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		<title>Quando o raio não voltou: o adeus melancólico de Gallardo em Núñez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 19:50:46 +0000</pubDate>
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<p class="has-medium-font-size">Dois raios não caem duas vezes no mesmo lugar. Esta popular frase serve como metáfora quase cruel para explicar a saída de Marcelo Gallardo do River Plate. Depois de uma primeira passagem histórica pelo clube de Núñez, entre 2014 e 2022, na qual conquistou 14 títulos e recolocou o <em>Millonario</em> no topo da América do Sul, o treinador retornou à Núñez cercado de expectativa quase messiânica após uma breve trajetória à frente do Al-Ittihad. Mas desta vez o raio não incendiou o céu. Ele se dissipou em meio a uma atmosfera pesada, resultados insuficientes e um desgaste que culminou em uma despedida amarga.</p>



<p class="has-medium-font-size">A primeira era de Marcelo Gallardo foi mais que vencedora: foi transformadora. O River Plate deixou de ser apenas grande para se tornar dominante. Libertadores, Recopa, Copa Argentina, títulos nacionais e, sobretudo, identidade. O time tinha personalidade, agressividade competitiva e um senso de pertencimento que fazia o Monumental pulsar. Gallardo era o arquiteto, o líder máximo, o homem que dava forma e alma ao projeto esportivo. Por isso, seu retorno parecia a retomada natural de um ciclo interrompido, quase uma extensão inevitável da própria história.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas futebol não é poesia linear. Neste segundo ciclo, o cenário foi outro. O River Plate ocupa apenas a décima posição no Grupo 2 do Torneio Apertura, somando sete pontos em seis jogos. Uma única vitória nas últimas cinco partidas, sendo três derrotas consecutivas na competição doméstica. Números incompatíveis com o tamanho da instituição e, principalmente, com o investimento feito. O desempenho em campo não refletiu a expectativa criada fora dele.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Las zonas del Torneo Apertura, tras la sexta fecha.<br><br>¿Qué piensan? <a href="https://t.co/rPz75R6CZH">pic.twitter.com/rPz75R6CZH</a></p>&mdash; Promiedos (@Promiedos) <a href="https://twitter.com/Promiedos/status/2025767687981294027?ref_src=twsrc%5Etfw">February 23, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E investimento não faltou. Foram mais de 80 milhões de dólares gastos nas últimas quatro janelas de transferências, justamente para atender aos pedidos de Marcelo Gallardo. O elenco foi moldado sob sua supervisão, com atletas experientes e nomes de peso. Não à toa, o River Plate é dono do plantel mais valioso do futebol argentino. A responsabilidade técnica e esportiva estava alinhada com o comando. Ainda assim, o rendimento coletivo ficou muito aquém do esperado.</p>



<p class="has-medium-font-size">A despedida, marcada para o duelo contra o Banfield no Monumental, carrega um simbolismo pesado. O estádio que testemunhou glórias continentais agora será palco de uma saída melancólica. Marcelo Gallardo pede demissão diante da má fase, reconhecendo que o ciclo perdeu força. O homem que foi escudo e proteção da equipe decide sair para aliviar a pressão institucional. Um gesto que mistura grandeza e frustração.</p>



