<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portugal-SoccerBlog</title>
	<atom:link href="https://www.soccerblog.com.br/category/futebol-portugues/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.soccerblog.com.br/category/futebol-portugues/</link>
	<description>Blog sobre futebol</description>
	<lastBuildDate>Tue, 11 Aug 2026 17:14:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.7</generator>

<image>
	<url>https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2016/08/favicon-50x50.png</url>
	<title>Portugal-SoccerBlog</title>
	<link>https://www.soccerblog.com.br/category/futebol-portugues/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Porto começa como terminou: campeão, sólido e à frente dos rivais na corrida pelo bi português</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/11/porto-comeca-como-terminou-campeao-solido-e-a-frente-dos-rivais-na-corrida-pelo-bi-portugues/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=porto-comeca-como-terminou-campeao-solido-e-a-frente-dos-rivais-na-corrida-pelo-bi-portugues</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/11/porto-comeca-como-terminou-campeao-solido-e-a-frente-dos-rivais-na-corrida-pelo-bi-portugues/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 17:14:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Dragões]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[FCP]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Francesco Farioli]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=118169</guid>

					<description><![CDATA[<p>A temporada 2026-27 começou exatamente como a anterior terminou para o Porto: com uma vitória por 1 a 0 e a sensação de que algumas coisas simplesmente se recusam a mudar no Estádio do Dragão. Se a última rodada da Liga Portugal passada terminou com o triunfo pelo placar mínimo sobre o Santa Clara, o [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/11/porto-comeca-como-terminou-campeao-solido-e-a-frente-dos-rivais-na-corrida-pelo-bi-portugues/">Porto começa como terminou: campeão, sólido e à frente dos rivais na corrida pelo bi português</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A temporada 2026-27 começou exatamente como a anterior terminou para o Porto: com uma vitória por 1 a 0 e a sensação de que algumas coisas simplesmente se recusam a mudar no Estádio do Dragão. Se a última rodada da Liga Portugal passada terminou com o triunfo pelo placar mínimo sobre o Santa Clara, o primeiro compromisso oficial do novo calendário repetiu o roteiro. Diante do Torreense, os comandados de Francesco Farioli venceram novamente pelo mesmo resultado, porém desta vez com gol de Victor Froholdt, e levantaram a Supertaça de Portugal. Entre o encerramento de uma campanha vitoriosa e o nascimento de outra, os <em>Dragões</em> atravessaram o verão sem perder aquilo que talvez tenha sido sua maior virtude: a capacidade de ganhar sem precisar encantar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dias depois, diante do Alverca, veio a primeira demonstração de que a fórmula permanece funcionando também na Liga Portugal. O triunfo por 2 a 0 foi construído durante a etapa inicial, quando André Silva e Gabri Veiga converteram duas cobranças de pênalti e entregaram aos <em>Dragões</em> exatamente o cenário em que essa equipe mais gosta de atuar. Com uma vantagem confortável, o Porto diminuiu os riscos, administrou espaços e passou a controlar o ritmo da partida através da posse de bola. O adversário ainda conseguiu aumentar a pressão no segundo tempo, criou dificuldades e obrigou Diogo Costa a trabalhar, mas não encontrou o gol. Outra vitória, outra baliza intacta e mais uma atuação que carregou impressões bastante familiares.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não se trata de coincidência. A defesa foi o grande alicerce da conquista portuguesa na última temporada e continua sendo o ponto mais confiável do trabalho desenvolvido por Francesco Farioli. Em 34 rodadas da edição 2025-26 da Liga Portugal, os Dragões sofreram míseros 18 gols e terminaram nada menos que 21 partidas sem serem vazados. São números que ajudam a dimensionar uma estrutura extremamente difícil de desmontar. A equipe não se defende somente quando recua ou fecha espaços diante da própria área. Também utiliza a bola como mecanismo de proteção, alongando suas posses, diminuindo a oportunidade de transições oferecidas aos oponentes e escolhendo cuidadosamente os momentos de acelerar. É um Porto que compreendeu que dominar o jogo também significa controlar aquilo que o rival pode fazer nele.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">25.ª Supertaça Cândido de Oliveira para o FC Porto 💙 <a href="https://t.co/xXFPUKATkC">pic.twitter.com/xXFPUKATkC</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://x.com/FCPorto/status/2083671119261761774?ref_src=twsrc%5Etfw">August 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Nesse mecanismo, Diogo Costa continua sendo uma espécie de seguro contra os raros momentos em que o sistema falha. Ele foi um dos destaques contra o Alverca e manteve o excelente nível apresentado com a seleção portuguesa na Copa do Mundo de 2026. Sua importância, entretanto, vai muito além das defesas. A tranquilidade para participar da construção, a leitura dos espaços às costas da última linha e a personalidade nos momentos de maior pressão transformam o camisa 99 em parte fundamental da identidade portista. Todo grande time precisa de um grande goleiro, mesmo quando o sistema defensivo consegue limitar consideravelmente o trabalho para protegê-lo durante os 90 minutos. E poucas equipes em Portugal possuem uma garantia tão valiosa no gol.</p>



<p class="has-medium-font-size">À frente de Diogo Costa, a continuidade também prevaleceu. A compra em definitivo de Jakub Kiwior permitiu ao Porto preservar a parceria do polonês com seu compatriota Jan Bednarek, mantendo intacto o coração de uma defesa que funcionou em altíssimo nível durante a campanha passada. Em um setor no qual entrosamento, posicionamento e comunicação valem tanto quanto qualidade individual, conservar a dupla titular representa quase uma contratação. Os dois já conhecem os mecanismos de Francesco Farioli, sabem quando avançar, quando proteger a profundidade e de que maneira coordenar a linha defensiva. Se o título português foi construído sobre fundações extremamente resistentes, os <em>Dragões</em> tomaram uma decisão bastante lógica para tentar conquistá-lo novamente: em vez de reconstruirem a casa, preservaram seus pilares.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa filosofia explica boa parte da atuação do clube no mercado. Ao contrário de promover uma revolução depois do título, a diretoria priorizou a manutenção da equipe campeã de portuguesa. Inbeom Hwang, contratado junto ao Feyenoord, e André Silva representam até aqui as principais adições, enquanto Eirik Granaas, Mame Niang e João Afonso aparecem como movimentos de menor impacto imediato. Existe inteligência nessa escolha. Um time que funciona não precisa necessariamente ser desmontado apenas porque uma nova temporada começou. Enquanto Benfica e Sporting atravessam processos de reformulação, o Porto manteve mecanismos conhecidos, uma base consolidada e jogadores completamente adaptados às ideias do treinador. Em uma corrida longa, começar vários passos à frente dos principais concorrentes representa uma vantagem considerável.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas toda virtude, quando levada ao extremo, pode produzir seu próprio problema. A continuidade que fortalece o Porto também o torna previsível. Depois de uma temporada inteira observando o 4-3-3 de Francesco Farioli, ninguém em Portugal precisa mais descobrir como os <em>Dragões</em> pretendem jogar. Os adversários conhecem sua saída de bola, sabem da tentativa frequente de construir uma vantagem cedo e entendem o comportamento da equipe quando consegue abrir o marcador. O Porto acelera para ferir e, depois de encontrar o gol, desacelera para controlar. Passa a circular a bola, diminuir o ritmo e obrigar o rival a persegui-la. Saber tudo isso obviamente não significa conseguir impedir sua execução. Todavia, quanto mais tempo um modelo permanece exposto, maior se torna a quantidade de respostas desenvolvidas contra ele.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🫡  FC Porto vence há sete épocas seguidas na estreia<br><br>É o melhor registo dos portistas em 25 anos! O último desaire em estreias do campeonato aconteceu em 2019/20, frente ao Gil Vicente (2-1). <a href="https://t.co/aUqeAgeC9O">pic.twitter.com/aUqeAgeC9O</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2086531584312639953?ref_src=twsrc%5Etfw">August 9, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente por isso que o mercado ainda precisa entregar novas ferramentas a Francesco Farioli. André Silva chega como solução importante para um ataque que aguarda o retorno de Samu somente entre novembro e dezembro, mas seria arriscado considerar o setor completamente resolvido. Outro ponta de lança acrescentaria profundidade ao elenco e, principalmente, ofereceria características diferentes para determinadas circunstâncias. Existem partidas em que controlar não será suficiente, especialmente diante de adversários fechados ou em noites europeias nas quais o Porto precisará buscar um resultado. Nessas ocasiões, alternativas deixam de ser luxo e passam a ser necessidade. Ter mais jogadores não significa simplesmente preencher o banco de reservas, mas oferecer ao treinador italiano maneiras diferentes de solucionar problemas que inevitavelmente surgirão ao longo do calendário.</p>



<p class="has-medium-font-size">A prioridade, no entanto, deveria estar na ponta direita. Borja Sainz vem ocupando o setor e possui qualidade suficiente para cumprir a função, inclusive pela capacidade de contribuir tanto ofensivamente quanto durante a recomposição. O problema é que o espanhol atua naturalmente pelo lado esquerdo, onde seus movimentos são mais espontâneos e suas principais virtudes encontram terreno adequado para aparecer. A contratação de uma peça para o setor permitiria equilibrar o ataque, ampliar as possibilidades no um contra um e devolver ao ex-atleta do Norwich seu habitat natural. Para uma equipe que precisa se tornar menos previsível, acrescentar ameaça por outro corredor seria um avanço importante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Também existe uma lacuna na lateral esquerda. Francisco Moura oferece segurança quando está disponível, porém sua ausência reduz consideravelmente as alternativas de Francesco Farioli. Zaidu Sanusi não parece capaz de entregar a mesma consistência, acima de tudo para um Porto que deseja competir em diferentes frentes durante toda a temporada. Buscar outro jogador para a posição deveria, portanto, fazer parte das prioridades antes do fechamento da janela. Não apenas para substituir o titular quando necessário, mas também para permitir variações de características dependendo do adversário. Calendários extensos castigam elencos desequilibrados, e aquilo que parece apenas uma pequena deficiência em agosto pode transformar-se em um problema enorme quando chegarem os meses decisivos das competições.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nesse cenário, a provável transferência de Rodrigo Mora para a Roma representa uma perda esportiva considerável, mas pode abrir uma oportunidade financeira importante. Poucos jogadores de sua geração surgiram recentemente no futebol português carregando tamanho potencial, e abrir mão de uma promessa dessa dimensão naturalmente deixa marcas. Seja como for, grandes vendas fazem parte da realidade econômica dos clubes portugueses, e o verdadeiro julgamento sobre uma negociação desse porte começa depois que o dinheiro entra no caixa. Caso se confirme, a saída permitirá ao Porto atacar definitivamente suas principais necessidades, trazendo duas ou três peças capazes de contribuir imediatamente o fortalecimento do plantel portista. Vender um talento é doloroso, mas negociá-lo e não reinvestir adequadamente seria muito mais difícil de justificar.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Porto já tem dois pontos de vantagem sobre Sporting, Benfica e Braga. <a href="https://t.co/p1qKTXAqWM">pic.twitter.com/p1qKTXAqWM</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2086566348432290290?ref_src=twsrc%5Etfw">August 9, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Existe ainda um elemento que torna essa necessidade de profundidade especialmente importante: a Champions League. O Porto não enfrentará somente o calendário doméstico nesta temporada, e a competição europeia exigirá muito mais física, técnica e taticamente de um grupo que encontrará adversários capazes de desafiar sua maior qualidade. Na Liga Portugal, muitas vezes será possível abrir vantagem e administrá-la. Na Europa, haverá noites em que serão os <em>Dragões</em> obrigados a correr atrás da bola, sobreviver sem ela ou transformar completamente seu comportamento durante uma partida. É nesse ambiente que um elenco com alternativas se torna indispensável. O torneio continental não costuma perdoar equipes que possuem apenas uma maneira de jogar, por melhor que essa maneira funcione dentro das próprias fronteiras.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, o desafio de Francesco Farioli não está em abandonar aquilo que construiu, mas em acrescentar novas camadas a uma estrutura vencedora. O 4-3-3 continuará sendo o ponto de partida, a posse permanecerá como instrumento de controle e a solidez defensiva dificilmente deixará de representar a principal identidade dos <em>Dragões</em>. Evoluir não significa negar essas virtudes, porém oferecer uma segunda resposta quando a primeira não funcionar. Um ponta-direita, outra opção para o comando do ataque e um lateral-esquerdo poderiam entregar exatamente essa liberdade. O Porto não precisa de uma revolução. Precisa somente evitar que sua estabilidade se transforme em imobilidade, permitindo com que o técnico portista tenha recursos suficientes para surpreender adversários que passaram meses estudando cada detalhe de sua engrenagem.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="118190" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/08/134196928221705637-5-e1786468087939.jpg" alt="" class="wp-image-118190"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 55 partidas sob o comando de Francesco Farioli, o Porto coleciona 41 vitórias, 8 empates, 6 derrotas, 100 gols marcados, 33 tentos sofridos e 79,3% de aproveitamento.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Por enquanto, ninguém em Portugal parece começar a temporada em condições melhores. Benfica e Sporting ainda procuram reorganizar peças e construir novas dinâmicas, enquanto o Porto simplesmente retomou o caminho de onde havia parado. Já conquistou a Supertaça, estreou com vitória na Liga, ainda não sofreu gols e preservou toda a espinha dorsal responsável pelo título anterior. Isso transforma os atuais campeões portugueses em francos favoritos ao bicampeonato, ainda que favoritismo algum atravesse sozinho nove meses de competição. A grande vantagem dos <em>Dragões</em> está no ponto de partida: enquanto seus principais rivais ainda precisam descobrir exatamente aquilo que podem ser, Francesco Farioli já sabe perfeitamente aquilo que sua equipe é.</p>



<p class="has-medium-font-size">Às margens do Douro, em contrapartida, permanecer nunca significou necessariamente ficar parado. O rio que atravessa o Porto continua no mesmo lugar enquanto suas águas estão sempre seguindo adiante, e talvez exista aí uma boa metáfora para aquilo que os <em>Dragões</em> precisam fazer nesta temporada. Preservar a identidade, mas renovar as possibilidades. Manter a defesa, o controle, a organização e a frieza de uma equipe que aprendeu a ganhar, acrescentando ao mesmo tempo as peças capazes de torná-la menos decifrável. </p>



<p class="has-medium-font-size">A taça levantada logo no primeiro compromisso mostra que a máquina continua funcionando. As próximas movimentações no mercado dirão se ela pode ficar ainda mais poderosa. Porque, entre defender o trono em Portugal e voltar a encarar as grandes noites da Champions League, o Porto precisará ser mais do que o ótimo time da temporada passada: precisará encontrar maneiras de ser uma versão ainda melhor de si mesmo.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/11/porto-comeca-como-terminou-campeao-solido-e-a-frente-dos-rivais-na-corrida-pelo-bi-portugues/">Porto começa como terminou: campeão, sólido e à frente dos rivais na corrida pelo bi português</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/11/porto-comeca-como-terminou-campeao-solido-e-a-frente-dos-rivais-na-corrida-pelo-bi-portugues/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sporting: a revolução que encerra definitivamente a era Ruben Amorim</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/07/sporting-a-revolucao-que-encerra-definitivamente-a-era-ruben-amorim/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=sporting-a-revolucao-que-encerra-definitivamente-a-era-ruben-amorim</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/07/sporting-a-revolucao-que-encerra-definitivamente-a-era-ruben-amorim/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 13:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Leões de Alvalade]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Borges]]></category>
		<category><![CDATA[SCP]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=118117</guid>

