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	<title>Roberto Martínez- SoccerBlog</title>
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	<description>Blog sobre futebol</description>
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	<title>Roberto Martínez- SoccerBlog</title>
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		<title>As caravelas perderam o rumo: Portugal encerra o ciclo de Cristiano Ronaldo em Copas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:54:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A eliminação de Portugal nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha representa muito mais do que o encerramento de uma campanha decepcionante. Ela simboliza, talvez, o fim definitivo de uma era que durante quase duas décadas alimentou o sonho do povo português de conquistar o mundo. Curiosamente, foi também a sétima [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/08/as-caravelas-perderam-o-rumo-portugal-encerra-o-ciclo-de-cristiano-ronaldo-em-copas/">As caravelas perderam o rumo: Portugal encerra o ciclo de Cristiano Ronaldo em Copas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">A eliminação de Portugal nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha representa muito mais do que o encerramento de uma campanha decepcionante. Ela simboliza, talvez, o fim definitivo de uma era que durante quase duas décadas alimentou o sonho do povo português de conquistar o mundo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, foi também a sétima Copa do Mundo consecutiva de Portugal, justamente a geração que muitos consideram a mais talentosa da história lusitana. No entanto, quando o assunto é Mundial, os resultados jamais acompanharam a qualidade do elenco. Resta uma pergunta inevitável: como uma geração tão rica tecnicamente conseguiu produzir tão pouco na principal competição do futebol?</p>



<p class="has-medium-font-size">O melhor desempenho português nesse período continua sendo o quarto lugar conquistado na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Naquela ocasião, Cristiano Ronaldo ainda dava seu primeiro passo em Mundiais, enquanto Portugal navegava com a esperança de reviver, dentro dos gramados, o espírito das antigas caravelas que um dia desbravaram os oceanos. Parecia o início de uma trajetória destinada à glória. Entretanto, o tempo mostrou outro roteiro. Desde então, vieram quatro eliminações nas oitavas-de-final e uma queda ainda na fase de grupos, em 2014, no Brasil. Uma sequência frustrante para uma seleção que sempre figurava entre as favoritas antes do início de cada torneio.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">FIM DE UMA ERA? Portugal é eliminada pela Espanha e Cristiano Ronaldo encerra sua sexta participação em Copas. Será que o &quot;adeus&quot; vai ser dessa forma? 😢🇵🇹<a href="https://x.com/hashtag/copadomundo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#copadomundo</a> <a href="https://x.com/hashtag/cr7?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cr7</a> <a href="https://x.com/hashtag/cristianoronaldo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cristianoronaldo</a> <a href="https://x.com/hashtag/portugal?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#portugal</a> <a href="https://t.co/eSx49SFS2X">pic.twitter.com/eSx49SFS2X</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2074248194192490776?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja justamente essa a maior contradição da história recente do futebol português. Nunca Portugal teve tantos atletas atuando em gigantes do futebol europeu ao mesmo tempo. Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rúben Dias, Rafael Leão, Pedro Neto, Vitinha, João Neves, Nuno Mendes, João Cancelo e tantos outros elevaram o patamar técnico da seleção a níveis jamais vistos. Somados ao maior jogador do país, Cristiano Ronaldo, formavam um plantel capaz de enfrentar qualquer adversário do planeta. Ainda assim, em campo, essa qualidade raramente se transformava em um jogo dominante, coletivo e consistente.</p>



<p class="has-medium-font-size">É verdade que esse ciclo não passou completamente em branco. Portugal conquistou sua primeira Eurocopa, em 2016, escrevendo uma das páginas mais importantes de sua história esportiva. Posteriormente, voltou a levantar o troféu da Liga das Nações da UEFA, derrotando a Espanha na decisão. Mas é preciso separar emoção de análise. Embora seja um título oficial e respeitável, trata-se de um torneio que ainda possui um peso competitivo diferente daquele exercido por uma Euro ou por uma Copa do Mundo. Muitas seleções utilizam a competição como laboratório para testar jogadores, ajustar sistemas táticos e preparar ciclos maiores. Os portugueses, ao contrário, encararam o campeonato praticamente como prioridade máxima.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi justamente nesse contexto que surgiu Roberto Martínez. A impressão deixada ao longo de seus três anos e meio de trabalho foi a de um treinador muito mais preocupado em preservar a estabilidade interna do grupo do que em provocar rupturas necessárias. Sob essa ótica, sua principal virtude era atuar como um diplomata, evitando conflitos e mantendo intacta a hierarquia construída no período. Em momento algum entrou em rota de colisão com suas principais lideranças, especialmente Cristiano Ronaldo. Essa postura garantiu um ambiente aparentemente tranquilo, mas será que tranquilidade, sozinha, conquista Copas do Mundo?</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro aspecto que chama atenção foi a pouca renovação promovida durante esse ciclo. Portugal possui uma das bases mais promissoras da Europa, revelando talentos praticamente todos os anos. Jogadores como Rodrigo Mora e Geovany Quenda representam o futuro da lusitano, mas receberam oportunidades bastante limitadas sob o comando do treinador espanhol. Em vez de preparar a transição de uma geração histórica para outra igualmente promissora, a seleção portuguesa permaneceu presa ao presente, como se temesse admitir que todo ciclo, por mais glorioso que seja, inevitavelmente chega ao seu fim.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nenhuma decisão simboliza melhor esse cenário do que a insistência em Cristiano Ronaldo como peça central da equipe. Não se trata de questionar sua história, seus recordes ou sua importância para o futebol português. Isso jamais estará em debate. O ponto central é outro: o futebol moderno exige intensidade constante, pressão sem bola, recomposição defensiva e mobilidade durante os noventa minutos. Aos 41 anos, por mais extraordinário que continue sendo como atleta, o camisa 7 já não consegue oferecer esse conjunto de características com a mesma frequência. E talvez Portugal tenha pago o preço mais alto justamente por não compreender que existe vida depois do maior ídolo de sua história.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Roberto Martínez no comando de Portugal:<br><br>⚔️ 45 jogos<br>🚥 32V &#8211; 6E &#8211; 7D (!)<br>📊 75.6% aproveitamento (!)<br>⚽️ 110 gols (!)<br>🚫 36 gols sofridos (!)<br>🥅 163 grandes chances (3.6 /j!)<br>👟 7.1 finalizações p/ marcar gol (!)<br>⚠️ 11.9 finalizações p/ sofrer gol (!)<br>⏳ 63.9% posse de bola<br>🏆 1… <a href="https://t.co/U4U5sqGR05">pic.twitter.com/U4U5sqGR05</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2074264027455230365?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A partida diante da Croácia talvez tenha sido o retrato mais fiel dessa realidade. Enquanto Cristiano Ronaldo permaneceu em campo sem conseguir oferecer a intensidade necessária para pressionar a saída de bola adversária, Gonçalo Ramos entrou já na reta final da partida e, quase no último lance, marcou o tento que garantiu a classificação portuguesa às oitavas-de-final. O episódio foi simbólico. Muito mais do que o gol, chamou atenção a dinâmica que o novo atacante do Milan proporcionou ao setor ofensivo. Sua mobilidade, sua capacidade de atacar espaços e sua entrega sem a bola mostraram um caminho que Portugal parecia relutar em seguir. Não era apenas uma troca de jogadores; era quase uma troca de ritmo acontecendo diante dos olhos de todos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Cristiano Ronaldo continua sendo um fenômeno da história do esporte, mas a Copa do Mundo exige decisões baseadas no presente, e não no passado. Em seus últimos quinze jogos em Mundiais, ele balançou as redes somente quatro vezes, números modestos para quem sempre carregou o peso de ser a principal referência ofensiva de Portugal. Dois desses gols, inclusive, vieram em cobranças de pênalti e outros dois contra o modesto Uzbequistão. Estatísticas jamais contam toda a trajetória de um jogador, mas ajudam a compreender uma realidade que o campo já vinha demonstrando. A idade chega para todos, inclusive para os craques.</p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente nesse ponto que surge a principal crítica ao trabalho de Roberto Martínez. Ao longo de três anos e meio, a sensação transmitida foi a de que o ex-treinador da Bélgica preferiu preservar o ambiente interno a enfrentar decisões difíceis. Na visão de muitos, assumiu o papel de um diplomata, responsável por manter a estabilidade do grupo e evitar qualquer desgaste com suas principais lideranças. Isso naturalmente faz parte da gestão de uma seleção, mas existe um momento em que o comandante precisa escolher entre proteger um legado ou construir o futuro. Martínez escolheu permanecer fiel à hierarquia existente e acabou morrendo abraçado com ela.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa falta de coragem também apareceu na construção coletiva da equipe. Portugal jamais apresentou uma identidade clara durante esse ciclo. Era uma seleção repleta de talento individual, mas sem um DNA facilmente reconhecível. Contra equipes que baixavam suas linhas defensivas, surgiam enormes dificuldades para criar espaços. O empate por 1 a 1 diante da República Democrática do Congo, logo na estreia da Copa do Mundo, foi o primeiro sinal de alerta. A goleada por 5 a 0 sobre o Uzbequistão acabou criando uma sensação de tranquilidade que rapidamente desapareceu após o empate sem gols contra a Colômbia, resultado que colocou os portuguses na vice-liderança do Grupo K e o empurrou para o lado mais difícil da chave eliminatória.</p>



