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	<title>Campeonato Português- SoccerBlog</title>
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		<title>A maturidade de um campeão: como o Porto de Farioli domina Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:39:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que vencer o Benfica, o líder da Liga Portugal revelou no clássico uma identidade flexível, uma força mental incomum e a solidez de um projeto que parece apenas começar. O Futebol Clube do Porto não derrotou apenas o Benfica no último fim de semana; apresentou ao país o retrato mais nítido de sua [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/09/23/a-maturidade-de-um-campeao-como-o-porto-de-farioli-domina-portugal/">A maturidade de um campeão: como o Porto de Farioli domina Portugal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size"><strong>Mais do que vencer o Benfica, o líder da Liga Portugal revelou no clássico uma identidade flexível, uma força mental incomum e a solidez de um projeto que parece apenas começar.</strong></p>



<p class="has-medium-font-size">O Futebol Clube do Porto não derrotou apenas o Benfica no último fim de semana; apresentou ao país o retrato mais nítido de sua transformação. O triunfo por 3 a 1, alcançado sob a pressão incandescente de um clássico, confirmou uma liderança que já vinha sendo construída rodada após rodada. Diante do rival histórico, os <em>Dragões</em> uniram intensidade, lucidez e autoridade sem permitir que a emoção sequestrasse o plano traçado. A vantagem de cinco pontos sobre o segundo colocado oferece conforto, porém a diferença verdadeiramente relevante está na maneira como o time compreende cada partida. Há vitórias que acrescentam três pontos à tabela e existem aquelas que anunciam, em voz alta, a chegada de uma era.</p>



<p class="has-medium-font-size">Esse Porto já não parece correr atrás da própria identidade, como aconteceu em diferentes momentos desde a saída de Sérgio Conceição. Agora, a equipe entra em campo consciente de suas virtudes, dos riscos que pode assumir e das zonas nas quais deve ferir o adversário. Francesco Farioli encontrou uma linguagem capaz de aproximar talento, disciplina e ambição, devolvendo ao <em>Dragão</em> uma sensação de continuidade. O título português conquistado na temporada passada encerrou um período de espera, mas seu maior legado talvez tenha sido retirar o peso das costas do elenco. A taça não representou uma linha de chegada: tornou-se o primeiro alicerce de uma construção que ganhou novos andares.</p>



<p class="has-medium-font-size">A maturidade de um campeão raramente se mede apenas pelo volume de posse, pela quantidade de finalizações ou pela beleza das jogadas. Ela aparece na leitura dos instantes, na escolha entre acelerar e respirar, na coragem para pressionar e na humildade para recuar. O conjunto portista aprendeu a reconhecer essas fronteiras invisíveis, alterando o comportamento sem romper a própria organização. Quando encontra espaço, ataca verticalmente; diante de um bloco fechado, circula com paciência; sob pressão, reduz o campo e protege a área. Essa capacidade de adaptação transformou a formação azul e branca em uma espécie de camaleão competitivo, sempre fiel à essência, embora jamais prisioneira de uma única cor tática.</p>



<p class="has-medium-font-size">O trabalho de Francesco Farioli merece destaque justamente porque a flexibilidade não produziu confusão entre os jogadores. Pelo contrário: as mudanças de altura defensiva, velocidade e posicionamento acontecem com uma naturalidade que denuncia muitas horas de treinamento. Cada atleta entende onde deve estar, qual companheiro precisa cobrir e em que momento uma movimentação pode desorganizar o oponente. O treinador italiano não montou um sistema dependente de uma estrela solitária, mas um organismo no qual diferentes peças assumem protagonismo conforme a necessidade. A melhor ideia do jovem técnico de 37 anos de idade talvez seja essa: fazer a inteligência coletiva valer mais do que qualquer inspiração isolada.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="118541" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/09/134196928221705637-15-e1790175163627.jpg" alt="" class="wp-image-118541"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Somente por duas vezes neste século um time alcançou uma vantagem igual ou superior a cinco pontos no final da 7ª rodada da Liga Portugal. Em ambas as ocasiões, o Porto, que  sagrou-se campeão.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No clássico, o equilíbrio inicial exigiu paciência porque o Benfica também ameaçou e chegou perto de marcar antes da abertura do placar, jogando melhor durante os primeiros 20 minutos. O Porto não se desfigurou diante desse incômodo, tampouco confundiu urgência com precipitação, mantendo o desenho mesmo quando o encontro parecia caminhar sobre uma corda esticada. Gabri Veiga surgiu então como intérprete perfeito da confiança adquirida ao atacar o espaço e inaugurar o marcador. O espanhol viveu uma noite breve por causa da lesão, mas deixou sua assinatura justamente quando o confronto solicitava personalidade. Sua presença entre linhas acrescenta imaginação a um grupo que já possuía energia, dando poesia a uma estrutura edificada sobre rigor.</p>



<p class="has-medium-font-size">A expulsão de Clément Lenglet, ainda na etapa inicial, modificou evidentemente a paisagem da partida e precisa ser considerada em qualquer avaliação honesta. Atuar com um homem a mais facilitou a criação de corredores, diminuiu o poder de reação benfiquista e entregou ao líder um território mais amplo. Ainda assim, superioridade numérica não garante domínio automático, como tantos exemplos do futebol insistem em recordar. Quantas equipes se afobam, abandonam as posições e transformam uma vantagem confortável em convite ao perigo? Os <em>Dragões</em> fizeram o contrário: conservaram a serenidade, moveram a bola com propósito e obrigaram o rival a perseguir sombras pelo gramado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi nesse cenário que Victor Froholdt simbolizou outra qualidade importante da obra de Farioli: a chegada coordenada dos meio-campistas à zona de definição. O dinamarquês não se limitou a cumprir tarefas de circulação, aparecendo como elemento surpresa para devolver a vantagem logo depois de o Benfica ensaiar uma reação. Seu futebol combina vigor, percepção espacial e disponibilidade para participar das duas fases, características valiosas em um modelo tão móvel. Mais do que um simples motor, ele funciona como ponte entre setores que raramente se afastam. Quando Froholdt avança, Pablo Rosario protege sua retaguarda; quando recompõe, todo o bloco recupera equilíbrio, numa engrenagem em que liberdade e responsabilidade caminham juntas.</p>



<p class="has-medium-font-size">André Silva, por sua vez, mostrou que a influência de um atacante não pode ser reduzida ao número de gols marcados. O português participou diretamente de dois tentos, oferecendo as assistências para Victor Froholdt e Hwang In-beom completarem a vitória. Sua movimentação arrastou defensores, abriu clareiras e estabeleceu conexões que tornaram o ataque menos previsível. Há generosidade em sua forma de ocupar a frente, pois o camisa 19 tanto busca a conclusão quanto prepara o caminho para quem chega de trás. Em uma época obcecada por estatísticas individuais, sua atuação lembrou que a grandeza de um centroavante também reside na capacidade de melhorar todos ao redor.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O 7.º pit-stop da Liga Portugal Betclic está concluído 🏁<br><br>Satisfeito com a posição da tua equipa até ao momento? 🤔 <a href="https://t.co/0j0pWQ1Oxi">pic.twitter.com/0j0pWQ1Oxi</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://x.com/ligaportugal/status/2101986372034658456?ref_src=twsrc%5Etfw">September 21, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Hwang In-beom saiu do banco e marcou, reforçando a impressão de que o elenco oferece respostas variadas ao treinador. Essa participação dos suplentes revela um ambiente competitivo no qual a troca de nomes não reduz obrigatoriamente a intensidade ou altera o sentido das ações. Ainda mais simbólico foi o retorno de Samu Aghehowa, recebido com emoção depois de sete meses afastado por uma grave lesão no joelho. O atacante espanhol havia anotado 20 gols antes da interrupção e reaparece como um reforço interno capaz de elevar o teto ofensivo da temporada. Se a versão atual já demonstra poder sem contar plenamente com seu principal goleador anterior, qual será o limite quando ele recuperar ritmo e confiança?</p>



<p class="has-medium-font-size">A resposta para essa pergunta dependerá da habilidade de Francesno Farioli em administrar abundância sem perder harmonia. Samu, André Silva, Gabri Veiga, Hwang In-beom, Pablo Rosario e os demais integrantes do setor de criação oferecem soluções distintas, mas também exigem escolhas delicadas. Um plantel rico não se sustenta somente com escalações corretas; necessita de comunicação, hierarquia flexível e compromisso entre aqueles que começam e os que terminam os jogos. Até aqui, o ex-treinador do Ajax tem distribuído funções com coerência e mantido o grupo conectado ao objetivo comum. O próximo estágio do projeto será transformar profundidade em vantagem permanente, evitando que a concorrência saudável se converta em ruído.</p>



<p class="has-medium-font-size">Também existe uma dimensão histórica por trás desse renascimento, porque o Porto construiu sua grandeza combatendo centros de poder maiores com organização, inconformismo e competência. Durante décadas, a instituição aprendeu a transformar resistência em cultura vencedora, primeiro dentro de Portugal e depois nas noites mais improváveis da Europa. O período comandado por Sérgio Conceição preservou esse espírito por meio de intensidade e agressividade, deixando uma herança impossível de ignorar. Francesco Farioli, contudo, não tenta reproduzir aquela linguagem palavra por palavra; acrescenta controle, maleabilidade e um cuidado mais evidente com as diferentes velocidades do confronto. Honrar o passado, nesse caso, não significa viver dele, mas compreender quais traços merecem atravessar o tempo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">✅ 𝗙𝗮𝗿𝗶𝗼𝗹𝗶 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮 𝗶𝗺𝗯𝗮𝘁𝗶́𝘃𝗲𝗹 𝗻𝗼 𝗗𝗿𝗮𝗴𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗟𝗶𝗴𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮<br><br>O técnico do FC Porto ainda não sabe o que é perder para o campeonato nacional dentro de portas.<br><br>21 Jogos: 18 vitórias e 3 empates 🧱 <a href="https://t.co/o8ffgKqhQR">pic.twitter.com/o8ffgKqhQR</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2102008114274779487?ref_src=twsrc%5Etfw">September 21, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Talvez por isso esta seja a fase mais consistente do clube desde o encerramento daquele ciclo. O campeão voltou a carregar a conhecida dureza competitiva, agora combinada com uma serenidade que faltou durante a transição. Existe ainda uma reconstrução institucional em curso, acompanhada por cobranças financeiras, esportivas e administrativas que não desaparecem por causa de uma sequência positiva. Dentro das quatro linhas, entretanto, o projeto oferece uma imagem de direção, algo indispensável para uma entidade que passou tantos anos associando sucesso à continuidade. A estabilidade do gramado não resolve todos os problemas, mas pode fornecer o tempo e a confiança necessários para enfrentá-los.</p>