<p class="has-medium-font-size"><em>El Muñeco </em>já possui uma estátua de bronze localizada nas proximidades do Estádio Monumental de Núñez, que pesa aproximadamente seis toneladas e meia. O monumento simboliza a eternidade de sua primeira passagem, somada a idolatria dos tempos em que defendeu as cores do River Plate dentro de campo. Mas agora, metaforicamente, todo esse peso recai sobre os ombros dos jogadores. O “macho alfa” que absorvia críticas e centralizava responsabilidades não estará mais ali. A proteção acabou. O escudo caiu. E o elenco precisará responder sem a blindagem do ídolo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="421" data-id="115700" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134149434988248003-16-e1771961599912.jpg" alt="Somando as duas passagens pelo River Plate, Marcelo Gallardo contabiliza 497 jogos no comando do River, com 258 vitórias, 139 empates e 100 derrotas, além de 14 títulos, incluindo duas Copa Libertadores." class="wp-image-115700"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Considerando as duas passagens pelo River Plate, Marcelo Gallardo coleciona 497 jogos, com 258 vitórias, 139 empates, 100 derrotas, além de 14 títulos, incluindo duas Copa Libertadores.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O grupo colorado, aliás, é experiente. Lucas Martínez Quarta, Paulo Díaz, Sebastián Driussi, Juan Fernando Quintero e Kevin Castaño, acumulam vivência internacional. Há ainda quatro campeões do mundo pela Argentina no Catar 2022: Franco Armani, Gonzalo Montiel, Marcos Acuña e Germán Pezzella. Não se trata de um elenco jovem e imaturo. Trata-se de um grupo rodado, acostumado a decisões. Justamente por isso, a cobrança tende a ser ainda mais severa.</p>



<p class="has-medium-font-size">O problema é que o desempenho coletivo não acompanha a experiência individual. A defesa tem se mostrado vulnerável, concedendo espaços e cometendo erros posicionais. O meio-campo carece de criatividade, circula a bola de forma previsível, com passes laterais e ritmo lento. O ataque desperdiça oportunidades claras e demonstra falta de confiança nos momentos decisivos. O River, hoje, parece uma equipe desconectada de sua própria identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">A ausência de Juan Fernando Quintero agrava esse cenário. O camisa 10, lesionado, participou de quatro dos cinco gols do time até aqui na temporada e era o cérebro criativo do River Plate. Seu passe vertical, sua leitura de jogo e sua ousadia eram diferenciais raros. Sem ele, os <em>Millonarios</em> perdem profundidade e imprevisibilidade. Ficam ainda mais dependentes de jogadas individuais ou de bolas paradas.</p>



<p class="has-medium-font-size">A pressão, portanto, não é apenas tática. É emocional. A saída de Marcelo Gallardo dobra a carga psicológica sobre o elenco. O limite de tolerância da torcida se aproxima do zero. Cada erro será amplificado. Cada empate será tratado como fracasso. Até mesmo os jovens das categorias de base — como Ruberto, Subiabre, Lencina, Rivero e companhia — sentirão o peso de vestir uma pesadíssima camisa que exige resposta imediata.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Un mensaje de Marcelo Gallardo para todos los hinchas de River 🤍❤️🤍 <a href="https://t.co/byDSJdcnOY">pic.twitter.com/byDSJdcnOY</a></p>&mdash; River Plate (@RiverPlate) <a href="https://twitter.com/RiverPlate/status/2026088224628564297?ref_src=twsrc%5Etfw">February 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O próximo treinador herdará um desafio complexo. Nomes como Hernán Crespo, Santiago Solari, Ariel Holan, Eduardo Coudet, Gabriel Milito, Pablo Aimar, Diego Placente e Ramón Díaz surgem no radar. Crespo, atualmente no São Paulo, aparece como favorito. Nota-se que quase todos possuem ligação histórica com o River Plate, o que reforça a busca por identidade e pertencimento. Mas assumir esse cargo agora significa administrar expectativas gigantescas e um ambiente pressionado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Há ainda um agravante institucional: o River não disputa a Copa Libertadores este ano depois de participações ininterruptas desde 2015, quando sagrou-se tricampeão. Um reflexo direto do desempenho abaixo das expectativas desde o retorno de Marcelo Gallardo. Para um clube acostumado a competir no topo do continente, a ausência pesa. Financeiramente, esportivamente e simbolicamente. Os <em>Millonarios</em> precisarão reconstruir sua trajetória sem o palco internacional que marcou sua era mais gloriosa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Começa, portanto, a era pós-Gallardo. Uma fase que exige maturidade coletiva, resposta técnica e força mental. O ídolo sai pela porta da frente da história, mesmo com o gosto amargo desta despedida. Sua estátua permanece como lembrança eterna do que foi construído. Agora, cabe aos jogadores e ao novo comandante provar que o River Plate é maior do que qualquer ciclo — e que, mesmo quando o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, a instituição ainda pode encontrar nova energia para iluminar o Monumental.</p>
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		<title>O bom filho a casa torna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 16:37:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O efeito causado quando, de forma inesperada, Marcelo Gallardo anunciou que deixaria o comando técnico do River Plate às vésperas do término da temporada de 2022, era similar a de uma devastadora bomba explodindo em Núñez, afinal, o maior treinador da história do clube estava de saída. Foram longos oito anos de um glorioso trabalho [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O efeito causado quando, de forma inesperada, Marcelo Gallardo anunciou que deixaria o comando técnico do River Plate às vésperas do término da temporada de 2022, era similar a de uma devastadora bomba explodindo em Núñez, afinal, o maior treinador da história do clube estava de saída.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foram longos oito anos de um glorioso trabalho composto por 14 conquistas, dentre os principais, dois troféus da Libertadores, um da Sul-Americana, um título argentino, além de três taças da Copa da Argentina. Consequentemente, a idolatria de Marcelo Gallardo, que já era grande desde os tempos em que ele defendia as cores do River Plate dentro das quatro linhas, aumentou ainda mais em relação a torcida. </p>