<p class="has-medium-font-size">Após superar a Croácia nos acréscimos, nas oitavas-de-final, diante da Espanha, todas as limitações lusitanas ficaram ainda mais evidentes. Enquanto os espanhóis apresentavam uma equipe organizada, intensa e preparada para modificar o rumo da partida através do banco de reservas, Portugal parecia apenas esperar que o tempo passasse. Depois da lesão de Nuno Mendes, justamente a principal válvula de escape ofensiva da equipe, os portugueses praticamente deixaram de atacar. A sensação era de conformismo em sobreviver até a disputa por pênaltis, abrindo mão de assumir qualquer protagonismo frente o rival ibérico.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">😔 Pela primeira vez, Portugal é eliminado de uma grande competição com um golo sofrido nos descontos do tempo regulamentar.<br><br>⏱️ As eliminações mais tardias da Seleção Nacional:<br>🇫🇷 1984 — França 🥅 119&#39; (Meias-finais do Euro)<br>🇫🇷 2000 — França 🥅 117&#39; (Meias-finais do Euro)<br>🇪🇸… <a href="https://t.co/t4SsPXIjqj">pic.twitter.com/t4SsPXIjqj</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2074240747000275386?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A diferença entre os dois treinadores ficou evidente justamente nas substituições. Do lado espanhol, Luis de la Fuente promoveu a entrada de Ferran Torres para dar nova velocidade ao ataque e, pouco depois, encontrou Mikel Merino, outro jogador vindo do banco, para construir o gol da classificação. Roberto Martínez também possuía opções qualificadas entre os reservas, mas suas alterações não produziram o mesmo impacto, a julgar pela ausência de Gonçalo Ramos. Em partidas eliminatórias, muitas vezes os suplentes decidem jogos. E, dessa vez, a Espanha utilizou suas peças para avançar de fase; Portugal, infelizmente, não conseguiu fazer o mesmo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nem tudo, porém, foi negativo nesta campanha. Se existe um saldo verdadeiramente animador para o futuro da seleção portuguesa, ele atende pelos nomes de Nuno Mendes e Diogo Costa. O lateral-esquerdo confirmou, mais uma vez, por que hoje é considerado por muitos o melhor do mundo em sua posição. Sua força física, velocidade e capacidade de construir jogadas transformavam completamente a dinâmica ofensiva de Portugal. Já Diogo Costa, ainda muito jovem aos 23 anos de idade, demonstrou segurança, personalidade e qualidade suficientes para defender a meta lusitana durante muitos anos. Também Vitinha e João Neves continuam sendo jogadores de enorme qualidade, apesar de não terem conseguido reproduzir na Copa de 2026 o mesmo nível de desempenho apresentado no bicampeonato europeu do PSG.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, uma nova etapa parece começar. A saída de Roberto Martínez encerra um ciclo que deixa a sensação de oportunidade desperdiçada. Jorge Jesus desponta como principal candidato para assumir Portugal e, caso sua chegada realmente se confirme, encontrará um desafio complexo: conduzir a seleção portuguesa na difícil transição para uma realidade sem Cristiano Ronaldo, além de reorganizá-la para voltar a competir coletivamente, algo que se mostra absolutamente necessário.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portugal sempre foi uma nação acostumada a atravessar tempestades. Das caravelas que enfrentaram oceanos desconhecidos às grandes conquistas da sua história, os portugueses aprenderam que nenhuma viagem permanece para sempre ancorada no mesmo porto. O futebol parece exigir exatamente a mesma coragem. É hora de levantar novas velas, confiar em uma geração extremamente talentosa e permitir que novos protagonistas assumam o leme. Porque os grandes navegadores nunca fizeram história olhando somente para o horizonte que ficou para trás, mas sim para aquele que ainda estava por ser descoberto.</p>
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		<title>Favoritismo não entra em campo e Portugal apenas empata com o Congo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 21:41:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Decepcionante. Assim podemos definir a estreia de Portugal na Copa do Mundo de 2026. Afinal, a seleção portugusesa entrou em campo diante da República Democrática do Congo carregando o peso do favoritismo e a expectativa de iniciar sua caminhada no torneio com uma vitória convincente. Além disso, tratava-se do sexto Mundial da carreira de Cristiano [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Decepcionante. Assim podemos definir a estreia de Portugal na Copa do Mundo de 2026. Afinal, a seleção portugusesa entrou em campo diante da República Democrática do Congo carregando o peso do favoritismo e a expectativa de iniciar sua caminhada no torneio com uma vitória convincente. Além disso, tratava-se do sexto Mundial da carreira de Cristiano Ronaldo, um dos maiores jogadores da história do futebol. Todavia, ao final dos noventa minutos, o sentimento predominante entre os torcedores lusitanos foi de frustração após o empate em 1 a 1 diante de um adversário teoricamente inferior.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a partida começou exatamente da maneira que Portugal imaginava. Logo aos seis minutos de jogo, João Neves aproveitou uma boa construção ofensiva para abrir o placar, de cabeça, e colocar os portugueses em vantagem. O gol precoce transmitiu a sensação de que os europeus controlariam as ações sem maiores dificuldades. Muitos imaginavam que o resultado abriria caminho para uma vitória confortável e até mesmo para uma goleada, sobretudo em função da diferença técnica entre as seleções. No entanto, o que se viu a partir daquele momento foi um cenário completamente diferente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo controlando a posse de bola durante praticamente toda a partida, Portugal encontrou enormes dificuldades para transformar seu domínio territorial em oportunidades claras de gol. Os números ajudam a ilustrar essa situação. Os portugueses terminaram o confronto com cerca de 75% de posse de bola, mas essa superioridade não se refletiu no placar. O time circulava a bola de um lado para o outro, mas sem conseguir romper a forte estrutura defensiva montada pelos congoleses. Faltava criatividade, velocidade e capacidade de infiltração.</p>



<p class="has-medium-font-size">Do outro lado, a seleção congolesa demonstrou organização e disciplina tática durante toda a partida. Sem disputar a posse em igualdade de condições, o selecionado africano apostou em linhas compactas e em um bloco defensivo extremamente baixo. A estratégia funcionou de maneira eficiente. Portugal tinha a bola, mas não conseguia encontrar espaços entre os setores da defesa adversária. A República Democrática do Congo se mostrou confortável atuando próxima da própria área e esperando o momento certo para explorar os contra-ataques.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/CopaDoMundoFIFA?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#CopaDoMundoFIFA</a><br><br>🇵🇹 Portugal 1-1 RD Congo 🇨🇩<br><br>⚽️ João Neves<br><br>⚽️ Yoane Wissa<br><br>Resultado justo? 🤔🤔<br><br>📊 Confira os nºs completos em: <a href="https://t.co/kieUkKZN5j">https://t.co/kieUkKZN5j</a> <a href="https://t.co/OXDfJWTCkd">pic.twitter.com/OXDfJWTCkd</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2067321688245551323?ref_src=twsrc%5Etfw">June 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O empate acabou surgindo justamente quando Portugal parecia encaminhar a vitória para o intervalo. Já nos acréscimos da primeira etapa, Yoane Wissa aproveitou uma das poucas oportunidades criadas pelos congoleses e balançou as redes aos 50 minutos. O gol teve um impacto enorme no desenvolvimento da partida. Além de devolver a confiança aos africanos, aumentou significativamente a ansiedade dos portugueses. O que parecia uma noite tranquila transformou-se rapidamente em um desafio psicológico para os comandados de Roberto Martínez.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mais preocupante para Portugal é que os problemas apresentados frente os congoleses não são exatamente uma novidade. Durante as eliminatórias, os portugueses já haviam encontrado dificuldades semelhantes diante de seleções que atuavam de forma mais defensiva, como Hungria e Irlanda. Naquelas ocasiões, eles também sofreram para criar oportunidades contra adversários posicionados em bloco baixo. Logo, a estreia na Copa do Mundo apenas reforçou uma deficiência que já vinha sendo observada há bastante tempo no time lusitano.</p>



<p class="has-medium-font-size">E isso chama ainda mais atenção quando analisamos a qualidade técnica do elenco português. Poucas seleções no mundo possuem um meio-campo tão talentoso quanto o de Portugal. Bernardo Silva, Bruno Fernandes, João Neves e Vitinha oferecem criatividade, inteligência e capacidade de construção de jogo. Nas laterais, João Cancelo e Nuno Mendes são jogadores capazes de participar intensamente das ações ofensivas. No ataque, Cristiano Ronaldo continua sendo uma referência importante dentro da área. Ainda assim, o conjunto não consegue traduzir esse talento em um futebol coletivo consistente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao longo da segunda etapa, Roberto Martínez tentou modificar o panorama da partida através das substituições. Rafael Leão e Francisco Conceição foram acionados com a missão de aumentar a agressividade ofensiva da equipe. Em alguns momentos, Portugal até conseguiu acelerar o ritmo do jogo. Porém, a principal consequência das alterações foi o aumento da quantidade de cruzamentos realizados para dentro da área adversária. Não à toa, os portugueses passaram a depender excessivamente das jogadas pelos lados do campo, tornando-se previsíveis.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">CR7 vai disputar a sua 6ª Copa do Mundo e estreia diante da RD Congo. E, quando o assunto é enfrentar seleções africanas, o Robozão costuma deixar a marca: são 3 gols nos últimos 4 jogos contra equipes do continente. 🇵🇹🤖<a href="https://x.com/hashtag/copadomundo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#copadomundo</a> <a href="https://x.com/hashtag/cristianoronaldo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cristianoronaldo</a> <a href="https://x.com/hashtag/cr7?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cr7</a> <a href="https://x.com/hashtag/portugal?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#portugal</a> <a href="https://t.co/RqUHpbxnO1">pic.twitter.com/RqUHpbxnO1</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2067215943307047128?ref_src=twsrc%5Etfw">June 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os números dos cruzamentos ajudam a explicar a falta de eficiência portuguesa. Ao final da partida, Portugal havia realizado 23 bolas alçadas para a área oponente. Entretanto, apenas seis delas encontraram um companheiro de equipe. Trata-se de um índice muito baixo para uma seleção que teoricamente possui recursos técnicos para construir jogadas de maneiras mais variadas. A insistência excessiva nesse tipo de lance acabou facilitando o trabalho defensivo da República Democrática do Congo, que conseguiu neutralizar a maior parte das investidas lusitanas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa dependência dos cruzamentos evidencia um problema coletivo que preocupa. Portugal possui jogadores extremamente criativos, mas apresenta pouca movimentação entre linhas e dificuldade para gerar superioridade numérica em regiões centrais do campo. Quando enfrenta seleções mais abertas, essas limitações ficam menos aparentes. Em contrapartida, diante de adversários organizados defensivamente, os portugueses parecem ficar sem alternativas. Foi exatamente isso que aconteceu nesta estreia pela Copa de 2026, transformando um domínio estatístico em uma atuação pouco produtiva.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🇵🇹Portugal domina o top 3 de passes para trás no Mundial 2026:<br>24 🇵🇹João Neves<br>23 🇵🇹João Cancelo<br>22 🇵🇹Pedro Neto<br>21 🇪🇸Cucurella<br>17 🇩🇪Havertz<br>16 🇨🇭Rúben Vargas<br>16 🇩🇪Wirtz<br>16 🇮🇷Taremi<br>16 🇫🇷Koundé<br>16 🇵🇹Nuno Mendes <a href="https://t.co/yCDn1JCIn2">pic.twitter.com/yCDn1JCIn2</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2067546031315702204?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Além da questão técnica e tática, o resultado também complica a situação portuguesa dentro do Grupo K. Antes da bola rolar, muitos consideravam Portugal o principal favorito para terminar a fase de grupos na liderança. Agora, esse panorama já não parece tão garantido. A Colômbia surge como uma forte candidata a aproveitar o tropeço português e assumir o controle da chave. Caso os colombianos confirmem o favoritismo nos próximos compromissos, Portugal poderá ser obrigada a disputar a classificação em condições menos favoráveis.</p>