					<description><![CDATA[<p>Embora o Sporting Clube de Portugal esteja iniciando a terceira temporada sob o comando de Rui Borges, sendo apenas a segunda conduzida pelo treinador desde o primeiro dia de preparação, a atual representa algo diferente em Alvalade. Pela primeira vez desde a saída de Ruben Amorim, em dezembro de 2024, os Leões começam um novo [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/07/sporting-a-revolucao-que-encerra-definitivamente-a-era-ruben-amorim/">Sporting: a revolução que encerra definitivamente a era Ruben Amorim</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Embora o Sporting Clube de Portugal esteja iniciando a terceira temporada sob o comando de Rui Borges, sendo apenas a segunda conduzida pelo treinador desde o primeiro dia de preparação, a atual representa algo diferente em Alvalade. Pela primeira vez desde a saída de Ruben Amorim, em dezembro de 2024, os <em>Leões</em> começam um novo ciclo com um elenco verdadeiramente moldado de acordo com as ideias do antigo técnico do Vitória de Guimarães.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, não se trata apenas de trocar algumas peças ou promover ajustes pontuais em uma estrutura que já existia. A movimentação realizada durante a atual janela de transferências mostra uma ruptura muito mais profunda com o passado recente. Entre despedidas importantes, investimentos elevados e a procura por características específicas no mercado, o clube de Alvalade decidiu mudar de direção. Agora, mais do que nunca, este Sporting terá a cara de Rui Borges.</p>



<p class="has-medium-font-size">A transformação fica evidente quando observamos a quantidade e, principalmente, a relevância dos jogadores que deixaram Alvalade. Geovany Quenda, Morten Hjulmand, Francisco Trincão, Alisson Santos e Hidemasa Morita estavam inseridos de diferentes maneiras na estrutura que conduziu os <em>Leões</em> nos últimos anos, mas todos seguiram novos caminhos nesta janela, lembrando que Ousmane Diomande e Pedro Gonçalves também estão de malas prontas. </p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, algumas dessas despedidas mexeram diretamente com pilares técnicos da formação sportinguista, enquanto outras abriram espaço para uma reformulação pensada também em médio e longo prazo. Poucas vezes desde a saída de Ruben Amorim houve uma mudança tão abrupta na composição do plantel. Frederico Varandas não tentou simplesmente preservar uma base vencedora a qualquer custo. O presidente decidiu respaldar o atual comandante e iniciar uma reconstrução capaz de estabelecer uma identidade diferente em Alvalade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Do outro lado dessa equação aparecem seis contratações que ajudam a explicar o tamanho da aposta realizada pela diretoria. Rodrigo Zalazar, Ibrahima Ba, Issa Doumbia, Sergi Altimira, Silas Andersen, Pedro Lima, Jessy Derry e Nestory Irankunda chegaram para formar o novo núcleo de um grupo consideravelmente renovado. O maior símbolo financeiro dessa operação é Zalazar, contratado junto ao Braga por 30 milhões de euros e transformado no reforço mais caro da história sportinguista. Mais do que os valores envolvidos, porém, chama atenção o perfil procurado no mercado. São atletas jovens, fortes fisicamente, capazes de atuar em alta intensidade e com margem considerável para evolução. O uruguaio, aos 26 anos, é justamente o mais velho entre as caras novas. Esse detalhe diz muito sobre aquilo que o Sporting pretende construir a partir de agora.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">🟢⚪️ Rodrigo Zalazar has just signed his contract as new Sporting CP player on €30m deal from SC Braga.<br><br>Official statement, imminent. <a href="https://t.co/cmKpr2f6Ch">pic.twitter.com/cmKpr2f6Ch</a></p>&mdash; Fabrizio Romano (@FabrizioRomano) <a href="https://x.com/FabrizioRomano/status/2055240324977455540?ref_src=twsrc%5Etfw">May 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Existe também uma característica física difícil de ignorar neste processo de remodelação. Grande parte dos recém-chegados possui pelo menos 1,86 metro de altura, aspecto que demonstra uma busca evidente por potência, imposição nos duelos e capacidade para sustentar partidas mais agressivas. Rui Borges sempre gostou de equipes intensas, competitivas e capazes de recuperar rapidamente a posse depois de perdê-la. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, não parece coincidência que o departamento de futebol tenha escolhido jogadores compatíveis com essas exigências. O Sporting procura unir qualidade técnica a um nível físico elevado, algo fundamental para executar transições velozes sem comprometer a organização defensiva. Trata-se de uma construção bastante diferente daquela que marcou boa parte do período anterior. A mudança de modelo começa nas ideias, mas passa necessariamente pelas características de quem estará em campo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, ainda existem sobreviventes importantes da gloriosa passagem de Ruben Amorim por Alvalade. Rui Silva permanece como referência no gol, enquanto Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma e Zeno Debast oferecem continuidade a um setor defensivo que conserva bastante qualidade. Maxi Araújo também segue como peça importante pelo lado esquerdo, assim como Geny Catamo mantém sua capacidade de desequilibrar pelos corredores ofensivos. Isso impede que a transformação seja encarada como uma destruição completa do trabalho anterior. Há elementos suficientes para preservar competitividade e experiência dentro do grupo. A diferença é que esses remanescentes passam agora a fazer parte de outra lógica coletiva. Em vez de Rui Borges adaptar suas ideias ao material herdado, serão os atletas que precisarão se inserir definitivamente no projeto do treinador de 45 anos de idade.</p>



<p class="has-medium-font-size">E os primeiros sinais oferecidos durante a pré-temporada são bastante interessantes. A goleada por 4 a 1 diante do Nottingham Forest mostrou uma equipe agressiva, vertical e muito disposta a acelerar as jogadas sempre que encontrava espaço para avançar. Mais importante do que o próprio resultado foi perceber como algumas das novas peças parecem compreender rapidamente aquilo que o técnico português exige. Issa Doumbia, por exemplo, chamou atenção atuando pelo setor esquerdo e formando uma parceria extremamente dinâmica com Maxi Araújo. Sua capacidade de recomposição oferece segurança quando a posse é perdida, enquanto a velocidade para chegar à frente acrescenta profundidade ao ataque. É exatamente o tipo de característica necessária para sustentar um sistema baseado em intensidade. Entre os reforços contratados, pode se transformar em uma das grandes surpresas da temporada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Issa Doumbia, reforço do 🦁 Sporting:<br>➡ Internacional Sub 21  &#8211; esteve no último Europeu do escalão<br>➡ Esta época foi campeão da Serie B 🇮🇹 , pelo Venezia<br>➡ 38 jogos, 10 golos, 5 assistências esta temporada<br>➡ Fez 24 jogos na 🇮🇹 Serie A, em 2024/25<br>➡ 5.º 🇮🇹 no Sporting, depois… <a href="https://t.co/nRDkZhVO7B">pic.twitter.com/nRDkZhVO7B</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2061747252641579231?ref_src=twsrc%5Etfw">June 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Essa disposição também deixa evidente que o famoso 3-4-2-1 utilizado durante a era Amorim pertence definitivamente ao passado. Rui Borges trabalha atualmente em um 4-2-3-1 muito mais identificado com aquilo que construiu ao longo da carreira, oferecendo funções bastante diferentes aos jogadores. Gonçalo Inácio e Eduardo Quaresma formam uma dupla de zaga tecnicamente segura, com capacidade para iniciar as jogadas desde trás e sustentar uma linha defensiva posicionada mais à frente. No meio, Sergi Altimira e Silas Andersen demonstraram boa complementaridade como volantes durante os compromissos preparatórios. Um oferece controle e qualidade na circulação, enquanto o outro acrescenta presença física, cobertura e intensidade. Essa nova organização permite que o Sporting pressione com mais jogadores em zonas avançadas. Ao mesmo tempo, exige concentração absoluta quando a primeira linha de marcação é superada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Talvez nenhuma contratação represente tanto essa nova fase quanto Rodrigo Zalazar. O uruguaio recebeu a responsabilidade de ocupar uma faixa do gramado anteriormente associada a Francisco Trincão e, pelo que apresentou até aqui, possui qualidade suficiente para assumir tamanho protagonismo. Atuando centralizado atrás do atacante, mas com liberdade para flutuar entre os espaços, o meia vem se transformando no cérebro ofensivo do Sporting. Contra o Nottingham Forest, as duas assistências distribuídas durante a goleada mostraram exatamente aquilo que ele pode oferecer. O camisa 17 enxerga passes verticais com rapidez, aproxima-se dos homens de frente e consegue acelerar uma jogada sem necessariamente aumentar o número de toques na bola. É uma característica extremamente compatível com a proposta de Rui Borges. Por 30 milhões de euros, naturalmente, a cobrança será proporcional ao investimento.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas laterais aparece outro ponto fundamental para compreender o desenho pretendido por Rui Borges. Georgios Vagiannidis pela direita e Maxi Araújo pelo lado oposto possuem liberdade para avançar de forma constante, praticamente transformando os corredores em plataformas ofensivas. A presença de Geny Catamo em uma faixa e Issa Doumbia na outra cria dobradinhas capazes de aumentar a amplitude sem retirar jogadores da região central. </p>



<p class="has-medium-font-size">Dessa maneira, o Sporting consegue atacar por fora enquanto mantém opções entre as linhas para receber próximo da área. São movimentos que favorecem justamente as transições rápidas e objetivas tão valorizadas por Rui Borges. Não existe grande interesse em circular a posse indefinidamente apenas para controlar territorialmente um adversário. A ideia principal é identificar o espaço e chegar ao gol com o menor desperdício possível.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Eis o novo emblema do Sporting 🦁 <a href="https://t.co/TaRzdvGe82">pic.twitter.com/TaRzdvGe82</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2072279781341630593?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A referência ofensiva também será determinante para saber até onde este projeto poderá chegar. Luis Suárez apresentou excelente rendimento durante boa parte da temporada passada, especialmente até março, quando acumulou gols e se tornou decisivo dentro da área. Posteriormente, porém, sofreu uma queda bastante acentuada de produção, algo que deixou dúvidas para a sequência do trabalho. O atacante ainda não participou desta fase inicial de preparação devido às férias concedidas após a participação aquém na Copa do Mundo, mas retorna agora para novamente ocupar posição de destaque. Enquanto isso, Fotis Ioannidis mostrou que pode ser muito mais do que uma simples alternativa no banco de reservas. O grego possui força para atuar como referência, consegue segurar os defensores e oferece presença importante nas proximidades da meta adversária. Uma disputa saudável entre os dois poderá elevar consideravelmente o nível do setor.</p>



<p class="has-medium-font-size">Toda essa revolução parece ter começado antes mesmo da abertura oficial do mercado. O vice-campeonato português já havia deixado a sensação de que mudanças seriam necessárias. No entanto, a derrota diante do modesto Torreense na final da Taça de Portugal tornou o diagnóstico ainda mais contundente. Aquele resultado funcionou quase como uma confirmação de que preservar a mesma estrutura não seria suficiente para recolocar o Sporting no caminho desejado. Frederico Varandas percebeu que era necessário mexer profundamente no grupo e, principalmente, oferecer à Rui Borges condições para trabalhar com jogadores escolhidos para suas ideias. O mercado realizado desde então não deixa muitas dúvidas sobre isso, visto que o técnico sportinguista recebeu respaldo para reformular a própria equipe.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa confiança também aumenta consideravelmente a responsabilidade do técnico. Rui Borges gosta de verticalidade, intensidade na reação à perda e estabelece regras rigorosas para evitar desperdícios de posse em regiões críticas do campo. Seus times procuram acelerar quando existe oportunidade, pressionam imediatamente depois de um erro e utilizam bastante a capacidade ofensiva dos laterais para ganhar terreno. Há ainda uma cultura interna baseada em exigência, competitividade e resiliência, características que sempre acompanharam os seus trabalhos anteriores. Tudo isso pode tornar o Sporting extremamente desconfortável para adversários que tentam sair jogando desde a defesa. Quando a pressão encaixa, o rival dispõe de poucos segundos para decidir o que fazer. É justamente nesse caos controlado que os <em>Leões</em> deverão crescer.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="118136" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/08/134196928221705637-2-e1786109392368.jpg" alt="" class="wp-image-118136"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Campeão português e da Taça de Portugal no ano passado, Rui Borges soma 55 vitórias, 19 empates 11 derrotas, 188 gols marcados e 77 sofridos em 85 jogos à frente do Sporting.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mas a nova temporada também servirá para responder questões que permaneceram abertas durante os primeiros anos de Rui Borges em Alvalade. Uma das principais dificuldades encontradas esteve nos confrontos diante de blocos baixos, especialmente quando os oponentes fechavam os espaços interiores e acumulavam jogadores na zona intermediária. Nessas circunstâncias, faltou por vezes um plano alternativo capaz de modificar o ritmo sem abandonar completamente os princípios do modelo. Circular por fora não bastava, enquanto tentar acelerar por dentro encontrava uma concentração enorme de defensores. Com jogadores diferentes e maior variedade de características, será interessante observar se esse problema finalmente encontrará solução. A chegada de Rodrigo Zalazar pode contribuir pela criatividade entre linhas, assim como os avanços dos laterais oferecem amplitude constante. Esse talvez seja o grande teste tático deste Sporting renovado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro aspecto constantemente debatido esteve relacionado ao timing das substituições. Rui Borges recebeu críticas em diferentes momentos por demorar a modificar partidas que claramente pediam soluções novas ou por não conseguir gerar o impacto esperado através das alterações feitas durante os 90 minutos. Agora, com um elenco mais compatível com suas preferências, essa justificativa desaparecerá. O banco oferecerá alternativas capazes de mudar as condições dos jogos sem desmontar completamente a estrutura do Sporting, ao passo que a própria concorrência interna tende a elevar o nível dos titulares. Será necessário reconhecer rapidamente quando determinado caminho deixa de funcionar e encontrar respostas, corrigir problemas, antes do apito final. Nesse sentido, a temporada 2026-27 representa igualmente uma prova de maturidade para o treinador.</p>



<p class="has-medium-font-size">O Sporting chega, portanto, a uma temporada que pode significar muito mais do que simplesmente uma tentativa de recuperar o título português. Trata-se da consolidação de um projeto iniciado após uma das eras mais marcantes da história recente do clube alviverde e que somente agora parece completamente independente dela. As primeiras apresentações sugerem uma formação fisicamente poderosa, veloz nas transições, agressiva sem a bola e tecnicamente capaz de produzir futebol de qualidade. </p>



