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	<title>La Furia Roja- SoccerBlog</title>
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	<description>Blog sobre futebol</description>
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	<title>La Furia Roja- SoccerBlog</title>
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		<title>Espanha, campeã mundial 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:56:17 +0000</pubDate>
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<p class="has-medium-font-size">O empate sem gols diante de Cabo Verde, logo na estreia da Copa do Mundo de 2026, abriu uma inesperada janela de desconfiança sobre a Espanha. De um lado estava uma seleção apontada entre as principais candidatas ao título; do outro, um oponente que fazia sua primeira participação na história do torneio. Naquele momento, o 0 a 0 parecia oferecer argumentos suficientes para quem questionava a capacidade espanhola de transformar favoritismo em protagonismo. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o que poucos poderiam prever é que aquela atuação sem brilho seria apenas o primeiro capítulo de uma trajetória completamente diferente. Copas do Mundo não são necessariamente vencidos por quem começa melhor. Muitas vezes, pertencem a quem consegue compreender seus próprios erros, corrigir rotas e crescer enquanto os adversários ficam pelo caminho. A Espanha fez exatamente isso. E, dezesseis anos depois de sua primeira conquista, voltou a dar a volta olímpica.</p>



<p class="has-medium-font-size">A campanha terminou invicta, com sete vitórias e apenas um empate em oito partidas, mas existe um número capaz de traduzir ainda melhor a consistência da campeã: apenas um gol sofrido durante toda a competição. A única seleção que conseguiu superar a defesa espanhola foi a Bélgica, nas quartas-de-final, quando Charles De Ketelaere encontrou as redes. Do outro lado do campo, a <em>Fúria Roja</em> marcou 14 vezes, construindo uma combinação rara entre eficiência ofensiva e segurança defensiva. É curioso que uma seleção historicamente associada ao coletivismo e à posse de bola tenha conquistado o mundo também pela capacidade de impedir o adversário de jogar. Talvez a velha máxima de que “a melhor defesa é o ataque” possa ser invertida neste caso. Para esta Espanha, atacar bem começou pela certeza de que quase ninguém conseguiria atacá-la melhor.</p>



<p class="has-medium-font-size">A dimensão desse feito cresce quando observamos os últimos obstáculos encontrados pelo caminho. Na semifinal estava a França, sustentada por um setor ofensivo formado por nomes como Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé e Michael Olise, jogadores capazes de transformar pequenos espaços em situações decisivas. A resposta espanhola foi uma vitória por 2 a 0 e, sobretudo, mais uma atuação defensivamente impecável. Na decisão surgiu a Argentina, que também havia construído sua campanha por meio de um ataque extremamente produtivo. Novamente, nenhuma bola entrou na meta espanhola. Conter duas das seleções ofensivamente mais perigosas do Mundial em seus dois compromissos mais importantes não pode ser tratado como coincidência. A Espanha conquistou o título porque soube controlar a bola quando a teve e porque aprendeu a controlar o caos quando precisou sobreviver sem ela.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔎 A Espanha é campeã da Copa do Mundo FIFA 2026! 🇪🇸🏆<br><br>⚔️ 8 jogos<br>🚥 7V &#8211; 1E &#8211; 0D (!)<br>📊 91.7% aproveitamento (!)<br>⚽ 14 gols (!)<br>🚫 1 gol sofrido (!)<br>🧤 7 jogos sem sofrer gols (!)<br>🥅 24 grandes chances (!)<br>👟 10.0 finalizações p/ marcar gol<br>⚠️ 46.0 finalizações p/ sofrer gol… <a href="https://t.co/kHZUkFEWJw">pic.twitter.com/kHZUkFEWJw</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2078963842735104181?ref_src=twsrc%5Etfw">July 19, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Antes de qualquer discussão mais profunda sobre escolas de formação ou identidade futebolística, porém, existe algo que precisa ser dito: o título foi justo. Muito justo. A final contra a Argentina talvez não tenha entrado para a coleção das partidas mais emocionantes da história das Copas. Foi um confronto tático, estratégico e, durante longos períodos, pouco agradável para quem esperava um espetáculo ofensivo. O forte calor em New Jersey também ajudou a reduzir a intensidade. Ainda assim, por trás da aparente igualdade sugerida pelo resultado, existiu uma seleção consideravelmente mais presente no campo adversário. A Espanha teve cerca de 65% da posse, acumulou 20 finalizações e obrigou Emiliano Martínez a realizar 11 defesas. Logo, o triunfo pelo placar mínimo não contou toda a história.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi necessário chegar ao minuto 106 para que a superioridade finalmente encontrasse sua recompensa. Nico Williams deu a assistência que terminou nos pés de Ferran Torres, responsável por finalizar com força e derrubar a resistência argentina. O gol valeu uma Copa do Mundo, mas também funcionou como uma espécie de conclusão lógica para tudo aquilo que havia acontecido anteriormente. Durante praticamente duas horas, a Espanha procurou espaços diante de um adversário determinado a unica e exclusivamente a sobreviver. Emiliano Martínez prolongou a esperança sul-americana com uma atuação extraordinária, enquanto o sistema defensivo da Argentina transformava cada aproximação espanhola em uma batalha. O 1 a 0 pode sugerir uma decisão equilibrada para quem consultar apenas a súmula daqui a alguns anos. Quem assistiu aos 120 minutos, entretanto, viu algo diferente: um domínio territorial e técnico que demorou muito para aparecer no marcador.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Ferran Torres called game 🫨<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a> <a href="https://t.co/rYQvclNvHt">pic.twitter.com/rYQvclNvHt</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2079159149578051792?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, a grande força espanhola talvez esteja justamente naquilo que deveria torná-la vulnerável: sua previsibilidade. Quase todos sabem como a Espanha deseja jogar. O adversário conhece sua necessidade de ter a bola, percebe a ocupação racional dos espaços e compreende que haverá uma tentativa permanente de criar superioridade por meio de passes curtos e movimentações coordenadas. O problema é impedir que tudo isso aconteça.</p>



