.co/RZo4tlqyYG">pic.twitter.com/RZo4tlqyYG</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2055775101329547573?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que quando o Real Madrid demonstrou interesse na contratação de José Mourinho, a direção benfiquista se viu diante de uma situação curiosa. Embora internamente já existissem dúvidas sobre a continuidade do treinador, a possibilidade de perdê-lo para o maior clube do mundo acabou provocando uma mudança de postura momentânea. Ainda assim, o acordo entre Mourinho e os <em>Merengues</em> avançou e a despedida tornou-se inevitável, encerrando uma passagem que nunca conseguiu atingir o nível de expectativa gerado no momento da sua contratação.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro nome escolhido para substituí-lo foi Ruben Amorim. A aposta fazia sentido. Afinal, Amorim transformou o Sporting ao longo de quatro anos e meio de trabalho, devolvendo protagonismo aos <em>Leões</em> e conquistando títulos importantes. Além disso, a sua ligação histórica com o Benfica alimentava a esperança de um regresso à casa onde construiu parte da sua carreira como jogador. No entanto, o ex-treinador do Manchester United optou por seguir outro caminho e recusou a proposta apresentada pelo presidente Rui Costa.</p>



<p class="has-medium-font-size">A negativa de Ruben Amorim representou um duro golpe para os planos da diretoria. Livre no mercado e sem clube naquele momento, ele parecia reunir todas as características desejadas para liderar um novo ciclo. Porém, a decisão de tirar um ano sabático afastou qualquer possibilidade de acordo. O Benfica voltou então ao mercado em busca de alternativas e, após sondar Jorge Jesus, encontrou uma opção que talvez seja ainda mais interessante do ponto de vista estratégico para o futuro da equipe.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Forever a genius. Forever Fulham. 🤍 <a href="https://t.co/lACT1rQxG0">pic.twitter.com/lACT1rQxG0</a></p>&mdash; Fulham Football Club (@FulhamFC) <a href="https://x.com/FulhamFC/status/2061855366560841809?ref_src=twsrc%5Etfw">June 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Foi nesse contexto que surgiu o nome de Marco Silva. Após cinco temporadas de enorme sucesso no Fulham, o treinador português decidiu regressar ao seu país natal depois de onze anos trabalhando no exterior. Desde que assumiu o clube londrino em 2021, Marco Silva transformou completamente a realidade da equipe. Os <em>Cottagers</em> deixaram de ser um time marcado por constantes acessos e descensos para se consolidarem como uma presença estável na Premier League, frequentemente ocupando posições intermediárias da tabela e sem maiores preocupações com o rebaixamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">O desafio que aguarda Marco Silva na Luz, todavia, será muito diferente daquele que encontrou em Londres. No Fulham, o objetivo principal era competir, sobreviver e aproveitar oportunidades diante de adversários mais poderosos financeiramente. No Benfica, a exigência será exatamente oposta. O treinador de 48 anos de idade terá de assumir o protagonismo, controlar os jogos, propor futebol ofensivo e lidar com uma pressão por títulos muito superior. Será uma mudança radical de contexto que permitirá observar uma nova faceta do técnico português.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, a chegada de Marco Silva representa uma mudança de rumo extremamente interessante na Luz. Depois de apostar na experiência e no pragmatismo de José Mourinho, o Benfica escolhe agora um treinador identificado com ideias mais modernas e com uma trajetória recente bastante consistente. Naturalmente, só o tempo dirá se a decisão foi acertada. Mas uma coisa parece evidente: após três temporadas consecutivas sem conquistar a Liga Portugal, os <em>Encarnados</em> precisavam de uma renovação profunda. E o novo técnico benfiquista chega justamente com a missão de devolver ao clube o protagonismo que o seu torcedor considera uma obrigação histórica.</p>
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		<title>O Dragão despertou: Porto, campeão português 2025-26</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 17:11:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há exatamente um ano, as lágrimas escorriam em diferentes pontos da Europa. Em Amsterdã, Francesco Farioli chorava copiosamente após ver o Ajax deixar escapar o título holandês nas rodadas finais da Eredivisie diante do PSV Eindhoven. Do outro lado do continente, no norte de Portugal, os torcedores portistas lamentavam uma dolorosa terceira colocação na Liga [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Há exatamente um ano, as lágrimas escorriam em diferentes pontos da Europa. Em Amsterdã, Francesco Farioli chorava copiosamente após ver o Ajax deixar escapar o título holandês nas rodadas finais da Eredivisie diante do PSV Eindhoven. Do outro lado do continente, no norte de Portugal, os torcedores portistas lamentavam uma dolorosa terceira colocação na Liga Portugal, justamente no primeiro ano da gestão do presidente André Villas-Boas. O cenário parecia distante da grandeza histórica dos <em>Dragões</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, havia desconfiança, ansiedade e a sensação de que o Porto precisava reencontrar sua essência mediante as saídas do ex-mandatário Jorge Nuno Pinto da Costa e do ex-técnico Sérgio Conceição. Mas o futebol, como quase sempre acontece, gosta de transformar lágrimas em combustível. Um ano depois, aquilo que era frustração virou festa. O Estádio do Dragão voltou a pulsar como nos seus tempos mais gloriosos. O azul voltou a dominar Portugal. E os <em>Dragões</em> voltaram a dar a volta olímpica como campeões portugueses após quatro temporadas de jejum.</p>



<p class="has-medium-font-size">O responsável por essa reconstrução atende pelo nome de Francesco Farioli. Aos 37 anos de idade, o treinador italiano desembarcou em solo português carregando cicatrizes recentes, mas também ideias modernas e uma obsessão quase filosófica pela construção do jogo. Formado em filosofia antes mesmo de mergulhar de vez na carreira fora das quatro linhas, Farioli sempre enxergou o esporte como algo muito além de sistemas táticos ou movimentações mecânicas. Para ele, o futebol também é identidade, comportamento e mentalidade coletiva. E talvez tenha sido justamente isso que o Porto mais precisava naquele momento. Dizem em Portugal que o técnico portista é exigente ao extremo, quase insaciável no trabalho diário, ao mesmo tempo que relatam que ele possui uma capacidade rara de aproximar pessoas, criar ambientes leves e transformar pressão em compromisso coletivo. No Dragão, encontrou o ambiente perfeito para florescer. Encontrou estrutura, respaldo e, sobretudo, um clube desesperado para voltar a sentir orgulho de si mesmo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Treinadores campeões na 1.ª época pelo 🔵FC Porto:<br>Yustrich<br>Bela Guttmann<br>Artur Jorge<br>Ivic<br>Carlos Alberto Silva<br>António Oliveira<br>Fernando Santos<br>Co Adriaanse<br>Jesualdo Ferreira<br>André Villas-Boas<br>Vítor Pereira<br>Sérgio Conceição<br>Farioli <a href="https://t.co/Ep4RiN60p2">pic.twitter.com/Ep4RiN60p2</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2050692809754136767?ref_src=twsrc%5Etfw">May 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A relação construída entre Francesco Farioli e André Villas-Boas foi decisiva para o sucesso da temporada. Em um futebol cada vez mais imediatista, marcado por interferências políticas e guerras internas de ego, os <em>Dragões</em> encontraram harmonia. Villas-Boas entendeu que reconstruir um gigante exige tempo, coragem e coerência. E Farioli precisava exatamente disso para implementar suas ideias. Não houve desespero nas primeiras dificuldades, nem caça às bruxas após pequenos tropeços. Existiu convicção. O presidente deu autonomia ao treinador italiano para moldar o elenco, redefinir comportamentos e recuperar jogadores que pareciam perdidos emocionalmente após temporadas turbulentas. O resultado apareceu dentro de campo, mas começou muito antes, nos bastidores. O Porto campeão português de 2026 nasceu da rara capacidade de um clube alinhar direção, comando técnico e ambiente em torno de uma única ideia.</p>



<p class="has-medium-font-size">O maior mérito de Francesco Farioli talvez tenha sido algo extremamente difícil de se construir: identidade. E identidade não surge da noite para o dia. Na vida humana, ela começa na infância e muitas vezes sequer é concluída na fase adulta. No futebol, então, onde treinadores frequentemente sobrevivem poucos meses, criar personalidade coletiva parece quase impossível. Mas Farioli conseguiu. Lentamente, através de uma reconstrução silenciosa, o treinador italiano transformou o Porto em uma equipe reconhecível. Um time que sabia exatamente o que queria fazer em campo. Agressivo sem ser desorganizado. Intenso sem perder lucidez. Compacto sem abrir mão da criatividade. Os <em>Dragões</em> voltaram a transmitir aquela sensação que durante décadas os acompanhou: a impressão de que havia algo mentalmente inabalável naquela camisa azul e branca.</p>