<p class="has-medium-font-size">Decerto, <em>El Muñeco</em> vislumbrava repetir na Europa o sucesso alcançado à frente do River Plate. Deste modo, em alta, ele iniciou o ano de 2023 aguardando propostas de gigantes do futebol europeu, porém o máximo que recebeu foram ofertas de clubes de segundo escalão. Não satisfeito, Marcelo Gallardo aceitou se aventurar na Arábia Saudita — é claro, por altíssimas cifras —, onde teve uma péssima passagem de míseros 33 jogos e 14 derrotas pelo Al-Ittihad.  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="1024" height="771" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/07/12-7-1024x771.jpg" alt="" data-id="96519" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/07/12-7-e1722356992266.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=96519" class="wp-image-96519"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Anunciado em novembro de 2023, Marcelo Gallardo foi demitido do Al-Ittihad no mês passado, depois de uma decepcionante 5ª colocação na Saudi Pro League.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Paralelamente, Martín Demichelis, que ainda dava os primeiros passos na carreira como treinador ao dirigir o time B do Bayern de Munique, aceitou o desafio de suceder Marcelo Gallardo no clube de formação e pelo qual atuou de 2001 a 2003, em 70 jogos. Ou seja, antes de se transferir ao <em>Gigante da Baviera</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Considerado um dos treinadores mais promissores do futebol argentino, Martín Demichelis ergueu os canecos da Liga Argentina, do Troféu dos Campeões, e venceu os dois clássicos disputados contra o Boca Juniors em seu primeiro ano comandando o River Plate, dando sequência ao ótimo trabalho desenvolvido pelo antecessor Marcelo Gallardo, apesar das más campanhas nas copas, incluindo a Libertadores — em que foi superado pelo Internacional, nas oitavas-de-final.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o declínio de Martín Demichelis teve início a partir de sua segunda temporada em Núñez. Embora campeão da Supercopa da Argentina ao derrotar o Estudiantes, o River Plate caiu por 3 a 2, de virada, diante do Boca Juniors nas quartas-de-final da Copa da Liga Argentina em Córdoba, amargurando uma duríssima queda para o rival que viria a ser eliminado na semifinal.</p>



