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	<title>Paris Saint-Germain- SoccerBlog</title>
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	<title>Paris Saint-Germain- SoccerBlog</title>
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		<title>De Paris para a eternidade: PSG conquista o bicampeonato da Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 19:43:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois da inédita conquista da Champions League na temporada passada, o Paris Saint-Germain voltou a fazer história. A equipe francesa conquistou a edição 2025-26 da principal competição de clubes do futebol europeu e se tornou bicampeã consecutiva do torneio. Um feito reservado a pouquíssimos gigantes do mundo da bola. Ao erguer novamente a taça mais [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Depois da inédita conquista da Champions League na temporada passada, o Paris Saint-Germain voltou a fazer história. A equipe francesa conquistou a edição 2025-26 da principal competição de clubes do futebol europeu e se tornou bicampeã consecutiva do torneio. Um feito reservado a pouquíssimos gigantes do mundo da bola. Ao erguer novamente a taça mais cobiçada do continente, o PSG não apenas consolidou sua posição entre as grandes potências da Europa, como também escreveu um dos capítulos mais importantes de sua trajetória desde a fundação do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">A conquista coloca o Paris Saint-Germain em um seleto grupo de equipes que conseguiram vencer a Champions League em temporadas consecutivas. Clubes históricos como Real Madrid, Liverpool, Inter de Milão, Bayern de Munique, Milan, Benfica e Ajax já haviam alcançado esse feito ao longo da história. Na era moderna da Champions League, entretanto, apenas os <em>madridistas</em> haviam conseguido repetir a dose recentemente, conquistando três títulos seguidos entre 2016 e 2018.</p>



<p class="has-medium-font-size">Muito desse sucesso passa pelo trabalho extraordinário realizado por Luis Enrique. Em sua terceira temporada no comando do clube francês, o treinador espanhol transformou completamente a identidade do Paris Saint-Germain. Desde sua chegada ao Parque dos Príncipes, a prioridade deixou de ser a busca por superestrelas e passou a ser a construção de uma equipe sólida, equilibrada e comprometida coletivamente. Uma mudança que encontrou resistência inicial, mas que hoje rende frutos históricos.</p>



<p class="has-medium-font-size">O processo de reconstrução não foi simples. Logo nos primeiros meses de trabalho, Luis Enrique viu nomes como Neymar, Lionel Messi e Sergio Ramos deixarem o clube. Pouco tempo depois, o maior símbolo do projeto esportivo parisiense nos últimos anos, Kylian Mbappé, também se despediu. A saída do atacante francês para o Real Madrid foi vista por muitos como um duro golpe para as ambições do PSG, especialmente porque o jogador buscava justamente aumentar suas chances de conquistar a Champions League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Lista de vencedores com 2 ⭐️Champions League:<br>🇵🇹Benfica<br>🇵🇹FC Porto<br>🇫🇷Paris SG<br>🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿Nottingham Forest<br>🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿Chelsea<br>🇮🇹Juventus <a href="https://t.co/2LU4hC6tli">pic.twitter.com/2LU4hC6tli</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2060808182432170464?ref_src=twsrc%5Etfw">May 30, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">O destino, porém, reservou uma enorme ironia para essa história. Desde que Kylian Mbappé trocou Paris por Madrid, quem passou a dominar o cenário europeu foi justo o PSG. Enquanto o atacante francês seguia sua busca pela taça continental vestindo branco, o clube que ele deixou para trás conquistava duas Champions League consecutivas. Primeiro com a histórica goleada por 5 a 0 sobre a Inter de Milão na temporada passada. Agora, repetindo a façanha e confirmando que seu sucesso está muito além de qualquer individualidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, a caminhada do PSG nesta temporada apresentou algumas semelhanças com a campanha vitoriosa anterior. Os franceses não conseguiram terminar a fase de liga entre os oito melhores colocados da competição e precisaram disputar os play-offs. Desta vez, o adversário foi o Monaco. No ano passado, o desafio havia sido o Brest. Em ambos os casos, os parisienses superaram o obstáculo doméstico e iniciaram uma trajetória de crescimento que culminaria novamente na decisão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas fases seguintes, o Paris Saint-Germain voltou a demonstrar sua força diante de adversários da Premier League. A equipe eliminou o Chelsea nas oitavas-de-final e passou pelo Liverpool nas quartas. Assim como havia acontecido na campanha anterior, os ingleses voltaram a cruzar o caminho do PSG e mais uma vez o os comandados de Luis Enrique demonstraram um grau competitivo capaz de rivalizar com qualquer potência do continente.</p>



<p class="has-medium-font-size">A semifinal contra o Bayern de Munique foi considerada por muitos especialistas como a verdadeira final antecipada da competição. Frente a frente estavam duas equipes que apresentaram o futebol mais consistente da Europa ao longo da temporada. Os bávaros contavam com um poderoso setor ofensivo formado por Harry Kane, Luis Díaz e Michael Olise, mas encontrou pela frente um time extremamente organizado e preparado para diferentes cenários de jogo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">Une nuit dans la légende ⭐️⭐️ <a href="https://t.co/os0lfQqFJh">pic.twitter.com/os0lfQqFJh</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSG_inside) <a href="https://x.com/PSG_inside/status/2060978443978756383?ref_src=twsrc%5Etfw">May 31, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Foi exatamente essa versatilidade que fez a diferença. O Paris Saint-Germain não depende exclusivamente da posse de bola ou do jogo ofensivo. Quando necessário, a equipe sabe sofrer, defender e competir em alto nível. A classificação diante do Bayern em plena Allianz Arena através do empate em 1 a 1 demonstrou isso com clareza. Mesmo enfrentando uma das atmosferas mais difíceis do futebol europeu, os atuais tetracampeões franceses mantiveram o controle emocional e mostraram maturidade para garantir sua vaga na decisão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na final disputada em Budapeste, o adversário foi o Arsenal. Ao contrário do que muitos imaginavam, a partida foi extremamente equilibrada. Mikel Arteta surpreendeu ao armar uma equipe bastante conservadora, utilizando quatro zagueiros de origem em sua linha defensiva, com Cristhian Mosquera atuou improvisado pela direita e Piero Hincapié pela esquerda. A estratégia era clara: fechar os espaços e tentar sobreviver ao poder ofensivo parisiense.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">✨🇬🇪 Khvicha Kvaratskhelia is the 2025/26 UEFA Champions League Player of the Season 🙌<a href="https://x.com/hashtag/UCL?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCL</a> <a href="https://t.co/vkfBtCMEP1">pic.twitter.com/vkfBtCMEP1</a></p>&mdash; UEFA Champions League (@ChampionsLeague) <a href="https://x.com/ChampionsLeague/status/2061105404046721419?ref_src=twsrc%5Etfw">May 31, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O plano inglês ganhou força quando Kai Havertz abriu o placar logo aos 5 minutos de partida. A partir daquele momento, o Arsenal recuou ainda mais suas linhas e passou a defender a vantagem com todos os jogadores atrás da linha da bola. O problema é que poucos times no futebol europeu conseguem resistir durante tanto tempo à pressão exercida pelo melhor ataque da Champions League com impressionantes 48 gols marcados, incluindo os <em>Gunners</em>, donos da defesa menos vazada do torneio com somente 7 tentos sofridos.</p>



<p class="has-medium-font-size">A insistência parisiense acabou sendo recompensada na segunda etapa. Khvicha Kvaratskhelia, novamente brilhando em uma partida decisiva, foi o principal responsável pela reação. O georgiano infernizou a defesa inglesa durante toda a partida e sofreu o pênalti que recolocou o PSG no jogo. Ousmane Dembélé converteu a cobrança e levou a decisão para a prorrogação. O empate parecia até injusto diante dos números apresentados em campo, com ampla superioridade francesa em posse de bola (75% &#8211; 25%), finalizações (21 &#8211; 7) e volume ofensivo (trocas de passes: 889 &#8211; 285).</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas penalidades, a competência e uma dose inevitável de sorte acabaram sorrindo para o lado parisiense. O erro de Gabriel Magalhães na última cobrança confirmou o bicampeonato europeu e colocou definitivamente esta geração na história do clube. Luis Enrique provou que era possível construir um PSG vencedor sem depender de um elenco formado apenas por superastros. O investimento continuou elevado, mas passou a ser direcionado para a construção de um coletivo forte e competitivo. Com mais um ano de contrato pela frente, o treinador espanhol já começa a olhar para o próximo desafio: a busca por um tricampeonato europeu consecutivo que pode transformar esta equipe em uma das maiores dinastias da Champions League.</p>
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		<title>Paris Saint-Germain, pentacampeão francês 2025-26. E que venha o bi-europeu</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/14/paris-saint-germain-pentacampeao-frances-2025-26-e-que-venha-o-bi-europeu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=paris-saint-germain-pentacampeao-frances-2025-26-e-que-venha-o-bi-europeu</link>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 17:58:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Paris Saint-Germain acostumou o futebol francês a algo perigoso: transformar o extraordinário em rotina. O pentacampeonato da Ligue 1 na temporada 2025-26, confirmado após a vitória diante do Lens por 2 a 0, não representa apenas mais um troféu na sala parisiense. É uma conquista que reforça uma hegemonia tão dominante que, em determinados [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O Paris Saint-Germain acostumou o futebol francês a algo perigoso: transformar o extraordinário em rotina. O pentacampeonato da Ligue 1 na temporada 2025-26, confirmado após a vitória diante do Lens por 2 a 0, não representa apenas mais um troféu na sala parisiense. É uma conquista que reforça uma hegemonia tão dominante que, em determinados momentos, parece desconectada da realidade do restante do país. </p>



<p class="has-medium-font-size">Para se ter uma ideia, o Paris Saint-Germain levantou sua décima quarta taça nacional e ampliou ainda mais a distância para seus perseguidores históricos. O Olympique de Marseille e o Saint-Étienne seguem observando de longe, ambos estacionados em dez conquistas. O futebol francês vive há mais de uma década dentro da era parisiense. Uma era onde o impossível deixou de existir e a repetição do sucesso passou a ser encarada como obrigação. E talvez esse seja justamente o maior peso de vestir a camisa do PSG atual.</p>



