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	<title>Europa-SoccerBlog</title>
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	<title>Europa-SoccerBlog</title>
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		<title>Remando para novos horizontes: a campanha histórica da Noruega na Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:13:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante décadas, a Noruega ocupou um espaço discreto no futebol internacional. Embora já tivesse revelado bons jogadores e participado de três Copas do Mundo anteriormente, a seleção escandinava jamais conseguiu transformar seu potencial em uma campanha realmente memorável. No entanto, a realidade é que esse cenário mudou definitivamente em 2026, tendo em vista que a [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/13/remando-para-novos-horizontes-a-campanha-historica-da-noruega-na-copa-de-2026/">Remando para novos horizontes: a campanha histórica da Noruega na Copa de 2026</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">Durante décadas, a Noruega ocupou um espaço discreto no futebol internacional. Embora já tivesse revelado bons jogadores e participado de três Copas do Mundo anteriormente, a seleção escandinava jamais conseguiu transformar seu potencial em uma campanha realmente memorável. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, a realidade é que esse cenário mudou definitivamente em 2026, tendo em vista que a Noruega alcançou pela primeira vez as quartas-de-final de um Mundial. Eliminando o Brasil nas oitavas e competindo em alto nível contra algumas das maiores potências do planeta, os <em>Vikings</em> deixaram a América do Norte muito maiores do que chegaram, consolidando a melhor campanha de sua história no torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os primeiros sinais de que algo especial poderia acontecer apareceram ainda nas Eliminatórias. A Noruega encerrou sua caminhada com oito vitórias em oito partidas, desempenho perfeito que chamou a atenção pela consistência apresentada durante toda a competição. Muito além dos resultados, os noruegueses demonstraram organização coletiva, intensidade e enorme qualidade técnica, credenciais que a colocavam entre as seleções capazes de surpreender na Copa do Mundo, mesmo sem figurar entre as principais favoritas ao título, a julgar pelas duas vitórias sobre a Itália no qualificatório.</p>



<p class="has-medium-font-size">A confirmação veio logo na fase de grupos. A estreia terminou com uma convincente vitória por 4 a 1 sobre o Iraque. Embora os iraquianos fossem considerados os adversários mais acessíveis da chave, a atuação serviu para demonstrar a força ofensiva da equipe comandada por Stale Solbakken. Na sequência, a Noruega superou Senegal por 3 a 2 em um confronto extremamente equilibrado, resultado que praticamente garantiu a classificação antecipada para as oitavas-de-final.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">A final look at Group I as France and Norway head to the knockouts 🔜<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2070619882488496554?ref_src=twsrc%5Etfw">June 26, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Já assegurada na fase eliminatória, a comissão técnica optou por preservar praticamente todo o time titular na última rodada da fase de grupos diante da França. A derrota por 4 a 1 pouco alterou o cenário construído até então, já que o principal objetivo naquele momento era chegar com seus principais jogadores fisicamente inteiros para o estágio de 16 avos-de-final. A decisão mostrou-se acertada, uma vez que a Noruega apresentou novamente um futebol competitivo quando a competição entrou em sua fase decisiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nos estágio seguinte, os nórdicos enfrentaram a Costa do Marfim e confirmaram sua maturidade competitiva ao vencer por 2 a 1. Mais uma vez, a Noruega mostrou equilíbrio emocional, intensidade na marcação e eficiência nas oportunidades criadas. A classificação representou mais um passo importante para uma seleção que já começava a chamar a atenção do mundo pela qualidade de seu futebol e pela personalidade demonstrada diante de adversários tradicionais.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, foi nas oitavas-de-final que a Noruega escreveu o capítulo mais importante de toda a sua história. Diante do pentacampeão Brasil, os <em>Vikings</em> voltaram a vencer por 2 a 1 e conquistaram uma classificação que ficará eternizada na memória de seu torcedor. Superar uma das maiores seleções da história do futebol mundial representou o auge da campanha norueguesa e simbolizou a consolidação definitiva de um projeto esportivo que há anos vinha sendo desenvolvido com enorme competência.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">NORUEGA ELIMINA O BRASIL! <a href="https://t.co/cRpy9cceFj">pic.twitter.com/cRpy9cceFj</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2073890696134598908?ref_src=twsrc%5Etfw">July 5, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo diante da Inglaterra, nas quartas de final, a Noruega voltou a mostrar que sua campanha não era fruto do acaso. Após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, os ingleses somente conseguiram garantir a classificação durante a prorrogação. Em diversos momentos da partida, os noruegueses controlaram a posse de bola, ditaram o ritmo do jogo e criaram oportunidades ofensivas, demonstrando que poderiam perfeitamente ter alcançado uma inédita vaga entre os quatro melhores do mundo após 28 anos longe de um Mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">Individualmente, Erling Haaland confirmou seu status de um dos maiores atacantes do futebol mundial. O camisa 9 encerrou sua participação com sete gols marcados em seis partidas, média superior a um gol por jogo e desempenho decisivo nos principais confrontos da competição. Sua presença constante na área, força física e poder de finalização fizeram dele uma das figuras centrais da Copa do Mundo e um dos candidatos naturais aos principais prêmios individuais do torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Embora Haaland tenha sido o grande protagonista ofensivo, o sucesso da Noruega esteve longe de depender exclusivamente de seu artilheiro. Martin Odegaard comandou a construção das jogadas com enorme inteligência, Alexander Sorloth contribuiu no ataque, enquanto Antonio Nusa, Andreas Schjelderup e Oscar Bobb ofereceram velocidade, criatividade e capacidade de desequilibrar pelos lados do campo. O conjunto montado por Stale Solbakken demonstrou organização tática e um padrão de jogo muito bem definido durante praticamente toda a competição.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">TEAM 🇳🇴 <a href="https://t.co/1J2vXTk2fO">pic.twitter.com/1J2vXTk2fO</a></p>&mdash; Fotballandslaget (@nff_landslag) <a href="https://x.com/nff_landslag/status/2076051222373474456?ref_src=twsrc%5Etfw">July 11, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os números comprovam essa evolução. A Noruega encerrou sua participação com treze tentos assinalados, registrando, até o encerramento das quartas-de-final, o quarto melhor ataque da Copa do Mundo. O dado ganha ainda mais relevância quando comparado ao desempenho da Inglaterra, semifinalista da competição, que marcou exatamente a mesma quantidade de gols. Não à toa, a eficiência ofensiva tornou-se uma das principais armas dos <em>Vikings</em> e mostrou que eles possuem recursos suficientes para enfrentar qualquer sistema defensivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, a campanha também evidenciou um aspecto que ainda precisa evoluir. A defesa sofreu onze gols ao longo da Copa de 2026, número elevado para uma seleção quadrifinalista. Entre as quarenta e oito participantes, a Noruega é a 45ª mais vazada no torneio, contraste evidente quando comparado aos demais semifinalistas. A Espanha teve as redes balançadas apenas uma vez, a França somente duas, contra seis de Argentina e Inglaterra, registros que demonstram o quanto a consistência defensiva costuma fazer diferença nas fases decisivas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, reduzir a campanha norueguesa aos problemas defensivos seria extremamente injusto. O Mundial de 2026 representou a confirmação de que os noruegueses finalmente pertencem ao grupo das seleções capazes de competir em igualdade de condições com as maiores potências do futebol internacional. O desempenho apresentado pela Noruega durante todo o torneio elevou o respeito internacional e mostrou que seu crescimento não depende de um momento isolado, mas de um projeto esportivo sólido e desenvolvido no decorrer de muitos anos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="117850" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/07/134196928221705637-6-e1783954968715.jpg" alt="" class="wp-image-117850"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Essa foi a primeira vez que a Noruega disputou as quartas-de-final de uma Copa do Mundo. As melhores campanhas até então haviam sido nas oitavas em 1938 e 1998.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Outro elemento marcante foi a participação da torcida. Em praticamente todos os estádios, os torcedores noruegueses transformaram as arquibancadas em uma verdadeira extensão da identidade viking, reproduzindo as tradicionais remadas coletivas acompanhadas do característico grito que rapidamente se tornou uma das imagens mais marcantes da Copa do Mundo. A sintonia entre jogadores e torcida ajudou a fortalecer ainda mais uma seleção que demonstrou enorme personalidade desde a estreia até sua despedida.</p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação diante da Inglaterra encerrou uma trajetória histórica, mas também inaugurou um novo capítulo para o futebol norueguês. Os <em>Vikings</em> retornam à Escandinávia muito mais respeitados, experientes e conscientes de seu potencial. A melhor campanha de todos os tempos não deve ser encarada como um ponto de chegada, mas como o início de um caminho ainda mais pavimentado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Remando para novos horizontes, a Noruega encerra sua participação na Copa do Mundo de 2026 com a certeza de que escreveu a página mais importante de seu futebol. A campanha histórica, marcada pela classificação inédita às quartas-de-final, pela eliminação do Brasil e pelo protagonismo de uma seleção extremamente competitiva, coloca definitivamente os noruegueses entre as seleções mais promissoras do cenário mundial. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, se o trabalho realizado nos últimos anos já produziu resultados tão expressivos, o futuro indica que as remadas da maior geração norueguesa podem levá-la ainda mais longe nas próximas grandes competições.</p>
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		<title>Do abismo às oitavas: Bélgica renasce nos minutos finais e segue viva na Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 14:43:17 +0000</pubDate>
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<p class="has-medium-font-size">A dramática, épica e histórica classificação da Bélgica para as oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2026 ficará marcada como um dos jogos mais emocionantes do torneio até aqui. Depois de passar boa parte da partida sendo dominada por Senegal e estar perdendo por 2 a 0 até os minutos finais do tempo regulamentar, os <em>Diabos Vermelhos</em> buscaram forças para reagir de maneira improvável, empataram nos instantes derradeiros e garantiram a vitória por 3 a 2 na prorrogação, em um duelo repleto de emoção, sofrimento e controvérsia. Foi uma classificação conquistada muito mais na base da insistência e da experiência de seus principais jogadores do que propriamente pela qualidade apresentada ao longo dos 120 minutos.</p>



