Oito anos depois, o clube galego retorna à elite com um mercado ambicioso, cinco pontos em três rodadas e a esperança de reconstruir o caminho do inesquecível Súper Dépor. Durante oito anos, o Estádio de Riazor pareceu guardar dentro de suas arquibancadas o eco de um passado distante. O Deportivo La Coruña, campeão espanhol, protagonista europeu e símbolo de uma Galícia orgulhosa, precisou atravessar divisões inferiores antes de reencontrar a elite. Nesse período, viveu duas quedas, dificuldades econômicas, sucessivas trocas no comando técnico e a dolorosa sensação de ter desaparecido do mapa principal do futebol. A vitória por 2 a 0 sobre o Valladolid, ainda sob a chuva, confirmou o acesso na penúltima rodada da Segunda Divisão e encerrou uma ausência iniciada com o rebaixamento de 2018. Mais do que subir, porém, o Dépor regressou para recuperar uma identidade que jamais deixou de existir na memória de sua gente. A…
Mourinho reencontra o Real Madrid — e talvez a si mesmo
Com três vitórias, dez gols e 100% de aproveitamento, o treinador português inicia sua segunda passagem pelo Santiago Bernabéu recuperando competitividade, confiança e protagonismo. José Mourinho precisou retornar ao Santiago Bernabéu para alcançar algo que não havia conseguido sequer durante sua primeira passagem pela capital espanhola: vencer as três rodadas iniciais de uma edição de La Liga. O começo perfeito nasceu de um triunfo dramático por 2 a 1 sobre o Espanyol, fora de casa, e ganhou contornos mais convincentes nas goleadas diante de Real Sociedad (4×1) e Málaga (4×0). São nove pontos, dez gols marcados e apenas dois sofridos. Números ainda pequenos diante de uma temporada inteira, mas suficientemente expressivos para anunciar que o português voltou disposto a escrever uma história diferente em Madrid. O Real Madrid aparece com 100% de aproveitamento e divide a liderança com o Barcelona após o encerramento da terceira rodada. Entretanto, a classificação explica…
Revolução no Principado
Filipe Luís muda a identidade do Monaco, supera o Olympique de Marseille e inicia sua trajetória europeia com quatro vitórias consecutivas. O novo Monaco de Filipe Luís começa a dar sinais de que pode ser muito mais competitivo do que se imaginava antes do início da temporada. Depois de estrear na Ligue 1 vencendo o Le Havre por 1 a 0 fora de casa, a equipe encarou seu primeiro verdadeiro teste diante do Olympique de Marseille. O adversário havia aplicado uma goleada por 4 a 0 sobre o Strasbourg na rodada inaugural, aumentando a expectativa em torno do encontro no Principado. No entanto, no estádio Louis-II, foram os monegascos que demonstraram maior organização, intensidade e capacidade para controlar os momentos decisivos. O triunfo por 2 a 0 manteve o Monaco com 100% de aproveitamento e ainda colocou o clube na liderança isolada da Ligue 1 após duas jornadas. Mais importante…
Marseille renasce sob o comando de Bruno Génésio e desafia a hegemonia do PSG
Depois de uma temporada marcada por conflitos e instabilidade, o Olympique goleia o Strasbourg no Vélodrome e recupera a esperança. A caminhada do Olympique de Marseille em busca do fim da hegemonia parisiense começou de maneira praticamente perfeita no Stade Vélodrome. Diante de uma torcida que passou os últimos meses entre a frustração e a desconfiança, a equipe comandada por Bruno Génésio goleou o Strasbourg por 4 a 0. O resultado representou muito mais do que três pontos conquistados na abertura da Ligue 1. Houve uma demonstração de força coletiva, um reencontro com a própria identidade e, sobretudo, a sensação de que o turbulento capítulo anterior finalmente ficou para trás. Dezesseis anos depois do último título francês, alcançado na temporada 2009-10, a esperança volta a circular pelas arquibancadas marselhesas. Seria essa atuação apenas uma empolgação passageira ou o primeiro sinal de uma candidatura verdadeiramente capaz de ameaçar o Paris Saint-Germain?…
Roma: o novo exército de Gasperini está pronto para conquistar a Itália?