<p class="has-medium-font-size">Evidentemente, amistosos de pré-temporada não entregam respostas definitivas, e desafios muito maiores aparecerão quando os jogos oficiais começarem. Ainda assim, existe uma sensação clara de renovação em Alvalade. Pela primeira vez, será possível avaliar Rui Borges sem a permanente sombra do sistema deixado por seu antecessor. A era Ruben Amorim acabou definitivamente: a partir de agora, este Sporting pertence ao seu atual treinador.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/07/sporting-a-revolucao-que-encerra-definitivamente-a-era-ruben-amorim/">Sporting: a revolução que encerra definitivamente a era Ruben Amorim</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/07/sporting-a-revolucao-que-encerra-definitivamente-a-era-ruben-amorim/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Portugal aposta em Jorge Jesus para transformar talento em futebol até 2030</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/24/portugal-aposta-em-jorge-jesus-para-transformar-talento-em-futebol-ate-2030/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=portugal-aposta-em-jorge-jesus-para-transformar-talento-em-futebol-ate-2030</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/24/portugal-aposta-em-jorge-jesus-para-transformar-talento-em-futebol-ate-2030/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:52:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=117974</guid>

					<description><![CDATA[<p>O empate por 1 a 1 entre Portugal e República Democrática do Congo, logo na estreia da Copa do Mundo de 2026, talvez tenha sido o primeiro aviso de que alguma coisa não funcionava como deveria. Não necessariamente pelo resultado — afinal, Copas do Mundo são historicamente terrenos férteis para surpresas —, mas pela maneira [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/24/portugal-aposta-em-jorge-jesus-para-transformar-talento-em-futebol-ate-2030/">Portugal aposta em Jorge Jesus para transformar talento em futebol até 2030</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">O empate por 1 a 1 entre Portugal e República Democrática do Congo, logo na estreia da Copa do Mundo de 2026, talvez tenha sido o primeiro aviso de que alguma coisa não funcionava como deveria. Não necessariamente pelo resultado — afinal, Copas do Mundo são historicamente terrenos férteis para surpresas —, mas pela maneira como Portugal se apresentou. </p>



<p class="has-medium-font-size">A estratégia de Roberto Martínez de manter Portugal o máximo de tempo possível em Oeiras (Lisboa) antes de viajar para o Mundial não produziu os efeitos imaginados. Os lusitanos chegaram cercados por expectativas, carregando uma das gerações tecnicamente mais qualificadas de sua história recente, mas nunca conseguiram transformar tamanho talento individual em uma seleção verdadeiramente dominante. E quando uma equipe possui tantas peças e ainda assim parece menor do que a soma delas, inevitavelmente os olhos se voltam para quem está à beira do campo.</p>



<p class="has-medium-font-size">A goleada por 5 a 0 sobre o Uzbequistão na segunda rodada chegou a produzir uma momentânea sensação de normalidade. Cristiano Ronaldo marcou, Portugal venceu com autoridade e parecia finalmente ter encontrado o caminho dentro da competição. Mas o empate sem gols diante da Colômbia tratou de recolocar as dúvidas sobre a mesa. Mais preocupante do que o placar foi o desempenho português, inferior ao dos sul-americanos durante a maior parte da partida e novamente marcado por dificuldades para acelerar o jogo e transformar posse de bola em agressividade ofensiva. O resultado custou a liderança do grupo K e empurrou Portugal para um caminho muito mais complicado na fase eliminatória. Em uma Copa do Mundo, terminar em primeiro pode representar a distância entre uma estrada administrável e uma travessia repleta de obstáculos. Os portugueses escolheram involuntariamente a opção mais complicada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Group K standings are set 🔒 <a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2071046897922437377?ref_src=twsrc%5Etfw">June 28, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Nas oitavas, diante da Croácia, a classificação veio, mas novamente sem convencer. Portugal precisou buscar a virada e encontrou o gol da vitória por 2 a 1 apenas nos acréscimos, em um lance cercado por enorme discussão envolvendo o VAR e a tecnologia utilizada para determinar o toque de um jogador croata na jogada decisiva. O chip da bola indicou um contato mínimo, aparentemente no cabelo do zagueiro adversário, e acabou favorecendo os portugueses. Gonçalo Ramos apareceu para decidir justamente em uma partida na qual Cristiano Ronaldo não permaneceu como referência absoluta do ataque. Os pupilos de Roberto Martínez avançavam, porém continuavam sem jogar como candidatos reais ao título. Contra oponentes capazes de controlar espaços e punir erros, sobreviver exclusivamente pelo talento individual dificilmente seria suficiente.</p>



<p class="has-medium-font-size">E não foi. A Espanha colocou fim à caminhada portuguesa e, embora a eliminação tenha ocorrido diante daquela que posteriormente seria campeã mundial, isso não tornou satisfatória a participação de Portugal. Existe uma diferença considerável entre perder para uma grande seleção depois de uma campanha consistente e utilizar a qualidade do adversário como justificativa para problemas apresentados desde a primeira rodada. Os portugueses deixaram o Mundial com a sensação de oportunidade desperdiçada. Roberto Martínez praticamente não teve tempo para reconstruir sua posição: depois do desembarque da delegação em território português, sua saída foi confirmada. Encerrava-se um ciclo que possuía jogadores suficientes para oferecer muito mais futebol do que efetivamente entregou.</p>



<p class="has-medium-font-size">É nesse cenário que Jorge Jesus assume talvez o trabalho mais simbólico de sua carreira. Aos portugueses, a figura dispensa apresentações. O treinador de 72 anos de idade chega carregando exatamente aquilo que sempre o acompanhou: personalidade, convicções táticas, polêmicas e controvérsias. Portugal não escolheu um treinador discreto para iniciar sua reconstrução. Escolheu alguém que gosta de protagonismo e que dificilmente se esconde atrás de discursos protocolares. Seu vínculo até 2030 oferece, entretanto, algo essencial para qualquer projeto de seleção: tempo. Quatro primaveras para testar, errar, corrigir, desenvolver jogadores e, principalmente, construir uma identidade.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Começa hoje um novo caminho. Bem-vindo à Seleção Nacional, Mister Jorge Jesus. 🇵🇹 <a href="https://x.com/hashtag/ViemosParaVencer?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ViemosParaVencer</a> <a href="https://t.co/B9Re2bCuAa">pic.twitter.com/B9Re2bCuAa</a></p>&mdash; Portugal (@selecaoportugal) <a href="https://x.com/selecaoportugal/status/2075573363683070079?ref_src=twsrc%5Etfw">July 10, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Talvez uma das principais lições deixadas pela Copa de 2026 esteja justamente na importância da continuidade. Entre as quatro semifinalistas, três chegaram ao torneio sustentadas por trabalhos longos: Lionel Scaloni com a Argentina, Luis de la Fuente com a Espanha e Didier Deschamps com a França. A Inglaterra de Thomas Tuchel foi a exceção a esse padrão. Evidentemente, quatro anos de trabalho não garantem títulos — futebol jamais ofereceu garantias dessa natureza —, mas permitem que uma seleção chegue ao Mundial sabendo exatamente aquilo que pretende fazer. Sistemas podem mudar, jogadores podem entrar e sair, circunstâncias obrigam treinadores a improvisar, porém uma identidade coletiva não nasce durante as poucas semanas de preparação para o torneio. Portugal parece ter entendido isso ao entregar a Jorge Jesus um ciclo completo.</p>



<p class="has-medium-font-size">O novo treinador, como seria previsível, não demorou para anunciar suas intenções. Falou em uma seleção mais vertical, intensa, dinâmica e agressiva, além de sinalizar que pretende abandonar o 4-3-3 que marcou boa parte da estrutura anterior. A justificativa é interessante: em vez de encaixar jogadores obrigatoriamente dentro de um desenho previamente estabelecido, Jorge Jesus pretende construir o modelo de acordo com as características daqueles que possui. Talvez esteja exatamente aí o maior desafio do português. Porque poucas seleções possuem simultaneamente jogadores como Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Vitinha, João Neves, João Félix, Pedro Neto e Rafael Leão. Colocar nomes em uma escalação é relativamente simples. Encontrar equilíbrio entre eles, distribuir espaços, definir alturas no campo e garantir proteção defensiva sem retirar criatividade da equipe é outra história totalmente diferente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Jorge Jesus também afirmou que Portugal jogará “o dobro” daquilo que jogava anteriormente. É uma frase excelente para manchetes, mas praticamente inútil para medir futebol. Afinal, o dobro de 0,1 continua sendo apenas 0,2. O ex-treinador do Al-Nassr conhece suficientemente bem o peso das próprias palavras e já fez promessas semelhantes em outros momentos da carreira, inclusive no Benfica, sem que necessariamente o campo confirmasse aquilo que havia sido anunciado diante dos microfones. A seleção portuguesa não precisa ganhar entrevistas coletivas. Precisa ganhar jogos importantes. O discurso sobre intensidade, verticalidade e dinamismo é sedutor, mas somente terá significado quando essas ideias aparecerem organizadas dentro das quatro linhas. Até lá, são intenções — e intenções nunca levantaram troféus.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Roberto Martínez no comando de Portugal:<br><br>⚔️ 45 jogos<br>🚥 32V &#8211; 6E &#8211; 7D (!)<br>📊 75.6% aproveitamento (!)<br>⚽️ 110 gols (!)<br>🚫 36 gols sofridos (!)<br>🥅 163 grandes chances (3.6 /j!)<br>👟 7.1 finalizações p/ marcar gol (!)<br>⚠️ 11.9 finalizações p/ sofrer gol (!)<br>⏳ 63.9% posse de bola<br>🏆 1… <a href="https://t.co/U4U5sqGR05">pic.twitter.com/U4U5sqGR05</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2074264027455230365?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Nenhum assunto, entretanto, despertou tanta atenção em sua apresentação quanto Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos durante a Copa de 2026, o maior jogador da história portuguesa apresentou limitações que não existiam em seus melhores anos. Isso não diminui absolutamente nada do que construiu, mas o futebol possui uma característica particularmente cruel: ele não negocia com o calendário. O corpo muda, a velocidade diminui e aquilo que antes era automático passa a exigir administração. Roberto Martínez insistiu excessivamente na presença do camisa 7 durante o Mundial e, em determinados momentos, Portugal pareceu obrigado a adaptar sua dinâmica coletiva para acomodar seu maior símbolo. Curiosamente, quando Gonçalo Ramos recebeu sua oportunidade contra a Croácia, foi justamente ele quem marcou o gol da vitória por 2 a 1.</p>



<p class="has-medium-font-size">Jorge Jesus conhece essa realidade melhor do que praticamente qualquer outro treinador disponível. Trabalhou recentemente com Cristiano Ronaldo no Al-Nassr e o substituiu em 18 oportunidades na última temporada, normalmente durante a parte final das partidas. Sua resposta sobre o futuro do atacante na seleção foi cuidadosamente construída: jogará quem merecer jogar. Não anunciou o fim de Ronaldo, tampouco lhe ofereceu cadeira cativa. Considerando a renovação contratual de <em>CR7</em> por mais um ano em seu clube, é possível imaginar Cristiano ainda presente nas próximas convocações e até começando partidas como titular. Mas também parece razoável prever algo que durante muito tempo soaria quase sacrílego em Portugal: o craque português sendo substituído quando as necessidades coletivas exigirem. Administrar essa transição será um dos primeiros grandes testes políticos do sucessor de Roberto Martínez.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez Portugal nem precise da revolução geracional que normalmente acompanha o encerramento de uma Copa. Segundo o próprio Jesus destacou, apenas seis integrantes do grupo português no Mundial ultrapassavam os 30 anos, sendo dois deles goleiros reservas e outro justamente Cristiano Ronaldo. Isso significa que o núcleo competitivo desta seleção pode atravessar basicamente todo este novo ciclo. Portugal não precisa demolir uma casa para construir outra. Precisa reorganizar os cômodos. Vitinha e João Neves estarão ainda mais maduros em 2030; jogadores que hoje começam a disputar espaço chegarão no auge físico; e outros talentos inevitavelmente surgirão até lá. O problema português nunca pareceu ser ausência de matéria-prima. Foi encontrar a arquitetura adequada para utilizá-la.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa abundância, paradoxalmente, pode representar a maior dificuldade de Jorge Jesus. Bernardo Silva gosta de participar da construção. Bruno Fernandes precisa encontrar zonas onde possa acelerar e arriscar. Vitinha tornou-se um dos grandes organizadores do futebol europeu. João Neves acrescenta mobilidade, pressão e força na marcação. João Félix oferece características completamente diferentes quando recebe liberdade entre linhas. Como acomodar todos sem transformar o meio-campo português em uma coleção de jogadores tecnicamente semelhantes disputando os mesmos espaços? A possível ruptura com o 4-3-3 abre alternativas interessantes, seja com maior densidade central, dois atacantes ou estruturas híbridas que mudem de acordo com cada fase do jogo. Mas abandonar um desenho é muito mais simples do que estabelecer outro.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A estreia oficial de Jorge Jesus como selecionador nacional vai ser em Alvalade, a 24 de setembro, contra Gales. <a href="https://t.co/Wbo5a9fwrm">pic.twitter.com/Wbo5a9fwrm</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2074931672382836755?ref_src=twsrc%5Etfw">July 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Algumas peças podem ganhar particularmente com essa mudança. Matheus Fernandes aparece como um nome interessante justamente porque oferece características que podem complementar a enorme quantidade de talento técnico disponível no meio-campo. Alberto Costa, lateral do Porto, também surge como alternativa importante em uma seleção que precisará acrescentar intensidade aos corredores. A força física de ambos, combinada com capacidade competitiva e dinamismo, oferece ferramentas valiosas para um treinador que historicamente exige equipes agressivas sem a bola. Nem sempre uma seleção recheada de jogadores sofisticados precisa de outro protagonista. Algumas vezes precisa daquele que recupera a bola para que a estrela dos artistas possa começar a brilhar.</p>