<p class="has-medium-font-size">A vitória diante do Lens, vice-líder da competição, carregava um simbolismo maior. Era um confronto direto contra o único time que ainda alimentava alguma chance matemática. Mas esperança, no futebol, nem sempre resiste ao talento. Com gols de Kvicha Kvaratskhelia, ainda no primeiro tempo, e Ibrahim Mbaiê, já nos minutos finais, os parisienses fecharam a conta e confirmaram o título da Ligue 1. Um veterano europeu em ascensão e um garoto representando o futuro. Dois gols que resumem perfeitamente o projeto esportivo construído nos últimos anos no Parque dos Príncipes.</p>



<p class="has-medium-font-size">A vantagem de nove pontos restando apenas uma rodada para o fim não deixa espaço para questionamentos. O Paris Saint-Germain não apenas venceu a Ligue 1; ele administrou e conduziu a competição sob suas próprias regras. O que antes parecia uma corrida pelo título virou uma longa caminhada conduzida por uma equipe que entende como poucos a diferença entre jogar partidas e controlar temporadas inteiras. A superioridade técnica foi evidente, mas a maturidade coletiva talvez tenha sido ainda mais impressionante. Porque dominar é difícil. Permanecer dominando durante tanto tempo é algo reservado a pouquíssimos clubes na história do futebol.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A décima quarta taça! ❤️💙 <a href="https://t.co/fhxZ97F9pr">pic.twitter.com/fhxZ97F9pr</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSGbrasil) <a href="https://twitter.com/PSGbrasil/status/2054673653334241542?ref_src=twsrc%5Etfw">May 13, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O mais impressionante é perceber que o Paris Saint-Germain continua vencendo enquanto troca sua própria identidade. Durante muitos anos, o projeto parisiense foi associado ao brilho individual, aos superastros, aos nomes gigantescos que pareciam transformar cada jogo em uma cerimônia particular. Vieram Lionel Messi, Neymar, Sergio Ramos, Kylian Mbappé e tantas outras estrelas. Mas o futebol possui uma ironia curiosa: às vezes, quando os holofotes diminuem, a equipe cresce. E talvez o PSG tenha aprendido isso tarde, mas aprendeu da melhor maneira possível.</p>



<p class="has-medium-font-size">A chegada de Luis Enrique, em 2023, alterou profundamente a estrutura do clube. Ele encontrou um elenco em transformação e iniciou uma reconstrução silenciosa. Primeiro vieram as despedidas de Messi, Neymar e Sergio Ramos. Depois, um ano mais tarde, a saída de Mbappé para o Real Madrid parecia representar o encerramento definitivo de uma era. Muitos imaginaram que o PSG perderia força. Outros acreditaram que os parisienses finalmente voltariam a dividir espaço internamente na França. Aconteceu justamente o contrário. O treinador espanhol transformou o vazio em oportunidade e reorganizou a alma esportiva do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">O terceiro título consecutivo de Luis Enrique talvez seja sua maior resposta aos críticos. Porque seu trabalho jamais esteve limitado a resultados. Ele mudou comportamentos. Criou um PSG menos dependente de individualidades e mais comprometido coletivamente. Hoje existe algo raro no Paris Saint-Germain: equilíbrio. A equipe ataca sem se tornar irresponsável, defende sem abrir mão da coragem e consegue controlar diferentes contextos de jogo. Em outras palavras, deixou de ser apenas um conjunto de estrelas para literalmente se transformar em um time completa. E existe uma enorme diferença entre essas duas coisas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro desse novo cenário, Ousmane Dembélé simboliza perfeitamente a nova fase parisiense. Eleito o melhor jogador da Ligue 1 pela segunda temporada consecutiva, o atacante lidera a artilharia do clube na temporada com 21 gols. Durante anos, Dembélé foi tratado como uma promessa cercada por lesões, irregularidades e expectativas frustradas. Hoje parece ter encontrado o ambiente ideal para alcançar estabilidade. Seu talento nunca esteve em discussão. O que faltava era continuidade. E agora ela chegou justamente no momento em que o Paris Saint-Germain precisava encontrar novos protagonistas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas a Ligue 1 já não é suficiente para definir o tamanho deste Paris Saint-Germain. O olhar parisiense atravessa fronteiras há bastante tempo. A conquista inédita da Champions League na temporada passada mudou a forma como o clube passou a ser enxergado. Durante anos, a obsessão europeia virou motivo de piada, pressão e frustração. O PSG colecionava eliminações traumáticas, quedas dolorosas e capítulos difíceis de apagar. Até que finalmente alcançou o topo da Europa. E quando isso aconteceu, algo mudou definitivamente. Porque conquistar pela primeira vez é um sonho. Voltar e permanecer lá em cima é uma decisão.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">Génio 🏆🧠 <a href="https://t.co/oEM7sqKEfy">pic.twitter.com/oEM7sqKEfy</a></p>&mdash; Ligue 1 Português (@Ligue1_POR) <a href="https://twitter.com/Ligue1_POR/status/2054678840836845721?ref_src=twsrc%5Etfw">May 13, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Agora o Paris Saint-Germain retorna à final da Champions League pela segunda temporada seguida. O adversário será o Arsenal, em Budapeste. E existe algo gigantesco em jogo. Caso vença, o clube francês poderá se tornar o primeiro bicampeão consecutivo da era moderna da Champions League desde o Real Madrid de Zidane entre 2016 e 2018. Um feito que parece distante porque quase ninguém conseguiu repetir. O futebol europeu se tornou cruel demais, equilibrado demais, imprevisível demais. Permanecer no topo exige algo próximo da perfeição.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez o mais assustador seja perceber que o PSG parece realmente capaz disso. Contra o Bayern de Munique, nas semifinais, a equipe mostrou duas versões completamente diferentes de si mesma. Primeiro participou de um espetáculo caótico em Paris, um 5 a 4 que parecia uma partida disputada por crianças em uma rua sem limites para atacar. Depois, na Allianz Arena, mostrou maturidade, paciência e capacidade de sofrimento. Soube sofrer. Soube esperar. Soube resistir. E campeões europeus quase sempre aprendem essa linguagem antes de levantarem grandes taças.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vincent Kompany, técnico do Bayern de Munique, resumiu bem ao afirmar que o Paris Saint-Germain continua sendo a melhor equipe da Europa. E essa frase ganha ainda mais peso quando observamos a juventude do elenco. A média de idade gira em torno de 24 anos. Apenas Fabián Ruiz, Lucas Hernández e Marquinhos ultrapassam os 28 anos de idade no plantel. Existe juventude, talento e, principalmente, fome competitiva. O PSG atual parece distante daquele grupo que às vezes transmitia a sensação de fragilidade emocional em noites decisivas. Hoje existe algo diferente ali. Existe resistência. E tudo a longo prazo.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez essa seja a maior evolução de todas. Porque talento o Paris Saint-Germain sempre teve. Dinheiro também. Estrutura, estrelas e ambição jamais faltaram. O que faltava era personalidade coletiva. Durante anos o clube parecia forte até encontrar a primeira grande tempestade europeia. Hoje parece exatamente o oposto. Quanto maior o jogo, mais confortável a equipe parece ficar. E isso costuma ser um sinal extremamente perigoso para os adversários.</p>



<p class="has-medium-font-size">A grandeza, no entanto, possui uma característica curiosa: ela nunca aceita permanecer parada. O PSG já atingiu aquilo que parecia impossível uma década atrás. Tornou-se campeão europeu, dominou seu país e passou a frequentar o grupo dos gigantes sem pedir licença. Todavia, agora surge uma pergunta ainda maior. Não se trata mais de alcançar a história, mas sim de escrever uma nova era. Porque dinastias não nascem quando se conquista uma vez. Elas começam quando o mundo inteiro percebe que talvez ninguém consiga impedir a próxima conquista.</p>
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		<title>Paris Saint-Germain: quando a arte encontra o tempo certo para vencer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 17:07:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme se repete no Parque dos Príncipes, e talvez isso não seja coincidência, mas destino. Em Paris, cidade onde revoluções mudaram o curso da história, o futebol também parece atravessar seu próprio momento de ruptura. Depois de um início de temporada pra lá de tímido, o Paris Saint-Germain ressurge no momento exato, como quem [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O filme se repete no Parque dos Príncipes, e talvez isso não seja coincidência, mas destino. Em Paris, cidade onde revoluções mudaram o curso da história, o futebol também parece atravessar seu próprio momento de ruptura. Depois de um início de temporada pra lá de tímido, o Paris Saint-Germain ressurge no momento exato, como quem entende que na Champions League não basta jogar bem — é preciso saber quando jogar melhor. E o PSG, mais uma vez, escolheu a reta final para florescer.</p>



<p class="has-medium-font-size">Há algo de simbólico nisso. Assim como na tomada da Bastilha, quando o povo parisiense escolheu o instante certo para transformar tensão em ação, o PSG parece ter aprendido a transformar potencial em imposição no momento decisivo. Não se trata apenas de vencer, mas de controlar o jogo, de ditar o ritmo, de impor ideias. E nesta temporada, essa filosofia tem sido clara: o Paris Saint-Germain não quer apenas competir, quer dominar.</p>