<p class="has-medium-font-size">A <em>Fúria Roja</em> não precisa esconder sua identidade porque passou décadas aperfeiçoando aquilo que pretende fazer. É como conhecer antecipadamente uma música e, ainda assim, ser incapaz de interromper sua melodia. Técnicos adversários podem estudar seus movimentos durante semanas, preparar encaixes e bloquear corredores. Em algum momento, porém, aparece um triângulo de passes, uma mudança de direção ou um jogador entre as linhas. A previsibilidade espanhola não representa ausência de criatividade. Representa fidelidade a uma ideia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa filosofia começa muito antes de um jogador vestir a camisa da seleção principal. Nas etapas iniciais de formação, o futebol espanhol procura desenvolver atletas capazes de pensar enquanto executam. Exercícios de conservação da posse, movimentações em espaços reduzidos e atividades que exigem decisões rápidas fazem parte de uma cultura na qual tocar na bola não significa simplesmente se livrar dela. </p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, o objetivo é compreender o que acontece ao redor antes mesmo de receber o passe. Corpo orientado, visão periférica e percepção do espaço passam a ser tão importantes quanto a própria técnica. Deste modo, aquilo que aparentemente seria apenas um treinamento simples ganha outra dimensão. A criança aprende que cada movimento interfere na próxima ação coletiva. Aos poucos, o gramado deixa de ser apenas um campo e se transforma em um tabuleiro no qual distância, tempo e posicionamento precisam conversar o tempo inteiro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por isso, o jogo posicional espanhol não pode ser resumido a uma formação desenhada no quadro de um treinador. Ele funciona quase como um idioma transmitido ao longo do desenvolvimento dos atletas. O jogador cresce entendendo quando deve oferecer uma linha de passe, em qual momento precisa aproximar-se de um companheiro e de que maneira sua movimentação pode abrir espaço para alguém que está distante da bola. </p>



<p class="has-medium-font-size">A mesma lógica aparece após a perda da posse. Em vez de recuar imediatamente, a reação coletiva procura diminuir o campo ao redor do rival e recuperar rapidamente aquilo que foi perdido. Existe quase uma intolerância esportiva à ideia de assistir passivamente ao adversário controlar o jogo. Ter a bola significa comandar o ritmo; perdê-la exige resposta imediata. Essa mentalidade, repetida durante anos, acaba se transformando menos em uma ordem do treinador e mais em um comportamento natural.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">⭐️⭐️ ¡¡𝗦𝗢𝗠𝗢𝗦 𝗕𝗜𝗖𝗔𝗠𝗣𝗘𝗢𝗡𝗘𝗦 𝗗𝗘𝗟 𝗠𝗨𝗡𝗗𝗢!!<a href="https://x.com/hashtag/VamosEspa%C3%B1a?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#VamosEspaña</a> | <a href="https://x.com/hashtag/CopaMundialFIFA?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#CopaMundialFIFA</a> <a href="https://t.co/NFOrFpIUoy">pic.twitter.com/NFOrFpIUoy</a></p>&mdash; Selección Española Masculina de Fútbol (@SEFutbol) <a href="https://x.com/SEFutbol/status/2078964130808000850?ref_src=twsrc%5Etfw">July 19, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O trabalho realizado nas diferentes categorias das seleções espanholas ajuda a preservar essa continuidade. Evidentemente, treinadores possuem características próprias e cada geração apresenta qualidades particulares, mas existe uma tentativa permanente de manter princípios reconhecíveis ao longo do caminho até a equipe principal. Dessa maneira, jovens talentos não chegam ao nível mais alto encontrando um universo completamente desconhecido. Muitos conceitos já foram assimilados anteriormente, permitindo que a adaptação aconteça com maior naturalidade. É nesse ambiente que jogadores como Pau Cubarsí, Pedri e Lamine Yamal conseguem alcançar responsabilidades enormes ainda muito jovens. Não significa que estejam prontos simplesmente porque nasceram talentosos. Significa que foram desenvolvidos dentro de uma estrutura que procura aproximar formação técnica, inteligência tática e identidade coletiva. Quando a oportunidade aparece, o idioma do jogo já é conhecido. Falta apenas pronunciá-lo diante dos melhores do mundo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Luis de la Fuente talvez seja o personagem que melhor represente essa construção. O treinador campeão mundial não chegou à seleção espanhola como um estrangeiro contratado para promover uma revolução repentina. Sua trajetória foi construída dentro da própria estrutura federativa, passando pelas categorias de base e acompanhando o amadurecimento de jogadores que mais tarde reencontraria no nível profissional. Antes de conquistar a Eurocopa de 2024 e, posteriormente, o Mundial de 2026, De la Fuente participou diretamente de um processo que conhecia por dentro. Isso faz enorme diferença. O técnico de 65 anos de idade não precisou descobrir a cultura futebolística da Espanha depois de assumir o cargo: ele já fazia parte dela. A estrutura, portanto, não produziu apenas os atletas que levantaram a taça. De certa maneira, também ajudou a preparar o homem responsável por conduzi-los até o título.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Treinadores com mais títulos pela 🇪🇸 Espanha:<br>3 Luis de La Fuente⬆ 🔝 <br>2 Vicente Del Bosque <br>1 José Villalonga<br>1 Luis Aragones <a href="https://t.co/1pBsSrQWSe">pic.twitter.com/1pBsSrQWSe</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2079171768632095132?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Talvez seja justamente por isso que os fantasmas da geração de ouro entre 2008 e 2012 já não provoquem a mesma nostalgia paralisante. Xavi Hernández, Andrés Iniesta, Xabi Alonso, David Silva e David Villa encerraram suas trajetórias, como inevitavelmente acontece com qualquer grande geração. Durante algum tempo, a Espanha pareceu procurar novos jogadores capazes de repetir aqueles nomes, quando talvez a pergunta correta fosse outra: como preservar a ideia sem tentar reproduzir seus intérpretes? A resposta apareceu com o tempo. Rodri passou a comandar regiões onde Xavi um dia organizou o jogo. Pedri, Dani Olmo e Fabián Ruiz representam uma relação com a bola profundamente ligada à tradição espanhola. Nas extremidades, Nico Williams e Lamine Yamal acrescentaram velocidade, improvisação e capacidade no confronto individual. São jogadores diferentes daqueles campeões de 2010. E justamente aí está a grande vitória do modelo: a essência permaneceu sem exigir cópias.</p>



<p class="has-medium-font-size">Existe ainda uma curiosidade histórica impossível de ignorar em uma final entre espanhóis e argentinos. Durante séculos, ambos estiveram ligados por uma relação colonial que deixou marcas profundas na formação política, cultural e linguística da América do Sul. A Argentina rompeu esse vínculo no processo de independência iniciado no começo do século XIX e construiu sua própria identidade nacional, enquanto o futebol, muito tempo depois, criaria outra espécie de conexão entre os dois lados do Atlântico. </p>