<p class="has-medium-font-size">É importante, porém, não permitir que a euforia doméstica esconda os desafios apresentados pelo cenário continental. A derrota para o Manchester City por 2 a 0 na Champions League em pleno Dragão mostrou que o controle exercido em Portugal ainda precisa ganhar escala diante das potências mais ricas e profundas do continente. Esse contraste não diminui a campanha nacional; ao contrário, estabelece a medida do próximo salto. Dominar o próprio território é obrigação de um gigante, enquanto competir de igual para igual fora dele requer precisão quase absoluta. O futuro será definido pela capacidade de transportar essa inteligência para noites em que haverá menos espaço, maior pressão e pouquíssima margem para corrigir equívocos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na Liga Portugal, a vantagem construída oferece tranquilidade, jamais permissão para relaxar. Cinco pontos nas primeiras rodadas podem desaparecer rapidamente quando calendário, lesões e desgaste começam a cobrar seu preço. A verdadeira prova de maturidade surgirá nos compromissos menos luminosos, longe da atmosfera elétrica dos clássicos e diante de adversários que entregarão a iniciativa sem qualquer constrangimento. Campeonatos não são conquistados somente nos palcos que inflamam a torcida, mas também em tardes silenciosas nas quais o talento precisa conviver com a paciência. Manter o padrão nesses cenários distinguirá uma excelente fase de um domínio realmente duradouro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a vitória sobre o Benfica vale como afirmação, não como sentença definitiva sobre a temporada. Ela revelou uma equipe mentalmente forte, taticamente versátil e consciente da responsabilidade de defender a coroa conquistada. Também mostrou um treinador cujas ideias deixaram de ser promessa para se tornarem hábitos visíveis em cada movimento coordenado. O <em>Dragão</em> de Farioli não avança apenas pela força das pernas; escolhe o momento, observa o vento e entende quando deve abrir as asas. Se continuar evoluindo com essa lucidez, o Porto não estará simplesmente a caminho de outro troféu, mas da consolidação de um ciclo capaz de devolver ao clube a sensação de que seu horizonte é novamente maior do que as fronteiras de Portugal.</p>
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		<title>Porto começa como terminou: campeão, sólido e à frente dos rivais na corrida pelo bi português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 17:14:24 +0000</pubDate>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2026-27 começou exatamente como a anterior terminou para o Porto: com uma vitória por 1 a 0 e a sensação de que algumas coisas simplesmente se recusam a mudar no Estádio do Dragão. Se a última rodada da Liga Portugal passada terminou com o triunfo pelo placar mínimo sobre o Santa Clara, o primeiro compromisso oficial do novo calendário repetiu o roteiro. Diante do Torreense, os comandados de Francesco Farioli venceram novamente pelo mesmo resultado, porém desta vez com gol de Victor Froholdt, e levantaram a Supertaça de Portugal. Entre o encerramento de uma campanha vitoriosa e o nascimento de outra, os <em>Dragões</em> atravessaram o verão sem perder aquilo que talvez tenha sido sua maior virtude: a capacidade de ganhar sem precisar encantar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dias depois, diante do Alverca, veio a primeira demonstração de que a fórmula permanece funcionando também na Liga Portugal. O triunfo por 2 a 0 foi construído durante a etapa inicial, quando André Silva e Gabri Veiga converteram duas cobranças de pênalti e entregaram aos <em>Dragões</em> exatamente o cenário em que essa equipe mais gosta de atuar. Com uma vantagem confortável, o Porto diminuiu os riscos, administrou espaços e passou a controlar o ritmo da partida através da posse de bola. O adversário ainda conseguiu aumentar a pressão no segundo tempo, criou dificuldades e obrigou Diogo Costa a trabalhar, mas não encontrou o gol. Outra vitória, outra baliza intacta e mais uma atuação que carregou impressões bastante familiares.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não se trata de coincidência. A defesa foi o grande alicerce da conquista portuguesa na última temporada e continua sendo o ponto mais confiável do trabalho desenvolvido por Francesco Farioli. Em 34 rodadas da edição 2025-26 da Liga Portugal, os Dragões sofreram míseros 18 gols e terminaram nada menos que 21 partidas sem serem vazados. São números que ajudam a dimensionar uma estrutura extremamente difícil de desmontar. A equipe não se defende somente quando recua ou fecha espaços diante da própria área. Também utiliza a bola como mecanismo de proteção, alongando suas posses, diminuindo a oportunidade de transições oferecidas aos oponentes e escolhendo cuidadosamente os momentos de acelerar. É um Porto que compreendeu que dominar o jogo também significa controlar aquilo que o rival pode fazer nele.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">25.ª Supertaça Cândido de Oliveira para o FC Porto 💙 <a href="https://t.co/xXFPUKATkC">pic.twitter.com/xXFPUKATkC</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://x.com/FCPorto/status/2083671119261761774?ref_src=twsrc%5Etfw">August 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Nesse mecanismo, Diogo Costa continua sendo uma espécie de seguro contra os raros momentos em que o sistema falha. Ele foi um dos destaques contra o Alverca e manteve o excelente nível apresentado com a seleção portuguesa na Copa do Mundo de 2026. Sua importância, entretanto, vai muito além das defesas. A tranquilidade para participar da construção, a leitura dos espaços às costas da última linha e a personalidade nos momentos de maior pressão transformam o camisa 99 em parte fundamental da identidade portista. Todo grande time precisa de um grande goleiro, mesmo quando o sistema defensivo consegue limitar consideravelmente o trabalho para protegê-lo durante os 90 minutos. E poucas equipes em Portugal possuem uma garantia tão valiosa no gol.</p>



<p class="has-medium-font-size">À frente de Diogo Costa, a continuidade também prevaleceu. A compra em definitivo de Jakub Kiwior permitiu ao Porto preservar a parceria do polonês com seu compatriota Jan Bednarek, mantendo intacto o coração de uma defesa que funcionou em altíssimo nível durante a campanha passada. Em um setor no qual entrosamento, posicionamento e comunicação valem tanto quanto qualidade individual, conservar a dupla titular representa quase uma contratação. Os dois já conhecem os mecanismos de Francesco Farioli, sabem quando avançar, quando proteger a profundidade e de que maneira coordenar a linha defensiva. Se o título português foi construído sobre fundações extremamente resistentes, os <em>Dragões</em> tomaram uma decisão bastante lógica para tentar conquistá-lo novamente: em vez de reconstruirem a casa, preservaram seus pilares.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa filosofia explica boa parte da atuação do clube no mercado. Ao contrário de promover uma revolução depois do título, a diretoria priorizou a manutenção da equipe campeã de portuguesa. Inbeom Hwang, contratado junto ao Feyenoord, e André Silva representam até aqui as principais adições, enquanto Eirik Granaas, Mame Niang e João Afonso aparecem como movimentos de menor impacto imediato. Existe inteligência nessa escolha. Um time que funciona não precisa necessariamente ser desmontado apenas porque uma nova temporada começou. Enquanto Benfica e Sporting atravessam processos de reformulação, o Porto manteve mecanismos conhecidos, uma base consolidada e jogadores completamente adaptados às ideias do treinador. Em uma corrida longa, começar vários passos à frente dos principais concorrentes representa uma vantagem considerável.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas toda virtude, quando levada ao extremo, pode produzir seu próprio problema. A continuidade que fortalece o Porto também o torna previsível. Depois de uma temporada inteira observando o 4-3-3 de Francesco Farioli, ninguém em Portugal precisa mais descobrir como os <em>Dragões</em> pretendem jogar. Os adversários conhecem sua saída de bola, sabem da tentativa frequente de construir uma vantagem cedo e entendem o comportamento da equipe quando consegue abrir o marcador. O Porto acelera para ferir e, depois de encontrar o gol, desacelera para controlar. Passa a circular a bola, diminuir o ritmo e obrigar o rival a persegui-la. Saber tudo isso obviamente não significa conseguir impedir sua execução. Todavia, quanto mais tempo um modelo permanece exposto, maior se torna a quantidade de respostas desenvolvidas contra ele.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🫡  FC Porto vence há sete épocas seguidas na estreia<br><br>É o melhor registo dos portistas em 25 anos! O último desaire em estreias do campeonato aconteceu em 2019/20, frente ao Gil Vicente (2-1). <a href="https://t.co/aUqeAgeC9O">pic.twitter.com/aUqeAgeC9O</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2086531584312639953?ref_src=twsrc%5Etfw">August 9, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente por isso que o mercado ainda precisa entregar novas ferramentas a Francesco Farioli. André Silva chega como solução importante para um ataque que aguarda o retorno de Samu somente entre novembro e dezembro, mas seria arriscado considerar o setor completamente resolvido. Outro ponta de lança acrescentaria profundidade ao elenco e, principalmente, ofereceria características diferentes para determinadas circunstâncias. Existem partidas em que controlar não será suficiente, especialmente diante de adversários fechados ou em noites europeias nas quais o Porto precisará buscar um resultado. Nessas ocasiões, alternativas deixam de ser luxo e passam a ser necessidade. Ter mais jogadores não significa simplesmente preencher o banco de reservas, mas oferecer ao treinador italiano maneiras diferentes de solucionar problemas que inevitavelmente surgirão ao longo do calendário.</p>



<p class="has-medium-font-size">A prioridade, no entanto, deveria estar na ponta direita. Borja Sainz vem ocupando o setor e possui qualidade suficiente para cumprir a função, inclusive pela capacidade de contribuir tanto ofensivamente quanto durante a recomposição. O problema é que o espanhol atua naturalmente pelo lado esquerdo, onde seus movimentos são mais espontâneos e suas principais virtudes encontram terreno adequado para aparecer. A contratação de uma peça para o setor permitiria equilibrar o ataque, ampliar as possibilidades no um contra um e devolver ao ex-atleta do Norwich seu habitat natural. Para uma equipe que precisa se tornar menos previsível, acrescentar ameaça por outro corredor seria um avanço importante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Também existe uma lacuna na lateral esquerda. Francisco Moura oferece segurança quando está disponível, porém sua ausência reduz consideravelmente as alternativas de Francesco Farioli. Zaidu Sanusi não parece capaz de entregar a mesma consistência, acima de tudo para um Porto que deseja competir em diferentes frentes durante toda a temporada. Buscar outro jogador para a posição deveria, portanto, fazer parte das prioridades antes do fechamento da janela. Não apenas para substituir o titular quando necessário, mas também para permitir variações de características dependendo do adversário. Calendários extensos castigam elencos desequilibrados, e aquilo que parece apenas uma pequena deficiência em agosto pode transformar-se em um problema enorme quando chegarem os meses decisivos das competições.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nesse cenário, a provável transferência de Rodrigo Mora para a Roma representa uma perda esportiva considerável, mas pode abrir uma oportunidade financeira importante. Poucos jogadores de sua geração surgiram recentemente no futebol português carregando tamanho potencial, e abrir mão de uma promessa dessa dimensão naturalmente deixa marcas. Seja como for, grandes vendas fazem parte da realidade econômica dos clubes portugueses, e o verdadeiro julgamento sobre uma negociação desse porte começa depois que o dinheiro entra no caixa. Caso se confirme, a saída permitirá ao Porto atacar definitivamente suas principais necessidades, trazendo duas ou três peças capazes de contribuir imediatamente o fortalecimento do plantel portista. Vender um talento é doloroso, mas negociá-lo e não reinvestir adequadamente seria muito mais difícil de justificar.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Porto já tem dois pontos de vantagem sobre Sporting, Benfica e Braga. <a href="https://t.co/p1qKTXAqWM">pic.twitter.com/p1qKTXAqWM</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2086566348432290290?ref_src=twsrc%5Etfw">August 9, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Existe ainda um elemento que torna essa necessidade de profundidade especialmente importante: a Champions League. O Porto não enfrentará somente o calendário doméstico nesta temporada, e a competição europeia exigirá muito mais física, técnica e taticamente de um grupo que encontrará adversários capazes de desafiar sua maior qualidade. Na Liga Portugal, muitas vezes será possível abrir vantagem e administrá-la. Na Europa, haverá noites em que serão os <em>Dragões</em> obrigados a correr atrás da bola, sobreviver sem ela ou transformar completamente seu comportamento durante uma partida. É nesse ambiente que um elenco com alternativas se torna indispensável. O torneio continental não costuma perdoar equipes que possuem apenas uma maneira de jogar, por melhor que essa maneira funcione dentro das próprias fronteiras.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, o desafio de Francesco Farioli não está em abandonar aquilo que construiu, mas em acrescentar novas camadas a uma estrutura vencedora. O 4-3-3 continuará sendo o ponto de partida, a posse permanecerá como instrumento de controle e a solidez defensiva dificilmente deixará de representar a principal identidade dos <em>Dragões</em>. Evoluir não significa negar essas virtudes, porém oferecer uma segunda resposta quando a primeira não funcionar. Um ponta-direita, outra opção para o comando do ataque e um lateral-esquerdo poderiam entregar exatamente essa liberdade. O Porto não precisa de uma revolução. Precisa somente evitar que sua estabilidade se transforme em imobilidade, permitindo com que o técnico portista tenha recursos suficientes para surpreender adversários que passaram meses estudando cada detalhe de sua engrenagem.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="118190" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/08/134196928221705637-5-e1786468087939.jpg" alt="" class="wp-image-118190"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 55 partidas sob o comando de Francesco Farioli, o Porto coleciona 41 vitórias, 8 empates, 6 derrotas, 100 gols marcados, 33 tentos sofridos e 79,3% de aproveitamento.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Por enquanto, ninguém em Portugal parece começar a temporada em condições melhores. Benfica e Sporting ainda procuram reorganizar peças e construir novas dinâmicas, enquanto o Porto simplesmente retomou o caminho de onde havia parado. Já conquistou a Supertaça, estreou com vitória na Liga, ainda não sofreu gols e preservou toda a espinha dorsal responsável pelo título anterior. Isso transforma os atuais campeões portugueses em francos favoritos ao bicampeonato, ainda que favoritismo algum atravesse sozinho nove meses de competição. A grande vantagem dos <em>Dragões</em> está no ponto de partida: enquanto seus principais rivais ainda precisam descobrir exatamente aquilo que podem ser, Francesco Farioli já sabe perfeitamente aquilo que sua equipe é.</p>



