Copa do Mundo

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Zinedine Zidane assume a França e inicia uma nova era rumo à Copa de 2030

A seleção francesa inicia um dos capítulos mais aguardados de sua história recente. Depois de quatorze anos sob o comando de Didier Deschamps, chegou o momento de uma mudança que parecia inevitável e que, durante anos, alimentou debates entre torcedores, imprensa e ex-jogadores. A sucessão finalmente aconteceu com a confirmação de Zinedine Zidane como novo treinador dos Bleus. Trata-se de uma troca que vai muito além da simples substituição de um técnico. É a passagem de bastão entre duas lendas do futebol francês, ambas campeãs do mundo como atletas e agora unidas pelo mesmo objetivo: manter a França entre as maiores potências do planeta. Didier Deschamps encerra sua trajetória deixando uma herança extremamente relevante. Durante esse longo período, conduziu a França ao título da Copa do Mundo de 2018 e também levantou a taça da Liga das Nações da UEFA 2020-21, consolidando um dos ciclos mais vitoriosos da história da…

Itália inicia ciclo para 2030 em meio ao caos e velhos fantasmas

O dia 24 de junho de 2014 carrega um peso que parece aumentar a cada ano para o torcedor italiano. Foi naquela tarde, em Natal, na derrota por 1 a 0 diante do Uruguai — gol do já aposentado Diego Godín —, que a Itália entrou em campo pela última vez em uma Copa do Mundo. Pois é, já se passaram 12 anos desde então e, no intervalo, uma das camisas mais pesadas da história do futebol mundial transformou a ausência no principal torneio de seleções do planeta em algo assustadoramente habitual. Como costumo dizer, uma vez pode ser acidente de percurso, duas vezes já é incompetência, mas três vezes começa a representar uma realidade e, por mais dolorosa que seja para um país tetracampeão mundial, a condição atual é exatamente esta: disputar uma Copa do Mundo deixou de ser uma certeza aos italianos. Depois de ficar fora de 2018…

Jürgen Klopp assume a Alemanha com a missão de reconstruir uma potência

A eliminação diante do Paraguai encerrou não apenas a participação alemã na Copa do Mundo de 2026, mas também um ciclo que jamais conseguiu devolver à Mannschaft a grandeza esperada. A derrota nos pênaltis, depois do empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, colocou ponto-final na passagem de Julian Nagelsmann pelo comando da Alemanha. No geral, foram somente 37 partidas de Julian Nagelsmann à frente da Alemanha (23V-7E-7D), que até apresentou momentos de evolução, porém esteve distante de recuperar a autoridade que durante décadas transformou a camisa alemã em sinônimo de respeito nas principais competições. Depois de duas eliminações consecutivas ainda na fase de grupos dos Mundiais anteriores, superar o primeiro estágio desta vez representou muito pouco. Para um país tetracampeão do mundo, simplesmente avançar uma rodada jamais poderia ser considerado suficiente. Não à toa, Julian Nagelsmann deixa o cargo carregando também as frustrações acumuladas nos torneios disputados. Na…

Portugal aposta em Jorge Jesus para transformar talento em futebol até 2030

O empate por 1 a 1 entre Portugal e República Democrática do Congo, logo na estreia da Copa do Mundo de 2026, talvez tenha sido o primeiro aviso de que alguma coisa não funcionava como deveria. Não necessariamente pelo resultado — afinal, Copas do Mundo são historicamente terrenos férteis para surpresas —, mas pela maneira como Portugal se apresentou. A estratégia de Roberto Martínez de manter Portugal o máximo de tempo possível em Oeiras (Lisboa) antes de viajar para o Mundial não produziu os efeitos imaginados. Os lusitanos chegaram cercados por expectativas, carregando uma das gerações tecnicamente mais qualificadas de sua história recente, mas nunca conseguiram transformar tamanho talento individual em uma seleção verdadeiramente dominante. E quando uma equipe possui tantas peças e ainda assim parece menor do que a soma delas, inevitavelmente os olhos se voltam para quem está à beira do campo. A goleada por 5 a 0…

O fim da Scaloneta: a última dança de Messi e o encerramento de uma era na Argentina

As lágrimas de Lionel Messi após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 diziam muito mais do que qualquer discurso. Depois, Lionel Scaloni também não conseguiu conter o choro durante a entrevista coletiva. Naquele momento, antes mesmo das explicações formais, todos já compreendiam o significado daquela cena. Não era apenas a dor provocada por um vice-campeonato mundial. Era o encerramento de uma história construída durante quase oito anos, marcada por conquistas, reconstrução e pertencimento. A Espanha ficou com a taça, mas o apito final também decretou o término simbólico da Scaloneta. A saída de Lionel Scaloni provavelmente ocorrerá em dezembro de 2026, quando termina o contrato do treinador, o que significa que a decisão disputada em solo norte-americano representou o verdadeiro ponto final de sua trajetória. A despedida também coincide com a última participação de Lionel Messi em uma Copa…

Espanha, campeã mundial 2026

O empate sem gols diante de Cabo Verde, logo na estreia da Copa do Mundo de 2026, abriu uma inesperada janela de desconfiança sobre a Espanha. De um lado estava uma seleção apontada entre as principais candidatas ao título; do outro, um oponente que fazia sua primeira participação na história do torneio. Naquele momento, o 0 a 0 parecia oferecer argumentos suficientes para quem questionava a capacidade espanhola de transformar favoritismo em protagonismo. No entanto, o que poucos poderiam prever é que aquela atuação sem brilho seria apenas o primeiro capítulo de uma trajetória completamente diferente. Copas do Mundo não são necessariamente vencidos por quem começa melhor. Muitas vezes, pertencem a quem consegue compreender seus próprios erros, corrigir rotas e crescer enquanto os adversários ficam pelo caminho. A Espanha fez exatamente isso. E, dezesseis anos depois de sua primeira conquista, voltou a dar a volta olímpica. A campanha terminou invicta,…