<p class="has-medium-font-size">Na decisão de 2026 envolvendo os atuais campeões europeus e sul-americanos, evidentemente, não existia qualquer revanche histórica em disputa. Em contrapartida, há uma força simbólica interessante no encontro. Duas nações conectadas pelo passado e apaixonadas pelo mesmo esporte chegaram ao maior palco possível defendendo escolas distintas. Dessa vez, foram os espanhóis que terminaram a noite celebrando, enquanto os argentinos entregavam a coroa conquistada quatro anos antes.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Melhor jogador: Rodri<br>Melhor jovem: Cubarsí<br>Melhor guarda-redes: Unai Simón<br><br>Domínio absoluto. 🇪🇸 <a href="https://t.co/6L6GWRLzZv">pic.twitter.com/6L6GWRLzZv</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2078973057725517964?ref_src=twsrc%5Etfw">July 19, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A comparação com 2010 será inevitável. Na África do Sul, aquela Espanha também construiu seu título a partir do controle da posse, da paciência e de uma defesa quase intransponível. Dezesseis anos depois, o futebol mudou, os adversários aprenderam novas maneiras de pressionar, os espaços diminuíram e a velocidade aumentou. Mesmo assim, alguns princípios atravessaram o tempo. A campeã de 2026 não é uma reprodução daquela seleção dirigida por Vicente del Bosque, porque tentar congelar o passado seria justamente negar a necessidade de evolução. A nova <em>Fúria Roja</em> corre mais, oferece maior ameaça pelos lados e possui jogadores capazes de quebrar estruturas defensivas através do confronto individual. Mas existe uma herança reconhecível. Assim como na primeira conquista mundial, a bola continua sendo muito mais do que um instrumento para chegar ao gol. É também uma maneira de controlar o adversário e organizar o próprio destino.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, talvez o maior ensinamento desta conquista tenha surgido justamente no primeiro jogo. Aquela Espanha que não conseguiu marcar contra a estreante Cabo Verde terminou o Mundial sem perder uma única partida e levantando o troféu depois de superar França e Argentina nos momentos decisivos. Entre o empate da estreia e a volta olímpica em New Jersey existiu uma seleção que amadureceu sem abandonar aquilo em que acreditava. Os nomes mudaram, uma nova geração apareceu e o futebol mundial continuou sua transformação. A ideia espanhola, entretanto, permaneceu de pé. </p>



<p class="has-medium-font-size">Dezesseis anos depois de Iniesta marcar em Johannesburgo, outro gol na prorrogação voltou a colocar a Espanha no topo do planeta. Talvez essa seja a maior força de uma escola verdadeiramente consolidada: grandes jogadores inevitavelmente vão embora, treinadores também partem e gerações chegam ao fim. Mas, quando existe uma identidade maior do que seus personagens, o futebol sempre encontra alguém capaz de continuar escrevendo a história.</p>
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		<title>Espanha mantém vivo o sonho do bicampeonato mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:14:58 +0000</pubDate>
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<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/07/espanha-mantem-vivo-o-sonho-do-bicampeonato-mundial/">Espanha mantém vivo o sonho do bicampeonato mundial</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">A classificação da Espanha às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026 após a vitória por 1 a 0 sobre Portugal representa muito mais do que a simples eliminação de um rival histórico. O duelo ibérico repetiu a decisão da última edição da Liga das Nações da UEFA, porém, desta vez, aconteceu de forma precoce no Mundial, consequência direta da campanha apenas regular de Portugal na primeira fase, como vice-líder de sua chave. A Espanha, por outro lado, confirmou seu favoritismo desde o início ao avançar como líder do Grupo H. Talvez esse cruzamento tenha ocorrido antes do esperado, mas serviu para evidenciar que, atualmente, espanhóis e portugueses vivem momentos bastante distintos dentro do cenário internacional.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, a caminhada espanhola na Copa do Mundo não começou da maneira que seus torcedores imaginavam. O empate sem gols diante de Cabo Verde foi encarado por muitos como um resultado &#8216;catastrófico&#8217;, principalmente pelo enorme favoritismo da <em>Furia Roja</em> contra uma seleção estreante em Mundiais. Afinal, como a Espanha, apontada entre as principais candidatas ao título, poderia passar noventa minutos sem balançar as redes? As críticas surgiram imediatamente, e a pressão sobre o técnico Luis de la Fuente aumentou de forma significativa. Felizmente para os atuais campeões europeus, aquele tropeço acabaria servindo como ponto de partida para uma transformação importante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mérito de Luis de la Fuente, que soube identificar rapidamente os problemas apresentados na estreia e não teve receio de alterar a estrutura da equipe. A resposta apareceu já na rodada seguinte, quando a seleção espanhola atropelou a Arábia Saudita por 4 a 0, iniciando uma sequência de atuações muito mais convincentes. O crescimento coletivo não aconteceu por acaso. Houve mudanças pontuais, mas extremamente inteligentes, capazes de transformar uma Espanha previsível em um conjunto muito mais agressivo, criativo e equilibrado. Não é justamente isso que se espera de um treinador em uma competição tão curta quanto a Copa do Mundo?</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Spain finish as Group H winners! 🔝<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2070696618848813554?ref_src=twsrc%5Etfw">June 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Uma das principais alterações foi a entrada de Pedro Porro na lateral direita no lugar de Marcos Llorente. A mudança tornou o corredor direito muito mais ofensivo, oferecendo amplitude e profundidade para que Lamine Yamal pudesse explorar ainda mais os espaços entre a defesa e o meio-campo adversários. O jogador do Tottenham passou a participar constantemente das jogadas ofensivas, criando superioridade numérica e oferecendo alternativas de passe durante praticamente toda a partida. O resultado foi uma Espanha muito mais vertical quando necessário, sem abrir mão da tradicional posse de bola que sempre caracterizou sua identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pelo lado esquerdo, outra mudança se mostrou igualmente decisiva. Álex Baena assumiu a vaga anteriormente ocupada por Ferran Torres aberto pelo setor e passou a oferecer características completamente diferentes ao sistema ofensivo. Embora não possua a velocidade de Nico Williams ou mesmo de outros pontas tradicionais, Baena entrega inteligência, qualidade no passe, visão de jogo e enorme capacidade de associação. Sua sintonia com Marc Cucurella permitiu que a Espanha mantivesse equilíbrio ofensivo pelos dois lados do campo, tornando a circulação de bola muito mais eficiente. Nem sempre velocidade é a principal arma de um ataque; muitas vezes, a inteligência faz ainda mais diferença.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outra decisão extremamente importante de Luis de la Fuente foi sacar Fabián Ruiz e promover a entrada de Pedri ao lado de Dani Olmo no setor central, deixando Rodri um pouco mais recuado para exercer sua função de organizador e protetor da defesa. A movimentação dos dois meias permitiu que a Espanha ganhasse enorme dinamismo entre as linhas, tanto na criação quanto na recomposição defensiva. Os meias do Barcelona participam intensamente da construção das jogadas, pressionam sem a bola e ajudam a recuperar a posse rapidamente após cada perda.</p>