<p class="has-medium-font-size">E essa dominância tem endereço certo: os confrontos contra clubes ingleses. Chelsea e Liverpool já ficaram pelo caminho, vítimas de um futebol que desafia a lógica física e intensa da Premier League. E não é um recorte isolado. Desde 2024, são 12 confrontos contra equipes inglesas, com 29 gols marcados e somente 14 sofridos. Um dado que não apenas impressiona, mas que conta uma história — a história de um PSG que encontrou sua identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto os clubes ingleses apostam na intensidade física, na bola parada e em um jogo mais direto, o PSG responde com arte, com posse, com inteligência posicional. É um contraste quase filosófico. De um lado, a força; do outro, a construção. E nessa batalha de estilos, os atuais campeões europeus têm mostrado que pensar o jogo pode ser tão ou mais poderoso do que apenas executá-lo com força.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Paris Saint-Germain é eleito “Equipe do Ano do Mundo” no Laureus World Sports Awards! 🏆 <a href="https://t.co/lzPPPAHIox">pic.twitter.com/lzPPPAHIox</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSGbrasil) <a href="https://twitter.com/PSGbrasil/status/2046368041760436456?ref_src=twsrc%5Etfw">April 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A base desse modelo está na obsessão pela posse de bola. Mas não uma posse estéril, previsível. É uma posse com propósito, com movimento, com intenção de criar superioridade numérica em cada parte do campo. Os comandados de Luis Enrique não ocupam espaços — eles os transformam. E é nessa dinâmica que o jogo ganha enorme fluidez, velocidade e imprevisibilidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pelos lados do campo, essa ideia ganha forma e aceleração. Achraf Hakimi e Désiré Doué pela direita, Nuno Mendes e Kvicha Kvaratskhelia pela esquerda, formam dobradinhas que não apenas avançam, como também desmontam sistemas defensivos. São movimentos coordenados, quase coreografados, que transformam amplitude em profundidade e velocidade em ruptura.</p>



<p class="has-medium-font-size">No meio-campo, o equilíbrio é garantido por um fortíssimo tridente que entende o jogo como poucos: Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz. Além de sustentarem a equipe defensivamente, eles são responsáveis por dar continuidade ao fluxo ofensivo, formando assim um setor que conecta, organiza e dita o ritmo, permitindo que o PSG ataque com consistência sem perder o controle. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, talvez o detalhe mais revelador do PSG esteja em algo aparentemente simples: os arremessos laterais. Em um futebol onde muitos transformam esse tipo de lance em bolas longas para a área, os parisienses fazem o oposto. Preferem reiniciar o jogo, manter a posse, construir desde trás. Em toda a temporada, somando Ligue 1 e Champions League, foram apenas duas tentativas de lançamentos longos em laterais. Um manifesto silencioso contra o desperdício da bola.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="381" data-id="116516" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/134196928221705637-11-e1776787619113.jpg" alt="" class="wp-image-116516"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Paris Saint-Germain é o primeiro clube francês a chegar três vezes consecutivas nas semifinais da Champions League ao longo da história.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, é importante destacar que essa escolha não é apenas técnica, é ideológica. O técnico Luis Enrique sempre deixa claro que cada posse importa, que cada ação deve ter um propósito. E isso, é claro, molda uma equipe que joga com consciência, com paciência e, ao mesmo tempo, com agressividade quando necessário. Ou seja: um equilíbrio raro no futebol moderno.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e os adversários acabam sentindo isso. Arne Slot, técnico do Liverpool, reconheceu a dificuldade de enfrentar o Paris Saint-Germain. Não foi apenas uma eliminação, foi um verdadeiro domínio. Mesmo em Anfield, o time parisiense conseguiu encurralar o Liverpool em determanadas fases da partida, controlando o jogo e expondo suas limitações. Um cenário que poucos imaginariam há algumas temporadas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se olharmos para as duas principais potências inglesas na atualidade, como Arsenal e Manchester City, a comparação se torna ainda mais interessante. Ambas são equipes fortes, estruturadas, mas nenhuma apresenta a mesma ameaça constante pelos lados do campo que o PSG oferece. A capacidade de aceleração e ruptura dos parisienses cria um nível de pressão ofensiva que poucos conseguem sustentar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, nem tudo é controle absoluto. Na Ligue 1, o PSG vive um panorama mais equilibrado do que na temporada anterior. Apenas um ponto à frente do Lens, ainda que com um jogo a menos, o clube sabe que não terá margem para relaxamento. Logo, ao contrário do habitual desta vez a disputa doméstica exige atenção, enquanto a Champions League cobra excelência.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Paris Saint-Germain é eleito “Equipe do Ano do Mundo” no Laureus World Sports Awards! 🏆 <a href="https://t.co/lzPPPAHIox">pic.twitter.com/lzPPPAHIox</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSGbrasil) <a href="https://twitter.com/PSGbrasil/status/2046368041760436456?ref_src=twsrc%5Etfw">April 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E no horizonte europeu, o desafio cresce ainda mais: <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/04/20/bayern-de-munique-bicampeao-alemao-2025-26/">o Bayern de Munique, campeão da Bundesliga com 109 gols marcados até aqui na temporada,</a> nas semifinais. Um confronto que exige mais do que talento — exige evolução. E é exatamente isso que Luis Enrique vem cobrando. Para conquistar o bicampeonato da Champions League, algo raríssimo na era recente, o PSG precisa dar mais um passo. Precisa transformar domínio em consistência absoluta.</p>



<p class="has-medium-font-size">Para se ter uma ideia da dificuldade, a referência inevitável é o Real Madrid, último clube a conquistar títulos consecutivos da Champions League e também o último a atingir o tricampeonato recente entre 2016 e 2018. Quer dizer, um padrão quase inatingível, que serve não como pressão, mas como horizonte. E o PSG parece, pela primeira vez, olhar para esse horizonte com legitimidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Depois de anos de frustrações, eliminações dolorosas e projetos esportivos que não se sustentavam, o Paris Saint-Germain finalmente encontrou algo maior do que estrelas: uma identidade. E quando um time encontra sua identidade, ele deixa de depender do acaso, a julgar pela terceira temporada seguida entre os quatro semifinalistas da Champions League, um feito inédito envolvendo franceses.</p>



<p class="has-medium-font-size">Paris já viu revoluções mudarem o mundo. Agora, vê um time tentar mudar sua própria história no futebol europeu. E a pergunta que fica no ar, ecoando entre as luzes da cidade e o brilho nos grandes jogos, é inevitável: será que chegou, enfim, a hora do PSG transformar promessa em legado?</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/04/21/paris-saint-germain-quando-a-arte-encontra-o-tempo-certo-para-vencer/">Paris Saint-Germain: quando a arte encontra o tempo certo para vencer</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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		<title>Quando mais importa, o Paris Saint-Germain volta a ser imparável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 14:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Enrique]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vitória do Paris Saint-Germain sobre o Chelsea por 3 a 0 em pleno Stamford Bridge não foi apenas mais um resultado expressivo em uma noite europeia. Ela representou, acima de tudo, um sinal claro de que a equipe comandada por Luiz Henrique começa a atingir o seu auge justamente no momento mais decisivo da [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A vitória do Paris Saint-Germain sobre o Chelsea por 3 a 0 em pleno Stamford Bridge não foi apenas mais um resultado expressivo em uma noite europeia. Ela representou, acima de tudo, um sinal claro de que a equipe comandada por Luiz Henrique começa a atingir o seu auge justamente no momento mais decisivo da temporada. Em um contexto de altos e baixos ao longo dos últimos meses, o PSG ressurge com autoridade, repetindo um padrão já visto na campanha anterior, quando cresceu na reta final e conquistou o inédito título da Champions League. Trata-se de um timing que pode novamente ser determinante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao longo da atual temporada, o Paris Saint-Germain apresentou lampejos evidentes de seu potencial máximo, ainda que não tenha conseguido sustentar esse nível com regularidade. A goleada por 7 a 2 sobre o Bayer Leverkusen, a vitória de virada sobre o Barcelona fora de casa e o contundente 5 a 0 aplicado no Olympique de Marselha no <em>Le Classique</em> foram exemplos claros da capacidade devastadora da equipe. No entanto, esses momentos de brilho conviveram com oscilações que impediram o time de alcançar, de forma contínua, o mesmo patamar técnico exibido na temporada histórica anterior.</p>



<p class="has-medium-font-size">E essa dificuldade é absolutamente compreensível. Em 2025, o Paris Saint-Germain viveu o melhor ano de sua história, conquistando seis títulos e estabelecendo um grau de excelência extremamente elevado. Reproduzir esse desempenho não seria apenas difícil — seria quase irreal. A comparação inevitável com aquele período criou uma expectativa altíssima, que naturalmente ampliou a percepção de irregularidade ao longo da atual campanha. Ainda assim, o que se vê agora é uma equipe que, mesmo sem repetir integralmente aquele nível, encontra o seu melhor momento quando mais precisa.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116002" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-4-e1773842571902.jpg" alt="" class="wp-image-116002"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, essa é a nona vez que o Paris Saint-Germain alcançou as quartas-de-final da Champions League desde que foi adquirido pela QSI em 2011.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminatória diante do Chelsea é a prova mais concreta disso. Após vencer o jogo de ida por 5 a 2, o Paris Saint-Germain confirmou sua superioridade em Londres com uma atuação segura e dominante, fechando o confronto com um agregado amplamente favorável. Mais do que o placar, o que chama atenção é a forma como a equipe se comportou: madura, intensa e extremamente eficiente nos momentos-chave. Esse tipo de desempenho é característico de times que sabem competir em alto nível europeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Um dos grandes protagonistas desse confronto foi Khvicha Kvaratskhelia. Após uma atuação decisiva no jogo de ida, entrando em campo e mudando completamente a dinâmica da partida com dois gols e uma assistência em apenas 28 minutos, o georgiano voltou a ser determinante em Stamford Bridge. Logo aos seis minutos, abriu o placar e estabeleceu o tom da partida. Sua influência tem sido crescente, e seus números na competição — sete gols e quatro assistências — refletem o impacto direto que exerce no sistema ofensivo parisiense.</p>