<p class="has-medium-font-size">O curioso é que os sinais do título começaram a aparecer muito cedo na temporada. Ainda durante o primeiro turno da Liga Portugal, o Porto já dava demonstrações claras de superioridade competitiva. A equipe estabeleceu o novo recorde de pontos da história do primeiro turno do campeonato ao encerrar a 17ª rodada com impressionantes 49 pontos conquistados. Uma campanha praticamente impecável. Até aquele momento, o Porto havia tropeçado apenas uma vez, justamente diante do Benfica, no maior clássico do futebol português, em um empate sem gols no Estádio do Dragão. O desempenho coletivo impressionava até os principais rivais. O comandados de Francesco Farioli pressionavam alto, sufocavam os adversários e controlavam partidas com maturidade rara para um time em reconstrução. Mais do que vencer, os <em>Dragões</em> convenciam. E convencer em Portugal, especialmente após anos de turbulência, era quase tão importante quanto levantar a taça.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Mensagem de André Villas-Boas após a conquista do 31.º título nacional: <a href="https://t.co/rHCpOzlFT3">https://t.co/rHCpOzlFT3</a> <a href="https://t.co/WBvuZDVXs3">pic.twitter.com/WBvuZDVXs3</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://twitter.com/FCPorto/status/2050708164505395553?ref_src=twsrc%5Etfw">May 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Na segunda metade da temporada, naturalmente, apareceram alguns percalços. Nenhuma campanha histórica acontece sem cicatrizes. O principal tropeço foi justamente a única derrota sofrida pelo Porto até aqui na Liga Portugal, diante do Casa Pia, por 2 a 1. O resultado gerou debates, questionamentos e a inevitável pressão externa sobre a capacidade mental da equipe para sustentar a liderança até o fim. Mas foi exatamente nesse momento que o Porto demonstrou maturidade competitiva. Ao invés de desmoronar, o time reagiu com naturalidade. Não houve pânico. Não houve crise artificial. Houve resposta. E essa resposta apareceu principalmente nos jogos grandes, nos clássicos, nos momentos em que campeonatos costumam ser definidos. Os <em>Dragões</em> seguiram pontuando, continuaram sendo regulares e jamais permitiram com que Benfica ou Sporting realmente ameaçassem sua caminhada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Existe algo muito simbólico na regularidade construída por esse Porto. Em tempos de futebol acelerado, em que equipes vivem de explosões emocionais curtas, Francesco Farioli apostou em consistência. Os campeões portugueses não foram coroados através de atuações espetaculares semana após semana, mas sim porque raramente perderam o controle da temporada, transformando estabilidade em arma competitiva, aprendendo a vencer mesmo sem brilho. Os <em>Dragões</em> souberam administrar pressão, expectativa e até mesmo o pesado calendário que incluiu a disputa da Europa League. Em momento algum pareceram reféns da ansiedade coletiva que tantas vezes destrói campanhas promissoras. Foi um time preparado, que suportou tanto o desgaste quanto o próprio favoritismo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, a duas rodadas do desfecho da Liga Portugal, o Porto ainda tem a possibilidade de atingir a marca de 91 pontos. Um recorde simbólico, porque pertence justamente ao próprio clube na temporada 2021-22, dirigido por Sérgio Conceição na última vez em que os <em>Dragões</em> haviam conquistado a competição. E isso ajuda a estabelecer uma ponte interessante entre diferentes gerações recentes portistas. A equipe de Sérgio Conceição era visceral, intensa e inflamada. Já o time de Francesco Farioli parece mais racional, mais cerebral, mais organizado estruturalmente. São diferentes, mas unidos pelo mesmo espírito competitivo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isso explica porque existe um padrão tão curioso na trajetória portista. Quando o período de seca parece chegar ao limite máximo suportável, o clube simplesmente se transforma. Foi assim em diferentes momentos da história. Em 2003, sob a liderança de José Mourinho, o Porto não apenas recuperou o domínio nacional como iniciou uma das trajetórias mais icônicas do futebol europeu moderno. Mais tarde, em 2018, Sérgio Conceição devolveu aos Dragões algo que parecia perdido: alma competitiva. Agora, em 2026, Francesco Farioli entrega outra peça fundamental: estrutura. E talvez essa seja a palavra que melhor explique esse título português. Estrutura emocional. Estrutura tática. Estrutura institucional. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="116743" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-9.jpg" alt="" class="wp-image-116743"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Com mais essa conquista, o Porto chegou ao 31º título português, estando apenas atrás do Benfica, 38 vezes campeão, no ranking dos maiores vencedores do país.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, o Porto voltou a ser um clube alinhado consigo mesmo. Voltou a transmitir estabilidade. Voltou a assustar rivais antes mesmo da bola rolar. Quem viveu os ciclos históricos do clube reconhece imediatamente alguns elementos familiares nessa campanha. A força emocional, a capacidade de crescer em momentos decisivos, a atmosfera quase sufocante criada no norte de Portugal. E principalmente aquela sensação de resistência que sempre acompanhou os <em>Dragões</em> diante dos centros políticos e midiáticos do futebol português, que os transformou neste gigante que aprendeu a sobreviver enfrentando poderes maiores economicamente. </p>



<p class="has-medium-font-size">Também chama atenção a maneira como Francesco Farioli potencializou individualidades sem destruir o coletivo. Em muitos momentos da temporada, o Porto apresentou jogadores vivendo provavelmente o melhor futebol de suas carreiras. Mas ninguém parecia maior do que a própria ideia de equipe. E isso não acontece por acaso. Existe método, convencimento e liderança. Os <em>Dragões</em> passaram a ser um time onde cada peça parecia entender exatamente sua função dentro da engrenagem, sem vaidade excessiva, sem dependência absoluta de uma única estrela, apenas com organização. </p>



<p class="has-medium-font-size">O mais impressionante, contudo, é perceber como esse título muda completamente a percepção sobre o projeto iniciado por André Villas-Boas. Há um ano, muitos olhavam para a nova gestão com total desconfiança. O peso da herança deixada por décadas anteriores parecia enorme demais. Mas o futebol é cruel com quem hesita e absolutamente generoso com quem possui coragem para sustentar convicções. Villas-Boas apostou em um treinador jovem, estrangeiro e sem experiência em clubes da dimensão do Porto. Poderia ter escolhido caminhos mais seguros politicamente. Não escolheu. Jogou suas fichas em ideias, modernidade e reconstrução profunda. E foi recompensado com aquilo que o torcedor portista mais desejava: voltar a sentir orgulho do próprio clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, este título português representa muito mais do que apenas mais uma taça na gigantesca galeria do Porto. Representa a sensação de reencontro com a própria identidade, com a competitividade, com a capacidade de olhar para Benfica e Sporting sem qualquer sentimento de inferioridade. A Liga Portugal voltou a vestir azul nesta temporada. E existe algo poeticamente simbólico nisso. Porque enquanto o futebol moderno acelera desesperadamente em busca de resultados instantâneos, os<em> Dragões</em> provaram que algumas reconstruções ainda podem ser feitas com paciência, coerência e ideias. Francesco Farioli chegou ao clube carregando lágrimas de Amsterdã. Hoje, termina seu primeiro ano em Portugal carregando história.</p>
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		<title>Sem Cristiano Ronaldo, Portugal expõe sua principal dependência no Azteca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 15:20:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Portuguesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal deixou o Estádio Azteca com um empate sem gols diante do México, mas o resultado em si foi apenas um detalhe dentro de um contexto muito maior. O amistoso revelou mais do que números frios no placar, trouxe à tona uma sensação que paira sobre a seleção portuguesa há algum tempo: a importância de [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Portugal deixou o Estádio Azteca com um empate sem gols diante do México, mas o resultado em si foi apenas um detalhe dentro de um contexto muito maior. O amistoso revelou mais do que números frios no placar, trouxe à tona uma sensação que paira sobre a seleção portuguesa há algum tempo: a importância de Cristiano Ronaldo.<br></p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, a ausência de Cristiano Ronaldo escancarou uma lacuna que não é apenas técnica, mas também emocional e simbólica dentro da selecão portuguesa. Em um cenário de preparação para a Copa do Mundo, jogos como esse servem justamente para expor fragilidades ocultas. E Portugal, sem sua principal referência, mostrou dificuldades claras na construção ofensiva. Faltou presença de área, faltou imposição e, principalmente, faltou aquele jogador que muda a dinâmica de um jogo. O empate, portanto, foi mais diagnóstico do que resultado. Um retrato fiel de uma equipe ainda dependente de seu maior nome.</p>



<p class="has-medium-font-size">Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, continua sendo uma peça central na engrenagem da seleção portuguesa, algo que poucos imaginariam há alguns anos. O maior artilheiro da história das seleções não carrega apenas números, mas uma influência que transcende estatísticas. Sua presença em campo altera comportamentos, reposiciona adversários e eleva o nível de confiança dos companheiros. Mesmo sem a explosão física de seus melhores anos, Ronaldo compensa com inteligência, leitura de jogo e posicionamento cirúrgico. É o tipo de jogador que entende o tempo do jogo como poucos na história. No Azteca, sua ausência foi sentida justamente nesses detalhes invisíveis que não aparecem nas estatísticas. Portugal teve a posse, teve circulação, mas faltou decisão. E quando falta decisão, falta alguém que a tome.</p>