<p class="has-medium-font-size">A goleada por 5 a 1 sobre a Nova Zelândia, na última rodada da fase de grupos, havia garantido aos belgas a liderança do Grupo G, mas não era suficiente para convencer que a Bélgica chegava plenamente consolidada ao estágio eliminatório. Antes daquele resultado, os <em>Diabos Vermelhos</em> haviam empatado em 1 a 1 com o Egito na estreia e não passaram de um frustrante empate sem gols diante do modesto Irã. A atuação diante dos neozelandeses serviu muito mais para elevar a confiança do elenco do que propriamente para eliminar as dúvidas em torno do desempenho coletivo da seleção europeia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo porque a enorme superioridade técnica sobre a Nova Zelândia já fazia daquela goleada um resultado esperado. A Bélgica finalizou 35 vezes ao longo do jogo e transformou sua maior qualidade ofensiva em gols suficientes para assumir a liderança da chave graças ao saldo. Entretanto, o verdadeiro teste viria nos 16 avos-de-final, quando os erros cometidos durante a primeira fase naturalmente seriam muito mais castigados. E foi exatamente isso que aconteceu diante de uma organizada e competitiva seleção senegalesa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Desde os primeiros minutos ficou evidente que Senegal havia preparado um jogo extremamente disciplinado do ponto de vista tático. Com linhas compactas, intensidade na marcação e muita velocidade para explorar os espaços deixados pela defesa belga, os africanos conseguiram neutralizar a criação de Kevin De Bruyne e impedir que os laterais belgas encontrassem a profundidade que normalmente caracteriza o sistema ofensivo da equipe de Rudi Garcia. A Bélgica tinha mais posse de bola, mas produzia muito pouco em termos de oportunidades claras.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O ROTEIRO SE REPETIU! A Bélgica protagonizou mais uma virada de 2 a 0 para 3 a 2 em mata-matas de Copa. Há praticamente 8 anos atrás foi contra o Japão e hoje foi a vez de repetir a dose contra Senegal. 😱🔥🇧🇪<a href="https://x.com/hashtag/copadomundo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#copadomundo</a> <a href="https://x.com/hashtag/belgica?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#belgica</a> <a href="https://t.co/1U7ZV2SPae">pic.twitter.com/1U7ZV2SPae</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2072461783101542555?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro golpe veio ainda na etapa inicial. Habib Diallo aproveitou uma boa construção ofensiva para colocar Senegal em vantagem, levando enorme preocupação aos belgas antes do intervalo. Como se não bastasse, logo aos seis minutos da segunda etapa, Ismaïla Sarr ampliou o marcador e deixou a classificação muito próxima da seleção africana. Aquele segundo gol expôs todas as dificuldades que a Bélgica vinha apresentando desde a fase de grupos e fez crescer a sensação de que a campanha dos <em>Diabos Vermelhos</em> terminaria precocemente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na tentativa de mudar o panorama da partida, Rudi Garcia promoveu alterações importantes em sua equipe. Charles De Ketelaere já havia deixado o campo no intervalo para a entrada de Romelu Lukaku, enquanto Jeremy Doku e Kevin De Bruyne também foram substituídos durante a etapa final. As mudanças, porém, demoraram para surtir qualquer efeito. A Bélgica continuou encontrando enormes dificuldades para furar o sólido sistema defensivo senegalês e pouco ameaçava o gol adversário.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi justamente quando tudo parecia decidido que apareceu o peso da experiência. Mesmo claramente sem estar em sua melhor condição física e ainda recuperando ritmo de jogo, Romelu Lukaku mostrou novamente sua capacidade de decidir partidas importantes. Aos 41 minutos do segundo tempo, o centroavante do Napoli diminuiu o placar e recolocou a Bélgica emocionalmente dentro da disputa. O gol mudou completamente a confiança dos belgas e o ambiente do confronto, aumentando a pressão sobre Senegal nos minutos finais.</p>



<p class="has-medium-font-size">A reação ganhou contornos ainda mais dramáticos apenas três minutos depois. Aos 44 minutos, Youri Tielemans apareceu para empatar a partida em 2 a 2, levando o confronto para a prorrogação e frustrando profundamente a seleção senegalesa, que esteve muito próxima de garantir uma classificação histórica. Em questão de poucos minutos, toda a vantagem construída no decorrer da partida desapareceu diante da eficiência belga nas raras chances criadas no fim do tempo regulamentar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na prorrogação, o desgaste físico passou a influenciar diretamente o ritmo do jogo. Senegal ainda conseguiu competir em alto nível e seguiu oferecendo perigo nos contra-ataques, enquanto a Bélgica tentava assumir o controle da posse de bola. Quando tudo indicava que a decisão seria definida nas cobranças de pênaltis, surgiu o lance mais discutido da partida. Já aos 120 minutos, um pênalti assinalado após revisão do VAR acabou dando aos belgas a oportunidade de completar uma virada absolutamente improvável e garantir a classificação para as oitavas-de-final através da cobrança de Youri Tielemans. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">📊 Golo mais tardio de sempre numa fase a eliminar do Mundial:<br>⏱️ 120’+5 — Tielemans 🇧🇪 (2026)<br><br>📉 Recorde anterior:<br>⏱️ 119’ — Ahn Jung-Hwan 🇰🇷 vs Itália (2002)<br>⏱️ 119’ — David Platt 🏴 vs Bélgica (1990) <a href="https://t.co/Wm1smmQu7k">pic.twitter.com/Wm1smmQu7k</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2072462147901161956?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Taticamente, a Bélgica manteve sua estrutura habitual no 4-2-3-1. Grande parte da força ofensiva dos <em>Diabos Vermelhos</em> nasce justamente da participação intensa dos laterais. Timothy Castagne oferece profundidade pelo lado direito em parceria com Leandro Trossard, enquanto Maxim De Cuyper atua pelo corredor esquerdo ao lado de Jeremy Doku. Kevin De Bruyne permanece sendo o principal organizador das jogadas, funcionando como cérebro da equipe sempre que encontra espaços entre as linhas adversárias.</p>



<p class="has-medium-font-size">O grande problema da seleção belga continua sendo a ausência de um substituto capaz de desempenhar a mesma função de Romelu Lukaku. Nem Charles De Ketelaere, nem Loïs Openda conseguem oferecer o mesmo poder de presença na área, força física e capacidade de definição que o camisa 9 ainda proporciona, mesmo longe de sua melhor forma. Não por acaso, a entrada de Lukaku alterou completamente a referência ofensiva dos belgas, mostrando o quanto eles ainda dependem do jogador de 33 anos de idade que representa um dos últimos símbolos da geração dourada da Bélgica.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="384" data-id="117688" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/07/134196928221705637-1-e1783002396638.jpg" alt="" class="wp-image-117688"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Com sete gols, Romelu Lukaku é o principal artilheiro da Bélgica em Mundiais. No geral, são 92 tentos em 130 jogos com a camisa belga. Assim, ele é o quinto maior goleador por seleções.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Defensivamente, entretanto, continuam existindo motivos importantes para preocupação. Sem a bola, a Bélgica normalmente recompõe em um 4-4-2, mas apresenta dificuldades na proteção dos espaços, especialmente quando é obrigada a defender transições rápidas. Os números comprovam essa vulnerabilidade: desde a chegada de Rudi Garcia, os <em>Diabos Vermelhos</em> marcaram impressionantes 55 gols em 18 partidas, mas também sofreram 17, um índice elevado para uma seleção que pretende lutar pelo título mundial e que frequentemente oferece espaços aos oponentes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, a Bélgica terá pela frente um desafio ainda maior nas oitavas-de-final, quando enfrentará os anfitriões Estados Unidos em busca de uma vaga nas quartas. A classificação dramática diante de Senegal certamente fortalece emocionalmente o elenco belga, mas também evidencia problemas que precisarão ser corrigidos rapidamente. Afinal, o nível de dificuldade cresce consideravelmente a partir deste momento da competição, e repetir uma atuação tão irregular poderá custar a eliminação.</p>



<p class="has-medium-font-size">Independentemente do que acontecer daqui para frente, esta classificação simboliza também um dos últimos grandes capítulos da histórica geração belga. Thibaut Courtois, Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku representam os derradeiros remanescentes de um grupo que colocou a Bélgica entre as principais potências do futebol mundial na última década, alcançando as quartas-de-final em 2014, o terceiro lugar em 2018 e tendo apenas a frustrante eliminação ainda na fase de grupos do Catar, em 2022, como exceção. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em 2026, essa geração segue escrevendo seus últimos capítulos, e o faz da maneira que sempre caracterizou os <em>Diabos Vermelhos</em>: sofrendo, lutando até o fim e recusando-se a desistir enquanto houver tempo no relógio.</p>
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		<title>Da repescagem à goleada: Suécia começa Copa do Mundo em grande estilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 17:49:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Suécia não poderia ter sonhado com uma estreia melhor na Copa do Mundo de 2026. Depois de chegar ao Mundial cercada por desconfianças, a seleção escandinava deu uma resposta contundente dentro de campo ao atropelar a Tunísia por 5 a 1 em sua primeira partida pelo Grupo F. Pois é, a goleada sobre os [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A Suécia não poderia ter sonhado com uma estreia melhor na Copa do Mundo de 2026. Depois de chegar ao Mundial cercada por desconfianças, a seleção escandinava deu uma resposta contundente dentro de campo ao atropelar a Tunísia por 5 a 1 em sua primeira partida pelo Grupo F. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, a goleada sobre os tunisianos não apenas garantiu os três primeiros pontos dos suecos na competição, como também colocou a seleção da Súecia em posição extremamente confortável na luta por uma vaga na fase de 16 avos-de-final. Mais do que a vitória, chamou atenção a autoridade com que os comandados de Graham Potter controlaram praticamente todos os momentos do confronto.</p>



<p class="has-medium-font-size">O resultado ganha ainda mais importância quando analisamos o contexto que cercava os suecos antes do início do torneio. Afinal, poucos participantes desta Copa do Mundo chegaram ao torneio carregando tantas dúvidas quanto a Suécia. A campanha nas eliminatórias europeias foi um verdadeiro desastre, terminando na última colocação de um grupo que contava com Suíça, Kosovo e Eslovênia. Em seis partidas disputadas, a <em>Blågult</em> não venceu nenhuma vez e conquistou míseros dois pontos, obtendo assim, um desempenho muito abaixo das expectativas para uma seleção tão tradicional da Europa.</p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação precoce parecia inevitável naquele momento. No entanto, a excelente campanha realizada anteriormente na Liga das Nações da UEFA acabou servindo como uma espécie de tábua de salvação para os suecos. Graças ao boa performance no torneio continental, os suecos ganharam o direito de disputar a repescagem do qualificatório ao Mundial de 2026 e mantiveram vivo o sonho de disputar mais uma Copa do Mundo. Foi justamente ali que os encandinavos começaram a mostrar sinais de recuperação e reencontraram a confiança necessária para competir em alto nível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nos playoffs, a Suécia mostrou uma versão completamente diferente daquela vista nas eliminatórias. Primeiro, derrotou a Ucrânia por 3 a 1, em uma atuação memorável de Victor Gyokeres, autor dos três gols da partida. Na sequência, veio uma difícil vitória por 3 a 2 sobre a Polônia, em Estocolmo, resultado que confirmou a classificação para o Mundial. Aquele momento representou uma virada de chave para os suecos, que passaram a acreditar novamente em seu potencial após meses de turbulência e questionamentos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="117417" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/06/134196928221705637-21-e1781544226515.jpg" alt="" class="wp-image-117417"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Essa é a 13ª participação da Suécia em Copas do Mundo. As melhores campanhas dos suecos ocorreram nas terceiras colocações dos Mundiais de 1950 e 1994.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Boa parte dessa transformação tem ligação direta com a chegada de Graham Potter. Contratado em outubro do ano passado, o treinador inglês assumiu a Suécia em um momento pra lá de delicado. Sua última experiência por clubes havia sido bastante decepcionante, deixando o West Ham em situação complicada na Premier League após apenas 25 partidas à frente dos <em>Hammers</em>. Ainda assim, a Federação Sueca de Futebol (SvFF) enxergou potencial em seu trabalho e decidiu apostar na vinda do técnico de 51 anos de idade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os primeiros meses da passagem de Graham Potter pela Suécia mostraram uma equipe em evolução constante. Em sete partidas sob a liderança do novo treinador, os suecos acumularam 3 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 16 gols marcados e 14 sofridos. Embora os números ainda sejam modestos, o desempenho coletivo apresentado pela <em>Blågult</em> vem melhorando gradativamente. A goleada sobre a Tunísia surge como o principal símbolo dessa evolução, mostrando um time muito mais organizado, equilibrado e competitivo do que aquele que fracassou nas eliminatórias.</p>