<p class="has-medium-font-size">Posteriormente, o River Plate se despediu da Copa da Argentina nas oitavas-de-final ao perder do modesto Temperley, da segunda divisão, sofrendo o segundo revés seguido em um importante mata-mata. E para piorar a situação, no compromisso seguinte os pupilos de Martín Demichelis foram derrotados por 1 a 0 pelo Argentinos Juniors, em partida válida pela 3ª rodada da Liga Argentina.  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O desempenho do River Plate na fase de grupos da Conmebol Libertadores:<br>( 2015 &#8211; 2023)<br><br>• 2015 &#8211; 2° ✅ 🏆<br>• 2016 &#8211; 1° ✅<br>• 2017 &#8211; 1° ✅<br>• 2018 &#8211; 1° ✅ 🏆<br>• 2019 &#8211; 2° ✅ 🥈<br>• 2020 &#8211; 1° ✅<br>• 2021 &#8211; 2° ✅<br>• 2022 &#8211; 1° ✅<br>• 2023 &#8211; 2° ✅ <a href="https://t.co/3M2JGoZWGo">pic.twitter.com/3M2JGoZWGo</a></p>&mdash; 4bfootball (@4bfootbal) <a href="https://twitter.com/4bfootbal/status/1796259583939272803?ref_src=twsrc%5Etfw">May 30, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, as vitórias sobre Deportivo Tachira (2 a 0) e Tigre (3 a 1) não amenizaram o clima de tensão pelos lados de Núñez, ao contrário, já que a pressão sobre Martín Demichelis cresceu depois da derrota por 2 a 0 para o recém-promovido Deportivo Riestra. Ainda assim, a permanência do jovem treinador de 43 anos de idade foi confirmada antes da pausa no calendário argentino em decorrência da Copa América.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na realidade, a expectativa da diretoria riverista era a melhora do time após a realização da inter-temporada, aliada a chegada de novos reforços. Todavia, o suado empate em 2 a 2 frente o Lanus em pleno Monumental de Núñez, já evidenciava que os <em>Millonarios</em> não haviam evoluído, o que acabou se comprovando na derrota por 2 a 1 ante o Godoy Cruz.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, a demissão de Martín Demichelis foi confirmada horas antes do jogo do último domingo (28) contra o Sarmiento, ainda que o seu contrato fosse válido até dezembro de 2025. Logo, o gol salvador do novato Franco Mastantuono, aos 42 minutos da etapa final, ao menos determinou um adeus triunfal do ex-zagueiro cuja trajetória pelo River Plate ficou marcada por 51 vitórias, 18 empates, 17 derrotas, e três títulos em 86 partidas, ou 620 dias.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">A partir de una decisión tomada de común acuerdo con las máximas autoridades del Club, Martín Demichelis ha dejado su cargo de entrenador del plantel profesional. <br><br>Dirigirá este domingo su último partido como entrenador del primer equipo. <br><br>River Plate agradece a Demichelis por… <a href="https://t.co/hqaxglpyjS">pic.twitter.com/hqaxglpyjS</a></p>&mdash; River Plate (@RiverPlate) <a href="https://twitter.com/RiverPlate/status/1817316240224137649?ref_src=twsrc%5Etfw">July 27, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, além do desempenho irregular e do alto grau de reprovação por parte da torcida, a rápida saída de Martín Demichelis também tem outra explicação: Marcelo Gallardo. Pois é, livre no mercado desde que deixou o Al-Ittihad, o ex-treinador do River Plate viu com bons olhos a possibilidade de retornar ao clube após um ano e meio, especialmente porque as portas do mercado europeu se fecharam devido ao pífio trabalho no futebol saudita. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, por mais que Marcelo Gallardo tenha regressado à Argentina menor do que quando saiu, para os torcedores colorados ele será o eterno ídolo de sempre. E levando em consideração todo o legado contruído entre 2014 e 2022, é impossível não imaginarmos o River Plate retomando o caminho das vitórias, dos títulos e do bom futebol após o seu retorno.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que Marcelo Gallardo terá duas semanas inteiras para treinar o River Plate, a julgar que os dois próximos compromissos do time ocorrerão apenas aos finais de semana. Em seguida, os <em>Millonarios</em> terão o Talleres pela frente o jogo de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores, lembrando que se eles avançarem de fase enfrentarão o vencedor do confronto envolvendo as equipes de Colo-Colo e Junior Barranquilla.</p>



