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		<title>Fim da era Conte: Napoli aposta em Allegri e levanta dúvidas para o futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 20:56:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A saída de Antonio Conte do Napoli marca o fim de um ciclo que durou exatamente dois anos. Um período relativamente longo se levarmos em consideração a personalidade intensa do treinador italiano e a atmosfera igualmente apaixonada que cerca o futebol napolitano. E embora a passagem de Antonio Conte termine sem títulos em sua segunda [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A saída de Antonio Conte do Napoli marca o fim de um ciclo que durou exatamente dois anos. Um período relativamente longo se levarmos em consideração a personalidade intensa do treinador italiano e a atmosfera igualmente apaixonada que cerca o futebol napolitano. </p>



<p class="has-medium-font-size">E embora a passagem de Antonio Conte termine sem títulos em sua segunda temporada pelo clube da Campânia, o saldo geral não pode ser considerado negativo. Afinal, foi sob seu comando que os <em>Azzurri</em> conquistaram o quarto <em>Scudetto</em> de sua história em 2025, recolocando o Napoli novamente no topo do futebol italiano dois anos após a histórica campanha liderada por Luciano Spalletti.</p>



<p class="has-medium-font-size">Justamente por causa desse título, a expectativa para a temporada 2025-26 era enorme. A diretoria investiu pesado no elenco, desembolsando 147,5 milhões de euros em reforços, valor que representou o segundo maior investimento da Serie A no período. A intenção era clara: transformar o Napoli em um candidato real não apenas ao bicampeonato italiano, mas também em uma equipe mais competitiva no cenário continental. O problema é que a resposta dentro de campo esteve muito distante das expectativas criadas ao redor do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">O Napoli jamais conseguiu estabelecer uma perseguição consistente à campeã Inter ao longo da temporada. Os nove pontos que separaram as duas equipes na classificação final refletem uma diferença que, em muitos momentos, pareceu até maior dentro das quatro linhas. Faltou regularidade, faltou consistência e, principalmente, faltou a capacidade de responder nos momentos decisivos do campeonato. Os <em>Azzurri</em> oscilaram demais durante a temporada e nunca transmitiram a sensação de que realmente brigariam pelo <em>Scudetto</em> até as rodadas finais.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A classificação final da temporada ✅ <a href="https://t.co/gq2UED2fHp">pic.twitter.com/gq2UED2fHp</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://x.com/SerieA_BR/status/2058672279542808703?ref_src=twsrc%5Etfw">May 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, esse desempenho acabou gerando frustração entre os torcedores. Depois do <em>Scudetto</em> conquistado no ano passado e dos elevados investimentos realizados pela diretoria, a expectativa mínima era que o Napoli permanecesse entre os protagonistas da disputa. No entanto, o clube passou boa parte da temporada correndo atrás dos concorrentes sem conseguir reduzir a distância para os líderes. A sensação de estagnação esportiva tornou-se cada vez mais evidente conforme os meses avançavam.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, os bastidores também começaram a se deteriorar. Antonio Conte nunca foi conhecido por ser um treinador fácil de administrar e, ao longo da temporada, os relatos de atritos internos tornaram-se cada vez mais frequentes. O relacionamento com a diretoria sofreu desgaste, o diálogo com setores do departamento de futebol ficou mais complicado e até alguns jogadores importantes passaram a demonstrar divergências em relação ao treinador. Um cenário que costuma ser perigoso em qualquer clube de elite.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entre os nomes envolvidos nessas divergências aparecem Kevin De Bruyne, contratado para elevar o patamar técnico da equipe, que teve seu nome ligado a episódios de tensão interna. O mesmo aconteceu com Romelu Lukaku e Frank Anguissa, duas peças fundamentais na conquista do quarto <em>Scudetto</em> napolitano. Quando os conflitos começam a atingir lideranças do vestiário, a permanência de um treinador passa a ficar naturalmente ameaçada. Aliás, Antonio Conte sabe disso como poucos.</p>



<p class="has-medium-font-size">As próprias entrevistas concedidas por Antonio Conte ao longo da temporada já deixavam evidente seu crescente grau de insatisfação. O treinador frequentemente criticava a gestão física do elenco e demonstrava preocupação com a quantidade de lesões sofridas pelo Napoli. De fato, os <em>Azzurri</em> conviveram com diversos problemas médicos e raramente conseguiram entrar em campo com a equipe considerada ideal. Ainda assim, essa justificativa não foi suficiente para amenizar as cobranças sobre os resultados obtidos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="117213" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/06/134196928221705637-2-e1780518736928.jpg" alt="" class="wp-image-117213"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Campeão italiano na temporada 2024-25, Antonio Conte se despediu do Napoli após 91 partidas compostas pelo total de 52 vitórias, 22 empates e 17 derrotas.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Outro fator que pesou contra Antonio Conte foi o desempenho dos reforços contratados a seu pedido. Jogadores como Sam Beukema, Lorenzo Lucca e Noa Lang chegaram cercados por expectativas, mas não conseguiram entregar um rendimento compatível com os valores investidos. Em um cenário de forte investimento financeiro, é natural que a diretoria espere resultados proporcionais. Consequentemente, a pressão recai de forma inevitável sobre quem participou diretamente das decisões de mercado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas talvez o maior fracasso da temporada tenha ocorrido na Champions League. E, nesse aspecto, a campanha do Napoli acabou reforçando uma crítica histórica que acompanha Antonio Conte ao longo da carreira. Mais uma vez suas equipes encontraram enormes dificuldades para competir no principal torneio do futebol europeu. Para se ter uma ideia, os <em>Azurri</em> sequer foram capazes de terminar a fase de liga entre os vinte e quatro melhores colocados da competição para garantir presença nos playoffs, encerrando sua participação de forma precoce e decepcionante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante desse contexto, a saída de Antonio Conte acabou sendo encarada por muitos como um desfecho natural. O que surpreendeu foi a rapidez com que a diretoria encontrou seu substituto. Pouco tempo após a confirmação da saída do treinador campeão italiano, o Napoli anunciou Massimiliano Allegri como novo comandante. Uma decisão que chamou atenção imediatamente não apenas pelo nome escolhido, mas principalmente pelo contraste entre os perfis dos dois treinadores.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Il Napoli ha scelto. Sarà Massimiliano Allegri il nuovo allenatore, chiamato a prendere il posto di Antonio Conte. Superata la concorrenza di Vincenzo Italiano, che pure oggi ha rescisso consensualmente con il Bologna. Ma Max è sempre stato la prima scelta del presidente De… <a href="https://t.co/rLsiqy0Evh">pic.twitter.com/rLsiqy0Evh</a></p>&mdash; Repubblica (@repubblica) <a href="https://x.com/repubblica/status/2060046801713971531?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os trabalhos mais recentes de Massimiliano Allegri não servem exatamente como credencial para gerar entusiasmo. Sua segunda passagem pela Juventus esteve longe do brilho apresentado em sua primeira experiência no clube e sua recente trajetória pelo Milan também terminou cercada por questionamentos. Os <em>Rossoneri</em> ficaram fora da zona de classificação para a Champions League e encerraram a Serie A apenas na quinta colocação, performance considerada abaixo das expectativas para os torcedores milanistas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, mais importante do que os resultados recentes é a diferença de filosofia entre os dois treinadores. Antonio Conte construiu sua carreira apostando em equipes agressivas, intensas e com postura dominante. Seus times normalmente procuram controlar o jogo através da pressão, da ocupação ofensiva dos espaços e da imposição física. Já Massimiliano Allegri historicamente segue uma linha muito mais pragmática, priorizando equilíbrio defensivo, organização tática e uma abordagem frequentemente mais reativa.</p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente nesse ponto que surgem as maiores dúvidas sobre o futuro do Napoli. A troca de Antonio Conte por Massimiliano Allegri não representa uma simples troca de treinador, mas sim uma mudança completa de conceito futebolístico. Em vez de buscar alguém capaz de dar continuidade ao trabalho já desenvolvido, a diretoria optou por iniciar um novo projeto baseado em princípios praticamente opostos aos do antecessor. Isso inevitavelmente exigirá tempo, adaptações e talvez até mudanças significativas no grupo de atletas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por essa razão, a temporada 2026-27 começa cercada por incertezas para os napolitanos. O Napoli possui um elenco talentoso, recursos financeiros importantes e uma torcida apaixonada, mas também carrega dúvidas consideráveis sobre o rumo esportivo escolhido pela diretoria. O sucesso ou fracasso da aposta em Massimiliano Allegri dependerá da capacidade do treinador de convencer o elenco de suas ideias e de apresentar rapidamente resultados. Caso contrário, os <em>Azzurri</em> correrão o risco de transformar uma troca de técnicos em um passo atrás exatamente no momento em que deveriam consolidar sua posição entre as principais potências do futebol italiano.</p>
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		<title>Juventus fora da Champions League: o fracasso que expõe a crise da Velha Senhora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:37:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-26 terminou de maneira melancólica para a torcida da Juventus. Acostumada historicamente a disputar títulos nacionais e protagonizar grandes campanhas continentais, a Velha Senhora encerra a Serie A apenas na sexta colocação, garantindo somente uma vaga na próxima edição da Europa League. Em outras palavras, um cenário frustrante para um clube do tamanho [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-26 terminou de maneira melancólica para a torcida da Juventus. Acostumada historicamente a disputar títulos nacionais e protagonizar grandes campanhas continentais, a <em>Velha Senhora</em> encerra a Serie A apenas na sexta colocação, garantindo somente uma vaga na próxima edição da Europa League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, um cenário frustrante para um clube do tamanho da Juventus, que iniciou a temporada sonhando em retornar definitivamente ao topo do futebol italiano e europeu. A ausência na próxima Champions League representa não apenas um fracasso esportivo, mas também um golpe duríssimo no planejamento financeiro da equipe de Turim. Afinal, deixar de disputar a principal competição do continente inevitavelmente reduz receitas, enfraquece o orçamento e torna o projeto do clube menos atrativo para grandes jogadores.</p>



