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		<title>Da repescagem à goleada: Suécia começa Copa do Mundo em grande estilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 17:49:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Suécia não poderia ter sonhado com uma estreia melhor na Copa do Mundo de 2026. Depois de chegar ao Mundial cercada por desconfianças, a seleção escandinava deu uma resposta contundente dentro de campo ao atropelar a Tunísia por 5 a 1 em sua primeira partida pelo Grupo F. Pois é, a goleada sobre os [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A Suécia não poderia ter sonhado com uma estreia melhor na Copa do Mundo de 2026. Depois de chegar ao Mundial cercada por desconfianças, a seleção escandinava deu uma resposta contundente dentro de campo ao atropelar a Tunísia por 5 a 1 em sua primeira partida pelo Grupo F. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, a goleada sobre os tunisianos não apenas garantiu os três primeiros pontos dos suecos na competição, como também colocou a seleção da Súecia em posição extremamente confortável na luta por uma vaga na fase de 16 avos-de-final. Mais do que a vitória, chamou atenção a autoridade com que os comandados de Graham Potter controlaram praticamente todos os momentos do confronto.</p>



<p class="has-medium-font-size">O resultado ganha ainda mais importância quando analisamos o contexto que cercava os suecos antes do início do torneio. Afinal, poucos participantes desta Copa do Mundo chegaram ao torneio carregando tantas dúvidas quanto a Suécia. A campanha nas eliminatórias europeias foi um verdadeiro desastre, terminando na última colocação de um grupo que contava com Suíça, Kosovo e Eslovênia. Em seis partidas disputadas, a <em>Blågult</em> não venceu nenhuma vez e conquistou míseros dois pontos, obtendo assim, um desempenho muito abaixo das expectativas para uma seleção tão tradicional da Europa.</p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação precoce parecia inevitável naquele momento. No entanto, a excelente campanha realizada anteriormente na Liga das Nações da UEFA acabou servindo como uma espécie de tábua de salvação para os suecos. Graças ao boa performance no torneio continental, os suecos ganharam o direito de disputar a repescagem do qualificatório ao Mundial de 2026 e mantiveram vivo o sonho de disputar mais uma Copa do Mundo. Foi justamente ali que os encandinavos começaram a mostrar sinais de recuperação e reencontraram a confiança necessária para competir em alto nível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nos playoffs, a Suécia mostrou uma versão completamente diferente daquela vista nas eliminatórias. Primeiro, derrotou a Ucrânia por 3 a 1, em uma atuação memorável de Victor Gyokeres, autor dos três gols da partida. Na sequência, veio uma difícil vitória por 3 a 2 sobre a Polônia, em Estocolmo, resultado que confirmou a classificação para o Mundial. Aquele momento representou uma virada de chave para os suecos, que passaram a acreditar novamente em seu potencial após meses de turbulência e questionamentos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="117417" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/06/134196928221705637-21-e1781544226515.jpg" alt="" class="wp-image-117417"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Essa é a 13ª participação da Suécia em Copas do Mundo. As melhores campanhas dos suecos ocorreram nas terceiras colocações dos Mundiais de 1950 e 1994.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Boa parte dessa transformação tem ligação direta com a chegada de Graham Potter. Contratado em outubro do ano passado, o treinador inglês assumiu a Suécia em um momento pra lá de delicado. Sua última experiência por clubes havia sido bastante decepcionante, deixando o West Ham em situação complicada na Premier League após apenas 25 partidas à frente dos <em>Hammers</em>. Ainda assim, a Federação Sueca de Futebol (SvFF) enxergou potencial em seu trabalho e decidiu apostar na vinda do técnico de 51 anos de idade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os primeiros meses da passagem de Graham Potter pela Suécia mostraram uma equipe em evolução constante. Em sete partidas sob a liderança do novo treinador, os suecos acumularam 3 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 16 gols marcados e 14 sofridos. Embora os números ainda sejam modestos, o desempenho coletivo apresentado pela <em>Blågult</em> vem melhorando gradativamente. A goleada sobre a Tunísia surge como o principal símbolo dessa evolução, mostrando um time muito mais organizado, equilibrado e competitivo do que aquele que fracassou nas eliminatórias.</p>



