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	<title>Thomas Tuchel- SoccerBlog</title>
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	<description>Blog sobre futebol</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 13:32:53 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Thomas Tuchel- SoccerBlog</title>
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		<title>Do sonho ao pesadelo: Inglaterra sofre virada histórica e dá adeus à Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:32:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Inglaterra desembarcou em solo norte-americano carregando uma confiança que parecia improvável poucas semanas antes do início da Copa do Mundo. Depois de uma preparação cercada por dúvidas, críticas e desconfiança, os Three Lions cresceram justamente quando a competição entrou em sua fase mais exigente. As vitórias sobre o México e a Noruega no estágio [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A Inglaterra desembarcou em solo norte-americano carregando uma confiança que parecia improvável poucas semanas antes do início da Copa do Mundo. Depois de uma preparação cercada por dúvidas, críticas e desconfiança, os <em>Three Lions</em> cresceram justamente quando a competição entrou em sua fase mais exigente. As vitórias sobre o México e a Noruega no estágio eliminatório devolveram ao torcedor a esperança de que o longo jejum iniciado em 1966 finalmente pudesse terminar. Havia qualidade individual, força física, juventude e experiência suficientes para imaginá-los novamente em uma final mundial. Durante boa parte da semifinal contra a Argentina, esse sonho pareceu bastante possível. Porém, em apenas cinco minutos, a Inglaterra transformou expectativa em frustração e terminou derrotada por 2 a 1, de virada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nem tudo foi fracasso na campanha inglesa, e seria injusto reduzir a trajetória apenas ao desfecho doloroso da semifinal. O <em>English Team</em> chegou entre as quatro melhores seleções do mundo, superou adversários difíceis e mostrou capacidade para competir em partidas de enorme pressão. O elenco também ofereceu momentos de intensidade, velocidade e personalidade, especialmente quando conseguiu atuar de maneira mais ofensiva. Jude Bellingham e Harry Kane assumiram a responsabilidade nos momentos decisivos e participaram diretamente de mais da metade dos gols ingleses no torneio. Anthony Gordon igualmente ganhou espaço, tornou-se uma importante válvula de escape e justificou sua presença entre os titulares. A Inglaterra não chegou tão longe por acaso, mas saiu com a sensação de que poderia ter alcançado muito mais.</p>



<p class="has-medium-font-size">Antes do Mundial, parte da instabilidade já havia sido criada pelas escolhas feitas na convocação. Thomas Tuchel decidiu deixar fora jogadores como Trent Alexander-Arnold, Cole Palmer e Phil Foden, nomes capazes de oferecer criatividade, controle e soluções diferentes para partidas equilibradas. Morgan Gibbs-White também poderia ter sido uma alternativa importante, sobretudo diante de um adversário que acabaria oferecendo espaços quando precisou atacar. O meia do Nottingham Forest possui condução, capacidade de acelerar transições e qualidade para organizar contra-ataques. Mesmo sem saber se essas ausências mudariam o resultado, é legítimo questionar se a Inglaterra levou todas as ferramentas necessárias para disputar o título. Em um torneio decidido por detalhes, abrir mão de tantas possibilidades técnicas aumentou a responsabilidade sobre o treinador alemão.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Eis os convocados de Inglaterra para o Mundial 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 <a href="https://t.co/4ufgpKipMV">pic.twitter.com/4ufgpKipMV</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2057748461164822628?ref_src=twsrc%5Etfw">May 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A relação dos torcedores com Thomas Tuchel também nunca foi completamente confortável. A Inglaterra historicamente demonstra resistência à presença de treinadores estrangeiros no comando do <em>English Team</em>, especialmente quando o escolhido vem da Alemanha. O passado de rivalidade entre os dois países adiciona um componente emocional que ultrapassa o futebol e transforma qualquer decisão em motivo para desconfiança. Não à toa, Tuchel foi somente o terceiro não inglês a dirigir os <em>Three Lions</em>, depois do sueco Sven-Göran Eriksson e do italiano Fabio Capello. Ainda assim, um alemão sempre representaria uma opção carregada de simbolismo. Por isso, apenas uma campanha realmente convincente seria capaz de construir uma relação duradoura com a torcida.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, porém, a Inglaterra encontrou uma formação que ofereceu alguns resultados positivos. Jude Bellingham foi aproximado de Harry Kane e ganhou maior liberdade para chegar ao ataque, ocupar espaços e participar da construção ofensiva. Essa parceria tornou-se o principal ponto de equilíbrio dos ingleses ao longo da Copa de 2026. O capitão funcionava como referência, enquanto o jogador do Real Madrid surgia de trás, atacava a área e ajudava na circulação da bola. Em seus melhores momentos, os pupilos de Thomas Tuchel demonstraram que possuíam recursos para enfrentar qualquer seleção do torneio. Esse crescimento alimentou a convicção de que, depois de tantas decepções, a geração atual talvez estivesse preparada para dar o passo definitivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">A classificação diante da Noruega reforçou essa impressão, embora também tenha provocado o primeiro sinal público de desgaste interno. Depois da vitória na prorrogação, Thomas Tuchel afirmou que o desempenho inglês havia ficado abaixo do esperado. Jude Bellingham respondeu lembrando a dificuldade de enfrentar um adversário com jogadores como Erling Haaland, Martin Odegaard, Antonio Nusa e Alexander Sorloth. A reação mostrou que o plantel não concordava totalmente com a avaliação do comandante e sugeriu um ambiente menos harmonioso do que parecia. Mesmo assim, a Inglaterra demonstrou enorme esforço físico e emocional na semifinal. A tensão existente não impediu o grupo de entrar em campo acreditando que poderia superar a Argentina.</p>



<p class="has-medium-font-size">O confronto também carregava uma rivalidade que transforma qualquer encontro entre ingleses e argentinos em algo maior do que uma simples partida. A Guerra das Malvinas permanece como pano de fundo histórico, especialmente para a Argentina, onde o duelo possui um significado político e emocional muito particular. Em 1986, Diego Maradona marcou o célebre gol conhecido como “La Mano de Dios” e também protagonizou uma das jogadas mais brilhantes da história das Copas na vitória argentina por 2 a 1. Doze anos depois, em 1998, foram novamente os sul-americanos que avançaram, dessa vez nos pênaltis. A resposta dos europeus aconteceu em 2002, quando David Beckham marcou o gol da vitória por 1 a 0. Quatro décadas depois do encontro no México, ambos voltaram a disputar uma partida eliminatória cercada pela mesma carga de tensão.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔍 Nunca um treinador estrangeiro em relação a seleção treinada venceu uma Copa do Mundo. <br><br>🇩🇪❌ <a href="https://t.co/wGN0LVhieY">pic.twitter.com/wGN0LVhieY</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2077538533703631150?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Desde os primeiros minutos, os ingleses perceberam que enfrentariam um adversário agressivo, intenso e disposto a levar cada disputa física ao limite. A Argentina impôs um jogo emocionalmente desconfortável, no estilo da Copa Libertadores. A Inglaterra suportou esse início, manteve o equilíbrio e conseguiu chegar ao intervalo com o placar zerado. Jordan Pickford apareceu quando foi necessário e realizou intervenções importantes para manter os <em>Three Lions</em> vivos. Mesmo sem controlar completamente as ações, eles permaneceram organizados e encontraram espaços para avançar. A semifinal seguia aberta, tensa e totalmente compatível com a tradição desse confronto.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aos dez minutos do segundo tempo, Anthony Gordon marcou o gol que colocou a Inglaterra a poucos passos da decisão. O camisa 18 aproveitou o momento mais importante de sua trajetória no Mundial e fez explodir a torcida inglesa presente em Atlanta. Naquele instante, o <em>English Team</em> tinha vantagem, confiança e condições para explorar uma Argentina obrigada a abandonar parte de sua proteção defensiva. Gordon era justamente o jogador mais indicado para atacar esses espaços por meio da velocidade e explorar os contra-ataques. O placar favorável deveria representar uma oportunidade para a seleção britânica fortalecer sua proposta. Paradoxalmente, contudo, balançar as redes foi o acontecimento que desencadeou a transformação responsável pela queda do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">Depois da parada para hidratação, a Inglaterra deixou de se comportar como uma seleção candidata ao título. O 4-2-3-1 que havia permitido equilíbrio e presença ofensiva foi abandonado em favor de um 5-5-0 extremamente baixo. Jude Bellingham e Harry Kane passaram a atuar praticamente como volantes e sem liberdade para acelerar as transições. Declan Rice saiu, Anthony Gordon foi retirado mesmo sendo a principal válvula de escape, e novos defensores foram enviados ao gramado. Ezri Konsa e Dan Burn aumentaram a estatura da equipe, mas não solucionaram a falta de controle sobre a entrada da área. A partir dali, os ingleses desistiram de disputar o jogo e passaram apenas a tentar sobreviver a ele. </p>



<p class="has-medium-font-size">Montar uma linha de cinco para proteger uma vantagem não representa necessariamente um erro. Diversas seleções campeãs souberam recuar, fechar espaços e sofrer durante momentos decisivos. O problema aparece quando a mudança não parece treinada, retira todas as possibilidades de contra-ataque e desorganiza os próprios jogadores. Foi exatamente o que ocorreu com a Inglaterra, que formou duas linhas compactas apenas na aparência, mas apresentou dificuldades para acompanhar a circulação argentina. Os defensores recuaram demais, ao passo que o meio-campo perdeu referências, sem qualquer condição de manter a posse. Como uma seleção pode resistir por tanto tempo quando abre mão de todos os recursos que poderiam afastar o adversário de sua área?</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🤯 A Inglaterra entregou a bola após abrir o placar.<br><br>Depois do gol de Anthony Gordon, os ingleses tiveram apenas 12% de posse de bola nos 37 minutos que antecederam o gol da vitória de Lautaro Martínez.<br><br>📊 Posse de bola no período:<br><br>🇦🇷 Argentina: 88%<br>🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Inglaterra: 12%</p>&mdash; Curiosidades PL (@CuriosidadesPRL) <a href="https://x.com/CuriosidadesPRL/status/2077523939723522524?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto os ingleses se encolhiam, a Argentina aumentava progressivamente sua presença ofensiva. Lionel Scaloni colocou Rodrigo De Paul, Lautaro Martínez e Gonzalo Montiel, oferecendo energia, profundidade e maior volume ao ataque. A bola passou a circular de um lado para o outro, obrigando a defesa inglesa a realizar movimentos repetidos e desgastantes. Jordan Pickford ainda evitou o empate em duas oportunidades, mas a pressão se tornou praticamente permanente. A Inglaterra tinha homens suficientes atrás da linha da bola, porém não possuía organização, saída ou capacidade para controlar o ritmo. Quanto mais o relógio avançava, mais o 1 a 0 parecia depender de um milagre defensivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aos 40 minutos, Enzo Fernández encontrou espaço na entrada da área e acertou um belo chute para empatar. O gol não surgiu de uma jogada isolada, mas como consequência natural de uma seleção que havia sido autorizada a atacar sem qualquer preocupação defensiva. Mesmo depois do 1 a 1, a Inglaterra não conseguiu recuperar a postura adotada durante grande parte da competição. O impacto psicológico foi imediato, e os jogadores esperavam a prorrogação desesperadamente em vez de reagir. Nos acréscimos, Lionel Messi cruzou e Lautaro Martínez marcou de cabeça, completando uma virada devastadora. Em poucos minutos, o sonho de disputar a final transformou-se em mais um capítulo doloroso da história inglesa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Somente quando o relógio já marcava 46 minutos da etapa final, Thomas Tuchel tentou recorrer a Marcus Rashford e Ivan Toney. As entradas tardias revelaram a contradição de uma estratégia que primeiro eliminou todas as alternativas ofensivas e depois precisou recuperá-las quando já não havia tempo. A Inglaterra partiu para o abafa sem organização, apostando em lançamentos e disputas aéreas desesperadas. Não era mais uma equipe com plano, mas um &#8216;catado&#8217; tentando evitar uma eliminação consumada. Os jogadores pagaram pelo excesso de cautela adotada depois do gol de Anthony Gordon. O <em>English Team</em> não tinha capacidade alguma para buscar o empate e, consequentemente, tentou criar alguma coisa apenas pela força do improviso.</p>