<p class="has-medium-font-size">E terminar a fase de grupos fora da liderança pode representar um enorme problema pensando na sequência da competição. Em torneios de tiro curto como a Copa do Mundo, o posicionamento final dentro do grupo costuma influenciar diretamente o grau de dificuldade dos confrontos eliminatórios. Uma eventual segunda colocação poderia colocar Portugal diante de adversários mais fortes já no primeiro estágio do mata-mata. Portanto, o empate contra a República Democrática do Congo pode gerar consequências muito maiores do que apenas a perda de dois pontos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, quem certamente deixa o estádio mais pressionado é Roberto Martínez. O treinador espanhol já vinha sendo alvo de críticas por parte da imprensa e dos torcedores portugueses devido às dificuldades apresentadas por Portugal em partidas importantes. A estreia na Copa do Mundo não ajudou a aliviar esse cenário. Pelo contrário. O empate diante da República Democrática do Congo ampliou ainda mais os questionamentos sobre a capacidade da seleção portuguesa de transformar seu enorme talento individual em um futebol coletivo competitivo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, se quiser tornar real o sonho do inédito título mundial, Portugal precisará apresentar respostas muito rápidas nas próximas rodadas.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/17/favoritismo-nao-entra-em-campo-e-portugal-apenas-empata-com-o-congo/">Favoritismo não entra em campo e Portugal apenas empata com o Congo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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		<title>Sem Cristiano Ronaldo, Portugal expõe sua principal dependência no Azteca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 15:20:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
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		<category><![CDATA[Seleção Portuguesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal deixou o Estádio Azteca com um empate sem gols diante do México, mas o resultado em si foi apenas um detalhe dentro de um contexto muito maior. O amistoso revelou mais do que números frios no placar, trouxe à tona uma sensação que paira sobre a seleção portuguesa há algum tempo: a importância de [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Portugal deixou o Estádio Azteca com um empate sem gols diante do México, mas o resultado em si foi apenas um detalhe dentro de um contexto muito maior. O amistoso revelou mais do que números frios no placar, trouxe à tona uma sensação que paira sobre a seleção portuguesa há algum tempo: a importância de Cristiano Ronaldo.<br></p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, a ausência de Cristiano Ronaldo escancarou uma lacuna que não é apenas técnica, mas também emocional e simbólica dentro da selecão portuguesa. Em um cenário de preparação para a Copa do Mundo, jogos como esse servem justamente para expor fragilidades ocultas. E Portugal, sem sua principal referência, mostrou dificuldades claras na construção ofensiva. Faltou presença de área, faltou imposição e, principalmente, faltou aquele jogador que muda a dinâmica de um jogo. O empate, portanto, foi mais diagnóstico do que resultado. Um retrato fiel de uma equipe ainda dependente de seu maior nome.</p>



<p class="has-medium-font-size">Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, continua sendo uma peça central na engrenagem da seleção portuguesa, algo que poucos imaginariam há alguns anos. O maior artilheiro da história das seleções não carrega apenas números, mas uma influência que transcende estatísticas. Sua presença em campo altera comportamentos, reposiciona adversários e eleva o nível de confiança dos companheiros. Mesmo sem a explosão física de seus melhores anos, Ronaldo compensa com inteligência, leitura de jogo e posicionamento cirúrgico. É o tipo de jogador que entende o tempo do jogo como poucos na história. No Azteca, sua ausência foi sentida justamente nesses detalhes invisíveis que não aparecem nas estatísticas. Portugal teve a posse, teve circulação, mas faltou decisão. E quando falta decisão, falta alguém que a tome.</p>



<p class="has-medium-font-size">A comparação com Gonçalo Ramos, principal alternativa na função, evidencia ainda mais essa diferença de patamar. O atacante do PSG é útil, tem características interessantes, mas ainda distante do nível de influência que Cristiano Ronaldo exerce. Não se trata apenas de qualidade técnica, mas de peso dentro do jogo. O camisa 7 intimida, desloca linhas defensivas, cria espaços mesmo sem tocar na bola. Ramos, por outro lado, ainda busca afirmação em um cenário de alto nível. E isso ficou claro contra o México, onde Portugal encontrou dificuldades para transformar posse em perigo real. A equipe circulava a bola, mas sem profundidade, sem ruptura. Faltava aquele movimento que quebra a defesa, aquele gesto técnico que muda o rumo da jogada. E, mais uma vez, o nome que faltava era o mesmo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="116145" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-14.jpg" alt="" class="wp-image-116145"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Cristiano Ronaldo lidera a lista dos maiores artilheiros por seleções na história somando o montante de 143 gols em 226 partidas defendendo as cores de Portugal.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Mas o amistoso não deve ser analisado apenas sob a ótica da ausência de Cristiano Ronaldo. Roberto Martínez utilizou o confronto como um verdadeiro laboratório para desafios que vão muito além das quatro linhas. Jogar no Estádio Azteca significa enfrentar altitude, desgaste físico e condições completamente diferentes do habitual europeu. E esse tipo de experiência será fundamental na próxima Copa do Mundo. O torneio, que será disputado em três países, exigirá adaptação constante das seleções. Não se trata apenas de futebol, mas de logística, recuperação física e capacidade de lidar com ambientes distintos. Portugal, nesse sentido, começa a construir sua preparação de forma estratégica. Cada amistoso carrega um objetivo maior. E esse empate, apesar de morno, cumpre uma função importante dentro desse planejamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">A escolha por enfrentar México e Estados Unidos neste momento não é aleatória. Trata-se de uma tentativa clara de antecipar cenários que serão vividos no Mundial. Altas temperaturas, deslocamentos longos e o desgaste físico farão parte da rotina das seleções. Portugal, ao se expor a essas condições desde já, busca reduzir o impacto quando a competição começar. A ideia de estabelecer base no sul da Flórida, próximo a Miami, reforça esse planejamento. Ali, os jogadores poderão se ambientar ao calor e à umidade, fatores que podem influenciar diretamente no desempenho. Em torneios desse nível, detalhes fazem diferença. E a preparação fora das quatro linhas pode ser tão decisiva quanto qualquer ajuste tático. Roberto Martínez entende isso e trabalha para minimizar qualquer tipo de surpresa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro ponto relevante dentro desse processo é o cuidado com o aspecto mental dos jogadores. A temporada europeia é longa e desgastante, e chegar a uma Copa do Mundo em alto nível exige mais do que preparo físico. Por isso, a decisão de conceder dias de descanso após o fim da temporada se mostra essencial. Roberto Martínez pretende dar aos atletas um período de uma semana próximo das famílias antes da concentração definitiva. Essa estratégia busca preservar o equilíbrio emocional do grupo, evitando desgaste psicológico antes mesmo do início da competição. Em torneios curtos, onde a pressão é constante, a mente pode ser determinante. E Portugal tenta construir um ambiente confortável para seus jogadores. Um ambiente que permita foco total quando a bola rolar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, a seleção portuguesa possui um dos elencos mais qualificados tecnicamente do futebol mundial. O meio-campo, em especial, é o grande ponto forte da equipe. Jogadores como Vitinha e João Neves representam uma nova geração que alia intensidade, qualidade técnica e inteligência tática. Ambos foram peças fundamentais na conquista recente do Paris Saint-Germain na Champions League, mostrando maturidade em alto nível. Ao lado deles, nomes como Bruno Fernandes e Bernardo Silva oferecem criatividade e capacidade de decisão. Trata-se de um setor que combina juventude e experiência de forma equilibrada. E que, em teoria, deveria garantir controle de jogo em qualquer cenário.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116156" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-15-e1774969216706.jpg" alt="" class="wp-image-116156"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Contra o México, a seleção portuguesa obteve o quatro empate sem gols sob o comando de Roberto Martínez, já que placares similares ocorreram em 2024, diante de Eslovênia, França e Escócia. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Nas laterais, Portugal também apresenta profundidade e qualidade. Nuno Mendes, pela esquerda, é um dos laterais mais completos da atualidade, combinando força física, velocidade e capacidade ofensiva. Pela direita, João Cancelo e Diogo Dalot oferecem opções diferentes, mas igualmente eficazes. Cancelo, com sua versatilidade e qualidade técnica, e Dalot, com sua consistência defensiva e apoio ao ataque. Esse leque de opções permite variações táticas importantes ao longo das partidas. E dá a Martínez alternativas para adaptar a equipe conforme o adversário. Em um torneio como a Copa do Mundo, ter soluções diferentes é fundamental. E Portugal, nesse aspecto, está bem servido.</p>