<p class="has-medium-font-size">Muita gente costuma apontar o ataque formado por Victor Gyokeres e Alexander Isak como o principal ponto forte da Suécia. E não é difícil entender essa análise. Afinal, trata-se de uma das duplas ofensivas mais talentosas do futebol europeu na atualidade. Destaques de Arsenal e Liverpool, ambos possuem características complementares que tornam o setor ofensivo sueco extremamente perigoso. Porém, reduzir o sucesso desta equipe apenas aos seus atacantes seria uma simplificação injusta.</p>



<p class="has-medium-font-size">O grande mérito de Graham Potter parece estar justamente na construção de um sistema coletivo sólido. Utilizando um esquema baseado no 3-1-4-2, a Suécia consegue alternar fases defensivas e ofensivas com enorme eficiência. Sem a bola, transforma-se praticamente em uma linha de cinco defensores, fechando espaços e dificultando as ações dos adversários. Já quando recupera a posse, acelera rapidamente as transições e coloca muitos jogadores próximos da área rival, criando superioridade numérica nos setores mais perigosos do campo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A 🇸🇪 Suécia marcou cinco golos num jogo do Campeonato do Mundo pela segunda vez: em 1938, goleou Cuba por 8-0 <br><br>Maiores vitórias da Suécia em Mundiais:<br>8-0 Cuba (1938)<br>5-1 Tunísia (2026)🆕 <br>4-0 Bulgária (1994) <a href="https://t.co/6feBr4K0qY">pic.twitter.com/6feBr4K0qY</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2066525546746449938?ref_src=twsrc%5Etfw">June 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Essa dinâmica ficou evidente durante toda a partida contra a Tunísia. Mesmo enfrentando uma seleção que tentou competir fisicamente em diversos momentos, os suecos demonstraram enorme capacidade de circulação da bola e de ocupação dos espaços. A equipe não depende exclusivamente de seus atacantes para marcar gols. Pelo contrário. Diversos jogadores aparecem constantemente em condições de finalizar as jogadas, tornando o sistema ofensivo muito mais imprevisível para qualquer adversário.</p>



<p class="has-medium-font-size">O melhor exemplo disso foi a atuação de Yasin Ayari. O meio-campista do Brighton teve uma participação decisiva na goleada ao marcar dois gols e controlar boa parte das ações no setor central do campo. Sua movimentação constante criou dificuldades para a marcação tunisiana durante toda a partida. Além dele, Alexander Isak também deixou sua marca, assim como Victor Gyokeres, que manteve o excelente momento iniciado ainda na repescagem europeia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro nome que merece destaque é o de Mattias Svanberg. Acionado no decorrer do segundo tempo, o meio-campista aproveitou a oportunidade para balançar as redes e ajudar a construir o placar elástico. Sua entrada manteve o ritmo ofensivo da Suécia mesmo quando a partida já estava praticamente definida. Esse tipo de profundidade de elenco pode ser um diferencial importante ao longo de uma competição tão desgastante quanto a Copa do Mundo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Group F standings are in 📝<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2066378668868288644?ref_src=twsrc%5Etfw">June 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O placar também ajuda a apagar, ao menos temporariamente, algumas preocupações que surgiram antes do Mundial. Nos amistosos preparatórios, a Suécia não havia convencido. A derrota por 3 a 1 para a Noruega e o empate por 2 a 2 diante da Grécia, oponente que sequer conseguiu classificação para esta Copa do Mundo, aumentaram as dúvidas sobre o verdadeiro nível competitivo dos suecos. Contudo, a atuação contra a Tunísia mostrou uma seleção muito mais próxima daquela vista nos playoffs do que da equipe irregular dos amistosos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além dos três pontos, a goleada proporciona uma vantagem estratégica extremamente importante para os suecos. Em torneios de tiro curto, o saldo de gols costuma desempenhar papel decisivo na definição das posições dentro dos grupos. Ao vencer por uma diferença tão ampla justamente o adversário considerado mais fraco da chave, a Suécia praticamente constrói uma margem de segurança importante para a sequência da competição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, os desafios serão muito maiores. A próxima rodada reserva um confronto frente a Holanda, principal favorita ao primeiro lugar do Grupo F. Posteriormente, os suecos encerrarão sua participação na fase de grupos enfrentando o Japão, outra seleção tradicional e sempre difícil de ser batida em Mundiais. Independentemente do que acontecer nesses jogos, a estreia deixou uma mensagem clara: a Suécia chegou à Copa do Mundo de 2026 muito mais forte do que muitos imaginavam e pode ser uma das agradáveis surpresas desta edição do torneio.</p>
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		<title>Celtic: o império de Glasgow sobrevive ao caos e conquista um penta histórico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 15:48:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O futebol escocês viveu uma tarde destinada à eternidade. Não apenas para os torcedores do Celtic, acostumados a carregar no peito o peso de uma camisa gigantesca, mas também para todo país que por alguns meses acreditou, de verdade, que testemunharia o fim de uma era. Em um Celtic Park tomado pela tensão, pelo nervosismo [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">O futebol escocês viveu uma tarde destinada à eternidade. Não apenas para os torcedores do Celtic, acostumados a carregar no peito o peso de uma camisa gigantesca, mas também para todo país que por alguns meses acreditou, de verdade, que testemunharia o fim de uma era. Em um Celtic Park tomado pela tensão, pelo nervosismo e pela esperança de dois mundos completamente diferentes, o Celtic derrotou o Hearts de virada por 3 a 1 e conquistou o pentacampeonato da Scottish Premiership na temporada 2025-26. </p>



<p class="has-medium-font-size">E tudo por intermédio de um roteiro cinematográfico, pra lá de cruel para Edimburgo e glorioso para Glasgow. Porque durante boa parte da temporada, parecia que o domínio do <em>Old Firm</em> finalmente ruiria. Parecia que o futebol escocês voltaria a conhecer um campeão vindo de fora do eixo Celtic-Rangers após mais de quatro décadas. No entanto, gigantes raramente tombam sem lutar até o último segundo.</p>



<p class="has-medium-font-size">E o Hearts acreditou. Talvez como nunca em mais de meio século. Desde setembro, a equipe de Edimburgo liderava a Scottish Premiership aproveitando-se dos inícios turbulentos de Celtic e Rangers. Havia organização, competitividade e, acima de tudo, um senso coletivo que transformou o Tynecastle Park em um símbolo de resistência contra a hegemonia de Glasgow. Os <em>Maroons</em> não apenas sonhavam com o título, eles pareciam preparados para conquistá-lo. Seria o primeiro campeonato nacional desde 1960, encerrando uma espera de 66 anos. Mais do que isso: seria o primeiro campeão fora de Glasgow desde 1985. Ou seja, uma volta olímpica capaz de mudar a própria percepção do futebol escocês, frequentemente aprisionado à bipolaridade histórica do <em>Old Firm</em>.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Dias na liderança da Premiership Escocesa desde o início de outubro:<br><br>226 &#8211; Hearts<br>1 &#8211; Celtic <a href="https://t.co/EtgVK5TZGf">pic.twitter.com/EtgVK5TZGf</a></p>&mdash; Curiosidades PL (@CuriosidadesPRL) <a href="https://twitter.com/CuriosidadesPRL/status/2055653407436804504?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O contexto tornava tudo ainda mais dramático porque o Celtic, durante meses, pareceu incapaz de sustentar uma reação. Brendan Rodgers iniciou a temporada cercado de expectativas, mas rapidamente viu o ambiente desmoronar. A equipe oscilava, o desempenho era inconsistente e o vestiário aparentava perder conexão com o campo. A diretoria tentou reagir apostando em Wilfried Nancy, mas o experimento virou um desastre absoluto. Foram somente 33 dias no comando técnico, marcados por seis derrotas em oito partidas e uma sensação coletiva de descontrole. Pela primeira vez em muitos anos, os <em>Hoops</em> pareciam vulneráveis tanto emocionalmente quanto esportiva e estruturalmente. E na Escócia, quando o Celtic sangra, o país inteiro percebe.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi então que o passado surgiu como salvação. Martin O’Neill retornou ao Celtic não apenas como técnico interino, mas como uma figura quase espiritual dentro daquela instituição. O homem que marcou época entre 2000 e 2005 reapareceu duas vezes em meio ao caos como alguém que conhecia perfeitamente a alma daquele clube. E talvez essa tenha sido sua maior qualidade. O’Neill não revolucionou o time taticamente. Ele reconectou o elenco à identidade histórica da camisa. Recuperou competitividade, orgulho e intensidade. Em oito jogos antes da vinda de Wilfried Nancy, foram sete vitórias conquistadas. E na reta decisiva da Scottish Premiership já após a saída do treinador francês, os <em>Hoops</em> emplacaram sete triunfos nas últimas sete rodadas. Não era apenas uma recuperação técnica. Era um clube reaprendendo a sobreviver sob pressão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Do outro lado, o Hearts começava a sentir o peso psicológico da história. Liderar a tabela é uma coisa. Carregar a responsabilidade de quebrar 41 anos de domínio absoluto de Celtic e Rangers é outra completamente diferente. Cada rodada passou a representar uma batalha emocional. Cada jogo virou um teste de nervos. E ainda assim, os <em>Maroons</em> chegaram vivos até a jornada final. Mais do que vivos: chegaram dependendo apenas de um empate dentro do Celtic Park para se tornar campeão escocês. Uma possibilidade quase inimaginável meses antes. Edimburgo sonhava acordada. E por alguns minutos, esse sonho pareceu próximo de virar realidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">A tensão dentro do Celtic Park era quase palpável. Não havia espaço para tranquilidade. Nem mesmo entre os torcedores alviverdes, acostumados a títulos e hegemonias. Porque eles sabiam exatamente o que estava em jogo. Não era apenas um campeonato. Era a preservação de um império histórico. E aos 43 minutos do primeiro tempo, o estádio mergulhou no silêncio. Lawrence Shankland apareceu livre na segunda trave e cabeceou para o fundo da rede após cruzamento preciso. O Hearts fazia 1 a 0. Naquele instante, o futebol escocês parava. O título estava indo para Edimburgo. O fim da hegemonia parecia finalmente acontecer diante dos olhos do país inteiro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas gigantes possuem algo que desafia explicações puramente táticas. O Celtic não desmoronou emocionalmente. E apenas cinco minutos depois, encontrou a resposta. Uma mão de Alexandros Kyziridis dentro da área gerou o pênalti que recolocou os pupilos de Martin O’Neill na partida. Arne Engels converteu com frieza absurda em meio ao caos emocional do estádio. O empate antes do intervalo mudou completamente o cenário psicológico da decisão. Porque o Hearts passou a jogar contra o relógio, contra a pressão e contra seus próprios fantasmas históricos. E os Hoops, empurrados por mais de 60 mil torcedores, começaram a sentir que o destino ainda estava em suas mãos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="355" data-id="116893" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-20-e1779031646395.jpg" alt="" class="wp-image-116893"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Com essa conquista do pentacampeonato da Scottish Premiership, o Celtic ultrapassou o rival Rangers na corrida dos maiores campeões escoceses da história com 56 títulos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O segundo tempo foi uma representação perfeita daquilo que torna o futebol algo tão irracionalmente apaixonante. Os <em>Hoops</em> pressionavam de maneira sufocante. Criavam oportunidades. Bombardeavam o Hearts. Mas o tempo passava. E quanto mais o relógio avançava, mais a ansiedade crescia dentro do Celtic Park. O empate ainda servia ao clube de Edimburgo. Cada defesa, cada corte e cada minuto sobrevivido o aproximavam de uma conquista épica. O futebol escocês parecia preparado para assistir a uma ruptura geracional. Só que o Celtic jamais permitiu que sua história fosse escrita sem resistência máxima.</p>