Do sonho ao pesadelo: Inglaterra sofre virada histórica e dá adeus à Copa de 2026

A Inglaterra desembarcou em solo norte-americano carregando uma confiança que parecia improvável poucas semanas antes do início da Copa do Mundo. Depois de uma preparação cercada por dúvidas, críticas e desconfiança, os Three Lions cresceram justamente quando a competição entrou em sua fase mais exigente. As vitórias sobre o México e a Noruega no estágio eliminatório devolveram ao torcedor a esperança de que o longo jejum iniciado em 1966 finalmente pudesse terminar. Havia qualidade individual, força física, juventude e experiência suficientes para imaginá-los novamente em uma final mundial. Durante boa parte da semifinal contra a Argentina, esse sonho pareceu bastante possível. Porém, em apenas cinco minutos, a Inglaterra transformou expectativa em frustração e terminou derrotada por 2 a 1, de virada. Nem tudo foi fracasso na campanha inglesa, e seria injusto reduzir a trajetória apenas ao desfecho doloroso da semifinal. O English Team chegou entre as quatro melhores seleções do…

França volta a cair diante da Espanha e vê o sonho do tri se tornar um pesadelo

Freguês. Segundo o dicionário Michaelis, é o indivíduo que frequenta determinado local com habitualidade, alguém que retorna repetidamente ao mesmo estabelecimento ou um consumidor constante. No futebol, porém, a palavra costuma ganhar outro significado. Ela passa a representar uma equipe que, repetidas vezes, encontra o mesmo adversário em momentos decisivos e acaba deixando o campo derrotada. Nos últimos anos, nenhum exemplo ilustra melhor essa definição do que o confronto entre França e Espanha. Pela terceira competição consecutiva, os espanhóis eliminaram os franceses em uma semifinal, consolidando um retrospecto que já começa a se transformar em uma verdadeira freguesia. Tudo começou na Eurocopa de 2024, quando a Espanha derrotou a França por 2 a 1 na semifinal e seguiu rumo ao título continental. No ano seguinte, pela Liga das Nações da UEFA, novo encontro entre as duas seleções e outra vitória espanhola, desta vez por um eletrizante 5 a 4, em…

Marrocos confirma sua evolução e deixa a Copa de 2026 vislumbrando um futuro promissor

Três anos e meio depois de escrever um dos capítulos mais marcantes da história das Copas do Mundo ao alcançar uma inédita semifinal no Catar, a seleção marroquina voltou aos holofotes cercada por expectativas. A campanha de 2022 deixou de ser encarada como um acontecimento isolado para se transformar em um novo parâmetro para os Leões do Atlas, que desembarcaram na América do Norte carregando o peso de provar que pertenciam definitivamente ao primeiro escalão do futebol mundial. Nem mesmo o vice-campeonato da Copa Africana de Nações ou as importantes baixas de Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli, ambos lesionados às vésperas da competição, diminuíram a confiança em torno de Marrocos. A mudança no comando técnico, inclusive, também despertava dúvidas. Walid Regragui havia se tornado um símbolo nacional após conduzir o país ao histórico quarto lugar em 2022, mas a federação apostou em Mohamed Ouahbi em março devido ao vice na…

Remando para novos horizontes: a campanha histórica da Noruega na Copa de 2026

Durante décadas, a Noruega ocupou um espaço discreto no futebol internacional. Embora já tivesse revelado bons jogadores e participado de três Copas do Mundo anteriormente, a seleção escandinava jamais conseguiu transformar seu potencial em uma campanha realmente memorável. No entanto, a realidade é que esse cenário mudou definitivamente em 2026, tendo em vista que a Noruega alcançou pela primeira vez as quartas-de-final de um Mundial. Eliminando o Brasil nas oitavas e competindo em alto nível contra algumas das maiores potências do planeta, os Vikings deixaram a América do Norte muito maiores do que chegaram, consolidando a melhor campanha de sua história no torneio. Os primeiros sinais de que algo especial poderia acontecer apareceram ainda nas Eliminatórias. A Noruega encerrou sua caminhada com oito vitórias em oito partidas, desempenho perfeito que chamou a atenção pela consistência apresentada durante toda a competição. Muito além dos resultados, os noruegueses demonstraram organização coletiva, intensidade…

Na força do coração: Argentina está entre as oito melhores seleções da Copa de 2026

A classificação da Argentina para as quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026 ficará marcada como um daqueles capítulos que ajudam a explicar por que a camisa albiceleste continua carregando tanto peso na história do futebol. Depois de uma campanha tranquila na fase de grupos, quando enfrentou Argélia, Áustria e Jordânia, os pupilos de Lionel Scaloni finalmente foram colocados à prova diante de adversários capazes de levá-la ao limite. E foi justamente quando deixou a zona de conforto que a seleção argentina revelou suas maiores virtudes, mas também expôs defeitos que podem custar caro na sequência do torneio. Os confrontos eliminatórios contra Cabo Verde e Egito mostraram uma Argentina completamente diferente daquela vista na primeira fase. Se antes a superioridade técnica permitia controlar os jogos com relativa tranquilidade, agora o roteiro passou a ser de sofrimento, tensão e imprevisibilidade. Em ambos os duelos, os atuais campeões mundiais precisaram recorrer à…

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