<p class="has-medium-font-size">E existem ainda aqueles que representam o Portugal que poderá chegar a 2030 completamente transformado. Rodrigo Mora e Geovany Quenda já pedem passagem e deveriam, no mínimo, fazer parte do processo de construção do próximo ciclo. Não significa entregar titularidade por decreto nem acelerar etapas apenas porque são novatos. Significa aproximá-los gradualmente da seleção principal, permitir que entendam o ambiente internacional e descobrir até onde podem chegar, sobretudo porque quatro anos representam uma eternidade na carreira de um jogador dessa idade. O jovem que hoje aparece como alternativa pode desembarcar na próxima Copa como referência. Uma renovação inteligente não acontece quando todos os veteranos desaparecem simultaneamente, mas sim no instante em que uma geração aprende com a anterior antes de assumir definitivamente seu lugar.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Jogadores da Seleção 🇵🇹 Portuguesa que estiveram no Mundial 2026 que já foram orientados por Jorge Jesus, o novo selecionador nacional:<br>➡ Rúben Neves<br>➡ Bruno Fernandes<br>➡ João Felix<br>➡ Cristiano Ronaldo<br>➡ João Cancelo<br>➡ Gonçalo Ramos<br>➡ Gonçalo Guedes<br>➡ Rafael Leão<br>➡… <a href="https://t.co/wuzZtgNKdM">pic.twitter.com/wuzZtgNKdM</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2075579519335850459?ref_src=twsrc%5Etfw">July 10, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Portugal chega, portanto, a uma encruzilhada curiosa. Não precisa começar novamente do zero porque possui jogadores, estrutura e talento suficientes para permanecer entre as principais seleções do planeta. Precisa descobrir aquilo que deseja ser. Durante séculos, a história portuguesa foi marcada por homens que olharam para além do horizonte sem saber exatamente o que encontrariam depois dele. Há algo simbolicamente parecido neste momento lusitano: o território conhecido já não basta, mas ninguém sabe ainda onde terminará a próxima travessia. Jorge Jesus recebeu o mapa, os instrumentos e uma tripulação extraordinariamente talentosa. Sua obrigação será encontrar uma direção.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Copa do Mundo de 2030 ainda parece distante, mas projetos realmente vencedores começam quando os estádios do Mundial anterior ainda estão sendo desmontados. Portugal fez corretamente aquilo que poderia fazer imediatamente: encerrou um ciclo inconsistente e entregou ao novo treinador tempo suficiente para construir outro. Se Jorge Jesus é o homem certo, somente os próximos anos responderão. Sua personalidade produzirá manchetes, Cristiano Ronaldo continuará alimentando debates e cada convocação inevitavelmente provocará discussões em um país que possui talento demais para aceitar pouco. </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a grande pergunta portuguesa daqui até 2030 seja muito mais simples: finalmente veremos uma seleção capaz de jogar o futebol que seus jogadores sugerem ser possível? Depois da última Copa marcada pela frustração, Portugal já conhece o tamanho de seu potencial. Agora terá quatro anos para descobrir o que fazer com ele.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/24/portugal-aposta-em-jorge-jesus-para-transformar-talento-em-futebol-ate-2030/">Portugal aposta em Jorge Jesus para transformar talento em futebol até 2030</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/24/portugal-aposta-em-jorge-jesus-para-transformar-talento-em-futebol-ate-2030/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As caravelas perderam o rumo: Portugal encerra o ciclo de Cristiano Ronaldo em Copas</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/08/as-caravelas-perderam-o-rumo-portugal-encerra-o-ciclo-de-cristiano-ronaldo-em-copas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=as-caravelas-perderam-o-rumo-portugal-encerra-o-ciclo-de-cristiano-ronaldo-em-copas</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/08/as-caravelas-perderam-o-rumo-portugal-encerra-o-ciclo-de-cristiano-ronaldo-em-copas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:54:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=117788</guid>

					<description><![CDATA[<p>A eliminação de Portugal nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha representa muito mais do que o encerramento de uma campanha decepcionante. Ela simboliza, talvez, o fim definitivo de uma era que durante quase duas décadas alimentou o sonho do povo português de conquistar o mundo. Curiosamente, foi também a sétima [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/08/as-caravelas-perderam-o-rumo-portugal-encerra-o-ciclo-de-cristiano-ronaldo-em-copas/">As caravelas perderam o rumo: Portugal encerra o ciclo de Cristiano Ronaldo em Copas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A eliminação de Portugal nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha representa muito mais do que o encerramento de uma campanha decepcionante. Ela simboliza, talvez, o fim definitivo de uma era que durante quase duas décadas alimentou o sonho do povo português de conquistar o mundo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, foi também a sétima Copa do Mundo consecutiva de Portugal, justamente a geração que muitos consideram a mais talentosa da história lusitana. No entanto, quando o assunto é Mundial, os resultados jamais acompanharam a qualidade do elenco. Resta uma pergunta inevitável: como uma geração tão rica tecnicamente conseguiu produzir tão pouco na principal competição do futebol?</p>



<p class="has-medium-font-size">O melhor desempenho português nesse período continua sendo o quarto lugar conquistado na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Naquela ocasião, Cristiano Ronaldo ainda dava seu primeiro passo em Mundiais, enquanto Portugal navegava com a esperança de reviver, dentro dos gramados, o espírito das antigas caravelas que um dia desbravaram os oceanos. Parecia o início de uma trajetória destinada à glória. Entretanto, o tempo mostrou outro roteiro. Desde então, vieram quatro eliminações nas oitavas-de-final e uma queda ainda na fase de grupos, em 2014, no Brasil. Uma sequência frustrante para uma seleção que sempre figurava entre as favoritas antes do início de cada torneio.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">FIM DE UMA ERA? Portugal é eliminada pela Espanha e Cristiano Ronaldo encerra sua sexta participação em Copas. Será que o &quot;adeus&quot; vai ser dessa forma? 😢🇵🇹<a href="https://x.com/hashtag/copadomundo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#copadomundo</a> <a href="https://x.com/hashtag/cr7?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cr7</a> <a href="https://x.com/hashtag/cristianoronaldo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cristianoronaldo</a> <a href="https://x.com/hashtag/portugal?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#portugal</a> <a href="https://t.co/eSx49SFS2X">pic.twitter.com/eSx49SFS2X</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2074248194192490776?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja justamente essa a maior contradição da história recente do futebol português. Nunca Portugal teve tantos atletas atuando em gigantes do futebol europeu ao mesmo tempo. Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rúben Dias, Rafael Leão, Pedro Neto, Vitinha, João Neves, Nuno Mendes, João Cancelo e tantos outros elevaram o patamar técnico da seleção a níveis jamais vistos. Somados ao maior jogador do país, Cristiano Ronaldo, formavam um plantel capaz de enfrentar qualquer adversário do planeta. Ainda assim, em campo, essa qualidade raramente se transformava em um jogo dominante, coletivo e consistente.</p>



<p class="has-medium-font-size">É verdade que esse ciclo não passou completamente em branco. Portugal conquistou sua primeira Eurocopa, em 2016, escrevendo uma das páginas mais importantes de sua história esportiva. Posteriormente, voltou a levantar o troféu da Liga das Nações da UEFA, derrotando a Espanha na decisão. Mas é preciso separar emoção de análise. Embora seja um título oficial e respeitável, trata-se de um torneio que ainda possui um peso competitivo diferente daquele exercido por uma Euro ou por uma Copa do Mundo. Muitas seleções utilizam a competição como laboratório para testar jogadores, ajustar sistemas táticos e preparar ciclos maiores. Os portugueses, ao contrário, encararam o campeonato praticamente como prioridade máxima.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi justamente nesse contexto que surgiu Roberto Martínez. A impressão deixada ao longo de seus três anos e meio de trabalho foi a de um treinador muito mais preocupado em preservar a estabilidade interna do grupo do que em provocar rupturas necessárias. Sob essa ótica, sua principal virtude era atuar como um diplomata, evitando conflitos e mantendo intacta a hierarquia construída no período. Em momento algum entrou em rota de colisão com suas principais lideranças, especialmente Cristiano Ronaldo. Essa postura garantiu um ambiente aparentemente tranquilo, mas será que tranquilidade, sozinha, conquista Copas do Mundo?</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro aspecto que chama atenção foi a pouca renovação promovida durante esse ciclo. Portugal possui uma das bases mais promissoras da Europa, revelando talentos praticamente todos os anos. Jogadores como Rodrigo Mora e Geovany Quenda representam o futuro da lusitano, mas receberam oportunidades bastante limitadas sob o comando do treinador espanhol. Em vez de preparar a transição de uma geração histórica para outra igualmente promissora, a seleção portuguesa permaneceu presa ao presente, como se temesse admitir que todo ciclo, por mais glorioso que seja, inevitavelmente chega ao seu fim.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nenhuma decisão simboliza melhor esse cenário do que a insistência em Cristiano Ronaldo como peça central da equipe. Não se trata de questionar sua história, seus recordes ou sua importância para o futebol português. Isso jamais estará em debate. O ponto central é outro: o futebol moderno exige intensidade constante, pressão sem bola, recomposição defensiva e mobilidade durante os noventa minutos. Aos 41 anos, por mais extraordinário que continue sendo como atleta, o camisa 7 já não consegue oferecer esse conjunto de características com a mesma frequência. E talvez Portugal tenha pago o preço mais alto justamente por não compreender que existe vida depois do maior ídolo de sua história.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Roberto Martínez no comando de Portugal:<br><br>⚔️ 45 jogos<br>🚥 32V &#8211; 6E &#8211; 7D (!)<br>📊 75.6% aproveitamento (!)<br>⚽️ 110 gols (!)<br>🚫 36 gols sofridos (!)<br>🥅 163 grandes chances (3.6 /j!)<br>👟 7.1 finalizações p/ marcar gol (!)<br>⚠️ 11.9 finalizações p/ sofrer gol (!)<br>⏳ 63.9% posse de bola<br>🏆 1… <a href="https://t.co/U4U5sqGR05">pic.twitter.com/U4U5sqGR05</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2074264027455230365?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A partida diante da Croácia talvez tenha sido o retrato mais fiel dessa realidade. Enquanto Cristiano Ronaldo permaneceu em campo sem conseguir oferecer a intensidade necessária para pressionar a saída de bola adversária, Gonçalo Ramos entrou já na reta final da partida e, quase no último lance, marcou o tento que garantiu a classificação portuguesa às oitavas-de-final. O episódio foi simbólico. Muito mais do que o gol, chamou atenção a dinâmica que o novo atacante do Milan proporcionou ao setor ofensivo. Sua mobilidade, sua capacidade de atacar espaços e sua entrega sem a bola mostraram um caminho que Portugal parecia relutar em seguir. Não era apenas uma troca de jogadores; era quase uma troca de ritmo acontecendo diante dos olhos de todos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Cristiano Ronaldo continua sendo um fenômeno da história do esporte, mas a Copa do Mundo exige decisões baseadas no presente, e não no passado. Em seus últimos quinze jogos em Mundiais, ele balançou as redes somente quatro vezes, números modestos para quem sempre carregou o peso de ser a principal referência ofensiva de Portugal. Dois desses gols, inclusive, vieram em cobranças de pênalti e outros dois contra o modesto Uzbequistão. Estatísticas jamais contam toda a trajetória de um jogador, mas ajudam a compreender uma realidade que o campo já vinha demonstrando. A idade chega para todos, inclusive para os craques.</p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente nesse ponto que surge a principal crítica ao trabalho de Roberto Martínez. Ao longo de três anos e meio, a sensação transmitida foi a de que o ex-treinador da Bélgica preferiu preservar o ambiente interno a enfrentar decisões difíceis. Na visão de muitos, assumiu o papel de um diplomata, responsável por manter a estabilidade do grupo e evitar qualquer desgaste com suas principais lideranças. Isso naturalmente faz parte da gestão de uma seleção, mas existe um momento em que o comandante precisa escolher entre proteger um legado ou construir o futuro. Martínez escolheu permanecer fiel à hierarquia existente e acabou morrendo abraçado com ela.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa falta de coragem também apareceu na construção coletiva da equipe. Portugal jamais apresentou uma identidade clara durante esse ciclo. Era uma seleção repleta de talento individual, mas sem um DNA facilmente reconhecível. Contra equipes que baixavam suas linhas defensivas, surgiam enormes dificuldades para criar espaços. O empate por 1 a 1 diante da República Democrática do Congo, logo na estreia da Copa do Mundo, foi o primeiro sinal de alerta. A goleada por 5 a 0 sobre o Uzbequistão acabou criando uma sensação de tranquilidade que rapidamente desapareceu após o empate sem gols contra a Colômbia, resultado que colocou os portuguses na vice-liderança do Grupo K e o empurrou para o lado mais difícil da chave eliminatória.</p>



<p class="has-medium-font-size">Após superar a Croácia nos acréscimos, nas oitavas-de-final, diante da Espanha, todas as limitações lusitanas ficaram ainda mais evidentes. Enquanto os espanhóis apresentavam uma equipe organizada, intensa e preparada para modificar o rumo da partida através do banco de reservas, Portugal parecia apenas esperar que o tempo passasse. Depois da lesão de Nuno Mendes, justamente a principal válvula de escape ofensiva da equipe, os portugueses praticamente deixaram de atacar. A sensação era de conformismo em sobreviver até a disputa por pênaltis, abrindo mão de assumir qualquer protagonismo frente o rival ibérico.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">😔 Pela primeira vez, Portugal é eliminado de uma grande competição com um golo sofrido nos descontos do tempo regulamentar.<br><br>⏱️ As eliminações mais tardias da Seleção Nacional:<br>🇫🇷 1984 — França 🥅 119&#39; (Meias-finais do Euro)<br>🇫🇷 2000 — França 🥅 117&#39; (Meias-finais do Euro)<br>🇪🇸… <a href="https://t.co/t4SsPXIjqj">pic.twitter.com/t4SsPXIjqj</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2074240747000275386?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A diferença entre os dois treinadores ficou evidente justamente nas substituições. Do lado espanhol, Luis de la Fuente promoveu a entrada de Ferran Torres para dar nova velocidade ao ataque e, pouco depois, encontrou Mikel Merino, outro jogador vindo do banco, para construir o gol da classificação. Roberto Martínez também possuía opções qualificadas entre os reservas, mas suas alterações não produziram o mesmo impacto, a julgar pela ausência de Gonçalo Ramos. Em partidas eliminatórias, muitas vezes os suplentes decidem jogos. E, dessa vez, a Espanha utilizou suas peças para avançar de fase; Portugal, infelizmente, não conseguiu fazer o mesmo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nem tudo, porém, foi negativo nesta campanha. Se existe um saldo verdadeiramente animador para o futuro da seleção portuguesa, ele atende pelos nomes de Nuno Mendes e Diogo Costa. O lateral-esquerdo confirmou, mais uma vez, por que hoje é considerado por muitos o melhor do mundo em sua posição. Sua força física, velocidade e capacidade de construir jogadas transformavam completamente a dinâmica ofensiva de Portugal. Já Diogo Costa, ainda muito jovem aos 23 anos de idade, demonstrou segurança, personalidade e qualidade suficientes para defender a meta lusitana durante muitos anos. Também Vitinha e João Neves continuam sendo jogadores de enorme qualidade, apesar de não terem conseguido reproduzir na Copa de 2026 o mesmo nível de desempenho apresentado no bicampeonato europeu do PSG.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, uma nova etapa parece começar. A saída de Roberto Martínez encerra um ciclo que deixa a sensação de oportunidade desperdiçada. Jorge Jesus desponta como principal candidato para assumir Portugal e, caso sua chegada realmente se confirme, encontrará um desafio complexo: conduzir a seleção portuguesa na difícil transição para uma realidade sem Cristiano Ronaldo, além de reorganizá-la para voltar a competir coletivamente, algo que se mostra absolutamente necessário.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portugal sempre foi uma nação acostumada a atravessar tempestades. Das caravelas que enfrentaram oceanos desconhecidos às grandes conquistas da sua história, os portugueses aprenderam que nenhuma viagem permanece para sempre ancorada no mesmo porto. O futebol parece exigir exatamente a mesma coragem. É hora de levantar novas velas, confiar em uma geração extremamente talentosa e permitir que novos protagonistas assumam o leme. Porque os grandes navegadores nunca fizeram história olhando somente para o horizonte que ficou para trás, mas sim para aquele que ainda estava por ser descoberto.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/08/as-caravelas-perderam-o-rumo-portugal-encerra-o-ciclo-de-cristiano-ronaldo-em-copas/">As caravelas perderam o rumo: Portugal encerra o ciclo de Cristiano Ronaldo em Copas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/08/as-caravelas-perderam-o-rumo-portugal-encerra-o-ciclo-de-cristiano-ronaldo-em-copas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Favoritismo não entra em campo e Portugal apenas empata com o Congo</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/06/17/favoritismo-nao-entra-em-campo-e-portugal-apenas-empata-com-o-congo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=favoritismo-nao-entra-em-campo-e-portugal-apenas-empata-com-o-congo</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/06/17/favoritismo-nao-entra-em-campo-e-portugal-apenas-empata-com-o-congo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 21:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=117435</guid>