<p class="has-medium-font-size">Até que aos 43 minutos do segundo tempo surgiu Daizen Maeda. O japonês, símbolo da intensidade e da entrega emocional desse Celtic, apareceu no momento mais importante da temporada para enlouquecer Glasgow. O gol da virada explodiu o Celtic Park numa catarse coletiva quase impossível de descrever. Era o alívio. Era a sobrevivência. Era a reafirmação de um império que se recusava a cair. O Hearts, que durante meses sonhou em derrubar a dinastia, via tudo escapar nos minutos finais. E enquanto se lançou desesperadamente ao ataque buscando o empate que ainda lhe daria o título, os <em>Hoops</em> aplicaram o golpe definitivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nos acréscimos, Callum Osmand recebeu a bola dentro da área e empurrou para o fundo das redes, decretando a vitória por 3 a 1. Naquele instante, o Celtic Park deixou de ser apenas um estádio. Torcedores invadiram o gramado imediatamente após o apito final. Alguns choravam. Outros simplesmente corriam sem direção. Porque havia uma percepção clara entre todos: aquele título não foi apenas conquistado. Foi arrancado das mãos do abismo. Os pentacampeões terminaram a Scottish Premiership com 82 pontos, somente dois acima do Hearts. Uma diferença mínima que separou a eternidade da frustração.</p>



<p class="has-medium-font-size">Infelizmente, as comemorações também foram marcadas por cenas lamentáveis. Parte da torcida invadiu o campo de maneira agressiva e chegou a ameaçar alguns jogadores do Hearts. Embora não tenham sido registrados incidentes mais graves, o episódio volta a expor um problema recorrente do futebol europeu contemporâneo: a incapacidade de controlar certos ambientes em jogos de altíssima tensão. Por mais que o esporte envolva paixão, ele jamais pode ultrapassar a linha do respeito humano. E talvez esse seja um debate inevitável para as autoridades escocesas após uma das tardes mais explosivas que o Celtic Park já testemunhou.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">CHAMPIONS AGAIN!  <br>  <br>🏆 Celtic are crowned Champions of Scotland for the FIFTH season in a row! <br>  <br>Huge congratulations to Martin O’Neill and the Bhoys <br>  <a href="https://twitter.com/hashtag/Champion5?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Champion5</a> | <a href="https://twitter.com/hashtag/CelticFC?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#CelticFC</a>🍀🏆 <a href="https://t.co/IoZTsGuvLH">pic.twitter.com/IoZTsGuvLH</a></p>&mdash; Celtic Football Club (@CelticFC) <a href="https://twitter.com/CelticFC/status/2055643323860160738?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, seria injusto reduzir a temporada do Hearts à dor da derrota. Pelo contrário. O clube de Edimburgo devolveu competitividade real à Scottish Premiership. Durante meses, fez o futebol escocês respirar algo diferente. Desafiou o sistema. Enfrentou estruturas financeiras muito superiores. E esteve a poucos minutos de realizar uma das maiores zebras do futebol europeu recente. Os <em>Maroons</em> caíram de pé, lutando até o fim, deixando uma mensagem importante para o restante do país: é possível desafiar Glasgow. Existe a possibilidade de romper padrões. Mesmo que desta vez o gigante tenha sobrevivido.</p>



<p class="has-medium-font-size">Quanto ao Celtic, o pentacampeonato reforça algo que atravessa gerações no futebol escocês: a capacidade absurda que esse clube possui de resistir aos próprios momentos de crise. Os <em>Hoops</em> oscilaram, trocaram treinadores, perderam estabilidade e viram o rival improvável abrir vantagem durante meses. Mas quando a temporada exigiu personalidade, encontraram forças para reagir. É essa a principal diferença entre grandes equipes e instituições históricas. Times vencem jogos. Instituições sobrevivem ao caos e, mesmo em meio ao sofrimento, pressão e limite mental, são capazes de decidir nos últimos minutos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, o clube alviverde volta suas atenções para a final da Copa da Escócia contra o Dunfermline, tentando transformar uma temporada turbulenta numa campanha de dobradinha nacional. E o simbolismo do título torna-se ainda maior quando observamos a história. Este foi o 56º campeonato do Celtic, número que coloca o clube isoladamente acima do Rangers entre os maiores campeões da Scottish Premiership. Em um país moldado pela rivalidade do <em>Old Firm</em>, ultrapassar o maior rival em títulos representa muito mais do que estatística. Simboliza supremacia histórica, identidade e eternidade. E em uma tarde caótica, dramática e inesquecível no Celtic Park, os <em>Hoops</em> escreveram mais um capítulo eterno do futebol escocês.</p>
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		<title>Bodo/Glimt: do Círculo Polar ao topo da Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 17:43:17 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Kjetil Knutsen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O futebol europeu sempre pareceu um território cercado por muralhas invisíveis. De um lado, os gigantes históricos, sustentados por orçamentos bilionários e tradição centenária. Do outro, clubes que orbitam longe dos centros de poder. Mas, às vezes, o jogo desafia essa lógica. E é exatamente desse desafio que nasce a história do Bodo/Glimt, o clube [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">O futebol europeu sempre pareceu um território cercado por muralhas invisíveis. De um lado, os gigantes históricos, sustentados por orçamentos bilionários e tradição centenária. Do outro, clubes que orbitam longe dos centros de poder. Mas, às vezes, o jogo desafia essa lógica. E é exatamente desse desafio que nasce a história do Bodo/Glimt, o clube do Círculo Polar Ártico que transformou o improvável em rotina nesta edição da Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Noruega vive um momento singular em seu cenário esportivo. Após quase três décadas de ausência — desde 1998 —, o país retorna à Copa do Mundo impulsionado por uma geração liderada por Erling Haaland. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão, lidera o quadro de medalhas com 18 ouros e 41 subidas ao pódio no total. E agora, no futebol de clubes, o Bodo/Glimt consolida essa fase dourada ao eliminar a poderosa Inter de Milão e se transformar na grande sensação do continente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Para compreender a dimensão do feito, é preciso olhar para o mapa. Bodo é uma cidade com cerca de 40 mil habitantes, situada dentro do Círculo Polar Ártico. Toda a sua população caberia dentro do San Siro e ainda sobrariam lugares. E foi justamente contra um clube com 20 títulos italianos, três conquistas europeias e duas finais de Champions League disputadas nas últimas três temporadas que essa pequena comunidade escreveu uma das páginas mais impressionantes da história recente do torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">O retorno do Bodo/Glimt à primeira divisão norueguesa, em 2017, marcou o início de um processo estruturado. Sob o comando de Kjetil Knutsen, o clube adotou um modelo de jogo baseado em intensidade, transições rápidas e pressão coordenada. Não se tratou de investimento abrupto ou revolução financeira, mas de continuidade e identidade. O treinador de 57 anos de idade construiu uma cultura competitiva sólida, sustentada por disciplina tática e desenvolvimento coletivo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115731" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134149434988248003-18-e1772039248234.jpg" alt="" class="wp-image-115731"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Bodo/Glimt consolidou-se como potência norueguesa ao conquistar a Eliteserien quatro vezes entre 2020 e 2024 (2020, 2021, 2023 e 2024). O Glimt é o atual vice-campeão nacional.</strong></figcaption></figure>
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<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A trajetória na Champions começou nas fases preliminares, passando por qualificatórias que exigiram maturidade e consistência. Já na fase de liga, os noruegueses chegaram à sexta rodada ocupando a 32ª posição entre 36 participantes. A classificação parecia improvável, quase impossível. Mas foi justamente sob pressão que o Bodo/Glimt revelou sua força emocional e tática.</p>