<p class="has-medium-font-size">Às margens do Douro, em contrapartida, permanecer nunca significou necessariamente ficar parado. O rio que atravessa o Porto continua no mesmo lugar enquanto suas águas estão sempre seguindo adiante, e talvez exista aí uma boa metáfora para aquilo que os <em>Dragões</em> precisam fazer nesta temporada. Preservar a identidade, mas renovar as possibilidades. Manter a defesa, o controle, a organização e a frieza de uma equipe que aprendeu a ganhar, acrescentando ao mesmo tempo as peças capazes de torná-la menos decifrável. </p>



<p class="has-medium-font-size">A taça levantada logo no primeiro compromisso mostra que a máquina continua funcionando. As próximas movimentações no mercado dirão se ela pode ficar ainda mais poderosa. Porque, entre defender o trono em Portugal e voltar a encarar as grandes noites da Champions League, o Porto precisará ser mais do que o ótimo time da temporada passada: precisará encontrar maneiras de ser uma versão ainda melhor de si mesmo.</p>
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		<title>Sporting: a revolução que encerra definitivamente a era Ruben Amorim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 13:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Leões de Alvalade]]></category>
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		<category><![CDATA[Rui Borges]]></category>
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		<category><![CDATA[Sporting CP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora o Sporting Clube de Portugal esteja iniciando a terceira temporada sob o comando de Rui Borges, sendo apenas a segunda conduzida pelo treinador desde o primeiro dia de preparação, a atual representa algo diferente em Alvalade. Pela primeira vez desde a saída de Ruben Amorim, em dezembro de 2024, os Leões começam um novo [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Embora o Sporting Clube de Portugal esteja iniciando a terceira temporada sob o comando de Rui Borges, sendo apenas a segunda conduzida pelo treinador desde o primeiro dia de preparação, a atual representa algo diferente em Alvalade. Pela primeira vez desde a saída de Ruben Amorim, em dezembro de 2024, os <em>Leões</em> começam um novo ciclo com um elenco verdadeiramente moldado de acordo com as ideias do antigo técnico do Vitória de Guimarães.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, não se trata apenas de trocar algumas peças ou promover ajustes pontuais em uma estrutura que já existia. A movimentação realizada durante a atual janela de transferências mostra uma ruptura muito mais profunda com o passado recente. Entre despedidas importantes, investimentos elevados e a procura por características específicas no mercado, o clube de Alvalade decidiu mudar de direção. Agora, mais do que nunca, este Sporting terá a cara de Rui Borges.</p>



<p class="has-medium-font-size">A transformação fica evidente quando observamos a quantidade e, principalmente, a relevância dos jogadores que deixaram Alvalade. Geovany Quenda, Morten Hjulmand, Francisco Trincão, Alisson Santos e Hidemasa Morita estavam inseridos de diferentes maneiras na estrutura que conduziu os <em>Leões</em> nos últimos anos, mas todos seguiram novos caminhos nesta janela, lembrando que Ousmane Diomande e Pedro Gonçalves também estão de malas prontas. </p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, algumas dessas despedidas mexeram diretamente com pilares técnicos da formação sportinguista, enquanto outras abriram espaço para uma reformulação pensada também em médio e longo prazo. Poucas vezes desde a saída de Ruben Amorim houve uma mudança tão abrupta na composição do plantel. Frederico Varandas não tentou simplesmente preservar uma base vencedora a qualquer custo. O presidente decidiu respaldar o atual comandante e iniciar uma reconstrução capaz de estabelecer uma identidade diferente em Alvalade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Do outro lado dessa equação aparecem seis contratações que ajudam a explicar o tamanho da aposta realizada pela diretoria. Rodrigo Zalazar, Ibrahima Ba, Issa Doumbia, Sergi Altimira, Silas Andersen, Pedro Lima, Jessy Derry e Nestory Irankunda chegaram para formar o novo núcleo de um grupo consideravelmente renovado. O maior símbolo financeiro dessa operação é Zalazar, contratado junto ao Braga por 30 milhões de euros e transformado no reforço mais caro da história sportinguista. Mais do que os valores envolvidos, porém, chama atenção o perfil procurado no mercado. São atletas jovens, fortes fisicamente, capazes de atuar em alta intensidade e com margem considerável para evolução. O uruguaio, aos 26 anos, é justamente o mais velho entre as caras novas. Esse detalhe diz muito sobre aquilo que o Sporting pretende construir a partir de agora.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">🟢⚪️ Rodrigo Zalazar has just signed his contract as new Sporting CP player on €30m deal from SC Braga.<br><br>Official statement, imminent. <a href="https://t.co/cmKpr2f6Ch">pic.twitter.com/cmKpr2f6Ch</a></p>&mdash; Fabrizio Romano (@FabrizioRomano) <a href="https://x.com/FabrizioRomano/status/2055240324977455540?ref_src=twsrc%5Etfw">May 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Existe também uma característica física difícil de ignorar neste processo de remodelação. Grande parte dos recém-chegados possui pelo menos 1,86 metro de altura, aspecto que demonstra uma busca evidente por potência, imposição nos duelos e capacidade para sustentar partidas mais agressivas. Rui Borges sempre gostou de equipes intensas, competitivas e capazes de recuperar rapidamente a posse depois de perdê-la. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, não parece coincidência que o departamento de futebol tenha escolhido jogadores compatíveis com essas exigências. O Sporting procura unir qualidade técnica a um nível físico elevado, algo fundamental para executar transições velozes sem comprometer a organização defensiva. Trata-se de uma construção bastante diferente daquela que marcou boa parte do período anterior. A mudança de modelo começa nas ideias, mas passa necessariamente pelas características de quem estará em campo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, ainda existem sobreviventes importantes da gloriosa passagem de Ruben Amorim por Alvalade. Rui Silva permanece como referência no gol, enquanto Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma e Zeno Debast oferecem continuidade a um setor defensivo que conserva bastante qualidade. Maxi Araújo também segue como peça importante pelo lado esquerdo, assim como Geny Catamo mantém sua capacidade de desequilibrar pelos corredores ofensivos. Isso impede que a transformação seja encarada como uma destruição completa do trabalho anterior. Há elementos suficientes para preservar competitividade e experiência dentro do grupo. A diferença é que esses remanescentes passam agora a fazer parte de outra lógica coletiva. Em vez de Rui Borges adaptar suas ideias ao material herdado, serão os atletas que precisarão se inserir definitivamente no projeto do treinador de 45 anos de idade.</p>



<p class="has-medium-font-size">E os primeiros sinais oferecidos durante a pré-temporada são bastante interessantes. A goleada por 4 a 1 diante do Nottingham Forest mostrou uma equipe agressiva, vertical e muito disposta a acelerar as jogadas sempre que encontrava espaço para avançar. Mais importante do que o próprio resultado foi perceber como algumas das novas peças parecem compreender rapidamente aquilo que o técnico português exige. Issa Doumbia, por exemplo, chamou atenção atuando pelo setor esquerdo e formando uma parceria extremamente dinâmica com Maxi Araújo. Sua capacidade de recomposição oferece segurança quando a posse é perdida, enquanto a velocidade para chegar à frente acrescenta profundidade ao ataque. É exatamente o tipo de característica necessária para sustentar um sistema baseado em intensidade. Entre os reforços contratados, pode se transformar em uma das grandes surpresas da temporada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Issa Doumbia, reforço do 🦁 Sporting:<br>➡ Internacional Sub 21  &#8211; esteve no último Europeu do escalão<br>➡ Esta época foi campeão da Serie B 🇮🇹 , pelo Venezia<br>➡ 38 jogos, 10 golos, 5 assistências esta temporada<br>➡ Fez 24 jogos na 🇮🇹 Serie A, em 2024/25<br>➡ 5.º 🇮🇹 no Sporting, depois… <a href="https://t.co/nRDkZhVO7B">pic.twitter.com/nRDkZhVO7B</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2061747252641579231?ref_src=twsrc%5Etfw">June 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Essa disposição também deixa evidente que o famoso 3-4-2-1 utilizado durante a era Amorim pertence definitivamente ao passado. Rui Borges trabalha atualmente em um 4-2-3-1 muito mais identificado com aquilo que construiu ao longo da carreira, oferecendo funções bastante diferentes aos jogadores. Gonçalo Inácio e Eduardo Quaresma formam uma dupla de zaga tecnicamente segura, com capacidade para iniciar as jogadas desde trás e sustentar uma linha defensiva posicionada mais à frente. No meio, Sergi Altimira e Silas Andersen demonstraram boa complementaridade como volantes durante os compromissos preparatórios. Um oferece controle e qualidade na circulação, enquanto o outro acrescenta presença física, cobertura e intensidade. Essa nova organização permite que o Sporting pressione com mais jogadores em zonas avançadas. Ao mesmo tempo, exige concentração absoluta quando a primeira linha de marcação é superada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Talvez nenhuma contratação represente tanto essa nova fase quanto Rodrigo Zalazar. O uruguaio recebeu a responsabilidade de ocupar uma faixa do gramado anteriormente associada a Francisco Trincão e, pelo que apresentou até aqui, possui qualidade suficiente para assumir tamanho protagonismo. Atuando centralizado atrás do atacante, mas com liberdade para flutuar entre os espaços, o meia vem se transformando no cérebro ofensivo do Sporting. Contra o Nottingham Forest, as duas assistências distribuídas durante a goleada mostraram exatamente aquilo que ele pode oferecer. O camisa 17 enxerga passes verticais com rapidez, aproxima-se dos homens de frente e consegue acelerar uma jogada sem necessariamente aumentar o número de toques na bola. É uma característica extremamente compatível com a proposta de Rui Borges. Por 30 milhões de euros, naturalmente, a cobrança será proporcional ao investimento.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas laterais aparece outro ponto fundamental para compreender o desenho pretendido por Rui Borges. Georgios Vagiannidis pela direita e Maxi Araújo pelo lado oposto possuem liberdade para avançar de forma constante, praticamente transformando os corredores em plataformas ofensivas. A presença de Geny Catamo em uma faixa e Issa Doumbia na outra cria dobradinhas capazes de aumentar a amplitude sem retirar jogadores da região central. </p>



<p class="has-medium-font-size">Dessa maneira, o Sporting consegue atacar por fora enquanto mantém opções entre as linhas para receber próximo da área. São movimentos que favorecem justamente as transições rápidas e objetivas tão valorizadas por Rui Borges. Não existe grande interesse em circular a posse indefinidamente apenas para controlar territorialmente um adversário. A ideia principal é identificar o espaço e chegar ao gol com o menor desperdício possível.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Eis o novo emblema do Sporting 🦁 <a href="https://t.co/TaRzdvGe82">pic.twitter.com/TaRzdvGe82</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2072279781341630593?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A referência ofensiva também será determinante para saber até onde este projeto poderá chegar. Luis Suárez apresentou excelente rendimento durante boa parte da temporada passada, especialmente até março, quando acumulou gols e se tornou decisivo dentro da área. Posteriormente, porém, sofreu uma queda bastante acentuada de produção, algo que deixou dúvidas para a sequência do trabalho. O atacante ainda não participou desta fase inicial de preparação devido às férias concedidas após a participação aquém na Copa do Mundo, mas retorna agora para novamente ocupar posição de destaque. Enquanto isso, Fotis Ioannidis mostrou que pode ser muito mais do que uma simples alternativa no banco de reservas. O grego possui força para atuar como referência, consegue segurar os defensores e oferece presença importante nas proximidades da meta adversária. Uma disputa saudável entre os dois poderá elevar consideravelmente o nível do setor.</p>