<p class="has-medium-font-size">A comparação com Gonçalo Ramos, principal alternativa na função, evidencia ainda mais essa diferença de patamar. O atacante do PSG é útil, tem características interessantes, mas ainda distante do nível de influência que Cristiano Ronaldo exerce. Não se trata apenas de qualidade técnica, mas de peso dentro do jogo. O camisa 7 intimida, desloca linhas defensivas, cria espaços mesmo sem tocar na bola. Ramos, por outro lado, ainda busca afirmação em um cenário de alto nível. E isso ficou claro contra o México, onde Portugal encontrou dificuldades para transformar posse em perigo real. A equipe circulava a bola, mas sem profundidade, sem ruptura. Faltava aquele movimento que quebra a defesa, aquele gesto técnico que muda o rumo da jogada. E, mais uma vez, o nome que faltava era o mesmo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="116145" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-14.jpg" alt="" class="wp-image-116145"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Cristiano Ronaldo lidera a lista dos maiores artilheiros por seleções na história somando o montante de 143 gols em 226 partidas defendendo as cores de Portugal.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Mas o amistoso não deve ser analisado apenas sob a ótica da ausência de Cristiano Ronaldo. Roberto Martínez utilizou o confronto como um verdadeiro laboratório para desafios que vão muito além das quatro linhas. Jogar no Estádio Azteca significa enfrentar altitude, desgaste físico e condições completamente diferentes do habitual europeu. E esse tipo de experiência será fundamental na próxima Copa do Mundo. O torneio, que será disputado em três países, exigirá adaptação constante das seleções. Não se trata apenas de futebol, mas de logística, recuperação física e capacidade de lidar com ambientes distintos. Portugal, nesse sentido, começa a construir sua preparação de forma estratégica. Cada amistoso carrega um objetivo maior. E esse empate, apesar de morno, cumpre uma função importante dentro desse planejamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">A escolha por enfrentar México e Estados Unidos neste momento não é aleatória. Trata-se de uma tentativa clara de antecipar cenários que serão vividos no Mundial. Altas temperaturas, deslocamentos longos e o desgaste físico farão parte da rotina das seleções. Portugal, ao se expor a essas condições desde já, busca reduzir o impacto quando a competição começar. A ideia de estabelecer base no sul da Flórida, próximo a Miami, reforça esse planejamento. Ali, os jogadores poderão se ambientar ao calor e à umidade, fatores que podem influenciar diretamente no desempenho. Em torneios desse nível, detalhes fazem diferença. E a preparação fora das quatro linhas pode ser tão decisiva quanto qualquer ajuste tático. Roberto Martínez entende isso e trabalha para minimizar qualquer tipo de surpresa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro ponto relevante dentro desse processo é o cuidado com o aspecto mental dos jogadores. A temporada europeia é longa e desgastante, e chegar a uma Copa do Mundo em alto nível exige mais do que preparo físico. Por isso, a decisão de conceder dias de descanso após o fim da temporada se mostra essencial. Roberto Martínez pretende dar aos atletas um período de uma semana próximo das famílias antes da concentração definitiva. Essa estratégia busca preservar o equilíbrio emocional do grupo, evitando desgaste psicológico antes mesmo do início da competição. Em torneios curtos, onde a pressão é constante, a mente pode ser determinante. E Portugal tenta construir um ambiente confortável para seus jogadores. Um ambiente que permita foco total quando a bola rolar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, a seleção portuguesa possui um dos elencos mais qualificados tecnicamente do futebol mundial. O meio-campo, em especial, é o grande ponto forte da equipe. Jogadores como Vitinha e João Neves representam uma nova geração que alia intensidade, qualidade técnica e inteligência tática. Ambos foram peças fundamentais na conquista recente do Paris Saint-Germain na Champions League, mostrando maturidade em alto nível. Ao lado deles, nomes como Bruno Fernandes e Bernardo Silva oferecem criatividade e capacidade de decisão. Trata-se de um setor que combina juventude e experiência de forma equilibrada. E que, em teoria, deveria garantir controle de jogo em qualquer cenário.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116156" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-15-e1774969216706.jpg" alt="" class="wp-image-116156"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Contra o México, a seleção portuguesa obteve o quatro empate sem gols sob o comando de Roberto Martínez, já que placares similares ocorreram em 2024, diante de Eslovênia, França e Escócia. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Nas laterais, Portugal também apresenta profundidade e qualidade. Nuno Mendes, pela esquerda, é um dos laterais mais completos da atualidade, combinando força física, velocidade e capacidade ofensiva. Pela direita, João Cancelo e Diogo Dalot oferecem opções diferentes, mas igualmente eficazes. Cancelo, com sua versatilidade e qualidade técnica, e Dalot, com sua consistência defensiva e apoio ao ataque. Esse leque de opções permite variações táticas importantes ao longo das partidas. E dá a Martínez alternativas para adaptar a equipe conforme o adversário. Em um torneio como a Copa do Mundo, ter soluções diferentes é fundamental. E Portugal, nesse aspecto, está bem servido.</p>



<p class="has-medium-font-size">No setor ofensivo, as opções também são numerosas e de alto nível. Rafael Leão, Pedro Neto e Francisco Conceição representam velocidade, drible e capacidade de desequilíbrio. São jogadores capazes de quebrar linhas e criar situações de perigo em espaços reduzidos. Cada um com características distintas, mas todos com potencial para decidir jogos. Ainda assim, a presença de Cristiano Ronaldo altera completamente a dinâmica desse setor. Com ele, os pontas encontram referência na área, alguém que finaliza e ocupa buracos de forma inteligente. Sem ele, o jogo perde objetividade. E isso ficou evidente diante do México. Portugal tinha a bola, mas não tinha profundidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se há um setor que ainda levanta dúvidas, esse setor é a defesa. Rúben Dias é a principal referência, um líder técnico e emocional dentro da equipe. No entanto, as opções ao seu redor não apresentam o mesmo nível de segurança. Falta profundidade, falta consistência em algumas peças. Em Copas do Mundo, onde a solidez defensiva costuma ser determinante, essa é a principal fragilidade que os portugueses ainda buscam estabilidade.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Não houve golos no Azteca num jogo em Portugal apresentou domínio nos principais registos ofensivos, mas com um total de 3 remates enquadrados pelas 2 equipas nos 90 minutos <a href="https://t.co/KjP4WilRjF">pic.twitter.com/KjP4WilRjF</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2038092335041462617?ref_src=twsrc%5Etfw">March 29, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O grupo de Portugal na próxima Copa do Mundo também apresenta desafios específicos. A equipe enfrentará adversários como Colômbia, além de confrontos frente Jamaica ou Congo, além do Uzbequistão. Cada jogo em um contexto diferente, com condições climáticas distintas. Miami, por exemplo (Colômbia), exigirá adaptação à umidade intensa, enquanto Houston (demais partidas da fase de grupos) oferece ambiente controlado em estádio coberto. Essa variação exige preparação detalhada. E reforça a importância dos amistosos atuais. Cada experiência conta. Cada jogo é um passo dentro de um processo maior.</p>



<p class="has-medium-font-size">A gestão de Roberto Martínez, até aqui, mostra uma preocupação clara com todos esses aspectos. Não se trata apenas de montar um time competitivo, mas de criar um ambiente propício para o sucesso. A logística, o planejamento e o cuidado com os jogadores fazem parte de uma estratégia mais ampla. Martínez sabe que tem um elenco talentoso nas mãos. Mas também sabe que talento, por si só, não garante títulos. É preciso organização, preparação e equilíbrio. E Portugal parece caminhar nessa direção.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, a questão que permanece é a dependência de Cristiano Ronaldo. Diferentemente do Mundial anterior, quando Fernando Santos optou por deixá-lo no banco em determinados momentos, Roberto Martínez já deixou claro seu posicionamento. Cristiano terá papel central na equipe. Sua experiência, sua liderança e sua capacidade de decisão são vistas como indispensáveis. E o amistoso contra o México apenas reforçou essa percepção. Portugal é uma seleção forte, talentosa, organizada. Mas, sem seu maior nome, ainda perde parte de sua identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, o empate no Azteca não entra para a história como um resultado relevante. Mas serve como alerta. Portugal tem elenco, tem estrutura e tem um projeto sólido. Mas ainda gira em torno de um jogador que desafia o tempo e redefine limites. Cristiano Ronaldo segue sendo o eixo de uma seleção que busca, mais uma vez, o protagonismo mundial. E, enquanto isso for verdade, sua ausência continuará sendo sentida — não apenas no placar, mas na alma do jogo.</p>
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		<title>O Porto de Farioli: da reconstrução silenciosa à liderança absoluta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 21:30:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A história recente do Porto carrega o peso de uma transição que não é apenas administrativa, mas quase espiritual. Quando André Villas-Boas assumiu a presidência, sucedendo o lendário Jorge Nuno Pinto da Costa após quatro décadas de gestão, o clube entrou em um território desconhecido. Era como trocar o guardião de um império que parecia [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A história recente do Porto carrega o peso de uma transição que não é apenas administrativa, mas quase espiritual. Quando André Villas-Boas assumiu a presidência, sucedendo o lendário Jorge Nuno Pinto da Costa após quatro décadas de gestão, o clube entrou em um território desconhecido. Era como trocar o guardião de um império que parecia eterno. E, como toda mudança brusca, o primeiro impacto foi duro. Os Dragões perderam identidade, perderam rumo e, acima de tudo, perderam o controle sobre o próprio destino competitivo dentro de Portugal.</p>



<p class="has-medium-font-size">A saída de Sérgio Conceição, ídolo incontestável e símbolo de uma era de intensidade, deixou um vazio que não se preenche apenas com nomes. As escolhas seguintes, Vítor Bruno e depois Martín Anselmi, não conseguiram dar sequência à exigência histórica do clube. O resultado foi um Porto distante de si mesmo, terminando apenas na terceira colocação da Liga Portugal. Mais do que a posição, doeu a ausência na Champions League, uma competição que sempre foi palco natural aos portistas. Era um <em>Dragão</em> irreconhecível, quase silencioso diante de sua própria grandeza.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas há momentos em que o passado não serve como prisão, e sim como bússola. André Villas-Boas, diferente de muitos dirigentes, conhece o campo por dentro. Ele já foi treinador, já sentiu a pressão do banco e já conduziu o Porto ao topo da Europa em 2011, com uma tríplice coroa histórica ao vencer a Liga Portugal, a Taça de Portugal e a Europa League. E talvez tenha sido justamente essa vivência que o levou a entender que o erro não estava no elenco, mas na escolha de quem conduzia a ideia de jogo. Era preciso mais do que um técnico. Era necessário um conceito.</p>