<p class="has-medium-font-size">O empate por 2 a 2 contra o Borussia Dortmund marcou o ponto de virada. Na sequência, veio a vitória por 3 a 1 sobre o Manchester City em Bodo, um resultado que ecoou por toda a Europa. Na última rodada, triunfo por 2 a 1 diante do Atlético de Madrid em pleno estádio Metropolitano. A classificação veio com a 23ª campanha — a penúltima vaga possível — provando que competitividade não se mede por orçamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">Há, porém, um detalhe que torna essa campanha ainda mais extraordinária. A ascensão do Bodo/Glimt na Champions começou em novembro, exatamente quando terminou a liga norueguesa, na qual o clube foi vice-campeão. Enquanto as principais ligas europeias estavam em plena atividade, o calendário escandinavo entrava em pausa. A equipe passou a viver período de pré-temporada, contrariando a tese de que ritmo competitivo contínuo é indispensável para desempenho em alto nível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo sem jogos oficiais domésticos, o time voou em campo. O calendário norueguês, que se encerra antes do inverno rigoroso, colocou o Bodo/Glimt em um cenário atípico: disputando a Champions League em meio à preparação física e ajustes estratégicos. Ainda assim, os pupilos de Kjetil Knutsen demonstraram entrosamento, intensidade e clareza tática superiores a adversários que vinham de cronogramas mais densos e exigentes.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115738" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134149434988248003-19-e1772039721909.jpg" alt="" class="wp-image-115738"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Kjetil Knutsen registra o montante de 342 à frente do Bodo/Glimt (202V &#8211; 69E &#8211; 71D). Não à toa, trata-se do treinador com mais jogos pelo clube norueguês em todos os tempos. </strong></figcaption></figure>
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<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação da Inter de Milão simbolizou mais do que um resultado esportivo. No jogo de ida, vitória por 3 a 1 com atuação dominante. Na volta, triunfo por 2 a 1 no San Siro, consolidando uma classificação histórica. O segundo gol do Bodo/Glimt sintetizou sua essência: movimentação coordenada, passes verticais precisos e eficiência cirúrgica. Não houve acaso. Houve sistema. Inclusive, ainda que os italianos tenham encerrado a partida registrando maior índice de posse de bola (71%) e mais finalizações (30 contra 7), a sensação foi a de que os noruegueses não sofreram no San Siro. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que essa não é a primeira vez que o Bodo/Glimt desafia gigantes italianos. Em 2021, aplicou 6 a 1 na Roma, de José Mourinho, na fase de grupos da Conference League e, posteriormente, ainda a eliminou nas quartas-de-final. Já na temporada passada, eliminou a Lazio na Europa League antes de cair diante do Tottenham nas semifinais. Em outras palavras, a recorrência deixou de ser surpresa e passou a ser padrão competitivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Desde 1972, nenhuma equipe fora das cinco principais ligas europeias havia vencido quatro jogos consecutivos contra clubes dessas nações na Champions League. O Bodo/Glimt rompeu essa marca. Seu feito dialoga com momentos históricos como o Dínamo de Kiev superando o Real Madrid em 1999 sob o brilho de Andriy Shevchenko, ou a virada do Deportivo La Coruña contra o Milan em 2004. Mas, diferentemente desses casos, o clube norueguês não carregava estrelas globais ou tradição continental consolidada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">&quot;En la Champions League ya nunca hay sorpresas. Siempre son protagonistas los mismos equipos&quot;.<br><br>EL BODO/GLIMT EN LA PRIMERA CHAMPIONS LEAGUE DE TODA SU HISTORIA: <a href="https://t.co/XNwplcWnDV">pic.twitter.com/XNwplcWnDV</a></p>&mdash; Invictos (@InvictosSomos) <a href="https://twitter.com/InvictosSomos/status/2026417186726883835?ref_src=twsrc%5Etfw">February 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O segredo do sucesso reside no processo orgânico. O departamento de recrutamento prioriza jogadores com encaixe tático e um “fator X” específico — uma qualidade individual excepcional a ser integrada ao coletivo. A ideia não é acumular talentos dispersos, mas potencializar características dentro de um sistema claro. Alta intensidade, ocupação racional de espaços e disciplina posicional são pilares inegociáveis.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e vale ressaltar que para alcançar tudo isso não houve magnata estrangeiro injetando recursos ilimitados. Não houve Estado patrocinando ambição continental. Houve planejamento, continuidade e convicção. Em um território cada vez mais dominado por centenas de milhões de euros, o Bodo/Glimt reafirma que projetos estruturados ainda podem rivalizar com impérios financeiros.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, a realidade é que no frio do norte da Noruega, bem distante dos principais centros futebolísticos da Europa, nasceu uma narrativa que resgata a essência do esporte. A cada vitória, o Bodo/Glimt desafia a lógica estabelecida e recorda que o futebol ainda permite o triunfo da organização sobre o excesso. Certamente, é essa a maior beleza do jogo: ele continua aberto ao improvável.</p>



<p class="has-medium-font-size">O Bodo/Glimt pode não erguer a taça nesta temporada. Mas já construiu algo maior do que um troféu momentâneo: construiu respeito. E no futebol europeu, respeito não se compra. Respeito se conquista — com coragem, identidade e um projeto que acredita que até mesmo sob o céu polar é possível sonhar grande.</p>
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		<title>Martin O&#8217;Neill entra em cena novamente para superar a turbulência que assola o Celtic</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 16:03:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Escocês]]></category>
		<category><![CDATA[Celtic]]></category>
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		<category><![CDATA[Premier League]]></category>
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		<category><![CDATA[Wilfried Nancy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A turbulenta temporada do Celtic teve mais um nebuloso capítulo escrito após a derrota por 3 a 1, de virada, frente o Rangers em pleno Celtic Park, a julgar pela demissão de Wilfried Nancy após míseros 33 dias no cargo. Por sinal, a saída de Wilfried Nancy resultou na terceira mudança de treinador promovida pelo [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A turbulenta temporada do Celtic teve mais um nebuloso capítulo escrito após a derrota por 3 a 1, de virada, frente o Rangers em pleno Celtic Park, a julgar pela demissão de Wilfried Nancy após míseros 33 dias no cargo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, a saída de Wilfried Nancy resultou na terceira mudança de treinador promovida pelo Celtic na temporada em que os atuais tetracampeões escoceses começaram a sua caminhada com Brendan Rodgers, substituído no final de outubro pelo interino Martin O&#8217;Neill, que retorna mais uma vez ao comando da equipe depois da precoce queda do técnico permanente detentor do menor tempo à frente dos <em>Hoops</em> ao longo da história.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contratado junto ao Colombus Crew no início de dezembro, Wilfried Nancy colecionou oito partidas na curtíssima passagem por Parkhead, das quais perdeu seis e venceu apenas duas. A propósito, o Celtic conquistou a primeira vitória somente na quinta partida sob a sua liderança, após derrotas diante de Hearts (2&#215;1), Roma (3&#215;0), St. Mirren (3&#215;1) e Dundee United (2&#215;1). Logo, os triunfos sobre Aberdeen (3&#215;1) e Livingston (4&#215;2) não foram suficientes para amenizar a pressão que o assolava no clube de Glasgow, tanto é que os reveses seguintes frente Motherwell (2&#215;0) e Rangers (3&#215;1) culminaram na sua demissão.  </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="396" data-id="114646" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/01/134106227926637144-3-e1767707377393.jpg" alt="" class="wp-image-114646"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Wilfried Nancy é o técnico detentor da menor passagem pelo Celtic até hoje <strong>(excluindo interinos)</strong>, superando os oito meses de John Barnes na temporada 1999-00. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size">  </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, o adeus de Wilfried Nancy retrata de forma evidente o equívoco do Celtic não apenas em contratá-lo, como ainda de ter lhe oferecido um contrato de dois anos, afinal o jovem treinador francês de 48 anos de idade jamais havia comandado nenhum clube europeu na carreira, tendo como únicas experiências os trabalhos realizados no CF Montreal e no Colombus Crew, ambos da Major League Soccer, onde faturou a MLS Cup de 2023 e a Leagues Cup de 2024. </p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, mais do que isso o erro cometido pela cúpula diretiva do Celtic se mostra ainda maior quando analisamos que Martin O&#8217;Neill havia ganho sete dos oito jogos em que se manteve como interino dos <em>Hoops</em> entre a saída de Brendan Rodgers e a chegada de Wilfried Nancy, lembrando que o técnico norte-irlandês tem uma fortíssima ligação junto ao clube pelo qual ergueu sete canecos entre 2000 e 2005. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Manager Update</p>&mdash; Celtic Football Club (@CelticFC) <a href="https://twitter.com/CelticFC/status/2008257692696244591?ref_src=twsrc%5Etfw">January 5, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, por pior que tenha sido a trajetória de Wilfried Nancy em Parkhead, é inegável que ele não é o principal responsável pela crise vivida pelo Celtic na temporada. Na realidade, a vice-colocação na tabela da Scottish Premiership ao lado do Rangers, a exatos seis pontos de distância em comparação ao líder Hearts, é reflexo do péssimo planejamento da diretoria, sobretudo no que diz respeito a movimentação na janela de transferências, o real motivo que causou a renúncia por parte de Brendan Rodgers.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que na última janela de transferências o Celtic priorizou a parte econômica em vez de reforçar o time. Não à toa, o atacante Adam Idah acabou sendo negociado junto ao Swansea City a poucas horas do fechamento do mercado, isso depois de perder o artilheiro Kyogo Furuhashi em janeiro e por pouco não vender Nicolas Kuhn, sua principal peça, ao Como. Sem ambição, os escoceses foram eliminados pelo desconhecido Kairat Almaty na fase pré-eliminatória da Champions League, algo que, é claro, irritou o então técnico Brendan Rodgers. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, com um elenco envelhecido e limitado tecnicamente, o Celtic corre o risco de perder até a longa hegemonia de 14 títulos escoceses nos últimos treze anos, já que o Hearts figura como principal candidato à se tornar o primeiro campeão da Scottish Premiership fora do eixo dos rivais de Glasgow desde o Aberdeen, de Alex Ferguson, em 1985. Para se ter uma ideia, somente nas 20 rodadas disputadas pela atual edição do campeonato os <em>Hoops</em> já somam duas derrotas a mais do que as quatro sofridas em todas as 38 jornadas da temporada passada.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, ao desfecho da 20ª rodada da temporada anterior, o Celtic ainda permanecia invicto na Scottish Premiership contabilizando o montante de 54 pontos ganhos, isto é, nada menos que 16 a mais do que os 38 assinalados no momento, colecionando na época 17 vitórias, 3 empates, 57 gols marcados e apenas 7 sofridos. Atualmente, a classificação nos mostra que o conjunto alviverde balançou as redes 34 vezes e foi vazado em 21 oportunidades.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">📊 The top six heading into MD22<a href="https://twitter.com/WilliamHill?ref_src=twsrc%5Etfw">@WilliamHill</a> | <a href="https://twitter.com/WilliamHillSPFL?ref_src=twsrc%5Etfw">@WilliamHillSPFL</a> <a href="https://t.co/HZr7l9hZyW">pic.twitter.com/HZr7l9hZyW</a></p>&mdash; SPFL (@spfl) <a href="https://twitter.com/spfl/status/2008470766862426309?ref_src=twsrc%5Etfw">January 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">   </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, apesar deste obscuro cenário o regresso de Martin O&#8217;Neill renovou as esperanças pelos lados de Parkhead, considerando tanto o seu passado glorioso quanto o presente animador pelo clube, tendo em vista o Celtic venceu o Old Firm (3&#215;1) válido pelas semifinais da Copa da Liga Escocesa, além dos confrontos da Europa League contra Midtjylland e Feyenoord, dentre as seis vitórias obtidas nos sete jogos em que ele esteve à beira do campo entre os meses de novembro e dezembro, e tudo isso sofrendo seis gols no período.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, um recorte pra lá de positivo levando em conta os 18 gols sofridos e somente 11 marcados durante o breve ciclo de Wilfried Nancy em Glasgow, mesmo com o Celtic enfrentado o lanterna Livingston, o que foi fruto do futebol ofensivo e expansivo implementado pelo ex-técnico do Columbus Crew. Quer dizer, uma abordagem que necessitava de defensores melhores para o seu funcionamento ideal.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, a gota d&#8217;água para a despedida de Wilfried Nancy foi a derrota no <em>Old Firm</em>, mas antes disso ele havia perdido a decisão da Copa da Liga Escocesa para o St. Mirren — clube cujo estádio tem capacidade para 8.000 torcedores — no Hapdem Park, e ostentava o rótulo de ser o primeiro técnico dos <em>Hoops</em> a perder quatro partidas consecutivas após longos 48 anos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, pior do que isso praticamente não dá pra ficar e, é óbvio, que isso tranquiliza Martin O&#8217;Neill mesmo em meio a turbulência vivida em Parkhead, a ponto da batalha rumo ao pentacampeonato escocês entrar na rota do Celtic. A ver!</p>