<p class="has-medium-font-size">Toda essa revolução parece ter começado antes mesmo da abertura oficial do mercado. O vice-campeonato português já havia deixado a sensação de que mudanças seriam necessárias. No entanto, a derrota diante do modesto Torreense na final da Taça de Portugal tornou o diagnóstico ainda mais contundente. Aquele resultado funcionou quase como uma confirmação de que preservar a mesma estrutura não seria suficiente para recolocar o Sporting no caminho desejado. Frederico Varandas percebeu que era necessário mexer profundamente no grupo e, principalmente, oferecer à Rui Borges condições para trabalhar com jogadores escolhidos para suas ideias. O mercado realizado desde então não deixa muitas dúvidas sobre isso, visto que o técnico sportinguista recebeu respaldo para reformular a própria equipe.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa confiança também aumenta consideravelmente a responsabilidade do técnico. Rui Borges gosta de verticalidade, intensidade na reação à perda e estabelece regras rigorosas para evitar desperdícios de posse em regiões críticas do campo. Seus times procuram acelerar quando existe oportunidade, pressionam imediatamente depois de um erro e utilizam bastante a capacidade ofensiva dos laterais para ganhar terreno. Há ainda uma cultura interna baseada em exigência, competitividade e resiliência, características que sempre acompanharam os seus trabalhos anteriores. Tudo isso pode tornar o Sporting extremamente desconfortável para adversários que tentam sair jogando desde a defesa. Quando a pressão encaixa, o rival dispõe de poucos segundos para decidir o que fazer. É justamente nesse caos controlado que os <em>Leões</em> deverão crescer.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="118136" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/08/134196928221705637-2-e1786109392368.jpg" alt="" class="wp-image-118136"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Campeão português e da Taça de Portugal no ano passado, Rui Borges soma 55 vitórias, 19 empates 11 derrotas, 188 gols marcados e 77 sofridos em 85 jogos à frente do Sporting.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mas a nova temporada também servirá para responder questões que permaneceram abertas durante os primeiros anos de Rui Borges em Alvalade. Uma das principais dificuldades encontradas esteve nos confrontos diante de blocos baixos, especialmente quando os oponentes fechavam os espaços interiores e acumulavam jogadores na zona intermediária. Nessas circunstâncias, faltou por vezes um plano alternativo capaz de modificar o ritmo sem abandonar completamente os princípios do modelo. Circular por fora não bastava, enquanto tentar acelerar por dentro encontrava uma concentração enorme de defensores. Com jogadores diferentes e maior variedade de características, será interessante observar se esse problema finalmente encontrará solução. A chegada de Rodrigo Zalazar pode contribuir pela criatividade entre linhas, assim como os avanços dos laterais oferecem amplitude constante. Esse talvez seja o grande teste tático deste Sporting renovado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro aspecto constantemente debatido esteve relacionado ao timing das substituições. Rui Borges recebeu críticas em diferentes momentos por demorar a modificar partidas que claramente pediam soluções novas ou por não conseguir gerar o impacto esperado através das alterações feitas durante os 90 minutos. Agora, com um elenco mais compatível com suas preferências, essa justificativa desaparecerá. O banco oferecerá alternativas capazes de mudar as condições dos jogos sem desmontar completamente a estrutura do Sporting, ao passo que a própria concorrência interna tende a elevar o nível dos titulares. Será necessário reconhecer rapidamente quando determinado caminho deixa de funcionar e encontrar respostas, corrigir problemas, antes do apito final. Nesse sentido, a temporada 2026-27 representa igualmente uma prova de maturidade para o treinador.</p>



<p class="has-medium-font-size">O Sporting chega, portanto, a uma temporada que pode significar muito mais do que simplesmente uma tentativa de recuperar o título português. Trata-se da consolidação de um projeto iniciado após uma das eras mais marcantes da história recente do clube alviverde e que somente agora parece completamente independente dela. As primeiras apresentações sugerem uma formação fisicamente poderosa, veloz nas transições, agressiva sem a bola e tecnicamente capaz de produzir futebol de qualidade. </p>



<p class="has-medium-font-size">Evidentemente, amistosos de pré-temporada não entregam respostas definitivas, e desafios muito maiores aparecerão quando os jogos oficiais começarem. Ainda assim, existe uma sensação clara de renovação em Alvalade. Pela primeira vez, será possível avaliar Rui Borges sem a permanente sombra do sistema deixado por seu antecessor. A era Ruben Amorim acabou definitivamente: a partir de agora, este Sporting pertence ao seu atual treinador.</p>
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		<title>Marco Silva e a missão de devolver o Benfica ao topo de Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 15:47:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Encarnados]]></category>
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		<category><![CDATA[José Mourinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-26 terminou de forma melancólica para os torcedores benfiquistas. Isso porque o Benfica encerrou a Liga Portugal ocupando apenas a terceira posição da tabela, atrás dos seus dois maiores rivais, Porto e Sporting. Portanto, um desfecho frustrante para o clube que iniciou a temporada apontado como um dos favoritos ao título nacional e [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-26 terminou de forma melancólica para os torcedores benfiquistas. Isso porque o Benfica encerrou a Liga Portugal ocupando apenas a terceira posição da tabela, atrás dos seus dois maiores rivais, Porto e Sporting. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, um desfecho frustrante para o clube que iniciou a temporada apontado como um dos favoritos ao título nacional e que, apesar de permanecer invicto ao longo da Liga Portugal, não conseguiu transformar empates em vitórias suficientes para levantar o troféu. O resultado prolonga um jejum que já dura três temporadas e aumenta a pressão sobre uma instituição acostumada a dominar o futebol português ao longo da sua história.</p>



<p class="has-medium-font-size">O fato de terminar um campeonato invicto normalmente seria motivo de orgulho para qualquer equipe. No entanto, no caso do Benfica, a sensação predominante foi de fracasso. Isso porque os <em>Encarnados</em> desperdiçaram pontos preciosos diante de adversários tecnicamente inferiores, algo que acabou custando muito caro na disputa pelo título. Empates contra equipes como Rio Ave, Tondela e Casa Pia impediram que o Benfica acompanhasse o ritmo dos rivais diretos, evidenciando que o problema esteve muito mais nas próprias limitações dos comandados de José Mourinho do que na força dos adversários.</p>



<p class="has-medium-font-size">A campanha acabou sendo uma síntese perfeita da segunda passagem de José Mourinho pela Luz. O Benfica mostrou-se competitivo nos grandes jogos, mas excessivamente irregular nos confrontos em que tinha a obrigação de vencer. O dado que mais ilustra essa realidade é o fato de a equipe não ter perdido nenhum clássico pela Liga Portugal. Contra Porto e Sporting, os <em>Encarnados</em> foram capazes de competir em igualdade de condições. Porém, ao longo de uma temporada inteira, campeonatos não são vencidos apenas nos confrontos diretos, mas principalmente diante dos oponentes da metade inferior da tabela.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">E tudo o Dragão levou… 😪🐉 <br><br>A tabela final da <a href="https://x.com/hashtag/LigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LigaPortugalBetclic</a> pintada a azul e branco  🔵⚪ <a href="https://t.co/maQFIN4jDn">pic.twitter.com/maQFIN4jDn</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://x.com/ligaportugal/status/2055765736652509463?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Por essa razão, a saída de José Mourinho não surpreendeu ninguém. Embora o treinador tenha chegado cercado de expectativa e carregando consigo uma das carreiras mais vitoriosas da história do futebol, a sua segunda passagem pelo Benfica dificilmente deixará saudades entre os torcedores. O <em>Special One</em> não conseguiu conquistar títulos, não recolocou o clube no topo do futebol português e tampouco foi capaz de levar a equipe a campanhas expressivas nas copas nacionais. Para um treinador do seu tamanho, o saldo final ficou muito abaixo do esperado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas competições nacionais, o desempenho do Benfica foi igualmente decepcionante. Na Taça de Portugal, os <em>Encarnados</em> foram eliminados pelo Porto nas quartas-de-final após derrota por 1 a 0. Já na Taça da Liga, a caminhada terminou ainda antes da decisão, com uma eliminação diante do Braga nas semifinais pelo placar de 3 a 1. Foram tropeços que impediram a equipe de compensar a frustração da Liga Portugal através de uma conquista alternativa, algo que acabou aumentando ainda mais a insatisfação pelos lados da Luz.</p>



<p class="has-medium-font-size">No cenário europeu, o Benfica teve apenas um momento verdadeiramente memorável. Na rodada derradeira da fase de liga da Champions League, a equipe derrotou o Real Madrid graças a um gol histórico do goleiro Anatoliy Trubin nos instantes finais da partida. Foi uma daquelas noites que ficam eternizadas na memória dos benfiquistas. O Estádio da Luz viveu uma atmosfera mágica e, naquele instante, parecia que a temporada poderia reservar algo especial para os portugueses.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, a realidade tratou rapidamente de esfriar o entusiasmo benfiquista. Pouco tempo depois, o próprio Real Madrid cruzou novamente o caminho do Benfica nos playoffs da Champions League. Desta vez, os espanhóis levaram a melhor e eliminaram a equipe portuguesa. O episódio acabou simbolizando bem a distância que ainda separa os <em>Encarnados</em> da elite do futebol europeu. Capaz de vencer um gigante em uma noite isolada, mas ainda sem consistência suficiente para competir de igual para igual em um confronto de mata-mata.</p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, o único troféu conquistado pelo Benfica ao longo da temporada veio ainda sob o comando de Bruno Lage. A vitória pelo placar mínimo sobre o Sporting na Supertaça de Portugal garantiu um simbólico título logo no início da campanha. Naquele momento, muitos imaginavam que aquela conquista pudesse representar o começo de uma caminhada vencedora. No entanto, o que se viu nos meses seguintes foi exatamente o contrário, com a volta olímpica no Algarve se tornando somente uma pequena lembrança positiva em meio a um ano marcado por frustrações e oportunidades desperdiçadas.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Nas 7 últimas épocas, o 🦅 Benfica só foi uma vez campeão, não conquistou qualquer Taça e terminou a Liga no 3.º lugar por 3 vezes &#8211; conquistou, ainda, 3 Supertaças e uma Taça da Liga <a href="https://t.co/RZo4tlqyYG">pic.twitter.com/RZo4tlqyYG</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2055775101329547573?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que quando o Real Madrid demonstrou interesse na contratação de José Mourinho, a direção benfiquista se viu diante de uma situação curiosa. Embora internamente já existissem dúvidas sobre a continuidade do treinador, a possibilidade de perdê-lo para o maior clube do mundo acabou provocando uma mudança de postura momentânea. Ainda assim, o acordo entre Mourinho e os <em>Merengues</em> avançou e a despedida tornou-se inevitável, encerrando uma passagem que nunca conseguiu atingir o nível de expectativa gerado no momento da sua contratação.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro nome escolhido para substituí-lo foi Ruben Amorim. A aposta fazia sentido. Afinal, Amorim transformou o Sporting ao longo de quatro anos e meio de trabalho, devolvendo protagonismo aos <em>Leões</em> e conquistando títulos importantes. Além disso, a sua ligação histórica com o Benfica alimentava a esperança de um regresso à casa onde construiu parte da sua carreira como jogador. No entanto, o ex-treinador do Manchester United optou por seguir outro caminho e recusou a proposta apresentada pelo presidente Rui Costa.</p>



<p class="has-medium-font-size">A negativa de Ruben Amorim representou um duro golpe para os planos da diretoria. Livre no mercado e sem clube naquele momento, ele parecia reunir todas as características desejadas para liderar um novo ciclo. Porém, a decisão de tirar um ano sabático afastou qualquer possibilidade de acordo. O Benfica voltou então ao mercado em busca de alternativas e, após sondar Jorge Jesus, encontrou uma opção que talvez seja ainda mais interessante do ponto de vista estratégico para o futuro da equipe.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Forever a genius. Forever Fulham. 🤍 <a href="https://t.co/lACT1rQxG0">pic.twitter.com/lACT1rQxG0</a></p>&mdash; Fulham Football Club (@FulhamFC) <a href="https://x.com/FulhamFC/status/2061855366560841809?ref_src=twsrc%5Etfw">June 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Foi nesse contexto que surgiu o nome de Marco Silva. Após cinco temporadas de enorme sucesso no Fulham, o treinador português decidiu regressar ao seu país natal depois de onze anos trabalhando no exterior. Desde que assumiu o clube londrino em 2021, Marco Silva transformou completamente a realidade da equipe. Os <em>Cottagers</em> deixaram de ser um time marcado por constantes acessos e descensos para se consolidarem como uma presença estável na Premier League, frequentemente ocupando posições intermediárias da tabela e sem maiores preocupações com o rebaixamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">O desafio que aguarda Marco Silva na Luz, todavia, será muito diferente daquele que encontrou em Londres. No Fulham, o objetivo principal era competir, sobreviver e aproveitar oportunidades diante de adversários mais poderosos financeiramente. No Benfica, a exigência será exatamente oposta. O treinador de 48 anos de idade terá de assumir o protagonismo, controlar os jogos, propor futebol ofensivo e lidar com uma pressão por títulos muito superior. Será uma mudança radical de contexto que permitirá observar uma nova faceta do técnico português.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, a chegada de Marco Silva representa uma mudança de rumo extremamente interessante na Luz. Depois de apostar na experiência e no pragmatismo de José Mourinho, o Benfica escolhe agora um treinador identificado com ideias mais modernas e com uma trajetória recente bastante consistente. Naturalmente, só o tempo dirá se a decisão foi acertada. Mas uma coisa parece evidente: após três temporadas consecutivas sem conquistar a Liga Portugal, os <em>Encarnados</em> precisavam de uma renovação profunda. E o novo técnico benfiquista chega justamente com a missão de devolver ao clube o protagonismo que o seu torcedor considera uma obrigação histórica.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/04/marco-silva-e-a-missao-de-devolver-o-benfica-ao-topo-de-portugal/">Marco Silva e a missão de devolver o Benfica ao topo de Portugal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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		<title>O Dragão despertou: Porto, campeão português 2025-26</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 17:11:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Dragões]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Francesco Farioli]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há exatamente um ano, as lágrimas escorriam em diferentes pontos da Europa. Em Amsterdã, Francesco Farioli chorava copiosamente após ver o Ajax deixar escapar o título holandês nas rodadas finais da Eredivisie diante do PSV Eindhoven. Do outro lado do continente, no norte de Portugal, os torcedores portistas lamentavam uma dolorosa terceira colocação na Liga [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Há exatamente um ano, as lágrimas escorriam em diferentes pontos da Europa. Em Amsterdã, Francesco Farioli chorava copiosamente após ver o Ajax deixar escapar o título holandês nas rodadas finais da Eredivisie diante do PSV Eindhoven. Do outro lado do continente, no norte de Portugal, os torcedores portistas lamentavam uma dolorosa terceira colocação na Liga Portugal, justamente no primeiro ano da gestão do presidente André Villas-Boas. O cenário parecia distante da grandeza histórica dos <em>Dragões</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, havia desconfiança, ansiedade e a sensação de que o Porto precisava reencontrar sua essência mediante as saídas do ex-mandatário Jorge Nuno Pinto da Costa e do ex-técnico Sérgio Conceição. Mas o futebol, como quase sempre acontece, gosta de transformar lágrimas em combustível. Um ano depois, aquilo que era frustração virou festa. O Estádio do Dragão voltou a pulsar como nos seus tempos mais gloriosos. O azul voltou a dominar Portugal. E os <em>Dragões</em> voltaram a dar a volta olímpica como campeões portugueses após quatro temporadas de jejum.</p>