<p class="has-medium-font-size">A atuação de Kvaratskhelia foi tão dominante que obrigou o técnico do Chelsea, Liam Rosenior, a tomar medidas drásticas no intervalo da partida. Mamadou Sarr, responsável por sua marcação, foi substituído após não conseguir conter o avanço constante do camisa 7 pelo lado esquerdo do ataque do PSG. Esse tipo de ajuste forçado evidencia não apenas a superioridade individual, mas também o desequilíbrio tático que ele é capaz de gerar em defesas adversárias.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro nome que merece destaque é Bradley Barcola. Após passar um longo período sem marcar na Champions League, o atacante voltou a balançar as redes duas vezes em uma única semana, demonstrando uma recuperação significativa de confiança e desempenho. Somente em 2026, Barcola já soma sete gols em 14 partidas, números que indicam um retorno consistente ao seu melhor nível. Sua evolução amplia ainda mais o leque ofensivo de Luis Enrique.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">Travail fait. 💼✅<a href="https://twitter.com/hashtag/UCL?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCL</a> <a href="https://t.co/Kh6Q9IMAum">pic.twitter.com/Kh6Q9IMAum</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSG_inside) <a href="https://twitter.com/PSG_inside/status/2034024842563838267?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Apesar da qualidade ofensiva, o Paris Saint-Germain enfrentou dificuldades ao longo da temporada, especialmente em função das constantes lesões que afetaram o elenco. Jogadores importantes perderam ritmo e sequência, o que comprometeu a estabilidade coletiva da equipe. A ausência de uma pré-temporada adequada, consequência direta da participação na Copa do Mundo de Clubes, também teve impacto significativo na preparação física e tática do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, o PSG demonstrou, em diversos momentos, uma vulnerabilidade defensiva incomum. Jogos como a vitória por 5 a 3 sobre o Tottenham evidenciaram uma equipe capaz de produzir muito ofensivamente, mas também suscetível a sofrer gols com facilidade. Esse desequilíbrio foi uma das principais marcas da temporada até aqui, contrastando com a solidez apresentada na campanha anterior.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, o desempenho contra o Chelsea sugere uma evolução importante nesse aspecto. Ao vencer por 3 a 0 fora de casa sem sofrer gols, os parisienses mostraram uma organização defensiva muito mais consistente, aliada à já conhecida eficiência no ataque. Esse tipo de atuação equilibrada é fundamental em fases decisivas da Champions League, onde detalhes fazem toda a diferença.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116020" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-5-e1773845263559.jpg" alt="" class="wp-image-116020"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Luis Enrique é técnico com o mínimo de 15 jogos disputados, detentor da maior taxa de vitórias em jogos eliminatórios da Champions League, registrando um elevado índice de 68%.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo com alguns tropeços ao longo da temporada — como a derrota para o Paris FC na Copa da França e o confronto equilibrado contra o Monaco nos playoffs da Champions — o PSG segue competitivo em todas as frentes. Na Ligue 1, lidera a competição, ainda que com vantagem mínima sobre o Lens, porém com um jogo a menos. Esse cenário mantém a equipe plenamente inserida na disputa pelos principais títulos.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que a semana foi extremamente positiva para os atuais tetracampeões franceses. Além da classificação convincente na Champions League, o PSG foi beneficiado pela derrota do Lens para o Lorient, o que reforça sua posição no campeonato. Esse conjunto de resultados contribui para um ambiente de confiança no Parque dos Príncipes, algo essencial na reta final da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda há um caminho longo a ser percorrido, tanto no certame nacional quanto no europeu. Em contrapartida, o que se observa neste instante é um Paris Saint-Germain que, após meses de oscilações, parece finalmente ter encontrado o seu ritmo. E se há algo que a história recente do clube ensina, é que um PSG em seu auge, no momento certo, é uma ameaça real a qualquer adversário do futebol mundial.</p>
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		<title>Goleada histórica no Le Classique pode marcar a virada da temporada do Paris Saint-Germain</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 17:48:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Francês]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Ligue 1]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Enrique]]></category>
		<category><![CDATA[Paris Saint-Germain]]></category>
		<category><![CDATA[PSG]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Paris Saint-Germain viveu no último fim de semana uma daquelas noites que ficam registradas não apenas na tabela, mas na memória coletiva do clube. A goleada por 5 a 0 sobre o Olympique de Marseille, no tradicional Le Classique, não foi apenas mais uma vitória em um campeonato que o PSG está acostumado a dominar. Foi um [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O Paris Saint-Germain viveu no último fim de semana uma daquelas noites que ficam registradas não apenas na tabela, mas na memória coletiva do clube. A goleada por 5 a 0 sobre o Olympique de Marseille, no tradicional <em>Le Classique</em>, não foi apenas mais uma vitória em um campeonato que o PSG está acostumado a dominar. Foi um resultado histórico, simbólico e, sobretudo, carregado de significado emocional e esportivo. Pela primeira vez em toda a história do confronto, os parisienses construíram um placar tão elástico contra seus maiores rivais. Um 5 a 0 que ultrapassa números e toca diretamente na identidade da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">O <em>Le Classique</em> é mais do que um simples jogo de futebol no calendário francês. Trata-se da maior rivalidade do país, um duelo que concentra tensões políticas, regionais, culturais e esportivas. Paris contra Marselha é capital contra porto, poder econômico contra tradição popular, projeto global contra identidade local. Por isso, quando um placar histórico acontece nesse cenário, ele carrega um peso específico. Essa foi apenas a terceira vez que o PSG marcou cinco gols no clássico, mas nunca havia vencido com tamanha superioridade. Um domínio absoluto que ecoa além dos 90 minutos.</p>



<p class="has-medium-font-size">O contexto da temporada torna essa vitória ainda mais relevante. O PSG não vive um ano ruim, mas certamente vive um ano aquém das expectativas criadas após a temporada anterior. O clube vinha do maior sucesso de sua história, com a conquista inédita da Champions League composta pela tão sonhada tríplice coroa. Naturalmente, o sarrafo foi elevado. Qualquer campanha que não mantivesse esse nível de excelência seria automaticamente vista com desconfiança. E foi exatamente isso que aconteceu ao longo dos primeiros meses da atual temporada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">PSG volta para o topo da tabela e o Lyon sobe para o 3º lugar 🔝 <a href="https://t.co/JsPFKrLrN2">pic.twitter.com/JsPFKrLrN2</a></p>&mdash; Ligue 1 Português (@Ligue1_POR) <a href="https://twitter.com/Ligue1_POR/status/2020624256581939221?ref_src=twsrc%5Etfw">February 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Na&nbsp;Ligue 1, o Paris Saint-Germain oscilou mais do que o habitual. Chegou a ocupar a segunda colocação durante boa parte do campeonato, atrás do&nbsp;Lens, algo que não é comum em seu domínio recente do futebol francês. Apenas há três rodadas conseguiu recuperar a liderança, ainda que sem transmitir aquela sensação de superioridade esmagadora que marcou outros anos. A equipe parecia mais vulnerável, menos intensa e, em certos momentos, desconectada de sua melhor versão.</p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação precoce na&nbsp;Copa da França&nbsp;aprofundou ainda mais essa sensação de frustração. Cair diante do&nbsp;recém-promovido Paris FC, vizinho de menor expressão, foi um golpe duro para um elenco construído para competir em todas as frentes. A derrota não apenas encerrou uma competição cedo demais, como levantou questionamentos sobre foco, intensidade e gestão emocional do grupo. A Copa da França, tradicionalmente, sempre foi tratada como obrigação pelo PSG.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na&nbsp;Champions League, o retrato da temporada talvez seja ainda mais fiel. O atual campeão encerrou a fase de liga apenas na 11ª colocação, posição que o obriga a disputar os play-offs de repescagem contra o Monaco. Para um clube que vinha de um título europeu histórico, esse desempenho soa insuficiente. Não se trata de um desastre, mas claramente está longe do patamar que o próprio PSG estabeleceu para si. A campanha europeia reflete uma equipe que ainda busca consistência e fluidez.</p>



<p class="has-medium-font-size">Parte importante dessa irregularidade passa, inevitavelmente, pelo elevado número de lesões sofridas ao longo do primeiro semestre. Jogadores-chave ficaram fora por períodos prolongados, quebrando qualquer tentativa de sequência ideal.&nbsp;Achraf Hakimi&nbsp;perdeu jogos importantes,&nbsp;Ousmane Dembélé&nbsp;esteve ausente em momentos decisivos, assim como&nbsp;Marquinhos, Nuno Mendes,&nbsp;Fabián Ruiz&nbsp;e&nbsp;Désiré Doué. Um elenco forte, mas que raramente esteve completo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">PSG arrasou no &#39;Le Classique&#39; 💥 <a href="https://t.co/EolLMxCJAh">pic.twitter.com/EolLMxCJAh</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://twitter.com/B24PT/status/2020613577284215084?ref_src=twsrc%5Etfw">February 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, o PSG claramente não priorizou a Ligue 1 em determinados momentos da temporada. Houve rotações excessivas, partidas tratadas como secundárias e um foco maior na recuperação física e no calendário europeu. Agora, com o campeonato entrando em sua fase decisiva, a postura começa a mudar. A equipe passou a tratar o torneio nacional como uma plataforma de confiança, algo fundamental para o que vem pela frente. E é exatamente nesse ponto que o 5 a 0 sobre o Marseille ganha contornos de possível virada psicológica.</p>