<p class="has-medium-font-size">Toda essa engrenagem ofensiva também só funciona porque existe uma base defensiva extremamente sólida. A dupla formada por Aymeric Laporte e Pau Cubarsí, protegida por Rodri, ainda não sofreu um único gol nos cinco jogos disputados pela Espanha nesta Copa do Mundo de 2026. Esse dado, por si só, demonstra o equilíbrio da <em>Furia Roja</em>. Não se trata apenas de um time que encanta com a bola nos pés, mas também de uma equipe disciplinada sem ela. E em torneios de tiro curto, onde qualquer erro pode representar a eliminação, uma defesa praticamente intransponível costuma ser um diferencial enorme na corrida pelo título.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔎 A Espanha atingiu a maior sequência sem sofrer gols da história da Copa do Mundo FIFA! 🔐🔐<br><br>⚔️ 6 jogos<br>🚥 4V &#8211; 2E &#8211; 0D (!)<br>📊 77.8% aproveitamento (!)<br>⚽ 9 gols (!)<br>🚫 0 gols sofridos (!)<br>🧤 6 jogos sem sofrer gol (!)<br>🥅 18 grandes chances (!)<br>🔓 5 grandes chances cedidas (!)… <a href="https://t.co/qLUpJPUTj7">pic.twitter.com/qLUpJPUTj7</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2074274695508353223?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Se a organização coletiva da Espanha impressiona, o funcionamento de seu ataque merece um destaque especial. Mikel Oyarzabal é frequentemente definido como um falso 9, mas essa classificação não traduz exatamente o que ele representa dentro da equipe. Trata-se de um centroavante de origem, porém com enorme mobilidade para sair da área, participar da construção das jogadas e abrir espaços para a infiltração dos companheiros. Ao recuar alguns metros, cria superioridade numérica no meio-campo e aproxima jogadores como Pedri, Dani Olmo, Álex Baena e Lamine Yamal. É exatamente essa constante movimentação que torna o sistema ofensivo espanhol tão difícil de ser marcado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa característica também ajuda a explicar outro aspecto marcante da Espanha na atualidade. Diferentemente de outras seleções que exploram cruzamentos e bolas aéreas, os pupilos de Luis de la Fuente raramente dependem desse recurso para marcar seus gols. O antigo estilo representado por Álvaro Morata, mais fixo entre os zagueiros e esperando a bola dentro da área, deu lugar a um ataque muito mais móvel e associativo. A <em>Furia Roja</em> prefere desmontar as linhas defensivas por meio da troca rápida de passes, triangulações e aproximações constantes. É um futebol construído pela inteligência coletiva muito mais do que pela força física ou pelo jogo direto.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contra Portugal, esse modelo voltou a funcionar praticamente durante toda a partida. A Espanha controlou boa parte das ações, administrou a posse de bola e foi quem mais levou perigo ao gol adversário. Os números confirmam aquilo que o jogo mostrou: 55% de posse de bola, quinze finalizações contra dez dos portugueses e três grandes oportunidades criadas, enquanto Portugal produziu apenas uma chance realmente clara. Em nenhum momento a sensação foi de que os espanhóis estivessem sendo dominados. Pelo contrário. Mesmo enfrentando um rival de enorme tradição, eles sempre pareceram mais próximos da vitória..</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro aspecto que merece elogios é a profundidade do elenco espanhol. Em partidas equilibradas, muitas vezes os reservas acabam decidindo o resultado, e foi exatamente isso que ocorreu. Luis de la Fuente promoveu a entrada de Mikel Merino aos quarenta minutos da etapa final e, poucos tempo antes, também havia colocado Ferran Torres em campo. Já nos acréscimos, Ferran encontrou um excelente passe para Merino, que apareceu no momento certo para balançar as redes e garantir a classificação da Espanha. Não deixa de ser um retrato da força coletiva desta seleção: até quem começa no banco consegue manter o mesmo nível de jogo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Espanha aumenta para 35 jogos a série invicta, está a dois de igualar o recorde mundial: Itália (37). <a href="https://t.co/TLphOR9SBw">pic.twitter.com/TLphOR9SBw</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2074237543667638413?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A Espanha também precisou superar um obstáculo importante durante esta Copa do Mundo. A lesão de Nico Williams retirou da equipe um dos nomes mais importantes do plantel e desmontou uma dupla de pontas que prometia ser uma das grandes atrações da Copa de 2026 com Lamine Yamal. Durante algum tempo, a ausência do camisa 17 foi sentida, especialmente pela dificuldade de encontrar alguém com características semelhantes. No entanto, Álex Baena conseguiu preencher essa lacuna à sua maneira. Em vez da velocidade e do drible curto do jogador do Athletic Bilbao, passou a oferecer criatividade, qualidade no passe e inteligência para acelerar ou cadenciar o jogo conforme a necessidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, são jogadores diferentes. Nico Williams desequilibra pela potência física e pela capacidade de atacar os espaços em velocidade. Álex Baena, por sua vez, pensa o jogo de outra forma, participa mais da construção e aproxima os companheiros com passes precisos e movimentação constante. Não existe uma substituição idêntica, mas existe adaptação. E talvez esse seja um dos maiores méritos de Luis de la Fuente ao longo desta Copa do Mundo: encontrar soluções sem descaracterizar o modelo de jogo da Espanha. Poucas seleções conseguem perder uma peça tão importante e, ainda assim, manter um desempenho tão consistente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Com a classificação assegurada, a Espanha confirma aquilo que muitos já apontavam antes mesmo do início do Mundial: trata-se de uma das principais candidatas ao título. A evolução apresentada desde o empate contra Cabo Verde demonstra uma seleção que cresceu durante a competição, corrigiu seus problemas e chega às quartas-de-final vivendo seu melhor momento. Agora, o desafio será diante da Bélgica, outro adversário de enorme qualidade técnica. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, restam apenas três partidas para que a <em>Furia Roja</em> alcance o tão sonhado bicampeonato mundial. Pela qualidade do futebol apresentado até aqui, quem será capaz de impedir esse objetivo?</p>
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		<title>O bicampeonato mundial desponta no horizonte da seleção espanhola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 15:19:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Eliminatórias 2026]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[La Furia Roja]]></category>
		<category><![CDATA[Luis de la Fuente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois jogos, duas vitórias, NOVE gols marcados e NENHUM sofrido. Assim começou a caminhada da líder do grupo E das Eliminatórias, Espanha, rumo à Copa do Mundo de 2026. Pois é, ainda que os mais críticos questionem o fato de que a Espanha encarou adversários de baixo técnico nas duas rodadas iniciais das Eliminatórias, é [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Dois jogos, duas vitórias, NOVE gols marcados e NENHUM sofrido. Assim começou a caminhada da líder do grupo E das Eliminatórias, Espanha, rumo à Copa do Mundo de 2026.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, ainda que os mais críticos questionem o fato de que a Espanha encarou adversários de baixo técnico nas duas rodadas iniciais das Eliminatórias, é inegável que o triunfo por 3 a 0 sobre a Bulgária, e a goleada por 6 a 0 sobre a Turquia, ambas conquistadas fora de seus domínios, merecem ser exaltadas, sobretudo por conta do futebol praticado pelos pupilos de Luis de la Fuente, em especial contra os turcos, que inclusive atuaram em Konya, a fim de criar uma atmosfera absolutamente hostil aos espanhóis.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, se a maior dificuldade dos adversários que enfrentam os turcos em Istambul é o clima criado pela torcida, então o que dirá jogando num estádio menor e de maior pressão como ocorre em Konya. Ainda assim, a Espanha precisou de míseros 22 minutos para abrir uma confortável vantagem de dois gols no marcador. E após sair ao intervalo vencendo por 3 a 0, a <em>Furia Roja</em> replicou a contagem no segundo tempo, com direito a um hat-trick de Mikel Merino, e uma excelente atuação de Pedri, autor de dois tentos na partida.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A Espanha goleou a Turquia:<br>➡ Maior derrota da Turquia em casa desde 1984 &#8211; 0x8 frente à Inglaterra, na qualificação para o Mundial 86<br>➡ 1.º hat-trick da carreira de Merino<br>➡ Lamine Yamal participou em golos em todos os jogos disputados esta temporada (clube + seleção) <a href="https://t.co/7JoFgLytmL">pic.twitter.com/7JoFgLytmL</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/1964794164891042191?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a Espanha estendeu sua longa invencibilidade para 27 partidas, tendo em vista que desde a derrota pelo placar mínimo no amistoso contra a Colômbia, em Londres, os espanhóis não perderam mais somando 17 vitórias e cinco empates neste período, considerando que a recente queda diante de Portugal na decisão da Liga das Nações da UEFA deu-se nas penalidades. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste magistral cenário, a Espanha já desponta como principal candidata ao título mundial de 2026, sendo apontada como a melhor seleção da atualidade. Por sinal, até os próprios torcedores espanhóis, tradicionalmente pessimistas, comparam essa geração de Lamine Yamal, Nico Williams e Pedri, com a histórica campeã do mundo em 2010 e bicampeã europeia em 2008 e 2012, composta pelos craques Iker Casillas, Sergio Ramos, Andrés Iniesta e Xavi Hernández.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, o &#8216;El Partidazo&#8217;, um dos programas futebolísticos de maior audiência no país, transmitido pela Rádio Cope, promoveu um debate se a seleção espanhola realizou frente a Turquia sua melhor apresentação em todos os tempos, excluindo a importância da partida, uma vez que um jogo de Eliminatória não tem a mesma relevância de uma final ou um jogo decisivo de Copa do Mundo ou Eurocopa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, o que estava em discussão era somente a qualidade do jogo em si, o que faz total sentido quando analisamos que a goleada em Konya só não foi maior porque a Espanha, visivelmente, diminuiu o ritmo a partir do sexto gol, marcado ainda aos 17 minutos da etapa final. Entretanto, o futebol envolvente, intenso, de passes rápidos e constantes movimentações  dos espanhóis fez com que os turcos, armados no 4-4-2, não se vissem a cor da bola.  </p>