<p class="has-medium-font-size">E isso pesa enormemente no mercado da bola. A Juventus tinha como grande objetivo garantir uma vaga na Champions League justamente para convencer atletas de elite a defenderem suas cores na próxima temporada. Nomes como o goleiro Alisson e o meia Bernardo Silva apareciam entre os nomes monitorados pela diretoria. Entretanto, sem a presença no principal torneio europeu, a tendência é que esses jogadores priorizem projetos esportivos mais competitivos e financeiramente mais sólidos. A <em>Juve</em> perde força não somente dentro de campo, mas também nos bastidores do mercado europeu, algo extremamente preocupante para um clube que tenta desesperadamente reconstruir sua imagem após anos turbulentos.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro grande erro da Juventus nesta temporada foi cometido ainda antes da bola rolar. Após o término da temporada 2024-25, a diretoria decidiu manter Igor Tudor no comando técnico da equipe. É verdade que o treinador croata havia feito um bom trabalho emergencial ao substituir Thiago Motta durante a luta pela classificação à Champions League naquela reta final da Serie A. Sob sua liderança, a <em>Juve</em> conseguiu terminar o campeonato na quarta colocação e assegurou vaga no <em>G-4</em>. Porém, transformar um técnico de solução temporária em comandante definitivo de um projeto tão delicado mostrou-se uma decisão equivocada por parte dos <em>bianconeri</em>.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Classifica finale 🌟 <a href="https://t.co/eORd0t69kp">pic.twitter.com/eORd0t69kp</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2058668688513913238?ref_src=twsrc%5Etfw">May 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que temporada até começou de maneira promissora. A Juventus venceu suas três primeiras partidas na Serie A e parecia caminhar para uma campanha consistente. Contudo, a ilusão durou pouco. Logo depois, a equipe mergulhou em uma sequência assustadora de oito partidas consecutivas sem vencer considerando todas as competições. Foram cinco empates e três derrotas em um curto espaço de tempo, expondo problemas táticos, psicológicos e técnicos gravíssimos. Os <em>bianconeri </em>demonstravam enorme dificuldade na criação ofensiva, sofriam defensivamente e pareciam completamente perdidos em campo. O ambiente começou a ficar pesado em Turim e, consequentemente, a pressão da torcida aumentava rodada após rodada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Somente no final de outubro a diretoria decidiu agir. Igor Tudor foi demitido, e a Juventus apostou na chegada de Luciano Spalletti para tentar salvar a temporada. O experiente treinador italiano desembarcou em Turim trazendo esperança de reorganização, principalmente pelo excelente trabalho realizado à frente do Napoli, além da bagagem adquirida no comando da seleção italiana. Inicialmente, a mudança realmente pareceu surtir efeito. A <em>Juve</em> apresentou melhora na Serie A, voltou a vencer partidas importantes e mostrou sinais de recuperação na tabela. Todavia, os problemas estruturais do elenco continuavam evidentes e acabariam cobrando seu preço nos momentos decisivos da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na Champions League, por exemplo, a Juventus jamais conseguiu convencer plenamente. A campanha na fase de liga foi extremamente irregular, marcada por atuações pouco inspiradas e resultados decepcionantes. A equipe terminou apenas na 13ª colocação geral, muito distante do grupo dos oito melhores classificados diretamente às oitavas-de-final. Isso obrigou a <em>Velha Senhora</em> a disputar os play-offs de repescagem, aumentando ainda mais a pressão sobre um plantel já bastante abalado emocionalmente. E o pior acabou acontecendo justamente diante do Galatasaray.</p>



<p class="has-medium-font-size">Embora muitos apontassem a Juventus como favorita no confronto, o time italiano foi atropelado no jogo de ida em Istambul. A goleada por 5 a 2 sofrida na Turquia expôs todas as fragilidades defensivas da equipe de Luciano Spalletti. A atmosfera infernal criada pela torcida do Galatasaray engoliu completamente a Juventus, que parecia incapaz de competir em alto nível continental. Ainda assim, no jogo de volta em Turim, os <em>bianconeri</em> conseguiram reagir de maneira impressionante. Venceram por 3 a 0 no tempo regulamentar e levaram a decisão para a prorrogação, reacendendo a esperança dos torcedores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas quando parecia próxima de uma classificação heroica, a Juventus voltou a demonstrar toda sua fragilidade emocional. Na prorrogação, sofreu dois gols e acabou eliminada de maneira traumática. A queda diante do Galatasaray abalou profundamente os jogadores e praticamente destruiu o restante da temporada. A equipe jamais conseguiu se recuperar mentalmente após aquela noite europeia. O desempenho na Serie A caiu, os resultados negativos se multiplicaram e a <em>Juve</em> passou a desperdiçar pontos preciosíssimos contra adversários tecnicamente inferiores.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A Juventus foi eliminada no play-off da Champions: a equipa de Turim perdeu as 6 últimas eliminatórias que disputou na competição:<br>2018/19 Ajax✖ <br>2019/20 Lyon✖ <br>2020/21 FC Porto✖ <br>2021/22 Villarreal✖ <br>2024/25 PSV ✖ <br>2025/26 Galatasaray✖ <a href="https://t.co/nBDNaA3K58">pic.twitter.com/nBDNaA3K58</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2027005755367260240?ref_src=twsrc%5Etfw">February 26, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os tropeços diante do Hellas Verona simbolizam perfeitamente o colapso da temporada da Juventus. No primeiro turno, a equipe empatou em 1 a 1 fora de casa frente um adversário que acabou rebaixado. Já no segundo turno, novo empate em 1 a 1, desta vez dentro do Allianz Stadium, em uma atuação extremamente pobre da equipe. Foram quatro pontos desperdiçados que lhe renderiam a vaga na Champions League. A <em>Juve</em> demonstrava enorme dificuldade para propor jogo contra oponentes mais fechados, além de apresentar um sistema ofensivo previsível e pouco criativo durante a caminhada na Serie A.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro golpe duríssimo aconteceu contra a Fiorentina, rival histórica da Juventus. A <em>Viola</em> fez uma temporada muito abaixo das expectativas, mas ainda assim conseguiu tirar pontos importantes do time de Turim. No primeiro turno, empate por 1 a 1. Já na penúltima rodada, a derrota por 2 a 0 dentro de casa sepultou as últimas esperanças da <em>Juve</em> de classificação para a Champions League. O Allianz Stadium viveu um clima pesadíssimo, com vaias, protestos e enorme frustração por parte dos torcedores, que viam a a vaga no <em>G-4</em> ruir diante de seus olhos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Toda essa crise esportiva também está diretamente ligada aos problemas financeiros acumulados pela Juventus nos últimos anos. Desde a contratação de Cristiano Ronaldo em 2018, o clube passou a enfrentar enormes dificuldades econômicas. A tentativa de recolocar a Juventus no topo da Europa através de investimentos pesados acabou gerando desequilíbrios financeiros graves. Em determinados momentos, a <em>Juve</em> chegou inclusive a sofrer punições relacionadas ao Fair Play Financeiro, afetando diretamente seu planejamento esportivo e administrativo. Hoje, os <em>bianconeri</em> colhem as consequências de anos de decisões equivocadas dentro e fora das quatro linhas.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="117100" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-32-e1779902889854.jpg" alt="" class="wp-image-117100"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 38 jogos à frente da Juventus, Luciano Spalletti colecionou 20 vitórias, 11 empates e sete derrotas, registrando 62,2% de aproveitamento através desta performance.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Além dos problemas financeiros, a sucessão de escolhas questionáveis para o comando técnico também contribuiu enormemente para o declínio da Juventus. A aposta em Andrea Pirlo como treinador foi extremamente arriscada para um profissional ainda completamente inexperiente. Depois veio a tentativa de resgatar a boa fase do eneacampeonato italiano com o retorno de Massimiliano Allegri, seguido de experiências frustradas com Thiago Motta e, posteriormente, Igor Tudor. A <em>Juve</em> parece ter perdido completamente sua identidade esportiva nos últimos anos, alternando estilos de jogo, projetos e filosofias sem qualquer continuidade real. A consequência disso foi um clube cada vez mais distante do padrão competitivo que marcou sua história.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, resta a Luciano Spalletti tentar reconstruir a equipe em um cenário muito mais complicado. Sem Champions League, com menor capacidade financeira e pressionada pela torcida, a Juventus deverá montar um elenco mais modesto para a próxima temporada. A disputa da Europa League certamente está muito abaixo das expectativas históricas do clube, especialmente para uma instituição acostumada a frequentar as fases decisivas da Champions League durante grande parte de sua trajetória recente. A sensação é de que a <em>Velha Senhora</em> entrou em um ciclo de decadência difícil de interromper.</p>



<p class="has-medium-font-size">E o mais preocupante para os torcedores <em>bianconeri</em> talvez seja justamente a falta de perspectiva imediata de recuperação. A Juventus encerra a Serie A atrás de equipes como o surpreendente Como e também da Roma. Um panorama inimaginável há poucos anos para aquele que foi o clube dominante do futebol italiano durante praticamente toda a década passada. A reconstrução da <em>Juve</em> exigirá paciência, competência administrativa e decisões muito mais assertivas daqui para frente. Porque, caso contrário, a <em>Velha Senhora</em> corre o risco de continuar cada vez mais distante da elite do futebol europeu.</p>
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		<title>Inter de Milão, campeã italiana 2025-26</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 16:50:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há cicatrizes que jamais desaparecem completamente no futebol italiano. A Inter de Milão descobriu isso da maneira mais cruel possível ao término da temporada passada. Depois de perder o Scudetto por apenas um ponto para o Napoli, cair diante do rival Milan nas semifinais da Coppa Italia e ainda sofrer a traumática goleada por 5 [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Há cicatrizes que jamais desaparecem completamente no futebol italiano. A Inter de Milão descobriu isso da maneira mais cruel possível ao término da temporada passada. Depois de perder o <em>Scudetto</em> por apenas um ponto para o Napoli, cair diante do rival Milan nas semifinais da Coppa Italia e ainda sofrer a traumática goleada por 5 a 0 diante do Paris Saint-Germain na decisão da Champions League, muitos acreditavam que aquele ciclo<em> </em>interista havia chegado ao fim. </p>



<p class="has-medium-font-size">E não poderia ser diferente, o ambiente era pesado, o vestiário demonstrava sinais claros de desgaste emocional e até a liderança do elenco parecia ameaçada. Diante deste cenário, o assunto em torno dos <em>Nerazzurri</em> era mais sobre reconstrução do que sobre títulos. Parecia improvável imaginar que poucos meses depois aquela mesma equipe pisaria novamente no topo do <em>Calcio</em>. Mas o futebol, assim como a cidade de Milão, também é feito de contrastes. Entre a queda e a redenção existe apenas uma temporada. E a Inter escolheu responder ao fracasso da maneira mais dolorosa possível para seus rivais: vencendo.</p>