<p class="has-medium-font-size">O contraste mental também foi determinante. A Argentina demonstrou novamente uma capacidade extraordinária de continuar acreditando mesmo em situação desfavorável. Os ingleses, por sua vez, permitiram que o medo de sofrer o empate se tornasse maior do que a vontade de ampliar a vantagem. Essa diferença não significa que faltou entrega aos jogadores, que correram, marcaram e tentaram cumprir as orientações recebidas. O problema foi coletivo, estrutural e relacionado à maneira como a Thomas Tuchel passou a enxergar a partida. Quando uma seleção tão talentosa aceita atuar como inferior, acaba fortalecendo exatamente aquilo que gostaria de evitar.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Neste século, a Inglaterra é a ÚNICA seleção que abriu o placar e sofreu uma virada em duas semifinais de Copa do Mundo. Aconteceu em 2018. Aconteceu de novo em 2026. E aí, o futebol nunca vai &quot;voltar para casa&quot;? 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿❌⚽<a href="https://x.com/hashtag/copadomundo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#copadomundo</a> <a href="https://t.co/2ME2uXUCj8">pic.twitter.com/2ME2uXUCj8</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2077531170498056410?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação dói ainda mais porque esta geração inglesa parecia preparada para disputar o título. Harry Kane continua sendo uma das principais referências ofensivas do futebol mundial, enquanto Jude Bellingham possui personalidade para liderar a Inglaterra por muitos anos. Bukayo Saka, Declan Rice, Anthony Gordon, Elliot Anderson e outros jogadores oferecem juventude, experiência internacional e margem para evolução. Jordan Pickford também confirmou mais uma vez sua importância em partidas decisivas. Os ingleses não sofreram por falta de talentos, como aconteceu em alguns períodos de sua história recente. O maior desafio acabou sendo transformar uma coleção de grandes nomes em uma seleção capaz de controlar emocionalmente os momentos que definem campeões.</p>



<p class="has-medium-font-size">A comparação com outras campanhas reforça o tamanho da oportunidade desperdiçada. Desde a conquista de 1966, os <em>Three Lions</em> alcançaram as semifinais em 1990, 2018 e novamente em 2026, mas não conseguiram retornar à decisão. Em 1990, caíram nos pênaltis diante da Alemanha Ocidental; em 2018, perderam de virada para a Croácia na prorrogação. Agora, contra a Argentina, sofreram dois gols nos minutos finais depois de abrirem o marcador. São eliminações diferentes, pertencentes a gerações distintas, mas unidas pela incapacidade de administrar momentos decisivos. Sessenta anos depois do único título mundial, o futebol inglês continua procurando uma resposta para o mesmo problema.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda resta a disputa do terceiro lugar contra a França, mas será difícil encontrar motivação imediata depois de uma queda tão traumática. A partida poderá servir para que a Inglaterra encerre o Mundial com uma vitória e reconheça o valor de ter alcançado novamente as semifinais. Entretanto, nenhum resultado apagará a percepção de que a classificação para a final esteve ao alcance das mãos. O terceiro posto pode amenizar a despedida, jamais substituir a oportunidade perdida. Para muitos jogadores, especialmente os mais experientes como Harry Kane e Jordan Henderson, talvez essa tenha sido a última chance de levantar a taça. A próxima tentativa acontecerá apenas em 2030, quando o cenário, o elenco e as condições serão completamente diferentes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Thomas Tuchel possui méritos por ter potencializado a ligação entre Jude Bellingham e Harry Kane e por conduzir a Inglaterra até uma semifinal mundial. Isso precisa ser reconhecido para que a crítica não se transforme em uma análise simplista. Todavia, o ex-treinador do Bayern de Munique também será lembrado por desmontar o que funcionava justamente quando o <em>English Team</em> estava mais próxima da decisão. Considerado um dos técnicos mais renomados presentes na Copa do Mundo, ele falhou na leitura do momento mais importante. Ainda assim, sua permanência foi confirmada depois da derrota diante da Argentina. Ao mesmo tempo, é inegável que sua relação com jogadores, imprensa e torcida se mostra profundamente desgastada.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Inglaterra não foi eliminada porque lhe faltavam qualidade, profundidade de elenco ou capacidade para competir contra a Argentina. Caiu porque foi covarde. Depois de abrir o placar, abandonou as virtudes que a haviam levado até aquela semifinal. O gol de Anthony Gordon deveria ter fortalecido a confiança em campo, mas produziu o efeito contrário e despertou um medo que tomou conta da equipe. Os ingleses deixaram de buscar a final e passaram a tentar proteger uma vantagem mínima durante tempo demais. Quando decidiram novamente atacar, o sonho já havia escapado. A espera pelo bicampeonato, iniciada em 1966, continuará por pelo menos mais quatro anos.</p>
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		<title>Inglaterra convence, supera Croácia e reforça candidatura ao título mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 18:37:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Inglaterra não poderia ter pedido uma estreia muito melhor na Copa do Mundo de 2026. Diante de um adversário tradicional e respeitado no cenário internacional, os ingleses venceram a Croácia por 4 a 2 e deixaram uma excelente impressão logo nos primeiros noventa minutos da competição. No entanto, mais do que o resultado, chamou [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A Inglaterra não poderia ter pedido uma estreia muito melhor na Copa do Mundo de 2026. Diante de um adversário tradicional e respeitado no cenário internacional, os ingleses venceram a Croácia por 4 a 2 e deixaram uma excelente impressão logo nos primeiros noventa minutos da competição. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, mais do que o resultado, chamou atenção a forma como os comandados de Thomas Tuchel se comportaram em campo. O <em>English Team</em> demonstrou intensidade, organização tática e uma capacidade ofensiva que poucas seleções conseguiram apresentar até o desfecho da rodada inicial da Copa de 2026. Na realidade, foi uma atuação que reforçou o status da Inglaterra como uma das grandes favoritas ao título mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">É verdade que ainda estamos falando apenas da rodada de estreia, mas existem vitórias que vão muito além dos três pontos conquistados. Esse foi exatamente o caso da Inglaterra. Os <em>Three Lions</em> encontraram pela frente uma seleção croata experiente, acostumada a disputar grandes competições e que recentemente colecionou campanhas históricas em Copas do Mundo. Portanto, não se tratava de um adversário qualquer. A vitória inglesa ganhou ainda mais valor justamente pela qualidade do oponente e pela autoridade demonstrada durante boa parte do confronto.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Croácia pode até não figurar entre as principais candidatas ao título desta Copa do Mundo, mas continua sendo uma seleção extremamente competitiva. <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/05/croacia-a-forca-dos-guerreiros-balcanicos-em-sua-setima-copa-do-mundo/">Afinal, estamos falando dos vice-campeões do mundo em 2018 e semifinalistas do Mundial de 2022. Na campanha realizada no Catar, os croatas eliminaram o Brasil nas quartas-de-final e mostraram mais uma vez a força de um país que aprendeu a competir entre os gigantes do futebol mundial.</a> Por isso, derrotar os <em>Bálcãs</em> nunca pode ser considerado uma tarefa simples.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Our <a href="https://x.com/FIFAWorldCup?ref_src=twsrc%5Etfw">@FIFAWorldCup</a> campaign is up and running! 👏 <a href="https://t.co/eIVCDcKG0C">pic.twitter.com/eIVCDcKG0C</a></p>&mdash; England (@England) <a href="https://x.com/England/status/2067366912481194254?ref_src=twsrc%5Etfw">June 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Desde os primeiros minutos da partida, a Inglaterra mostrou que pretendia assumir o protagonismo do confronto. A seleção inglesa teve mais iniciativa, procurou controlar as ações ofensivas e demonstrou bastante confiança na troca de passes. Embora a Croácia tenha conseguido responder em alguns momentos e mantido o jogo equilibrado durante quase todo o primeiro tempo, a sensação era de que os <em>Three Lions</em> estavam sempre mais próximos de construir a vitória. O volume ofensivo e a intensidade imposto por eles davam sinais claros de que algo positivo poderia acontecer.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro tempo terminou empatado em 2 a 2 e refletiu bem o equilíbrio observado em campo. A Croácia mostrou qualidade para aproveitar suas oportunidades e conseguiu responder aos ataques ingleses. Ainda assim, a Inglaterra criou mais situações de perigo e foi a equipe que mais procurou o gol adversário. O empate parcial mantinha o duelo completamente aberto para a etapa complementar e deixava a expectativa de um segundo tempo ainda mais movimentado entre duas seleções acostumadas a disputar partidas importantes.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, bastaram poucos minutos da etapa final para que o cenário começasse a mudar. Logo na primeira grande ação ofensiva da Inglaterra após o intervalo, Jude Bellingham apareceu para marcar aquele que seria um dos gols mais importantes da partida. O meio-campista do Real Madrid confirmou mais uma vez o enorme talento que possui e colocou os ingleses novamente em vantagem no placar. Foi um lance que alterou completamente a dinâmica do confronto e obrigou a Croácia a assumir maiores riscos no segundo tempo.</p>