<p class="has-medium-font-size">No setor ofensivo, as opções também são numerosas e de alto nível. Rafael Leão, Pedro Neto e Francisco Conceição representam velocidade, drible e capacidade de desequilíbrio. São jogadores capazes de quebrar linhas e criar situações de perigo em espaços reduzidos. Cada um com características distintas, mas todos com potencial para decidir jogos. Ainda assim, a presença de Cristiano Ronaldo altera completamente a dinâmica desse setor. Com ele, os pontas encontram referência na área, alguém que finaliza e ocupa buracos de forma inteligente. Sem ele, o jogo perde objetividade. E isso ficou evidente diante do México. Portugal tinha a bola, mas não tinha profundidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se há um setor que ainda levanta dúvidas, esse setor é a defesa. Rúben Dias é a principal referência, um líder técnico e emocional dentro da equipe. No entanto, as opções ao seu redor não apresentam o mesmo nível de segurança. Falta profundidade, falta consistência em algumas peças. Em Copas do Mundo, onde a solidez defensiva costuma ser determinante, essa é a principal fragilidade que os portugueses ainda buscam estabilidade.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Não houve golos no Azteca num jogo em Portugal apresentou domínio nos principais registos ofensivos, mas com um total de 3 remates enquadrados pelas 2 equipas nos 90 minutos <a href="https://t.co/KjP4WilRjF">pic.twitter.com/KjP4WilRjF</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2038092335041462617?ref_src=twsrc%5Etfw">March 29, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O grupo de Portugal na próxima Copa do Mundo também apresenta desafios específicos. A equipe enfrentará adversários como Colômbia, além de confrontos frente Jamaica ou Congo, além do Uzbequistão. Cada jogo em um contexto diferente, com condições climáticas distintas. Miami, por exemplo (Colômbia), exigirá adaptação à umidade intensa, enquanto Houston (demais partidas da fase de grupos) oferece ambiente controlado em estádio coberto. Essa variação exige preparação detalhada. E reforça a importância dos amistosos atuais. Cada experiência conta. Cada jogo é um passo dentro de um processo maior.</p>



<p class="has-medium-font-size">A gestão de Roberto Martínez, até aqui, mostra uma preocupação clara com todos esses aspectos. Não se trata apenas de montar um time competitivo, mas de criar um ambiente propício para o sucesso. A logística, o planejamento e o cuidado com os jogadores fazem parte de uma estratégia mais ampla. Martínez sabe que tem um elenco talentoso nas mãos. Mas também sabe que talento, por si só, não garante títulos. É preciso organização, preparação e equilíbrio. E Portugal parece caminhar nessa direção.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, a questão que permanece é a dependência de Cristiano Ronaldo. Diferentemente do Mundial anterior, quando Fernando Santos optou por deixá-lo no banco em determinados momentos, Roberto Martínez já deixou claro seu posicionamento. Cristiano terá papel central na equipe. Sua experiência, sua liderança e sua capacidade de decisão são vistas como indispensáveis. E o amistoso contra o México apenas reforçou essa percepção. Portugal é uma seleção forte, talentosa, organizada. Mas, sem seu maior nome, ainda perde parte de sua identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, o empate no Azteca não entra para a história como um resultado relevante. Mas serve como alerta. Portugal tem elenco, tem estrutura e tem um projeto sólido. Mas ainda gira em torno de um jogador que desafia o tempo e redefine limites. Cristiano Ronaldo segue sendo o eixo de uma seleção que busca, mais uma vez, o protagonismo mundial. E, enquanto isso for verdade, sua ausência continuará sendo sentida — não apenas no placar, mas na alma do jogo.</p>
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		<title>Depois de Paris e Porto, Portugal volta a fazer história. Desta vez, em Munique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 18:08:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Liga das Nações]]></category>
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		<category><![CDATA[UEFA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal! O hino de Portugal simboliza de forma exímia o espírito da seleção portuguesa, que através de muita garra, personalidade, alma e superação, regressou de Munique com o título da Liga das Nações da UEFA ao derrotar a Espanha nas penalidades. Entretanto, para compreender melhor o tamanho do [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal! O hino de Portugal simboliza de forma exímia o espírito da seleção portuguesa, que através de muita garra, personalidade, alma e superação, regressou de Munique com o título da Liga das Nações da UEFA ao derrotar a Espanha nas penalidades.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, para compreender melhor o tamanho do feito alcançado por Cristiano Ronaldo e companhia limitada é necessário destacar que Portugal desembarcou em solo alemão para disputar a <em>Final Four</em> da Liga das Nações totalmente pressionado, com o técnico Roberto Martínez na corda bamba devido as pesadas críticas recebidas por parte da opinião pública, além dos fantasmas de José Mourinho e Jorge Jesus que o assombravam cada vez mais. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a única condição de Roberto Martínez assegurar sua permanência na seleção portuguesa era por intermédio da conquista da Liga das Nações, ou seja, uma dificílima tarefa que começou a ser traçada com o triunfo por 2 a 1, de virada, sobre a anfitriã Alemanha, que um ano depois de desperdiçar a oportunidade de dar a volta olímpica diante de sua torcida na Eurocopa, encarava a <em>Final Four</em> como uma segunda chance para se redimir.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, a vitória que garantiu a classificação de Portugal à final da Liga das Nações expôs a força do plantel lusitano, a julgar pela trocas realizadas por Roberto Martínez ao promover as entradas de Francisco Conceição, Vitinha, Nélson Semedo, João Palhinha e Diogo Jota. Quer dizer, um vasto leque de opções que, por exemplo, Julian Nagelsmann não tinha no banco de reservas ao lado. Não à toa, através destas mudanças ficou claro que diversas seleções do futebol mundial não tem a qualidade dos portugueses na atualidade.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-8-e1749477752184.jpg" alt="" data-id="107344" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-8-e1749477752184.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=107344" class="wp-image-107344"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O maior artilheiro de todos os tempos por seleções com 138 gols, Cristiano Ronaldo, se despediu da Liga das Nações com 938 tentos marcados, estando a 62 do milésimo na carreira.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, Portugal quebrou em plena Allianz Arena o longo jejum de 25 anos sem vencer a Alemanha. Ainda assim, para muitos a final antecipada da Liga das Nações ocorreu na outra semifinal que terminou com a vitória da Espanha diante da França por 5 a 4, o que significa que o maior desafio dos pupilos de Roberto Martínez seria realmente frente os atuais campeões europeus.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, tratava-se de uma decisão que reunia o encontro de gerações, com o veterano Cristiano Ronaldo enfrentando o novato Lamine Yamal, ambos separados por nada menos que 23 anos de idade, lembrando que o craque do Barcelona não havia nascido nem mesmo quando o camisa 7 estreou vestindo a camisa do segundo clube da carreira, Manchester United, em agosto de 2003.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e no final das contas a experiência acabou prevalecendo sobre a juventude, já que foi Cristiano Ronaldo quem ergueu o caneco da Liga das Nações na Allianz Arena. Mas isso depois de uma heróica exibição da seleção portuguesa que, por meio de muita resiliência tirou a desvantagem no placar duas vezes ao longo do jogo, primeiramente, aos 26 minutos da etapa inicial com Nuno Mendes, e em seguida com <em>CR7</em>, aos 15 minutos do segundo tempo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, cabe aqui parágrafos à parte para estes dois grandes personagens, a começar por Nuno Mendes que, literalmente, colocou Lamine Yamal no bolso, repetindo o que já havia feito com Mohamed Salah e Bukayo Saka na Champions League. Todavia, os méritos do lateral-esquerdo do PSG não são apenas defensivos, tendo em vista que na parte ofensiva ele contribuiu tanto com um gol quanto com a assistência concedida para Cristiano Ronaldo balançar as redes. Por essas e outras, o melhor jogador da <em>Final Four</em> da Liga das Nações é também, o maioral da posição no momento.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Nuno ???????????? Mendes ????????<a href="https://twitter.com/hashtag/FazHist%C3%B3ria?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FazHistória</a> | <a href="https://twitter.com/hashtag/NationsLeague?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#NationsLeague</a> <a href="https://t.co/1ELHpMW0U7">pic.twitter.com/1ELHpMW0U7</a></p>&mdash; Portugal (@selecaoportugal) <a href="https://twitter.com/selecaoportugal/status/1931845131491025404?ref_src=twsrc%5Etfw">June 8, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Já Cristiano Ronaldo dispensa comentários. De fato, o maior acerto de Roberto Martínez é mantê-lo entre os titulares de Portugal, apesar da série de questionamentos em torno da convocação do atacante do Al-Nassr. Por se tratar de um atleta com 40 anos de idade, é óbvio que <em>CR7</em> não vai entregar aquilo que oferecia há cinco primaveras, tampouco há uma década. Em contrapartida, os decisivos gols marcados na capital da Baviera, bem como a liderança exercida sob o elenco, comprovam o quão importante ele ainda está sendo dentro e fora de campo ao selecionado portugûes. </p>