<p class="has-medium-font-size">O triunfo por 2 a 0 sobre o Parma na noite de ontem (03) confirmou matematicamente aquilo que já parecia inevitável nas últimas semanas. A Inter de Milão conquistou o seu 21º título italiano e garantiu o <em>Scudetto</em> com três rodadas de antecedência. A vantagem de 12 pontos sobre o vice-líder Napoli encerrou qualquer possibilidade de reação e transformou o fim da Serie A em uma celebração antecipada no Giuseppe Meazza. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diferentemente da temporada anterior, marcada pelo drama até a última rodada, dessa vez a Inter fechou a porta antes que qualquer suspense pudesse sobreviver. A Serie A terminou sem fotografia emocionante na reta final, sem sofrimento calculado, sem necessidade de milagres. Houve apenas a confirmação de uma equipe que aprendeu com os próprios traumas e transformou a dor em combustível competitivo. A volta olímpica acontece de modo merecido e simbólico para um clube que passou o ano tentando se reencontrar consigo mesmo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Dalle ombre nasce una nuova forza.<br>Ciò che era si dissolve, lasciando spazio a ciò che deve rinascere.<br>Il Biscione cambia pelle, rinasce più forte e scrive un nuovo capitolo della sua storia.<br>Un simbolo eterno, che si rinnova per tornare a dominare sul palcoscenico più… <a href="https://t.co/J3U9d9AMS1">pic.twitter.com/J3U9d9AMS1</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2051039139420930077?ref_src=twsrc%5Etfw">May 3, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O mais impressionante nessa conquista talvez seja justamente o contexto em que ela aconteceu. A chegada de Cristian Chivu ao comando técnico da equipe não foi recebida exatamente com unanimidade entre os torcedores interistas. Afinal, substituir Simone Inzaghi depois de um ciclo tão forte parecia um desafio gigantesco para um treinador de apenas 45 anos e ainda no início da carreira. O treinador romeno havia acabado de salvar o Parma do rebaixamento nas rodadas finais da edição anterior da Serie A, trabalho digno, mas distante da pressão que envolve um gigante europeu. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, a realidade é que a Inter de Milão precisava de estabilidade emocional, precisava reorganizar o ambiente interno e reconstruir a confiança de um plantel devastado pelos acontecimentos recentes. E foi justamente isso que Cristian Chivu conseguiu fazer. Sem grandes revoluções táticas ou discursos exagerados, ele devolveu equilíbrio ao clube. Um ano depois de lutar contra o descenso, ele escreve o próprio nome na história do futebol italiano como campeão nacional ao, coincidentemente, derrotar o Parma por 2 a 0.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque o cenário interno da Inter após a goleada sofrida frente o PSG era extremamente delicado. A relação entre Lautaro Martínez e Hakan Çalhanoglu atravessava momentos turbulentos durante a disputa do Mundial de Clubes da FIFA, criando um clima desconfortável no vestiário. Havia dúvidas sobre liderança, sobre comprometimento e principalmente sobre continuidade. Em muitos clubes, derrotas daquele tamanho costumam iniciar processos irreversíveis de decadência. </p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, o futebol europeu está repleto de exemplos, equipes que jamais conseguiram se recuperar emocionalmente depois de uma final continental traumática. A Inter parecia caminhar exatamente nessa direção. O medo de uma queda brusca de rendimento era absolutamente compreensível. Ainda mais quando o Napoli, atual campeão italiano, se reforçava com a contratação de Kevin De Bruyne, elevando ainda mais o nível de exigência na disputa pelo <em>Scudetto</em>.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">SIAMO I CAMPIOOOOONI D&#39;ITALIA 🏆🇮🇹 🖤💙<a href="https://twitter.com/BYDGlobal?ref_src=twsrc%5Etfw">@BYDGlobal</a> <a href="https://t.co/37iymHJLxJ">pic.twitter.com/37iymHJLxJ</a></p>&mdash; Inter ⭐⭐ (@Inter) <a href="https://twitter.com/Inter/status/2051039011855077633?ref_src=twsrc%5Etfw">May 3, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E durante boa parte da temporada, especialmente até o final de março, existia sim uma sensação de desconfiança em relação à Inter de Milão. A equipe frequentemente decepcionava nos grandes jogos e dava sinais de instabilidade emocional nos confrontos mais pesados. Os <em>Nerazzurri</em> olhavam para clássicos e partidas decisivas sem aquela confiança absoluta de outrora. Mas existe uma característica que costuma separar campeões de candidatos comuns: a capacidade de fazer a lição de casa repetidamente. E nisso os pupilos de Cristian Chivu foram impecáveis. Enquanto rivais desperdiçavam pontos contra oponentes menores, eles construíam sua campanha rodada após rodada, quase sem ruído, de forma constante ao longo da Serie A. E campeonatos de pontos corridos raramente perdoam irregularidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os números ajudam a explicar por que esse título terminou nas mãos da Inter com relativa tranquilidade. Foram míseras cinco derrotas em toda a campanha, a menor quantidade entre todos os clubes da competição. O ataque marcou impressionantes 82 tentos, desempenho ofensivo inferior apenas aos registrados por Bayern de Munique e Barcelona dentre as cinco principais ligas europeias. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, o saldo positivo de 51 gols chega a ser constrangedor para o restante da concorrência italiana. Nenhum adversário conseguiu acompanhar o ritmo ofensivo <em>nerazzurri</em> durante a maior parte da temporada. A Inter também termirá a Serie A como a equipe com mais vitórias. Não houve título conquistado apenas pela camisa ou pela tradição histórica. Houve superioridade estatística, consistência coletiva e capacidade de sobrevivência nos momentos de turbulência emocional. Em um campeonato tão longo, isso faz total diferença.</p>



<p class="has-medium-font-size">Existe um dado particularmente simbólico na campanha da Inter: apenas uma derrota nas últimas 23 rodadas da Serie A. E justamente para quem? Para o eterno rival, no <em>Derby della Madonnina</em>. É quase poético perceber que o único tropeço relevante no período de maior estabilidade da equipe tenha ocorrido exatamente no clássico que mais mexe emocionalmente com a cidade de Milão. Fora isso, a caminhada foi praticamente perfeita. Somente em 2026, são 14 vitórias, quatro empates e somente um revés. Enquanto Napoli e Milan tentavam encontrar regularidade, os <em>Nerazzurri</em> transformavam a consistência em uma arma fatal. Houve um momento em que a disputa ainda parecia aberta, principalmente até março. Mas quando abril começou, a sensação era clara: o trinco havia finalmente se fechado. A Inter liderava e controlava a competição.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="384" data-id="116709" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-6-e1777909761798.jpg" alt="" class="wp-image-116709"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Este é o 21º Scudetto da Inter de Milão, o que a coloca dois títulos à frente do Milan, tornando-a o segundo clube mais vitorioso da Itália, atrás apenas da Juventus, 36 vezes campeã.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez esse seja o grande mérito do trabalho de Cristian Chivu. A Inter de Milão campeã não foi necessariamente uma equipe espetacular, tampouco perfeita do início ao fim. Em muitos momentos faltou brilho, intensidade ou imposição nos grandes confrontos. Porém, existiu algo extremamente valioso ao longo da campanha: maturidade competitiva. Chivu conseguiu transformar um time mentalmente abalado em um grupo pragmático, resiliente e eficiente dentro da Serie A. O sucessor de Simone Inzaghi compreendeu que a Serie A exige regularidade quase obsessiva. Não se vence o <em>Scudetto</em> apenas encantando. Ganha-se sobrevivendo aos jogos difíceis de fevereiro, aos empates perigosos de novembro e às armadilhas emocionais dos clássicos locais. A Inter aprendeu isso na dor. E utilizou esse ensinamento como fundamento para dar a volta olímpica.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, a temporada da Inter não pode ser considerada absolutamente perfeita. A eliminação precoce diante do Bodo/Glimt nos playoffs de repescagem da Champions League deixou marcas importantes. Cair para um clube norueguês em um torneio europeu certamente não fazia parte do planejamento. Principalmente depois de ter alcançado a final meses antes. A queda continental trouxe questionamentos legítimos sobre o nível competitivo dos <em>Nerazzurri</em> fora da Itália. Em alguns momentos, a sensação era de que eles haviam perdido parte da agressividade internacional que marcou ciclos anteriores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, isso impede que a temporada seja colocada de maneira imediata no mesmo patamar de grandes campanhas históricas da Inter. Porém, também reforça o valor da recuperação doméstica. Porque em vez de afundar diante das críticas, os <em>Nerazzurri</em> reagiram no ambiente onde precisavam responder com mais urgência, se consolidando como o clube mais forte do futebol italiano na década ao faturar o terceiro <em>Scudetto</em> nos últimos seis anos. </p>



<p class="has-medium-font-size">E a possibilidade da dobradinha torna tudo ainda mais relevante. A decisão da Coppa Italia contra a Lazio no próximo dia 13 oferece à Inter a oportunidade de deixar a temporada ainda melhor. Existe um simbolismo importante nisso tudo. Há um ano, o clube iniciava o verão colecionando decepções e convivendo com um ambiente quase tóxico. Agora, adentra maio celebrando um título nacional e disputando mais uma final. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, isso muda completamente a percepção histórica de um trabalho, afinal o futebol é cruel com derrotados e generoso com vencedores. Se conquistar também a Coppa Italia, Cristian Chivu encerrará seu primeiro ano à frente da Inter ganhando dois títulos relevantes e um processo evidente de reconstrução esportiva e emocional. Pouquíssimos imaginavam isso quando a temporada começou.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="399" data-id="116714" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-7-e1777912562456.jpg" alt="" class="wp-image-116714"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Cristian Chivu se tornou o quinto treinador a vencer o Scudetto em sua primeira temporada no comando da Inter de Milão, após Árpád Weisz, Alfredo Foni, Giovanni Invernizzi, e Josè Mourinho.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Milão é uma cidade acostumada à elegância. A moda, a arquitetura, o design e até o futebol carregam essa estética sofisticada típica do norte italiano. Mas a Inter campeã na temporada 2025-26 talvez represente algo diferente. Não foi uma equipe construída apenas sobre beleza ou espetáculo. Foi uma equipe construída sobre resistência, capacidade de se reerguer depois da humilhação pública sofrida na final europeia, e que teve a coragem de reorganizar um vestiário fraturado, além de suportar críticas constantes em meio a um ambiente de enorme pressão, nem sempre com brilho absoluto, porém com frieza, disciplina e paciência.</p>



<p class="has-medium-font-size">Também por isso a Inter já pode ser chamada sem exageros de o time da década no <em>Calcio</em>. São três títulos italianos nas últimas seis temporadas, conquistados sob diferentes treinadores, diferentes contextos e até diferentes gestões administrativas. Poucos clubes italianos conseguiram manter um padrão competitivo tão sólido no período. Enquanto gigantes históricos atravessaram crises profundas de identidade e reconstrução, os <em>Nerazzurri</em> permaneceram constantemente relevantes. </p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo em meio a derrotas dolorosas, mudanças de ciclo e até eliminações traumáticas, a Inter de Milão continuou voltando para disputar títulos importantes. Isso diz muito sobre a força estrutural construída em Appiano Gentile. O futebol italiano talvez já não exerça o mesmo domínio europeu de décadas passadas, mas dentro desse novo cenário continental a Inter continua sendo referência de estabilidade competitiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, talvez o grande ensinamento dessa conquista esteja justamente no fato de que o futebol raramente oferece finais definitivos. Há um ano, a narrativa ao redor da Inter era quase melancólica. Hoje, os mesmos jogadores caminham diante dos torcedores interistas erguendo o 21º <em>Scudetto</em>. A diferença entre fracasso e glória às vezes está escondida em pequenos detalhes emocionais invisíveis para quem olha de fora. Cristian Chivu utilizou toda aquela dor como combustível interno. E talvez seja exatamente isso que torne esse título tão simbólico para a história recente do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque algumas conquistas valem mais do que apenas uma taça levantada no céu de Milão. Algumas representam sobrevivência. Representam reconstrução. Representam a recusa em aceitar que uma goleada, uma eliminação ou um vestiário conturbado sejam suficientes para destruir um gigante europeu. A Inter de Milão não venceu apenas a Serie A. Ela venceu o peso psicológico da própria queda. E em um esporte tão emocional quanto o futebol, poucas coisas possuem mais valor do que isso.</p>
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		<title>Roma em ruptura: o fim de Ranieri e o império que Gasperini tenta reconstruir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 14:34:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[AS Roma]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Italiano]]></category>
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		<category><![CDATA[Gian Piero Gasperini]]></category>
		<category><![CDATA[Serie A]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Roma vive mais um daqueles capítulos que parecem escritos com tinta dramática, como se a própria história do clube insistisse em se alinhar com o peso simbólico da cidade que representa. Na Cidade Eterna, não há meio-termo: ou se constrói impérios, ou se convive com ruínas. E, neste final de abril, os Giallorossi se [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A Roma vive mais um daqueles capítulos que parecem escritos com tinta dramática, como se a própria história do clube insistisse em se alinhar com o peso simbólico da cidade que representa. Na <em>Cidade Eterna</em>, não há meio-termo: ou se constrói impérios, ou se convive com ruínas. E, neste final de abril, os <em>Giallorossi</em> se vêem novamente diante de uma encruzilhada, marcada pela saída de Claudio Ranieri, figura que transcende o cargo que ocupava. Mais do que um conselheiro sênior, Ranieri era um elo emocional com o passado, um guardião silencioso de valores que, muitas vezes, não cabem em relatórios ou reuniões estratégicas.</p>