<p class="has-medium-font-size">Já na Liga Argentina, o River Plate ocupa a 9ª colocação na tabela com 13 pontos, separado a cinco do atual líder Huracán. Entretanto, como foram realizadas somente 8 rodadas até o momento na competição, é inegável que as chances da conquista do bi argentino aumentarão com a chegada de Marcelo Gallardo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, apenas o impacto inicial do típico exemplo de que &#8220;o bom filho a casa torna&#8221;, já sinaliza que tudo mudou pra melhor no River Plate antes mesmo da reestreia de Marcelo Gallardo. </p>
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		<title>O monumental River Plate, de Martín Demichelis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jul 2023 16:12:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Superliga terminou mais cedo para o River Plate nesta temporada, mais especificamente com duas rodadas de antecedência, visto que a vitória por 3 a 1 sobre o Estudiantes no Monumental de Núñez, rendeu aos Milionários a conquista do 38º título argentino de sua história. Aliás, a campanha do River Plate na Superliga retrata a [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A Superliga terminou mais cedo para o River Plate nesta temporada, mais especificamente com duas rodadas de antecedência, visto que a vitória por 3 a 1 sobre o Estudiantes no Monumental de Núñez, rendeu aos <em>Milionários</em> a conquista do 38º título argentino de sua história.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, a campanha do River Plate na Superliga retrata a legitimidade dos campeões, a julgar pelos 76% de aproveitamento dos comandados de Martín Demichelis na competição, decorrentes das 18 vitórias, 3 empates e quatro derrotas obtidas em 25 jogos disputados, ou então pelos nove pontos de vantagem em relação ao vice-colocado Talleres.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, fica evidente que o River Plate foi capaz de manter o alto padrão de jogo mesmo após a saída do eterno ídolo e multi-campeão Marcelo Gallardo, algo que só foi possível em virtude do excelente trabalho realizado por Martín Demichelis, contratado junto ao time &#8220;B&#8221; do Bayern de Munique no início do ano, ou seja, sendo uma verdadeira aposta do clube argentino. </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, vale ressaltar que dentre as 14 taças conquistadas por Marcelo Gallardo à frente do River Plate, somente uma correspondia a Superliga, o que demonstra o quão difícil é vencer o torneio e, apesar disso, Martín Demichelis o fez em apenas 197 dias no cargo. Quer dizer, um feito mais o que suficiente para espantar toda a desconfiança gerada em torno dos torcedores riverplatenses por conta da saída de &#8220;El Muñeco&#8221; depois de nove anos à beira do banco de reservas do Monumental de Núñez. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="1024" height="752" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4-1-1024x752.jpg" alt="" data-id="78534" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4-1-e1689687428638.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=78534" class="wp-image-78534"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Belgrano, Arsenal de Sarandí, Talleres e Barracas Central, estes foram os únicos adversários que derrotaram o River Plate na atual edição da Superliga. Curiosamente, todos venceram os <em>Milionários</em> por 2 a 1.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, mas apesar do curto tempo de trabalho já é possível afirmar que o River Plate acertou em cheio ao escolher Martín Demichelis para suceder Marcelo Gallardo no comando da equipe, sobretudo porque o ex-zagueiro também escreveu uma gloriosa história vestindo a camisa do clube em campo e, agora fora das quatro linhas, rapidamente ergueu o caneco da Superliga em função da dominância e da ofensividade de seu time, isto é, trajetória e atributos similares aos do antecessor. </p>