<p class="has-medium-font-size">A partir daquele momento, os croatas passaram a se expor mais em campo. Precisando buscar o empate, eles avançaram suas linhas e ofereceram espaços que anteriormente não existiam. E enfrentar uma seleção tão talentosa quanto a Inglaterra em campo aberto costuma ser extremamente perigoso. Os ingleses souberam aproveitar essas brechas com inteligência e velocidade, transformando os contra-ataques em uma arma decisiva para consolidar a vitória na reta final da partida.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="117467" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/06/134196928221705637-24-e1781893551962.jpg" alt="" class="wp-image-117467"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Pela primeira vez na história, a seleção inglesa atingiu uma sequência de três vitórias seguidas em estreias válidas por Copas do Mundo (2018, 2022 e 2026).</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Entre os destaques individuais, Harry Kane voltou a mostrar por que continua sendo uma das maiores referências do futebol mundial. O camisa nove marcou dois gols e liderou o setor ofensivo com muita eficiência. Além da capacidade de finalização, Kane participou da construção das jogadas e serviu como ponto de apoio para os companheiros. Sua experiência em grandes torneios também foi fundamental para transmitir tranquilidade à equipe nos momentos mais delicados da partida.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro jogador que merece destaque especial é Jude Bellingham. Mesmo ainda muito jovem, o meio-campista de 22 anos de idade demonstra maturidade impressionante dentro de campo. Seu gol no início do segundo tempo teve enorme impacto psicológico no jogo e ajudou a abrir caminho para a vitória inglesa. Além disso, Bellingham teve papel ativo na criação e mostrou mais uma vez porque é considerado um dos jogadores mais completos da nova geração do mundo da bola.</p>



<p class="has-medium-font-size">Anthony Gordon também deixou sua marca na partida e contribuiu para o placar elástico construído pela Inglaterra. O novo atacante do Barcelona aproveitou os espaços deixados pela defesa croata e foi recompensado com um gol. Ademais, diversos outros jogadores tiveram atuações consistentes, como Declan Rice, Elliot Anderson, Noni Madueke, Marcus Rashford e Bukayo Saka, estes dois últimos que entraram no decorrer do jogo para aumentar ainda mais o poder ofensivo da seleção inglesa.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿Harry Kane iguala 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿Gary Lineker como melhor marcador inglês em Mundiais:<br>10 Harry Kane<br>10 Gary Lineker<br>5 Geoff Hurst<br>4 Bobby Charlton<br>4 Michael Owen <a href="https://t.co/wJ2mEnxAww">pic.twitter.com/wJ2mEnxAww</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2067366760093721045?ref_src=twsrc%5Etfw">June 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Muito do que a Inglaterra apresentou nesta estreia também passa diretamente pelas decisões tomadas por Thomas Tuchel. O treinador alemão assumiu o <em>English Team</em> cercado por desconfiança e precisou lidar com fortes críticas antes mesmo do início da Copa do Mundo. A principal polêmica envolveu a ausência de nomes importantes como Phil Foden, Cole Palmer e Trent Alexander-Arnold. Três jogadores extremamente talentosos, mas que, na visão de Tuchel, não entregavam o nível de participação defensiva que ele considera indispensável para o funcionamento coletivo da equipe.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao optar por atletas mais comprometidos com todas as fases do jogo, Thomas Tuchel comprou uma verdadeira batalha com parte da imprensa e da torcida inglesa. A decisão foi vista por muitos como exagerada, principalmente pela qualidade técnica dos jogadores deixados de fora. No entanto, a estreia diante da Croácia serviu como uma resposta importante do ex-treinador do Bayern de Munique. A Inglaterra apresentou equilíbrio entre defesa e ataque, algo que nem sempre foi visto no time dirigido por Gareth Southgate, que possuía enorme talento individual, mas encontrava dificuldades para funcionar coletivamente.</p>



<p class="has-medium-font-size">A trajetória de Thomas Tuchel no futebol ajuda a explicar por que suas escolhas merecem atenção. O treinador construiu uma carreira de sucesso por clubes importantes da Europa. Fez excelente trabalho no Borussia Dortmund, levou o Paris Saint-Germain à primeira final de Champions League de sua história, conquistou a Champions League pelo Chelsea e também levantou o troféu da Bundesliga durante sua passagem pelo Bayern de Munique. Portanto, trata-se de um profissional acostumado a trabalhar sob pressão e a tomar decisões difíceis.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por tudo isso, a sensação deixada pela estreia inglesa é extremamente positiva. A Inglaterra demonstrou força coletiva, qualidade técnica e maturidade para superar um adversário complicado. Ainda existe um longo caminho até o fim da Copa do Mundo, mas os primeiros sinais são bastante animadores. Com Thomas Tuchel à beira do campo e um elenco recheado de talentos, os <em>Three Lions</em> caminham a passos largos para confirmar o favoritismo no Grupo J. E quem sabe, finalmente encerrar o jejum de 60 anos sem conquistar o título mundial.</p>
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		<title>O sonho do bi mundial voltou a ser realidade à Inglaterra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 13:09:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Eliminatórias 2026]]></category>
		<category><![CDATA[English Team]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Tuchel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora apresentado em janeiro deste ano, é possível afirmar que o jogo de estreia do técnico Thomas Tuchel pela Inglaterra deu-se na terça-feira (09), com a goleada por 5 a 0 sobre a Sérvia, em Belgrado. A propósito, um placar que traduz de forma clara a ampla superioridade por parte da Inglaterra, a julgar pelo [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Embora apresentado em janeiro deste ano, é possível afirmar que o jogo de estreia do técnico Thomas Tuchel pela Inglaterra deu-se na terça-feira (09), com a goleada por 5 a 0 sobre a Sérvia, em Belgrado.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, um placar que traduz de forma clara a ampla superioridade por parte da Inglaterra, a julgar pelo montante de 24 finalizações, sendo 16 delas dentro da grande área adversária, além das sete oportunidades criadas, bem como os 70% de posse de bola dos <em>Three Lions </em>em pleno Estádio Rajko Mitic, conhecido pela hostil atmosfera criada pelos torcedores sérvios.</p>



<p class="has-medium-font-size">E vale ressaltar que este verdadeiro massacre do <em>English Team</em> teve início através do tento de Harry Kane, aos 33 minutos da etapa inicial, um gol que ameniza as duras críticas recebidas pelo camisa 9, questionado pela torcida inglesa desde a Euro 2024 por não repetir na seleção as boas atuações defendendo as cores do Bayern de Munique, ainda que ele tenha sido fundamental na caminhada da Inglaterra rumo à decisão do torneio continental no ano passado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Posteriormente, Noni Madueke, Ezri Konsa, Marc Ghéhi e Marcus Rashford, de pênalti, completaram a acachapante goleada dos ingleses no primeiro grande teste realizado pela Inglaterra sob o comando de Thomas Tuchel, já que dentre as cinco partidas disputadas até então, somente o amistoso frente Senegal, que inclusive terminou com a derrota dos ingleses por 3 a 1 em Nottingham, lhe ofereceu um enfrentamento de maior nível técnico.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Our captain 🫡<a href="https://twitter.com/HKane?ref_src=twsrc%5Etfw">@HKane</a> is now the fifth most-capped player in <a href="https://twitter.com/hashtag/ThreeLions?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ThreeLions</a> history 👏 <a href="https://t.co/JVVw7U4f1o">pic.twitter.com/JVVw7U4f1o</a></p>&mdash; England (@England) <a href="https://twitter.com/England/status/1965747082842505495?ref_src=twsrc%5Etfw">September 10, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, as protocolares vitórias ante Albânia (2&#215;0), Letônia (3&#215;0) e duas vezes sobre Andorra (1&#215;0, e 2&#215;0), fizeram aumentar a desconfiança da opinião pública em relação ao trabalho de Thomas Tuchel, também alimentada mediante a rejeição dos ingleses no que diz respeito a treinadores estrangeiros, tanto é que o ex-técnico do Bayern de Munique é apenas o terceiro a dirigir a Inglaterra ao longo da história, depois de Sven-Göran&nbsp;Eriksson e Fabio Capello.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a maior reclamação de Thomas Tuchel antes da partida em Belgrado foi a abordagem pra lá de defensiva de Andorra, por exemplo, armada no 5-4-1 com todos os jogadores posicionados atrás da linha da bola formando um bloco compacto, a fim de reduzir os espaços. Ainda que isso seja absolutamente natural em se tratando de um duelo com tamanha disparidade técnica entre os oponentes, no futebol de seleções esse aspecto acaba impactando bastante em virtude do pouco entrosamento dos jogadores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, por mais que vencendo e jogando de forma dominante, a Inglaterra necessitava de uma atuação eletrizante para espantar as incertezas que a assolava a nove meses da Copa do Mundo de 2026, somente para convencer a torcida de que o caminho trilhado pelo <em>English Team</em> era o certo com Thomas Tuchel à beira do campo, e nada melhor do que uma goleada na capital sérvia, sem as presenças dos lesionados Jude Bellingham Cole Palmer e Bukayo Saka, para responder a todo esse descrédito.</p>