<p class="has-medium-font-size">E esse conceito chegou com Francesco Farioli. Italiano, estudioso, discípulo da nova escola tática europeia, com passagem como auxiliar de Roberto De Zerbi, Farioli representa o futebol contemporâneo em sua essência. Um jogo baseado em intensidade, pressão alta, controle territorial e fluidez ofensiva. Não é apenas sobre atacar, mas sobre dominar. Não é apenas sobre correr, mas sobre pensar o espaço. E foi exatamente isso que ele trouxe ao Porto: uma identidade clara, algo que o clube havia perdido.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116087" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-10-e1774385507538.jpg" alt="" class="wp-image-116087"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 43 jogos à frente do Porto, Francesco Farioli coleciona 34 vitórias, 5 empates, 4 derrotas, 84 gols marcados e apenas 24 sofridos. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Seus trabalhos passados já apontavam esse caminho. No Nice, assumiu um time que vinha de uma modesta nona colocação e rapidamente elevou o nível competitivo da equipe. Levou o clube à quinta posição, mantendo uma invencibilidade impressionante nos primeiros 13 jogos. Por um longo período, o Nice sonhou com a Champions League. Faltou investimento, faltou profundidade de elenco, mas sobrou organização. E, no futebol moderno, organização é o primeiro passo para sonhar alto.</p>



<p class="has-medium-font-size">No Ajax, o desafio foi ainda maior. Francesco Farioli encontrou um clube em colapso estrutural. Sem liderança, sem estabilidade e com uma sucessão caótica de treinadores, o gigante de Amsterdã parecia perdido. Ainda assim, o técnico italiano reorganizou o time, elevou o desempenho e somou 22 pontos a mais em relação à temporada anterior. O vice-campeonato veio com gosto agridoce, especialmente pela perda de uma vantagem de nove pontos nas cinco rodadas finais. Mas o contexto jamais pode ser ignorado: o Ajax sequer deveria estar naquela disputa.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja justamente essa capacidade de reconstrução que o torna tão valioso. Francesco Farioli não é apenas um treinador de ideias, mas um arquiteto de ambientes. Ele organiza, estrutura e devolve confiança. E foi exatamente isso que encontrou ao chegar ao Porto. Um clube ferido, vindo de uma temporada abaixo, atrás de Sporting e Benfica, e ainda tentando entender seu novo momento institucional. Mais uma vez, o cenário era de reconstrução.</p>



<p class="has-medium-font-size">A resposta veio em campo. E veio rápida. O Porto de Farioli começou a temporada com um ritmo quase irreal. Foram 49 pontos conquistados em 51 possíveis na primeira metade da Liga Portugal. Uma campanha que beira a perfeição. A única derrota, contra o Casa Pia, em fevereiro, foi um pequeno desvio em uma trajetória dominante. Caso contrário, estaríamos falando de uma invencibilidade histórica, similar a de André Villas-Boas no título de 2011. É o tipo de campanha que não apenas lidera uma liga, mas impõe respeito.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔵FC Porto soma 72 pontos em 27 jornadas da 🇵🇹Liga Betclic 2025/26:<br>🔸mais um ponto do que em 2024/25<br>🔸iguala 2023/24 <a href="https://t.co/ImsYgCCPze">pic.twitter.com/ImsYgCCPze</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2035868946478354922?ref_src=twsrc%5Etfw">March 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E o mais impressionante não é apenas a pontuação, mas a forma. O Porto joga com autoridade. Pressiona alto, recupera a bola no terço final e reduz ao mínimo as ações ofensivas do adversário. Sofreu apenas sete gols em bolas rolando até aqui, um número que traduz não só solidez defensiva, mas controle absoluto dos jogos. É um time que defende com a bola e ataca com inteligência. Um equilíbrio raro, especialmente em um futebol cada vez mais caótico.</p>



<p class="has-medium-font-size">Muito desse sucesso passa pela estrutura defensiva. A linha formada por Jakub Kiwior e Jan Bednarek traz experiência e consistência, enquanto Diogo Costa, capitão e referência, atua como último guardião de um sistema quase impenetrável. Para Francesco Farioli, ele está entre os três melhores goleiros do mundo. E dentro desse modelo, isso não parece exagero. Porque mais do que defender, o &#8220;guarda-redes&#8221; da seleção portuguesa participa do jogo, constrói e organiza desde trás.</p>



<p class="has-medium-font-size">No meio-campo, o dinamismo é a palavra-chave. Jogadores como Victor Froholdt dão ao time a capacidade de transição constante, atuando de área a área com intensidade e leitura de jogo. Pablo Rosário, conhecido de Farioli desde o Nice, adiciona versatilidade e inteligência tática. É um setor que mistura força física com capacidade técnica, algo que também remete ao Porto de Sérgio Conceição, mas agora com mais refinamento na execução.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Incansáveis 💙<a href="https://twitter.com/hashtag/SeguimosJuntos?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#SeguimosJuntos</a> <a href="https://t.co/RY6ICp2F4X">pic.twitter.com/RY6ICp2F4X</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://twitter.com/FCPorto/status/2035862914960093239?ref_src=twsrc%5Etfw">March 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No ataque, mesmo diante da grave lesão de Samu Aghehowa, que rompeu o ligamento cruzado anterior em um clássico contra o Sporting, o Porto encontrou soluções. Deniz Gul e Terem Moffi assumiram responsabilidades, enquanto o jovem Oscar Pietrzewski, de apenas 17 anos, surge como uma promessa que já começa a responder em campo. Há profundidade, há alternativas e, principalmente, há um sistema que potencializa cada peça.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja essa a grande diferença. Hoje o Porto não depende de um único nome. Depende de uma ideia. Ainda que por vezes sem o brilho de Gabriel Veiga ou Rodrigo Mora, o Porto lidera. Isso porque acredita em um projeto, porque encontrou coerência, porque, pela primeira vez desde a mudança de ciclo, parece saber exatamente quem é, sendo capaz até de competir contra o midiático Sporting recheado de talento ofensivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, o futebol não é apenas sobre vencer. É sobre reconhecer a própria identidade no espelho. E hoje, o Porto volta a se enxergar. Não como uma sombra do passado, mas como um novo capítulo sendo escrito através de páginas que misturam herança e inovação, tradição e ruptura. E que, sob o comando de Francesco Farioli, transforma dúvida em convicção e reconstrução em liderança.</p>
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		<title>A noite em que Alvalade ecoou Camões: a remontada histórica do Sporting na UCL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 14:55:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
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		<category><![CDATA[Leões de Alvalade]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Borges]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há noites em que o futebol deixa de ser apenas jogo e se transforma em literatura viva. Em Lisboa, sob o céu carregado de expectativa e descrença, o Sporting Clube de Portugal escreveu um dos capítulos mais improváveis de sua história europeia. Após a duríssima derrota por 3 a 0 no Círculo Polar Ártico, diante [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Há noites em que o futebol deixa de ser apenas jogo e se transforma em literatura viva. Em Lisboa, sob o céu carregado de expectativa e descrença, o Sporting Clube de Portugal escreveu um dos capítulos mais improváveis de sua história europeia. </p>



<p class="has-medium-font-size">Após a duríssima derrota por 3 a 0 no Círculo Polar Ártico, diante do valente Bodo/Glimt, a lógica apontava para o adeus do Sporting na Champions League. Todavia, o futebol, como já nos ensinou Camões, é também feito de “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. E a última noite em Alvalade, mudou-se tudo, com o Sporting se mostrando aquele mesmo time que terminou a fase de liga na oitava posição, conquistando brilhantes vitórias sobre Paris Saint-Germain e Athletic Bilbao nas rodadas finais.</p>



<p class="has-medium-font-size">A ida havia sido um golpe seco, quase fatal. O Sporting fora dominado, sufocado, surpreendido por uma equipe norueguesa que já não era mais novidade no cenário continental. O Bodo/Glimt carregava no peito a ousadia dos que não respeitam hierarquias. Havia vencido gigantes, calado estádios, e construído uma reputação que transcendia sua origem. O 3 a 0 não era apenas um placar — era um abismo.</p>



<p class="has-medium-font-size">E é justamente nesses abismos que se revelam os verdadeiros espíritos competitivos. Alvalade não recebeu um leão derrotado; recebeu um leão ferido. E há uma diferença sutil, mas decisiva, entre ambos. O Sporting entrou em campo como quem se recusa a aceitar o destino. Como navegadores portugueses diante de mares desconhecidos, decidiu avançar mesmo sem garantias de retorno.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro sinal de que algo extraordinário estava por vir surgiu ainda na primeira etapa. O zagueiro Gonçalo Inácio, com precisão e coragem, abriu o placar e reacendeu o que parecia apagado: a esperança. Não era apenas um gol. Era um chamado. Um grito coletivo que atravessou as arquibancadas de Alvalade, invadiu o campo e transformou a atmosfera em pura tensão criativa.</p>