<p class="has-medium-font-size">E quis o destino que os dois troféus ganhos por Portugal fora de seus domínios acontecesse com a saída de Cristiano Ronaldo em virtude de lesões musculares no tempo regulamentar, lembrando que ele também deixou a decisão da Euro 2016 contra a França, aos 25 minutos, contundido em Paris. Ao menos, desta vez o artilheiro português esteve em ação até dois minutos do fim, não jogando somente a prorrogação e as penalidades.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Para finalizar, soma-se a isso os talentos de Rúben Dias, João Neves, Vitinha, Bernardo Silva, Bruno Fernandes além do goleiro Diogo Costa, que novamente se destacou numa disputa de pênaltis. Portanto, a realidade é que Roberto Martínez herdou a maior geração da história do futebol português, tal como ocorreu em sua passagem anterior pela Bélgica, onde ele foi bastante criticado por não ter conquistado nenhum título.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ocupando o antigo posto de Fernando Santos desde a queda na Copa do Mundo de 2022, Roberto Martínez é contestado por preferir que Portugal tenha até três sistemas de jogo diferentes a fim de se adaptar ao perfil dos adversários, ao invés de desenvolver uma identidade própria e, consequentemente, reverter a situação fazendo com que os oponentes se adequem ao seu estilo, é claro, por ter material humano de sobra à disposição para isso. Ademais, também pesa contra ele o contexto da nacionalidade, considerando que a escola portuguesa de treinadores está entre as principais do mundo da bola.</p>



<p class="has-medium-font-size">Acredito que Roberto Martínez mereça boa parte das críticas que recebe, especialmente, no que diz respeito a algumas escolhas como a de não beber da valiosa fonte do PSG ao não escalar um meio-campo com João Neves e Vitinha na seleção lusa, optando por improvisar o ex-jogador do Benfica na lateral-direita de Portugal. Além disso, outras decisões como iniciar a final da Liga das Nações com Francisco Conceição na formação titular também são questionáveis, mas nada que resulte numa possível demissão, como estava sendo discutido antes da bola rolar na <em>Final Four</em> da Liga das Nações.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, essa vitória sobre a Espanha dará a tranquilidade necessária para Roberto Martínez liderar a missão de conduzir Portugal ao inédito título mundial, um feito nada improvável para a primeira seleção que venceu a Liga das Nações, e que agora também é a primeira — e única — detentora de duas taças do torneio continental. </p>
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		<title>Sem evoluir, Portugal se vê numa encruzilhada sob o comando de Roberto Martínez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 18:47:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Liga das Nações]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Portuguesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem vê a goleada de Portugal sobre a Dinamarca por 5 a 2 pelas quartas-de-final da Liga das Nações imagina que os portugueses atropelaram os dinamarqueses no estádio José Alvalade. No entanto, este é apenas mais um resultado que não traduz em nada o que aconteceu em campo, tendo em vista que a seleção de [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2025/03/25/sem-evoluir-portugal-se-ve-numa-encruzilhada-sob-o-comando-de-roberto-martinez/">Sem evoluir, Portugal se vê numa encruzilhada sob o comando de Roberto Martínez</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Quem vê a goleada de Portugal sobre a Dinamarca por 5 a 2 pelas quartas-de-final da Liga das Nações imagina que os portugueses atropelaram os dinamarqueses no estádio José Alvalade.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, este é apenas mais um resultado que não traduz em nada o que aconteceu em campo, tendo em vista que a seleção de Portugal foi absolutamente nula em 60 dos noventa minutos da partida, e acabou se sobressaindo na prorrogação por estar mais inteira na parte física, a julgar pelos dois gols marcados no tempo extra.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas antes de me debruçar no jogo de Lisboa, é importante salientar que no compromisso anterior, em Copenhagen, os portugueses realizaram a sua pior apresentação sob a batuta de Roberto Martínez, e só perderam pelo placar mínimo devido a brilhante atuação do goleiro Diogo Costa, autor de sete defesas, incluindo um pênalti, dentre as 23 finalizações da Dinamarca ao longo da partida. Ou seja, outro placar enganoso a favor de Portugal.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar ainda, que a nulidade dos lusitanos na capital dinamarquesa respingou sobre Cristiano Ronaldo, o astro que carrega pra si as atenções tanto nos momentos bons quanto nos ruins. E por ter feito a pior partida defendendo as cores de Portugal, de acordo com a sua própria avaliação, a continuidade do camisa 7 na seleção passou a ser bastante questionada pela opinião pública, juntamente com a do treinador Roberto Martínez, cuja principal crítica é a insistência em mantê-lo entre os titulares.    </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/IMG_0355-2-e1742907921188.jpg" alt="" data-id="104562" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/IMG_0355-2-e1742907921188.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=104562" class="wp-image-104562"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Em Alvalade, Cristiano Ronaldo recebeu o prêmio do Guinness World Records por ser o jogador com mais vitórias por uma seleção somando 132 triunfos.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste contexto, a seleção portuguesa desembarcou em Lisboa pressionadíssima para encarar a Dinamarca no decisivo jogo que valia vaga na <em>Final Four</em> da Liga das Nações da Uefa, em especial o técnico Roberto Martínez, que inclusive estava sob risco de demissão caso Portugal não garantisse a classificação, apesar da proximidade de pouco mais de um ano da Copa do Mundo de 2026.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, os torcedores lusitanos, que lotaram o estádio José Alvalade, demonstraram total apoio à seleção de Portugal mesmo nas fases mais complexas da partida desde a penalidade desperdiçada por Cristiano Ronaldo, aos 6 minutos do primeiro tempo, até o gol marcado por Francisco Trincão, aos 41 minutos da etapa final, que levou o jogo à prorrogação após o suado triunfo dos portugueses por 3 a 2. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, Francisco Trincão, que havia entrado em campo aos 36 minutos do segundo tempo no lugar de Francisco Conceição, assumiu o rótulo de herói no estádio que conhece tão bem por ter balançado as redes no minuto inicial da prorrogação, o que se subentende que o meia do Sporting CP garantiu sua vaga no elenco da seleção portuguesa, algo difícil de afirmar em meio as constantes mudanças nas convocações de Roberto Martínez, capaz de não escalar no jogo de volta o melhor jogador da primeira partida contra a Dinamarca, como foi o caso de Pedro Neto. </p>