<p class="has-medium-font-size">É impressionante que sob o comando de Luis de la Fuente, a Espanha vem jogando como uma orquestra absolutamente afinada se apresenta numa ópera, com os meio-campistas chegando ao ataque de forma sincronizada, vide os três gols de Mikel Merino, os laterais apoiando a cada jogada, seja com Pedro Porro pela direita, seja com Marc Cucurella pela esquerda, enquanto o atacante da Real Sociedad, Mikel Oyarzábal, abre espaços tanto para Lamine Yamal quanto Nico Williams entrarem pela diagonal construíndo o jogo por dentro.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="457" data-id="110977" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/09/teste-8-e1757427700507.jpg" alt="" class="wp-image-110977"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Campeão da Liga das Nações 2023 e da Euro 2024, Luis de la Fuente coleciona 25 vitórias, 6 empates e duas derrotas desde que assumiu o comando da Espanha em março de 2023.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que Luis de la Fuente assumiu o antigo posto de Luis Enrique de forma provisória depois da eliminação da <em>Furia Roja</em> para Marrocos nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2022. Em contrapartida, o ex-técnico das seleções de base, até então chamado de forma irônica de &#8216;Luis sub-20&#8217;, quebrou todos os paradigmas ao conquistar o título da edição 2022-23 da Liga das Nações da UEFA, seguido da Euro 2024 e, o melhor, tudo isso montando uma base sólida, consistente, e pra lá de promissora à Espanha.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, da mesma maneira que a Argentina com Lionel Scaloni, a Espanha resolveu o problema de treinador com uma solução vinda da &#8220;própria casa&#8221;, pois além de implementar um esquema tático baseado no perfil dos jogadores, Luis de la Fuente foi capaz de potencializar o futebol de cada um deles, além de formar um plantel com duas ou até três opções capazes de atuar no mesmo nível do titular. Por exemplo, nessa última convocatória ele não selecionou nomes como Fabián Ruiz, Álex Baena, Pablo Barrios, Gavi, Yéremy Pino e Samu Omorodion. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="110986" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/09/teste-9.jpg" alt="" class="wp-image-110986"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A Espanha, de Luis de la Fuente, está a dois jogos de igualar a maior invencibilidade da história da Furia Roja, que pertence as 29 partidas da seleção de Vicente del Bosque entre 2010 e 2013.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Soma-se a isso, o fato de que a Espanha se beneficia de ter à disposição uma geração talentosíssima com capacidade de brilhar à curto, médio e longo prazo, a julgar pela baixa média de idade de apenas 24,9 anos da seleção com diversos jogadores vivendo o auge físico da carreira, dos quais se destacam Unai Simón (28), Pedro Porro (25), Marc Cucurella (27), Robin Le Normand (28), Rodri (29), Martín Zubimendi (26), Mikel Merino (29), Fabián Ruiz (29), Dani Olmo (27), Ferran Torres (25) e Mikel Oyarzábal (28), todos dividindo espaços com os novatos Pau Cubarsí (18), Dean Huijsen (20), Pedri (22), Nico Williams (23) e Lamine Yamal (18).</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, com potencial de sobra, padrões táticos assimilados, e um sistema que prioriza o máximo que cada jogador pode oferecer, a Espanha é a sensação do momento por, indiscutivelmente, atuar como um grande time de futebol joga, o que é o ápice para qualquer seleção, aliás, uma condição que a coloca passos à frente de fortes concorrentes como França, Portugal e Argentina, e como principal candidata ao bicampeonato mundial em 2026. </p>



<p class="has-medium-font-size">Sim, no futebol as coisas podem mudar da água pro vinho no mais curto espaço de tempo, mas se a Copa do Mundo de 2026 fosse hoje, a Espanha daria a volta olímpica. Todavia, veremos se isso se confirmará daqui a nove meses na América do Norte.</p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>
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		<title>O futuro da Espanha se mostra promissor na busca pela segunda estrela na camisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2024 19:18:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[La Furia Roja]]></category>
		<category><![CDATA[Liga das Nações]]></category>
		<category><![CDATA[Luís de la Fuente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O triunfo por a 3 a 2 sobre a Suíça encerrou o histórico ano de 2024 da seleção espanhola, marcado tanto pela conquista do tri da Eurocopa, quanto pela confirmação de um futuro extremamente promissor, que inclui a Copa de 2026. A inédita conquista da Liga das Nações da UEFA na temporada anterior, rendeu a [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size"><em><strong>O triunfo por a 3 a 2 sobre a Suíça encerrou o histórico ano de 2024 da seleção espanhola, marcado tanto pela conquista do tri da Eurocopa, quanto pela confirmação de um futuro extremamente promissor, que inclui a Copa de 2026. </strong></em></p>