<p class="has-medium-font-size">A partir dali, o Sporting deixou de jogar — passou a pressionar o tempo, o espaço e o adversário. As linhas altas, a intensidade sufocante, o “perde e pressiona” executado com rigor quase obsessivo, se refletem nos 74% de posse de bola no primeiro tempo, nos 70% na etapa final, além das 38 finalizações ao longo da partida. O Bodo/Glimt, que tantas vezes impôs seu ritmo, foi empurrado para trás, obrigado a resistir. A muralha amarela se erguia, mas começava a dar sinais de desgaste, afinal é impossível resistir a tamanha pressão.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="400" data-id="116044" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-7-e1773931304206.jpg" alt="" class="wp-image-116044"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Sporting não era quadrifinalista da Champions League desde a temporada 1982-83, ou seja, há exatos 43 anos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No segundo tempo, a persistência encontrou recompensa. Pedro Gonçalves e Luis Suárez — figura central na temporada, marcou e consolidou sua condição de referência ofensiva, substituindo com autoridade o legado deixado por Gyökeres — balançaram as redes, e Alvalade compreendeu que não se tratava mais de milagre, mas de construção. O Sporting igualava o placar agregado e, com isso, reescrevia por completo o roteiro da eliminatória. Em outras palavras, o impossível já não parecia tão distante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a prorrogação foi o território onde as emoções realmente ultrapassam a razão. E foi ali que o Sporting se mostrou maior. Maximiliano Araújo, com uma atuação memorável pela esquerda, transformou profundidade em arte ao marcar o quarto gol alviverde. Participativo, agressivo, preciso nas triangulações, foi um dos destaques da virada. Seu desempenho foi daqueles que marcam carreiras — e noites históricas. O Bodo/Glimt, outrora imponente, já não encontrava respostas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e ainda restou tempo para Rafael Nel ampliar a memorável goleada dos comandados de Rui Borges, selando o 5 a 0, Alvalade deixou de ser estádio e virou palco de celebração épica. O Sporting não apenas virou um confronto. Ele simplesmente dominou, impôs, esmagou. Transformou um cenário de eliminação em uma das maiores remontadas recentes da Champions League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Claro domínio do Sporting, que rematou 4 vezes mais do que o Bodo/Glimt, mostrando a justiça da reviravolta na eliminatória <a href="https://t.co/HbAkPtxR0t">pic.twitter.com/HbAkPtxR0t</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2034014245491298506?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Entre os destaques individuais, é impossível ignorar a atuação magistral de Francisco Trincão. O cérebro da equipe, o artista entre linhas, o jogador que dita ritmo e cria caminhos onde não existem. Com duas assistências, a performance do camisa 17 foi de altíssimo nível. Um nome que, sem dúvida, ecoa até os ouvidos da seleção portuguesa e, é claro, do técnico Roberto Martínez.</p>



<p class="has-medium-font-size">No meio-campo, Morten Hjulmand é a representação perfeita da alma sportinguista. Sinônimo de intensidade, entrega, recuperação, construção, o volante dinamarquês não apenas atua, mas vive cada lance em campo através de enorme garra e disposição. Ao lado dele, Hidemasa Morita também contribuiu para o equilíbrio e a consistência de um time que jogou sempre no limite.</p>



<p class="has-medium-font-size">E há ainda a assinatura tática de Rui Borges. Questionado desde sua chegada, especialmente após a saída de Ruben Amorim, o treinador de 44 anos de idade respondeu da forma mais contundente possível: dentro das quatro linhas. Sua estratégia agressiva, com linhas altas e pressão constante, expôs riscos — mas foi executada com perfeição. As substituições, como a entrada de Zeno Debast, mostraram leitura e coragem. Esta vitória carrega, sem dúvida, seu nome.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, os Leões de Alvalade avançam às quartas-de-final e terão pela frente o Arsenal. O desafio cresce, o nível sobe, mas a mensagem já foi enviada ao continente: este Sporting está vivo. Após quatro décadas longe deste estágio da competição, o clube português ressurge com força, identidade e ambição. E naquela noite em Lisboa, como em versos eternos, ficou provado que há feitos que só o futebol — e a coragem — são capazes de escrever.</p>
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		<title>Não há motivos para os torcedores benfiquistas festejarem o Ano-Novo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 11:58:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Encarnados]]></category>
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		<category><![CDATA[José Mourinho]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se a diferença de dois pontos em relação à liderança da Primeira Liga já incomodava os torcedores benfiquistas há um ano, o que dirá então a atual desvantagem de dez pontos em comparação ao primeiro colocado Porto. Pois é, o Benfica realmente não tem motivos para celebrar esse Réveillon tendo em vista que essa larga [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Se a diferença de dois pontos em relação à liderança da Primeira Liga já incomodava os torcedores benfiquistas há um ano, o que dirá então a atual desvantagem de dez pontos em comparação ao primeiro colocado Porto.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, o Benfica realmente não tem motivos para celebrar esse <em>Réveillon</em> tendo em vista que essa larga distância na terceira colocação da Liga Portugal retrata que a conquista do título português virou questão de milagre pelos lados da Luz, o que é fruto da conturbada temporada dos <em>Encarnados</em>, marcada pelas eleição presidencial do clube que teve Rui Costa reeleito, além da troca no comando técnico da equipe por intermédio da saída de Bruno Lage e da chegada de José Mourinho.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, uma mudança que resultou no retorno de José Mourinho à Luz após 25 anos e depois de um início de temporada aquém das expectativas por parte do Benfica, nem tanto em termos de resultados mas sim pelo futebol praticado em campo, que teve a derrota para o modesto Qarabag em Lisboa, como ponto crucial para determinar a queda de Bruno Lage, visto que naquele instante os <em>Águias </em>permaneciam invictos na Liga Portugal somando três vitórias e um empate, e já haviam ganho o título da Supertaça de Portugal ao derrotar o Sporting pelo placar mínimo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a vinda de José Mourinho, definitivamente, não surtiu o efeito esperado no Benfica, a exemplo dos 36 pontos assinalados no terceiro lugar da Liga Portugal, ou seja, dez a menos que o líder isolado Porto, também sob a liderança de um novo treinador (Francesco Farioli), e cinco atrás do atual bicampeão português, Sporting, após 16 jogos realizados, o que significa que este cenário não mudará ao desfecho do primeiro turno do campenato na próxima rodada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A última do ano 👀<br><br>Confiante para 2026? 🥂<a href="https://twitter.com/hashtag/LigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LigaPortugalBetclic</a> <a href="https://t.co/i3Q0MN1Ubi">pic.twitter.com/i3Q0MN1Ubi</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://twitter.com/ligaportugal/status/2005965851951038953?ref_src=twsrc%5Etfw">December 30, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, uma pífia campanha levando em consideração os mais de 100 milhões de euros investidos em contratações na temporada, que fazem do Benfica o clube que mais gastou nesta edição da Liga Portugal. Entretanto, a força do plantel benfiquista passou a não ser reconhecida pelo mesmo José Mourinho que chegou a afirmar que o ex-técnico Bruno Lage era feliz pelas opções que tinha à disposição quando ambos se enfrentaram pela fase pré-eliminatória da Champions League no início da temporada, na qual o <em>Special One</em> dirigia o time turco. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, passados cinco meses o discurso de José Mourinho mudou, algo que se nota até mesmo na prática, a julgar que dentre as cinco substituições possíveis o treinador português fez somente duas no decorrer da última partida contra o Braga, ao promover as entradas de Gianluca Prestianni e Franjo Ivanovic nos dez minutos finais de jogo, o que demonstra que ele não confia no banco de reservas.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que mais uma vez José Mourinho preferiu colocar o atacante Franjo Ivanovic para atuar aberto no lado esquerdo do ataque, abrindo mão da utilização de Andreas Schjelderup, isto é, um verdadeiro ponta de origem, lembrando que o Benfica foi ao intervalo perdendo por 2 a 1, de virada, mas chegou ao empate no segundo tempo, após uma etapa inicial pra lá de ruim em que a primeira finalização ao gol do Braga deu-se apenas aos 25 minutos de partida.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que embora o Benfica tenha melhorado bastante no segundo tempo, as duas mexidas de José Mourinho comprometeram totalmente o setor de criação da equipe, em especial por conta da saída de Heorhiy Sudakov, o principal articulador de jogadas dos <em>Encarnados</em>. Ao mesmo tempo, o fato de Franjo Ivanovic atuar improvisado na ponta-direita também diminuiu o poderio ofensivo benfiquista.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Se o SC Braga foi superior na 1.ª parte, no 2.º tempo o Benfica melhorou bastante, ao ponto de ter terminado o jogo com sinal + em grande parte dos registos estatísticos<br><br>Jogadores com melhor rating no SC Braga x Benfica:<br>7,7 Zalazar🥇 <br>7,6 Sudakov🥈 <br>7,5 Otamendi🥉 <a href="https://t.co/SkoornJbAO">pic.twitter.com/SkoornJbAO</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2005379083941654922?ref_src=twsrc%5Etfw">December 28, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, fica claro e evidente que as chances do Benfica voltar a soltar o grito de campeão português são remotíssimas, uma vez que nunca na história da Liga Portugal um líder deixou o título escapar após abrir dez pontos de vantagem no primeiro turno. Diante deste contexto, por mais difícil que seja o Sporting pode até sonhar com o título, o que não é a realidade dos pupilos de José Mourinho </p>