					<description><![CDATA[<p>Decepcionante. Assim podemos definir a estreia de Portugal na Copa do Mundo de 2026. Afinal, a seleção portugusesa entrou em campo diante da República Democrática do Congo carregando o peso do favoritismo e a expectativa de iniciar sua caminhada no torneio com uma vitória convincente. Além disso, tratava-se do sexto Mundial da carreira de Cristiano [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/17/favoritismo-nao-entra-em-campo-e-portugal-apenas-empata-com-o-congo/">Favoritismo não entra em campo e Portugal apenas empata com o Congo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Decepcionante. Assim podemos definir a estreia de Portugal na Copa do Mundo de 2026. Afinal, a seleção portugusesa entrou em campo diante da República Democrática do Congo carregando o peso do favoritismo e a expectativa de iniciar sua caminhada no torneio com uma vitória convincente. Além disso, tratava-se do sexto Mundial da carreira de Cristiano Ronaldo, um dos maiores jogadores da história do futebol. Todavia, ao final dos noventa minutos, o sentimento predominante entre os torcedores lusitanos foi de frustração após o empate em 1 a 1 diante de um adversário teoricamente inferior.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a partida começou exatamente da maneira que Portugal imaginava. Logo aos seis minutos de jogo, João Neves aproveitou uma boa construção ofensiva para abrir o placar, de cabeça, e colocar os portugueses em vantagem. O gol precoce transmitiu a sensação de que os europeus controlariam as ações sem maiores dificuldades. Muitos imaginavam que o resultado abriria caminho para uma vitória confortável e até mesmo para uma goleada, sobretudo em função da diferença técnica entre as seleções. No entanto, o que se viu a partir daquele momento foi um cenário completamente diferente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo controlando a posse de bola durante praticamente toda a partida, Portugal encontrou enormes dificuldades para transformar seu domínio territorial em oportunidades claras de gol. Os números ajudam a ilustrar essa situação. Os portugueses terminaram o confronto com cerca de 75% de posse de bola, mas essa superioridade não se refletiu no placar. O time circulava a bola de um lado para o outro, mas sem conseguir romper a forte estrutura defensiva montada pelos congoleses. Faltava criatividade, velocidade e capacidade de infiltração.</p>



<p class="has-medium-font-size">Do outro lado, a seleção congolesa demonstrou organização e disciplina tática durante toda a partida. Sem disputar a posse em igualdade de condições, o selecionado africano apostou em linhas compactas e em um bloco defensivo extremamente baixo. A estratégia funcionou de maneira eficiente. Portugal tinha a bola, mas não conseguia encontrar espaços entre os setores da defesa adversária. A República Democrática do Congo se mostrou confortável atuando próxima da própria área e esperando o momento certo para explorar os contra-ataques.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/CopaDoMundoFIFA?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#CopaDoMundoFIFA</a><br><br>🇵🇹 Portugal 1-1 RD Congo 🇨🇩<br><br>⚽️ João Neves<br><br>⚽️ Yoane Wissa<br><br>Resultado justo? 🤔🤔<br><br>📊 Confira os nºs completos em: <a href="https://t.co/kieUkKZN5j">https://t.co/kieUkKZN5j</a> <a href="https://t.co/OXDfJWTCkd">pic.twitter.com/OXDfJWTCkd</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2067321688245551323?ref_src=twsrc%5Etfw">June 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O empate acabou surgindo justamente quando Portugal parecia encaminhar a vitória para o intervalo. Já nos acréscimos da primeira etapa, Yoane Wissa aproveitou uma das poucas oportunidades criadas pelos congoleses e balançou as redes aos 50 minutos. O gol teve um impacto enorme no desenvolvimento da partida. Além de devolver a confiança aos africanos, aumentou significativamente a ansiedade dos portugueses. O que parecia uma noite tranquila transformou-se rapidamente em um desafio psicológico para os comandados de Roberto Martínez.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mais preocupante para Portugal é que os problemas apresentados frente os congoleses não são exatamente uma novidade. Durante as eliminatórias, os portugueses já haviam encontrado dificuldades semelhantes diante de seleções que atuavam de forma mais defensiva, como Hungria e Irlanda. Naquelas ocasiões, eles também sofreram para criar oportunidades contra adversários posicionados em bloco baixo. Logo, a estreia na Copa do Mundo apenas reforçou uma deficiência que já vinha sendo observada há bastante tempo no time lusitano.</p>



<p class="has-medium-font-size">E isso chama ainda mais atenção quando analisamos a qualidade técnica do elenco português. Poucas seleções no mundo possuem um meio-campo tão talentoso quanto o de Portugal. Bernardo Silva, Bruno Fernandes, João Neves e Vitinha oferecem criatividade, inteligência e capacidade de construção de jogo. Nas laterais, João Cancelo e Nuno Mendes são jogadores capazes de participar intensamente das ações ofensivas. No ataque, Cristiano Ronaldo continua sendo uma referência importante dentro da área. Ainda assim, o conjunto não consegue traduzir esse talento em um futebol coletivo consistente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao longo da segunda etapa, Roberto Martínez tentou modificar o panorama da partida através das substituições. Rafael Leão e Francisco Conceição foram acionados com a missão de aumentar a agressividade ofensiva da equipe. Em alguns momentos, Portugal até conseguiu acelerar o ritmo do jogo. Porém, a principal consequência das alterações foi o aumento da quantidade de cruzamentos realizados para dentro da área adversária. Não à toa, os portugueses passaram a depender excessivamente das jogadas pelos lados do campo, tornando-se previsíveis.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">CR7 vai disputar a sua 6ª Copa do Mundo e estreia diante da RD Congo. E, quando o assunto é enfrentar seleções africanas, o Robozão costuma deixar a marca: são 3 gols nos últimos 4 jogos contra equipes do continente. 🇵🇹🤖<a href="https://x.com/hashtag/copadomundo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#copadomundo</a> <a href="https://x.com/hashtag/cristianoronaldo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cristianoronaldo</a> <a href="https://x.com/hashtag/cr7?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cr7</a> <a href="https://x.com/hashtag/portugal?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#portugal</a> <a href="https://t.co/RqUHpbxnO1">pic.twitter.com/RqUHpbxnO1</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2067215943307047128?ref_src=twsrc%5Etfw">June 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os números dos cruzamentos ajudam a explicar a falta de eficiência portuguesa. Ao final da partida, Portugal havia realizado 23 bolas alçadas para a área oponente. Entretanto, apenas seis delas encontraram um companheiro de equipe. Trata-se de um índice muito baixo para uma seleção que teoricamente possui recursos técnicos para construir jogadas de maneiras mais variadas. A insistência excessiva nesse tipo de lance acabou facilitando o trabalho defensivo da República Democrática do Congo, que conseguiu neutralizar a maior parte das investidas lusitanas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa dependência dos cruzamentos evidencia um problema coletivo que preocupa. Portugal possui jogadores extremamente criativos, mas apresenta pouca movimentação entre linhas e dificuldade para gerar superioridade numérica em regiões centrais do campo. Quando enfrenta seleções mais abertas, essas limitações ficam menos aparentes. Em contrapartida, diante de adversários organizados defensivamente, os portugueses parecem ficar sem alternativas. Foi exatamente isso que aconteceu nesta estreia pela Copa de 2026, transformando um domínio estatístico em uma atuação pouco produtiva.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🇵🇹Portugal domina o top 3 de passes para trás no Mundial 2026:<br>24 🇵🇹João Neves<br>23 🇵🇹João Cancelo<br>22 🇵🇹Pedro Neto<br>21 🇪🇸Cucurella<br>17 🇩🇪Havertz<br>16 🇨🇭Rúben Vargas<br>16 🇩🇪Wirtz<br>16 🇮🇷Taremi<br>16 🇫🇷Koundé<br>16 🇵🇹Nuno Mendes <a href="https://t.co/yCDn1JCIn2">pic.twitter.com/yCDn1JCIn2</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2067546031315702204?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Além da questão técnica e tática, o resultado também complica a situação portuguesa dentro do Grupo K. Antes da bola rolar, muitos consideravam Portugal o principal favorito para terminar a fase de grupos na liderança. Agora, esse panorama já não parece tão garantido. A Colômbia surge como uma forte candidata a aproveitar o tropeço português e assumir o controle da chave. Caso os colombianos confirmem o favoritismo nos próximos compromissos, Portugal poderá ser obrigada a disputar a classificação em condições menos favoráveis.</p>



<p class="has-medium-font-size">E terminar a fase de grupos fora da liderança pode representar um enorme problema pensando na sequência da competição. Em torneios de tiro curto como a Copa do Mundo, o posicionamento final dentro do grupo costuma influenciar diretamente o grau de dificuldade dos confrontos eliminatórios. Uma eventual segunda colocação poderia colocar Portugal diante de adversários mais fortes já no primeiro estágio do mata-mata. Portanto, o empate contra a República Democrática do Congo pode gerar consequências muito maiores do que apenas a perda de dois pontos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, quem certamente deixa o estádio mais pressionado é Roberto Martínez. O treinador espanhol já vinha sendo alvo de críticas por parte da imprensa e dos torcedores portugueses devido às dificuldades apresentadas por Portugal em partidas importantes. A estreia na Copa do Mundo não ajudou a aliviar esse cenário. Pelo contrário. O empate diante da República Democrática do Congo ampliou ainda mais os questionamentos sobre a capacidade da seleção portuguesa de transformar seu enorme talento individual em um futebol coletivo competitivo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, se quiser tornar real o sonho do inédito título mundial, Portugal precisará apresentar respostas muito rápidas nas próximas rodadas.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/17/favoritismo-nao-entra-em-campo-e-portugal-apenas-empata-com-o-congo/">Favoritismo não entra em campo e Portugal apenas empata com o Congo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/06/17/favoritismo-nao-entra-em-campo-e-portugal-apenas-empata-com-o-congo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Marco Silva e a missão de devolver o Benfica ao topo de Portugal</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/06/04/marco-silva-e-a-missao-de-devolver-o-benfica-ao-topo-de-portugal/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=marco-silva-e-a-missao-de-devolver-o-benfica-ao-topo-de-portugal</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/06/04/marco-silva-e-a-missao-de-devolver-o-benfica-ao-topo-de-portugal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 15:47:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Encarnados]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[José Mourinho]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Liga]]></category>
		<category><![CDATA[SL Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=117227</guid>

					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-26 terminou de forma melancólica para os torcedores benfiquistas. Isso porque o Benfica encerrou a Liga Portugal ocupando apenas a terceira posição da tabela, atrás dos seus dois maiores rivais, Porto e Sporting. Portanto, um desfecho frustrante para o clube que iniciou a temporada apontado como um dos favoritos ao título nacional e [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/04/marco-silva-e-a-missao-de-devolver-o-benfica-ao-topo-de-portugal/">Marco Silva e a missão de devolver o Benfica ao topo de Portugal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-26 terminou de forma melancólica para os torcedores benfiquistas. Isso porque o Benfica encerrou a Liga Portugal ocupando apenas a terceira posição da tabela, atrás dos seus dois maiores rivais, Porto e Sporting. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, um desfecho frustrante para o clube que iniciou a temporada apontado como um dos favoritos ao título nacional e que, apesar de permanecer invicto ao longo da Liga Portugal, não conseguiu transformar empates em vitórias suficientes para levantar o troféu. O resultado prolonga um jejum que já dura três temporadas e aumenta a pressão sobre uma instituição acostumada a dominar o futebol português ao longo da sua história.</p>



<p class="has-medium-font-size">O fato de terminar um campeonato invicto normalmente seria motivo de orgulho para qualquer equipe. No entanto, no caso do Benfica, a sensação predominante foi de fracasso. Isso porque os <em>Encarnados</em> desperdiçaram pontos preciosos diante de adversários tecnicamente inferiores, algo que acabou custando muito caro na disputa pelo título. Empates contra equipes como Rio Ave, Tondela e Casa Pia impediram que o Benfica acompanhasse o ritmo dos rivais diretos, evidenciando que o problema esteve muito mais nas próprias limitações dos comandados de José Mourinho do que na força dos adversários.</p>



<p class="has-medium-font-size">A campanha acabou sendo uma síntese perfeita da segunda passagem de José Mourinho pela Luz. O Benfica mostrou-se competitivo nos grandes jogos, mas excessivamente irregular nos confrontos em que tinha a obrigação de vencer. O dado que mais ilustra essa realidade é o fato de a equipe não ter perdido nenhum clássico pela Liga Portugal. Contra Porto e Sporting, os <em>Encarnados</em> foram capazes de competir em igualdade de condições. Porém, ao longo de uma temporada inteira, campeonatos não são vencidos apenas nos confrontos diretos, mas principalmente diante dos oponentes da metade inferior da tabela.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">E tudo o Dragão levou… 😪🐉 <br><br>A tabela final da <a href="https://x.com/hashtag/LigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LigaPortugalBetclic</a> pintada a azul e branco  🔵⚪ <a href="https://t.co/maQFIN4jDn">pic.twitter.com/maQFIN4jDn</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://x.com/ligaportugal/status/2055765736652509463?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Por essa razão, a saída de José Mourinho não surpreendeu ninguém. Embora o treinador tenha chegado cercado de expectativa e carregando consigo uma das carreiras mais vitoriosas da história do futebol, a sua segunda passagem pelo Benfica dificilmente deixará saudades entre os torcedores. O <em>Special One</em> não conseguiu conquistar títulos, não recolocou o clube no topo do futebol português e tampouco foi capaz de levar a equipe a campanhas expressivas nas copas nacionais. Para um treinador do seu tamanho, o saldo final ficou muito abaixo do esperado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas competições nacionais, o desempenho do Benfica foi igualmente decepcionante. Na Taça de Portugal, os <em>Encarnados</em> foram eliminados pelo Porto nas quartas-de-final após derrota por 1 a 0. Já na Taça da Liga, a caminhada terminou ainda antes da decisão, com uma eliminação diante do Braga nas semifinais pelo placar de 3 a 1. Foram tropeços que impediram a equipe de compensar a frustração da Liga Portugal através de uma conquista alternativa, algo que acabou aumentando ainda mais a insatisfação pelos lados da Luz.</p>