<p class="has-medium-font-size">A ruptura com Gian Piero Gasperini não é apenas um choque de ideias, mas um conflito de visões sobre o que a Roma deve ser. De um lado, a tradição, a leitura humana do futebol, a experiência acumulada ao longo de décadas. Do outro, a modernidade tática, a intensidade, a exigência de um modelo rígido e quase industrial de jogo. Em termos históricos, é como observar o embate entre o Senado romano e os generais que buscavam expandir o império a qualquer custo. A tensão não é novidade — mas o desfecho sempre deixa cicatrizes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Claudio Ranieri sai do clube com a mesma dignidade com que construiu sua carreira, marcada eternamente pelo improvável título do Leicester City na Premier League de 2016, um feito que desafia qualquer lógica estatística ou histórica. No entanto, para o torcedor romanista, esse não é o principal capítulo. Sua ligação com a Roma é visceral, quase genética. Foram três passagens como treinador, sendo a última, em 2024, uma verdadeira operação de resgate, quando assumiu uma equipe à beira do colapso e a conduziu a um improvável quinto lugar na Serie A.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aquele segundo turno de campeonato foi, talvez, um dos mais impressionantes da história recente do <em>Calcio</em>. A Roma, que flertava com a zona de rebaixamento com Daniele De Rossi à beira do campo, transformou-se na equipe de melhor desempenho da Itália. Era como se, sob o comando de Ranieri, o time tivesse reencontrado sua identidade perdida, como um império que, mesmo em declínio, ainda encontra forças para resistir. E não por acaso, ao final daquela trajetória, seu nome voltou a ser cogitado para a seleção italiana — o que seria o seu 25º trabalho na carreira.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="372" data-id="116632" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/134196928221705637-20-e1777471728779.jpg" alt="" class="wp-image-116632"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A extensa carreira de Claudio Ranieri incluiu passagens por Napoli, Fiorentina, Atlético de Madrid, Valencia, Chelsea, Juventus, Roma, Inter de Milão, Monaco, Watford, seleção grega, entre outros.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, Claudio Ranieri escolheu Roma. Escolheu ficar. Escolheu, mais uma vez, priorizar o pertencimento em detrimento da ambição individual. Ao aceitar o cargo de consultor sênior, ele assumiu uma função menos visível, porém estratégica, participando diretamente das decisões que moldariam o futuro do clube. Foi ele, inclusive, quem liderou o processo que culminou na escolha de Gian Piero Gasperini, baseado no trabalho consistente desenvolvido pelo treinador na Atalanta.</p>



<p class="has-medium-font-size">A escolha de Gian Piero Gasperini não foi aleatória. Seu trabalho na Atalanta foi marcado pela valorização de novatas promessas, intensidade tática e uma identidade de jogo muito clara. A Roma, ao investir em jogadores mais jovens nesta temporada, deixou evidente a tentativa de replicar esse modelo na capital. Era uma aposta em renovação, em reconstrução — em erguer uma nova Roma sobre os alicerces da antiga.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, como tantas vezes na história do clube, o projeto começou a apresentar fissuras antes mesmo de se consolidar. Após a vitória por 3 a 0 sobre o Pisa, Gian Piero Gasperini expôs publicamente críticas à diretoria, especialmente ao trabalho do diretor-esportivo Ricky Massara. Questionou contratações, criticou a atuação na janela de transferências e, de forma ainda mais sensível, apontou problemas no departamento médico romanista. Declarações que, inevitavelmente, reverberaram nos bastidores de Trigoria.</p>



<p class="has-medium-font-size">Claudio Ranieri, fiel à instituição, não deixou essas críticas passarem em branco. Sua resposta foi mais do que uma defesa pontual: foi um posicionamento institucional. E foi exatamente aí que a ruptura se tornou inevitável. Quando duas figuras fortes ocupam espaços de poder dentro de um clube, o conflito deixa de ser uma possibilidade e passa a ser uma questão de tempo. A Roma, mais uma vez, se viu incapaz de conciliar suas próprias forças internas.</p>



<p class="has-medium-font-size">A saída de Claudio Ranieri, portanto, não é apenas uma decisão administrativa — é simbólica. Representa o fim de um ciclo e, ao mesmo tempo, o início de uma nova era, agora sob controle praticamente absoluto de Gian Piero Gasperini. O treinador italiano já deixou claro que deseja participação ativa em todas as decisões do clube, desde o orçamento até a definição da pré-temporada. Seu pedido para que Dan Friedkin esteja presente fisicamente em Roma reforça essa postura de comando direto.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116640" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Three-1-e1777472279888.jpg" alt="" class="wp-image-116640"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Gian Piero Gasperini contabiliza 24 vitórias, 6 empates e 15 derrotas em 45 jogos à frente da Roma, registrando 57,7% de aproveitamento através desta performance.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Essa exigência também revela algo importante: Da mesma forma dos tempos em Bérgamo, Gian Piero Gasperini não quer intermediários. Quer controle. Quer clareza. Quer saber exatamente com quais recursos poderá trabalhar e quais serão os limites do projeto romanista. Em um futebol cada vez mais corporativo, essa busca por alinhamento direto com a alta gestão pode ser vista tanto como virtude quanto como risco. Tudo dependerá da capacidade do clube de sustentar essa centralização sem gerar novos conflitos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, a situação da Roma ainda é delicada. Atualmente na sexta posição da Serie A, a equipe segue na luta por uma vaga na Champions League, empatada em pontos com o quinto colocado, Como, e a cinco da Juventus, que fecha o G4. A trajetória, entretanto, foi marcada por oscilações. Os <em>Giallorossi</em> chegaram até a liderar o campeonato na 12ª rodada, mas caíram de rendimento ao longo do segundo turno, evidenciando problemas de consistência.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">La classifica aggiornata! 📊🔝 <a href="https://t.co/1Yknl4AVTd">pic.twitter.com/1Yknl4AVTd</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2048867261859914086?ref_src=twsrc%5Etfw">April 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">As eliminações também pesam. A queda precoce na Coppa Itália, em pleno Estádio Olímpico, diante do Torino, e o adeus na Europa League contra o Bologna, também em seus domínios, ampliaram a pressão sobre o elenco e a comissão técnica. Resultados que, mais do que números, expõem fragilidades estruturais — tanto no aspecto técnico quanto no psicológico. Em Roma, perder em casa sempre carrega um peso adicional.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, o calendário final impõe um desafio à altura da história do clube. Confrontos contra Fiorentina (c), Parma (f), Lazio (c) e Hellas Verona (f) definirão não somente a classificação final, como também o rumo do projeto esportivo. O <em>Derby della Capitale</em>, em especial, surge como um divisor emocional — um daqueles jogos que, independentemente da tabela, podem redefinir a percepção de uma temporada inteira.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a realidade é que a Roma se encontra novamente entre o passado e o futuro. Entre a memória de homens como Claudio Ranieri e a promessa de uma nova identidade sob a liderança de Gian Piero Gasperini. Como no antigo Império Romano, onde cada mudança de poder redefinia os rumos da civilização, o clube agora precisa decidir se conseguirá transformar conflito em evolução — ou se, mais uma vez, verá suas próprias disputas internas impedirem a construção de algo duradouro.</p>
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		<title>Itália fora da Copa de 2026 e crise histórica se agrava ainda mais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 16:54:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2017, foi a Suécia. Quatro anos depois, a Macedônia do Norte. Desta vez, a carrasca atende pelo nome de Bósnia e Herzegovina, apenas a 71ª colocada no ranking mundial, responsável por eliminar a seleção italiana na repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Pois é, um novo golpe, mais um capítulo de um [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Em 2017, foi a Suécia. Quatro anos depois, a Macedônia do Norte. Desta vez, a carrasca atende pelo nome de Bósnia e Herzegovina, apenas a 71ª colocada no ranking mundial, responsável por eliminar a seleção italiana na repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, um novo golpe, mais um capítulo de um roteiro que parecia impensável há pouco mais de uma década. A <em>Azzurra</em>, tetracampeã mundial, agora acumula ausências que já não cabem mais na categoria de acidente. Trata-se de uma sequência que escancara uma transformação profunda. Um abismo de longos 12 anos sem disputar um Mundial. E quando olhamos esse cenário com frieza, a conclusão é inevitável: a Itália deixou de ser exceção e passou a ser ausência recorrente.</p>



<p class="has-medium-font-size">É impressionante observar como a percepção mudou ao longo do tempo. A primeira ausência foi tratada como um acidente de percurso, algo fora da curva. A segunda já levantou questionamentos mais profundos, mas ainda assim envolta em certo grau de incredulidade. Porém, a terceira elimina qualquer margem para ilusão. Agora não se trata mais de coincidência, tampouco de fatalidade. Trata-se de uma realidade consolidada. Uma queda estrutural que vai muito além de um jogo ou de uma geração específica. A camisa pesa, a história impõe respeito, mas o presente já não responde à altura. E no futebol de elite, tradição sem desempenho é apenas memória.</p>



<p class="has-medium-font-size">Para os italianos mais velhos, isso soa como um trauma interminável. Para os mais jovens, uma normalidade inquietante. Há uma geração inteira que simplesmente nunca viu a Itália disputar uma Copa do Mundo. E se a classificação só vier em 2030, estaremos falando de 16 anos de ausência. Um intervalo que muda completamente a relação emocional de um país com sua seleção. O que antes era rotina se torna expectativa distante. O que antes era orgulho natural, hoje precisa ser reconstruído. E isso diz muito sobre a profundidade da crise.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116206" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/esboco-e1775405611383.jpg" alt="" class="wp-image-116206"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A Itália se tornou a primeira seleção campeã do mundo a ficar de fora de três Copas consecutivas. Os italianos não disputam o mata-mata de um Mundial desde o título de 2006.</strong></figcaption></figure>
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<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A última imagem da Itália em uma Copa do Mundo remonta a 2014, no Brasil. Naquele momento, sob o comando de Cesare Prandelli, a <em>Azzurra</em> se despediu ainda na fase de grupos após derrota para o Uruguai, com gol de Diego Godín na Arena das Dunas. Um jogo que, à época, já representava frustração, mas que hoje ganha contornos ainda mais pesados. Porque aquela eliminação não foi o fundo do poço, mas sim o início de um ciclo de declínio. E quando revisitamos aquela escalação, percebemos que poucos nomes ainda seguem em atividade. O tempo passou, e com ele, a capacidade de reposição também se perdeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Naquele Mundial, a Itália caiu em um grupo que, em teoria, não era dos mais complicados, com Uruguai, Costa Rica e Inglaterra. Inclusive, venceu os ingleses na estreia, o que dava sinais de competitividade. Mas o desempenho ao longo da fase de grupos revelou fragilidades importantes. E mais do que isso, expôs problemas estruturais que seriam agravados nos anos seguintes. A partir dali, a seleção tetracampeã do mundo entrou em um ciclo de instabilidade que nunca mais foi completamente corrigido. O que veio depois foram eliminações traumáticas e uma crescente perda de identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Grande parte desse cenário está diretamente ligada à desorganização da Federação Italiana de Futebol (FIGC). A falta de um projeto sólido de desenvolvimento nas categorias de base comprometeu a renovação do elenco. A Itália passou a revelar menos jogadores, perdeu competitividade na formação e, como consequência, viu sua seleção principal sofrer com escassez de talento. A ponto de recorrer à naturalização de atletas como solução emergencial. Um recurso que, por si só, já evidencia o tamanho do problema. Porque quando uma potência histórica precisa importar identidade, algo está profundamente errado.</p>