<p class="has-medium-font-size">Por este motivo, restou ao Benfica na segunda metade da temporada depositar todas as suas fichas na Taça de Portugal e na Champions League, onde as projeções apontam os portugueses — que ocupam a 25ª posição na classificação assinalando 6 pontos em seis jogos — com 52,3% de probabilidades de avançar aos playoffs de repescagem, de acordo com o supercomputador da <em>Opta Analyst</em>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="400" data-id="114481" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/12/134106227926637144-9-e1767104868907.jpg" alt="" class="wp-image-114481"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Benfica enfrentará Juventus (f) e Real Madrid (c) nas últimas duas rodadas da Champions League, além do Porto (f) nas quartas-de-final da Taça de Portugal.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, na esperança de uma improvável reviravolta o Benfica visa a contratação de André Luiz, destaque do Rio Ave, para fortalecer a ponta-direita, tão questionada pelo insatisfeito José Mourinho. Inclusive, a necessidade é tanta que os <em>Encarnados</em> estão dispostos a desembolsar 11 milhões de euros para contratar o ex-jogador do Flamengo, que também acumula uma boa passagem pelo Estrela Amadora e já marcou 5 gols em 17 aparições na temporada 2025-26.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, a intenção do Benfica é equilibrar os lados do ataque com André Luiz chegando para preencher a ponta-direita, e Dodi Lukebakio, assim que retornar de contusão, jogando pela esquerda. Quer dizer, pilares fundamentais para tornar funcional o estilo de jogo de José Mourinho, baseado na forte marcação em bloco médio, com rápida armação através de bolas esticadas em velocidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a provável transferência de Andre Luiz ao Benfica reflete uma mudança no que diz respeito a política de contratações do clube da Luz, isso porque são raros os jogadores do mercado interno contratados pelos<em> Águias</em> nos últimos anos, em que centenas de milhões de euros foram despejados para trazer reforços de ligas do exterior. Logo, este novo &#8220;casamento&#8221; com a Liga Portugal remete aos tempos de José Mourinho no Porto campeão europeu de 2004, ao apostar em figuras como Paulo Ferreira, Nuno Valente e Maniche.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, ao menos nesta virada de ano a sensação é a de que a primeira temporada do regresso de José Mourinho ao Benfica acabará de forma frustrante na Luz, seja pela escassez de títulos, seja pela ausência de um futebol minimamente convincente. </p>
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		<title>Thiago Silva ao Porto retorna a fim de escrever o capítulo interrompido no Dragão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 16:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Dragões]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Francesco Farioli]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pode não ter sido o presente de Natal que os torcedores portistas esperavam ganhar, mas a chegada de Thiago Silva ao Dragão retrata que o Papai Noel foi bastante generoso ao Porto este ano. Pois é, a grave lesão sofrida por Nehuén Pérez ao romper o tendão de Aquiles em meados de setembro foi motivo [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Pode não ter sido o presente de Natal que os torcedores portistas esperavam ganhar, mas a chegada de Thiago Silva ao Dragão retrata que o Papai Noel foi bastante generoso ao Porto este ano.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, a grave lesão sofrida por Nehuén Pérez ao romper o tendão de Aquiles em meados de setembro foi motivo de enorme preocupação pelos lados do Dragão, tendo em vista que o elenco portista é composto apenas por quatro defensores, como são os casos dos titularíssimos Jan Bednarek e Jakub Kiwior, do próprio zagueiro argentino, além do novato Dominik Prpic, que embora promissor ainda não está no nível de suportar a pressão de grandes jogos.    </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o rígido controle financeiro estipulado pelo novo presidente André Villas-Boas para baixar dívidas o impede de realizar altos investimentos. A propósito, isso explica porque mesmo depois de faturar 170 milhões de euros através da venda de atletas, o Porto gastou apenas 68 milhões de euros na primeira janela de transferências sob o seu mandato, o que abriu a possibilidade para uma leve audácia no meio do ano, vide os 78 milhões de euros recebidos contra os 94 milhões de euros desembolsados no período.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, com o orçamento já estourado na temporada, o Porto precisou usar a inteligência para reforçar o setor defensivo sem gastar nada em termos de transações. Diante deste contexto, a aposta em Thiago Silva se enquadra perfeitamente aos <em>Dragões</em>, sobretudo levando em consideração a ótima temporada que o veterano zagueiro de 41 anos de idade fez defendendo as cores do Fluminense. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O Monstro é Dragão 🐉  <a href="https://twitter.com/hashtag/SeguimosJuntos?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#SeguimosJuntos</a> <a href="https://t.co/HOnSqPrJB0">pic.twitter.com/HOnSqPrJB0</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://twitter.com/FCPorto/status/2002696137816646140?ref_src=twsrc%5Etfw">December 21, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">   </p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, vale ressaltar que recentemente a torcida do Chelsea pediu o retorno de Thiago Silva, dada a fragilidade defensiva do time com Wesley Fofana e Trevoh Chalobah como dupla de zaga. Em outras palavras, o mesmo sentimento dos torcedores parisienses quando o ex-zagueiro do Fluminense deixou o Parque dos Príncipes. Logo, a realidade é que além de um excelente jogador, o Porto também está contratando um ídolo que só não construiu uma trajetória marcante no Dragão por conta de uma tuberculose que o assolou há duas décadas. </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, alguns portistas se mostram em dúvida com a contratação de Thiago Silva devido a uma lembrança ainda viva na memória, já que em 2019 o Porto realizou um movimento bastante parecido ao trazer Pepe para reforçar a equipe justamente na janela de janeiro. Na ocasião, o clube português liderava a Liga Portugal mas no final da temporada acabou perdendo o título para o Benfica. Obviamente, a principal razão apontada pela queda de rendimento em campo foi a chegada do zagueiro luso-brasileiro, que obrigou o então técnico Sérgio Conceição a deslocar Éder Militão para a lateral-direita.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a vinda de Thiago Silva pode realmente motivar o técnico Francesco Farioli a escalá-lo na zaga ao lado de Jan Bednarek e, consequentemente, colocar Jakub Kiwior na lateral-esquerda, o que não seria prejudicial ao Porto, em especial nos jogos ante adversários de nível técnico superior, uma vez que o camisa 4 cumpre melhor as funções defensivas em comparação ao questionado Francisco Moura.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, é importante salientar que o Porto terá no segundo semestre da temporada as fases decisivas tanto da Europa League quanto da Taça Portugal, que inclusive o colocará frente a frente com o rival Benfica já no próximo mês de janeiro pelas quartas-de-final, o que significa que uma defesa mais sólida e coesa será fundamental para os comandados de Francesco Farioli nestas importantes partidas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Soma-se a isso, a caminhada rumo ao título português, na qual o Porto segue firme no topo da tabela da Liga Portugal com 40 pontos em 14 rodadas, se mantendo cinco à frente do atual bicampeão, Sporting, e com sete de vantagem sobre o terceiro colocado Benfica, lembrando que os <em>Dragões</em> venceram os <em>Leões </em>(2&#215;1) e empataram com as <em>Águias</em> (0x0) nos clássicos disputados contra eles no primeiro turno do campeonato.    </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Todos ambicionam a coroa 👑<br><br>Que lugar ocupa a tua equipa no trono da <a href="https://twitter.com/hashtag/LigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LigaPortugalBetclic</a>? 👀 <a href="https://t.co/JD0ZmPlYoB">pic.twitter.com/JD0ZmPlYoB</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://twitter.com/ligaportugal/status/2000883752419905800?ref_src=twsrc%5Etfw">December 16, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">    </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, Francesco Farioli pode seguir com Jan Bednarek e Jakub Kiwior formando a dupla de zaga, tendo Thiago Silva como opção no banco de reservas, visto que o Porto é dono da melhor defesa da Liga Portugal com míseros quatro gols sofridos em 14 compromissos, o que demonstra a eficiência dos zagueiros poloneses, o grande acerto por parte da diretoria portista no mercado de transferências. Por sinal, da mesma forma que André Villas-Boas merece críticas pelas escolhas equivocadas de treinadores depois da saída de Sérgio Conceição, ele merece elogios pelas contratações feitas desde que assumiu a presidência do clube no ano passado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, é inegável que o regresso de Thiago Silva ao Dragão será benéfica ao Porto, que terá a defesa fortalecida sem investimentos pesados, e ao próprio zagueiro brasileiro, cujo objetivo era voltar à Europa pra ficar perto da família e viver o sonho de ainda disputar a Copa do Mundo de 2026, exatamente na época em que termina o seu vínculo contratual de seis meses junto aos<em> Dragões</em>, constituído por uma cláusula de renovação por mais uma temporada.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Quanto aos torcedores tricolores que criticaram a saída de Thiago Silva rompendo seu o contrato, é necessário compreender que, além das questões familiares, ele não recebeu do Fluminense a sinalização de um projeto consistente o suficiente a ponto de colocá-lo na briga por títulos. Quer dizer, uma condição que também o deixaria mais distante da Seleção Brasileria e do Mundial de 2026.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, somente o tempo mostrará, ao certo, se o reencontro de Thiago Silva e o Porto renderá os frutos esperados. A ver!</p>
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		<title>Deu a lógica no retorno de Mourinho ao Stamford Bridge. E no Dragão?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 12:58:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tanto José Mourinho quanto qualquer benfiquista jamais imaginou que poucos meses depois do Fenerbahce cair diante do Benfica nos playoffs pré-eliminatórios da Champions League, o Special One estaria ouvindo o &#8216;Hino dos Campeões&#8217; novamente à frente do time português no Stamford Bridge, isto é, palco em que a sua carreira internacional começou. Por essas e [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2025/10/02/deu-a-logica-no-retorno-de-mourinho-ao-stamford-bridge-e-no-dragao/">Deu a lógica no retorno de Mourinho ao Stamford Bridge. E no Dragão?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">Tanto José Mourinho quanto qualquer benfiquista jamais imaginou que poucos meses depois do Fenerbahce cair diante do Benfica nos playoffs pré-eliminatórios da Champions League, o <em>Special One</em> estaria ouvindo o &#8216;Hino dos Campeões&#8217; novamente à frente do time português no Stamford Bridge, isto é, palco em que a sua carreira internacional começou.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por essas e outras, o futebol é realmente fantástico. Acontece, que ao contrário das mais recentes visitas de José Mourinho ao Stamford Bridge, desta vez ele foi muito bem recebido pelo Chelsea, haja vista a calorosa recepção por parte de funcionários do clube, passando pelos quadros colocados na sala de imprensa com imagens marcantes das duas gloriosas passagens pelos <em>Blues</em> , e terminando com os aplausos dos torcedores na hora em que a bola rolou pela 2ª rodada da fase de liga da Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, uma homenagem pra lá de justa ao treinador que ergueu três canecos da Premier League, três da Copa da Liga e um da FA Cup, entre os anos de 2004 e 2007, além de 2013 e 2015, e que veio à tona neste momento em que José Mourinho não comanda mais um rival direto do Chelsea no certame do futebol inglês, o que, obviamente, não era o caso no período em que ele dirigiu Manchester United e Tottenham.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, o resultado dessa mais recente aparição de José Mourinho no Stamford Bridge não foi muito diferente das sete anteriores, compostas por quatro derrotas, dois empates e apenas uma vitória. Por sinal, o único triunfo do treinador português na casa do Chelsea deu-se há mais de 15 anos, quando ele ainda era treinador da Inter de Milão e derrotou os londrinos, na época liderados por Carlo Ancelotti, pelo placar mínimo no jogo de volta das oitavas-de-final da edição 2009-10 da Champions League. O autor do gol que garantiu a classificação dos italianos? Samuel Eto&#8217;o.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="111729" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/OneLine-1-e1759328076865.jpg" alt="" class="wp-image-111729"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 15 jogos contra o Chelsea ao longo da carreira, José Mourinho colecionou 8 derrotas, cinco vitórias e dois empates, com 16 gols marcados e 22 sofridos nestes enfrentamentos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, o revés por 1 a 0 do Benfica frente o Chelsea acabou não surpreendendo, sobretudo porque esse é um daqueles jogos que o Benfica já avaliava com a possibilidade quase certa de não pontuar no momento em que os confrontos da fase de liga da Champions League foram sorteados, diferentemente da partida anterior contra o modesto Qarabag, na qual os portugueses perderam por 3 a 2, de virada, em pleno estádio da Luz. Não à toa, o ex-treinador benfiquista, Bruno Lage, foi demitido poucas horas depois.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, mesmo diante deste cenário o Benfica retornou à Lisboa com a sensação de que poderia ter somado o primeiro ponto na Champions League em Londres, a julgar pela boa atuação dos <em>Encarnados</em>, em especial nos quinze minutos iniciais de partida, ou seja, até eles sofrerem o único gol do jogo marcado pelo volante Richard Ríos contra a própria meta após o camisa 20 tentar interceptar o cruzamento de Alejandro Garnacho.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, em termos gerais o Benfica não apenas competiu bem, como causou problemas ao Chelsea, a exemplo das 9 finalizações e 1.15 gols esperados dos portugueses, mediante oito arremates e uma baixa taxa de 0.75 do lado dos ingleses, que inclusive terminaram o jogo pressionados e, nos minutos finais, até jogando duas bolas em campo para atrapalhar um ataque dos visitantes, algo comum em partidas disputadas na América do Sul.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Num jogo com poucas oportunidades, o Benfica teve mais remates e expected goals mas não conseguiu marcar e acabou derrotado com um autogolo de Rios<br><br>⚠ Rios terminou o jogo com um rating de 6.4, o seu pior desde que chegou ao Benfica (em igualdade com o jogo frente ao FC Alverca,… <a href="https://t.co/3SZO8bP4Z5">pic.twitter.com/3SZO8bP4Z5</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/1973144132949311803?ref_src=twsrc%5Etfw">September 30, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Como balanço positivo, podemos destacar a força e o dinamismo dos meio-campistas Enzo Barrenechea, Richard Ríos e Fredrik Aursnes, já que o trio é capaz de ajudar na proteção à defesa e também participando na criação, ainda que o ex-volante do Palmeiras venha recebendo duríssimas críticas dos torcedores benfiquistas. Decerto, uma cobrança muito maior por conta dos 27 milhões de euros investidos pelo Benfica para contratá-lo neste meio de ano, o que o colocou como o reforço mais caro do clube na temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Soma-se a isso, a técnica e apurada visão de Heorhiy Sudakov, o poderio ofensivo de Vangelis Pavlidis, além da habilidade, velocidade e qualidade no um contra um de Dodi Lukebakio. Quer dizer, atributos que certamente renderão ótimos frutos ao Benfica, derrotado pela primeira vez desde regresso do técnico José Mourinho à Luz há duas semanas, depois de vitórias sobre AVS (3&#215;0) e Gil Vicente (2&#215;1), e um empate com o Rio Ave (1&#215;1).</p>