<p class="has-medium-font-size">A comparação com a temporada passada é inevitável. Naquele ano, o Paris Saint-Germain também viveu um momento de ruptura emocional quando goleou o&nbsp;Manchester City&nbsp;por 4 a 1, de virada, no Parque dos Príncipes. Aquela partida funcionou como um gatilho de confiança. A equipe ganhou convicção, identidade e embalou de vez. O segundo semestre foi avassalador, culminando na tríplice coroa e na melhor temporada da história do clube. A sensação atual é que o clássico contra o Marseille pode cumprir papel semelhante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro desse contexto, o brilho individual de Ousmane Dembélé merece destaque especial. Principal jogador da equipe, o francês marcou dois gols e distribuiu uma assistência para o gol de&nbsp;Khvicha Kvaratskhelia no <em>Le Classique</em>. Desde seu retorno de lesão, Dembélé já vinha apresentando sinais de evolução, mas foi a partir de janeiro que suas atuações ganharam outro nível. Mais decisivo, mais confiante e mais participativo, ele assumiu protagonismo absoluto no setor ofensivo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">⚽️ La barre des 50 buts avec le Paris Saint-Germain pour Ousmane Dembélé ! ❤️💙 <a href="https://t.co/eEgA3xptJi">pic.twitter.com/eEgA3xptJi</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSG_inside) <a href="https://twitter.com/PSG_inside/status/2020833960310493598?ref_src=twsrc%5Etfw">February 9, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os números recentes comprovam esse crescimento. Ousmane Dembélé chegou a 10 tentos na temporada e se tornou apenas o segundo jogador do elenco parisiense a alcançar dois dígitos, ao lado de&nbsp;Gonçalo Ramos, que, curiosamente, é reserva. Esse dado expõe uma das principais características — e limitações — do Paris Saint-Germain atual: a ausência de um centroavante fixo e dominante. Diferentemente de outros gigantes europeus, o PSG não possui um artilheiro clássico concentrando os gols.</p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto isso, concorrentes diretos apresentam referências claras. O&nbsp;Bayern de Munique&nbsp;conta com&nbsp;Harry Kane, o&nbsp;Real Madrid&nbsp;tem&nbsp;Kylian Mbappé, e o Manchester City segue com&nbsp;Erling Haaland, todos já ultrapassando a marca dos 30 gols na temporada. No PSG, a produção ofensiva é mais distribuída, fruto de um modelo sem um camisa 9 fixo. Isso aumenta a responsabilidade sobre Ousmane Dembélé.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nos últimos dez jogos, o melhor jogador do mundo na atualidade participou diretamente de 11 gols, com sete bolas na rede e quatro assistências. É uma sequência que não apenas sustenta o PSG no curto prazo, como também projeta o jogador como peça central para o restante da temporada. Se o os comandados de Luis Enrique quiserem sonhar alto na Champions e confirmar o título francês com autoridade, precisarão manter Dembélé saudável, confiante e decisivo. Ele é o termômetro do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante de tudo isso, a goleada sobre o Olympique de Marseille parece ir além de um resultado isolado. Ela carrega elementos históricos, simbólicos e emocionais que podem redefinir a trajetória da temporada. Assim como aconteceu no passado recente, o PSG pode ter encontrado, em um grande clássico, o ponto exato de virada. A temporada ainda não terminou, mas o recado foi dado: quando confiante, completo e conectado, o Paris Saint-Germain segue sendo uma força capaz de mudar sua própria narrativa.</p>
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		<title>Cadê o PSG? Ninguém sabe, ninguém viu!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 18:21:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Passado o ano mais espetacular da história do Paris Saint-Germain, marcado pela conquista da inédita tríplice coroa, a sensação é a de que a magia, literalmente, acabou no Parque dos Príncipes. A propósito, uma impressão que aumentou demasiadamente depois da recente derrota por 2 a 1 frente o Sporting, em Alvalade, pela penúltima rodada da [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Passado o ano mais espetacular da história do Paris Saint-Germain, marcado pela conquista da inédita tríplice coroa, a sensação é a de que a magia, literalmente, acabou no Parque dos Príncipes.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, uma impressão que aumentou demasiadamente depois da recente derrota por 2 a 1 frente o Sporting, em Alvalade, pela penúltima rodada da fase de liga da Champions League, logo na semana seguinte a precoce queda dos atuais tetracampeões franceses pelo placar mínimo diante do recém-promovido à Ligue 1, Paris FC, em pleno Parque dos Príncipes, ainda pelo estágio 1/16 avos-de-final da Copa da França.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na realidade, já era esperado que o PSG teria uma longa e dura caminhada para encarar no decorrer da temporada 2025-26, tendo em vista que a equipe não se preparou de forma adequada em virtude da Copa do Mundo de Clubes da FIFA no meio do ano, lembrando que dias antes alguns jogadores ainda disputaram a <em>Final Four</em> da Liga das Nações de UEFA, enquanto Nuno Mendes, João Neves, Vitinha, Gonçalo Ramos e Fabián Ruiz disputaram a decisão em Munique.</p>



<iframe loading="lazy" title="PSG 2025: O Ano Perfeito — 6 Títulos e Domínio Histórico" width="668" height="376" src="https://www.youtube.com/embed/FgS4hweWpQs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a pré-temporada do Paris Saint-Germain ficou totalmente comprometida, ao mesmo tempo que apenas o goleiro Lucas Chevalier e o zagueiro Illya Zabarnyi foram contratados para reforçá-lo mediante a ausência de um lateral-direito no elenco para suprir possíveis ausências de Achraf Hakimi, e depois da inusitada venda de Gianluigi Donnarumma ao Manchester City, sob o consentimento do técnico Luis Enrique.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, o treinador de 55 anos de idade priorizou a Champions League na primeira metade da temporada, o que se viu na preferência em rodar o plantel com maior frequência na Ligue 1, tanto é que dentre os onze jogadores com mais minutos em campo pela competição, somente quatro são considerados titulades do PSG. Tratam-se de Lucas Chevalier (1.440&#8242;), Vitinha (1.289&#8242;), Willian Pacho (1.085&#8242;) e Fabián Ruiz (795&#8242;).</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, o desempenho do PSG caiu na atual edição da Ligue 1 em comparação a campanha anterior, visto que os parisienses passaram o Réveillon de 2025 isolados a dez pontos no primeiro posto do campeonato, ao contrário de 2026, ano em que eles adentraram na vice-posição separados a um do líder Nantes. Aliás, uma condição que persiste desde o final de novembro, ou seja, antes dos rumores envolvendo a não continuidade de Luis Enrique após o desfecho da temporada virem à tona no noticiário esportivo europeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, uma notícia que explodiu como uma verdadeira bomba pelos lados do Parque dos Príncipes, dada a estabilidade alcançada por Luis Enrique no principal trabalho desenvolvido ao longo da carreira, que inclusive o transformou no melhor treinador do PSG em todos os tempos. Talvez seja essa a razão pela qual ele manifestou internamente a vontade de viver novos desafios, tendo como objetivo uma mudança à Premier League.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="380" data-id="115050" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/01/134128072238996261-3-e1769009879381.jpg" alt="" class="wp-image-115050"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Desde julho de 2023 em Paris, Luis Enrique alcançou a centésima vitória à frente do PSG no triunfo por 3 a 0  sobre o Lille na rodada passada da Ligue 1, justamente no seu jogo de número 148 pelo clube. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, seja por mera coincidência, ou não, depois do aviso de Luis Enrique o Paris Saint-Germain se despediu da Copa da França e foi derrotado pelo Sporting na Champions League, apesar de ter feito em Alvalade uma das melhores partidas até aqui na temporada, sobretudo por conta da fortíssima pressão exercida na recuperação pós-perda de bola, isto é, a principal característica do time campeão europeu, que pouco se viu nesta temporada devido a menor intensidade em campo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, da mesma maneira que já havia acontecido na primeira eliminação da Copa da França antes das oitavas-de-final desde 2014, o PSG dominou totalmente as ações do jogo contra o Sporting, porém só converteu em gol um dos 28 arremates disparados. Como resultado, os franceses regressaram de Lisboa com a duríssima derrota por 2 a 1 na bagagem, que pode lhes custar a vaga entre os oito melhores colocados na tabela da Champions League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O PSG teve o domínio estatístico do jogo, com + bola, + remates e + lances perigosos, mas o Sporting &#8211; que fez 7 remates na 2.ª parte, 4 deles enquadrados &#8211; foi + eficaz e conquistou os 3 pontos <a href="https://t.co/BVhwSFquSa">pic.twitter.com/BVhwSFquSa</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2013741240035020879?ref_src=twsrc%5Etfw">January 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size">Após um ótimo começo na Champions League, superando Atalanta, Barcelona e goleando o Bayer Leverkusen por 7 a 2, o Paris Saint-Germain viu a maré mudar a partir da derrota por 2 a 1 para o Bayer de Munique, mesmo jogando o segundo tempo inteiro com um jogador a mais em virtude da expulsão de Luiz Díaz. Sob este panorama, a vitória por 5 a 3 sobre o Tottenham veio seguida de um apático empate sem gols com o Athletic Bilbao, além do revés na capital portuguesa. Em outras palavras, a própria trajetória no torneio continental sinaliza o declínio parisiense.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, o encanto que fez do PSG a equipe mais brilhante da última temporada deu lugar a atuações apagadas e pouco convincentes na atual. Não à toa, o principal artilheiro no período com dez tentos assinalados, Gonçalo Ramos, é o único atleta do clube francês com dois dígitos de gols marcados até então. Quer dizer, um número pra lá de irrelevante considerando que o algoz atacante do Sporting, Luiz Suárez, já balançou as redes o montante de 22 vezes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, a escassez de gols é oriunda da queda de rendimento coletiva e individual do PSG, visto que o meio-campo formado por João Neves, Vitinha e Fabián Ruiz já não tem a mesma fluidez, o trio de ataque Ousmane Dembélé, Khvicha Kvaratskhelia e Désiré Doué soma míseras 26 participações em gols contra 80 da temporada passada, o goleiro Lucas Chevalier não passa nem de longe a segurança do antecessor Gianluigi Donnarumma, e os laterais Achraf Hakimi e Nuno Mendes não estão conseguindo manter a mesma regularidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, não existe crise no Parque dos Príncipes. Por sinal, há quem diga que o adeus na Copa da França aliviou o calendário do PSG, ao passo que a derrota ante o Sporting servirá como o combustível que Luis Enrique tanto queria e precisava, cujo nome responde por desafio. A ver!   </p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>
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		<title>Final da Champions League: PSG x Inter</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2025 15:44:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após 13 anos, a Allianz Arena voltará a ser o palco de mais uma inédita final de Champions League, que em sua edição de número 70, reunirá o francês, PSG, e a italiana, Inter de Milão, lembrando que a decisão do próximo sábado (31) começa a partir das 16:00 (de Brasília). PSG Depois de um [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Após 13 anos, a Allianz Arena voltará a ser o palco de mais uma inédita final de Champions League, que em sua edição de número 70, reunirá o francês, PSG, e a italiana, Inter de Milão, lembrando que a decisão do próximo sábado (31) começa a partir das 16:00 (de Brasília).</p>