<p class="has-medium-font-size">É bem verdade que a Inglaterra se apresentava da maneira habitual até Harry Kane abrir a contagem, isto é, controlando as ações mas num ritmo lento, sem intensidade. No entanto, uma condição que mudou completamente depois do primeiro gol, quando o que vimos foi a melhor apresentação da seleção inglesa na era Thomas Tuchel, recompensada pelos cinco gols contra o adversário mais forte do grupo das Eliminatórias, e pela criticada defesa não sendo vazada e ainda tendo a dupla de zaga, Ezri Konsa e Marc Ghéhi, balançando as redes.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="111044" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/09/teste-10-e1757519053540.jpg" alt="" class="wp-image-111044"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A Inglaterra coleciona 5 vitórias, 1 derrota, 14 gols marcados e apenas três sofridos, nos seis primeiros jogos sob a liderança de Thomas Tuchel.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, Thomas Tuchel compreendia mais do que ninguém a necessidade de provar que a Inglaterra estava progredindo e tinha um plano de jogo, algo que Gareth Southgate só conseguiu mostrar no início da passagem pela seleção, ainda que ele jamais tenha decepcionado em termos de resultados. Soma-se a isso, o fato de que os <em>Three Lions</em> são reconhecidos pelo plantel recheado de jogadores acima da média, mas que dentro de campo não correspondem pela falta de um próprio DNA. Não à toa, o noticiário esportivo já amanheceu apontando-os entre os principais favoritos ao título mundial após o triunfo sobre a Sérvia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na realidade, o ponto de destaque da Inglaterra foi entrada de Elliot Anderson na equipe. Atuando como um volante progressivo, o jovem jogador de 22 anos de idade deu maior dinâmica ao meio-campo, em especial ao permitir com que Declan Rice apoiasse o ataque com maior frequência, e também ao desempenhar um papel essencial na saída de bola, reduzindo o número de passes sem rumo entre os defensores e o goleiro Jordan Pickford.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, apesar da exagerada euforia dos ingleses é razoável imaginar que a ótima geração da Inglaterra brigará diretamente pelo bicampeonato mundial em 2026, a exemplo das excelentes atuações de Elliot Anderson, Morgan Rogers e Noni Madueke ao substituírem os estrelados Jude Bellingham, Cole Palmer e Bukayo Saka, detalhe este que demonstra a profundidade do elenco inglês, embora alguns passos atrás de Espanha, Portugal, Argentina e França.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, já é viável cravar o <em>English Team</em> na batalha pelo bi mundial porque o passaporte rumo à Copa de 2026 foi praticamente carimbado, visto que os comandados de Thomas Tuchel se isolaram ainda mais na liderança do grupo K das Eliminatórias ao encerrarem a 5ª rodada contabilizando 15 pontos, o equivalente a cem por cento de aproveitamento, lembrando que nos últimos três compromissos do qualificatório eles visitarão a Albânia, e receberão Letônia e Sérvia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, sonhar com uma nova volta olímpica após seis longas décadas está longe de resultar num pesadelo à Inglaterra depois da &#8220;real estreia&#8221; de Thomas Tuchel!</p>
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		<title>Sob os gritos de &#8216;Fora Tuchel&#8217;, os ingleses se vêem pressionados a um ano da Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 15:38:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Eliminatórias 2026]]></category>
		<category><![CDATA[English Team]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Tuchel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Três vitórias, 1 derrota, 7 gols marcados e 3 sofridos. O desempenho da Inglaterra nos quatro primeiros jogos sob o comando de Thomas Tuchel passa a impressão de um promissor trabalho em meio aos 75% de aproveitamento. Entretanto, a realidade é totalmente oposta, visto que a Inglaterra voltou algumas casas no tabuleiro que a separa [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Três vitórias, 1 derrota, 7 gols marcados e 3 sofridos. O desempenho da Inglaterra nos quatro primeiros jogos sob o comando de Thomas Tuchel passa a impressão de um promissor trabalho em meio aos 75% de aproveitamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, a realidade é totalmente oposta, visto que a Inglaterra voltou algumas casas no tabuleiro que a separa da Copa de 2026 desde a chegada de Thomas Tuchel. Sim, é necessário enfatizar que o ex-técnico do Bayern de Munique estreou à frente do <em>English Team</em> em março deste ano, o que significa que ele teve pouquíssimo tempo para implementar a sua filosofia de jogo na seleção.</p>



<p class="has-medium-font-size">Da mesma forma, Thomas Tuchel não pode reclamar da escassez de tempo, isso porque ele foi anunciado como treinador da Inglaterra em outubro do ano passado, mas preferiu assumir o cargo apenas em janeiro de 2025, abrindo mão de duas Datas FIFA, quatro jogos, e três essenciais meses de trabalho, sobretudo para um técnico que jamais havia comandado uma seleção ao longo da carreira.  </p>



<p class="has-medium-font-size">A única explicação para isso são termos contratuais, já que ao começar este novo ciclo no último mês janeiro o vínculo assinado entre Thomas Tuchel e a seleção inglesa, que terminará após a Copa do Mundo de 2026, foi formalizado com a validade de um ano e meio. Seja como for, o sucessor de Gareth Southgate terá mais dez jogos, sendo cinco pelas Eliminatórias, além de outros cinco amistosos, na caminhada rumo ao Mundial, é claro, se os <em>Three Lions</em> se classificarem.     </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, Thomas Tuchel teve o total de 14 partidas, somando as quatro já disputadas, para tornar a Inglaterra capaz de brigar pela segunda estrela em 2026. Ou seja, uma difícil missão que, se aliada ao fato de substituir o treinador que conduziu o selecionado inglês à duas finais de Eurocopa e a uma semifinal de Copa do Mundo, se torna ainda mais, sobretudo para um estrangeiro.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-14-e1749649082855.jpg" alt="" data-id="107500" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-14-e1749649082855.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=107500" class="wp-image-107500"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Thomas Tuchel é o primeiro alemão e o terceiro estrangeiro a comandar a Inglaterra até hoje, lembrando que ele nunca dirigiu nenhuma seleção no decorrer da carreira.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a Inglaterra até vem batendo recordes com Thomas Tuchel à beira do campo, porém negativos, a exemplo da primeira derrota sofrida pelo <em>English Team</em> para seleções africanas após 21 jogos, em razão da queda por 3 a 1, de virada, diante de Senegal no City Ground, marcado também por ser o segundo revés dos ingleses em todos os tempos por dois gols de diferença depois de saírem na frente do placar — a única havia acontecido contra o Brasil, em 1995.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que antes desta primeira derrota, os comandados de Thomas Tuchel haviam vencido os três compromissos anteriores ante Albânia (2&#215;0), Letônia (3&#215;0) e Andorra (1&#215;0), todos pelas Eliminatórias. Em todo o caso, esperadas vitórias meramente protocolares contra adversários de qualidade técnica bastante inferior, que inclusive mantém os ingleses confortáveis na liderança do K do torneio qualificatório. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a Inglaterra, de Thomas Tuchel, perdeu logo de cara do primeiro oponente de maior nível que teve pela frente. Por sinal, uma derrota por 3 a 1 pra lá de merecida para a ótima seleção de Senegal, que veio seguida do triunfo pelo placar mínimo sobre a modesta Andorra, ambas com os <em>Three Lions</em> apresentando as mesmas deficiências defensivas, lentidão, e pobreza na criação.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-15.jpg" alt="" data-id="107527" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-15-e1749653875586.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=107527" class="wp-image-107527"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Um dos destaques do Crystal Palace na temporada, Dean Henderson recebeu a chance de defender o gol inglês no amistoso contra Senegal, em que o titular Jordan Pickford ficou no banco de reservas.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Os defensores de Thomas Tuchel podem justificar as más atuações dos ingleses por intermédio do estafante final da temporada 2024-25, no qual os jogadores se encontram exaustos, o que não deixa de ser verdade. Ao mesmo tempo, será que não é possível a Inglaterra vencer Andorra de forma convincente, ainda que desgastada fisicamente, assim como Senegal, composta em sua maioria por atletas que jogam na Europa, o fez em pleno City Ground? </p>



<p class="has-medium-font-size">A resposta para essa questão se dá através dos gritos de Thuchel Out (Fora Tuchel), proferidos pelos poucos torcedores ingleses que tiveram &#8220;estômago&#8221; para assistir a derrota em Nottingham — que não recebia um jogo da seleção desde 1909 — até o apito final. Não por um acaso, a sensação é a de que a Inglaterra se arrependeu profundamente em ter escolhido Thomas Tuchel para liderá-la, alimentada pelas passagens aquém das expectativas de Sven-Göran Eriksson e Fabio Capello, os únicos estrangeiros que já ocuparam a função.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-16-e1749654719603.jpg" alt="" data-id="107536" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-16-e1749654719603.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=107536" class="wp-image-107536"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>A Inglaterra não conquista uma Copa do Mundo desde o inédito título de 1966. Dentre os campeões mundiais, apenas o uruguaios vivem um jejum maior que os ingleses. </strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, ao menos as decepcionantes partidas da Inglaterra nessa última Data FIFA expuseram que algumas ideias de Thomas Tuchel não surtiram o resultado esperado, como as insistências nas manutenções dos veteranos Kyle Walker e Jordan Henderson entre os titulares. Aliás, o ex-volante do Liverpool retornou à seleção inglesa depois de Gareth Southgate já tê-lo tirado. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por mais que a experiência seja importante, ela não se sobressai em relação a intensidade e o ritmo de jogo. Deste modo, se a Inglaterra precisa de um volante mais marcador para atuar atrás de Declan Rice e Jude Bellingham, ela pode contar com Adam Wharton. Caso contrário, se a ideia for um maior dinamismo, a alternativa responde pelo nome de Connor Gallagher. Em outras palavras, Jordan Henderson, infelizmente, já não entrega o que dele se espera.</p>



<p class="has-medium-font-size">E o mesmo vale para Kyle Walker, que no auge dos 35 anos de idade, já não tem a força física como principal aliada, algo que ficou visível na derrota para os senegaleses, em que El-Hadji Malick Diouf o atropelou em campo. A propósito, o lateral-direito caiu muito fisicamente nessa última temporada defendendo as cores do Milan, o que evidencia o erro de Thomas Tuchel ao descartar Trent Alexander-Arnold, Reece James, ou o novato Tino Livramento.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Resumidamente, restando um ano pra bola rolar na Copa de 2026, Thomas Tuchel ainda tem muito o que corrigir na seleção inglesa. Contudo, um risco que tanto ele quanto a FA (Federação Inglesa de Futebol) estavam dispostos a correr. Então, só saberemos se o planejamento foi certo, ou não, após o Mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aguardemos!</p>
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		<title>Queda em Madrid, confirma temporada sem títulos do Bayern</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2024 20:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
		<category><![CDATA[FC Bayern]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Gigante da Baviera]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Tuchel]]></category>
		<category><![CDATA[UCL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As chances do Bayern de Munique dar uma volta olímpica na temporada 2023-24 se esgotaram depois da dolorosa derrota por 2 a 1, de virada, diante do Real Madrid no Santiago Bernabéu, que resultou na eliminação dos alemães nas semifinais da Champions League. Pois é, após o vice-título da Supercopa da Alemanha &#8211; acompanhado pelo [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">As chances do Bayern de Munique dar uma volta olímpica na temporada 2023-24 se esgotaram depois da dolorosa derrota por 2 a 1, de virada, diante do Real Madrid no Santiago Bernabéu, que resultou na eliminação dos alemães nas semifinais da Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, após o vice-título da Supercopa da Alemanha &#8211; acompanhado pelo revés por 3 a 0 frente o RB Leipzig, em plena Allianz Arena -, da precoce queda na DFB-Pokal ante o modesto Saarbrucken &#8211; da terceira divisão, além da perda da Bundesliga após 11 conquistas seguidas, o <em>Gigante da Baviera</em> viu o último capítulo da temporada ser encerrado da pior forma possível, tendo em vista que os bávaros estavam a minutos de disputar a sua 12ª final de Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, mesmo após um empate em 2 a 2 na Allianz Arena, tudo parecia conspirar a favor dos pupilos de Thomas Tuchel no  Santiago Bernabéu, haja vista a ótima partida realizada pela equipe cuja proposta era atuar de forma compacta, com os blocos baixos, e explorando os contra-ataques. Inclusive, uma estratégia similar a adotada pelo conterrâneo Borussia Dortmund, 24 horas antes em Paris. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-9-1024x683.jpg" alt="" data-id="93038" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-9-e1715271910659.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=93038" class="wp-image-93038"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Desde a temporada 2011-12, o Bayern não passava um ano sem vencer títulos. Ainda assim, naquela oportunidade o time foi vice-campeão da Bundesliga, da DFB-Pokal e da Champions League.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">A começar pela grande atuação do novato Aleksandar Pavlovic, formado nas categorias de base do clube, que mais parecia um veterano controlando o meio-campo, somada grande partida do parceiro Konrad Laimer, que já havia repetido a dose nos compromissos anteriores contra Arsenal e o próprio Real Madrid. </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, a consistência de Matthijs de Ligt, que fez o seu melhor jogo na temporada, o brilhantismo de Alphonso Davies, autor do gol do Bayern, que passou a maior parte da temporada lesionado ou discutindo a sua renovação contratual, bem como as sensacionais defesas de Manuel Neuer, davam a entender que a final da edição 2012-13 da Champions League se repetiria onze anos depois em Wembley. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, nada passou de uma mera ilusão ao Bayern, afinal, do outro lado estava o Real Madrid, detentor de 14 títulos da Champions League, e que na última campanha como campeão, em 2022, protagonizou três épicas viradas sobre PSG, Chelsea e Manchester City, antes de vencer o Liverpool por 1 a 0 na decisão no Stade de France.</p>