<p class="has-medium-font-size">Inegavelmente, a volta de José Mourinho ao clube onde tudo começou há um quarto de século deve-se ao mercado cada vez mais escasso do <em>Special One</em>, reduzido após a trajetória bastante aquém das expectativas pelo Fenerbahce, incluindo o final de ciclo ruim na Roma. Portanto, fica claro que o treinador de 62 anos de idade desembarcou em Lisboa tendo uma das últimas chances de se provar, caso contrário, é óbvio que ele não estaria trabalhando em Portugal.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="111768" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/OneLine-2.jpg" alt="" class="wp-image-111768"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Benfica é o sétimo clube dirigido por José Mourinho na Champions League. O técnico benfiquista não escutava o &#8216;Hino dos Campeões&#8217; à beira do campo desde março de 2020, quando comandava o Tottenham.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Por este motivo, José Mourinho aceitou o desafio de assumir o Benfica numa fase pra lá de turbulenta dentro e fora de campo, considerando as eleições presidenciais do clube no próximo dia 25, e o começo irregular na temporada afetada negativamente pela montagem do elenco ter sido orientada e baseada de acordo com as características do antecessor Bruno Lage, e da Copa do Mundo de Clubes, que reduziu o período de preparação da equipe resultando na queda da capacidade física dos jogadores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, se o duelo no Stamford Bridge já se apresentava como o maior obstáculo dos comandados de José Mourinho até aqui, o que dirá então o próximo compromisso que eles viajarão ao Dragão para encarar o líder isolado da Liga Portugal com cem por cento de aproveitamento, Porto, em partida válida pela 7ª rodada do campeonato, o que significa que Mourinho enfrentará outro ex-clube num curto espaço de cinco dias.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e levando em conta os quatro pontos que separam o primeiro e o terceiro colocados na tabela da Liga Portugal, uma derrota do Benfica no Dragão fará essa distância aumentar para sete, o que já comprometeria totalmente a caminhada dos <em>Encarnados</em> rumo ao título português, da mesma forma que na Champions League. Em outras palavras, a temporada pode escurecer de maneira precoce na Luz.</p>
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		<title>O Dragão despertou em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 18:39:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Dragões]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Francesco Farioli]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trágica temporada 2024-25 realizada pelo Porto ao menos serviu para que grandes mudanças ocorressem no Dragão, dentre as principais, a demissão de Martín Anselmi e a chegada de Francesco Farioli, o terceiro treinador portista desde que André Villas-Boas assumiu a presidência do clube no ano passado. Por sinal, embora Francesco Farioli tenha deixado o [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A trágica temporada 2024-25 realizada pelo Porto ao menos serviu para que grandes mudanças ocorressem no Dragão, dentre as principais, a demissão de Martín Anselmi e a chegada de Francesco Farioli, o terceiro treinador portista desde que André Villas-Boas assumiu a presidência do clube no ano passado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, embora Francesco Farioli tenha deixado o Ajax em baixa, não por conta de um trabalho ruim, mas sim em razão da histórica perda do título holandês frente o PSV Eindhoven nas rodadas finais da Eredivisie, a verdade é que a chegada do treinador italiano foi vista com bons olhos pelos torcedores portistas após a deplorável passagem do antecessor Martín Anselmi, marcada pela terceira colocação na tabela da Liga Portugal — a 11 pontos de distância do bicampeão, Sporting —, além da queda na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, somando 2 pontos em três partidas (2E-1D).</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que as equivocadas decisões tomadas por Martín Anselmi aceleraram o processo da sua demissão depois de apenas 21 jogos à frente do Porto, a exemplo da mudança no esquema tático da equipe que atuava há sete temporadas sob o comando de Sérgio Conceição com uma linha de quatro defensores para outro com três zagueiros. E isso mesmo não tendo peças que se encaixassem nesse sistema de jogo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O percurso de Martin Anselmi como treinador do FC Porto:<br>➡ Na Liga, fez uma média de 2 pontos/jogos (30 pts em 15 jogos, menos 9 que o Benfica e menos 5 que o Sporting)<br>➡ 23 golos em 15 jogos na Liga: atrás de Benfica, Sporting, Estoril e FC Famalicão<br>➡ 15 golos sofridos na… <a href="https://t.co/wDKBN53Npw">pic.twitter.com/wDKBN53Npw</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/1942584845529420217?ref_src=twsrc%5Etfw">July 8, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a chegada de Francesco Farioli renovou por completo as expectativas pelos lados do Dragão, também alimentadas em função do agitadíssimo mercado do Porto, que investiu o montante de 94 milhões de euros para efetivar as contratações de Victor&nbsp;Froholdt, Gabri Veiga, Alberto Costa, Borja Sainz, Jan Bednarek, Dominik&nbsp;Prpic, Pablo Rosario, Jakub Kiwior e Luuk de Jong.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, fica evidente que o Porto passou por uma enorme reformulação neste meio de ano e, por mais que demasiadamente cedo, já é possível afirmar que os Dragões estão no caminho certo neste novo ciclo liderado por Francesco Farioli, algo que ficou ainda mais claro depois do primeiro grande teste da temporada, ou seja, o clássico contra o atual bicampeão português Sporting, em Alvalade, pela 4ª rodada da Liga Portugal.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, ainda que os pupilos de Francesco Farioli tenham desembarcado em Lisboa para encarar o Sporting ostentando cem por cento de aproveitamento com 9 tentos assinalados e nenhum sofrido na temporada, muitos apontavam os triunfos diante de Vitória Guimarães (3&#215;0), Gil Vicente (2&#215;0) e Casa Pia (4&#215;0) como meramente protocolares, considerando a inferioridade técnica dos adversários.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, a vitória por 2 a 1 sobre o Sporting em pleno estádio José Alvalade realmente comprovou a força deste novo Porto, de Francesco Farioli, principalmente levando em conta alguns aspectos expostos nas três primeiras partidas da temporada, como: a intensidade; a competitividade; a solidez defensiva; o poderio ofensivo; e a volúpia na marcação que passou a ser individual, o que, é claro, demanda maior preparo físico por parte dos jogadores.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="110802" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Carleto-e1756993911278.jpg" alt="" class="wp-image-110802"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Francesco Farioli se tornou o 11º técnico portista a vencer os quatro jogos iniciais pela Liga Portugal, lembrando que o Sporting não perdia um clássico em casa desde fevereiro de 2023. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é inegável que a maior evolução do Porto em comparação a última temporada deu-se justamente na condição física do time, detalhe este, fundamental para que toda a engrenagem do modelo de jogo de Francesco Farioli funcione. Inclusive, isso retrata que o elenco confia plenamente no treinador italiano, o que não se viu tanto com Martin Anselmi, quanto com Vítor Bruno.</p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, a intensidade e o grau de combatitividade do Porto cresceram notoriamente, e uma dos nomes que mais simboliza isso é o reforço mais caro trazido pelo clube, Victor Froholdt, visto que o jovem meia dinamarquês de 19 anos de idade parece preencher todos os espaços do campo, seja ajudando na fase ofensiva através da construção, seja na defensiva marcando de forma incansável. Não à toa, ele já balançou as redes uma vez e concedeu duas assistências nas quatro aparições defendendo as cores dos <em>Dragões</em> até aqui.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outra arma interessante do Porto são as constantes subidas dos laterais, acima de tudo pela esquerda com Alberto Costa que, ao se lançar ao ataque sempre gera perigo — vide a assistência para o gol de Luuk de Jong em Alvalade —, e permite com que o ponta William Gomes faça a diagonal caindo por dentro. Aliás, seria injusto não destacar o habilidoso ex-jogador do São Paulo, autor do belíssimo segundo gol da vitória contra o Sporting, também o segundo marcado por ele nesta temporada que promete muito.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Decidiu o Clássico e afinou a pontaria para o teu voto 🎯 William Gomes 💫 é o 𝑱𝒐𝒈𝒂𝒅𝒐𝒓 𝒅𝒂 𝑺𝒆𝒎𝒂𝒏𝒂!<br><br>Quem ainda não parou de rever 🔁 o golaço do médio do <a href="https://twitter.com/FCPorto?ref_src=twsrc%5Etfw">@FCPorto</a> ? 🧨<a href="https://twitter.com/hashtag/FantasyLigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FantasyLigaPortugalBetclic</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/LigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LigaPortugalBetclic</a> <a href="https://t.co/btc1t39AMf">pic.twitter.com/btc1t39AMf</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://twitter.com/ligaportugal/status/1962935642985296231?ref_src=twsrc%5Etfw">September 2, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, além de reformular o plantel, e desenvolver um novo padrão de jogo, Francesco Farioli também acabou com a antiga dependência do Porto em Rodrigo Mora, que após fortíssimos rumores envolvendo uma provável ida ao futebol saudita, acabou permanecendo no Dragão. Certamente, seria um desperdício enorme um jogador tão talentoso transferir-se à Arábia Saudita no começo da carreira.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, Rodrigo Mora — cujo lado físico ainda é um problema devido a menor rotação — perdeu espaço no Porto, vide os míseros 107 minutos do camisa 86 em ação na atual temporada em que ele só iniciou o clássico em Alvalade entre os titulares, saindo de campo no começo do segundo tempo. Contudo, um significativo indício de que, como não poderia deixar de ser, o craque português está dentro dos planos de Francesco Farioli, e a tendência é o seu progresso.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, a realidade é que ao despertar após uma temporada de profundo sono, o Dragão voltou a cuspir fogo e está de volta à briga pelo título da Liga Portugal, onde já figura isolado no topo da classificação com 12 de 12 possíveis pontos.     </p>
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		<title>O vermelho voltou a brilhar mais forte em terras lusitanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 16:51:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Lage]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vitória pelo placar mínimo sobre o Fenerbahce no estádio da Luz, rendeu a 15ª qualificação do Benfica à temporada regular da Champions League nas últimas 16 edições do torneio continental. A propósito, um merecido triunfo comemorado por mais de 64 mil benfiquistas que lotaram o estádio da Luz, dada a enorme tensão em torno [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A vitória pelo placar mínimo sobre o Fenerbahce no estádio da Luz, rendeu a 15ª qualificação do Benfica à temporada regular da Champions League nas últimas 16 edições do torneio continental.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, um merecido triunfo comemorado por mais de 64 mil benfiquistas que lotaram o estádio da Luz, dada a enorme tensão em torno do Benfica mesmo depois do empate sem gols no jogo de ida em Istambul, no qual os pupilos de Bruno Lage precisaram atuar com um jogador a menos durante 35 minutos devido a expulsão de Florentino, lembrando que no estágio pré-eliminatório anterior eles já haviam superado o Nice, com duas contundentes vitórias por 2 a 0.  </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, a realidade é que o resultado ficou de bom tamanho ao Fenerbahce, tendo em vista os dois gols anulados dos <em>Encarnados</em>, sendo o segundo deles — feito por Leandro Barreiro — bastante discutível, além das duas grandes oportunidades desperdiçadas ainda no primeiro tempo, marcado tanto pelo tento de Kerem Akturkoglu quanto pelo amplo domínio por parte do Benfica que, na etapa final, até diminuiu a alta intensidade, porém sem perder o controle do jogo em nenhum momento, tanto é que o goleiro Anatoliy Trubin não realizou nenhuma defesa ao longo dos noventa minutos.   </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔴Benfica venceu a partida com toda a justiça e não permitiu que o adversário rematasse entre os postes em 90 minutos. <a href="https://t.co/u5842o7cvY">pic.twitter.com/u5842o7cvY</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/1960824895396254129?ref_src=twsrc%5Etfw">August 27, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, o Benfica não apenas avançou à fase de liga da Champions League, como também receberá o montante de 18,6 milhões de euros pagos pela UEFA para os 36 participantes da competição, algo que pode resultar na chegada de mais reforços na Luz mediante ao aumento do limite orçamentário do clube português nesses últimos dias da janela de transferências.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Apesar das saídas de importantes peças como Ángel Di María, Álvaro Carreras e Orkun Kokçu, o Benfica se fortaleceu com as vindas de Amar Dedic, Richard Ríos, Enzo Barrenechea e Franjo Ivanovic. Não à toa, os <em>Encarnados</em> permanecem invictos até aqui na temporada colecionando seis vitórias e um empate em sete partidas disputadas, período em que eles balançaram as redes dez vezes e ainda não foram vazados.    </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que um destes jogos, mais especificamente o primeiro da temporada 2025-26, terminou com a conquista da décima Supertaça de Portugal benfiquista em virtude da vitória por 1 a 0 sobre o rival Sporting no estádio Algarve, que inclusive encerrou o longo jejum de um ano e sete meses, ou sete clássicos do Benfica sem vencer os atuais bicampeões portugueses. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="110531" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/08/133981792581294576-25-e1756389092178.jpg" alt="" class="wp-image-110531"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, o Benfica não vence a Supertaça de Portugal e a Liga Portugal no mesmo ano desde a temporada 2015-16. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a evolução do Benfica deve-se, principalmente, a solidez defensiva da equipe que já quebrou o recorde do próprio clube ao não sofrer gols nos sete primeiros compromissos de uma nova temporada, o que é oriundo do crescimento de Antônio Silva, que retomou a ótima fase atuando ao lado de Nicolás Otamendi, além da chegada de Richard Ríos, pois embora questionado por alguns torcedores benfiquistas por não contribuir tanto na fase ofensiva, sem a bola ele vem atendendo as expectativas através da forte proteção à defesa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, o também recém-contratado Enzo Barrenechea foi outro que se encaixou perfeitamente no sistema de jogo de Bruno Lage, já que ao contrário de Richard Ríos o meio-campista argentino desempenha um papel ainda mais produtivo ao ajudar na marcação e na criação, chegando constantemente ao ataque, por vezes atuando como meia. No duelo contra o Fenerbahce, foi possível vê-lo jogando junto de Leandro Barreiro em diversas ocasiões. </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, vale ressaltar que o impacto causado pela contratação de Amar Dedic, ao menos inicialmente não poderia ter sido melhor, a julgar pelos atributos defensivos do lateral bósnio, somados a sua qualidade no apoio ao ataque, eventualmente fazendo a diagonal e construindo o jogo por dentro. Aliás, isso explica porque a força do lado direito do Benfica se intensificou com a dobra entre Fredrick Aursnes e o ex-jogador do RB Salzburg.  </p>