<h3 class="wp-block-heading">PSG</h3>



<p class="has-medium-font-size">Depois de um início pra lá de turbulento na Champions League, o Paris Saint-Germain avançou aos playoffs de repescagem do torneio ao conquistar três vitórias nas três rodadas finais da fase de liga e, assim, garantir a 15ª dentre as 36 colocações na tabela geral, colecionando o total de 4 vitórias, 1 empate e três derrotas nos 8 jogos realizados no período. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o verdadeiro ponto de virada da temporada do PSG deu-se exatamente após o triunfo por 4 a 2 sobre o Manchester City no Parque dos Príncipes, passando pela acachapante vitória por 10 a 0 sobre Brest, no placar agregado, além das eliminações dos ingleses Liverpool, Aston Villa e Arsenal nas fases seguintes da competição, e isso sem contar as conquistas da Ligue 1 e da Coupe de France em âmbito nacional. Logo, os pupilos de Luis Enrique seguem na busca da tríplice coroa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Para finalizar, o PSG terá força máxima em Munique, incluindo o artilheiro da temporada com 33 gols, Ousmane Dembélé, que devido a problemas físicos não jogou os noventa minutos dos jogos contra o Arsenal.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-16-e1748439837637.jpg" alt="" data-id="106956" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-16-e1748439837637.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106956" class="wp-image-106956"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Ousmane Dembélé é o principal líder de gols e assistências do PSG na temporada. Para se ter uma ideia, são 45 contribuições em 48 aparições do camisa 10 até aqui (33 gols e 12 assistências).</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Inter de Milão</h3>



<p class="has-medium-font-size">A Inter de Milão desembarca na capital da Baviera com a confiança abalada após perder a batalha pelo bicampeonato italiano para o Napoli na última rodada da Serie A, mas que foi realmente definida na penúltima jornada quando os <em>Nerazzurri</em> cederam o empate em 2 a 2 com a Lazio, aos 45 minutos da segunda etapa. Em outras palavras, um duríssimo golpe que se somado a queda frente o Milan nas semifinais da Coppa Italia se torna ainda maior, recordando que os comandados de Simone Inzaghi não venceram nenhum dos cinco <em>Derby&#8217;s Della Madonnina</em> da temporada (3V-2E).</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, o panorama da Inter de Milão na Champions League é oposto, tendo em vista a 4ª melhor campanha da fase de liga da competição, aliada as classificações sobre Feyenoord e, especialmente, Bayern de Munique e Barcelona no estágio de mata-mata, marcadas pelo enorme poder de reação e competitividade por parte dos italianos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, o departamento médico da Inter de Milão liberou todos os atletas para a final da Champions League, o que significa que o atacante Lautaro Martínez estará em campo depois do tratamento intensivo realizado na coxa esquerda. </p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-18.jpg" alt="" data-id="106974" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-18-e1748442995755.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106974" class="wp-image-106974"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Além de Lautaro Martínez, Matteo Darmian, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Stefan de Vrij, Denzel Dumfries, Henrikh Mkhitaryan, Hakan Çalhanoglu e Federico Dimarco também foram vices em 2023.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Curiosidades</h3>



<p class="has-medium-font-size">Este será o primeiro embate entre PSG e Inter de Milão na história da Champions League. Por outro lado, será a segunda final do torneio envolvendo franceses e ingleses, uma vez que o Olympique de Marselha se sagrou campeão na temporada 1992-93 ao derrotar o Milan pelo placar mínimo, também em Munique, porém no estádio Olímpico.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, seja no estádio Olímpico, seja na Allianz Arena, todas as finais de Champions League decididas em Munique tiveram campeões inéditos, como foram os casos de: Nottingham Forest, em 1979; Olympique de Marselha, em 1992; Borussia Dortmund, em 1997; além do Chelsea, em 2012.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, o PSG se tornou o terceiro clube francês a disputar mais de uma final de Champions League ao lado de &nbsp;Reims (1956 e 1959) e Olympique de Marselha (1991 e 1993), levando em conta a derrota diante do Bayern de Munique em 2020. Já a Inter de Milão figurará na decisão do torneio continental pela sétima vez, registrando três títulos (1964, 1965 e 2010) e três vices (1967, 1972 e 2023) até o momento. </p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, este será o primeiro enfrentamento entre os treinadores Luis Enrique e Simone Inzaghi, ambos finalistas da Champions League pela segunda vez. Todavia, com a diferença de que o técnico espanhol venceu a decisão à frente do Barcelona em 2015, ao passo que o italiano perdeu a final no comando da própria Inter de Milão há dois anos.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-17.jpg" alt="" data-id="106969" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-17-e1748442546492.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106969" class="wp-image-106969"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O PSG pode se tornar o 24º clube detentor de um título da Champions League, à medida que a última italiana campeã do torneio, <strong>Inter de Milão,</strong></strong> <strong>busca erguer a orelhuda pela quarta vez na história. &nbsp;</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Escalações</h3>



<p class="has-medium-font-size"><strong>PSG</strong> (4-3-3): Donnarumma; Hakimi, Marquinhos, Pacho e Nuno Mendes; João Neves, Vitinha, Fabián Ruiz; Doué, Dembélé e Kvaratskhelia. Técnico: Luis Enrique.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Inter de Milão</strong> (3-5-2): Sommer; De Vrij, Acerbi e Bastoni; Dumfries, Barella, Çalhanoglu, Mkhitaryan e Dimarco; Lautaro e Thuram, Técnico: Simone Inzaghi.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Previsão</h3>



<p class="has-medium-font-size">O último capítulo da edição 2024-25 da Champions League será escrito por times que se destacam por estilos totalmente diferentes, com o Paris Saint-Germain se sobressaindo através de um futebol ofensivo baseado no controle do jogo, e a Inter de Milão por intermédio da solidez defensiva e das rápidas transições.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por este motivo, certamente veremos o PSG mais tempo com a bola, ditando o ritmo da partida, e a Inter de Milão jogando em bloco baixo explorando os contra-ataques, apesar da eficiência das equipes em atuar de qualquer forma, vide os 7 gols marcados pelos <em>Nerazzurri</em> no confronto anterior contra o Barcelona, e nas visitas sem gols sofridos dos parisienses à Liverpool e Londres. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diante do exposto, é difícilima a tarefa de apontar um campeão, acima de tudo se considerarmos que a Inter de Milão é dona de um plantel mais experiente, com diversas peças que estiveram presentes no vice-europeu em Istambul, e que o PSG chega mais confiante tanto em razão da dobradinha no futebol francês, quanto em virtude da nova identidade adquirida sob a liderança de Luis Enrique.</p>



<p class="has-medium-font-size">De acordo com o supercomputador da <em>Opta Analyst</em>, o Paris Saint-Germain desponta como principal favorito ao título da Champions League com 53,6% de chances de erguer a <em>orelhuda</em>, mediante um índice de 46,4% da Inter de Milão, o que sinaliza que a mística de Munique prevalecerá com outro campeão inédito dando a volta olímpica na Allianz Arena.</p>