<p class="has-medium-font-size">E é importante deixar claro: não é necessário ter Roberto Baggio, Francesco Totti ou Alessandro Del Piero para superar a Bósnia numa repescagem de Eliminatórias. A questão vai muito além da ausência de craques históricos. Trata-se também de um problema coletivo, tático e de ideia de jogo. A Itália até continua produzindo bons treinadores, como Francesco Farioli, Raffaele Palladino, Vincenzo Italiano e Simone Inzaghi, além de referências como Carlo Ancelotti e Antonio Conte. Mas a seleção não consegue traduzir essa riqueza em campo. Há um desalinhamento claro entre o que se produz nos clubes e o que se pratica na equipe nacional.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="441" data-id="116217" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/esboco-1-e1775406577365.jpg" alt="" class="wp-image-116217"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, a Itália ocupa apenas a 12ª colocação no ranking de seleções da FIFA, não estando situada nem mesmo entre os Top 10 do futebol mundial na atualidade.</strong></figcaption></figure>
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<p></p>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A escolha por replicar modelos de sucesso recentes, como o sistema com três zagueiros utilizado pela histórica Juventus eneacampeã italiana, e nos dias atuais pela Inter de Milão, acabou se tornando uma armadilha. O 3-5-2 exige características muito específicas, especialmente no ataque. Jogadores como Lautaro Martínez e Marcus Thuram conseguem potencializar esse sistema. A Itália, não. E quando se tenta reproduzir um modelo sem ter as peças ideais, o resultado é previsibilidade. Falta criatividade, falta improviso, falta aquele jogador capaz de quebrar linhas. E o jogo se torna mecânico, facilmente neutralizado por adversários mais organizados.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo com um meio-campo tecnicamente interessante, formado por nomes como Manuel Locatelli, Nicolò Barella e Sandro Tonali, a equipe não consegue dar o salto de qualidade necessário. Porque falta o maestro. Falta aquele jogador capaz de ditar o ritmo, de controlar o tempo do jogo, de criar a partir do caos. O coletivo até funciona em determinados momentos, mas esbarra na limitação individual. E no futebol moderno, especialmente em jogos decisivos, essa diferença pesa. E pesa muito.</p>



<p class="has-medium-font-size">As escolhas no comando técnico também tiveram papel determinante nesse cenário. A passagem de Luciano Spalletti, embora curta, ainda apresentava alguma coerência de ideia. Ele assumiu após a saída surpreendente de Roberto Mancini, campeão da Euro 2020, e tentou dar continuidade a um projeto. Mas a e eliminação na Liga das Nações e a derrota pesada para a Noruega fragilizaram sua posição. O ciclo foi interrompido cedo demais. E, mais uma vez, a Itália optou por recomeçar em vez de ajustar.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116226" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/esboco-2-e1775407277121.jpg" alt="" class="wp-image-116226"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Estônia, Israel, Moldávia, Noruega, Irlanda do Norte e Bósnia. Estes foram os oponentes da Itália nos oito jogos sob a liderança de Gennaro Gattuso (6V-1E-1D).</strong></figcaption></figure>
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<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A chegada de Gennaro Gattuso simboliza bem essa mudança de direção. A aposta foi muito mais emocional do que racional. Um ídolo, um nome forte, alguém capaz de resgatar a competitividade. Mas intensidade sem estrutura não sustenta projeto. E os números falam por si. Diante de adversários mais frágeis, os resultados até vieram. Mas nos jogos decisivos, contra seleções mais organizadas, a Itália falhou. A goleada por 4 a 1 sofrida para a Noruega em pleno San Siro é um retrato claro disso. E contra a própria Bósnia, a incapacidade de vencer selou o destino.</p>



<p class="has-medium-font-size">A ideia da Federação, liderada por Gabriele Gravina e com o apoio de Gianluigi Buffon, era resgatar o espírito combativo. Algo semelhante ao que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tentou ao apostar em Dunga no passado. Mas o futebol exige muito mais do que motivação. Exige organização, leitura de jogo, adaptação. E nesse aspecto, Gennaro Gattuso ficou aquém. Sua limitação tática acabou sendo determinante. E embora não seja possível afirmar que com Luciano Spalletti o desfecho seria diferente, é razoável dizer que as chances de classificação seriam maiores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Com a eliminação confirmada, a Itália já inicia um novo processo de reconstrução. Gabriele Gravina e Gianluigi Buffon deixaram seus cargos, Gennaro Gattuso não permanecerá, e a Federação busca um nome experiente para liderar o próximo ciclo. Entre os favoritos, surgem nomes como Massimiliano Allegri, Antonio Conte, Gian Piero Gasperini e até mesmo um possível retorno de Roberto Mancini. O objetivo é claro: reconstruir a identidade e preparar a <em>Azzurra</em> para 2030. Mas o desafio vai muito além da escolha de um treinador.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque, no fim das contas, o sinal mais preocupante não é a eliminação em si. É a naturalização dela. A Itália já não surpreende mais ao ficar fora de uma Copa do Mundo. E isso, talvez, seja o maior sintoma da crise. Um país que já foi sinônimo de tradição, de solidez defensiva, de competitividade máxima, hoje busca se reencontrar. E enquanto essa reconexão não acontece, a seleção italiana segue distante do lugar que um dia foi seu por direito: o topo do futebol mundial.</p>
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		<title>Milan vence o Derby della Madonnina e mantém viva a disputa pelo Scudetto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 18:13:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[AC Milan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Derby della Madonnina do último final de semana, válido pela 28ª rodada da Serie A, carregava um peso que ia muito além de um simples clássico da cidade de Milão. Em jogo estava não apenas a rivalidade histórica entre Milan e Inter, mas também o futuro da disputa pelo Scudetto nesta temporada. Os Nerazzurri [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O <em>Derby della Madonnina</em> do último final de semana, válido pela 28ª rodada da Serie A, carregava um peso que ia muito além de um simples clássico da cidade de Milão. Em jogo estava não apenas a rivalidade histórica entre Milan e Inter, mas também o futuro da disputa pelo <em>Scudetto</em> nesta temporada. Os <em>Nerazzurri</em> adentraram ao San Siro com uma confortável vantagem de dez pontos na liderança da tabela. Para os <em>Rossoneri</em>, portanto, o cenário era claro: apenas a vitória manteria viva qualquer esperança de briga pelo título. Uma derrota ampliaria a diferença para treze pontos a apenas dez rodadas do fim. Até mesmo o empate manteria o abismo praticamente intransponível. Deste modo, tratava-se de uma decisão antecipada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante disso, o Milan entrou em campo pressionado, consciente de que precisava de uma atuação praticamente perfeita. E apesar da partida aquém das expectativas, os pupilos de Massimiliano Allegri superaram seu maior rival. A vitória por 1 a 0 manteve o time vivo na disputa e adicionou mais um capítulo importante à temporada rubro-negra. Em um campeonato marcado pela impressionante regularidade da Inter, qualquer deslize poderia ser fatal para os perseguidores que, ainda assim, encontraram forças justamente no jogo mais simbólico do calendário italiano. Mais uma vez, o <em>Derby della Madonnina</em> mostrou que, em clássicos desse tamanho, a lógica da tabela muitas vezes perde importância mediante a intensidade emocional que envolve o confronto.</p>



<p class="has-medium-font-size">Boa parte desse mérito passa pelas escolhas do técnico Massimiliano Allegri. O treinador rossonero voltou a demonstrar sensibilidade nas decisões táticas ao promover o retorno de Pervis Estupiñán à lateral esquerda. A escolha parecia arriscada à primeira vista. O equatoriano vinha de uma sequência irregular desde que chegou ao Milan, contratado junto ao Brighton por 17 milhões de euros. Sua expulsão contra o Napoli, ainda em meados de setembro, havia deixado uma marca negativa em sua trajetória inicial no clube. Desde então, o jovem Davide Bartesaghi havia assumido a titularidade na posição com boas atuações e crescente confiança.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115905" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134149434988248003-10-e1773164721880.jpg" alt="" class="wp-image-115905"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Com 19 anos e 350 dias, Davide Bartesaghi se tornou o defensor mais jovem a balançar as redes pelo Milan na Serie A, desde Paolo Maldini, com 19 anos e 247 dias, em 1988.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Davide Bartesaghi, revelado pelas categorias de base do Milan, vinha se consolidando como uma das surpresas positivas da temporada. No entanto, uma lesão sofrida no jogo anterior contra a Cremonese abriu novamente espaço para Pervis Estupiñán no time titular. E foi justamente nesse retorno que o equatoriano começou a dar sinais de recuperação. Contra a Cremonese, ele participou diretamente do primeiro gol ao cruzar para Luka Modric abrir o placar na vitória por 2 a 0. Um detalhe que parecia apenas circunstancial acabou ganhando um significado muito maior poucos dias depois.</p>



<p class="has-medium-font-size">No clássico contra a Inter, Pervis Estupiñán foi novamente decisivo. O lateral marcou o gol da vitória rossonera e ainda recebeu o prêmio de melhor jogador da partida. O lance decisivo nasceu de uma jogada ensaiada durante a semana de treinamentos. Massimiliano Allegri havia identificado fragilidades defensivas no lado direito da Inter, especialmente na cobertura feita por Luiz Henrique. A movimentação partiu de um passe preciso de Youssouf Fofana para Estupiñán infiltrar na área e definir o clássico. Um gol que não foi fruto do acaso, mas sim da leitura estratégica do treinador milanista.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">First goal in rossonero ✅ <a href="https://twitter.com/emirates?ref_src=twsrc%5Etfw">@Emirates</a> MVP in the derby ✅ <a href="https://t.co/EugCJLErGx">pic.twitter.com/EugCJLErGx</a></p>&mdash; AC Milan (@acmilan) <a href="https://twitter.com/acmilan/status/2030931612053946462?ref_src=twsrc%5Etfw">March 9, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, o momento do gol também carregou uma ironia típica do futebol italiano. Minutos antes do lance decisivo, a Inter havia desperdiçado uma chance claríssima com Henrikh Mkhitaryan. Na Itália existe uma expressão muito repetida nesses casos: quando uma equipe não aproveita sua oportunidade, quase sempre acaba pagando caro logo depois. Foi exatamente o que aconteceu no San Siro. Os <em>Nerazzuri</em> deixaram escapar a chance de abrir o placar e viram o Milan castigá-los pouco tempo depois. Em clássicos equilibrados, esses detalhes frequentemente determinam o resultado final.</p>