<p class="has-medium-font-size">Inclusive, Martín Demichelis chegou a afirmar na entrevista coletiva concedida após o revés sofrido diante do Barracas Central por 2 a 1, que nenhum resultado ou fase negativa o convenceria a mudar o estilo de jogo dominante e ofensivo presente no DNA dos <em>Milionários</em>. Consequentemente, a equipe de Núñez é dona do melhor ataque da Superliga com 45 tentos, registrando uma média de 1,8 gol marcado por partida no campeonato.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, outro ponto positivo no trabalho do jovem treinador de 42 anos de idade foi tirar o máximo possível dos jogadores em campo, em especial de algumas peças que tinham pouquíssimo espaço sob o comando de Marcelo Gallardo, como é o caso de Rodrigo Aliendro. Desde o ano passado no River Plate, o ex-volante do Colón integrou um fortíssimo trio de meio-campo ao lado de Enzo Pérez e Nacho Fernández, sendo fundamental tanto na marcação quanto no apoio ao ataque.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além de Rodrigo Aliendro, Lucas Beltrán também destacou-se sob a batuta de Martín Demichelis ao liderar a artilharia do River Plate na Superliga com 11 gols, substituindo com maestria o ex-atacante Julián Álvarez. Não à toa, os renomados Salomón Rondón e Miguel Borja, passaram a maior parte da temporada entre os reservas.  </p>



<p class="has-medium-font-size">A acentuada evolução dos inconstantes Milton Casco e Ezequiel Barco também contribuiu para o sucesso do time que já tinha uma consolidada base formada por Franco Armani, Leandro González Pírez, Enzo Pérez e Nicolás de la Cruz, e um qualificado plantel composto pelos suplentes Emanuel Mammana, Matías Kranevitter, Bruno Zuculini, Augistín Palavecino, Pablo Solari, Matías Suárez, além dos já citados Miguel Borja e Salomón Rondón.    </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Este time tem semelhanças com a história do River, nos sentimos representados. Por vezes, o resultado pode não ser o melhor, mas sempre seremos protagonistas em todos os campos. Às vezes iremos buscar essa dominância de outra forma, mas sempre sendo protagonistas&#8221;.</p><cite>Martín Demichelis, treinador do River Plate</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">Não obstante, o Monumental de Núñez também teve papel primordial na caminhada dos <em>Milionários</em> rumo ao título argentino, afinal, o estádio do River Plate ganhou uma nova atmosfera depois da obra de modernização na qual todo setor do anel inferior foi estendido para mais próximo do campo onde ficava a antiga pista olímpica.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">DALE CAMPEÓN ⚪️❤️⚪️ <a href="https://t.co/PKqfvmyYPx">pic.twitter.com/PKqfvmyYPx</a></p>&mdash; River Plate (@RiverPlate) <a href="https://twitter.com/RiverPlate/status/1680716110407057408?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Por anos, o Monumental de Núñez foi considerado pelos oponentes como um campo neutro devido ao seu enorme tamanho e a longa distância que separava os torcedores do gramado, ao contrário dos &#8220;caldeirões&#8221; El Cilindro, Bombonera, Nuevo Gasómetro, ou do antigo La Doble Visera e atual Libertadores da América.</p>



<p class="has-medium-font-size">Somando todos estes elementos ao fato do Monumental de Núñez estar situado em um bairro nobre de Buenos Aires, a seleção argentina costumava mandar a maioria dos jogos na casa do River Plate que, nesta temporada, apresentou-se totalmente remodelado e, fazendo jus ao nome, monumental. Como resultado, os <em>Milionários</em> são detentores da melhor campanha como mandantes na Superliga, contabilizando 11 vitórias e uma mísera derrota atuando em seus domínios.</p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, os campeões argentinos somente cumprirão tabela nas duas rodadas finais da Superliga contra Rosario Central (f) e Racing (c), tendo antes um importante confronto neste meio de semana frente o Talleres pela Copa da Argentina. Em seguida, nos dias primeiro e 08 de agosto, eles enfrentarão o Internacional pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores, o que significa, dentre outras coisas, que a inédita conquista da tríplice coroa segue na mira do monumental River Plate, de Martín Demichelis. </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