<p class="has-medium-font-size"><em>Palpite: PSG 2&#215;1 Inter de Milão</em></p>
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		<title>PSG cala o Emirates Stadium, e volta à Paris mais próximo de Munique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 17:03:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A missão do Paris Saint-Germain ao desembarcar na capital inglesa era apenas uma: sobreviver nas semifinais da Champions League projetando o jogo de volta, algo que, por exemplo, o multi-campeão Real Madrid não foi capaz de fazer ao cair por 3 a 0 no Emirates Stadium. A propósito, o contundente 5 a 1 do Arsenal [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A missão do Paris Saint-Germain ao desembarcar na capital inglesa era apenas uma: sobreviver nas semifinais da Champions League projetando o jogo de volta, algo que, por exemplo, o multi-campeão Real Madrid não foi capaz de fazer ao cair por 3 a 0 no Emirates Stadium. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, o contundente 5 a 1 do Arsenal diante do Real Madrid, no placar agregado das quartas-de-final, rendeu aos ingleses o rótulo de favoritos ao título da Champions League. Deste modo, fica fácil dimensionar a complexidade da tarefa do PSG, sobretudo considerando a infernal atmosfera do Emirates Stadium na partida mais importante da sua história, a pedido do técnico Mikel Arteta.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, a perda da invencibilidade na Ligue 1 após 31 rodadas em razão da derrota por 3 a 1 para o Nice em pleno Parque dos Príncipes na rodada passada do campeonato, sinalizava que um eventual declínio por parte dos parisienses justamente no momento mais crucial da temporada, inclusive trazendo à mente alguns tropeços em que eles desperdiçaram inúmeras oportunidades de gols.  </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, a duvidosa falta de confiança, aliada ao ambiente hostil criado pela torcida do Arsenal, caiu por terra em três míseros minutos, tempo este que o PSG demorou para abrir o marcador através do belo arremate de Ousmane Dembélé, em meio a assistência de Khvicha Kvaratskhelia. A partir de então, o silêncio só não predominou no norte de Londres por conta das vozes dos 2.500 parisienses que o transformaram o Emirates Stadium no Parque dos Príncipes.    </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="ht" dir="ltr">Ousmane Dembélé with the first-time finish ????‍????<a href="https://twitter.com/Heineken?ref_src=twsrc%5Etfw">@Heineken</a> | <a href="https://twitter.com/hashtag/UCLGOTD?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCLGOTD</a> <a href="https://t.co/lnNCbRwB12">pic.twitter.com/lnNCbRwB12</a></p>&mdash; UEFA Champions League (@ChampionsLeague) <a href="https://twitter.com/ChampionsLeague/status/1917350139053641967?ref_src=twsrc%5Etfw">April 29, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, o precoce gol marcado pelo Paris Saint-Germain não apenas desanimou a torcida inglesa como também abaixou o ímpeto dos jogadores do Arsenal, que foi amassado no primeiro terço do jogo, só melhorando nos 15 minutos finais da etapa inicial e, principalmente, no segundo tempo, onde os comandados de Luis Enrique acabaram se safando de um possível empate devido a duas excelentes intervenções do goleiro Gianluigi Donnaruma, herói nas partidas das fases anteriores em Anfield e no Villa Park. </p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, o PSG não ficou nas cordas no Emirates Stadium como havia ocorrido contra o Aston Villa na pior partida dos parisienses até aqui na temporada, a julgar pelos 52% de posse de bola, além das 11 finalizações ao longo dos noventa minutos, ou seja, uma a mais em comparação aos <em>Gunners</em>. Aliás, destaque para Ousmane Dembélé, que retornou de Londres com o 25º gol assinalado somente no ano de 2025.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">???? Ousmane Dembélé é o artilheiro do mundo em nossa base de dados por clubes em 2025! ????????????<br><br>⚔ 25 jogos<br>⚽ 25 gols (!)<br>???? 5 assistências<br>???? 30 participações em gols (!)<br>⏰ 57 mins p/ participar de gol (!)<br>???? 56 passes decisivos (!)<br>???? 107 finalizações (52 no gol)<br>???? 42 dribles… <a href="https://t.co/ZXkXEvIOx7">pic.twitter.com/ZXkXEvIOx7</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://twitter.com/SofascoreBR/status/1917325812916699618?ref_src=twsrc%5Etfw">April 29, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, embora alguns sites de probabilidades — como é o caso do <em>Opta Analyst</em> — já apontassem o Arsenal como franco favorito ao título da Champions League depois das vitórias sobre o Real Madrid, é fundamental reflexionar tanto o desempenho aquém das expectativas dos atuais campeões europeus, quanto o superior futebol apresentado pelo PSG, certamente, o melhor time da temporada ao lado do Barcelona, de Hansi Flick. </p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro destas análises, a juventude do elenco mais novato desde as oitavas-de-final da Champions League — com média de idade de 24 anos e 100 dias — é sempre reputado de forma negativa, traduzida como inexperiência. Entretanto, é necessário avaliar que o PSG é detentor do plantel com o maior número de jogos por jogador no torneio continental, registrando um índice de 35 partidas cada um. Portanto, trata-se de um grupo jovem, porém com bagagem. </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, o revés por 2 a 0 do PSG frente o Arsenal no próprio Emirates Stadium pela rodada inicial da fase de liga da Champions League, também voltou à tona nestes últimos dias que antecederam o reencontro entre ambos quase sete meses depois pelas semifinais da competição. Quer dizer, apenas o longo tempo que separou os duelos já comprova que o atual momento vivido pelos clubes é completamente diferente daquele do dia primeiro de outubro, em que Ousmane Dembélé nem viajou à Londres por motivos disciplinares.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, não surpreende em nada o fato do PSG ter extendido a sequência de triunfos sobre rivais ingleses nesta edição da Champions League, já que depois de Manchester City, Liverpool e Aston Villa, agora foi a vez do Arsenal entrar na lista de vítimas da equipe que acabou com a invencibilidade de 16 anos ou 11 partidas dos <em>Gunners</em> atuando em seus domínios pela competição, oriunda de 9 vitórias e dois empates até então.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/133885899991120240-16-e1746027131244.jpg" alt="" data-id="105909" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/133885899991120240-16-e1746027131244.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=105909" class="wp-image-105909"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O PSG venceu cinco dos últimos sete jogos como visitante na fase eliminatória da Champions League, sendo este o mesmo número de vitórias que nas 16 partidas anteriores do torneio.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, é importante salientar que o Paris Saint-Germain completou somente a primeira parte do objetivo traçado por Luis Enrique, pois como bem disse o técnico espanhol essa vantagem pode sucumbir em menos de um minuto. Por sinal, o regresso de Thomas Partey ao time do Arsenal permitirá o descolamento de Mikel Merino novamente ao ataque, o que aumentará o poderio ofensivo e defensivo dos ingleses.</p>



<p class="has-medium-font-size">E para piorar a situação, a lesão que impediu a continuidade de Ousmane Dembélé no jogo de ida pode tirá-lo do jogo de volta, uma condição que preocupa os parisienses por se tratar do goleador e principal destaque do PSG na temporada, mas que não anula o favoritismo do clube que vem provando a cada partida o quanto o coletivo se sobressai ao individual, a ponto até de criar uma conexão maior entre clube e torcida.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante disso tudo, o PSG está mais próximo de Munique em relação ao Arsenal, apesar da distância que os separa das respectivas segundas finais de Champions League ser exatamente a mesma.  </p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2025/04/30/psg-cala-o-emirates-stadium-e-volta-a-paris-mais-proximo-de-munique/">PSG cala o Emirates Stadium, e volta à Paris mais próximo de Munique</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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		<title>Paris Saint-Germain, tetracampeão francês 2024-25</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 17:30:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Francês]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pela 13ª vez em 54 anos de fundação, sendo a quarta de forma consecutiva, o Paris Saint-Germain faturou o título da Ligue 1, sustentando a dinastia que o isola ainda mais como o maior campeão francês de todos os tempos. E apesar da Ligue 1 ser composta por 34 rodadas, o PSG precisou de apenas [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Pela 13ª vez em 54 anos de fundação, sendo a quarta de forma consecutiva, o Paris Saint-Germain faturou o título da Ligue 1, sustentando a dinastia que o isola ainda mais como o maior campeão francês de todos os tempos. </p>



<p class="has-medium-font-size">E apesar da Ligue 1 ser composta por 34 rodadas, o PSG precisou de apenas 28 para confirmar o tetracampeonato francês em virtude da avassaladora campanha de 88% de aproveitamento, na qual os parisienses permanecem invictos somando 23 vitórias, 5 empates, 80 gols marcados e 26 sofridos, sendo donos tanto do melhor ataque quanto da melhor defesa da competição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Sim, é verdade que o PSG continua sendo um clube-Estado, cujo orçamento é abruptamente superior em comparação aos demais adversários no certame do futebol francês. Não à toa, o time que havia erguido o caneco da Ligue 1 em duas oportunidades até o governo do Catar adquiri-lo em 2011, venceu nada menos que onze das 14 edições do campeonato desde então.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, ganhar a Ligue 1 tornou-se uma espécie de obrigação ao PSG, e ao mesmo tempo a sua conquista passou a ser não suficiente para satisfazer os torcedores parisienses, dada a crescente obsessão pela Champions League. Diante de todo este contexto, a realidade é que o título desta temporada tem um significado totalmente diferente aos tetracampeões franceses. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">CHAMPIONS DE FRANCE ????❤️???? <a href="https://t.co/QpmnKugG4V">pic.twitter.com/QpmnKugG4V</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSG_inside) <a href="https://twitter.com/PSG_inside/status/1908563583765557722?ref_src=twsrc%5Etfw">April 5, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">A começar porque este tetracampeonato da Ligue 1 se destaca como o início de uma nova era no Parque dos Príncipes, já que o Paris Saint-Germain adotou a filosofia de não investir mais em contratações de grandes estrelas do mundo da bola como aconteceu ao longo da administração da <em>QSI</em> (Qatar Sports Investments). Inclusive, essa temporada é marcada pela saída do último dos remanescentes, Kylian Mbappé. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, ainda que com os constantes alertas de Mauricio Pochettino e Christophe Galtier dizendo que o rendimento do PSG era decepcionante na Champions League porque Lionel Messi, Neymar e Kylian Mbappé não participavam da fase defensiva da equipe, foi somente na temporada passada que os parisienses, enfim, abriram mão da qualidade individual em prol da parte coletiva e, de quebra, acertaram em cheio ao contratar o técnico Luis Enrique.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em baixa devido a campanha aquém das expectativas da Espanha na Copa do Mundo de 2022, Luis Enrique desembarcou em solo francês com a difícil missão de liderar a nova cultura parisiense, ainda com Kylian Mbappé no Parque dos Príncipes. Rígido como sempre, o experiente treinador de 54 anos de idade conduziu o PSG ao título da Ligue 1 logo em sua primeira temporada no clube, quando aos poucos foi diminuindo a minutagem do ex-camisa 7 para preparar o time sem a sua presença.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">???? Luis Enrique, campeón invicto con el PSG ????<br><br>Atento a los números, de absoluta leyenda de los banquillos ???? <a href="https://t.co/ZaNdcBZdHS">pic.twitter.com/ZaNdcBZdHS</a></p>&mdash; MARCA (@marca) <a href="https://twitter.com/marca/status/1908616923983552559?ref_src=twsrc%5Etfw">April 5, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, o PSG iniciou a atual temporada com padrões táticos já estabelecidos, e Luis Enrique precisando apenas intensificar as adaptações dos recém-contratados João Neves, William Pacho e Désiré Doué. A propósito, isso explica porque a equipe francesa demorou um certo tempo pra engrenar, período este, em que ocorreram derrotas para Arsenal, Atlético de Madrid e Bayern de Munique, que quase comprometeram a sua caminhada na Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, por mais que Monaco, Lille e Brest realizassem campanhas dignas na Champions League, e o renovado Olympique de Marselha estivesse praticando um ótimo futebol sob o comando de Roberto De Zerbi, o Paris Saint-Germain se manteve invicto na Ligue 1 e, consequentemente, se isolava na liderança da tabela à medida que estes adversários tiravam pontos uns dos outros.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, foi depois da vitória de virada por 4 a 2 sobre o Manchester City na Champions League que o Paris Saint-Germain embalou pra valer na temporada, o que só ficou transparecido ao grande público na classificação sobre o Liverpool nas oitavas-de-final do torneio continental, em que os franceses confirmaram a vaga em pleno estádio de Anfield, após a injusta derrota pelo placar mínimo no Parque dos Príncipes.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/30-3-e1744127568583.jpg" alt="" data-id="105099" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/30-3-e1744127568583.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=105099" class="wp-image-105099"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Com dez títulos da Ligue 1 no currículo, o zagueiro Marquinhos igualou o número de conquistas do Saint-Étienne, o segundo clube mais vezes campeão francês.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, sem nenhuma grande estrela no time que ainda se reforçou com a vinda de Khvicha Kvaratskhelia na janela de transferências de janeiro, Luis Enrique montou um PSG dinâmico e pra lá de competitivo, desenvolvendo assim o trabalho mais autoral na carreira, até mais em relação ao realizado no Barcelona, pois de acordo com a mídia catalã o trio <em>MSN</em> se formou naturalmente em meio a extrema qualidade de Lionel Messi, Neymar e Luis Suárez.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que o ponto determinante para o sucesso de Luis Enrique no PSG foi convencer os jogadores a acreditarem no seu trabalho. É fato que qualquer time evolui ao comprar a ideia e confiar no seu treinador, e é exatamente isso que está acontecendo no Parque dos Príncipes, a julgar pela mudança de mentalidade dos atletas que não desistem em campo, e independente da situação correm sem baixar o ritmo até o final dos jogos, vide o exemplo da própria vitória em Anfield.     </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, fica evidente porque este PSG, de Luis Enrique, é o melhor da era <em>QSI</em>, algo que torna este título francês o mais especial dentre os demais conquistados pelos parisienses, lembrando que ele ainda pode entrar pra história como o primeiro invicto na Ligue 1. A ver!</p>
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		<title>PSG segue firme na caminhada rumo à Munique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 18:21:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes dos decisivos jogos das oitavas-de-final da Champions League postei um artigo intitulado &#8220;Quem pode parar o PSG&#8221;, expondo exatamente a força da equipe completamente reformulada por Luis Enrique. Por sinal, caso não tenha lido, segue o link: https://www.soccerblog.com.br/2025/02/25/quem-pode-parar-o-psg/ Como não poderia deixar de ser, uma análise baseada, em especial, no futebol praticado pelo Paris [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2025/03/12/psg-segue-firme-na-caminhada-rumo-a-munique/">PSG segue firme na caminhada rumo à Munique</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Antes dos decisivos jogos das oitavas-de-final da Champions League postei um artigo intitulado &#8220;Quem pode parar o PSG&#8221;, expondo exatamente a força da equipe completamente reformulada por Luis Enrique. Por sinal, caso não tenha lido, segue o link: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.soccerblog.com.br/2025/02/25/quem-pode-parar-o-psg/" data-type="URL" data-id="https://www.soccerblog.com.br/2025/02/25/quem-pode-parar-o-psg/" target="_blank">https://www.soccerblog.com.br/2025/02/25/quem-pode-parar-o-psg/</a></p>