<p class="has-medium-font-size">No cenário europeu, o Benfica teve apenas um momento verdadeiramente memorável. Na rodada derradeira da fase de liga da Champions League, a equipe derrotou o Real Madrid graças a um gol histórico do goleiro Anatoliy Trubin nos instantes finais da partida. Foi uma daquelas noites que ficam eternizadas na memória dos benfiquistas. O Estádio da Luz viveu uma atmosfera mágica e, naquele instante, parecia que a temporada poderia reservar algo especial para os portugueses.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, a realidade tratou rapidamente de esfriar o entusiasmo benfiquista. Pouco tempo depois, o próprio Real Madrid cruzou novamente o caminho do Benfica nos playoffs da Champions League. Desta vez, os espanhóis levaram a melhor e eliminaram a equipe portuguesa. O episódio acabou simbolizando bem a distância que ainda separa os <em>Encarnados</em> da elite do futebol europeu. Capaz de vencer um gigante em uma noite isolada, mas ainda sem consistência suficiente para competir de igual para igual em um confronto de mata-mata.</p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, o único troféu conquistado pelo Benfica ao longo da temporada veio ainda sob o comando de Bruno Lage. A vitória pelo placar mínimo sobre o Sporting na Supertaça de Portugal garantiu um simbólico título logo no início da campanha. Naquele momento, muitos imaginavam que aquela conquista pudesse representar o começo de uma caminhada vencedora. No entanto, o que se viu nos meses seguintes foi exatamente o contrário, com a volta olímpica no Algarve se tornando somente uma pequena lembrança positiva em meio a um ano marcado por frustrações e oportunidades desperdiçadas.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Nas 7 últimas épocas, o 🦅 Benfica só foi uma vez campeão, não conquistou qualquer Taça e terminou a Liga no 3.º lugar por 3 vezes &#8211; conquistou, ainda, 3 Supertaças e uma Taça da Liga <a href="https://t.co/RZo4tlqyYG">pic.twitter.com/RZo4tlqyYG</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2055775101329547573?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que quando o Real Madrid demonstrou interesse na contratação de José Mourinho, a direção benfiquista se viu diante de uma situação curiosa. Embora internamente já existissem dúvidas sobre a continuidade do treinador, a possibilidade de perdê-lo para o maior clube do mundo acabou provocando uma mudança de postura momentânea. Ainda assim, o acordo entre Mourinho e os <em>Merengues</em> avançou e a despedida tornou-se inevitável, encerrando uma passagem que nunca conseguiu atingir o nível de expectativa gerado no momento da sua contratação.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro nome escolhido para substituí-lo foi Ruben Amorim. A aposta fazia sentido. Afinal, Amorim transformou o Sporting ao longo de quatro anos e meio de trabalho, devolvendo protagonismo aos <em>Leões</em> e conquistando títulos importantes. Além disso, a sua ligação histórica com o Benfica alimentava a esperança de um regresso à casa onde construiu parte da sua carreira como jogador. No entanto, o ex-treinador do Manchester United optou por seguir outro caminho e recusou a proposta apresentada pelo presidente Rui Costa.</p>



<p class="has-medium-font-size">A negativa de Ruben Amorim representou um duro golpe para os planos da diretoria. Livre no mercado e sem clube naquele momento, ele parecia reunir todas as características desejadas para liderar um novo ciclo. Porém, a decisão de tirar um ano sabático afastou qualquer possibilidade de acordo. O Benfica voltou então ao mercado em busca de alternativas e, após sondar Jorge Jesus, encontrou uma opção que talvez seja ainda mais interessante do ponto de vista estratégico para o futuro da equipe.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Forever a genius. Forever Fulham. 🤍 <a href="https://t.co/lACT1rQxG0">pic.twitter.com/lACT1rQxG0</a></p>&mdash; Fulham Football Club (@FulhamFC) <a href="https://x.com/FulhamFC/status/2061855366560841809?ref_src=twsrc%5Etfw">June 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Foi nesse contexto que surgiu o nome de Marco Silva. Após cinco temporadas de enorme sucesso no Fulham, o treinador português decidiu regressar ao seu país natal depois de onze anos trabalhando no exterior. Desde que assumiu o clube londrino em 2021, Marco Silva transformou completamente a realidade da equipe. Os <em>Cottagers</em> deixaram de ser um time marcado por constantes acessos e descensos para se consolidarem como uma presença estável na Premier League, frequentemente ocupando posições intermediárias da tabela e sem maiores preocupações com o rebaixamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">O desafio que aguarda Marco Silva na Luz, todavia, será muito diferente daquele que encontrou em Londres. No Fulham, o objetivo principal era competir, sobreviver e aproveitar oportunidades diante de adversários mais poderosos financeiramente. No Benfica, a exigência será exatamente oposta. O treinador de 48 anos de idade terá de assumir o protagonismo, controlar os jogos, propor futebol ofensivo e lidar com uma pressão por títulos muito superior. Será uma mudança radical de contexto que permitirá observar uma nova faceta do técnico português.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, a chegada de Marco Silva representa uma mudança de rumo extremamente interessante na Luz. Depois de apostar na experiência e no pragmatismo de José Mourinho, o Benfica escolhe agora um treinador identificado com ideias mais modernas e com uma trajetória recente bastante consistente. Naturalmente, só o tempo dirá se a decisão foi acertada. Mas uma coisa parece evidente: após três temporadas consecutivas sem conquistar a Liga Portugal, os <em>Encarnados</em> precisavam de uma renovação profunda. E o novo técnico benfiquista chega justamente com a missão de devolver ao clube o protagonismo que o seu torcedor considera uma obrigação histórica.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/04/marco-silva-e-a-missao-de-devolver-o-benfica-ao-topo-de-portugal/">Marco Silva e a missão de devolver o Benfica ao topo de Portugal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/06/04/marco-silva-e-a-missao-de-devolver-o-benfica-ao-topo-de-portugal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Dragão despertou: Porto, campeão português 2025-26</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/05/o-dragao-despertou-porto-campeao-portugues-2025-26/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-dragao-despertou-porto-campeao-portugues-2025-26</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/05/o-dragao-despertou-porto-campeao-portugues-2025-26/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 17:11:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Dragões]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Francesco Farioli]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=116722</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há exatamente um ano, as lágrimas escorriam em diferentes pontos da Europa. Em Amsterdã, Francesco Farioli chorava copiosamente após ver o Ajax deixar escapar o título holandês nas rodadas finais da Eredivisie diante do PSV Eindhoven. Do outro lado do continente, no norte de Portugal, os torcedores portistas lamentavam uma dolorosa terceira colocação na Liga [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/05/05/o-dragao-despertou-porto-campeao-portugues-2025-26/">O Dragão despertou: Porto, campeão português 2025-26</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Há exatamente um ano, as lágrimas escorriam em diferentes pontos da Europa. Em Amsterdã, Francesco Farioli chorava copiosamente após ver o Ajax deixar escapar o título holandês nas rodadas finais da Eredivisie diante do PSV Eindhoven. Do outro lado do continente, no norte de Portugal, os torcedores portistas lamentavam uma dolorosa terceira colocação na Liga Portugal, justamente no primeiro ano da gestão do presidente André Villas-Boas. O cenário parecia distante da grandeza histórica dos <em>Dragões</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, havia desconfiança, ansiedade e a sensação de que o Porto precisava reencontrar sua essência mediante as saídas do ex-mandatário Jorge Nuno Pinto da Costa e do ex-técnico Sérgio Conceição. Mas o futebol, como quase sempre acontece, gosta de transformar lágrimas em combustível. Um ano depois, aquilo que era frustração virou festa. O Estádio do Dragão voltou a pulsar como nos seus tempos mais gloriosos. O azul voltou a dominar Portugal. E os <em>Dragões</em> voltaram a dar a volta olímpica como campeões portugueses após quatro temporadas de jejum.</p>



<p class="has-medium-font-size">O responsável por essa reconstrução atende pelo nome de Francesco Farioli. Aos 37 anos de idade, o treinador italiano desembarcou em solo português carregando cicatrizes recentes, mas também ideias modernas e uma obsessão quase filosófica pela construção do jogo. Formado em filosofia antes mesmo de mergulhar de vez na carreira fora das quatro linhas, Farioli sempre enxergou o esporte como algo muito além de sistemas táticos ou movimentações mecânicas. Para ele, o futebol também é identidade, comportamento e mentalidade coletiva. E talvez tenha sido justamente isso que o Porto mais precisava naquele momento. Dizem em Portugal que o técnico portista é exigente ao extremo, quase insaciável no trabalho diário, ao mesmo tempo que relatam que ele possui uma capacidade rara de aproximar pessoas, criar ambientes leves e transformar pressão em compromisso coletivo. No Dragão, encontrou o ambiente perfeito para florescer. Encontrou estrutura, respaldo e, sobretudo, um clube desesperado para voltar a sentir orgulho de si mesmo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Treinadores campeões na 1.ª época pelo 🔵FC Porto:<br>Yustrich<br>Bela Guttmann<br>Artur Jorge<br>Ivic<br>Carlos Alberto Silva<br>António Oliveira<br>Fernando Santos<br>Co Adriaanse<br>Jesualdo Ferreira<br>André Villas-Boas<br>Vítor Pereira<br>Sérgio Conceição<br>Farioli <a href="https://t.co/Ep4RiN60p2">pic.twitter.com/Ep4RiN60p2</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2050692809754136767?ref_src=twsrc%5Etfw">May 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A relação construída entre Francesco Farioli e André Villas-Boas foi decisiva para o sucesso da temporada. Em um futebol cada vez mais imediatista, marcado por interferências políticas e guerras internas de ego, os <em>Dragões</em> encontraram harmonia. Villas-Boas entendeu que reconstruir um gigante exige tempo, coragem e coerência. E Farioli precisava exatamente disso para implementar suas ideias. Não houve desespero nas primeiras dificuldades, nem caça às bruxas após pequenos tropeços. Existiu convicção. O presidente deu autonomia ao treinador italiano para moldar o elenco, redefinir comportamentos e recuperar jogadores que pareciam perdidos emocionalmente após temporadas turbulentas. O resultado apareceu dentro de campo, mas começou muito antes, nos bastidores. O Porto campeão português de 2026 nasceu da rara capacidade de um clube alinhar direção, comando técnico e ambiente em torno de uma única ideia.</p>



<p class="has-medium-font-size">O maior mérito de Francesco Farioli talvez tenha sido algo extremamente difícil de se construir: identidade. E identidade não surge da noite para o dia. Na vida humana, ela começa na infância e muitas vezes sequer é concluída na fase adulta. No futebol, então, onde treinadores frequentemente sobrevivem poucos meses, criar personalidade coletiva parece quase impossível. Mas Farioli conseguiu. Lentamente, através de uma reconstrução silenciosa, o treinador italiano transformou o Porto em uma equipe reconhecível. Um time que sabia exatamente o que queria fazer em campo. Agressivo sem ser desorganizado. Intenso sem perder lucidez. Compacto sem abrir mão da criatividade. Os <em>Dragões</em> voltaram a transmitir aquela sensação que durante décadas os acompanhou: a impressão de que havia algo mentalmente inabalável naquela camisa azul e branca.</p>



<p class="has-medium-font-size">O curioso é que os sinais do título começaram a aparecer muito cedo na temporada. Ainda durante o primeiro turno da Liga Portugal, o Porto já dava demonstrações claras de superioridade competitiva. A equipe estabeleceu o novo recorde de pontos da história do primeiro turno do campeonato ao encerrar a 17ª rodada com impressionantes 49 pontos conquistados. Uma campanha praticamente impecável. Até aquele momento, o Porto havia tropeçado apenas uma vez, justamente diante do Benfica, no maior clássico do futebol português, em um empate sem gols no Estádio do Dragão. O desempenho coletivo impressionava até os principais rivais. O comandados de Francesco Farioli pressionavam alto, sufocavam os adversários e controlavam partidas com maturidade rara para um time em reconstrução. Mais do que vencer, os <em>Dragões</em> convenciam. E convencer em Portugal, especialmente após anos de turbulência, era quase tão importante quanto levantar a taça.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Mensagem de André Villas-Boas após a conquista do 31.º título nacional: <a href="https://t.co/rHCpOzlFT3">https://t.co/rHCpOzlFT3</a> <a href="https://t.co/WBvuZDVXs3">pic.twitter.com/WBvuZDVXs3</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://twitter.com/FCPorto/status/2050708164505395553?ref_src=twsrc%5Etfw">May 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Na segunda metade da temporada, naturalmente, apareceram alguns percalços. Nenhuma campanha histórica acontece sem cicatrizes. O principal tropeço foi justamente a única derrota sofrida pelo Porto até aqui na Liga Portugal, diante do Casa Pia, por 2 a 1. O resultado gerou debates, questionamentos e a inevitável pressão externa sobre a capacidade mental da equipe para sustentar a liderança até o fim. Mas foi exatamente nesse momento que o Porto demonstrou maturidade competitiva. Ao invés de desmoronar, o time reagiu com naturalidade. Não houve pânico. Não houve crise artificial. Houve resposta. E essa resposta apareceu principalmente nos jogos grandes, nos clássicos, nos momentos em que campeonatos costumam ser definidos. Os <em>Dragões</em> seguiram pontuando, continuaram sendo regulares e jamais permitiram com que Benfica ou Sporting realmente ameaçassem sua caminhada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Existe algo muito simbólico na regularidade construída por esse Porto. Em tempos de futebol acelerado, em que equipes vivem de explosões emocionais curtas, Francesco Farioli apostou em consistência. Os campeões portugueses não foram coroados através de atuações espetaculares semana após semana, mas sim porque raramente perderam o controle da temporada, transformando estabilidade em arma competitiva, aprendendo a vencer mesmo sem brilho. Os <em>Dragões</em> souberam administrar pressão, expectativa e até mesmo o pesado calendário que incluiu a disputa da Europa League. Em momento algum pareceram reféns da ansiedade coletiva que tantas vezes destrói campanhas promissoras. Foi um time preparado, que suportou tanto o desgaste quanto o próprio favoritismo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, a duas rodadas do desfecho da Liga Portugal, o Porto ainda tem a possibilidade de atingir a marca de 91 pontos. Um recorde simbólico, porque pertence justamente ao próprio clube na temporada 2021-22, dirigido por Sérgio Conceição na última vez em que os <em>Dragões</em> haviam conquistado a competição. E isso ajuda a estabelecer uma ponte interessante entre diferentes gerações recentes portistas. A equipe de Sérgio Conceição era visceral, intensa e inflamada. Já o time de Francesco Farioli parece mais racional, mais cerebral, mais organizado estruturalmente. São diferentes, mas unidos pelo mesmo espírito competitivo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isso explica porque existe um padrão tão curioso na trajetória portista. Quando o período de seca parece chegar ao limite máximo suportável, o clube simplesmente se transforma. Foi assim em diferentes momentos da história. Em 2003, sob a liderança de José Mourinho, o Porto não apenas recuperou o domínio nacional como iniciou uma das trajetórias mais icônicas do futebol europeu moderno. Mais tarde, em 2018, Sérgio Conceição devolveu aos Dragões algo que parecia perdido: alma competitiva. Agora, em 2026, Francesco Farioli entrega outra peça fundamental: estrutura. E talvez essa seja a palavra que melhor explique esse título português. Estrutura emocional. Estrutura tática. Estrutura institucional. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="116743" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-9.jpg" alt="" class="wp-image-116743"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Com mais essa conquista, o Porto chegou ao 31º título português, estando apenas atrás do Benfica, 38 vezes campeão, no ranking dos maiores vencedores do país.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, o Porto voltou a ser um clube alinhado consigo mesmo. Voltou a transmitir estabilidade. Voltou a assustar rivais antes mesmo da bola rolar. Quem viveu os ciclos históricos do clube reconhece imediatamente alguns elementos familiares nessa campanha. A força emocional, a capacidade de crescer em momentos decisivos, a atmosfera quase sufocante criada no norte de Portugal. E principalmente aquela sensação de resistência que sempre acompanhou os <em>Dragões</em> diante dos centros políticos e midiáticos do futebol português, que os transformou neste gigante que aprendeu a sobreviver enfrentando poderes maiores economicamente. </p>