<p class="has-medium-font-size">O responsável por essa reconstrução atende pelo nome de Francesco Farioli. Aos 37 anos de idade, o treinador italiano desembarcou em solo português carregando cicatrizes recentes, mas também ideias modernas e uma obsessão quase filosófica pela construção do jogo. Formado em filosofia antes mesmo de mergulhar de vez na carreira fora das quatro linhas, Farioli sempre enxergou o esporte como algo muito além de sistemas táticos ou movimentações mecânicas. Para ele, o futebol também é identidade, comportamento e mentalidade coletiva. E talvez tenha sido justamente isso que o Porto mais precisava naquele momento. Dizem em Portugal que o técnico portista é exigente ao extremo, quase insaciável no trabalho diário, ao mesmo tempo que relatam que ele possui uma capacidade rara de aproximar pessoas, criar ambientes leves e transformar pressão em compromisso coletivo. No Dragão, encontrou o ambiente perfeito para florescer. Encontrou estrutura, respaldo e, sobretudo, um clube desesperado para voltar a sentir orgulho de si mesmo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Treinadores campeões na 1.ª época pelo 🔵FC Porto:<br>Yustrich<br>Bela Guttmann<br>Artur Jorge<br>Ivic<br>Carlos Alberto Silva<br>António Oliveira<br>Fernando Santos<br>Co Adriaanse<br>Jesualdo Ferreira<br>André Villas-Boas<br>Vítor Pereira<br>Sérgio Conceição<br>Farioli <a href="https://t.co/Ep4RiN60p2">pic.twitter.com/Ep4RiN60p2</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2050692809754136767?ref_src=twsrc%5Etfw">May 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A relação construída entre Francesco Farioli e André Villas-Boas foi decisiva para o sucesso da temporada. Em um futebol cada vez mais imediatista, marcado por interferências políticas e guerras internas de ego, os <em>Dragões</em> encontraram harmonia. Villas-Boas entendeu que reconstruir um gigante exige tempo, coragem e coerência. E Farioli precisava exatamente disso para implementar suas ideias. Não houve desespero nas primeiras dificuldades, nem caça às bruxas após pequenos tropeços. Existiu convicção. O presidente deu autonomia ao treinador italiano para moldar o elenco, redefinir comportamentos e recuperar jogadores que pareciam perdidos emocionalmente após temporadas turbulentas. O resultado apareceu dentro de campo, mas começou muito antes, nos bastidores. O Porto campeão português de 2026 nasceu da rara capacidade de um clube alinhar direção, comando técnico e ambiente em torno de uma única ideia.</p>



<p class="has-medium-font-size">O maior mérito de Francesco Farioli talvez tenha sido algo extremamente difícil de se construir: identidade. E identidade não surge da noite para o dia. Na vida humana, ela começa na infância e muitas vezes sequer é concluída na fase adulta. No futebol, então, onde treinadores frequentemente sobrevivem poucos meses, criar personalidade coletiva parece quase impossível. Mas Farioli conseguiu. Lentamente, através de uma reconstrução silenciosa, o treinador italiano transformou o Porto em uma equipe reconhecível. Um time que sabia exatamente o que queria fazer em campo. Agressivo sem ser desorganizado. Intenso sem perder lucidez. Compacto sem abrir mão da criatividade. Os <em>Dragões</em> voltaram a transmitir aquela sensação que durante décadas os acompanhou: a impressão de que havia algo mentalmente inabalável naquela camisa azul e branca.</p>



<p class="has-medium-font-size">O curioso é que os sinais do título começaram a aparecer muito cedo na temporada. Ainda durante o primeiro turno da Liga Portugal, o Porto já dava demonstrações claras de superioridade competitiva. A equipe estabeleceu o novo recorde de pontos da história do primeiro turno do campeonato ao encerrar a 17ª rodada com impressionantes 49 pontos conquistados. Uma campanha praticamente impecável. Até aquele momento, o Porto havia tropeçado apenas uma vez, justamente diante do Benfica, no maior clássico do futebol português, em um empate sem gols no Estádio do Dragão. O desempenho coletivo impressionava até os principais rivais. O comandados de Francesco Farioli pressionavam alto, sufocavam os adversários e controlavam partidas com maturidade rara para um time em reconstrução. Mais do que vencer, os <em>Dragões</em> convenciam. E convencer em Portugal, especialmente após anos de turbulência, era quase tão importante quanto levantar a taça.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Mensagem de André Villas-Boas após a conquista do 31.º título nacional: <a href="https://t.co/rHCpOzlFT3">https://t.co/rHCpOzlFT3</a> <a href="https://t.co/WBvuZDVXs3">pic.twitter.com/WBvuZDVXs3</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://twitter.com/FCPorto/status/2050708164505395553?ref_src=twsrc%5Etfw">May 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Na segunda metade da temporada, naturalmente, apareceram alguns percalços. Nenhuma campanha histórica acontece sem cicatrizes. O principal tropeço foi justamente a única derrota sofrida pelo Porto até aqui na Liga Portugal, diante do Casa Pia, por 2 a 1. O resultado gerou debates, questionamentos e a inevitável pressão externa sobre a capacidade mental da equipe para sustentar a liderança até o fim. Mas foi exatamente nesse momento que o Porto demonstrou maturidade competitiva. Ao invés de desmoronar, o time reagiu com naturalidade. Não houve pânico. Não houve crise artificial. Houve resposta. E essa resposta apareceu principalmente nos jogos grandes, nos clássicos, nos momentos em que campeonatos costumam ser definidos. Os <em>Dragões</em> seguiram pontuando, continuaram sendo regulares e jamais permitiram com que Benfica ou Sporting realmente ameaçassem sua caminhada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Existe algo muito simbólico na regularidade construída por esse Porto. Em tempos de futebol acelerado, em que equipes vivem de explosões emocionais curtas, Francesco Farioli apostou em consistência. Os campeões portugueses não foram coroados através de atuações espetaculares semana após semana, mas sim porque raramente perderam o controle da temporada, transformando estabilidade em arma competitiva, aprendendo a vencer mesmo sem brilho. Os <em>Dragões</em> souberam administrar pressão, expectativa e até mesmo o pesado calendário que incluiu a disputa da Europa League. Em momento algum pareceram reféns da ansiedade coletiva que tantas vezes destrói campanhas promissoras. Foi um time preparado, que suportou tanto o desgaste quanto o próprio favoritismo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, a duas rodadas do desfecho da Liga Portugal, o Porto ainda tem a possibilidade de atingir a marca de 91 pontos. Um recorde simbólico, porque pertence justamente ao próprio clube na temporada 2021-22, dirigido por Sérgio Conceição na última vez em que os <em>Dragões</em> haviam conquistado a competição. E isso ajuda a estabelecer uma ponte interessante entre diferentes gerações recentes portistas. A equipe de Sérgio Conceição era visceral, intensa e inflamada. Já o time de Francesco Farioli parece mais racional, mais cerebral, mais organizado estruturalmente. São diferentes, mas unidos pelo mesmo espírito competitivo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isso explica porque existe um padrão tão curioso na trajetória portista. Quando o período de seca parece chegar ao limite máximo suportável, o clube simplesmente se transforma. Foi assim em diferentes momentos da história. Em 2003, sob a liderança de José Mourinho, o Porto não apenas recuperou o domínio nacional como iniciou uma das trajetórias mais icônicas do futebol europeu moderno. Mais tarde, em 2018, Sérgio Conceição devolveu aos Dragões algo que parecia perdido: alma competitiva. Agora, em 2026, Francesco Farioli entrega outra peça fundamental: estrutura. E talvez essa seja a palavra que melhor explique esse título português. Estrutura emocional. Estrutura tática. Estrutura institucional. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="116743" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-9.jpg" alt="" class="wp-image-116743"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Com mais essa conquista, o Porto chegou ao 31º título português, estando apenas atrás do Benfica, 38 vezes campeão, no ranking dos maiores vencedores do país.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, o Porto voltou a ser um clube alinhado consigo mesmo. Voltou a transmitir estabilidade. Voltou a assustar rivais antes mesmo da bola rolar. Quem viveu os ciclos históricos do clube reconhece imediatamente alguns elementos familiares nessa campanha. A força emocional, a capacidade de crescer em momentos decisivos, a atmosfera quase sufocante criada no norte de Portugal. E principalmente aquela sensação de resistência que sempre acompanhou os <em>Dragões</em> diante dos centros políticos e midiáticos do futebol português, que os transformou neste gigante que aprendeu a sobreviver enfrentando poderes maiores economicamente. </p>



<p class="has-medium-font-size">Também chama atenção a maneira como Francesco Farioli potencializou individualidades sem destruir o coletivo. Em muitos momentos da temporada, o Porto apresentou jogadores vivendo provavelmente o melhor futebol de suas carreiras. Mas ninguém parecia maior do que a própria ideia de equipe. E isso não acontece por acaso. Existe método, convencimento e liderança. Os <em>Dragões</em> passaram a ser um time onde cada peça parecia entender exatamente sua função dentro da engrenagem, sem vaidade excessiva, sem dependência absoluta de uma única estrela, apenas com organização. </p>



<p class="has-medium-font-size">O mais impressionante, contudo, é perceber como esse título muda completamente a percepção sobre o projeto iniciado por André Villas-Boas. Há um ano, muitos olhavam para a nova gestão com total desconfiança. O peso da herança deixada por décadas anteriores parecia enorme demais. Mas o futebol é cruel com quem hesita e absolutamente generoso com quem possui coragem para sustentar convicções. Villas-Boas apostou em um treinador jovem, estrangeiro e sem experiência em clubes da dimensão do Porto. Poderia ter escolhido caminhos mais seguros politicamente. Não escolheu. Jogou suas fichas em ideias, modernidade e reconstrução profunda. E foi recompensado com aquilo que o torcedor portista mais desejava: voltar a sentir orgulho do próprio clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, este título português representa muito mais do que apenas mais uma taça na gigantesca galeria do Porto. Representa a sensação de reencontro com a própria identidade, com a competitividade, com a capacidade de olhar para Benfica e Sporting sem qualquer sentimento de inferioridade. A Liga Portugal voltou a vestir azul nesta temporada. E existe algo poeticamente simbólico nisso. Porque enquanto o futebol moderno acelera desesperadamente em busca de resultados instantâneos, os<em> Dragões</em> provaram que algumas reconstruções ainda podem ser feitas com paciência, coerência e ideias. Francesco Farioli chegou ao clube carregando lágrimas de Amsterdã. Hoje, termina seu primeiro ano em Portugal carregando história.</p>
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		<title>O Porto de Farioli: da reconstrução silenciosa à liderança absoluta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 21:30:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história recente do Porto carrega o peso de uma transição que não é apenas administrativa, mas quase espiritual. Quando André Villas-Boas assumiu a presidência, sucedendo o lendário Jorge Nuno Pinto da Costa após quatro décadas de gestão, o clube entrou em um território desconhecido. Era como trocar o guardião de um império que parecia [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A história recente do Porto carrega o peso de uma transição que não é apenas administrativa, mas quase espiritual. Quando André Villas-Boas assumiu a presidência, sucedendo o lendário Jorge Nuno Pinto da Costa após quatro décadas de gestão, o clube entrou em um território desconhecido. Era como trocar o guardião de um império que parecia eterno. E, como toda mudança brusca, o primeiro impacto foi duro. Os Dragões perderam identidade, perderam rumo e, acima de tudo, perderam o controle sobre o próprio destino competitivo dentro de Portugal.</p>