<p class="has-medium-font-size">E para o azar do Bayern, a nova vítima madridista foi justamente ele, que se descontrolou após a falha do, até então impecável Manuel Neuer, ao sofrer o primeiro gol de Joselu e do Real Madrid na partida, aos 43 minutos da etapa final, e três minutos mais tarde, quando o ex-atacante do Espanyol balançou as redes pela segunda e última vez, dando números finais ao jogo: 2 a 1. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, vale ressaltar que no último lance da partida o zagueiro Matthijs de Ligt chegou a igualar o marcador, porém o gol foi anulado de forma bizarra em razão de um impedimento assinalado antes da conclusão da jogada, o que fere totalmente as regras do jogo. Como não poderia deixar de ser, essa decisão não apenas irritou o Bayern de Munique, como deixou a sensação de que o resultado foi injusto, ainda que o Real Madrid tenha sido a melhor equipe em campo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🚨🎙 Thomas Tuchel:<br><br>“É um desastre absoluto. Este lance deveria ser jogado até o fim — essa é a regra! O bandeirinha cometeu o [primeiro] erro e o árbitro cometeu o segundo erro. É uma violação das regras!” ⚠️ <a href="https://t.co/nOHVmboyie">pic.twitter.com/nOHVmboyie</a></p>&mdash; 𝐁𝐮𝐧𝐝𝐞𝐬𝐥𝐞𝐚𝐠𝐮𝐞 𝐈𝐧𝐬𝐢𝐝𝐞𝐫 🇩🇪🇧🇷 (@BundesInsider) <a href="https://twitter.com/BundesInsider/status/1788324309997351083?ref_src=twsrc%5Etfw">May 8, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, como no futebol o melhor nem sempre ganha e o pior nem sempre perde &#8211; a julgar pela classificação do Bayern sobre o Arsenal nas quartas-de-final desta mesma Champions League -, a expectativa dos bávaros era enorme em relação a conquista do sétimo título europeu, apesar da decepcionante campanha na Bundesliga, além da conduta extremamente defensiva no Santiago Bernabéu, o que é compreensível se considerarmos o fato de que o oponente respondia pelo nome de Real Madrid.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, a Champions League acabou sendo o único aspecto positivo do Bayern na temporada 2023-24. E olhando pelo lado otimista, a derrota na capital espanhola evidenciou o potencial do elenco bávaro, do qual jovens como Aleksandar Pavlovic, dono de uma incrível liderança, e do meia Jamal Musiala, que provou ser tão desequilibrante quanto Florian Wirtz no Bayer Leverkusen, certamente gerarão ótimos frutos.</p>



<p class="has-medium-font-size">De resto, Matthijs de Ligt &#8220;renasceu&#8221; depois de uma apagada temporada, Eric Dier mostrou-se uma peça valiosa capaz de contribuir para o crescimento dos companheiros, enquanto o versátil Noussair Mazraoui, o fluido Konrad Laimer, e os 44 gols de Harry Kane em seu ano de estreia pelo Bayern, demonstram que o futuro do clube alemão se apresenta próspero, até porque novos reforços chegarão neste meio de ano, algo necessário dada a evolução do Bayer Leverkusen.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, cabe ao sucessor de Thomas Tuchel liderar o conturbado vestiário bávaro, repleto de egos e armadilhas, da melhor forma possível, mas que ainda assim tende a ser uma tarefa mais tranquila sob o suporte dos novos diretores Max Eberl e Christoph Freund.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas antes de pensar no amanhã, o<em> </em>Bayern ainda precisará voltar todas as atenções ao presente, mais especificamente para a melancólica Bundesliga, onde a briga pelo vice-alemão segue em aberta contra o Stuttgart nas últimas duas rodadas, já que a temporada perfeita da Champions League acabou na Baviera.  </p>



<p class="has-medium-font-size">     </p>



<p class="has-medium-font-size">        </p>
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		<title>A noventa minutos de Wembley</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2024 15:08:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A troca de farpas via imprensa envolvendo Thomas Tuchel e o presidente honorário do Bayern de Munique, Uli Hoeness, às vésperas da primeira partida das semifinais da Champions League contra o Real Madrid, diminuíram ainda mais as expectativas dos bávaros em relação a um triunfo na Allianz Arena. Aliás, enfrentar o &#8216;Rei da Europa&#8217; não [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A troca de farpas via imprensa envolvendo Thomas Tuchel e o presidente honorário do Bayern de Munique, Uli Hoeness, às vésperas da primeira partida das semifinais da Champions League contra o Real Madrid, diminuíram ainda mais as expectativas dos bávaros em relação a um triunfo na Allianz Arena.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, enfrentar o &#8216;Rei da Europa&#8217; não é uma tarefa fácil em nenhuma cirscuntância, tampouco vivendo um clima de tensão e uma temporada de total instabilidade, que teve início com o vice-título da Supercopa da Alemanha, passou pela precoce queda na DFB-Pokal (Copa da Alemanha) diante do modesto Saarbrucken, da terceira divisão, antes mesmo da chegada do Natal, e teve como principal componente a perda da primeira Bundesliga após 11 anos.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Inclusive, este combo de insucessos, aliado ao péssimo futebol praticado pelo Bayern, resultou na decisão da não continuidade de Thomas Tuchel após o término da temporada. Por outro lado, o Real Madrid desembarcou em solo alemão sustentando uma longa invencibilidade de 18 jogos, e isolado a 11 pontos de distância na liderança da LaLiga. Quer dizer, aspectos que acentuavam o favoritismo por parte dos espanhóis.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o que muitos se esqueceram é que a realidade do <em>Gigante da Baviera</em> na Champions League era totalmente contrária, a julgar pela classificação ante o atual líder da Premier League, Arsenal, nas quartas-de-final, bem como pela campanha bem-sucedida da equipe que chegou nas semifinais assinalando apenas uma derrota em 10 jogos disputados (7V-2E).</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-2-1024x682.jpg" alt="" data-id="92671" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-2-e1714677760421.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=92671" class="wp-image-92671"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>A Lazio foi a única equipe capaz de derrotar o Bayern até aqui na Champions League. Os italianos bateram os alemães por 1 a 0  no estádio Olímpico, pelo jogo de ida das oitavas-de-final.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Talvez em razão de aspectos como tradição, história, camisa e reputação, os bávaros aproveitaram a única coisa boa ao longo da atual temporada ao tornarem a atmosfera da Allianz Arena completamente hostil, com direito a um mosaíco do lendário Franz Beckenbauer,  e o Bayern de Munique novamente se tranformou a partir do instante que o hino da Champions League tocou. Ainda assim, no final das contas os pupilos de Thomas Tuchel saíram de campo insatisfeitos por terem jogado melhor e empatado em 2 a 2.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, o maior erro de qualquer oponente do Real Madrid na Champions League é não derrotá-lo quando se tem a oportunidade, afinal, como todos nós sabemos os <em>merengues</em> são absoloutamente letais, o Manchester City que o diga &#8211; eliminado por eles na fase anterior da competição depois de finalizar mais de 30 vezes, tocar na bola na área adversária em 88 ocasiões, e registrar 67% de posse de bola no Etihad Stadium. </p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que o brilhantismo de Toni Kroos, autor de uma belíssima assistência ao atacante Vinínius Júnior, foi crucial para que o Real Madrid encerrasse a primeira etapa com a vantagem mínima no marcador. Entretanto, no segundo tempo o Bayern precisou de apenas 12 minutos para virar o placar através dos tentos de Leroy Sané e, é claro, Harry Kane, desta vez de pênalti. </p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, o grande erro do Bayern foi tentar segurar a vitória por 2 a 1 ao invés de buscar o terceiro gol. Mais recuados, os alemães acabaram colocando o Real Madrid de novo no jogo, e foram punidos quando Vinícius Júnior converteu o infantil pênalti cometido pelo zagueiro Kim Min-jae, indiscultivelmente o pior dentre os titulares do <em>Gigante da Baviera</em>, haja vista as notas do <em>Sofascore</em>:</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">🌍 | Bayern München 2–2 Real Madrid<br><br>• xG: 1.57 – 1.87<br>• Shots (on target): 14 (5) – 10 (4)<br>• Big chances: 3 – 3<br>• Possession: 52% – 48%<br>• Touches in opp. box: 32 – 21<br><br>For the fourth consecutive time at Allianz Arena, Los Blancos avoid defeat!<a href="https://twitter.com/hashtag/FCBRMA?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FCBRMA</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/UCL?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCL</a> <a href="https://t.co/Y1gLBVqYlW">pic.twitter.com/Y1gLBVqYlW</a></p>&mdash; Sofascore (@SofascoreINT) <a href="https://twitter.com/SofascoreINT/status/1785412484557332987?ref_src=twsrc%5Etfw">April 30, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, apesar do resultado não ter agradado, o desempenho do Bayern de Munique em uma noite de Champions League mais uma vez chamou a atenção, a começar pelas ótimas atuações de Joshua Kimmich, provando que continua sendo uma excelente opção na lateral-direita, e de Noussair Mazraoui deslocado para a lateral-esquerda onde neutralizou o brasileiro Rodrygo.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Na defesa, a má atuação de Kim Min-jae só não causou maiores estragos pois o companheiro de zaga, Eric Dier, fez uma partida impecável, recordando os bons tempos de Tottenham e de seleção inglesa, e porque no meio-campo o volante Konrad Laimer teve uma de suas melhores apresentações com a camisa do Bayern, ajudando tanto na marcação quanto no apoio ao ataque.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, o jogo de Konrad Laimer evoluiu a partir da entrada de Raphal Guerreiro no lugar de Leon Goretzka depois do intervalo, já que através dessa troca o meio-campo ganhou maior dinamismo, fluidez e equilíbrio nos passes. Curiosamente, dois jogadores (Laimer e Guerreiro) que chegaram ao clube nesta temporada e ainda são bastante questionados pela torcida. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="725" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-3-1024x725.jpg" alt="" data-id="92696" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-3-e1714744693381.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=92696" class="wp-image-92696"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Bayern não avançou em nenhum dos últimos quatro mata-matas de Champions League diante do Real Madrid, assinalando 6 derrotas, 2 empates, 9 gols marcados e 19 sofridos nestes oito compromissos. </strong>     </figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Não obstante, o setor ofensivo destacou-se pela brilhante atuação do jovem Jamal Musiala, de 21 anos de idade, que sofreu o penâlti cometido por Lucas Vázquez e precisava mostrar o protagonismo que o concorrente Florian Wirtz apresenta no Bayer Leverkusen. Ademais, o gol de empate do Bayern saiu dos pés do renegado Leroy Sané, alvo de críticas desde o seu retorno ao futebol alemão em 2020 após quatro temporadas no Manchester City justamente por sumir em momentos decisivos. Pois é, ele apareceu!</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, seria inevitável não reverenciar Harry Kane, artilheiro do Bayern com 43 gols em 43 jogos, registrando uma incrível média de um gol por partida em seu primeiro ano defendendo o clube alemão, e isso sem contar as 11 assistências concedidas pelo camisa 9 até aqui. Logo, fica claro e evidente porque a má fase do <em>Gigante da Baviera</em> na temporada passa longe do ex-atacante do Tottenham.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, a sensação deixada nos primeiros noventa minutos das semifinais da Champions League é a de que a temporada poderia ser diferente caso o Bayern tivesse repetido a boa exibição contra o Real Madrid no decorrer de toda a disputa da Bundesliga, o que muito possivelmente impediria o Bayer Leverkusen de ser campeão com cinco rodadas de antecedência. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, os erros cometidos nos últimos anos, em especial ao priorizar a individualidade em vez do coletivo &#8211; a exemplo da chegada de Sadio Mané e a saída de David Alaba -, acabaram determinando o fim na hegemonia do Bayern na Bundesliga, e ainda pode estabelecer a sua despedida da Champions League, a não ser que a sequência das últimas quatro desclassificações frente o Real Madrid seja interrompida com a conquista da vaga na final em Wembley.  </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>
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		<title>O verdadeiro Bayern deu as caras na Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 23:37:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A virada por três gols sofrida pelo Bayern de Munique frente o Heidenheim na rodada anterior da Bundesliga (3 a 2) foi apenas mais uma das diversas marcas negativas registradas pelo Gigante da Baviera ao longo da temporada 2023-24. A propósito, o sexto revés dos comandados de Thomas Tuchel na Bundesliga, que corresponde ao maior [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2024/04/10/o-verdadeiro-bayern-voltou-a-dar-as-caras-na-champions-league/">O verdadeiro Bayern deu as caras na Champions League</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">A virada por três gols sofrida pelo Bayern de Munique frente o Heidenheim na rodada anterior da Bundesliga (3 a 2) foi apenas mais uma das diversas marcas negativas registradas pelo <em>Gigante da Baviera</em> ao longo da temporada 2023-24.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, o sexto revés dos comandados de Thomas Tuchel na Bundesliga, que corresponde ao maior número de derrotas assinaladas pelo Bayern desde a última temporada em que o clube não ergueu a <em>Meisterschale</em>, reduziu para menos de um por cento as chances dos bávaros impedirem o fim da sua hegemonia no certame do futebol alemão, dada a larga distância de 16 pontos aberta pelo líder Bayer Leverkusen, a seis rodadas do término da competição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste obscuro cenário, o Bayern de Munique desembarcou em Londres para encarar o Arsenal pelas quartas-de-final da Champions League com a confiança totalmente em baixa, e pressionado na busca pelo único possível título da temporada, ainda que os alemães tivessem derrotado os ingleses por 5 a 1 nos últimos três jogos disputados entre ambos, resultados que consolidaram a freguesia dos <em>Gunners</em> no histórico geral do confronto.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, contrariando as expectativas, os atuais hendecacampeões da Bundesliga regressaram à Baviera não somente com um empate em 2 a 2 na bagagem, mas também com a esperança fortalecida em relação a classificação às semifinais da Champions League por conta do bom futebol apresentado no Emirates Stadium, algo visto somente duas vezes até então sob a batuta de Thomas Tuchel, sendo a primeira no jogo de estreia do ex-treinador do Chelsea, marcada pela goleada por 4 a 2 sobre o Borussia Dortmund, e a segunda no contundente 3 a 0 frente o Stuttgart, no final do ano passado.     </p>