<p class="has-medium-font-size">A inédita conquista da Liga das Nações da UEFA na temporada anterior, rendeu a permanência de Luís De La Fuente no comando técnico da Espanha, que até então atravessava um momento pra lá de conturbado após a decepcionante queda diante de Marrocos nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2022, dando um mísero arremate na meta adversária.   </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o revés frente a Colômbia pelo placar mínimo no primeiro compromisso dos espanhóis em 2024, já gerava novamente uma série de questionamentos em torno do ex-treinador da seleção sub-21, por mais que a <em>Furia Roja</em> acumulasse uma sequência de seis vitórias consecutivas pelas Eliminatórias da Eurocopa, composta por 22 gols marcados e somente três sofridos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por esta razão, o desempenho da Espanha na Euro 2024 seria determinante para selar o destino de Luís De La Fuente que, mais uma vez, superou totalmente as expectativas não apenas ao faturar o tricampeonato europeu — colocando um fim no longo período de 12 anos desde a última conquista continental —, como ao aposentar o <em>tiki-taka</em> para implementar um novo modelo de jogo mais vertical, fluido e intenso.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/11/16-3-1024x683.jpg" alt="" data-id="100364" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/11/16-3-e1732117185172.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=100364" class="wp-image-100364"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Com um empate sem gols, a Sérvia foi a única seleção que tirou pontos da Espanha na atual edição da Liga das Nações da UEFA.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">E em meio a essa nova configuração, a Espanha retornou da Alemanha sendo apontada como a melhor seleção do mundo naquela oportunidade, algo que se confirmou através da avassaladora campanha de 16 de 18 possíveis pontos na Liga das Nações da UEFA (5 vitórias e um empate), que resultou na classificação dos pupilos de Luís De La Fuente às quartas-de-final da competição como líderes isolados do grupo A4.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, a Espanha adentrou a última Data Fifa do ano precisando apenas cumprir tabela nas partidas contra Dinamarca e Suíça. Todavia, ao contrário do que muitos imaginavam, o apetite da <em>Furia Roja</em> não diminuiu em nada, sobretudo porque novas peças foram testadas por Luís De La Fuente devido ao extenso número de desfalques do time, dentre os principais, o lateral-direito Dani Carvajal e o volante Rodri.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, Luís De La Fuente promoveu as estreias dos novatos Aitor Paredes, Marc Casadó, Pablo Barrios e Samu Aghehowa nas vitórias sobre Dinamarca e Suíça, por 2 a 1 e 3 a 2, respectivamente, enquanto Robert Sánchez, Óscar Mingueza e Bryan Gil fizeram os seus primeiros jogos pela seleção espanhola sob o comando do sucessor de Luis Enrique que, desta maneira, já utilizou 61 jogadores diferentes desde que assumiu o cargo em março do ano passado.  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/11/16-2-1024x683.jpg" alt="" data-id="100357" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/11/16-2-e1732116109605.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=100357" class="wp-image-100357"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Apenas três jogadores que disputaram a final da Euro 2024 (Fabián Ruiz, Nico Williams e Álvaro Morata) estiveram entre os titulares da Espanha na última partida contra a Suíça.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, vale ressaltar que os testes realizados por Luís De La Fuente foram pra lá de positivos na seleção da Espanha, a julgar pelo exemplo da dupla de pontas Bryan Gil e Bryan Zaragoza. Após apagadas passagens por Tottenham e Bayern de Munique, ambos retomaram o bom futebol ao retornarem ao país por intermédio dos empréstimos junto a Girona e Osasuna. Como resultado, os &#8220;Bryan&#8217;s&#8221; balançaram as redes na partida ante a Suíça, se mostrando como excelentes opções durante as ausências de Lamine Yamal e Nico Williams.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além deles, Samu Aghehowa também provou ser uma ótima alternativa ao ataque nos pouco mais de 45 minutos que esteve em campo depois de substituir Álvaro Morata no intervalo do jogo contra os suíços. Aliás, os 12 gols assinalados pelo jovem atleta de 20 anos de idade em 13 partidas disputadas na atual temporada defendendo as cores do Porto, retratam que ele pode ser uma solução para curto, médio e longo prazo ao selecionado espanhol.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, outro destaque da <em>Furia Roja</em> responde pelo nome de Marc Casadó, que embora já tenha passado de promessa a realidade no Barcelona graças ao treinador Hansi Flick, ainda precisa pavimentar o seu caminho na seleção espanhola. Em todo o caso, um movimento que começou com duas sublimes exibições e, detalhe, com o volante do <em>Barça</em> ocupando o lugar de Rodri na faixa cental ao lado de Fabián Ruiz e Pedri. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/11/16-4-1024x683.jpg" alt="" data-id="100390" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/11/16-4-e1732125457957.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=100390" class="wp-image-100390"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Álvaro Morata (à direita) foi o jogador mais vezes utilizado pela Espanha desde a chegada de Luís De La Fuente, somando 23 partidas. Já Aymeric Laporte (à esquerda), aparece em segundo na lista, com 21 jogos. </strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, o meio-campo é, sem sombra de dúvidas, o setor de maior concorrência na seleção da Espanha. Ainda assim, considerando aspectos como hierarquia e a minutagem de cada um dos jogadores, fica evidente que a titularidade é de Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo, enquanto Mikel Merino, Martin Zubimendi e Pedri aparecem em segundo plano, o que significa que Marc Casadó, Fermín Lopez, além de Gavi, que era intocável para Luís De la Fuente até se lesionar há um ano, brigam diretamente para herdar uma vaga.     </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, com um leque de possibilidades ainda mais amplo no plantel, o favoritismo dos espanhóis na Copa do Mundo de 2026 aumentou após o desfecho da fase de grupos da Liga das Nações da UEFA, tanto é, que de acordo com as casas de apostas a Espanha registra 25% de chances de conquistar o título mundial, seguida da Alemanha, com 22,2%, da França, com 20%, e de Portugal, com 18,1%.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, a verdade é que a busca pela segunda estrela na camisa não ficará comprometida nem mesmo se problemas referentes a lesões voltarem a assolar a <em>Furia Roja</em> na caminhada rumo ao Mundial de 2026, que terá como principais paradas a fase final da Liga das Nações e a decisão da Finalíssima.  </p>
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		<title>Sob a liderança de Rodri e o talento de Lamine Yamal, a Espanha espera prosperar na Euro 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Mar 2024 14:05:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há nove meses, a Espanha faturava o inédito título da Liga das Nações em Roterdã, uma conquista que determinou a efetivação de Luis de la Fuente como técnico da seleção, bem como o início de um novo ciclo na Furia Roja, marcado pela &#8220;passagem de bastão&#8221; do ex-capitão Sergio Busquets ao sucessor Rodri. Aliás, os [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Há nove meses, a Espanha faturava o inédito título da Liga das Nações em Roterdã, uma conquista que determinou a efetivação de Luis de la Fuente como técnico da seleção, bem como o início de um novo ciclo na <em>Furia Roja</em>, marcado pela &#8220;passagem de bastão&#8221; do ex-capitão Sergio Busquets ao sucessor Rodri.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, os próprios espanhóis sabem que Rodri é o único produto acabado de elite da seleção no momento, ao passo que outros jovens com enorme potencial ainda buscam chegar no nível de excelência do volante do Manchester City, dentre eles Lamine Yamal, certamente, o mais promissor desta nova geração da Espanha.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, não será nenhuma surpresa se Wendel, Lucas Beraldo e João Gomes tiverem alguns pesadelos com Lamine Yamal nas próximas noites, depois da excelente partida realizada pelo habilidoso ponta-esquerda contra o Brasil. Inclusive, apesar de ser um jogador do Barcelona, ele foi aplaudido de pé no estádio Santiago Bernabéu, isto é, a casa do Real Madrid, assim que foi substituído por Jesús Navas nos acréscimos da etapa final.      </p>