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<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, o setor ofensivo ainda destoa em comparação ao defensivo, vide o menor número de gols marcados pelo Benfica no recorte dos sete primeiros jogos desde a temporada 2010-11. Contudo, essa média certamente subirá assim que os <em>Encarnados</em> ganharem maior entrosamento, e acima de tudo depois que o treinador Bruno Lage definir se utilizará uma formação com Vangelis Pavlidis atuando sozinho como referência no ataque, ou então compondo uma dupla com Franjo Ivanovic, sem a presença de pontas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, o fato do Benfica ter reforçado a sólida base da última temporada, cujos pilares são o goleiro Anatoliy Trubin, os defensores Antônio Silva e Nicolás Otamendi, o meia Fredrick Aursnes, e o atacante Vangelis Pavlidis, além de ter mantido Bruno Lage no cargo em meio a gigante pressão por uma troca às vésperas das eleições presidenciais do clube no próximo mês de outubro, já começou a gerar os primeiros bons frutos pelos lados da Luz, a exemplo do título da Supertaça de Portugal, e da conquista da vaga na fase de liga da Champions League.      </p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, Bruno Lage conseguiu amenizar a pressão que o assolava para dar sequência ao trabalho que teve início em setembro do ano passado, quando ele desembarcou na Luz para suceder Roger Schmidt depois do trágico fim de ciclo do treinador alemão, e ainda assim conduziu o Benfica a intensa batalha travada diante do Sporting na Liga Portugal, perdida somente na última rodada do campeonato. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, é inegável que o vermelho voltou a brilhar mais forte em terras lusitanas nesta temporada. </p>
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