<p class="has-medium-font-size">Assim como naquelas partidas contra Borussia Dortmund e Stuttgart, no Emirates Stadium o Bayern abriu mão de atuar ofensivamente, como um nobre clube europeu, para jogar de forma mais reativa, como se fosse um forasteiro, ao desconsiderar a posse de bola &#8211; haja vista o baixo índice de 41% &#8211; em prol dos perigosos contra-ataques puxados pelos velozes Serge Gnabry e Leroy Sané.  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">🌍 | Arsenal 2–2 Bayern München<br><br>• xG: 1.22 – 2.08<br>• Shots (on target): 13 (4) – 8 (2)<br>• Big chances: 2 – 3<br>• Possession: 59% – 41%<br>• Touches in opp. box: 27 – 16<br><br>Visitors were clinical, as they took what was on offer and can now be pleased with how the away leg went!… <a href="https://t.co/F4GUXYPv2c">pic.twitter.com/F4GUXYPv2c</a></p>&mdash; Sofascore (@SofascoreINT) <a href="https://twitter.com/SofascoreINT/status/1777803989309878303?ref_src=twsrc%5Etfw">April 9, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, por falar em Leroy Sané, é importante destacar a excelente apresentação do tão questionado ponta-esquerda alemão, um dos principais destaques da partida que calou os críticos por mais que não tenha dado nenhuma assistência, tampouco balançado as redes, diferentemente dos autores dos gols do Bayern em solo inglês, Serge Gnabry e, é claro, Harry Kane.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, se marcar gols é uma das maiores especialidades de Harry Kane, o que dirá no Arsenal, que no jogo ante o Bayern de Munique foi vazado pela 15ª vez pelo atacante da seleção inglesa em 20 jogos e, de quebra, ainda viu o antigo jogador do rival, Tottenham, se tornar o maior artilheiro contra os <em>Gunners</em> no Emirates Stadium com 6 tentos assinalados.    </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Jogadores que marcaram + ⚽ golos ao Arsenal:<br>15 Rooney🔝 <br>15 Kane🔝 ⬆ <br>14 Waring<br>14 Billy Walker<br>14 Vic Watson<br>14 Harry Johnson<br>14 Fowler <a href="https://t.co/7qIniSAoX1">pic.twitter.com/7qIniSAoX1</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/1778062072154116521?ref_src=twsrc%5Etfw">April 10, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Além do mais, outro detalhe que chamou a atenção é que o Bayern não se abalou pelo fato de ter saído atrás do marcador, muito pelo contrário, a postura segura, sólida e confiante dos bávaros foi crucial para a virada ainda no primeiro tempo. Ou seja, eles souberam sofrer, o que jamais foi visto desde o início da temporada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por este motivo, o empate no Emirates Stadium recordou bastante a decisão da temporada 2000-01 da Champions League, quando o Bayern, na época comandado por Ottmar Hitzfeld, saiu da incômoda fila de 25 anos sem erguer a <em>orelhuda</em> ao superar o Valencia nas penalidades, depois de um dramático empate em 1 a 1 no estádio San Siro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, trazendo o assunto mais para a atualidade, o próprio Thomas Tuchel conquistou a sua única Champions League na carreira à frente do Chelsea ao vencer o Manchester City pelo placar mínimo em 2021, por intermédio de um jogo defensivo, com as suas linhas posicionadas em bloco baixo, e através de rápidas transições.   </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/04/capa-1.jpg" alt="" data-id="91713" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/04/capa-1-e1712790138821.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=91713" class="wp-image-91713"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Bayern de Munique avançou em seis das oito eliminatórias da Champions League em que empatou no jogo de ida do torneio.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Ah, mas então por que o Bayern não utilizou o <em>Tuchelball </em>ao longo da temporada? A resposta é simples, porque para praticá-lo os bávaros precisam enfrentar oponentes que propõe jogo, isto é, que busquem controlar as partidas através da posse de bola, o que raramente acontece na Bundesliga, onde a grande maioria dos adversários atuam fechados na defesa. Portanto, Thomas Tuchel e companhia limitada serão mais uma vez obrigados a explorar os crônicos problemas na construção e no jogo combinado no terço final no próximo compromisso diante do Colônia.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Nem sempre temos que jogar de forma envolvente. O futebol é sobre o que acontece nas duas balizas. Como você chega lá e com quanta posse é irrelevante. É sempre bom jogar com alguma humildade. Isso nos ajudou a conduzir o jogo contra o Arsenal.</p><cite>Thomas Muller, atacante do Bayern de Munique</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, esta é a razão pela qual a campanha do Bayern de Munique na Champions League não é decepcionante como na Bundesliga, tendo em vista que os alemães encerraram a fase de grupos como líderes da sua chave e, posteriormente, passaram pela Lazio nas oitavas-de-final com uma vitória por 3 a 1 no placar agregado, colecionando 6 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 17 gols marcados e nove sofridos, em jogos realizados até o momento pelo torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, existe também o aspecto emocional, uma vez que a vibração do<em> </em>Bayern muda completamente nas noites europeias de Champions League, talvez porque os campeões alemães das últimas onze temporadas não se sintam tão esfomeados para competir contra equipes locais, à custa da sua superioridade. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, mesmo que o <em>Gigante da Baviera</em> não complete a segunda metade do caminho que leva as semifinais da Champions League, que ao menos o empate na capital inglesa tenha servido de aprendizado para mostrá-lo que sem paixão, flama e apetite, não se chega a lugar algum.</p>