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		<title>Noventa minutos para o fim da era Marcelo Gallardo no River Plate</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 18:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Argentino]]></category>
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<h6 class="wp-block-heading">Oito anos, diversos títulos, vitórias, recordes, alegrias, desilusões, e muita paixão. Pois é, está chegando ao fim a marcante trajetória de Marcelo Gallardo à frente do River Plate.  </h6>



<p class="has-medium-font-size">Apesar da expressiva carreira como atleta do River Plate, nem o mais fanático dos torcedores <em>millonarios</em> imaginava que Marcelo Gallardo construiria uma história ainda mais significativa como treinador da equipe. Entretanto, a gigantesca festa feita pela torcida, dotada de um sentimento misto de exultação e nostalgia no encontro diante do Rosario Central que marcou a despedida de <em>Muñeco</em> do Monumental de Núñez, retrata o tamanho de Gallardo no clube argentino.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar, que Marcelo Gallardo conquistou o montante de 14 títulos em quase uma década à frente do River Plate, dentre os quais se destacam as duas taças da Copa Libertadores (2015 e 2018). Todavia, não foram somente voltas olímpicas que tornaram a passagem do treinador de 46 anos de idade em uma verdadeira era no clube de Núñez, a julgar pelas vitórias, alegrias, decepções, além de notáveis embates contra o rival Boca Juniors neste período.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="671" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2022/10/wall-23-1024x671.jpg" alt="" data-id="63485" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2022/10/wall-23-e1666104329494.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=63485" class="wp-image-63485"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Marcelo Gallardo conduziu o River Plate ao título da Copa Libertadores de 2018, conquistada após a épica vitória por 3 a 1 frente o Boca Juniors, no estádio Santiago Bernabéu.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, a despedida oficial de Marcelo Gallardo do River Plate ocorrerá na partida do próximo domingo (23) diante do Racing, em Avellaneda, válido pela última rodada da Superliga da Argentina, lembrando que os <em>millonarios</em> ocupam a quarta colocação na tabela da competição com 44 pontos, isto é, quatro a menos em relação ao líder Boca Juniors. </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer forma, o diretor de futebol e ídolo do River Plate, Enzo Francescoli, já está em busca de um novo comandante. Inclusive, diversos nomes estão sendo especulados para ocupar o posto de Marcelo Gallardo a partir de 2023, como são os casos de Marcelo Bielsa, Ricardo Gareca, Santiago Solari, Eduardo Coudet, Mono Burgos, Hernán Crespo, Martín Demichelis, e até Pablo Aimar.  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="753" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2022/10/wall-24-1024x753.jpg" alt="" data-id="63502" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2022/10/wall-24-e1666106710964.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=63502" class="wp-image-63502"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Com excessão ao Torneio Mundial de Clubes da Fifa, Marcelo Gallardo ergueu todos os canecos possíveis no comando do River Plate.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, Martín Demichelis é o que aparece mais próximo de assumir o comando técnico do River Plate, em especial por ser uma indicação do próprio Marcelo Gallardo, além, é claro, de sua forte identificação junto ao clube. Caso isso se confirme, o atual treinador da equipe &#8220;B&#8221; do Bayern de Munique provavelmente terá Leonardo Ponzio como gerente, e dirigirá o plantel composto pelos velhos conhecidos Germán Lux e Javier Pinola. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>É um duro golpe para todos no River por tudo o que Gallardo significou, ele tomou as rédeas não apenas da parte tática ou técnica, como de <em>outros departamentos</em>.&nbsp;É importante que o sucessor esteja ligado a muitas coisas que ele (Gallardo) era responsável&#8221;, disse Enzo Francescoli.</p></blockquote>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, Martín Demichelis também se enquadra no perfil do River Plate por ser adepto de um estilo de jogo ofensivo e detentor de uma mentalidade vencedora, ou seja, características similares as de Marcelo Gallardo. Para finalizar, embora o destino do técnico argentino ainda seja incerto, o que se sabe é que ele pretende trabalhar na Europa. Contudo, de concreto mesmo é que a memorável trajetória de Gallardo no River está a noventa minutos do fim.     </p>
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