<p class="has-medium-font-size">A saída de Sérgio Conceição, ídolo incontestável e símbolo de uma era de intensidade, deixou um vazio que não se preenche apenas com nomes. As escolhas seguintes, Vítor Bruno e depois Martín Anselmi, não conseguiram dar sequência à exigência histórica do clube. O resultado foi um Porto distante de si mesmo, terminando apenas na terceira colocação da Liga Portugal. Mais do que a posição, doeu a ausência na Champions League, uma competição que sempre foi palco natural aos portistas. Era um <em>Dragão</em> irreconhecível, quase silencioso diante de sua própria grandeza.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas há momentos em que o passado não serve como prisão, e sim como bússola. André Villas-Boas, diferente de muitos dirigentes, conhece o campo por dentro. Ele já foi treinador, já sentiu a pressão do banco e já conduziu o Porto ao topo da Europa em 2011, com uma tríplice coroa histórica ao vencer a Liga Portugal, a Taça de Portugal e a Europa League. E talvez tenha sido justamente essa vivência que o levou a entender que o erro não estava no elenco, mas na escolha de quem conduzia a ideia de jogo. Era preciso mais do que um técnico. Era necessário um conceito.</p>



<p class="has-medium-font-size">E esse conceito chegou com Francesco Farioli. Italiano, estudioso, discípulo da nova escola tática europeia, com passagem como auxiliar de Roberto De Zerbi, Farioli representa o futebol contemporâneo em sua essência. Um jogo baseado em intensidade, pressão alta, controle territorial e fluidez ofensiva. Não é apenas sobre atacar, mas sobre dominar. Não é apenas sobre correr, mas sobre pensar o espaço. E foi exatamente isso que ele trouxe ao Porto: uma identidade clara, algo que o clube havia perdido.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116087" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-10-e1774385507538.jpg" alt="" class="wp-image-116087"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 43 jogos à frente do Porto, Francesco Farioli coleciona 34 vitórias, 5 empates, 4 derrotas, 84 gols marcados e apenas 24 sofridos. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Seus trabalhos passados já apontavam esse caminho. No Nice, assumiu um time que vinha de uma modesta nona colocação e rapidamente elevou o nível competitivo da equipe. Levou o clube à quinta posição, mantendo uma invencibilidade impressionante nos primeiros 13 jogos. Por um longo período, o Nice sonhou com a Champions League. Faltou investimento, faltou profundidade de elenco, mas sobrou organização. E, no futebol moderno, organização é o primeiro passo para sonhar alto.</p>



<p class="has-medium-font-size">No Ajax, o desafio foi ainda maior. Francesco Farioli encontrou um clube em colapso estrutural. Sem liderança, sem estabilidade e com uma sucessão caótica de treinadores, o gigante de Amsterdã parecia perdido. Ainda assim, o técnico italiano reorganizou o time, elevou o desempenho e somou 22 pontos a mais em relação à temporada anterior. O vice-campeonato veio com gosto agridoce, especialmente pela perda de uma vantagem de nove pontos nas cinco rodadas finais. Mas o contexto jamais pode ser ignorado: o Ajax sequer deveria estar naquela disputa.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja justamente essa capacidade de reconstrução que o torna tão valioso. Francesco Farioli não é apenas um treinador de ideias, mas um arquiteto de ambientes. Ele organiza, estrutura e devolve confiança. E foi exatamente isso que encontrou ao chegar ao Porto. Um clube ferido, vindo de uma temporada abaixo, atrás de Sporting e Benfica, e ainda tentando entender seu novo momento institucional. Mais uma vez, o cenário era de reconstrução.</p>



<p class="has-medium-font-size">A resposta veio em campo. E veio rápida. O Porto de Farioli começou a temporada com um ritmo quase irreal. Foram 49 pontos conquistados em 51 possíveis na primeira metade da Liga Portugal. Uma campanha que beira a perfeição. A única derrota, contra o Casa Pia, em fevereiro, foi um pequeno desvio em uma trajetória dominante. Caso contrário, estaríamos falando de uma invencibilidade histórica, similar a de André Villas-Boas no título de 2011. É o tipo de campanha que não apenas lidera uma liga, mas impõe respeito.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔵FC Porto soma 72 pontos em 27 jornadas da 🇵🇹Liga Betclic 2025/26:<br>🔸mais um ponto do que em 2024/25<br>🔸iguala 2023/24 <a href="https://t.co/ImsYgCCPze">pic.twitter.com/ImsYgCCPze</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2035868946478354922?ref_src=twsrc%5Etfw">March 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E o mais impressionante não é apenas a pontuação, mas a forma. O Porto joga com autoridade. Pressiona alto, recupera a bola no terço final e reduz ao mínimo as ações ofensivas do adversário. Sofreu apenas sete gols em bolas rolando até aqui, um número que traduz não só solidez defensiva, mas controle absoluto dos jogos. É um time que defende com a bola e ataca com inteligência. Um equilíbrio raro, especialmente em um futebol cada vez mais caótico.</p>



<p class="has-medium-font-size">Muito desse sucesso passa pela estrutura defensiva. A linha formada por Jakub Kiwior e Jan Bednarek traz experiência e consistência, enquanto Diogo Costa, capitão e referência, atua como último guardião de um sistema quase impenetrável. Para Francesco Farioli, ele está entre os três melhores goleiros do mundo. E dentro desse modelo, isso não parece exagero. Porque mais do que defender, o &#8220;guarda-redes&#8221; da seleção portuguesa participa do jogo, constrói e organiza desde trás.</p>



<p class="has-medium-font-size">No meio-campo, o dinamismo é a palavra-chave. Jogadores como Victor Froholdt dão ao time a capacidade de transição constante, atuando de área a área com intensidade e leitura de jogo. Pablo Rosário, conhecido de Farioli desde o Nice, adiciona versatilidade e inteligência tática. É um setor que mistura força física com capacidade técnica, algo que também remete ao Porto de Sérgio Conceição, mas agora com mais refinamento na execução.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Incansáveis 💙<a href="https://twitter.com/hashtag/SeguimosJuntos?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#SeguimosJuntos</a> <a href="https://t.co/RY6ICp2F4X">pic.twitter.com/RY6ICp2F4X</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://twitter.com/FCPorto/status/2035862914960093239?ref_src=twsrc%5Etfw">March 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No ataque, mesmo diante da grave lesão de Samu Aghehowa, que rompeu o ligamento cruzado anterior em um clássico contra o Sporting, o Porto encontrou soluções. Deniz Gul e Terem Moffi assumiram responsabilidades, enquanto o jovem Oscar Pietrzewski, de apenas 17 anos, surge como uma promessa que já começa a responder em campo. Há profundidade, há alternativas e, principalmente, há um sistema que potencializa cada peça.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja essa a grande diferença. Hoje o Porto não depende de um único nome. Depende de uma ideia. Ainda que por vezes sem o brilho de Gabriel Veiga ou Rodrigo Mora, o Porto lidera. Isso porque acredita em um projeto, porque encontrou coerência, porque, pela primeira vez desde a mudança de ciclo, parece saber exatamente quem é, sendo capaz até de competir contra o midiático Sporting recheado de talento ofensivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, o futebol não é apenas sobre vencer. É sobre reconhecer a própria identidade no espelho. E hoje, o Porto volta a se enxergar. Não como uma sombra do passado, mas como um novo capítulo sendo escrito através de páginas que misturam herança e inovação, tradição e ruptura. E que, sob o comando de Francesco Farioli, transforma dúvida em convicção e reconstrução em liderança.</p>
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		<title>Não há motivos para os torcedores benfiquistas festejarem o Ano-Novo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 11:58:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Encarnados]]></category>
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		<category><![CDATA[José Mourinho]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se a diferença de dois pontos em relação à liderança da Primeira Liga já incomodava os torcedores benfiquistas há um ano, o que dirá então a atual desvantagem de dez pontos em comparação ao primeiro colocado Porto. Pois é, o Benfica realmente não tem motivos para celebrar esse Réveillon tendo em vista que essa larga [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Se a diferença de dois pontos em relação à liderança da Primeira Liga já incomodava os torcedores benfiquistas há um ano, o que dirá então a atual desvantagem de dez pontos em comparação ao primeiro colocado Porto.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, o Benfica realmente não tem motivos para celebrar esse <em>Réveillon</em> tendo em vista que essa larga distância na terceira colocação da Liga Portugal retrata que a conquista do título português virou questão de milagre pelos lados da Luz, o que é fruto da conturbada temporada dos <em>Encarnados</em>, marcada pelas eleição presidencial do clube que teve Rui Costa reeleito, além da troca no comando técnico da equipe por intermédio da saída de Bruno Lage e da chegada de José Mourinho.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, uma mudança que resultou no retorno de José Mourinho à Luz após 25 anos e depois de um início de temporada aquém das expectativas por parte do Benfica, nem tanto em termos de resultados mas sim pelo futebol praticado em campo, que teve a derrota para o modesto Qarabag em Lisboa, como ponto crucial para determinar a queda de Bruno Lage, visto que naquele instante os <em>Águias </em>permaneciam invictos na Liga Portugal somando três vitórias e um empate, e já haviam ganho o título da Supertaça de Portugal ao derrotar o Sporting pelo placar mínimo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a vinda de José Mourinho, definitivamente, não surtiu o efeito esperado no Benfica, a exemplo dos 36 pontos assinalados no terceiro lugar da Liga Portugal, ou seja, dez a menos que o líder isolado Porto, também sob a liderança de um novo treinador (Francesco Farioli), e cinco atrás do atual bicampeão português, Sporting, após 16 jogos realizados, o que significa que este cenário não mudará ao desfecho do primeiro turno do campenato na próxima rodada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A última do ano 👀<br><br>Confiante para 2026? 🥂<a href="https://twitter.com/hashtag/LigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LigaPortugalBetclic</a> <a href="https://t.co/i3Q0MN1Ubi">pic.twitter.com/i3Q0MN1Ubi</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://twitter.com/ligaportugal/status/2005965851951038953?ref_src=twsrc%5Etfw">December 30, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, uma pífia campanha levando em consideração os mais de 100 milhões de euros investidos em contratações na temporada, que fazem do Benfica o clube que mais gastou nesta edição da Liga Portugal. Entretanto, a força do plantel benfiquista passou a não ser reconhecida pelo mesmo José Mourinho que chegou a afirmar que o ex-técnico Bruno Lage era feliz pelas opções que tinha à disposição quando ambos se enfrentaram pela fase pré-eliminatória da Champions League no início da temporada, na qual o <em>Special One</em> dirigia o time turco. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, passados cinco meses o discurso de José Mourinho mudou, algo que se nota até mesmo na prática, a julgar que dentre as cinco substituições possíveis o treinador português fez somente duas no decorrer da última partida contra o Braga, ao promover as entradas de Gianluca Prestianni e Franjo Ivanovic nos dez minutos finais de jogo, o que demonstra que ele não confia no banco de reservas.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que mais uma vez José Mourinho preferiu colocar o atacante Franjo Ivanovic para atuar aberto no lado esquerdo do ataque, abrindo mão da utilização de Andreas Schjelderup, isto é, um verdadeiro ponta de origem, lembrando que o Benfica foi ao intervalo perdendo por 2 a 1, de virada, mas chegou ao empate no segundo tempo, após uma etapa inicial pra lá de ruim em que a primeira finalização ao gol do Braga deu-se apenas aos 25 minutos de partida.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que embora o Benfica tenha melhorado bastante no segundo tempo, as duas mexidas de José Mourinho comprometeram totalmente o setor de criação da equipe, em especial por conta da saída de Heorhiy Sudakov, o principal articulador de jogadas dos <em>Encarnados</em>. Ao mesmo tempo, o fato de Franjo Ivanovic atuar improvisado na ponta-direita também diminuiu o poderio ofensivo benfiquista.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Se o SC Braga foi superior na 1.ª parte, no 2.º tempo o Benfica melhorou bastante, ao ponto de ter terminado o jogo com sinal + em grande parte dos registos estatísticos<br><br>Jogadores com melhor rating no SC Braga x Benfica:<br>7,7 Zalazar🥇 <br>7,6 Sudakov🥈 <br>7,5 Otamendi🥉 <a href="https://t.co/SkoornJbAO">pic.twitter.com/SkoornJbAO</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2005379083941654922?ref_src=twsrc%5Etfw">December 28, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, fica claro e evidente que as chances do Benfica voltar a soltar o grito de campeão português são remotíssimas, uma vez que nunca na história da Liga Portugal um líder deixou o título escapar após abrir dez pontos de vantagem no primeiro turno. Diante deste contexto, por mais difícil que seja o Sporting pode até sonhar com o título, o que não é a realidade dos pupilos de José Mourinho </p>