<p class="has-medium-font-size">   </p>



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<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2024/04/10/o-verdadeiro-bayern-voltou-a-dar-as-caras-na-champions-league/">O verdadeiro Bayern deu as caras na Champions League</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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		<title>Bayern define a saída de Tuchel em meio as pessimistas disputas da Bundesliga e da Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2024 18:11:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A terceira derrota seguida do Bayern de Munique foi o estopim para a diretoria do clube alemão decidir que Thomas Tuchel não permanecerá no comando técnico da equipe após o término da temporada embora o seu atual vínculo seja válido até 2025, o que significa que a busca por um novo treinador já começou na [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A terceira derrota seguida do Bayern de Munique foi o estopim para a diretoria do clube alemão decidir que Thomas Tuchel não permanecerá no comando técnico da equipe após o término da temporada embora o seu atual vínculo seja válido até 2025, o que significa que a busca por um novo treinador já começou na Baviera.</p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, o revés por 3 a 2 diante do Bochum ao menos serviu para a cúpula diretiva do Bayern mudar o discurso sobre a situação de Thomas Tuchel, a julgar que a continuidade do técnico de 50 anos de idade estava sendo assegurada mesmo após as quedas frente Bayer Leverkusen e Lazio. </p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, a derrota para o 11º colocado da Bundesliga, que em temporadas passadas seria totalmente impensável, deixou evidente que a relação entre Thomas Tuchel e os jogadores do Bayern é a pior possível. Por mais que a proficiência tática seja importante no futebol, hoje ela tem a mesma relevância de uma boa gestão de grupo, algo que inexiste no vestiário bávaro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que o estrelado elenco do Bayern de Munique já fez diversas vítimas nos últimos anos como Carlo Ancelotti, Niko Kovac e Julian Nagelsmann, o que se subentende que Thomas Tuchel não herdou um plantel nada tranquilo para liderar e, por este motivo, deveria dar tanta atenção a este detalhe quanto aos aspectos táticos e técnicos.   </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/02/9-1-1024x683.jpg" alt="" data-id="89726" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/02/9-1-e1708527995566.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=89726" class="wp-image-89726"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Thomas Tuchel coleciona 28 vitórias, 5 empates e 11 derrotas em 44 jogos no comando do Bayern de Munique, registrando 67,4% de aproveitamento através desta performance. </strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, aos poucos os conflitos envolvendo Thomas Tuchel e os atletas foram ganhando maiores proporções, a ponto de Joshua Kimmich discutir de forma áspera com o assistente-técnico Zsolt Low depois da partida contra o Bochum, talvez pelo fato de ter sido substituído aos 18 minutos do segundo tempo para a entrada de Bryan Zaragoza, lembrando que Kimmich está em rota de colisão com Tuchel desde antes do início da temporada, quando o ex-treinador do Chelsea dizia que necessitava da vinda de um volante marcador e com qualidade na saída de bola, como era o caso de João Palhinha, por não ter ninguém à disposição com essas características.</p>



<p class="has-medium-font-size">Sem papas na língua, Thomas Tuchel seguiu a mesma filosofia dos trabalhos anteriores à frente de Paris Saint-Germain e Chelsea, onde também colecionou atritos fora de campo, e viu essa bomba explodir a três meses do encerramento da temporada com o Bayern situado na vice-colocação da Bundesliga, separado a OITO pontos do líder Bayer Leverkusen.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">✅ 𝐑𝐎𝐃𝐀𝐃𝐀 𝟐𝟐 | Após os resultados desse fim de semana, assim fica a tabela da Bundesliga 23/24!<br><br>🫣 A vantagem do Bayer Leverkusen sobre o Bayern de Munique agora é de 8 pontos, o DOBRO da diferença entre os bávaros e o Stuttgart.<br><br>⚠️ Queda livre do Gladbach na tabela! <a href="https://t.co/Xihx81lr4k">pic.twitter.com/Xihx81lr4k</a></p>&mdash; 𝐁𝐮𝐧𝐝𝐞𝐬𝐥𝐞𝐚𝐠𝐮𝐞 𝐈𝐧𝐬𝐢𝐝𝐞𝐫 🇩🇪🇧🇷 (@BundesInsider) <a href="https://twitter.com/BundesInsider/status/1759316510630170663?ref_src=twsrc%5Etfw">February 18, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, é importante salientar que Thomas Tuchel desembarcou na Baviera no momento em que o Bayern já não era aquela grande potência europeia de outros tempos, tanto é, que o hendecacampeonato alemão só foi conquistado devido a incompetência do Borussia Dortmund ao não superar o Mainz 05 na rodada final da Bundesliga em pleno Signal Iduna Park.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, a realidade é que Thomas Tuchel assumiu uma das equipes mais fracas do Bayern ao longo da era referente aos onze títulos alemães seguidos, porém que melhorou em comparação a temporada anterior com as chegadas de Kim Min-jae, Raphael Guerreiro, Konrad Laimer, Eric Dier e, principalmente, Harry Kane, artilheiro da Bundesliga com 25 gols em 22 rodadas. </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, outra questão não menos relevante é a falta de confiança por parte dos jogadores. Embora a maioria seja remanescente dos últimos títulos do Bayern, isto é, acostumados a ganhar jogos decisivos, clássicos e a erguer canecos, muitos aparentam estar mais preocupados em ficar marcados por deixar terminar a hegemonia do clube na Bundesliga, do que propriamente assumir a mentalidade vencedora em campo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a diretoria do Bayern de Munique fez o que é comum no clube, quer dizer, antecipar o futuro do seu treinador em meio a uma reta final de temporada a fim de iniciar um novo planejamento visando a próxima que está por vir. Ou seja, uma decisão que, ao menos momentaneamente, pode tirar um pouco o peso sobre os jogadores, e favorecer o <em>Gigante da Baviera</em> nas árduas caminhadas rumo aos títulos da Bundesliga e da Champions League.  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Jan-Christian Dreesen: &quot;Numa conversa aberta e boa, tomamos a decisão de terminar mutuamente a nossa colaboração no verão. O nosso objetivo é realizar um realinhamento desportivo com um novo treinador para a temporada 2024/25.</p>&mdash; FC Bayern Brasileiro 11x🏆 (@FCBayernXtra) <a href="https://twitter.com/FCBayernXtra/status/1760252787466674406?ref_src=twsrc%5Etfw">February 21, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, ainda que o Bayern de Munique tenha até estipulado o prazo para a saída de Thomas Tuchel, a verdade é que uma derrota para o RB Leipzig no próximo sábado (24), ou a eliminação ante a Lazio nas oitavas-de-final da Champions League, podem antecipar essa ação. A única dúvida gira em torno de quem sucederia Tuchel neste curto período até o final da temporada, lembrando que o nome de Hansi Flick já chegou a ser discutido internamente, porém não houve consenso em razão do trabalho abaixo das expectativas realizado por ele na seleção alemã, sob a batuta de vários jogadores bávaros.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, a tendência é que Thomas Tuchel finalize a temporada no cargo, enquanto negociações junto a Xabi Alonso são conduzidas. Por sinal, através das redes sociais é possível notar que muitos já apontam o treinador do Bayer Leverkusen como o novo comandante do Bayern de Munique, mas o que, de fato, o levaria a proceder essa troca, especialmente sabendo que os líderes da Bundesliga estão dispostos não apenas a manter, como também a reforçar o elenco neste meio de ano?</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, Xabi Alonso fez parte do processo de montagem do plantel do Bayer Leverkusen, adaptando cada peça ao seu sistema de jogo, ao passo que na Baviera ele teria de começar um novo trabalho completamente do zero. Ah, e isso tudo sem contar com a concorrência do Liverpool, outro ex-clube do técnico espanhol interessado em sua contratação.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, a chegada de Xabi Alonso ao Bayern é tão incerta na próxima temporada, quanto a saída de Thomas Tuchel é precisa depois da atual!</p>