<p class="has-medium-font-size">Para se ter uma ideia, além de ter sofrido o primeiro pênalti da partida, Lamine Yamal registrou 63 toques na bola, deu a assistência para o gol de Dani Olmo &#8211; o segundo da Espanha no jogo -, e terminou o amistoso em Madrid como líder em: dribles (6/9); duelos ganhos no chão (11/18); e faltas recebidas (4).</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/03/4-1-1024x683.jpg" alt="" data-id="91235" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/03/4-1-e1711554264632.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=91235" class="wp-image-91235"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Em 29 de abril de 2023, aos 15 anos,&nbsp;nove meses e 16 dias, Lamine Yamal estreava profissionalmente pelo Barcelona. No geral, ele soma 46 jogos na carreira, sendo 40 pelo clube e seis pela seleção.   </strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, a grande atuação de Lamine Yamal não foi suficiente para os espanhóis conquistarem a sua primeira vitória no ano, já que antes deste empate em 3 a 3 frente o Brasil, eles haviam sido derrotados pela Colômbia por 1 a 0, em Londres, resultados que encerraram a sequência de seis vitórias seguidas da <em>Furia Roja </em>desde o título da Liga das Nações da UEFA, que incluíam as goleadas sobre Geórgia e Chipre, por 7 a 1 e 6 a 0, respectivamente.     </p>



<p class="has-medium-font-size">Mas embora os resultados não tenham agradado, a Espanha tem ao menos um motivo para festejar depois dos amistosos em Londres e Madrid, isso porque ambos comprovaram a eficiência da equipe atuando no 4-2-3-1, utilizado pela quinta vez nos doze jogos sob o comando de Luis de la Fuente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que Luis de la Fuente preferia armar a Espanha no 4-3-3 com Rodri mais recuado no meio-campo, enquanto Gavi e Fabián Ruiz jogavam um pouco mais adiantados fazendo &#8220;as pontas do tripé&#8221;. Entretanto, a grave lesão sofrida pelo meia do Barcelona, que muito provavelmente o deixará de fora da Eurocopa, somada a escassez de jogadores com as suas características, obrigaram o técnico espanhol a mudar o esquema tático do time a três meses do início da <em>Euro 2024</em>. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Ready for EURO 2024! 🤩<a href="https://twitter.com/hashtag/EURO2024?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#EURO2024</a> <a href="https://t.co/Fb7WEdgJff">pic.twitter.com/Fb7WEdgJff</a></p>&mdash; UEFA EURO 2024 (@EURO2024) <a href="https://twitter.com/EURO2024/status/1772758893564740014?ref_src=twsrc%5Etfw">March 26, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Logo, ainda que a Espanha não encerrasse uma DataFifa sem vitórias desde os empates com Noruega e Suécia em outubro de 2019, houveram conclusões positivas nestes primeiros amistosos do ano, especialmente contra o Brasil, onde Nico Williams, Dani Olmo e Lamine Yamal formaram a linha ofensiva do meio-campo com Rodri e Fabián Ruiz compondo uma forte dupla de volantes, à medida que Álvaro Morata jogou como referência no ataque. </p>



<p class="has-medium-font-size">Com isso, Luis de la Fuente utilizou Dani Olmo como o principal articulador de jogadas da Espanha, quer dizer, um típico camisa 10, exercendo uma função até certo ponto parecida com a de Gavi, porém mais adiantado e centralizado, enquanto Nico Williams e Lamine Yamal infernizavam os laterais brasileiros pelos lados do campo, o que tornou o estilo de jogo espanhol, baseado no domínio através da posse bola, mais agudo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Na defesa, Robin Le Normand e Aymeric Laporte confirmaram a titularidade na zaga, tendo ainda o novato Pau Cubarsi, outra jovem revelação de La Masia, como opção na reserva juntamente com Daniel Vivian ou Iñigo Martínez. Não obstante, a lateral-direita deverá ser preenchida por Daniel Carvajal e Pedro Porro, ao mesmo tempo que Unai Simón será o goleiro da Espanha pela segunda Eurocopa consecutiva.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/03/4-2-1024x683.jpg" alt="" data-id="91269" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/03/4-2-e1711564239791.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=91269" class="wp-image-91269"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Rodri lidera a lista dos jogadores com mais minutagem sob a batuta de Luis de la Fuente registrando 938 minutos em campo, seguido de Aymeric Laporte (833&#8242;) e Unai Simón (750&#8242;).</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, as únicas dúvidas ficam em torno do ataque e da lateral-esquerda, pois Álvaro Morata mais uma vez provou não estar à altura da seleção espanhola. O problema é que as demais opções são Gerard Moreno e Joselu, o que significa que seria como trocar seis por meia dúzia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Já na lateral-esquerda, Alejandro Grimaldo foi escalado para enfrentar a Colômbia, e Marc Cucurella para encarar o Brasil. Ou seja, ambos com perfis diferentes, já que o jogador do Bayer Leverkusen é mais ofensivo e o do Chelsea mais defensivo. Além deles, os lesionados Alejandro Balde e José Gayà também brigam pela posição mais indefinida da seleção espanhola.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, é inegável que essa nova versão da <em>Furia Roja</em> chegará forte para a disputa da <em>Euro 2024</em>, todavia, só resta saber se forte a ponto de retornar da Alemanha com o quarto título continental na bagagem.  </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>
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		<title>Não existem águas calmas no oceano da seleção espanhola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 15:20:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A inesperada eliminação da Espanha diante de Marrocos nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2022, resultou na saída de Luis Enrique e na chegada de Luis de la Fuente para substituí-lo no comando técnico da seleção. É óbvio que a intenção do então presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, era manter [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2023/11/20/nao-existem-aguas-calmas-no-oceano-da-selecao-espanhola/">Não existem águas calmas no oceano da seleção espanhola</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">A inesperada eliminação da Espanha diante de Marrocos nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2022, resultou na saída de Luis Enrique e na chegada de Luis de la Fuente para substituí-lo no comando técnico da seleção.</p>