<p class="has-medium-font-size">Por este motivo, restou ao Benfica na segunda metade da temporada depositar todas as suas fichas na Taça de Portugal e na Champions League, onde as projeções apontam os portugueses — que ocupam a 25ª posição na classificação assinalando 6 pontos em seis jogos — com 52,3% de probabilidades de avançar aos playoffs de repescagem, de acordo com o supercomputador da <em>Opta Analyst</em>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="400" data-id="114481" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/12/134106227926637144-9-e1767104868907.jpg" alt="" class="wp-image-114481"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Benfica enfrentará Juventus (f) e Real Madrid (c) nas últimas duas rodadas da Champions League, além do Porto (f) nas quartas-de-final da Taça de Portugal.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, na esperança de uma improvável reviravolta o Benfica visa a contratação de André Luiz, destaque do Rio Ave, para fortalecer a ponta-direita, tão questionada pelo insatisfeito José Mourinho. Inclusive, a necessidade é tanta que os <em>Encarnados</em> estão dispostos a desembolsar 11 milhões de euros para contratar o ex-jogador do Flamengo, que também acumula uma boa passagem pelo Estrela Amadora e já marcou 5 gols em 17 aparições na temporada 2025-26.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, a intenção do Benfica é equilibrar os lados do ataque com André Luiz chegando para preencher a ponta-direita, e Dodi Lukebakio, assim que retornar de contusão, jogando pela esquerda. Quer dizer, pilares fundamentais para tornar funcional o estilo de jogo de José Mourinho, baseado na forte marcação em bloco médio, com rápida armação através de bolas esticadas em velocidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a provável transferência de Andre Luiz ao Benfica reflete uma mudança no que diz respeito a política de contratações do clube da Luz, isso porque são raros os jogadores do mercado interno contratados pelos<em> Águias</em> nos últimos anos, em que centenas de milhões de euros foram despejados para trazer reforços de ligas do exterior. Logo, este novo &#8220;casamento&#8221; com a Liga Portugal remete aos tempos de José Mourinho no Porto campeão europeu de 2004, ao apostar em figuras como Paulo Ferreira, Nuno Valente e Maniche.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, ao menos nesta virada de ano a sensação é a de que a primeira temporada do regresso de José Mourinho ao Benfica acabará de forma frustrante na Luz, seja pela escassez de títulos, seja pela ausência de um futebol minimamente convincente. </p>
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		<title>Thiago Silva ao Porto retorna a fim de escrever o capítulo interrompido no Dragão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 16:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Dragões]]></category>
		<category><![CDATA[FC Porto]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Francesco Farioli]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pode não ter sido o presente de Natal que os torcedores portistas esperavam ganhar, mas a chegada de Thiago Silva ao Dragão retrata que o Papai Noel foi bastante generoso ao Porto este ano. Pois é, a grave lesão sofrida por Nehuén Pérez ao romper o tendão de Aquiles em meados de setembro foi motivo [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Pode não ter sido o presente de Natal que os torcedores portistas esperavam ganhar, mas a chegada de Thiago Silva ao Dragão retrata que o Papai Noel foi bastante generoso ao Porto este ano.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, a grave lesão sofrida por Nehuén Pérez ao romper o tendão de Aquiles em meados de setembro foi motivo de enorme preocupação pelos lados do Dragão, tendo em vista que o elenco portista é composto apenas por quatro defensores, como são os casos dos titularíssimos Jan Bednarek e Jakub Kiwior, do próprio zagueiro argentino, além do novato Dominik Prpic, que embora promissor ainda não está no nível de suportar a pressão de grandes jogos.    </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o rígido controle financeiro estipulado pelo novo presidente André Villas-Boas para baixar dívidas o impede de realizar altos investimentos. A propósito, isso explica porque mesmo depois de faturar 170 milhões de euros através da venda de atletas, o Porto gastou apenas 68 milhões de euros na primeira janela de transferências sob o seu mandato, o que abriu a possibilidade para uma leve audácia no meio do ano, vide os 78 milhões de euros recebidos contra os 94 milhões de euros desembolsados no período.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, com o orçamento já estourado na temporada, o Porto precisou usar a inteligência para reforçar o setor defensivo sem gastar nada em termos de transações. Diante deste contexto, a aposta em Thiago Silva se enquadra perfeitamente aos <em>Dragões</em>, sobretudo levando em consideração a ótima temporada que o veterano zagueiro de 41 anos de idade fez defendendo as cores do Fluminense. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O Monstro é Dragão 🐉  <a href="https://twitter.com/hashtag/SeguimosJuntos?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#SeguimosJuntos</a> <a href="https://t.co/HOnSqPrJB0">pic.twitter.com/HOnSqPrJB0</a></p>&mdash; FC Porto (@FCPorto) <a href="https://twitter.com/FCPorto/status/2002696137816646140?ref_src=twsrc%5Etfw">December 21, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">   </p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, vale ressaltar que recentemente a torcida do Chelsea pediu o retorno de Thiago Silva, dada a fragilidade defensiva do time com Wesley Fofana e Trevoh Chalobah como dupla de zaga. Em outras palavras, o mesmo sentimento dos torcedores parisienses quando o ex-zagueiro do Fluminense deixou o Parque dos Príncipes. Logo, a realidade é que além de um excelente jogador, o Porto também está contratando um ídolo que só não construiu uma trajetória marcante no Dragão por conta de uma tuberculose que o assolou há duas décadas. </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, alguns portistas se mostram em dúvida com a contratação de Thiago Silva devido a uma lembrança ainda viva na memória, já que em 2019 o Porto realizou um movimento bastante parecido ao trazer Pepe para reforçar a equipe justamente na janela de janeiro. Na ocasião, o clube português liderava a Liga Portugal mas no final da temporada acabou perdendo o título para o Benfica. Obviamente, a principal razão apontada pela queda de rendimento em campo foi a chegada do zagueiro luso-brasileiro, que obrigou o então técnico Sérgio Conceição a deslocar Éder Militão para a lateral-direita.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a vinda de Thiago Silva pode realmente motivar o técnico Francesco Farioli a escalá-lo na zaga ao lado de Jan Bednarek e, consequentemente, colocar Jakub Kiwior na lateral-esquerda, o que não seria prejudicial ao Porto, em especial nos jogos ante adversários de nível técnico superior, uma vez que o camisa 4 cumpre melhor as funções defensivas em comparação ao questionado Francisco Moura.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, é importante salientar que o Porto terá no segundo semestre da temporada as fases decisivas tanto da Europa League quanto da Taça Portugal, que inclusive o colocará frente a frente com o rival Benfica já no próximo mês de janeiro pelas quartas-de-final, o que significa que uma defesa mais sólida e coesa será fundamental para os comandados de Francesco Farioli nestas importantes partidas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Soma-se a isso, a caminhada rumo ao título português, na qual o Porto segue firme no topo da tabela da Liga Portugal com 40 pontos em 14 rodadas, se mantendo cinco à frente do atual bicampeão, Sporting, e com sete de vantagem sobre o terceiro colocado Benfica, lembrando que os <em>Dragões</em> venceram os <em>Leões </em>(2&#215;1) e empataram com as <em>Águias</em> (0x0) nos clássicos disputados contra eles no primeiro turno do campeonato.    </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Todos ambicionam a coroa 👑<br><br>Que lugar ocupa a tua equipa no trono da <a href="https://twitter.com/hashtag/LigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LigaPortugalBetclic</a>? 👀 <a href="https://t.co/JD0ZmPlYoB">pic.twitter.com/JD0ZmPlYoB</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://twitter.com/ligaportugal/status/2000883752419905800?ref_src=twsrc%5Etfw">December 16, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">    </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, Francesco Farioli pode seguir com Jan Bednarek e Jakub Kiwior formando a dupla de zaga, tendo Thiago Silva como opção no banco de reservas, visto que o Porto é dono da melhor defesa da Liga Portugal com míseros quatro gols sofridos em 14 compromissos, o que demonstra a eficiência dos zagueiros poloneses, o grande acerto por parte da diretoria portista no mercado de transferências. Por sinal, da mesma forma que André Villas-Boas merece críticas pelas escolhas equivocadas de treinadores depois da saída de Sérgio Conceição, ele merece elogios pelas contratações feitas desde que assumiu a presidência do clube no ano passado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, é inegável que o regresso de Thiago Silva ao Dragão será benéfica ao Porto, que terá a defesa fortalecida sem investimentos pesados, e ao próprio zagueiro brasileiro, cujo objetivo era voltar à Europa pra ficar perto da família e viver o sonho de ainda disputar a Copa do Mundo de 2026, exatamente na época em que termina o seu vínculo contratual de seis meses junto aos<em> Dragões</em>, constituído por uma cláusula de renovação por mais uma temporada.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Quanto aos torcedores tricolores que criticaram a saída de Thiago Silva rompendo seu o contrato, é necessário compreender que, além das questões familiares, ele não recebeu do Fluminense a sinalização de um projeto consistente o suficiente a ponto de colocá-lo na briga por títulos. Quer dizer, uma condição que também o deixaria mais distante da Seleção Brasileria e do Mundial de 2026.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, somente o tempo mostrará, ao certo, se o reencontro de Thiago Silva e o Porto renderá os frutos esperados. A ver!</p>
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		<title>O Dragão despertou em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 18:39:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Português]]></category>
		<category><![CDATA[Dragões]]></category>
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		<category><![CDATA[Francesco Farioli]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trágica temporada 2024-25 realizada pelo Porto ao menos serviu para que grandes mudanças ocorressem no Dragão, dentre as principais, a demissão de Martín Anselmi e a chegada de Francesco Farioli, o terceiro treinador portista desde que André Villas-Boas assumiu a presidência do clube no ano passado. Por sinal, embora Francesco Farioli tenha deixado o [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A trágica temporada 2024-25 realizada pelo Porto ao menos serviu para que grandes mudanças ocorressem no Dragão, dentre as principais, a demissão de Martín Anselmi e a chegada de Francesco Farioli, o terceiro treinador portista desde que André Villas-Boas assumiu a presidência do clube no ano passado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, embora Francesco Farioli tenha deixado o Ajax em baixa, não por conta de um trabalho ruim, mas sim em razão da histórica perda do título holandês frente o PSV Eindhoven nas rodadas finais da Eredivisie, a verdade é que a chegada do treinador italiano foi vista com bons olhos pelos torcedores portistas após a deplorável passagem do antecessor Martín Anselmi, marcada pela terceira colocação na tabela da Liga Portugal — a 11 pontos de distância do bicampeão, Sporting —, além da queda na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, somando 2 pontos em três partidas (2E-1D).</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que as equivocadas decisões tomadas por Martín Anselmi aceleraram o processo da sua demissão depois de apenas 21 jogos à frente do Porto, a exemplo da mudança no esquema tático da equipe que atuava há sete temporadas sob o comando de Sérgio Conceição com uma linha de quatro defensores para outro com três zagueiros. E isso mesmo não tendo peças que se encaixassem nesse sistema de jogo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O percurso de Martin Anselmi como treinador do FC Porto:<br>➡ Na Liga, fez uma média de 2 pontos/jogos (30 pts em 15 jogos, menos 9 que o Benfica e menos 5 que o Sporting)<br>➡ 23 golos em 15 jogos na Liga: atrás de Benfica, Sporting, Estoril e FC Famalicão<br>➡ 15 golos sofridos na… <a href="https://t.co/wDKBN53Npw">pic.twitter.com/wDKBN53Npw</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/1942584845529420217?ref_src=twsrc%5Etfw">July 8, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a chegada de Francesco Farioli renovou por completo as expectativas pelos lados do Dragão, também alimentadas em função do agitadíssimo mercado do Porto, que investiu o montante de 94 milhões de euros para efetivar as contratações de Victor&nbsp;Froholdt, Gabri Veiga, Alberto Costa, Borja Sainz, Jan Bednarek, Dominik&nbsp;Prpic, Pablo Rosario, Jakub Kiwior e Luuk de Jong.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, fica evidente que o Porto passou por uma enorme reformulação neste meio de ano e, por mais que demasiadamente cedo, já é possível afirmar que os Dragões estão no caminho certo neste novo ciclo liderado por Francesco Farioli, algo que ficou ainda mais claro depois do primeiro grande teste da temporada, ou seja, o clássico contra o atual bicampeão português Sporting, em Alvalade, pela 4ª rodada da Liga Portugal.