<p class="has-medium-font-size">Também chama atenção a maneira como Francesco Farioli potencializou individualidades sem destruir o coletivo. Em muitos momentos da temporada, o Porto apresentou jogadores vivendo provavelmente o melhor futebol de suas carreiras. Mas ninguém parecia maior do que a própria ideia de equipe. E isso não acontece por acaso. Existe método, convencimento e liderança. Os <em>Dragões</em> passaram a ser um time onde cada peça parecia entender exatamente sua função dentro da engrenagem, sem vaidade excessiva, sem dependência absoluta de uma única estrela, apenas com organização. </p>



<p class="has-medium-font-size">O mais impressionante, contudo, é perceber como esse título muda completamente a percepção sobre o projeto iniciado por André Villas-Boas. Há um ano, muitos olhavam para a nova gestão com total desconfiança. O peso da herança deixada por décadas anteriores parecia enorme demais. Mas o futebol é cruel com quem hesita e absolutamente generoso com quem possui coragem para sustentar convicções. Villas-Boas apostou em um treinador jovem, estrangeiro e sem experiência em clubes da dimensão do Porto. Poderia ter escolhido caminhos mais seguros politicamente. Não escolheu. Jogou suas fichas em ideias, modernidade e reconstrução profunda. E foi recompensado com aquilo que o torcedor portista mais desejava: voltar a sentir orgulho do próprio clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, este título português representa muito mais do que apenas mais uma taça na gigantesca galeria do Porto. Representa a sensação de reencontro com a própria identidade, com a competitividade, com a capacidade de olhar para Benfica e Sporting sem qualquer sentimento de inferioridade. A Liga Portugal voltou a vestir azul nesta temporada. E existe algo poeticamente simbólico nisso. Porque enquanto o futebol moderno acelera desesperadamente em busca de resultados instantâneos, os<em> Dragões</em> provaram que algumas reconstruções ainda podem ser feitas com paciência, coerência e ideias. Francesco Farioli chegou ao clube carregando lágrimas de Amsterdã. Hoje, termina seu primeiro ano em Portugal carregando história.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/05/05/o-dragao-despertou-porto-campeao-portugues-2025-26/">O Dragão despertou: Porto, campeão português 2025-26</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/05/o-dragao-despertou-porto-campeao-portugues-2025-26/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sem Cristiano Ronaldo, Portugal expõe sua principal dependência no Azteca</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/03/30/sem-cristiano-ronaldo-portugal-expoe-sua-principal-dependencia-no-azteca/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=sem-cristiano-ronaldo-portugal-expoe-sua-principal-dependencia-no-azteca</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/03/30/sem-cristiano-ronaldo-portugal-expoe-sua-principal-dependencia-no-azteca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 15:20:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=116140</guid>

					<description><![CDATA[<p>Portugal deixou o Estádio Azteca com um empate sem gols diante do México, mas o resultado em si foi apenas um detalhe dentro de um contexto muito maior. O amistoso revelou mais do que números frios no placar, trouxe à tona uma sensação que paira sobre a seleção portuguesa há algum tempo: a importância de [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/03/30/sem-cristiano-ronaldo-portugal-expoe-sua-principal-dependencia-no-azteca/">Sem Cristiano Ronaldo, Portugal expõe sua principal dependência no Azteca</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Portugal deixou o Estádio Azteca com um empate sem gols diante do México, mas o resultado em si foi apenas um detalhe dentro de um contexto muito maior. O amistoso revelou mais do que números frios no placar, trouxe à tona uma sensação que paira sobre a seleção portuguesa há algum tempo: a importância de Cristiano Ronaldo.<br></p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, a ausência de Cristiano Ronaldo escancarou uma lacuna que não é apenas técnica, mas também emocional e simbólica dentro da selecão portuguesa. Em um cenário de preparação para a Copa do Mundo, jogos como esse servem justamente para expor fragilidades ocultas. E Portugal, sem sua principal referência, mostrou dificuldades claras na construção ofensiva. Faltou presença de área, faltou imposição e, principalmente, faltou aquele jogador que muda a dinâmica de um jogo. O empate, portanto, foi mais diagnóstico do que resultado. Um retrato fiel de uma equipe ainda dependente de seu maior nome.</p>



<p class="has-medium-font-size">Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, continua sendo uma peça central na engrenagem da seleção portuguesa, algo que poucos imaginariam há alguns anos. O maior artilheiro da história das seleções não carrega apenas números, mas uma influência que transcende estatísticas. Sua presença em campo altera comportamentos, reposiciona adversários e eleva o nível de confiança dos companheiros. Mesmo sem a explosão física de seus melhores anos, Ronaldo compensa com inteligência, leitura de jogo e posicionamento cirúrgico. É o tipo de jogador que entende o tempo do jogo como poucos na história. No Azteca, sua ausência foi sentida justamente nesses detalhes invisíveis que não aparecem nas estatísticas. Portugal teve a posse, teve circulação, mas faltou decisão. E quando falta decisão, falta alguém que a tome.</p>



<p class="has-medium-font-size">A comparação com Gonçalo Ramos, principal alternativa na função, evidencia ainda mais essa diferença de patamar. O atacante do PSG é útil, tem características interessantes, mas ainda distante do nível de influência que Cristiano Ronaldo exerce. Não se trata apenas de qualidade técnica, mas de peso dentro do jogo. O camisa 7 intimida, desloca linhas defensivas, cria espaços mesmo sem tocar na bola. Ramos, por outro lado, ainda busca afirmação em um cenário de alto nível. E isso ficou claro contra o México, onde Portugal encontrou dificuldades para transformar posse em perigo real. A equipe circulava a bola, mas sem profundidade, sem ruptura. Faltava aquele movimento que quebra a defesa, aquele gesto técnico que muda o rumo da jogada. E, mais uma vez, o nome que faltava era o mesmo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="116145" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-14.jpg" alt="" class="wp-image-116145"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Cristiano Ronaldo lidera a lista dos maiores artilheiros por seleções na história somando o montante de 143 gols em 226 partidas defendendo as cores de Portugal.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Mas o amistoso não deve ser analisado apenas sob a ótica da ausência de Cristiano Ronaldo. Roberto Martínez utilizou o confronto como um verdadeiro laboratório para desafios que vão muito além das quatro linhas. Jogar no Estádio Azteca significa enfrentar altitude, desgaste físico e condições completamente diferentes do habitual europeu. E esse tipo de experiência será fundamental na próxima Copa do Mundo. O torneio, que será disputado em três países, exigirá adaptação constante das seleções. Não se trata apenas de futebol, mas de logística, recuperação física e capacidade de lidar com ambientes distintos. Portugal, nesse sentido, começa a construir sua preparação de forma estratégica. Cada amistoso carrega um objetivo maior. E esse empate, apesar de morno, cumpre uma função importante dentro desse planejamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">A escolha por enfrentar México e Estados Unidos neste momento não é aleatória. Trata-se de uma tentativa clara de antecipar cenários que serão vividos no Mundial. Altas temperaturas, deslocamentos longos e o desgaste físico farão parte da rotina das seleções. Portugal, ao se expor a essas condições desde já, busca reduzir o impacto quando a competição começar. A ideia de estabelecer base no sul da Flórida, próximo a Miami, reforça esse planejamento. Ali, os jogadores poderão se ambientar ao calor e à umidade, fatores que podem influenciar diretamente no desempenho. Em torneios desse nível, detalhes fazem diferença. E a preparação fora das quatro linhas pode ser tão decisiva quanto qualquer ajuste tático. Roberto Martínez entende isso e trabalha para minimizar qualquer tipo de surpresa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro ponto relevante dentro desse processo é o cuidado com o aspecto mental dos jogadores. A temporada europeia é longa e desgastante, e chegar a uma Copa do Mundo em alto nível exige mais do que preparo físico. Por isso, a decisão de conceder dias de descanso após o fim da temporada se mostra essencial. Roberto Martínez pretende dar aos atletas um período de uma semana próximo das famílias antes da concentração definitiva. Essa estratégia busca preservar o equilíbrio emocional do grupo, evitando desgaste psicológico antes mesmo do início da competição. Em torneios curtos, onde a pressão é constante, a mente pode ser determinante. E Portugal tenta construir um ambiente confortável para seus jogadores. Um ambiente que permita foco total quando a bola rolar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, a seleção portuguesa possui um dos elencos mais qualificados tecnicamente do futebol mundial. O meio-campo, em especial, é o grande ponto forte da equipe. Jogadores como Vitinha e João Neves representam uma nova geração que alia intensidade, qualidade técnica e inteligência tática. Ambos foram peças fundamentais na conquista recente do Paris Saint-Germain na Champions League, mostrando maturidade em alto nível. Ao lado deles, nomes como Bruno Fernandes e Bernardo Silva oferecem criatividade e capacidade de decisão. Trata-se de um setor que combina juventude e experiência de forma equilibrada. E que, em teoria, deveria garantir controle de jogo em qualquer cenário.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116156" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-15-e1774969216706.jpg" alt="" class="wp-image-116156"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Contra o México, a seleção portuguesa obteve o quatro empate sem gols sob o comando de Roberto Martínez, já que placares similares ocorreram em 2024, diante de Eslovênia, França e Escócia. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Nas laterais, Portugal também apresenta profundidade e qualidade. Nuno Mendes, pela esquerda, é um dos laterais mais completos da atualidade, combinando força física, velocidade e capacidade ofensiva. Pela direita, João Cancelo e Diogo Dalot oferecem opções diferentes, mas igualmente eficazes. Cancelo, com sua versatilidade e qualidade técnica, e Dalot, com sua consistência defensiva e apoio ao ataque. Esse leque de opções permite variações táticas importantes ao longo das partidas. E dá a Martínez alternativas para adaptar a equipe conforme o adversário. Em um torneio como a Copa do Mundo, ter soluções diferentes é fundamental. E Portugal, nesse aspecto, está bem servido.</p>



<p class="has-medium-font-size">No setor ofensivo, as opções também são numerosas e de alto nível. Rafael Leão, Pedro Neto e Francisco Conceição representam velocidade, drible e capacidade de desequilíbrio. São jogadores capazes de quebrar linhas e criar situações de perigo em espaços reduzidos. Cada um com características distintas, mas todos com potencial para decidir jogos. Ainda assim, a presença de Cristiano Ronaldo altera completamente a dinâmica desse setor. Com ele, os pontas encontram referência na área, alguém que finaliza e ocupa buracos de forma inteligente. Sem ele, o jogo perde objetividade. E isso ficou evidente diante do México. Portugal tinha a bola, mas não tinha profundidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se há um setor que ainda levanta dúvidas, esse setor é a defesa. Rúben Dias é a principal referência, um líder técnico e emocional dentro da equipe. No entanto, as opções ao seu redor não apresentam o mesmo nível de segurança. Falta profundidade, falta consistência em algumas peças. Em Copas do Mundo, onde a solidez defensiva costuma ser determinante, essa é a principal fragilidade que os portugueses ainda buscam estabilidade.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Não houve golos no Azteca num jogo em Portugal apresentou domínio nos principais registos ofensivos, mas com um total de 3 remates enquadrados pelas 2 equipas nos 90 minutos <a href="https://t.co/KjP4WilRjF">pic.twitter.com/KjP4WilRjF</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2038092335041462617?ref_src=twsrc%5Etfw">March 29, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O grupo de Portugal na próxima Copa do Mundo também apresenta desafios específicos. A equipe enfrentará adversários como Colômbia, além de confrontos frente Jamaica ou Congo, além do Uzbequistão. Cada jogo em um contexto diferente, com condições climáticas distintas. Miami, por exemplo (Colômbia), exigirá adaptação à umidade intensa, enquanto Houston (demais partidas da fase de grupos) oferece ambiente controlado em estádio coberto. Essa variação exige preparação detalhada. E reforça a importância dos amistosos atuais. Cada experiência conta. Cada jogo é um passo dentro de um processo maior.</p>



<p class="has-medium-font-size">A gestão de Roberto Martínez, até aqui, mostra uma preocupação clara com todos esses aspectos. Não se trata apenas de montar um time competitivo, mas de criar um ambiente propício para o sucesso. A logística, o planejamento e o cuidado com os jogadores fazem parte de uma estratégia mais ampla. Martínez sabe que tem um elenco talentoso nas mãos. Mas também sabe que talento, por si só, não garante títulos. É preciso organização, preparação e equilíbrio. E Portugal parece caminhar nessa direção.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, a questão que permanece é a dependência de Cristiano Ronaldo. Diferentemente do Mundial anterior, quando Fernando Santos optou por deixá-lo no banco em determinados momentos, Roberto Martínez já deixou claro seu posicionamento. Cristiano terá papel central na equipe. Sua experiência, sua liderança e sua capacidade de decisão são vistas como indispensáveis. E o amistoso contra o México apenas reforçou essa percepção. Portugal é uma seleção forte, talentosa, organizada. Mas, sem seu maior nome, ainda perde parte de sua identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, o empate no Azteca não entra para a história como um resultado relevante. Mas serve como alerta. Portugal tem elenco, tem estrutura e tem um projeto sólido. Mas ainda gira em torno de um jogador que desafia o tempo e redefine limites. Cristiano Ronaldo segue sendo o eixo de uma seleção que busca, mais uma vez, o protagonismo mundial. E, enquanto isso for verdade, sua ausência continuará sendo sentida — não apenas no placar, mas na alma do jogo.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/03/30/sem-cristiano-ronaldo-portugal-expoe-sua-principal-dependencia-no-azteca/">Sem Cristiano Ronaldo, Portugal expõe sua principal dependência no Azteca</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/03/30/sem-cristiano-ronaldo-portugal-expoe-sua-principal-dependencia-no-azteca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Porto de Farioli: da reconstrução silenciosa à liderança absoluta</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/03/24/o-porto-de-farioli-da-reconstrucao-silenciosa-a-lideranca-absoluta/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-porto-de-farioli-da-reconstrucao-silenciosa-a-lideranca-absoluta</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/03/24/o-porto-de-farioli-da-reconstrucao-silenciosa-a-lideranca-absoluta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 21:30:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Dragões]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[FCP]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Francesco Farioli]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=116082</guid>

					<description><![CDATA[<p>A história recente do Porto carrega o peso de uma transição que não é apenas administrativa, mas quase espiritual. Quando André Villas-Boas assumiu a presidência, sucedendo o lendário Jorge Nuno Pinto da Costa após quatro décadas de gestão, o clube entrou em um território desconhecido. Era como trocar o guardião de um império que parecia [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/03/24/o-porto-de-farioli-da-reconstrucao-silenciosa-a-lideranca-absoluta/">O Porto de Farioli: da reconstrução silenciosa à liderança absoluta</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A história recente do Porto carrega o peso de uma transição que não é apenas administrativa, mas quase espiritual. Quando André Villas-Boas assumiu a presidência, sucedendo o lendário Jorge Nuno Pinto da Costa após quatro décadas de gestão, o clube entrou em um território desconhecido. Era como trocar o guardião de um império que parecia eterno. E, como toda mudança brusca, o primeiro impacto foi duro. Os Dragões perderam identidade, perderam rumo e, acima de tudo, perderam o controle sobre o próprio destino competitivo dentro de Portugal.</p>