<p class="has-medium-font-size">   </p>
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		<title>Noruegueses carimbam o passaporte rumo ao Mundial de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 17:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Eliminatórias 2026]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Landslaget]]></category>
		<category><![CDATA[Noruega]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[Stäle Solbakken]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após longos 28 anos de espera, a Noruega, enfim, está de volta à Copa do Mundo. Inclusive, por intermédio de um retorno digno de aplausos mediante aos 100% de aproveitamento nas Eliminatórias, com direito a uma goleada por 4 a 1 sobre a Itália na última rodada, em pleno San Siro. A propósito, este extenso [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Após longos 28 anos de espera, a Noruega, enfim, está de volta à Copa do Mundo. Inclusive, por intermédio de um retorno digno de aplausos mediante aos 100% de aproveitamento nas Eliminatórias, com direito a uma goleada por 4 a 1 sobre a Itália na última rodada, em pleno San Siro.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, este extenso período de ausência retrata claramente que pelo menos duas gerações de torcedores da Noruega jamais sentiram a emoção de acompanhá-la em ação numa Copa do Mundo, algo que também abrange a Eurocopa, tendo em vista que a última e única participação dos noruegueses no torneio continental deu-se há exatos 25 anos, quando eles caíram na fase de grupos da Euro 2000. </p>



<p class="has-medium-font-size">E levando em consideração que a mais recente aparição da Noruega em Mundiais ocorreu em 1998, nota-se porque aquela seleção norueguesa foi sempre considerada a melhor de todos os tempos, lembrando que nomes como Henning Berg, Oyvind Leonhardsen, Ole Gunnar Solskjaer e Tore André Flo integravam a <em>Landslaget</em> que, por incrível que pareça, derrotou o Brasil por 2 a 1, de virada em Marselha, na 3ª rodada do estágio inicial da Copa do Mundo da França, alcançando assim o maior feito de sua história sob o comando do lendário Egil Olsen.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, é importante destacar que outra emblemática figura que defendeu as cores da seleção eliminada pela Itália pelo placar mínimo nas oitavas-de-final da Copa de 1998 foi o ex-meio-campista Stale Solbakken, nada menos que o atual comandante da Noruega. Após passagens por HamKam, Copenhague, Colônia e Wolverhampton, o técnico de 57 anos de idade assumiu o comando norueguês em março de 2021. Desde então, foram 52 partidas compostas por 31 vitórias, 10 empates, 11 derrotas, 120 gols marcados e outros 52 sofridos.  </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="113112" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Four-1-e1763387102250.jpg" alt="" class="wp-image-113112"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Stale Solbakken é o segundo treinador com mais jogos no comando da Noruega (52), estando somente atrás de Egil Olsen (125). Todavia, ele é o líder em taxa de vitórias com um alto índice de 59,6%.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, juntando a vasta experiência de ter vivenciado a fase mais áurea da seleção norueguesa dentro de campo, Stale Solbakken vem passando, fora das quatro linhas, todo o seu conhecimento à atual que tem tudo para superar aquela do final do século passado, a exemplo da exímia campanha dos escandivanos nas Eliminatórias, marcada pelo montante de 37 gols assinalados e apenas cinco sofridos no decorrer das oito vitórias conquistadas nos oito jogos disputados no qualificatório.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, o único jogo das Eliminatórias que os pupilos de Stale Solbakken não balançaram as redes o mínimo de três vezes ocorreu no triunfo sobre a Estônia, por 1 a 0, em Tallinn. Não à toa, eles adentraram a rodada final podendo perder da Itália por até 8 gols de diferença no San Siro, em virtude do elevadíssimo saldo construído na competição. Ainda assim, a Noruega carimbou a vaga na Copa do Mundo da maneira que lhe é mais peculiar: goleando os tetracampeões mundiais por 4 a 1.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que os noruegueses saíram em desvantagem no placar, e foram ao intervalo perdendo por 1 a 0. Em contrapartida, o gol de Antonio Nusa, aos 18 minutos da etapa final, literalmente abriu a porteira da Noruega, a julgar pelos dois tentos seguintes do artilheiro Erling Halland, além do último marcado por Strand Larsen, já nos acréscimos. Logo, o troco da duríssima queda nas oitavas-de-final da Copa de 1998 sobre a Itália, veio 27 anos depois, e com requintes de crueldade.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Seleções com mais gols marcados em 2025:<br><br>39 &#8211; 🇳🇴 Noruega<br>&#8211;<br>&#8211;<br>&#8211;<br>&#8211;<br>&#8211;<br>&#8211;<br>&#8211;<br>31 &#8211; 🇪🇸 Espanha<br>30 &#8211; 🇲🇦 Marrocos<br>29 &#8211; 🇵🇹 Portugal<br>28 &#8211; 🇳🇱 Holanda <a href="https://t.co/vpGOT2rg4H">pic.twitter.com/vpGOT2rg4H</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://twitter.com/SofascoreBR/status/1990179239484965337?ref_src=twsrc%5Etfw">November 16, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, os 39 gols da Noruega em 2025 resultam numa incrível média de 2,9 por jogo. Com 16 marcados somente nas Eliminatórias, Erling Haaland registra, sozinho, o mesmo número da França e soma mais do que outras 42 seleções, incluindo Alemanha (10), Dinamarca (14), Suiça (13) e Polônia (11), por exemplo. Pois é, e tudo isso sem que os noruegueses contassem com a presença do cerebral, Martin Odegaard, em três dos oitos compromissos no torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, isso sinaliza o quão qualificado é o conjunto norueguês, que embora tenha o privilégio de contar com um dos melhores atacantes do mundo na atualidade, se destaca pela força coletiva. Para se ter uma ideia, além do camisa 9, sete outros atletas da Noruega disputam a Premier League. Tratam-se de Martin Odegaard (Arsenal), Sander Berge (Fulham), Kristoffer Ajer (Brentford), Jorgen Strand Larsen (Wolves) e Oscar Bobb (Manchester City).</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, outros despontam em outras grandes ligas europeias, tais como o habilidoso ponta do RB Leipzig, Antonio Nusa, e o ótimo lateral-direito do Borussia Dortmund, Julian Ryerson, ambos na Bundesliga, o seguro zagueiro do Bologna, Torbjorn Heggem, na Serie A, e o goleador Alexander Sorloth, atualmente jogando a LaLiga, onde veste a camisa do Atlético de Madrid. Isso explica porque o treinador de Israel, Ran Ben Shimon, goleado pelos noruegueses no mês passado, afirmou que apenas a Espanha é capaz de rivalizar com a Noruega no momento. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">¡Noruega regresa a la <a href="https://twitter.com/hashtag/CopaMundialFIFA?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#CopaMundialFIFA</a> luego de 28 años! 🇳🇴🔙<a href="https://twitter.com/hashtag/Somos26?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Somos26</a> <a href="https://t.co/TJriQGYUY4">pic.twitter.com/TJriQGYUY4</a></p>&mdash; Copa Mundial FIFA 🏆 (@fifaworldcup_es) <a href="https://twitter.com/fifaworldcup_es/status/1990173362514252242?ref_src=twsrc%5Etfw">November 16, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">  </p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda que demasiadamente exagerada, a declaração do técnico Ran Ben Shimon traduz porque essa Noruega, de Stale Solbakken, pode realmente quebrar todos os paradigmas. Soma-se a isso, o fato de que as decepcionantes campanhas nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022 e da Eurocopa de 2024, serviram para o aprendizado e a evolução deste grupo repleto de jovens jogadores, cuja média de idade é de somente 25,8 anos, o que significa que o futuro se mostra pra lá de promissor a curto, medio e longo prazos à seleção norueguesa. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a realidade é que a reunião desta série de novatos talentosos, aliada tanto ao eficaz trabalho desenvolvido pela NFF (Federação Norueguesa de Futebol) nas categorias de base, quanto ao perfil audacioso de Stale Solbakken, foram os pontos determinantes para o notável sucesso da Noruega que, como resultado, aderiu a uma identidade ofensiva e dinâmica, fugindo totalmente da marcante característica de ter seleções físicas, conservadoras e pragmáticas. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por essas e outras, ao contrário das três participações anteriores, desta vez a Noruega jogará uma Copa do Mundo com plenas condições de competir, visto que a geração de Erling Haaland, Martin Odegaard e companhia, definitivamente, extinguiu o status de mera coadjuvante.        </p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>
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		<title>A saída de Brendan Rodgers é o primeiro passo do Celtic na caça ao Heart of Midlothian</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 19:41:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A derrota por 3 a 1 frente o Heart of Midlothian, não apenas aumentou para oito pontos a distância do Celtic em relação à liderança da Scottish Premiership, como também resultou no fim da segunda passagem de Brendan Rodgers pelo clube de Glasgow. No entanto, embora os estragos tenham sido realmente enormes pelos lados de [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A derrota por 3 a 1 frente o Heart of Midlothian, não apenas aumentou para oito pontos a distância do Celtic em relação à liderança da Scottish Premiership, como também resultou no fim da segunda passagem de Brendan Rodgers pelo clube de Glasgow.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, embora os estragos tenham sido realmente enormes pelos lados de Parkhead, a realidade é que, ao contrário da inusitada saída de Brendan Rodgers rumo ao Leicester em 2019, desta vez o adeus do treinador irlandês não causou surpresa em meio a relação conturbada junto ao mandatário do clube, Dermot Desmond, que se acentuou pra valer após a movimentação dos <em>Hoops</em> no mercado neste meio de ano.</p>