<p class="has-medium-font-size">A derrota também interrompeu uma sequência impressionante da Inter no campeonato. Os líderes da Serie A não perdiam desde o último <em>Derby della Madonnina</em>, disputado em novembro. Foram quinze jogos de invencibilidade desde então, com uma campanha quase perfeita e apenas dois pontos desperdiçados nesse período. A consistência interista vinha sendo o grande diferencial da equipe na temporada. Mesmo com a boa regularidade do Milan, acompanhar esse ritmo se mostrou extremamente difícil ao longo da competição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isso porque o Milan acabou tropeçando em momentos inesperados ao longo da caminhada. Empates contra equipes teoricamente mais frágeis, como Pisa, Sassuolo e Fiorentina — que nesta temporada luta contra o rebaixamento — impediram o time de se aproximar ainda mais da liderança. Foram resultados que custaram pontos preciosos na corrida pelo <em>Scudetto</em>. Por esse motivo, o <em>Derby della Madonnina</em> se transformou praticamente na última oportunidade real de recolocar os <em>Rossoneri</em> na disputa direta pelo título italiano.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro fator que pesou no clássico foi o número de desfalques importantes na Inter. O técnico Cristian Chivu não pôde contar com peças fundamentais como Hakan Çalhanoglu, Marcus Thuram e Lautaro Martínez no setor ofensivo. Ademais, Denzel Dumfries segue fora por problemas físicos, enfraquecendo ainda mais o lado direito da equipe. Mesmo com um elenco profundo e competitivo, essas ausências reduziram o poder ofensivo interista e acabaram influenciando diretamente no equilíbrio da partida.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">La classifica aggiornata ⬇️<br>Mancano 10 giornate 🔥 <a href="https://twitter.com/hashtag/SerieAEnilive?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#SerieAEnilive</a> <a href="https://t.co/EmU5TYIaCm">pic.twitter.com/EmU5TYIaCm</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2031129497987059801?ref_src=twsrc%5Etfw">March 9, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Para o Milan, a vitória também representa um dado simbólico relevante dentro da rivalidade recente entre os dois clubes. Com o triunfo deste fim de semana, os <em>Rossoneri</em> chegaram ao sétimo clássico consecutivo sem derrota diante da Inter. São cinco vitórias e dois empates nesse período. Isso significa que eles já atravessam duas temporadas completas sem perder para o maior rival. Um retrospecto que contrasta com a liderança atual da Inter na Serie A e aumenta a pressão psicológica do lado azul de Milão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo com a derrota no <em>Derby della Madonnina</em>, a Inter continua em posição confortável na disputa pelo <em>Scudetto</em>. Em contrapartida, essas derrotas no clássico deixam uma pequena mancha em uma campanha até aqui muito sólida. Para o Milan, por outro lado, o cenário traz alguns fatores favoráveis para a reta final da temporada. O clube já foi eliminado da Coppa Italia pela Lazio nas oitavas-de-final e, por este motivo, terá menos jogos no calendário em comparação com ao rival, que ainda disputa as fases decisivas do torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, o Milan também não participa de competições europeias nesta temporada, consequência direta da campanha decepcionante do ano anterior. Embora isso tenha sido visto inicialmente como um problema, o calendário mais leve pode acabar se transformando em vantagem nesta reta decisiva. Com menos desgaste físico e mais tempo para treinar, Massimiliano Allegri pode focar exclusivamente na Serie A. Uma condição que, em corridas longas como o <em>Calcio</em>, muitas vezes faz diferença.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro aspecto que evidencia a evolução rossonera é a comparação com a temporada passada. Neste mesmo estágio da Serie A, o Milan contabilizava dezesseis pontos a menos na classificação. Logo, isso retrata a evolução da equipe muito mais consistente sob a liderança de Massimiliano Allegri. O objetivo mínimo de garantir uma vaga na Champions League parece bastante encaminhado. A questão que permanece é se o time conseguirá transformar essa recuperação também em uma verdadeira disputa pelo título.</p>



<p class="has-medium-font-size">Restam dez rodadas para o término da Serie A e a diferença atual para a Inter é de sete pontos. Historicamente, reviravoltas desse tipo não são impossíveis. Em 1999, por exemplo, o próprio Milan conseguiu reverter uma desvantagem semelhante em circunstâncias até mais complicadas, com menos jogos. O futebol italiano já mostrou inúmeras vezes que corridas pelo <em>Scudetto</em> podem mudar drasticamente nas semanas finais. A pergunta que permanece no ar é inevitável: Os Rossoneri conseguirão desafiar as probabilidades mais uma vez? A resposta, como sempre, será dada dentro de campo.</p>
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		<title>A Inter e o Renascimento Depois da Queda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 20:37:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Milão é uma cidade onde o tempo não passa — ele ecoa. Sob as sombras eternas do Duomo, onde o mármore branco testemunha séculos de ambição humana, a Internazionale construiu sua própria catedral invisível, erguida não com pedra, mas com memória, dor e glória. Como as pinceladas pacientes de Leonardo da Vinci em “A Última [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Milão é uma cidade onde o tempo não passa — ele ecoa. Sob as sombras eternas do Duomo, onde o mármore branco testemunha séculos de ambição humana, a Internazionale construiu sua própria catedral invisível, erguida não com pedra, mas com memória, dor e glória. Como as pinceladas pacientes de Leonardo da Vinci em “A Última Ceia”, cada temporada é uma tentativa de capturar o instante perfeito, aquele momento onde o efêmero se torna eterno. A Inter sempre pertenceu a esse espaço entre o fracasso e a redenção, entre a queda e o renascimento. Porque em Milão, cair não é o fim. É parte do ritual. É parte da construção de algo maior do que o próprio presente.</p>



<p class="has-medium-font-size">A temporada passada deixou cicatrizes profundas, feridas que não aparecem nos uniformes, mas vivem na consciência coletiva do clube. A tríplice coroa escapou por entre os dedos como areia, não em um único golpe, mas em uma sucessão cruel de despedidas. O <em>scudetto</em> que desapareceu na última rodada. A Coppa Italia interrompida no caminho pelo rival que habita o mesmo teto. E a Champions League, onde o sonho encontrou seu fim mais brutal. Não é preciso reviver cada detalhe, porque o que realmente importa não é a queda em si, mas o que nasce depois dela. Porque os grandes clubes não são definidos por suas vitórias. São definidos pela forma como sobrevivem às suas derrotas.</p>



<p class="has-medium-font-size">E foi exatamente ali, no silêncio que sucede o fracasso, que a Internazionale começou a se transformar. Como um artista renascentista que destrói sua própria obra para recriá-la com maior perfeição, o clube mergulhou em si mesmo. Aprendeu com a dor. Aprendeu com a perda. Aprendeu que a grandeza não está em evitar o sofrimento, mas em utilizá-lo como matéria-prima. A Inter desta temporada não é apenas uma equipe mais forte. É uma equipe mais consciente. Mais madura. Mais preparada para enfrentar o peso de suas próprias expectativas. Porque algumas derrotas não enfraquecem. Elas revelam.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115577" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134149434988248003-11-e1771359255426.jpg" alt="" class="wp-image-115577"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>No Derby d&#8217;Italia, Cristian Chivu completou o jogo de número 40 à frente da Internazionale. No geral, são 29 vitórias, 3 empates e oito derrotas acumuladas no período.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O Campeonato Italiano, com sua história densa e sua lógica implacável, raramente perdoa aqueles que hesitam. E por isso, cada ponto conquistado é uma declaração de intenção. A Inter entendeu essa linguagem. Entendeu que o <em>scudetto</em> não é ganho apenas nos grandes palcos, mas nos jogos silenciosos, nas tardes comuns, nos confrontos onde a obrigação pesa mais do que a inspiração. É ali que os campeões se constroem. E nesta temporada, os <em>Nerazzurri</em> têm sido implacáveis. Não tropeçam onde antes vacilavam. Não permitem que o acaso se torne rotina. Agem com a frieza de quem aprendeu a lição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas a Serie A é feita de confrontos que transcendem a tabela. E poucos carregam tanto simbolismo quanto o <em>Derby d’Italia</em>. Juventus e Inter não são apenas adversários. São forças opostas, visões diferentes de poder e identidade. E quis o destino que esse encontro acontecesse no <em>Dia dos Namorados</em>, como se o próprio futebol decidisse ironizar a ideia de amor com noventa minutos de rivalidade pura. Porque ali não há romance. Há apenas confronto. Há apenas sobrevivência. Há apenas o peso de tudo o que essas camisas representam.</p>



<p class="has-medium-font-size">A vitória por 3 a 2 não foi apenas um resultado. Foi uma ruptura. Durante muito tempo, a Inter carregou dúvidas nos grandes jogos, como se uma sombra invisível a acompanhasse nos momentos decisivos. As derrotas recentes contra rivais diretos alimentaram essa narrativa, criando uma sensação incômoda de incompletude. O talento existia. A estrutura também. Mas faltava a prova definitiva. Faltava o momento onde o time olharia para o próprio reflexo e reconheceria sua força. E foi exatamente isso que aconteceu no San Siro.</p>



https://x.com/Inter/status/2022791266044440879?s=20



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Nem mesmo a vantagem numérica trouxe conforto imediato. O futebol, como a arte, não responde à lógica pura. Exige coragem e risco. E Cristian Chivu entendeu isso. Ao abandonar a segurança e lançar sua equipe em um 4-2-4 quase imprudente no segundo tempo, somente com Hakan Çalhanoglu e Piotr Zielinski no meio-campo, ele fez mais do que uma alteração tática. Fez uma declaração de fé. Retirou as amarras. Liberou o instinto. Os <em>Nerazzurri</em> deixaram de atuar com medo de perder e passaram a jogar com a urgência de quem precisava vencer. Foi um ato de ousadia que separa os cautelosos dos históricos.</p>