Após recolocar os giallorossi na Champions League, treinador ganha reforços importantes, goleia a Fiorentina e inicia sua segunda temporada de olho no Scudetto. A primeira temporada de Gian Piero Gasperini no comando da Roma terminou de maneira indiscutivelmente positiva, visto que a terceira colocação na Serie A devolveu o clube à Champions League depois de sete longos anos de ausência. Mais do que cumprir um objetivo esportivo, a classificação representou a reconstrução da confiança de uma torcida acostumada a viver entre grandes expectativas e frequentes frustrações. Contratado há um ano, após uma passagem histórica pela Atalanta, o Gian Piero Gasperini chegou à capital italiana carregando ideias próprias e uma identidade impossível de confundir. Em poucos meses, transformou um conjunto irregular em uma equipe competitiva, intensa e consciente daquilo que deveria fazer dentro de campo. Como nas antigas construções romanas, o primeiro passo não foi erguer monumentos, mas estabelecer alicerces suficientemente…
Manchester United começa uma nova temporada repetindo velhos problemas
Os anos passam, os treinadores mudam e novas promessas ocupam o espaço deixado pelas antigas decepções. No entanto, quando a Premier League recomeça, o Manchester United parece encontrar uma maneira diferente de contar a mesma história. A derrota por 2 a 0 para o Hull City não representa uma sentença definitiva sobre Michael Carrick, mas expõe problemas conhecidos demais para serem tratados como simples acidentes de percurso. Todo início de temporada traz consigo a possibilidade simbólica de uma reconstrução, especialmente em um clube que procura reencontrar a própria identidade desde a aposentadoria de Alex Ferguson, em 2013. Em Old Trafford, porém, a esperança tem convivido perigosamente com uma repetição quase mecânica de erros, frustrações e diagnósticos adiados. Desta vez, o entusiasmo estava concentrado em Michael Carrick, efetivado após assumir interinamente o cargo deixado por Rubén Amorim em janeiro. E tudo porque o ex-meio-campista do Manchester United conduziu os Red Devils…
Ajax transforma a reconstrução em ambição para desafiar a hegemonia do PSV
Após quatro temporadas sem títulos, o gigante de Amsterdã aposta em Jordi Cruyff, Míchel e reforços de peso para recuperar a identidade perdida. Há quatro anos sem levantar uma taça, o Ajax começará a temporada 2026-27 tentando reencontrar uma grandeza que parecia fazer parte de sua própria natureza. O clube que ensinou diferentes gerações a compreender o futebol como uma forma de arte tornou-se um personagem secundário dentro da Holanda. Enquanto a equipe de Amsterdã enfrentava crises administrativas, escolhas equivocadas e constantes mudanças no comando, o PSV ocupou o espaço deixado pelo adversário. O conjunto de Eindhoven conquistou as últimas três edições da Eredivisie e transformou uma antiga rivalidade em uma relação momentaneamente desequilibrada. Não se trata, portanto, apenas de interromper uma sequência incômoda, mas de recuperar uma posição histórica no imaginário esportivo do país. Para os Godenzonen, voltar a vencer significa provar que a camisa ainda é capaz de…
Milan e Ruben Amorim: um clube e um treinador feridos em busca de reconstrução
Depois de uma temporada melancólica, os Rossoneri apostam no treinador português e reformulam o elenco para recuperar espaço entre os protagonistas do futebol europeu. De alegre, a segunda passagem de Massimiliano Allegri pelo Milan não teve praticamente nada. Faltaram a segurança defensiva, a regularidade e, principalmente, a capacidade de administrar resultados que sempre caracterizaram os trabalhos do novo treinador do Napoli. Aliás, a temporada terminou de maneira melancólica, com a equipe despencando na tabela justamente quando precisava confirmar sua classificação para a Champions League. Após permanecer durante 33 das 38 rodadas entre os quatro primeiros colocados, o Milan caiu de rendimento na reta final da temporada e terminou a Serie A somente na quinta posição. Para se ter uma ideia, os Rossoneri venceram apenas uma de suas cinco últimas partidas e desperdiçaram em pleno San Siro a oportunidade de assegurar a vaga no principal torneio europeu ao perderem do Cagliari…
Arsenal deixa de perseguir e assume o posto de time a ser batido na Premier League
Após três vice-campeonatos consecutivos e a conquista inglesa na última temporada, os Gunners abrem 2026/27 com autoridade ao vencer o Manchester City por 3 a 0 na Supercopa. Durante mais de duas décadas, o Arsenal iniciou cada temporada tentando reencontrar um passado que parecia cada vez mais distante. Desde a histórica conquista invicta da Premier League em 2004, sob o comando de Arsène Wenger, o clube londrino não carregava de maneira tão evidente o rótulo de equipe a ser batida no futebol inglês. Quase sempre perseguidor, algumas vezes competitivo e em tantas outras apenas nostálgico, o gigante do norte de Londres finalmente mudou de posição. Agora, são seus adversários que procuram alcançá-lo. A vitória por 3 a 0 sobre o Manchester City, na Supercopa da Inglaterra, não criou essa condição, mas apresentou a confirmação mais contundente de uma nova realidade. Antes de chegar ao título da Premier League, o Arsenal…
Como desafia a aristocracia italiana e transforma sonho em projeto de Champions League
Com ideias modernas, investimento e coragem para enfrentar os gigantes, Cesc Fàbregas levou o clube à melhor campanha de sua história na Serie A. Durante muito tempo, o Como pareceu pertencer mais às fotografias históricas do futebol italiano do que ao presente da competição. Foram 22 anos de ausência da Serie A até o retorno em 2024, cercado pela curiosidade de quem desejava saber se aquele projeto ambicioso teria força para sobreviver entre os gigantes. A primeira resposta veio com a décima colocação na edição 2024-25 do campeonato, resultado que já representava a melhor campanha do clube desde 1988. A segunda participação consecutiva depois do acesso foi ainda mais ruidosa, visto que os comandados de Cesc Fàbregas terminaram na quarta posição, somando 71 pontos e garantindo uma inédita vaga na Champions League. Os Biancoblù que haviam passado mais de duas décadas distante dos grandes palcos agora atravessava a porta principal…
PSG conserva a fome e transforma a Europa em território parisiense
Bicampeão da Supercopa da UEFA, conjunto de Luis Enrique supera limitações físicas, preserva sua espinha dorsal e inicia outra temporada perseguindo a eternidade. Pelo segundo ano consecutivo, o Paris Saint-Germain inicia uma temporada dando a volta olímpica no continente. Doze meses depois de superar o Tottenham nos pênaltis, a equipe francesa derrotou outro representante inglês e voltou a erguer a Supercopa da UEFA. Desta vez, o Aston Villa caiu por 2 a 1 na Red Bull Arena, em Salzburgo, diante de um adversário ainda distante de sua condição física ideal. Khvicha Kvaratskhelia abriu o placar, Brian Madjo empatou antes do intervalo e Désiré Doué decidiu o confronto durante a etapa final. Mais importante do que acrescentar uma taça à coleção foi perceber que o desejo dos campeões permanece intacto. O PSG terminou o último ciclo no alto do pódio e começou o novo exatamente no mesmo lugar. A conquista possui…