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, ainda que os pupilos de Francesco Farioli tenham desembarcado em Lisboa para encarar o Sporting ostentando cem por cento de aproveitamento com 9 tentos assinalados e nenhum sofrido na temporada, muitos apontavam os triunfos diante de Vitória Guimarães (3&#215;0), Gil Vicente (2&#215;0) e Casa Pia (4&#215;0) como meramente protocolares, considerando a inferioridade técnica dos adversários.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, a vitória por 2 a 1 sobre o Sporting em pleno estádio José Alvalade realmente comprovou a força deste novo Porto, de Francesco Farioli, principalmente levando em conta alguns aspectos expostos nas três primeiras partidas da temporada, como: a intensidade; a competitividade; a solidez defensiva; o poderio ofensivo; e a volúpia na marcação que passou a ser individual, o que, é claro, demanda maior preparo físico por parte dos jogadores.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="110802" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Carleto-e1756993911278.jpg" alt="" class="wp-image-110802"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Francesco Farioli se tornou o 11º técnico portista a vencer os quatro jogos iniciais pela Liga Portugal, lembrando que o Sporting não perdia um clássico em casa desde fevereiro de 2023. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é inegável que a maior evolução do Porto em comparação a última temporada deu-se justamente na condição física do time, detalhe este, fundamental para que toda a engrenagem do modelo de jogo de Francesco Farioli funcione. Inclusive, isso retrata que o elenco confia plenamente no treinador italiano, o que não se viu tanto com Martin Anselmi, quanto com Vítor Bruno.</p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, a intensidade e o grau de combatitividade do Porto cresceram notoriamente, e uma dos nomes que mais simboliza isso é o reforço mais caro trazido pelo clube, Victor Froholdt, visto que o jovem meia dinamarquês de 19 anos de idade parece preencher todos os espaços do campo, seja ajudando na fase ofensiva através da construção, seja na defensiva marcando de forma incansável. Não à toa, ele já balançou as redes uma vez e concedeu duas assistências nas quatro aparições defendendo as cores dos <em>Dragões</em> até aqui.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outra arma interessante do Porto são as constantes subidas dos laterais, acima de tudo pela esquerda com Alberto Costa que, ao se lançar ao ataque sempre gera perigo — vide a assistência para o gol de Luuk de Jong em Alvalade —, e permite com que o ponta William Gomes faça a diagonal caindo por dentro. Aliás, seria injusto não destacar o habilidoso ex-jogador do São Paulo, autor do belíssimo segundo gol da vitória contra o Sporting, também o segundo marcado por ele nesta temporada que promete muito.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Decidiu o Clássico e afinou a pontaria para o teu voto 🎯 William Gomes 💫 é o 𝑱𝒐𝒈𝒂𝒅𝒐𝒓 𝒅𝒂 𝑺𝒆𝒎𝒂𝒏𝒂!<br><br>Quem ainda não parou de rever 🔁 o golaço do médio do <a href="https://twitter.com/FCPorto?ref_src=twsrc%5Etfw">@FCPorto</a> ? 🧨<a href="https://twitter.com/hashtag/FantasyLigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FantasyLigaPortugalBetclic</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/LigaPortugalBetclic?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LigaPortugalBetclic</a> <a href="https://t.co/btc1t39AMf">pic.twitter.com/btc1t39AMf</a></p>&mdash; Liga Portugal (@ligaportugal) <a href="https://twitter.com/ligaportugal/status/1962935642985296231?ref_src=twsrc%5Etfw">September 2, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, além de reformular o plantel, e desenvolver um novo padrão de jogo, Francesco Farioli também acabou com a antiga dependência do Porto em Rodrigo Mora, que após fortíssimos rumores envolvendo uma provável ida ao futebol saudita, acabou permanecendo no Dragão. Certamente, seria um desperdício enorme um jogador tão talentoso transferir-se à Arábia Saudita no começo da carreira.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, Rodrigo Mora — cujo lado físico ainda é um problema devido a menor rotação — perdeu espaço no Porto, vide os míseros 107 minutos do camisa 86 em ação na atual temporada em que ele só iniciou o clássico em Alvalade entre os titulares, saindo de campo no começo do segundo tempo. Contudo, um significativo indício de que, como não poderia deixar de ser, o craque português está dentro dos planos de Francesco Farioli, e a tendência é o seu progresso.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, a realidade é que ao despertar após uma temporada de profundo sono, o Dragão voltou a cuspir fogo e está de volta à briga pelo título da Liga Portugal, onde já figura isolado no topo da classificação com 12 de 12 possíveis pontos.     </p>
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		<title>O sólido projeto de Frederico Varandas segue rendendo bons frutos ao Sporting</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2025 15:05:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2024-25 ficará marcada na memória dos torcedores sportinguistas por um longo tempo, isso porque além do bicampeonato português, o Sporting também ergueu o caneco da Taça de Portugal, faturando a dobradinha no país pela primeira vez em 23 anos. Em todo o caso, um desfecho de temporada bem diferente do que se imaginava [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2024-25 ficará marcada na memória dos torcedores sportinguistas por um longo tempo, isso porque além do bicampeonato português, o Sporting também ergueu o caneco da Taça de Portugal, faturando a dobradinha no país pela primeira vez em 23 anos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, um desfecho de temporada bem diferente do que se imaginava devido a inesperada ida de Rúben Amorim ao Manchester United em novembro do ano passado, época em que o Sporting liderava isoladamente a Liga Portugal somando o montante de 11 vitórias nas onze primeiras rodadas do campeonato, e se mantinha isolado na liderança da tabela com cinco pontos de vantagem sobre o vice-colocado Benfica.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, a saída de um dos principais responsáveis pela ascensão do Sporting nos últimos cinco anos juntamente com o presidente Frederico Varandas, e o diretor-esportivo Hugo Viana, abalou por completo as estruturas pelos lados de Alvalade, em especial por conta da escolha do sucessor João Pereira, a julgar pela derrota dos <em>Leões</em> ante o Santa Clara pelo placar mínimo logo no jogo de estreia sob o comando do treinador da equipe B na Liga Portugal.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a passagem de João Pereira à frente do Sporting terminou após míseros 8 compromissos (3V-1E-4D), porém deixando a nítida impressão de que durou uma eternidade, acima de tudo porque o Benfica assumiu a liderança da Liga Portugal assim que o ex-lateral deixava o clube de Alvalade colocando em risco a batalha pelo tão sonhado bicampeonato português.  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">N.º de dobradinhas no futebol ????????:<br>11 Benfica<br>8 FC Porto<br>7 Sporting⬆ <a href="https://t.co/XBVCAiBY9f">pic.twitter.com/XBVCAiBY9f</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/1927014592267379130?ref_src=twsrc%5Etfw">May 26, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Logo, a realidade é que temporada que se apresentava pra lá de tranquila, inclusive com a possibilidade do Sporting confirmar a conquista do título português de maneira precoce, talvez no mês de março, se transformou num verdadeiro caos depois do adeus de Rúben Amorim, o que demonstra o quão complexo era o momento em que Rui Borges desembarcou na capital lisboeta para assumir o comando técnico dos <em>Leões de Alvalade</em>.    </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o primeiro suspiro de esperança dos sportinguistas veio logo na primeira partida de Rui Borges, na qual o Sporting venceu o clássico frente o Benfica por 1 a 0 em Alvalade, marcado por ter sido o último jogo de 2024 no dia seguinte ao Natal. Como resultado, o alviverde adentrou o ano no topo da classificação da Liga Portugal com os mesmos 40 pontos do Porto, mas superando o clube do Dragão nos critérios de desempate.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e desde então o Sporting não perdeu mais em competições de âmbito nacional, só acumulando derrotas para RB Leipzig (2&#215;1) e Borussia Dortmund (3&#215;0), ambas pela Champions League, lembrando que a queda diante do Benfica na final da Taça da Liga ocorreu nas penalidades, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. Em outras palavras, os pupilos de Rui Borges permanecem invictos no futebol português em 2025.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-14.jpg" alt="" data-id="106909" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-14-e1748356922364.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106909" class="wp-image-106909"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Desde a estreia pelo Sporting em 26 de dezembro de 2024, Rui Borges não perdeu em torneios portugueses (no tempo regulamentar), colecionando 18 vitórias e sete empates em 25 jogos disputados.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, vale ressaltar que o grande mérito de Rui Borges para recolocar o Sporting no caminho das vitórias foi abrir mão das suas convicções, já que o ex-treinador do Vitória Guimarães mudou rapidamente de ideia ao perceber que a implementação do 4-4-2 não rendeu bons resultados ao time, e por esta razão voltou a armá-lo no 3-4-3, isto é, o esquema tático de sucesso utilizado por Rúben Amorim.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, outro êxito de Rui Borges foi deslocar o lateral-direito Zeno Debast ao meio-campo para atuar como volante ao lado de Morten Hjulmand, o que deu maior fluidez ao setor. Além disso, ao promover a entrada de Rui Silva entre os titulares a performance defensiva do Sporting melhorou a ponto do time passar a ser menos vazado e diminuir o número de falhas em comparação aos jogos com os goleiros Franco Israel e Vladan Kovacevic.  </p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, ao também ganhar a confiança do elenco, Rui Borges foi capaz de conduzir o Sporting tanto ao bicampeão português quanto ao título da Taça de Portugal. A propósito, uma dobradinha que começou a ser construída no empate em 1 a 1 contra o Benfica em pleno estádio da Luz pela penúltima rodada da Liga Portugal — apontada como a final da competição —, e foi realmente confirmada através do triunfo por 3 a 1 sobre o próprio rival no estádio Nacional do Jamor.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, é importante destacar que a conquista da Taça de Portugal deu-se com requintes de crueldade ao Benfica, uma vez que o artilheiro Viktor Gyokeres marcou o gol do empate em 1 a 1 nos acréscimos dos acréscimos, mais especificamente aos 54 minutos do segundo tempo, levando a decisão à prorrogação, onde os tentos de Conrad Harder e Francisco Trincão resultaram na vitória do Sporting.   </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="391" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-13-e1748353168743.jpg" alt="" data-id="106891" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-13-e1748353168743.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106891" class="wp-image-106891"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>A partida contra o Benfica no Jamor deve ter sido a última de Viktor Gyokeres vestindo a camisa do Sporting. Apenas nesta temporada, o atacante sueco marcou 54 gols em 52 aparições.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, mesmo em meio a turbulenta saída de Rúben Amorim, a verdade é que o sólido projeto esportivo idealizado pelo presidente Frederico Varandas mais uma vez se sobressaiu no certame do futebol português, sobretudo porque os seus principais concorrentes, Benfica e Porto, também enfrentaram percalços ao terem trocado de treinadores no decorrer da temporada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, agora as dúvidas em Alvalade giram em torno da próxima temporada, fundamentalmente porque o diretor-esportivo Hugo Viana está de malas prontas rumo ao Manchester City, um movimento que encerrará com o glorioso tridente do Sporting. Por este motivo, a intenção da diretoria é manter toda a base da equipe bicampeã portuguesa, com exceção ao atacante Viktor Gyokeres, que está na mira de diversos clubes da Premier League.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, um desmanche está totalmente fora de cogitação, visto que a tendência é que os zagueiros Ousmane Diomande, Gonçalo Ignácio e Eduardo Quaresma, os meio-campistas Morten Hjulmand, Francisco Trincão e Pedro Gonçalves, além do sucessor de Viktor Gyokeres, Conrad Harder, permaneçam em Alvalade, bem como o treinador Rui Borges, que passou no teste de substituir Rúben Amorim.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, resta saber se o jovem treinador de 43 anos de idade fará as mudanças que já pretendia nessa temporada com a chegada de novos reforços que serão contratados, é claro, todos de acordo com a sua avaliação, ou se ele ainda preservará o 3-4-3 que vem trazendo tantas alegrias e se encaixa ao perfil dos jogadores, visto que ele é adepto, por exemplo, de esquemas com linha de quatro na defesa. </p>



<p class="has-medium-font-size">A ver!</p>
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