<p class="has-medium-font-size">Certamente, Francisco Trincão é o melhor jogador português em atividade na Liga Portugal, o que já o credencia a ganhar uma vaga no plantel lusitano. Ao mesmo tempo, é necessário destacar que ele entrou na partida num momento em que os dinamarqueses já estavam desgastados fisicamente, e o jogo apresentava um cenário favorável em razão da menor intensidade, além dos espaços deixados pela Dinamarca, tanto é, que Gonçalo Ramos marcou o quinto tento da goleada totalmente livre na pequena área, sem nenhum adversário o acompanhando. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Portugal está na final four da Nations League! ???????? <a href="https://t.co/FEnef06k20">pic.twitter.com/FEnef06k20</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://twitter.com/B24PT/status/1903935614493348229?ref_src=twsrc%5Etfw">March 23, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, é preciso fazer a leitura do jogo de Cristiano Ronaldo, que depois de jogar a partida inteira — em que perdeu um pênalti, porém deixou a sua marca — saiu esgotado nos acréscimos do segundo tempo, o que é natural para qualquer jogador de 40 anos de idade, até mesmo pra ele que é diferenciado no que diz respeito ao condicionamento físico. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, não acho justas as críticas em torno de Cristiano Ronaldo que, além de preocupar os oponentes, continua jogando bem e chamando a responsabilidade em campo. Soma-se a isso, o apetite do craque português, que mesmo já tendo ganho diversos títulos e batido inúmeros recordes na carreira, disputa cada jogada como se estivesse lutando por um prato de comida. Aliás, uma postura contrária em comparação a Rafael Leão, que atua da mesma forma seja encarando a Dinamarca precisando de uma classificação, seja enfrentando o Empoli na Serie A.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, na minha opinião Cristiano Ronaldo ainda contribui e pode ser essencial para o sucesso de Portugal no Mundial da América do Norte. Logo, o maior problema dos portugueses são as escolhas do técnico Roberto Martínez, que no decorrer destes dois anos à frente da seleção lusitana não conseguiu nem ao menos formar um time titular. O que vemos neste instante são alguns jogadores garantidos entre os onze iniciais, dentre os quais se incluem Diogo Costa, Rúben Dias, Nuno Mendes, Bernardo Silva, Bruno Fernandes e <em>CR7</em>, e só!      </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="412" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/IMG_0355-3-e1742923293486.jpg" alt="" data-id="104591" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/IMG_0355-3-e1742923293486.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=104591" class="wp-image-104591"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Bernardo Silva entrou ao seleto grupo dos atletas com cem ou mais jogos com a camisa de Portugal, ao lado de Cristiano Ronaldo, Pepe, Figo, Nani, Fernando Couto e Rui Patrício.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a seleção portuguesa segue sem entrosamento por conta das frequentes mudanças de Roberto Martínez, que somente nos dois embates frente os dinamarqueses utilizou duas formações táticas diferentes, como o 4-2-3-1 e o 4-3-3, e realizou três trocas no time titular ao promover as entradas de Gonçalo Inácio, Bernardo Silva e Francisco Conceição nas vagas de Renato Veiga, João Neves e Pedro Neto.</p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, Portugal se tornou um verdadeiro leão em Eliminatórias por enfrentar seleções de menor nível técnico, e um gatinho em torneios internacionais pelo fato de se deparar ante adversários mais qualificados, vide a campanha dos comandados de Roberto Martínez na última edição da Eurocopa, em que eles só convenceram na vitória por 3 a 0 sobre a Turquia, e embora tenham jogado melhor que a instável França nas quartas-de-final, acabaram sendo eliminados nos pênaltis. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, é fundamental que o &#8216;Mister Simpatia&#8217;, Roberto Martínez, que hoje já não é tão simpático como antes, utilize as próximas partidas da Liga das Nações e das Eliminatórias para, enfim, definir a equipe base de Portugal, bem como o padrão tático do time. Por sinal, os portugueses enfrentarão a Alemanha na semifinal do torneio continental, e estão situados no grupo F da competição qualificatória ao lado de Hungria, Irlanda e Armênia — se livraram da chave composta por Grécia, Escócia e Bielorrúsia.  </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a realidade é que depois de um longo ciclo de seis anos sofrendo sob a liderança de Fernando Santos, Portugal se vê novamente em uma encruzilhada com Roberto Martínez, afinal: demití-lo a 14 meses da Copa de 2026 para recomeçar um trabalho do zero, ou mantê-lo no cargo mediante a estagnada evolução da seleção? </p>
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		<title>Decisivo, Cristiano Ronaldo garante início 100% de Portugal na Liga das Nações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2024 16:18:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Cristiano Ronaldo]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Portuguesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eliminado diante da França nas quartas-de-final da Euro 2024, Portugal iniciou a sua caminhada na nova edição da Liga das Nações da UEFA com triunfos sobre croatas e escoceses em Lisboa, curiosamente, ambas por 2 a 1 e tendo Cristiano Ronaldo como grande protagonista. Pois é, foi o rosto do veterano atacante de 39 anos [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Eliminado diante da França nas quartas-de-final da Euro 2024, Portugal iniciou a sua caminhada na nova edição da Liga das Nações da UEFA com triunfos sobre croatas e escoceses em Lisboa, curiosamente, ambas por 2 a 1 e tendo Cristiano Ronaldo como grande protagonista.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, foi o rosto do veterano atacante de 39 anos de idade que estampou as capas dos jornais portugueses um dia depois que a possível estreia do novato Geovany Quenda tomou conta do noticiário esportivo, afinal, o gol de número 900 na carreira de Cristiano Ronaldo, marcado contra a Croácia, somado ao tento da vitória de virada frente a Escócia, deixaram claro a enorme importância do maior jogador da história do país até os dias atuais.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, o fato de Cristiano Ronaldo não ter balançado as redes em nenhum dos cinco jogos — ou 485 minutos — disputados na Euro 2024, levantou uma série de questionamentos em relação a sua permanência na seleção lusitana, uma vez que as principais críticas destinadas ao camisa 7 davam conta de que ele mais atrapalhava do que contribuía em campo, é claro, por questões de ordem física.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a pressão sobre o novo treinador Roberto Martínez também aumentou, sobretudo depois que o zagueiro Pepe anunciou a aposentadoria da seleção, isso porque muitos entendiam que Cristiano Ronaldo deveria seguir os mesmos passos. Entretanto, a realidade foi que o maior artilheiro da história do futebol por seleções recebeu novamente a braçadeira de capitão  de Portugal nas duas rodadas iniciais da nova edição da Liga das Nações da UEFA.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-4-1024x683.jpg" alt="" data-id="98307" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-4-e1725998654469.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=98307" class="wp-image-98307"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Dos 901 gols marcados por Cristiano Ronaldo ao longo da carreira, 132 foram por Portugal. Não à toa, o camisa 7 é o maior goleador de todos os tempos por uma seleção.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Logo, o novo ciclo dos pupilos de Roberto Martínez no período pós-Eurocopa também marcou a continuidade de Cristiano Ronaldo na <em>Seleção das Quinas</em>. Aliás, uma condição que contradiz o técnico espanhol que, ainda na primeira Dafa Fifa do ano — em março —, afirmou que Portugal passaria por uma renovação após a Euro 2024, algo que, definitivamente, não aconteceu, a julgar que os únicos jogadores da última lista não presentes no torneio, como são os casos de Rui Silva, Tiago Santos, Renato Veiga, Geovany Quenda, Pedro Gonçalves e Francisco Trincão, ficaram todos no banco de reservas.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, o conservadorismo de Roberto Martínez retrata que os resultados são mais importantes no momento, até porque eles que trarão maior confiança e estabilidade para a seleção portuguesa. Dentre todas as novas alternativas no plantel lusitano, era realmente esperado que Rui Silva, Renato Veiga e Pedro Gonçalves não fossem utilizados, porém a primeira reaparição de Francisco Trincão, bem como as estreias de Tiago Santos e Geovany Quenda eram aguardadas em algum instante dos embates contra Croácia e Escócia.    </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, como as duas vitórias foram apertadas com a vantagem mínima — apesar do alto volume ofensivo de Portugal —, Roberto Martínez preferiu não correr nenhum tipo de risco, inclusive, mantendo Nelson Semedo na lateral-direita no último jogo frente os escoceses, em que sofreu um gol logo no início da partida, aos 7 minutos do primeiro tempo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, mesmo com a necessidade de virar o placar e tendo Tiago Santos como opção no banco de reservas, ou seja, uma peça mais ofensiva e aguda, que daria maior profundidade pelo lado direito juntamente com Pedro Neto, Roberto Martínez preferiu manter o lateral do Wolverhampton em campo até os 15 minutos finais do jogo, quando promoveu a entrada de Diogo Dalot em seu lugar.  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="373" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-5.jpg" alt="" data-id="98323" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-5.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=98323" class="wp-image-98323" srcset="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-5.jpg 580w, https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-5-300x193.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>A vitória sobre a Croácia foi a primeira de Portugal contra um adversário situado entre os 20 melhores colocados no ranking da Fifa sob o comando de Roberto Martínez.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, a tão desejada estreia de Geovany Quenda, que o transformaria no atleta mais jovem a defender as cores de Portugal, acabou resultando nas melhores atuações de Cristiano Ronaldo pela seleção nos últimos anos, especialmente em virtude da sua dedicação, pois a impressão era a de que ele estava disputando um jogo decisivo de Eurocopa ou Copa do Mundo, isto é, jogando em uma frequência oposta em comparação aos demais companheiros.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além dos dois gols marcados — sendo o segundo deles após entrar no segundo tempo da partida ante a Escócia —, é importante destacar o excelente jogo de Cristiano Ronaldo tanto na fase defensiva de Portugal, ao pressionar a saída de bola e recompor a marcação, quanto na parte ofensiva, ao preencher espaços e sempre servir como opção para tabelas ou concluir jogadas. Em resumo, coletivamente o craque português superou todas as expectativas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, por mais que nenhuma mudança tática ou no modelo de jogo tenha ocorrido, e ainda que um novo nome não tenha aparecido em campo, já é possível constatar algumas preferências de Roberto Martínez, como por exemplo, a inclinação por Renato Veiga como zagueiro canhoto no elenco — também pela versatilidade do atleta que atua como lateral-esquerdo e volante —, ao invés de utilizar Toti Gomes, titular absoluto do Wolverhampton e chamado com certa constância até então pela seleção.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, soma-se a isso o fato das não convocações de figuras como Bruma, Jota Silva, Dany Mota e, principalmente, Ricardo Horta, que foi cortado da lista final dos 26 jogadores que disputaram a Euro 2024. Na ocasião, o próprio Roberto Martínez acabou lamentando a saída do ponta-esquerda do Braga, deixando claro que ainda contava com ele no futuro. Todavia, embora por vezes uma vaga em seleções simbolize o momento de cada jogador, Horta começou bem a nova temporada pelo clube do Minho, assim como terminou a anterior na qual teve ótimo desempenho em torneios continentais.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, o começo da jornada dos portugueses rumo à Copa do Mundo de 2026 serviu, ao menos momentaneamente, para afastar todas as dúvidas sobre a aposentadoria internacional de Cristiano Ronaldo.</p>
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		<title>A abrupta mudança de Portugal ao ir de Fernando Santos a Roberto Martínez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2024 20:18:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Euro2024]]></category>
		<category><![CDATA[Eurocopa]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção das Quinas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser o antídoto ao pragmatismo e à tática previsível do antecessor Fernando Santos, eis a missão de Roberto Martínez ao desembarcar em solo português para assumir o comando técnico da Seleção das Quinas no início do ano passado. Pois é, e depois do triunfo por 2 a 1, de virada, sobre a República Tcheca, é [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Ser o antídoto ao pragmatismo e à tática previsível do antecessor Fernando Santos, eis a missão de Roberto Martínez ao desembarcar em solo português para assumir o comando técnico da <em>Seleção das Quinas</em> no início do ano passado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e depois do triunfo por 2 a 1, de virada, sobre a República Tcheca, é possível afirmar que Roberto Martínez vem atendendo totalmente as expectativas, vide a composição tática dos portugueses na partida de estreia na Euro 2024. Para se ter uma ideia, Portugal entrou em campo armado no 3-4-3, com Rúben Dias, Pepe, além do lateral-esquerdo Nuno Mendes formando o trio de zaga, Diogo Dalot, Vitinha, Bruno Fernandes e João Cancelo compondo o meio, enquanto Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e Rafael Leão completavam o ataque.</p>