<p class="has-medium-font-size">E então, nos instantes finais, quando o tempo já parecia resignado ao empate, surgiu Piotr Zielinski. Não como um acaso, mas como uma consequência. Sua trajetória recente reflete a própria Inter: um talento que sem espaço sob o comando de Simone Inzaghi, que carregava dúvidas, que precisava reencontrar seu lugar. E naquele momento, encontrou. Seu gol não foi apenas o gol da vitória. Foi o símbolo de um renascimento coletivo. Porque às vezes, para que um clube reencontre seu destino, é preciso que seus protagonistas também reencontrem o próprio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa vitória alterou mais do que a tabela. Alterou a percepção. A larga vantagem aberta na liderança não representa apenas números, mas controle. Representa autoridade. Representa a sensação de que, desta vez, o destino não está escapando. A Inter construiu uma distância que, no contexto italiano, carrega enorme significado. Porque o <em>Calcio</em> é um campeonato onde a consistência vale mais do que o brilho. Onde vencer é, antes de tudo, resistir.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Os de cima sobem 📈<br><br>Inter e Milan vencem e seguem firmes no alto da tabela 🔥 <a href="https://t.co/ZtSczRFFFl">pic.twitter.com/ZtSczRFFFl</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://twitter.com/SerieA_BR/status/2023523631956181032?ref_src=twsrc%5Etfw">February 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda existem desafios. Ainda existem fantasmas. O desempenho contra adversários de elite continua sendo um teste constante, uma fronteira que precisa ser cruzada repetidamente até deixar de existir. Mas a diferença agora é interna. A Internazionale não parece mais refém dessas dúvidas. Parece, pela primeira vez em muito tempo, confortável em seu próprio papel. Consciente tanto de sua força, quanto de sua identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao longo da última década, poucos clubes italianos sustentaram um nível tão alto de competitividade quanto os <em>Nerazzurri</em>. E ainda assim, os títulos conquistados parecem insuficientes para traduzir sua verdadeira dimensão. Talvez porque algumas equipes não sejam definidas apenas pelo que ganham, mas pelo que representam. Pela sensação que deixam. Pela permanência que constroem. A Inter pertence a essa categoria.</p>



<p class="has-medium-font-size">Milão sempre foi uma cidade de reinvenção. Uma cidade onde artistas, arquitetos e visionários desafiaram os limites do possível. A Internazionale carrega esse mesmo espírito. Não é um clube que aceita permanecer estático. É um clube em constante transformação. Cada temporada é uma nova tentativa de alcançar algo maior. Cada vitória é apenas um passo dentro de uma jornada muito mais longa.</p>



<p class="has-medium-font-size">E agora, enquanto a Serie A se aproxima de seu desfecho, a Inter caminha com a serenidade de quem entende o rumo seguido. Não com arrogância, mas com consciência. Porque os grandes clubes não correm atrás da história. Eles se tornam parte dela. E sob o céu de Milão, onde o passado e o presente coexistem em silêncio, a Internazionale avança mais uma vez. Não como uma equipe que tenta esquecer suas derrotas. Mas como uma entidade que aprendeu a usá-las como combustível.</p>
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		<title>Entre dúvidas e resultados, o Milan reencontra seu caminho com Allegri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 12:50:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A vitória do Milan por 3 a 0 sobre o Bologna, fora de casa, não foi apenas mais um resultado positivo na temporada. Ela serviu para manter intacta a distância de cinco pontos em relação à Internazionale, líder da Serie A, após o encerramento da 23ª rodada. O dado, por si só, já chama atenção, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A vitória do Milan por 3 a 0 sobre o Bologna, fora de casa, não foi apenas mais um resultado positivo na temporada. Ela serviu para manter intacta a distância de cinco pontos em relação à Internazionale, líder da Serie A, após o encerramento da 23ª rodada. O dado, por si só, já chama atenção, mas o contexto amplia o peso desse momento. O Milan segue vice-líder e, mais do que isso, profundamente inserido na corrida pelo <em>Scudetto</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Esse cenário ganha contornos ainda mais surpreendentes quando lembramos que esta é a primeira temporada de Massimiliano Allegri em seu retorno ao clube. Um retorno carregado de dúvidas, desconfiança e até resistência por parte da torcida e da crítica. Não pela falta de currículo, mas pela identidade de jogo que sempre acompanhou o treinador. Allegri nunca foi sinônimo de encantamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">O futebol praticado por suas equipes costuma ser descrito como reativo, conservador e excessivamente pragmático. Um estilo que contrasta com a ideia romântica de protagonismo e domínio que muitos associam ao Milan histórico. Para parte do público, Allegri vive mais do peso do nome do que da bola apresentada em campo. Ainda assim, ignorar seus resultados seria negar a realidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque, goste-se ou não, Allegri é um treinador vencedor. Foi assim na Juventus, onde acumulou títulos e hegemonia doméstica, e também no próprio Milan, quando conquistou o <em>Scudetto</em> em 2011 antes de sua saída. Ele retorna agora em um contexto completamente diferente, encontrando um clube ferido, em reconstrução e fora da Champions League após a decepcionante oitava colocação na temporada anterior da Serie A.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115373" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134141645045500836-4-e1770206947944.jpg" alt="" class="wp-image-115373"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Campeão italiano à frente do Milan em 2011, Massimiliano Allegri coleciona 16 vitórias, 8 empates e três derrotas nesta segunda passagem pelo clube.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a ausência nas competições europeias, vista inicialmente como um fracasso esportivo, acabou se transformando em uma vantagem competitiva clara. O Milan tem um calendário mais limpo, menos desgastante e com maior espaço para recuperação física e preparação tática. Quer dizer, uma condição que contrasta com a rotina pesada de adversários diretos como Inter, Juventus e Roma.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que esse fator já se mostrou decisivo recentemente na própria Serie A. O Napoli da temporada passada é o exemplo mais evidente de como focar apenas no cenário doméstico pode potencializar rendimento e regularidade. O Milan, agora, parece trilhar um caminho semelhante. Não por coincidência, no momento os <em>Rossoneri</em> superam os atuais campeões italianos na corrida pelo título.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, o que torna essa campanha ainda mais relevante é o fato de o Milan estar à frente de clubes com orçamentos significativamente maiores, como a Juventus. Em teoria, o elenco milanista não figurava entre os favoritos antes do início da temporada. Na prática, porém, o time se mostrou competitivo, organizado e extremamente eficiente dentro da proposta estabelecida.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os números ajudam a sustentar essa narrativa. Em casa, o Milan conquistou 24 pontos em 11 jogos, um desempenho sólido que o mantêm com a quarta melhor performance entre os mandantes na Serie A, mas é longe de San Siro que os dados realmente impressionam. Fora de seus domínios, são 26 pontos somados, com uma invencibilidade que já dura 12 partidas como visitante, isto é, um desempenho somente inferior em relação ao da Internazionale.</p>



<p class="has-medium-font-size">Sete triunfos e cinco empates na estrada não são estatísticas comuns, especialmente em um campeonato historicamente equilibrado como o italiano. Esse rendimento revela não apenas consistência, mas maturidade competitiva. O Milan sabe sofrer, controlar momentos adversos e castigar o erro do rival. Não à toa, os comandados de Massimiliano Allegri se tornaram a terceira equipe do clube a alcançar 50 pontos depois de 23 rodadas na era dos três pontos por vitória.</p>



https://twitter.com/SerieA_BR/status/2018806300730425391?s=20



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro desse contexto, a presença de Luka Modrić como principal referência em campo ganha enorme relevância. Mais do que qualidade técnica, ele oferece liderança, leitura de jogo e controle emocional em partidas decisivas. No auge dos 40 anos de idade, o meio-campista croata é o tipo de jogador que traduz em campo a mentalidade pragmática que Massimiliano Allegri busca implementar.</p>



<p class="has-medium-font-size">O projeto também segue em movimento fora das quatro linhas. Depois de romper a barreira dos 160 milhões de euros em contratações no início da temporada, o Milan trouxe Niclas Fullkrug, via empréstimo nessa janela de janeiro, a fim de fortalecer um ataque que ainda carece de alternativas. Trata-se de peça pensada não apenas para volume ofensivo, mas para eficiência em momentos-chave, após as frustrantes negociações envolvendo as vindas de Joshua Zirkzee e Jean-Philippe Mateta, reprovado nos exames médicos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Tudo isso contribui para uma sensação clara: o Milan já provou que está, de fato, na briga pelo Scudetto. Aquilo que parecia improvável antes da temporada começa a ganhar contornos concretos. O time não apenas acompanha a Inter, como pressiona, ronda e se mantém vivo na disputa tanto por intermédio da solidez defensiva quanto através de um poderio ofensivo que chama a atenção em se tratando do <em>Allegrismo</em>.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Resta agora observar os próximos capítulos dessa história. A corrida direta contra a Internazionale promete ser intensa, estratégica e emocionalmente desgastante até o fim. Se o Milan conseguirá ou não superar sua grande rival, só o tempo dirá — mas a promessa de uma disputa aberta pelo <em>Scudetto</em> está feita.</p>
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		<title>Antonio Conte volta a fracassar na Champions League, e o Napoli se despede na fase de liga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 19:33:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Conte]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pesada derrota por 3 a 0 para a Juventus já sinalizava que o pior estava por vir ao Napoli na rodada final da fase de liga Champions League, tendo em vista que a queda em Turim deixou os napolitanos a NOVE pontos de distância da líder, Inter de Milão, na classificação da Serie A. [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A pesada derrota por 3 a 0 para a Juventus já sinalizava que o pior estava por vir ao Napoli na rodada final da fase de liga Champions League, tendo em vista que a queda em Turim deixou os napolitanos a NOVE pontos de distância da líder, Inter de Milão, na classificação da Serie A.</p>