<p class="has-medium-font-size">É óbvio que a intenção do então presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, era manter o treinador das seleções de base da Espanha no cargo de maneira provisória até que um novo comandante fosse contratado. Por esta razão, cada partida de Luis de la Fuente à frente da <em>Furia Roja</em> era considerada uma verdadeira decisão de campeonato ao técnico ironicamente chamado de &#8216;Luis sub-20&#8217; pela mídia local, afinal, derrotas poderiam significar a precoce queda do sucessor de Luis Enrique.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, ainda que a Espanha tenha perdido da Escócia por 2 a 0 logo no segundo jogo o sob a batuta de Luis de la Fuente, o técnico de 62 anos de idade superou as expectativas ao vencer a Liga das Nações da UEFA em virtude do triunfo por 2 a 1 sobre a Itália, na semifinal, e da dramática vitória contra a Croácia nas penalidades, após um empate sem gols na decisão, e ao embalar uma sequência de seis resultados positivos obtidos desde a inédita conquista continental, nos quais se incluem as goleadas ante Geórgia e Chipre, por 7 a 1 e 6 a 0, respectivamente, além do 2 a 0 frente os escoceses que garantiu a liderança do grupo E das Eliminatórias da Euro ao selecionado campeão mundial de 2010.  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/11/capa-5-e1700524830703.jpg" alt="" data-id="85196" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/11/capa-5-e1700524830703.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=85196" class="wp-image-85196"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Em dez jogos sob a liderança de Luis de la Fuente, a Espanha soma 8 vitórias,1 empate, 1 derrota, e o título da Liga das Nações da UEFA.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que Luis de la Fuente escalou o montante de 47 jogadores diferentes desde a sua primeira convocação em março deste ano, lembrando que a lateral-esquerda foi a posição com mais atletas testados, sendo seis no geral, ao passo que doze novas peças estrearam defendendo as cores da seleção espanhola sob a sua gestão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, dentre as novidades, os que mais se destacaram foram o zagueiro Robin Le Normand, da Real Sociedad, que hoje compõe a dupla de zaga titular juntamente com Aymeric Laporte, e o atacante Joselu, do Real Madrid, atual substituto de Álvaro Morata, porém utilizado o mesmo número de vezes que o rival do Atlético de Madrid, nove até aqui.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, fica evidente que ao contrário de Luis Enrique, Luis de la Fuente prefere jogar com um centroavante tradicional, que serve como referência do time no ataque. Não à toa, o número de gols por intermédio de cruzamentos aumentaram na Espanha. Por sinal, os três tentos marcados pelos espanhóis na vitória por 3 a 1 sobre a Geórgia foram feitos através deste recurso.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, um dos principais méritos de Luis de la Fuente na seleção espanhola foi encontrar rapidamente uma equipe ideal, formando assim, uma sólida base composta por: Unai Símon, no gol; Dani Carvajal, Robin Le Normand e Aymeric Laporte, na defesa; Rodri e Gavi, no meio; e Álvaro Morata, no ataque.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não obstante, o estilo extremamente intenso de cobrança e os minuciosos processos táticos que predominavam na seleção espanhola nos tempos de Luis Enrique, deram lugar a um tipo de abordagem mais direta e descontraída sob o comando de Luis de la Fuente, sendo esta, a mudança de maior relevância na <em>Furia Roja</em>, uma vez que a Espanha ainda pratica um futebol baseado no domínio da posse de bola contra a maioria dos adversários. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, além de trabalhar visando a busca por um bom futebol, Luis de la Fuente também focou na criação de um ambiente mais saudável junto a jogadores, torcedores, jornalistas e membros da Federação Espanhola de Futebol, até porque a demissão de Julen Lopetegui às vésperas da Copa do Mundo de 2018, e a declarada briga entre Luis Enrique e a imprensa no Mundial do Catar, continuam vivíssimos em sua memória.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, o clima de paz envolvendo o treinador da seleção da Espanha e a mídia, em especial a catalã, azedou pra valer depois que Gavi saiu de campo gravemente lesionado na partida da rodada final das Eliminatórias da Eurocopa, a julgar que o meia do Barcelona poderia ser poupado  em Valladolid&nbsp;pelo fato da <em>Furia</em> <em>Roja</em> já estar classificada. Por isso, De la Fuente passou a ser duramente criticado no noticiário esportivo da Catalunha.    </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Portadas 🗞<br><br>💥 La lesión de Gavi y el desastre de Inglaterra, protagonistas en las portadas<a href="https://t.co/7Yc754kwRq">https://t.co/7Yc754kwRq</a></p>&mdash; Diario SPORT (@sport) <a href="https://twitter.com/sport/status/1726844369389457582?ref_src=twsrc%5Etfw">November 21, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, por mais que a Espanha seja uma das cabeças de chave do sorteio da Eurocopa, não é possível apontá-la como uma das seleções favoritas ao título do torneio, considerando ainda que os espanhóis estavam situados em uma chave tranquila nas Eliminatórias ao lado de: Escócia, que a derrotou na 2ª rodada, em Glasgow; Noruega, que decepcionou embora tenha Martin Odegaard e Erling Haaland; além dos modestos Geórgia e Chipre.</p>



<p class="has-medium-font-size">    </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Somos uma das seleções capazes de lutar pelo título da Euro. Estamos entre os dez primeiros colocados do ranking da&nbsp;FIFA&nbsp;e queremos continuar melhorando. França,&nbsp;Alemanha, Inglaterra, Portugal, Itália, assim como a Croácia, também são muito competitivos, e você também não pode descartar uma surpresa.&nbsp;</p><cite>Luis de la Fuente, treinador da Espanha</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a incerteza é constante quando nos referimos a Federação Espanhola de Futebol, sobretudo no instante em que a instituição não tem um presidente nomeado após a saída de Luis Rubiales, o que explica a razão pela qual o contrato de Luis de la Fuente ainda não foi renovado, apesar do atual vínculo do treinador terminar exatamente no meio da próxima edição da Eurocopa, isto é, no dia 30 de junho de 2024.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Com isso, caso o desempenho da Espanha caia nos jogos que antecedem a Eurocopa, e o futuro presidente da RFEF, que ainda não fazemos ideia de quem possa vir a ser, decida realizar mudanças na seleção, Luis de la Fuente correrá o sério risco de não embarcar rumo à Alemanha no ano que vem. Pois é, realmente não existem águas calmas na <em>Furia Roja</em>. </p>
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