<p class="has-medium-font-size">Como não poderia deixar de ser, uma análise baseada, em especial, no futebol praticado pelo Paris Saint-Germain que evoluiu acentuadamente na primeira temporada pós-saída de Kylian Mbappé, sendo a segunda sob o comando do subestimado Luis Enrique, o principal responsável pela nova face dos atuais tricampeões franceses, a ponto de torná-la a melhor versão do time ao longo da era QSI (Qatar Sports Investments).</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, a mudança de cultura estabelecida ao deixar de ser um clube midiático e repleto de grandes estrelas do mundo da bola a outro composto por diversos jovens apetitosos e sedentos por títulos, representada de forma simbólica pelo adeus do último dos remanescentes, Kylian Mbappé também foi crucial para que o PSG alcançasse esse estágio de excelência da atualidade, ainda que o impacto inicial desta nova filosofia tenha preocupado até mesmo o mais otimista dos torcedores parisienses.   </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, quem acompanha o futebol sabe perfeitamente que nos dias de hoje é impossível um time se defender com apenas sete homens, algo que Mauricio Pochettino já havia identificado como problema no Paris Saint-Germain com Lionel Messi, Neymar e Kylian Mbappé em campo. Como consequência, os parisienses venceram &#8220;somente&#8221; a Ligue 1 na temporada da despedida do técnico argentino e dos craques de Inter Miami e Santos no Parque dos Príncipes. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-5-e1741796297717.jpg" alt="" data-id="104165" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-5-e1741796297717.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=104165" class="wp-image-104165"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>As quatro únicas derrotas sofridas pelo PSG dentre as 42 aparições na temporada 2024-25 ocorreram justamente na Champions League (Arsenal, Atlético de Madrid, Bayern de Munique e Liverpool).</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Na temporada seguinte, Luis Enrique assumiu o posto de Mauricio Pochettino tendo de lidar com o imbróglio que envolvia a ida de Kylian Mbappé ao Real Madrid, mas que no final das contas acabou sendo muito bem conduzido pelo ex-treinador da seleção espanhola que, paralelamente, já preparava o Paris Saint-Germain para jogar sem o seu principal astro, inclusive o deixando de fora em diversos jogos naquela oportunidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, com Ousmane Dembélé marcando 21 gols apenas no ano de 2025, João Neves e Vitinha atingindo o auge em termos físico e técnico, Fabián Ruiz voltando a ser aquele meio-campista de destaque da Eurocopa 2024, Marquinhos liderando a equipe sob a companhia do excelente Willian Pacho, Achraf Hakimi e Nuno Mendes defendendo e atacando com a mesma eficácia, Bradley Barcola e Désiré Doué provando que a França é um celeiro de craques, além de Khvicha Kvaratskhelia que revive os melhores momentos dos tempos de Napoli, o PSG se transformou numa verdadeira potência. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em resumo, ao montar um elenco talentoso e com atletas mais operários que acreditam em suas ideias, Luis Enrique foi capaz de potencializar o futebol de cada uma de suas peças e, assim, fazê-las apresentar um deslumbrante futebol, haja vista a histórica campanha até aqui na Ligue 1, em que o PSG não apenas se mantém isolado na liderança com 16 pontos de vantagem sobre o vice-colocado Olympique de Marselha, como também continua invicto somando 20 vitórias e cinco empates em 25 jogos disputados.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, o fato da Ligue 1 ser uma liga de menor nível técnico na qual os parisienses realmente se distinguem em relação aos demais oponentes, ainda faz com que muitos &#8220;entendidos&#8221; não valorizem o futebol do Paris Saint-Germain, por mais que Lille e Brest tenham superado a fase de liga da Champions League, por exemplo, com os <em>Les Dogues</em> conquistando vitórias sobre Real Madrid e Atlético de Madrid.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-6.jpg" alt="" data-id="104171" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-6-e1741796679801.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=104171" class="wp-image-104171"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Décimo quinto colocado na fase de liga da Champions League, o PSG superou o Brest nos playoffs de repescagem do torneio através de uma vitória por 10 a 0 no placar agregado (3 a 0, e 7 a 0).</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, a épica classificação do PSG sobre o Liverpool nas oitavas-de-final da Champions League ao menos servirá para que alguns céticos abram os olhos para enxergar essa nova realidade, a julgar pelas gigantescas atuações dos franceses frente os donos da melhor campanha da fase de liga do torneio tanto no Parque dos Príncipes quanto em Anfield, conforme as palavras do próprio zagueiro e capitão adversário Virgil van Dijk: </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Parabéns ao Paris Saint-Germain, eles foram o melhor time que enfrentamos até agora na temporada. Crédito para Luis Enrique, ele construiu uma equipe muito boa.</p><cite>Virgil van Dijk, capitão do Liverpool</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">Após um verdadeiro &#8220;monólogo&#8221; no jogo de ida na capital francesa, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.soccerblog.com.br/2025/03/06/alisson-evita-goleada-do-psg-na-melhor-partida-da-carreira-no-parque-dos-principes/" target="_blank">onde somente o Paris Saint-Germain finalizou o montante de 28 vezes e mesmo assim saiu de campo derrotado graças a melhor atuação da carreira de Alisson, além do gol do novato Harvey Elliott 47 segundos depois de entrar no lugar de Mohamed Salah,</a> o jogo de volta em Merseyside teve uma &#8220;conversa&#8221;, visto que franceses e ingleses tomaram a iniciativa de um tentar matar o outro ao longo dos noventa minutos.   </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, a injusta vantagem mínima contruída pelo Liverpool no Parque dos Príncipes foi diluída por Ousmane Dembélé, aos 12 minutos da etapa inicial. De resto, o que vimos foi uma partida do mais alto nível em que qualquer equipe poderia saído de Anfield classificada, porém as ótimas defesas de Alisson e Gianluigi Donnarumma foram fundamentais para que o triunfo por 1 a 0 dos parisienses prevalecesse.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-7-e1741796875969.jpg" alt="" data-id="104175" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-7-e1741796875969.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=104175" class="wp-image-104175"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O PSG se juntou ao Nottingham Forest como os únicos que venceram o Liverpool em Anfield na temporada. Pela Champions League, um tabu que durava desde o 5 a 2 do Real Madrid há dois anos.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Já na prorrogação, o domínio foi do Paris Saint-Germain, menos desgastado pelo fato de Luis Enrique ter poupado o time na rodada passada da Ligue 1, ao passo que o Liverpool encarou o Southampton com força máxima na Premier League. De qualquer maneira, Alisson novamente brilhou com pelo menos duas dificílimas intervenções, e a decisão foi para os pênaltis. Ali, seja na sorte, seja na competência, Gianluigi Donnarumma se sobressaiu ao defender as cobranças de Darwin Núñez e Curtis Jones, determinando a ida dos pupilos de Luis Enrique às quartas-de-final da Champions League.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Além de Gianluigi Donnaruma, outro jogador que merece ser destacado na qualificação dos parisienses é Nuno Mendes, que colocou Mohamed Salah literalmente no bolso nas duas partidas. Em Anfield, foram 103 ações com a bola, 7 cortes, 2 chutes bloqueados, 4 interceptações, 84% de acerto de passes, 5 desarmes, e doze de 17 duelos vencidos pelo lateral-esquerdo do PSG.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na próxima fase da Champions League, o Paris Saint-Germain regressará à <em>Terra da Rainha</em> para encarar o Aston Villa, podendo ainda ter o Arsenal como adversário nas semifinais. Em outras palavras, uma mini Premier League para os parisienses provarem aos heréticos o porquê eles estão entre os principais postulantes à conquista do título europeu.</p>
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