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		<title>A soberania do Bayern e o emprego de Thomas Tuchel podem evaporar no final da temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2024 13:42:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desolado! Assim o Bayern de Munique retornou à Baviera após a derrota por 3 a 0 frente o Bayer Leverkusen no jogo que era considerado pelos hendecacampeões alemães como a final antecipada da Bundesliga. A propósito, as expectativas geradas pelo Bayern antes da partida na BayArena foram tantas que todos imaginavam que os comandados de [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Desolado! Assim o Bayern de Munique retornou à Baviera após a derrota por 3 a 0 frente o Bayer Leverkusen no jogo que era considerado pelos hendecacampeões alemães como a final antecipada da Bundesliga. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, as expectativas geradas pelo Bayern antes da partida na BayArena foram tantas que todos imaginavam que os comandados de Thomas Tuchel entrariam em campo sedentos pela vitória, algo que, definitivamente, não aconteceu, a julgar pelo baixíssimo índice de 0,27 gols esperados por parte do <em>Gigante da Baviera</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Inclusive, a impressão deixada após o terceiro revés do Bayern na atual temporada da Bundesliga foi a de que os 59 tentos marcados pela equipe que ainda é dona do melhor ataque do campeonato, bem como os 24 gols do artilheiro da competição, Harry Kane, não passam de uma simples miragem, sobretudo porque o atacante inglês não concedeu uma única finalização na meta de Lukas Hradecky.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Por esta razão, o pífio desempenho ofensivo do Bayern, potencializado em meio as ausências dos lesionados Kingsley Coman e Serge Gnabry, acabou chamando a atenção tanto quanto a falta de apetite do time que, ao estabelecer uma verdadeira dinastia no futebol alemão, criou o hábito de ganhar partidas decisivas no país. Não à toa, a última derrota sofrida pelos bávaros em um jogo com estas características na Bundesliga deu-se em 2009, quando eles foram goleados por 5 a 1 pelo eventual campeão Wolfsburg.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/02/13-1-1024x683.jpg" alt="" data-id="89356" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/02/13-1-e1707857118501.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=89356" class="wp-image-89356"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Além de Thomas Tuchel, Jupp Heynckes, Pep Guardiola, Carlo Ancelotti, Niko Kovac, Hansi Flick e Julian Nagelsmann também foram campeões alemães à frente do Bayern no período do hendecacampeonato.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Logo, fica evidente que a confiança dos jogadores do Bayern já não é a mesma de outrora, por mais que boa parte deles sejam experientes e multicampeões pelo próprio clube, lembrando que isso é algo que vem desde a temporada passada sob a liderança de Julian Nagelsmann, mas que se intensificou depois da chegada de Thomas Tuchel.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Certamente, a insensibilidade do ex-treinador do Chelsea para tratar diversos assuntos afeta a personalidade dos atletas, culminando com a baixa autoconfiança em campo. Por exemplo, na entrevista pós-jogo contra o Bayer Leverkusen, Thomas Tuchel afirmou que o recém-contratado Sacha Boey cometeu erros cruciais para a derrota dos bávaros.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, as constantes críticas feitas por Thomas Tuchel aos meio-campistas Joshua Kimmich e Leon Goretzka, seguramente afetou a moral da dupla, em especial depois que o treinador de 50 anos de idade começou a cobrar de forma pública a contratação de um volante marcador que tenha qualidade na saída de bola, como era o caso de João Palhinha.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, antes de condenar os jogadores, o ideal seria Thomas Tuchel fazer uma autoreflexão partindo do pressuposto de, primeiramente, corrigir as suas falhas. Por intermédio deste exercício talvez ele não &#8220;inventaria&#8221; mais em espelhar a formação tática de seu time com a do adversário como aconteceu em Leverkusen, onde o Bayern de Munique atuou no 3-4-3 pela primeira vez na temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, a ideia de Thomas Tuchel ainda incluiu a escalação do lateral-direito Sacha Boey na esquerda para impedir os avanços de Jeremie Frimpong, ainda que o novo reforço bávaro não atuasse no extremo oposto há exatos quatro anos. No final das contas, os planos de Tuchel foram aniquilados antes mesmo da bola rolar, já que Xabi Alonso utilizou Josip Stanisic na ala com a intenção de fortalecer a sua defesa. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">🔎 | FOCUS<br><br>Josip Stanišić v Bayern:<br><br>👌 56 touches<br>⚽️ 1 goal<br>🎯 1 shot (0.35 xG)<br>🔭 4/5 accurate long balls<br>💨 3/4 successful dribbles<br>⚔️ 8/15 duels won<br>🦵4 tackles<br>📈 7.6 Sofascore Rating<br><br>Leverkusen&#39;s right-back (and Bayern&#39;s loanee!) is our <a href="https://twitter.com/hashtag/B04FCB?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#B04FCB</a> Player of the Match! 🌟 <a href="https://t.co/ZyVhPsWqUb">pic.twitter.com/ZyVhPsWqUb</a></p>&mdash; Sofascore (@SofascoreINT) <a href="https://twitter.com/SofascoreINT/status/1756402820251632061?ref_src=twsrc%5Etfw">February 10, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a responsabilidade pela queda<em> </em>do Bayern diante dos líderes da Bundesliga não deve ser individualizada, mas sim atribuída a todos no clube, o que inclui diretoria, treinador, comissão técnica e jogadores, cujo objetivo principal a partir de agora é salvar a temporada através de uma boa campanha na Champions League, de preferência com o título. </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Não é certo atacar o técnico, não se trata de tática. Temos jogadores de nível internacional. Estou falando de tomar decisões com a bola, de jogar com inteligência, de correr e entender as situações. Não há problema em sentir a pressão, porém essa pressão precisa se transformar em energia.</p><cite>Thomas Muller, atacante do Bayern</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, um dos pontos positivos do Bayern na temporada é justamente a Champions League, vide as 5 vitórias, 1 empate, 12 gols marcados e seis sofridos pelos bávaros nos 6 jogos diputados até a chegada das oitavas-de-final do torneio, ao contrário da Copa da Alemanha em que eles foram eliminados na 2ª Fase pelo modesto Saarbrucken, da 3ª divisão, e da Bundesliga na qual estão situados na vice-colocação a cinco pontos do líder.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, embora ainda restem 13 jogos ou 39 pontos em aberto até o final da Bundesliga, a realidade é que só a Champions League será capaz de garantir a continuidade de Thomas Tuchel que, por sua vez, já pode se considerar um privilegiado em se manter no cargo após uma derrota para o Bayer Leverkusen, uma vez que o antecessor Julian Nagelsmann caiu cinco dias depois.  </p>
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		<title>O Bayern tem quatro meses para sustentar sua soberania na Bundesliga</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2024/01/22/bayern-tem-quatro-meses-para-sustentar-sua-soberania-na-alemanha/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=bayern-tem-quatro-meses-para-sustentar-sua-soberania-na-alemanha</link>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 01:25:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A derrota do Bayern de Munique pelo placar mínimo frente o Werder Bremen em plena Allianz Arena, aliada ao triunfo por 3 a 2 do Bayer Leverkusen sobre o RB Leipzig nos minutos finais da partida na Saxônia, retratam que a hegemonia dos bávaros nunca esteve tão ameaçada no futebol alemão desde a conquista do [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A derrota do Bayern de Munique pelo placar mínimo frente o Werder Bremen em plena Allianz Arena, aliada ao triunfo por 3 a 2 do Bayer Leverkusen sobre o RB Leipzig nos minutos finais da partida na Saxônia, retratam que a hegemonia dos bávaros nunca esteve tão ameaçada no futebol alemão desde a conquista do primeiro da série de onze títulos consecutivos da Bundesliga.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e embora isso já pareça claro há algum tempo em função da excelente campanha do Bayer Leverkusen, digna de um verdadeiro Bayern de Munique &#8211; vide os 48 de 54 possíveis pontos somados pelos líderes da Bundesliga -, essa é uma situação que ainda parece não preocupar os hendecacampeões alemães, talvez pelo excesso de confiança adquirido por eles terem erguido a <em>Meisterschale</em> em 19 das últimas 25 temporadas. </p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, vale ressaltar que neste período de total supremacia, o<em> Gigante da Baviera</em> chegou a vencer a Bundesliga contabilizando &#8220;apenas&#8221; 63 pontos na temporada 2000-01, obtendo um desempenho inferior a 62% de aproveitamento naquela oportunidade, à medida que na edição anterior do campeonato os comandados de Thomas Tuchel conseguiram dar a volta olímpica em meio a uma campanha composta por oito empates e cinco derrotas em 34 jogos.    </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="352" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-10-e1705967155867.jpg" alt="" data-id="88132" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-10-e1705967155867.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=88132" class="wp-image-88132"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Embora com 5 pontos a menos na tabela, o Bayern de Munique liderava a Bundesliga neste mesmo estágio da competição na última temporada.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, a realidade nessa temporada é diferente, sobretudo porque o Bayern de Munique nunca encontrou um adversário tão forte, consistente e regular desde o Borussia Dortmund, bicampeão alemão em 2012 sob a batuta de Jurgen Klopp. Em outras palavras, desde o último oponente que o desbancou na corrida pelo título da Bundesliga.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, o otimismo exacerbado do Bayern ficou evidente na partida de ontem contra o Werder Bremen, a julgar pelos 70 minutos de monotonia da equipe que acreditava que venceria o jogo sem se esforçar a qualquer momento, e que só mudou a postura relapsa quando Thomas Tuchel mudou a formação tática para o 3-5-2 nos 20 minutos finais, após ter sofrido o gol que marcou a sua primeira derrota diante dos alviverdes desde setembro de 2008.   </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Houve pouca energia positiva hoje. Estávamos desleixados e estáticos. Não é o suficiente.&nbsp;Não consigo explicar porque é que tantos jogadores ficaram aquém dos níveis que demonstraram nos treinos da inter-temporada em Portugal.</p><cite>Thomas Tuchel, treinador do Bayern de Munique</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">Com isso, o Bayern de Munique viu a sua desvantagem em relação ao líder Bayer Leverkusen aumentar para sete pontos na classificação da Bundesliga (48-41), lembrando que os vice-colocados jogarão a partida atrasada da 13ª rodada ante o Union Berlin nesta quarta-feira, dia 24, na Baviera. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, na pior das hipóteses a real diferença dos bávaros em comparação ao Leverkusen é de quatro pontos, ou seja, uma distância curta se considerarmos que estamos no início do segundo turno da Bundesliga, e que a performance do Bayern costuma ser abaixo do esperado nos jogos que sucedem a pausa de inverno do futebol alemão.   </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">⚠️ Thomas Tuchel precisou de 27 jogos a menos do que Niko Kovač para alcançar o mesmo número de derrotas do que ele no comando do Bayern de Munique (8).<br><br>O alemão possui agora uma média de 2,11 pontos conquistados por jogo comparado aos 2,26 do croata. ‼️ <a href="https://t.co/9k8hSjd0Dh">pic.twitter.com/9k8hSjd0Dh</a></p>&mdash; 𝐁𝐮𝐧𝐝𝐞𝐬𝐥𝐞𝐚𝐠𝐮𝐞 𝐈𝐧𝐬𝐢𝐝𝐞𝐫 🇩🇪🇧🇷 (@BundesInsider) <a href="https://twitter.com/BundesInsider/status/1749531992822001941?ref_src=twsrc%5Etfw">January 22, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Ainda que Thomas Tuchel tenha elogiado o nível de treinamento dos atletas na fase de inter-temporada antes do retorno de Portugal para a disputa do returno da Bundesliga, o Bayern de Munique conquistou uma boa vitória por 3 a 0 sobre o Hoffenheim, que foi rapidamente esquecida depois da derrota para o Werder Bremen, nos dois jogos realizados pelos bávaros em 2024.</p>



<p class="has-medium-font-size">No ano passado, por exemplo, o Bayern colecionou três empates pelo placar de 1 a 1, nos três primeiros compromissos de 2023 contra RB Leipzig, Colônia e Eintracht Frankfurt, finalizando janeiro com resultados que geraram uma enorme crise no clube, acima de tudo sobre o técnico Julian Nagelsmann que, dois meses depois, viria a ceder o cargo para Thomas Tuchel.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em 2022, o Bayern de Munique caiu diante do Borussia Monchengladbach por 2 a 1 na Allianz Arena, logo em sua estreia no ano, ao passo que este mesmo oponente o derrotou na segunda partida de 2021, porém desta vez por 3 a 2 no Borussia Park, o que demonstra que, caracteristicamente, a paralisação no calendário da Bundesliga enfraquece o espírito competitivo do clube que  encerrou o turno inicial da competição como líder em nove das onze campanhas do hendecacampeonato.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, a expectativa é a de que a primeira derrota do Bayern de Munique como mandante na temporada ao menos sirva para que o clube leve a disputa pelo título da Bundesliga tão a sério quanto o xará de Leverkusen, em especial porque o <em>Gigante da Baviera</em> tem plenas condições de emendar uma necessária sequência de dez ou até mais vitórias seguidas até o final do campeonato, principalmente com o reforço da chegada de Eric Dier e, talvez, Nordi Mukiele.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, os próximos jogos responderão se o conjunto bávaro, verdadeiramente, se empenhará em assegurar a sua soberania na Alemanha em 2024, bem como o emprego de Thomas Tuchel mediante a assombração de Xabi Alonso, que pode se tornar ainda maior com a conquista da Bundesliga. A ver!  </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>
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