<p class="has-medium-font-size">A saída de Sérgio Conceição, ídolo incontestável e símbolo de uma era de intensidade, deixou um vazio que não se preenche apenas com nomes. As escolhas seguintes, Vítor Bruno e depois Martín Anselmi, não conseguiram dar sequência à exigência histórica do clube. O resultado foi um Porto distante de si mesmo, terminando apenas na terceira colocação da Liga Portugal. Mais do que a posição, doeu a ausência na Champions League, uma competição que sempre foi palco natural aos portistas. Era um <em>Dragão</em> irreconhecível, quase silencioso diante de sua própria grandeza.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas há momentos em que o passado não serve como prisão, e sim como bússola. André Villas-Boas, diferente de muitos dirigentes, conhece o campo por dentro. Ele já foi treinador, já sentiu a pressão do banco e já conduziu o Porto ao topo da Europa em 2011, com uma tríplice coroa histórica ao vencer a Liga Portugal, a Taça de Portugal e a Europa League. E talvez tenha sido justamente essa vivência que o levou a entender que o erro não estava no elenco, mas na escolha de quem conduzia a ideia de jogo. Era preciso mais do que um técnico. Era necessário um conceito.</p>



<p class="has-medium-font-size">E esse conceito chegou com Francesco Farioli. Italiano, estudioso, discípulo da nova escola tática europeia, com passagem como auxiliar de Roberto De Zerbi, Farioli representa o futebol contemporâneo em sua essência. Um jogo baseado em intensidade, pressão alta, controle territorial e fluidez ofensiva. Não é apenas sobre atacar, mas sobre dominar. Não é apenas sobre correr, mas sobre pensar o espaço. E foi exatamente isso que ele trouxe ao Porto: uma identidade clara, algo que o clube havia perdido.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116087" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-10-e1774385507538.jpg" alt="" class="wp-image-116087"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 43 jogos à frente do Porto, Francesco Farioli coleciona 34 vitórias, 5 empates, 4 derrotas, 84 gols marcados e apenas 24 sofridos. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Seus trabalhos passados já apontavam esse caminho. No Nice, assumiu um time que vinha de uma modesta nona colocação e rapidamente elevou o nível competitivo da equipe. Levou o clube à quinta posição, mantendo uma invencibilidade impressionante nos primeiros 13 jogos. Por um longo período, o Nice sonhou com a Champions League. Faltou investimento, faltou profundidade de elenco, mas sobrou organização. E, no futebol moderno, organização é o primeiro passo para sonhar alto.</p>



<p class="has-medium-font-size">No Ajax, o desafio foi ainda maior. Francesco Farioli encontrou um clube em colapso estrutural. Sem liderança, sem estabilidade e com uma sucessão caótica de treinadores, o gigante de Amsterdã parecia perdido. Ainda assim, o técnico italiano reorganizou o time, elevou o desempenho e somou 22 pontos a mais em relação à temporada anterior. O vice-campeonato veio com gosto agridoce, especialmente pela perda de uma vantagem de nove pontos nas cinco rodadas finais. Mas o contexto jamais pode ser ignorado: o Ajax sequer deveria estar naquela disputa.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja justamente essa capacidade de reconstrução que o torna tão valioso. Francesco Farioli não é apenas um treinador de ideias, mas um arquiteto de ambientes. Ele organiza, estrutura e devolve confiança. E foi exatamente isso que encontrou ao chegar ao Porto. Um clube ferido, vindo de uma temporada abaixo, atrás de Sporting e Benfica, e ainda tentando entender seu novo momento institucional. Mais uma vez, o cenário era de reconstrução.</p>



<p class="has-medium-font-size">A resposta veio em campo. E veio rápida. O Porto de Farioli começou a temporada com um ritmo quase irreal. Foram 49 pontos conquistados em 51 possíveis na primeira metade da Liga Portugal. Uma campanha que beira a perfeição. A única derrota, contra o Casa Pia, em fevereiro, foi um pequeno desvio em uma trajetória dominante. Caso contrário, estaríamos falando de uma invencibilidade histórica, similar a de André Villas-Boas no título de 2011. É o tipo de campanha que não apenas lidera uma liga, mas impõe respeito.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔵FC Porto soma 72 pontos em 27 jornadas da 🇵🇹Liga Betclic 2025/26:<br>🔸mais um ponto do que em 2024/25<br>🔸iguala 2023/24 <a href="https://t.co/ImsYgCCPze">pic.twitter.com/ImsYgCCPze</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2035868946478354922?ref_src=twsrc%5Etfw">March 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E o mais impressionante não é apenas a pontuação, mas a forma. O Porto joga com autoridade. Pressiona alto, recupera a bola no terço final e reduz ao mínimo as ações ofensivas do adversário. Sofreu apenas sete gols em bolas rolando até aqui, um número que traduz não só solidez defensiva, mas controle absoluto dos jogos. É um time que defende com a bola e ataca com inteligência. Um equilíbrio raro, especialmente em um futebol cada vez mais caótico.</p>



<p class="has-medium-font-size">Muito desse sucesso passa pela estrutura defensiva. A linha formada por Jakub Kiwior e Jan Bednarek traz experiência e consistência, enquanto Diogo Costa, capitão e referência, atua como último guardião de um sistema quase impenetrável. Para Francesco Farioli, ele está entre os três melhores goleiros do mundo. E dentro desse modelo, isso não parece exagero. Porque mais do que defender, o &#8220;guarda-redes&#8221; da seleção portuguesa participa do jogo, constrói e organiza desde trás.</p>



<p class="has-medium-font-size">No meio-campo, o dinamismo é a palavra-chave. Jogadores como Victor Froholdt dão ao time a capacidade de transição constante, atuando de área a área com intensidade e leitura de jogo. Pablo Rosário, conhecido de Farioli desde o Nice, adiciona versatilidade e inteligência tática. É um setor que mistura força física com capacidade técnica, algo que também remete ao Porto de Sérgio Conceição, mas agora com mais refinamento na execução.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Incansáveis 💙<a href="https://twitter.com/hashtag/SeguimosJuntos?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#SeguimosJuntos</a> <a href="https://t.co/RY6ICp2F4X">pic.twitter.com/RY6ICp2F4X</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://twitter.com/FCPorto/status/2035862914960093239?ref_src=twsrc%5Etfw">March 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No ataque, mesmo diante da grave lesão de Samu Aghehowa, que rompeu o ligamento cruzado anterior em um clássico contra o Sporting, o Porto encontrou soluções. Deniz Gul e Terem Moffi assumiram responsabilidades, enquanto o jovem Oscar Pietrzewski, de apenas 17 anos, surge como uma promessa que já começa a responder em campo. Há profundidade, há alternativas e, principalmente, há um sistema que potencializa cada peça.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja essa a grande diferença. Hoje o Porto não depende de um único nome. Depende de uma ideia. Ainda que por vezes sem o brilho de Gabriel Veiga ou Rodrigo Mora, o Porto lidera. Isso porque acredita em um projeto, porque encontrou coerência, porque, pela primeira vez desde a mudança de ciclo, parece saber exatamente quem é, sendo capaz até de competir contra o midiático Sporting recheado de talento ofensivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, o futebol não é apenas sobre vencer. É sobre reconhecer a própria identidade no espelho. E hoje, o Porto volta a se enxergar. Não como uma sombra do passado, mas como um novo capítulo sendo escrito através de páginas que misturam herança e inovação, tradição e ruptura. E que, sob o comando de Francesco Farioli, transforma dúvida em convicção e reconstrução em liderança.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/03/24/o-porto-de-farioli-da-reconstrucao-silenciosa-a-lideranca-absoluta/">O Porto de Farioli: da reconstrução silenciosa à liderança absoluta</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/03/24/o-porto-de-farioli-da-reconstrucao-silenciosa-a-lideranca-absoluta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A noite em que Alvalade ecoou Camões: a remontada histórica do Sporting na UCL</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/03/19/a-noite-em-que-alvalade-ecoou-camoes-a-remontada-historica-do-sporting-na-ucl/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-noite-em-que-alvalade-ecoou-camoes-a-remontada-historica-do-sporting-na-ucl</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/03/19/a-noite-em-que-alvalade-ecoou-camoes-a-remontada-historica-do-sporting-na-ucl/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 14:55:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Leões de Alvalade]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Borges]]></category>
		<category><![CDATA[SCP]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[Sporting]]></category>
		<category><![CDATA[UCL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=116024</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há noites em que o futebol deixa de ser apenas jogo e se transforma em literatura viva. Em Lisboa, sob o céu carregado de expectativa e descrença, o Sporting Clube de Portugal escreveu um dos capítulos mais improváveis de sua história europeia. Após a duríssima derrota por 3 a 0 no Círculo Polar Ártico, diante [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/03/19/a-noite-em-que-alvalade-ecoou-camoes-a-remontada-historica-do-sporting-na-ucl/">A noite em que Alvalade ecoou Camões: a remontada histórica do Sporting na UCL</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Há noites em que o futebol deixa de ser apenas jogo e se transforma em literatura viva. Em Lisboa, sob o céu carregado de expectativa e descrença, o Sporting Clube de Portugal escreveu um dos capítulos mais improváveis de sua história europeia. </p>



<p class="has-medium-font-size">Após a duríssima derrota por 3 a 0 no Círculo Polar Ártico, diante do valente Bodo/Glimt, a lógica apontava para o adeus do Sporting na Champions League. Todavia, o futebol, como já nos ensinou Camões, é também feito de “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. E a última noite em Alvalade, mudou-se tudo, com o Sporting se mostrando aquele mesmo time que terminou a fase de liga na oitava posição, conquistando brilhantes vitórias sobre Paris Saint-Germain e Athletic Bilbao nas rodadas finais.</p>



<p class="has-medium-font-size">A ida havia sido um golpe seco, quase fatal. O Sporting fora dominado, sufocado, surpreendido por uma equipe norueguesa que já não era mais novidade no cenário continental. O Bodo/Glimt carregava no peito a ousadia dos que não respeitam hierarquias. Havia vencido gigantes, calado estádios, e construído uma reputação que transcendia sua origem. O 3 a 0 não era apenas um placar — era um abismo.</p>



<p class="has-medium-font-size">E é justamente nesses abismos que se revelam os verdadeiros espíritos competitivos. Alvalade não recebeu um leão derrotado; recebeu um leão ferido. E há uma diferença sutil, mas decisiva, entre ambos. O Sporting entrou em campo como quem se recusa a aceitar o destino. Como navegadores portugueses diante de mares desconhecidos, decidiu avançar mesmo sem garantias de retorno.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro sinal de que algo extraordinário estava por vir surgiu ainda na primeira etapa. O zagueiro Gonçalo Inácio, com precisão e coragem, abriu o placar e reacendeu o que parecia apagado: a esperança. Não era apenas um gol. Era um chamado. Um grito coletivo que atravessou as arquibancadas de Alvalade, invadiu o campo e transformou a atmosfera em pura tensão criativa.</p>



<p class="has-medium-font-size">A partir dali, o Sporting deixou de jogar — passou a pressionar o tempo, o espaço e o adversário. As linhas altas, a intensidade sufocante, o “perde e pressiona” executado com rigor quase obsessivo, se refletem nos 74% de posse de bola no primeiro tempo, nos 70% na etapa final, além das 38 finalizações ao longo da partida. O Bodo/Glimt, que tantas vezes impôs seu ritmo, foi empurrado para trás, obrigado a resistir. A muralha amarela se erguia, mas começava a dar sinais de desgaste, afinal é impossível resistir a tamanha pressão.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="400" data-id="116044" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-7-e1773931304206.jpg" alt="" class="wp-image-116044"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Sporting não era quadrifinalista da Champions League desde a temporada 1982-83, ou seja, há exatos 43 anos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No segundo tempo, a persistência encontrou recompensa. Pedro Gonçalves e Luis Suárez — figura central na temporada, marcou e consolidou sua condição de referência ofensiva, substituindo com autoridade o legado deixado por Gyökeres — balançaram as redes, e Alvalade compreendeu que não se tratava mais de milagre, mas de construção. O Sporting igualava o placar agregado e, com isso, reescrevia por completo o roteiro da eliminatória. Em outras palavras, o impossível já não parecia tão distante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a prorrogação foi o território onde as emoções realmente ultrapassam a razão. E foi ali que o Sporting se mostrou maior. Maximiliano Araújo, com uma atuação memorável pela esquerda, transformou profundidade em arte ao marcar o quarto gol alviverde. Participativo, agressivo, preciso nas triangulações, foi um dos destaques da virada. Seu desempenho foi daqueles que marcam carreiras — e noites históricas. O Bodo/Glimt, outrora imponente, já não encontrava respostas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e ainda restou tempo para Rafael Nel ampliar a memorável goleada dos comandados de Rui Borges, selando o 5 a 0, Alvalade deixou de ser estádio e virou palco de celebração épica. O Sporting não apenas virou um confronto. Ele simplesmente dominou, impôs, esmagou. Transformou um cenário de eliminação em uma das maiores remontadas recentes da Champions League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Claro domínio do Sporting, que rematou 4 vezes mais do que o Bodo/Glimt, mostrando a justiça da reviravolta na eliminatória <a href="https://t.co/HbAkPtxR0t">pic.twitter.com/HbAkPtxR0t</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2034014245491298506?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Entre os destaques individuais, é impossível ignorar a atuação magistral de Francisco Trincão. O cérebro da equipe, o artista entre linhas, o jogador que dita ritmo e cria caminhos onde não existem. Com duas assistências, a performance do camisa 17 foi de altíssimo nível. Um nome que, sem dúvida, ecoa até os ouvidos da seleção portuguesa e, é claro, do técnico Roberto Martínez.</p>



<p class="has-medium-font-size">No meio-campo, Morten Hjulmand é a representação perfeita da alma sportinguista. Sinônimo de intensidade, entrega, recuperação, construção, o volante dinamarquês não apenas atua, mas vive cada lance em campo através de enorme garra e disposição. Ao lado dele, Hidemasa Morita também contribuiu para o equilíbrio e a consistência de um time que jogou sempre no limite.</p>



<p class="has-medium-font-size">E há ainda a assinatura tática de Rui Borges. Questionado desde sua chegada, especialmente após a saída de Ruben Amorim, o treinador de 44 anos de idade respondeu da forma mais contundente possível: dentro das quatro linhas. Sua estratégia agressiva, com linhas altas e pressão constante, expôs riscos — mas foi executada com perfeição. As substituições, como a entrada de Zeno Debast, mostraram leitura e coragem. Esta vitória carrega, sem dúvida, seu nome.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, os Leões de Alvalade avançam às quartas-de-final e terão pela frente o Arsenal. O desafio cresce, o nível sobe, mas a mensagem já foi enviada ao continente: este Sporting está vivo. Após quatro décadas longe deste estágio da competição, o clube português ressurge com força, identidade e ambição. E naquela noite em Lisboa, como em versos eternos, ficou provado que há feitos que só o futebol — e a coragem — são capazes de escrever.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/03/19/a-noite-em-que-alvalade-ecoou-camoes-a-remontada-historica-do-sporting-na-ucl/">A noite em que Alvalade ecoou Camões: a remontada histórica do Sporting na UCL</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/03/19/a-noite-em-que-alvalade-ecoou-camoes-a-remontada-historica-do-sporting-na-ucl/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