<p class="has-medium-font-size">Apesar da chegada de 11 novos reforços, o técnico Brendan Rodgers não ficou nada satisfeito com a montagem do plantel visando a temporada 2025-26, cujo objetivo inicial era garantir a vaga na fase regular da Champions League pelo quarto ano consecutivo, algo que acabou não se confirmando mediante a queda do Celtic frente o Kairat no estágio pré-eliminatório do torneio continental.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="ro" dir="ltr">📊🌍 Desempeño de 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿 CELTIC en la UEFA Champions League.<br><br>Celtic&#39;s performance in the UEFA Champions League. <a href="https://t.co/cKBf6abtGB">pic.twitter.com/cKBf6abtGB</a></p>&mdash; SAG Fútbol (@sagfutbol) <a href="https://twitter.com/sagfutbol/status/1982109537046843766?ref_src=twsrc%5Etfw">October 25, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, as nuvens pesadas que já eram muitas em torno de Parkhead, ganhou proporções ainda maiores depois do início irregular do Celtic na Scottish Premiership. Para se ter uma ideia, os pupilos de Brendan Rodgers lideraram a competição em somente três das 9 rodadas disputadas até aqui. São 5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas e 17 de 27 possíveis pontos conquistados, isto é, oito a menos em comparação ao mesmo período da temporada passada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, é importante destacar que o Celtic não foi nem ao menos capaz de aproveitar <a href="https://www.soccerblog.com.br/2025/10/12/ate-o-vice-escoces-virou-desafio-ao-rangers/">a crise vivida pelo rival Rangers</a> no primeiro Old Firm da temporada, a exemplo do amargo empate sem gols no Ibrox Stadium. Soma-se a isso, a caminhada aquém das expectativas também na Europa League, na qual os atuais tricampeões escoceses ocupam o 21º lugar com míseros 4 pontos nas três rodadas iniciais.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, fica evidente porque o Celtic desembarcou em Edimburgo completamente pressionado para encarar o líder e sensação da Scottish Premiership, Heart of Midlothian. Ainda assim, a expectativa era que os <em>Hoops</em> retornassem da capital com a diferença em relação ao primeiro colocado reduzida a apenas dois pontos. Contudo, a derrota por 3 a 1 estancou de vez as feridas que já estavam abertas, a ponto de Brendan Rodgers pedir demissão do cargo.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, uma melancólica despedida consolidada como a única alternativa possível para que a paz volte a reinar no Celtic, uma vez que o clima entre Brendan Rodgers e a diretoria estava verdadeiramente insustentável. Por sinal, o ideal mesmo seria essa saída ocorrer ao término da última temporada, quando os conflitos começaram a crescer e um acordo se mostrava bastante viável, já que o contrato do ex-técnico do Leicester era válido até 2026. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Hearts are currently top of the Scottish Premier League table, eight points clear of Celtic after beating them 3-1 😮🔝<br><br>No one other than Rangers or Celtic have won the Scottish top flight since 1985, when Aberdeen did it under Sir Alex Ferguson 🤯 <a href="https://t.co/Bw2Q1loiIO">pic.twitter.com/Bw2Q1loiIO</a></p>&mdash; OneFootball (@OneFootball) <a href="https://twitter.com/OneFootball/status/1982451622451052644?ref_src=twsrc%5Etfw">October 26, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, a temporada do Celtic foi comprometida dentro de campo através do pífio desempenho esportivo, e também fora das quatro linhas, tornando-o um clube tóxico, segundo as palavras do próprio presidente Dermot Desmond, que inclusive acusou Brendan Rodgers de falso, divisivo e egoísta. Dentre os principais motivos, aparece o fato do técnico de 52 anos de idade ter afirmado que não recebeu nenhuma proposta de renovação contratual antes do início da atual temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja verdade ou não, é compreesível a total revolta por parte de Dermot Desmond, em especial porque ele comprou uma enorme briga com a torcida ao recontratar Brendan Rodgers depois que ele praticamente abandonou o Celtic para comandar o Leicester. Em todo o caso, os quatro títulos conquistados pelos <em>Hoops</em> desde então, sendo dois da Scottish Premiership, retratam que este repatriamento ainda gerou bons frutos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="403" data-id="112615" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/134056961360593197-5-e1761749728341.jpg" alt="" class="wp-image-112615"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Considerando as suas passagens pelo Celtic, Brendan Rodgers acumula o montante de 195 vitórias, 49 empates, 44 derrotas e 11 títulos, num total de 288 jogos à frente do time escocês.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, com Brendan Rodgers já fazendo parte do passado, os <em>Hoops</em> iniciaram as buscas pelo seu sucessor, tendo neste instante como principais cartas na mesa, os nomes de Kieran McKenna, Craig Bellamy, Robbie Keane, além de Ange Postecoglou, dono de memoráveis lembranças em Parkhead devido a história ali escrita entre 2021 e 2023, marcada pela conquista da tríplice coroa escocesa na temporada 2022-23, bem como pelo bicampeonato da Scottish Premiership.</p>



<p class="has-medium-font-size">Livre no mercado desde que deixou o Nottingham Forest há dez dias, Ange Postecoglou coleciona duas demissões somente este ano na Premier League, quer dizer, um recente histórico que pesa negativamente nessa hipotética ida ao Celtic. Além disso, o fato de Kieran McKenna estar empregado na atualidade, também não favorece a contratação do treinador do Ipswich Town, levando em conta que uma multa de 5 milhões de libras teria de ser paga para trazê-lo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, um panorama similar em relação a Craig Bellamy, que atravessa uma fase crucial nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 comandando a seleção de País de Gales, às vésperas dos decisivos jogos contra Liechtenstein e Macedônia do Norte, além de Robbie Keane, campeão húngaro pelo Ferencváros, clube que dirige no momento. Em outras palavras, nítidos indícios de que o velho conhecido e, hoje interino, Martin O&#8217;Neill, técnico do Celtic de 2000 a 2005, permaneça na função ao menos até o final da temporada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Sob todos estes aspectos, no final das contas a melhor das escolhas projetando a compravada capacidade, aliada a profunda experiência de Martin O&#8217;Neill, acima de tudo em se tratando de Celtic. Logo, a caça ao Heart of Midlothian já começou!</p>
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		<title>Até o vice-escocês virou desafio ao Rangers após a cruel passagem de Russell Martin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2025 17:07:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Steven Gerrard]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora composto por míseros 17 jogos ou apenas 123 dias, o ciclo de Russell Martin em Ibrox foi tomado pelo caos de resultados negativos, conflitos e um futebol nada convincente. Não à toa, o Rangers encerrou a 8ª rodada da Scottish Premiership ocupando a OITAVA POSIÇÃO da tabela contabilizando 8 pontos. Vale ressaltar que Russell [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Embora composto por míseros 17 jogos ou apenas 123 dias, o ciclo de Russell Martin em Ibrox foi tomado pelo caos de resultados negativos, conflitos e um futebol nada convincente. Não à toa, o Rangers encerrou a 8ª rodada da Scottish Premiership ocupando a OITAVA POSIÇÃO da tabela contabilizando 8 pontos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que Russell Martin desembarcou em Glasgow neste meio de ano com a difícil missão de assumir o posto do interino Barry Ferguson, depois da tumultuada temporada que o Rangers encerrou a Scottish Premiership na vice-posição do campeonato separado a nada menos que 17 pontos do campeão Celtic, tendo como principal feito ter chegado nas quartas-de-final da Europa League, quando os escoceses caíram frente o Athletic Bilbao.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, o sucesso de Russell Martin ao conduzir o Southampton novamente à Premier League na temporada retrasada, aliada aos 14 reforços contratados pelo Rangers na última janela de transferências, que incluem as chegadas de Mikey Moore por empréstimo junto ao Tottenham, além da vinda permanente de Youssef Chermiti, ex-Everton, renovaram por completo as expectativas pelos lados de Ibrox. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, a inédita sequência de cinco partidas sem vitórias na Scottish Premiership até a conquista dos primeiros três pontos sobre o Livingston por 2 a 1, na sexta rodada da competição em 28 de setembro, já foi suficiente para acabar com as esperanças dos torcedores dos Rangers, sobretudo porque, paralelamente, os <em>Gers</em> sofreram a humilhante queda por 9 a 1 diante do Club Brugge, na soma dos placares, pela fase pré-eliminatória da Champions League, e ainda perderam de Genk e Sturm Graz nas rodadas iniciais da Europa League.   </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="612" height="397" data-id="112026" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/jhkjjkhhjf-1.jpg" alt="" class="wp-image-112026" srcset="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/jhkjjkhhjf-1.jpg 612w, https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/jhkjjkhhjf-1-300x195.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Rangers conquistou apenas uma vitória nos sete jogos disputados pela Scottish Premiership sob a liderança de Russell Martin, colecionando 5 empates e 1 derrota nos demais compromissos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size">  </p>



<p class="has-medium-font-size">E o pífio desempenho do Rangers foi compatível ao futebol praticado pelo time vulnerável defensivamente e nulo na parte ofensiva, isto é, um retrato de que Russell Martin não foi capaz de implementar o esquema de jogo agressivo, dominante e obcecado pela posse de bola que tanto o CEO Patrick Stewart, quanto o diretor esportivo Kevin Thelwell, esperavam ao contratá-lo nesta temporada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a demissão de Russell Martin deu-se de forma melancólica, com ele zelando pela própria integridade física ao não entrar no ônibus da delegação em virtude do protesto do grupo de ultras Union Bear após o empate em 1 a 1 com o recém-promovido Falkirk. Logo, a realidade é que a permanência do ex-treinador do Southampton à frente do Rangers até o início de outubro durou uma verdadeira eternidade, por mais que estejamos nos referindo ao trabalho mais curto de um técnico no clube de Ibrox ao longo de 153 anos de história.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, um trabalho arruinado também por conta do péssimo relacionamento de Russell Martin junto ao plantel do Rangers, especialmente com Nicolas Raskin. Em outras palavras, o principal jogador do clube, colocado para treinar em separado pelo técnico escocês depois da desclassificação contra o Club Brugge por críticas ao sistema de jogo da equipe. Como resultado, o camisa 10 acabou disputando o primeiro <em>Old Firm</em> da temporada que terminou empatado sem gols.     </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, fica claro porque Russell Martin se despediu do Rangers sendo apontado como o pior treinador do clube em todos os tempos, carregando consigo o irrelevante índice de 41,1% de aproveitamento no cargo, em função das 5 vitórias, 6 empates, 6 derrotas, 21 gols marcados e 24 sofridos em 17 partidas, lembrando que um destes triunfos foi sobre o modesto Alloa Athletic, da segunda divisão (4 a 2), no Ibrox Stadium.     </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">BREAKING: Russell Martin has been sacked by Rangers after 123 days in charge 🚨 <a href="https://t.co/fBxIxy6uxE">pic.twitter.com/fBxIxy6uxE</a></p>&mdash; Sky Sports Football (@SkyFootball) <a href="https://twitter.com/SkyFootball/status/1974940226133856516?ref_src=twsrc%5Etfw">October 5, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Diante do exposto, a sensação é a de que a temporada do Rangers acabou em pleno mês de outubro, pelo menos no que diz respeito a Scottish Premiership, cuja diferença dos <em>Gers</em> em comparação ao líder Hearts já é de onze pontos, enquanto o rival e atual tetracampeão escocês, Celtic, se mantém a nove casas de vantagem no tabuleiro da competição. Aliás, este cenário pra lá de ruim muito provavelmente explica porque Steven Gerrard se recusou a voltar ao clube após ser procurado nos últimos dias.</p>