<p class="has-medium-font-size">Muita gente costuma apontar o ataque formado por Victor Gyokeres e Alexander Isak como o principal ponto forte da Suécia. E não é difícil entender essa análise. Afinal, trata-se de uma das duplas ofensivas mais talentosas do futebol europeu na atualidade. Destaques de Arsenal e Liverpool, ambos possuem características complementares que tornam o setor ofensivo sueco extremamente perigoso. Porém, reduzir o sucesso desta equipe apenas aos seus atacantes seria uma simplificação injusta.</p>



<p class="has-medium-font-size">O grande mérito de Graham Potter parece estar justamente na construção de um sistema coletivo sólido. Utilizando um esquema baseado no 3-1-4-2, a Suécia consegue alternar fases defensivas e ofensivas com enorme eficiência. Sem a bola, transforma-se praticamente em uma linha de cinco defensores, fechando espaços e dificultando as ações dos adversários. Já quando recupera a posse, acelera rapidamente as transições e coloca muitos jogadores próximos da área rival, criando superioridade numérica nos setores mais perigosos do campo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A 🇸🇪 Suécia marcou cinco golos num jogo do Campeonato do Mundo pela segunda vez: em 1938, goleou Cuba por 8-0 <br><br>Maiores vitórias da Suécia em Mundiais:<br>8-0 Cuba (1938)<br>5-1 Tunísia (2026)🆕 <br>4-0 Bulgária (1994) <a href="https://t.co/6feBr4K0qY">pic.twitter.com/6feBr4K0qY</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2066525546746449938?ref_src=twsrc%5Etfw">June 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Essa dinâmica ficou evidente durante toda a partida contra a Tunísia. Mesmo enfrentando uma seleção que tentou competir fisicamente em diversos momentos, os suecos demonstraram enorme capacidade de circulação da bola e de ocupação dos espaços. A equipe não depende exclusivamente de seus atacantes para marcar gols. Pelo contrário. Diversos jogadores aparecem constantemente em condições de finalizar as jogadas, tornando o sistema ofensivo muito mais imprevisível para qualquer adversário.</p>



<p class="has-medium-font-size">O melhor exemplo disso foi a atuação de Yasin Ayari. O meio-campista do Brighton teve uma participação decisiva na goleada ao marcar dois gols e controlar boa parte das ações no setor central do campo. Sua movimentação constante criou dificuldades para a marcação tunisiana durante toda a partida. Além dele, Alexander Isak também deixou sua marca, assim como Victor Gyokeres, que manteve o excelente momento iniciado ainda na repescagem europeia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro nome que merece destaque é o de Mattias Svanberg. Acionado no decorrer do segundo tempo, o meio-campista aproveitou a oportunidade para balançar as redes e ajudar a construir o placar elástico. Sua entrada manteve o ritmo ofensivo da Suécia mesmo quando a partida já estava praticamente definida. Esse tipo de profundidade de elenco pode ser um diferencial importante ao longo de uma competição tão desgastante quanto a Copa do Mundo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Group F standings are in 📝<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2066378668868288644?ref_src=twsrc%5Etfw">June 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O placar também ajuda a apagar, ao menos temporariamente, algumas preocupações que surgiram antes do Mundial. Nos amistosos preparatórios, a Suécia não havia convencido. A derrota por 3 a 1 para a Noruega e o empate por 2 a 2 diante da Grécia, oponente que sequer conseguiu classificação para esta Copa do Mundo, aumentaram as dúvidas sobre o verdadeiro nível competitivo dos suecos. Contudo, a atuação contra a Tunísia mostrou uma seleção muito mais próxima daquela vista nos playoffs do que da equipe irregular dos amistosos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além dos três pontos, a goleada proporciona uma vantagem estratégica extremamente importante para os suecos. Em torneios de tiro curto, o saldo de gols costuma desempenhar papel decisivo na definição das posições dentro dos grupos. Ao vencer por uma diferença tão ampla justamente o adversário considerado mais fraco da chave, a Suécia praticamente constrói uma margem de segurança importante para a sequência da competição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, os desafios serão muito maiores. A próxima rodada reserva um confronto frente a Holanda, principal favorita ao primeiro lugar do Grupo F. Posteriormente, os suecos encerrarão sua participação na fase de grupos enfrentando o Japão, outra seleção tradicional e sempre difícil de ser batida em Mundiais. Independentemente do que acontecer nesses jogos, a estreia deixou uma mensagem clara: a Suécia chegou à Copa do Mundo de 2026 muito mais forte do que muitos imaginavam e pode ser uma das agradáveis surpresas desta edição do torneio.</p>
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