<p class="has-medium-font-size">Desta maneira, a intenção de Roberto Martínez era explorar o corredor esquerdo por intermédio dos avanços de Nuno Mendes sob a parceria de Rafael Leão, à medida que o ala invertido, João Cancelo, passou a atuar por dentro a fim de ajudar na construção de jogo juntamente com Vitinha e Bruno Fernandes, é claro, durante a fase ofensiva, quando os portugueses estavam com a posse da bola.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">🇵🇹 Ronaldo breaks another record 😲<br><br>The first player to appear at 6 EUROs 👏<a href="https://twitter.com/hashtag/EURO2024?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#EURO2024</a> <a href="https://t.co/mUxplRXWAr">pic.twitter.com/mUxplRXWAr</a></p>&mdash; UEFA EURO 2024 (@EURO2024) <a href="https://twitter.com/EURO2024/status/1803141044428534023?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, Portugal controlou completamente as ações da partida registrando o total de 73% de posse de bola, além de ter trocado nada menos que 704 passes, que inclusive se tornou o maior número dos portugueses em Eurocopas até hoje. Entretanto, o gol de Lukas Provod, aos 17 minutos da etapa final, não estava no roteiro de Roberto Martínez, que ainda assim demorou uma eternidade para mexer na equipe. </p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, a estreia portuguesa na Eurocopa acabou ganhando um tom dramático, já que o gol da virada veio somente aos 47 minutos do segundo tempo. Aliás, um tento marcado por Francisco Conceição, que havia entrado em campo 111 segundos antes de balançar as redes graças ao grande lance individual finalizado com uma belíssima assistência de Pedro Neto, o outro suplente que veio do banco de reservas com o filho do ex-técnico do Porto, Sérgio Conceição. </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a ideia primordial de Roberto Martínez através de toda essa engenharia tática era fazer Portugal criar uma superioridade númerica na linha de construção, tendo sempre uma peça a mais para contribuir na armação do jogo, no caso, João Cancelo. Por esta razão, ele abriu mão da utilização de um primeiro volante de origem ao utilizar os meias Vitinha e Bruno Fernandes centralizados no meio-campo, o que deixou a defesa mais exposta.  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="710" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/06/16-9-1024x710.jpg" alt="" data-id="94989" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/06/16-9-e1718816816103.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=94989" class="wp-image-94989"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Francisco Conceição se igualou a Federico Chiesa como os únicos filhos de ex-atletas que também marcaram gols em Eurocopas &#8211; seus pais são Sérgio Conceição e Enrico Chiesa. </strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que os portugueses estrearam na Eurocopa sem Roberto Martínez conhecer sua melhor formação de onze titulares. Não à toa, ele realizou o montante de 13 trocas nos três últimos amistosos antes do início do torneio continental, jogando no 4-3-3 diante de Finlândia e Croácia, e no 3-4-1-2 contra a Irlanda. Ou seja, exemplos que evidenciam as dúvidas do técnico espanhol às vésperas da competição. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, é inegável que Roberto Martínez tem ingredientes de sobra para cozinhar um saboroso prato na Euro 2024, acima de tudo porque apenas Raphael Guerreiro e Otávio desfalcaram Portugal devido a lesões. Logo, a profundidade do elenco dá ao treinador de 50 anos de idade um leque de opções que a grande maioria dos oponentes não tem. </p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, é raro qualquer seleção repetir tanto a escalação quanto a formação do jogo de estreia no restante de um torneio de tiro curto, a julgar pela Argentina, campeã da Copa do Mundo de 2022, que começou o Mundial perdendo da Arábia Saudita no 4-4-2, e derrotou a França na decisão atuando no 4-3-3, com Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Julian Álvarez entre os titulares &#8211; nos lugares de Leandro Paredes, Papu Gómez e Lautaro Martínez.  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/06/16-10-1024x683.jpg" alt="" data-id="95010" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/06/16-10-e1718824002106.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=95010" class="wp-image-95010"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O sonho de Roberto Martínez implica em repetir o feito de Otto Rehhagel pela Grécia, em 2004, ao se tornar o primeiro técnico a conduzir uma seleção que não a do seu país à conquista de uma Eurocopa.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, a tendência é que Roberto Martínez mude a escalação de Portugal na próxima partida contra a Turquia, especialmente em razão da vulnerabilidade defensiva do time que sofreu um gol dentre as pouquíssimas descidas da República Tcheca ao ataque. Decerto, o deslocamento de João Cancelo para ocupar a vaga de Nuno Mendes na lateral-esquerda, somada as entradas de Nelson Semedo no lugar de Diogo Dalot, e a de João Palhinha no meio-campo, tornariam a defesa mais consistente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, a rica trajetória, bem como a experiência de Pepe, no auge dos seus 41 anos, poderão dar espaço ao vigor e a jovialidade de Gonçalo Inácio, certamente, um dos zagueiros mais promissores do futebol mundial, que ainda faria a seleção lusitana ganhar maior qualidade na saída de bola. Por sinal, essa é uma das trocas que devem acontecer por conta de aspectos físicos, afinal, é improvável que o jogador do Porto suporte a maratona de jogos até o término da Eurocopa.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, ainda que a Turquia também adote a postura de jogar com os blocos baixos e explorando os contra-ataques, tudo nos leva a crer que Portugal terá ao menos um primeiro volante entre os titulares, seja com uma linha de três, seja com uma linha de quatro homens na defesa, já que por questão de minutos a estreia dos pupilos de Roberto Martínez na Euro 2024 não terminou com um empate no placar, apesar do nível técnico inferior da República Tcheca. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, a realidade é que com Roberto Martínez as preocupações dos portugueses passaram a ser referentes a parte defensiva, diferentemente do que ocorreu ao longo dos últimos oito anos em que o ataque sempre foi um problemaço com Fernando Santos. </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



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		<title>As primeiras cartadas de Roberto Martínez à frente da seleção portuguesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 20:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Euro2024]]></category>
		<category><![CDATA[Eurocopa]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção das Quinas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois jogos, duas vitórias, dez gols marcados e nenhum sofrido. Pois é, os números retratam que o início de Roberto Martínez não poderia ter sido melhor à frente de Portugal, apesar do baixíssimo nível técnico dos oponentes Liechtenstein (4 a 0) e Luxemburgo (6 a 0). Contudo, a realidade é que estes dois triunfos nas [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Dois jogos, duas vitórias, dez gols marcados e nenhum sofrido. Pois é, os números retratam que o início de Roberto Martínez não poderia ter sido melhor à frente de Portugal, apesar do baixíssimo nível técnico dos oponentes Liechtenstein (4 a 0) e Luxemburgo (6 a 0).</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a realidade é que estes dois triunfos nas duas rodadas iniciais das Eliminatórias da Eurocopa de 2024, representam o surgimento de uma nova era na seleção portuguesa após longos nove anos &#8211; ou 109 jogos &#8211; sob a liderança do ex-treinador Fernando Santos.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, a passagem de Fernando Santos pela seleção de Portugal ficou marcada de forma positiva devido ao inédito título da Eurocopa, em 2016, além da conquista da primeira edição da Liga das Nações da UEFA, em 2019. Em contrapartida, também é verdade que o futebol praticado pelos lusitanos jamais convenceu neste período.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que em 2014, Fernando Santos assumiu o comando de Portugal trazendo consigo a missão primordial de apaziguar o ambiente tenso que assolava a seleção em função das conturbadas relações dos antecessores Carlos Queiroz e Paulo Bento junto ao grupo de atletas, o que se subentende que ele teve êxito nesta tarefa.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, Roberto Martínez chegou ao selecionado português tendo como prioridade extrair o máximo possível de seus jogadores em campo, justamente com a finalidade de mudar a filosofia de jogo pragmática e impugnada em Portugal há quase uma década, por um sistema ofensivo, dinâmico, intenso e fluído, de acordo com a qualidade de suas peças.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) deixou essa intenção bem evidente quando escolheu Roberto Martínez para suceder Fernando Santos no cargo, a julgar pela principal característica da Bélgica, uma seleção que atuava de forma dominante, construindo o jogo desde a defesa até o ataque através da paciente troca de passes, o que inclusive fez os <em>Diabos Vermelhos</em> registrarem índices superiores a 75% de posse de bola em muitas partidas.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-1-1024x683.jpg" alt="" data-id="71845" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3-1-e1680026176430.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=71845" class="wp-image-71845"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Com as vitórias diante de Liechtenstein e Luxemburgo, os portugueses lideram o Grupo J das Eliminatórias da Eurocopa 2024. Na próxima Data Fifa, eles enfrentarão Bósnia e Islândia.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o maior desafio de Roberto Martínez à frente de Portugal será realizar o processo de transição da seleção, que envolverá a exclusão de alguns integrantes da &#8220;velha guarda&#8221; portuguesa, e a inclusão de jovens talentos, lembrando que dentre os veteranos encontra-se ninguém menos do que Cristiano Ronaldo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas para evitar conflitos e fazer uma transição tranquila, Roberto Martínez já sinalizou que Portugal não enfrentará uma grande revolução logo de cara, haja vista a primeira convocação do ex-treinador da Bélgica, que incluiu os experientes Rui Patrício, Pepe e Cristiano Ronaldo. Aliás, houveram somente três trocas em comparação a lista de atletas chamados para a disputa da Copa do Catar, vide as saídas de William Carvalho, Ricardo Horta e André Silva, e as entradas de Diogo Leite, Gonçalo Inácio e Diogo Jota.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Cristiano Ronaldo é um jogador único. Tem o recorde mundial de jogos por seleções e nos traz uma experiência incrível e muito importante para o vestiário. Os jovens têm ‘ganas’ de atestar o seu valor, e jogadores como Cristiano, Rui Patrício e Bernardo Silva trazem a experiência necessária. É um vestiário muito completo. Cristiano é uma referência do vestiário e está preparado para liderar e ser capitão desta seleção.&#8221;</p><cite>Roberto Martínez</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, as palavras do novo comandante de Portugal para definir a importância do maior jogador português de todos os tempos, Cristiano Ronaldo, dão a entender que, pelo menos inicialmente, o camisa 7 está em seus planos para a disputa da <em>Euro2024</em>, cuja sede será a Alemanha. Quanto ao Mundial de 2026, essa já é outra história!</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a principal novidade de Portugal neste início de trabalho de Roberto Martínez diz respeito ao 3-4-3 utilizado pelo treinador de 49 anos de idade, ou seja, um sistema com três zagueiros que inexistiu na época em que Fernando Santos dirigiu a seleção portuguesa, e optava por formações baseadas em uma linha de quatro homens na defesa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, as goleadas sobre Liechtenstein e Luxemburgo ainda não servem como parâmetro para avaliarmos o nível de evolução de Portugal sob a prematura gestão de Roberto Martínez. Todavia, ambas demonstraram que este novo capítulo na história da seleção lusitana apresenta melhores perspectivas para um final feliz, do que o escrito anteriormente por Fernando Santos. </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size">    </p>