<p class="has-medium-font-size">Sem clube desde que pediu demissão do Al-Ettifaq no começo do ano, Steven Gerrard construiu uma fortíssima identificação junto aos torcedores dos Rangers devido a conquista do título escocês em 2021, ao quebrar a série de dez títulos consecutivos por parte do Celtic. Por sinal, de lá pra cá os católicos voltaram a erguer todos os quatro demais canecos do campeonato, o que demonstra que os protestantes regrediram depois da saída do jovem treinador de 45 anos de idade ao Aston Villa.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Should Rangers try to re-appoint Steven Gerrard as Russell Martin&#39;s successor? 🤔 <a href="https://t.co/lyLWdkgZgz">pic.twitter.com/lyLWdkgZgz</a></p>&mdash; Transfermarkt.co.uk (@TMuk_news) <a href="https://twitter.com/TMuk_news/status/1975651519593914726?ref_src=twsrc%5Etfw">October 7, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">   </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, é compreensível que o nome de Steven Gerrard cause enorme barulho toda vez que é especulado em Ibrox. Todavia, esse tão aguardado retorno não acontecerá nessa temporada, tendo em vista que a negociação envolvendo o treinador inglês e o Rangers não evoluíu. Por essa razão, o clube já trabalha no plano B, como é o caso de Kevin Muscat, treinador do Shangai Port desde dezembro de 2023.</p>



<p class="has-medium-font-size">Adepto a um modelo de jogo ofensivo, intenso e de alta pressão, constituído no 4-3-3, Kevin Muscat é a alternativa preferida do Rangers pelo êxito alcançado em três países diferentes, mais especificamente por Austrália, Japão e China, onde o discípulo de Ange Postecoglou faturou as ligas nacionais comandando Melbourne Victory, Yokohama F. Marinos e Shangai Port. Entretanto, pesa contra ele a decepcionante passagem de 14 jogos e somente duas vitórias pelo Sint-Truiden (5E-7D), da Bélgica, em seu único trabalho no futebol europeu.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, de acordo com alguns portais escoceses, Stephen Robinson, Kieran McKenna, Michael Carrick, Derek McInnes e Danny Rhol também aparecem como possíveis opções para suceder Russell Martin neste desafio cada vez maior de recolocar o Rangers no caminho das vitórias, ainda mais na temporada em que até o vice da Scottish Premiership já é tido como algo inalcançável.   </p>
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		<title>Enfim, boas perspectivas giram em torno de Ibrox</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 13:04:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo quarto ano consecutivo, o Rangers se despediu de uma temporada na vice-posição da Scottish Premiership e, o pior, acompanhando o rival Celtic festejando a conquista do título escocês pelas ruas de Glasgow. No entanto, é importante destacar que o Rangers percebeu cedo que o desfecho dessa última temporada seria o mesmo das três anteriores, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Pelo quarto ano consecutivo, o Rangers se despediu de uma temporada na vice-posição da Scottish Premiership e, o pior, acompanhando o rival Celtic festejando a conquista do título escocês pelas ruas de Glasgow.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, é importante destacar que o Rangers percebeu cedo que o desfecho dessa última temporada seria o mesmo das três anteriores, tanto é que a diretoria do clube escocês tentou corrigir rota em pleno mês de fevereiro ao demitir o treinador Philippe Clement, quando os <em>Gers</em> estavam separados a 13 pontos do líder Celtic na tabela da Scottish Premiership.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Na ocasião, o Rangers apostou no interino Barry Ferguson — ex-meio-campista da equipe entre os anos de 1994 e 2003, além de 2005 a 2009, acumulando o montante de 431 partidas somando essas duas passagens — para suceder Philippe Clement, ele que acumulava trabalhos em clubes de divisões inferiores do futebol escocês, como eram os casos de Clyde, Kelty Hearts e Alloa Athletic.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, essa troca no comando técnico do time não surtiu o efeito esperado, a julgar pela distância em relação ao Celtic, que aumentou para 17 pontos ao término da Scottish Premiership, ainda que o Rangers tenha chegado nas quartas-de-final da Europa League — onde foi eliminado pelo Athletic Bilbao —, e não tenha perdido nenhum dos dois <em>Old Firm&#8217;s</em> disputados sob a batuta de Barry Ferguson — somando uma vitória e uma empate no período. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133937739048655957-12.jpg" alt="" data-id="108114" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133937739048655957-12-e1750858632844.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=108114" class="wp-image-108114"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Barry Fergunson deixou o Rangers após uma curta passagem de 15 jogos, colecionando 6 vitórias, 5 empates, 4 derrotas, 29 gols marcados e 24 sofridos.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a boa campanha na Europa League não foi suficiente para assegurar a permanência de Barry Ferguson em meio aos 19 de 33 possíveis pontos conquistados na reta final da Scottish Premiership (5V-4D-2D). Ainda assim, fica claro que o movimento feito pela cúpula diretiva do clube ao promovê-lo como técnico interino do Rangers deu-se para aliviar a enorme pressão que assolava Ibrox, dada a idolatria do eterno camisa 6 junto aos torcedores. </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, após o anúncio da saída de Barry Ferguson, o Rangers se viu envolvido em inúmeros rumores dando conta da possível vinda do filho de Carlo Ancelotti, Davide, para ser o novo treinador da equipe, enquanto outras notícias sinalizavam o retorno de Steven Gerrard, ídolo e ex-comandante dos <em>Gers</em> na conquista do único título escocês dos últimos 14 anos, na temporada 2020-21.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, o nome escolhido pela cúpula diretiva do Rangers para ocupar o antigo posto de Barry Ferguson foi o de Russell Martin, que estava livre no mercado desde a demissão do Southampton em dezembro do ano passado, devido ao péssimo começo de temporada do clube recém-promovido à Premier League, marcado por somente uma vitória nas 16 primeiras rodadas do campeonato. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, vale ressaltar que o ápice na carreira de Russell Martin foi vivido justamente no Southampton, mais especificamente com o acesso do time da costa sul da Inglaterra à Premier League na temporada retrasada, através do heróico triunfo pelo placar mínimo diante do Leeds United na decisão dos playoffs da Championship League, em Wembley. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">✍️ Our new Head Coach, Russell Martin. <a href="https://t.co/rgL9Qx0UOX">pic.twitter.com/rgL9Qx0UOX</a></p>&mdash; Rangers Football Club (@RangersFC) <a href="https://twitter.com/RangersFC/status/1930519972783981057?ref_src=twsrc%5Etfw">June 5, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Anteriormente, Russell Martin acumulou passagens por MK Dons e Swansea City, inclusive realizando campanhas de meio de tabela nas duas temporadas pelo clube galês na Championship League (15ª e 10ª posições). Entretanto, todos os trabalhos desenvolvidos pelo jovem treinador de 39 anos de idade tiveram como principal característica o futebol impositivo, baseado no controle do jogo por intermédio da posse de bola.</p>



<p class="has-medium-font-size">E foi exatamente em função deste modelo de jogo que o Southampton, de Russel Martin, se destacou ao longo da caminhada rumo à promoção à Premier League há dois anos, na qual encarava adversários de nível técnico inferior na Championship League, e os seus jogadores eram capazes de dominar os oponentes de maneira consistente mediante a gradual troca de passes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, essa abordagem impactou de forma oposta contra desafiantes da elite do futebol inglês, que com maior qualidade recuperavam a bola do Southampton ainda em seu campo de defesa, e evitavam com que a equipe trocasse um longa sequência de passes. Por sinal, as duas derrotas para o campeão da Championship League, Leicester, na campanha do título nos playoffs já indicava essa dificuldade.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133937739048655957-13-e1750871849911.jpg" alt="" data-id="108159" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133937739048655957-13-e1750871849911.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=108159" class="wp-image-108159"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Panathinaikos será o adversário do Rangers na 2ª fase do estágio pré-eliminatório da Champions League. Os embates contra os gregos já acontecerão no próximo mês (22 e 30 de julho).</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, a escolha por parte do Rangers em Russell Martin se mostra tão certeira quanto na contratação de Steven Gerrard em 2018, considerando que o clube desponta como a principal força escocesa ao lado do Celtic, o que significa que o papel dos <em>Gers</em> é sempre de protagonista na Scottish Premiership, diferentemente do Southampton na Premier League, cujo objetivo é apenas um: se livrar da degola. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, a intenção primordial do Rangers é assegurar a continuidade da principal peça do time, Niko Raskin, o único ponto de destaque em Ibrox na frustrante temporada 2024-25. Por esta razão, as tratativas visando a renovação contratual do meia belga, válido por mais dois anos, já começaram com a finalidade de vencer a concorrência frente o interesse de clubes europeus.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, os primeiros reforços já começaram a desembarcar em solo escocês para defender as cores do Rangers, a exemplo do meia Lyall Cameron, ex-Dundee, e do lateral-direito Max Aarons, contratado via empréstimo junto ao Bournemouth, após outro curto pelo Valencia. Aliás, ambos já se uniram a James Tavernier, Dujon Sterling, Rabino Matondo, Kieran Dowell, Niko Raskin e companhia limitada para as atividades da pré-temporada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, enfim boas perspectivas giram em torno de Ibrox, sobretudo sob a nova administração do magnata Andrew Cavenagh em parceira com a 49ers Enterprises, o braço de investimentos da franquia da NFL, San Francisco 49ers.  </p>
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