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		<title>Roberto Martínez, o novo treinador de Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2023 01:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A duríssima queda de Portugal diante de Marrocos nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2022, ao menos proporcionou uma coisa boa aos portugueses: Fernando Santos foi demitido da seleção. Apesar de ter erguido os canecos da Eurocopa de 2016 e da primeira edição da Liga das Nações da UEFA, em 2019, ao longo dos [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A duríssima queda de Portugal diante de Marrocos nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2022, ao menos proporcionou uma coisa boa aos portugueses: Fernando Santos foi demitido da seleção.</p>



<p class="has-medium-font-size">Apesar de ter erguido os canecos da Eurocopa de 2016 e da primeira edição da Liga das Nações da UEFA, em 2019, ao longo dos seis anos em que esteve à frente de Portugal, Fernando Santos sempre foi bastante questionado devido ao futebol praticado pela seleção que insistia em jogar de modo pragmático, embora tivesse jogadores tecnicamente acima da média no plantel.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e depois de diversos rumores envolvendo alguns nomes como os de José Mourinho, Luis Enrique e Bruno Lage, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou oficialmente que Roberto Martínez será o sucessor de Fernando Santos na seleção, o que significa que Portugal será comandado por um estrangeiro pela terceira vez na história, após os brasileiros Otto Glória e Luiz Felipe Scolari. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Um novo 𝗟𝗶́𝗱𝗲𝗿 ao serviço de Portugal 🇵🇹: bem-vindo, Mister Roberto Martínez! 🤝 <a href="https://twitter.com/hashtag/VesteABandeira?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#VesteABandeira</a><br><br>A new 𝗟𝗲𝗮𝗱𝗲𝗿 at 🇵🇹 service: welcome, Coach Roberto Martínez! 🤝 <a href="https://twitter.com/hashtag/WearTheFlag?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#WearTheFlag</a> <a href="https://t.co/TCDe3yzJr9">pic.twitter.com/TCDe3yzJr9</a></p>&mdash; Portugal (@selecaoportugal) <a href="https://twitter.com/selecaoportugal/status/1612420554316828673?ref_src=twsrc%5Etfw">January 9, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar, que a Bélgica liderou o ranking da Fifa durante três anos sob a batuta de Roberto Martínez. Além disso, o treinador espanhol obteve uma porcentagem de vitória de 70%, ao vencer 56 das 80 partidas à frente dos <em>Diabos Vermelhos</em>, ou seja, um índice jamais alcançado por qualquer outro técnico na seleção belga.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, a pífia campanha dos <em>Diabos Vermelhos</em> na Copa de 2022 &#8211; caiu na fase de grupos -, aliada tanto ao desgaste da relação entre treinador e jogadores, quanto à escassez de títulos da seleção neste período, culminaram com a demissão de Roberto Martínez após seis anos e meio no cargo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a realidade é que Roberto Martínez desembarca pressionado em solo português, e não somente porque os torcedores lusitanos aguardavam a chegada de um nome impactante como Thomas Tuchel, Zinedine Zidane ou Mauricio Pochettino para comandar a seleção, mas também por ter uma série de contratempos para resolver, dentre os principais, Cristiano Ronaldo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Como Cristiano Ronaldo não anunciou a aposentadoria internacional, fica evidente que o camisa 7 espera ser convocado futuramente, ainda que o futebol apresentado por ele não justifique a sua presença na seleção. Logo, Roberto Martínez precisará lidar com essa complicada situação que envolve até mesmo o restante do vestiário português. Em um cenário similar na Bélgica, o técnico de 49 anos de idade teimou em escalar Eden Hazard nas duas primeiras partidas dos <em>Diabos Vermelhos</em> da Copa do Mundo de 2022, o que provou ser um grande erro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, Roberto Martínez não se mostrou um especialista em transição de equipes nesta sua passagem pela Bélgica, tanto é, que ele convocou diversos veteranos para disputar o Mundial do ano passado exatamente por não ter iniciado um processo de renovação na seleção. Não à toa, os <em>Diabos Vermelhos</em> eram donos do sexto elenco com maior média de idade no Catar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Já no que diz respeito ao estilo de jogo, Portugal certamente terá uma evolução, em especial porque Roberto Martínez é adepto de um sistema ofensivo, cujo as principais características são a intensidade e a marcação em linhas altas, quer dizer, uma filosofia contrária a de Fernando Santos, e que se encaixa com o perfil dos jogadores portugueses na atualidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em última análise, o sucesso de Roberto Martínez na seleção de Portugal dependerá, dentre outras coisas, de sua capacidade em extrair o máximo possível individualmente de cada jogador, de sua habilidade em encontrar alternativas táticas em momentos decisivos, além de, é claro, conquistar resultados positivos, já que o alto nível técnico dos atletas portugueses é capaz de fazê-los vencer pelo menos 90% dos jogos. </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>
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		<title>O último suspiro da geração de ouro da Bélgica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 21:28:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Bélgica]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Considerado o terceiro resultado surpreendente da Copa do Mundo de 2022, o revés da Bélgica diante de Marrocos apenas expôs o melancólico fim do ciclo da geração de ouro do futebol belga. A estreia da Bélgica no Mundial de 2022 deixou claro que os Diabos Vermelhos não são mais os mesmos de quatro anos atrás, [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2022/11/29/o-ultimo-suspiro-da-geracao-de-ouro-da-belgica/">O último suspiro da geração de ouro da Bélgica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<h6 class="wp-block-heading">Considerado o terceiro resultado surpreendente da Copa do Mundo de 2022, o revés da Bélgica diante de Marrocos apenas expôs o melancólico fim do ciclo da geração de ouro do futebol belga.</h6>



<p class="has-medium-font-size">A estreia da Bélgica no Mundial de 2022 deixou claro que os<em> Diabos Vermelhos</em> não são mais os mesmos de quatro anos atrás, a julgar que a vitória pelo placar mínimo frente o Canadá só foi conquistada devido a penalidade defendida pelo goleiro Thibaut Courtois, lembrando que os canadenses concederam o montante de 22 arremates e tiveram três chances claras de gols ao longo do jogo, mediante nove finalizações e uma grande oportunidade por parte dos belgas.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Por esta razão, o treinador Roberto Martínez decidiu alterar o esquema tático da Bélgica no compromisso seguinte contra Marrocos, abrindo mão do 3-4-2-1 para utilizar o 4-2-3-1, ou seja, armando o time com uma linha de quatro homens na defesa, a fim de fortalecer o setor ofensivo da equipe com uma peça a mais no meio de campo. Todavia, essa mudança&nbsp;não surtiu o efeito esperado, tanto é, que os belgas perderam dos marroquinos por 2 a 0, no Al-Thumama Stadium. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2022/11/wall-27-1024x683.jpg" alt="" data-id="65755" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2022/11/wall-27-e1669745391462.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=65755" class="wp-image-65755"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Terceira colocada no grupo F da Copa do Mundo com 3 pontos, a Bélgica precisa vencer a Croácia e torcer pelo tropeço de Marrocos contra o Canadá na última rodada, para avançar às oitavas-de-final do torneio.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a Bélgica, semifinalista do Mundial de 2018, corre um seríssimo risco de cair na fase de grupos da Copa do Catar. A propósito, de acordo com o site de estatísticas e probabilidades <em>Five Thirty Eight</em>, os <em>Diabos Vermelhos</em> apresentam 33% de chances de avançar às oitavas-de-final da competição, contra 91% de Marrocos, e 76% da Croácia.  </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, a campanha abaixo das expectativas da Bélgica nos gramados cataris já era realmente esperada em virtude do envelhecimento da geração de ouro do futebol belga. Para se ter uma ideia, onze dos 26 jogadores convocados por Roberto Martínez para disputar a Copa do Mundo tem 30 ou mais anos de idade, sendo que sete deles são titulares da seleção.   </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="703" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2022/11/wall-28-1024x703.jpg" alt="" data-id="65758" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2022/11/wall-28-e1669746221862.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=65758" class="wp-image-65758"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>A ausência de Romelu Lukaku não justifica a queda de rendimento da Bélgica, embora o atacante da Inter de Milão esteja alguns passos à frente do substituto Michy Batshuayi</strong>.</figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, dentre os veteranos da seleção belga, somente Thibaut Courtois e Kevin De Bruyne estão jogando no mesmo nível em comparação ao último Mundial, apesar de que eles deixaram bastante à desejar na partida contra Marrocos. Ao mesmo tempo, Timothy Castagne, Amadou Onana,&nbsp;Youri Tielemans&nbsp;e&nbsp;Leandro Trossard, todos jogadores que atuam em clubes da Premier League, já provaram não estar à altura da geração de ouro da Bélgica.    </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Normalmente jogamos com grande animação ofensiva, mas talvez tenhamos perdido essa alegria de jogar pela pressão que carregamos. É mais uma questão de estado de espírito. Jogamos com medo de perder,&nbsp;precisamos resgatar nossa identidade&#8221;, disse Roberto Martínez.</p></blockquote>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a realidade é que o ciclo da melhor Bélgica de todos os tempos termina de forma melancólica, não tendo alcançado o seu potencial nem ao menos no seu auge, quando os belgas caíram diante de País de Gales nas quartas-de-final da <em>Euro2016</em>, o que significa que a terceira colocação na Copa do Mundo de 2018 foi o máximo que Courtois, De Bruyne, Hazard e Lukaku conseguiram na seleção, a não ser que uma grande reviravolta aconteça no Catar.</p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>
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