<p class="has-medium-font-size"> À vista disso, a sensação é a de que a briga pelo <em>Scudetto</em> já não é mais realidade ao Napoli, cujo principal objetivo é assegurar a atual quarta colocação na Serie A. Ainda assim, uma duríssima missão considerando tanto a curta diferença de dois pontos do sexto colocado Como, quanto aos problemas que assolam os <em>Azzurri</em>, que ficaram escancarados no revés por 3 a 2 diante do Chelsea em pleno estádio Diego Maradona.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que o Napoli adentrou a última rodada da fase de liga da Champions League necessitando de uma vitória sobre o Chelsea para avançar aos playoffs de repescagem, uma difícil condição oriunda da pífia campanha dos comandados de Antonio Conte no torneio continental. E para piorar a situação, os ingleses também precisavam dos três pontos para que a vaga nas oitavas-de-final fosse assegurada de maneira direta.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e a precoce despedida do Napoli na Champions League começou a partir dos 19 minutos de partida, quando Enzo Fernández, de pênalti, abriu o placar a favor do Chelsea após o zagueiro Juan Jesus tocar a bola com a mão dentro da área numa cobrança de falta. Consequentemente, os atuais campeões italianos enfrentaram ainda mais obstáculos para escalar a montanha que já se apresentava íngrime em meio a série de desfalques por conta de lesões.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-13 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115266" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/01/134128072238996261-8-e1769714968446.jpg" alt="" class="wp-image-115266"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A estreia de Romelu Lukaku na Champions League deu-se apenas na derrota por 3 a 0 contra a Juventus pela 21ª rodada da Serie A. São 19 minutos em campo no período.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Muitas vezes as contusões são usadas como muleta para justificar más atuações ou a fase irregular de uma equipe, mas seria uma cegueira não enxergar que elas estão comprometendo totalmente a temporada do Napoli. Para se ter uma ideia, nada menos do que oito jogadores não estiveram em ação contra o Chelsea em virtude de lesões, dentre eles, Vanja Milinkovic-Savic, Amir Rrahmani, Billy Gilmour, Franck Anguissa, Matteo Politano, Kevin De Bruyne e David Neres.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, é compreensível a queda de rendimento do Napoli, sobretudo se levarmos em conta o estilo de jogo pra lá de intenso de Antonio Conte, no qual suas equipes costumam superar a velocidade total de 200 quilômetros percorridos nas partidas. Ou seja, a rotação é sempre elevada, o que explica porque Scott McTominay, que veio da Premier League onde o ritmo é este, encaixou tão rapidamente na engrenagem napolitana.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, outros questionamentos surgiram em torno das escolhas de Antonio Conte, como por exemplo: não seria o ideal ele mudar a abordagem de jogo do Napoli projetanto toda a temporada que, desta vez, tinha a Champions League no tabuleiro? Quer dizer, uma dúvida que faz total sentido visto que ao longo da caminhada rumo ao <em>Scudetto</em> na edição anterior da Serie A, os <em>Azzurri</em> tinham apenas competições de âmbito nacional para disputar, algo que não exigia tanto da parte física dos atletas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, na tentativa de resolver os problemas físicos do elenco a diretoria do Napoli foi ao mercado neste início de ano. Todavia, para não infringir as regras do Fair Play Financeiro o clube precisou negociar algumas peças antes de trazer outras novas. Com isso, Lorenzo Lucca e Noa Lang deixaram a capital da Campânia, enquanto o recém-contratado Giovane só estaria disponível na Champions League se os italianos chegassem aos play-offs. Ao mesmo tempo, a saída de Ruben Amorim do Manchester United inviabilizou a chegada de Kobbie Mainoo via empréstimo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, restou a Antonio Conte depositar todas as suas fichas na hostil atmosfera do estádio Diego Maradona na partida frente o Chelsea que, embora tenha terminado com o triunfo dos londrinos por 3 a 2 graças a inspirada atuação de João Pedro, acabou favorecendo o Napoli, a julgar pela virada dada ainda no primeiro tempo, o que significa que o estrago teria sido maior sem a ajuda do décimo segundo jogador em campo: a torcida.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">⏹️ Full time: <a href="https://twitter.com/hashtag/NapoliChelsea?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#NapoliChelsea</a> 2-3<br><br>💙 <a href="https://twitter.com/hashtag/ForzaNapoliSempre?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ForzaNapoliSempre</a> <a href="https://t.co/RZwQo1LWQi">pic.twitter.com/RZwQo1LWQi</a></p>&mdash; Official SSC Napoli (@sscnapoli) <a href="https://twitter.com/sscnapoli/status/2016631246588199344?ref_src=twsrc%5Etfw">January 28, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">   </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a eliminação do Napoli ainda na fase de liga da Champions League em razão do 30º lugar da tabela com míseros 8 de 24 possíveis pontos conquistados, novamente fez Antonio Conte fracassar na competição em que ele registra apenas 17 vitórias em 50 jogos disputados, tendo como a campanha mais bem sucedida até hoje ter chegado nas quartas-de-final da temporada 2012/13 com a Juventus, isto é, o mesmo estágio da melhor participação dos <em>Azzurri </em>há três anos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, aos que quiserem visualizar o copo cheio o Napoli terá somente a Serie A e a Coppa Italia pela frente neste segundo semestre da temporada, o que lhe dará semanas livres para os napolitanos recuperarem fisicamente os jogadores, além de um maior período maior de treinamentos para Antonio Conte ajustar problemas como a escassez de gols do setor ofensivo que, desde a temporada passada marcada pela conquista do quarto <em>Scudetto</em>, é dono do sexto melhor ataque da Serie A, ainda que com as vindas de Kevin De Bruyne e Rasmus Hojlund.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, o mais racional é o Napoli usar a dolorosa desclassificação na Champions League como aprendizado para que os mesmos erros não se repitam de novo futuramente, a exemplo do cartão vermelho recebido por Giovanni Di Lorenzo, aos 20 minutos da etapa inicial do jogo contra o Manchester City no Etihad Stadium, justamente o capitão que não foi expulso nenhuma vez na última temporada, ou na desastrosa goleada por 6 a 2 sofrida diante do PSV Eindhoven, bem como na cautelosa apresentação sem gols frente o Eintracht Franfurt, seguido de outro empate ante o também eliminado Copenhague.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Em resumo, os cartões vermelhos, as penalidades infantis, as lesões, a fragilidade ofensiva com Giacomo Raspadori e Giovanni Simeone como opões no ataque, além da não reposição à altura de Khvicha Kvaratskhelia mediante as contratações de Noah Lang e Lorenzo Lucca que já saíram do clube, completam o combo que culminou no adeus do Napoli na Champions League, por uma campanha pior em relação ao Bodo/Glimt, Qarabag, Club Brugge, Olympiacos e ao Eintracht Frankfurt, oitavo colocado da Bundesliga.</p>
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		<title>Em dois meses, Luciano Spalletti já fez a Juventus pensar grande novamente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 13:22:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sessenta dias foram suficientes para que Luciano Spalletti fizesse a Juventus sair de um melancólico outono para um esperançoso Ano-Novo. Não à toa, as perspectivas em Turim são pra lá de positivas visando 2026, das quais se incluem até mesmo o título italiano. Nem o mais otimista dos torcedores da Juventus acreditava que a equipe [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/01/01/a-revolucao-de-spalletti-ja-comecou-a-surtir-efeito-em-turim/">Em dois meses, Luciano Spalletti já fez a Juventus pensar grande novamente</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Sessenta dias foram suficientes para que Luciano Spalletti fizesse a Juventus sair de um melancólico outono para um esperançoso Ano-Novo. Não à toa, as perspectivas em Turim são pra lá de positivas visando 2026, das quais se incluem até mesmo o título italiano.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Nem o mais otimista dos torcedores da Juventus acreditava que a equipe brigaria pelo <em>Scudetto</em> quando Luciano Spalletti desembarcou na capital do Piemonte no final de outubro para assumir o antigo posto de Igor Tudor, demitido após o revés pelo placar mínimo diante da Lazio em partida válida pela 8ª rodada da Serie A, que resultou na queda da<em> Juve</em> ao 8º lugar da tabela a seis pontos do então líder Napoli.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, até mesmo a chegada de Luciano Spalletti não foi capaz de motivar a maior parte da torcida que, claramente, ainda mantinha viva na memória o trabalho aquém das expectativas realizado por ele à frente da seleção italiana. Logo, a realidade é que um dos poucos otimistas em relação à reviravolta dos <em>Bianconeri</em> na temporada era o próprio treinador de 66 anos de idade, a julgar pelas primeiras palavras ditas pelo novo treinador da Juventus aos jogadores e depois publicamente ao afirmar: &#8220;Precisamos ter a ambição de voltar à briga pelo <em>Scudetto</em>&#8220;.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, é curioso o fato de que nem o vestiário acreditava em Luciano Spalletti, tendo alguns atletas desconfiando que ele era meio maluco enquanto outros achavam que tratava-se somente de um discurso motivacional. Ou seja, um pensamento que mudou completamente dois meses depois, com a Juventus, embora com um jogo a menos, situada na 5ª posição da Serie A e separada a míseros quatro pontos da primeira colocada Inter de Milão.</p>



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<p class="has-medium-font-size">Mas o que nos leva a crer que a Juventus está na corrida pelo <em>Scudetto</em> se a distância em comparação à liderança pode chegar a sete pontos caso a Inter de Milão vença o jogo atrasado? São diversos os motivos, a começar pelo calendário da <em>Juve</em> em janeiro, composto por quatro jogos consecutivos contra oponentes de nível técnico inferior que lutam pela sobrevivência na Serie A. Tratam-se de Lecce (c), Sassuolo (f), Cremonese (c) e Cagliari (f), o que significa que o único enfrentamento difícil ocorrerá na última partida do mês frente o Napoli, no Allianz Stadium.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, a evolução da Juventus é um dos principais fatores que a colocam na batalha pelo <em>Scudetto</em>, tendo em vista que o time registra uma elevada média de 2,13 pontos conquistados por jogo sob o comando de Luciano Spalletti. Por sinal, um dos maiores índices assinalados desde o último título italiano conquistado há cinco anos, que aumentou mediante as recentes vitórias sobre Bologna, Roma e Pisa, respectivamente.</p>



<p class="has-medium-font-size">É claro que dois meses não correspondem a uma temporada inteira, porém é bastante animador para a Juventus ver Luciano Spalletti colecionando uma alta taxa de 2,13 pontos por partida, superando os antecessores Igor Tudor (1,76), Thiago Motta (1,79), Massimiliano Allegri em sua segunda passagem pelo clube (1,87), e até mesmo Andrea Pirlo (2,05), campeão tanto da Coppa Itália quanto da Supercopa da Itália em 2021. Para se ter uma ideia, o ex-técnico do Napoli contabiliza a mesma média do último campeão italiano em Turim, Maurizio Sarri.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro detalhe relevante foi o crescimento dos jogadores após a chegada de Luciano Spalletti, que da mesma maneira que fez nos tempos de Napoli, vem potencializando o futebol de cada uma das suas peças. O melhor exemplo para justificar isso é Teun Koopmeiners, totalmente revitalizado ao ser descolado para atuar como zagueiro pela esquerda, a ponto dos mais de 50 milhões de euros gastos para contratá-lo junto à Atalanta no ano passado valerem cada centavo investido.</p>



<p class="has-medium-font-size">Somam-se a Teun Koopmeiners: Weston McKennie, antes sem espaço com Igor Tudor e hoje realmente intocável na Juventus; Filip Kostic, deciviso ao balançar as redes nos triunfos sobre Cremonese e Fiorentina; Edon Zhegrova, que saiu do banco de reservas para mudou o rumo do jogo contra o Pisa na rodada anterior da Serie A; Jonathan David, autor de dois tentos no Allianz Stadium pela Champions League; além de Lois Openda, responsável pelo gol da recente vitória por 2 a 1 sobre a Roma.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-14 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="114531" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/12/134106227926637144-11-e1767189769105.jpg" alt="" class="wp-image-114531"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 12 jogos no comando da Juventus, Luciano Spalletti coleciona 8 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota (para o Napoli). Foram 19 gols marcados e somente 9 sofridos no período.</strong></figcaption></figure>
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<p class="has-medium-font-size">Por fim, a mudança de mentalidade estabelecida por Luciano Spalletti, reconhecida através da autoestima e dos resultados conquistados, foi o ponto crucial para a ascensão da Juventus, isso explica porque a diretoria do clube já planeja prorrogar o atual vínculo contratual do treinador que acaba no final da temporada até 2028, ainda que exista uma cláusula que garanta a renovação automática se a vaga na Champions League for confirmada ao término da Serie A.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, a Juventus não descarta a possibilidade de ir ao mercado em janeiro a fim de reforçar a equipe na busca pelo<em> Scudetto</em>, além de satisfazer os desejos de Luciano Spalletti. Por essa razão, o nome de Federico Chiesa entrou no radar da <em>Juve</em>, que tem a intenção de trazê-lo via empréstimo até o meio de 2026 aproveitando o interesse do jogador do Liverpool em disputar a próxima Copa do Mundo, em meio a baixíssima minutagem do camisa 14 no clube inglês.</p>



<p class="has-medium-font-size">A possível vinda de Federico Chiesa seria essencial para Luciano Spalletti equilibrar os lados do ataque, que já conta com Francisco Conceição pela direita. Do mesmo modo, ela certamente seduziria a principal peça-chave da Juventus, Kenan Yıldız, a rejeitar futuras propostas para continuar no clube que projeta crescer. Um movimento que seria dado sem afetar o orçamento comprometido depois dos 240 milhões de euros despejados pelos <em>Bianconeri</em> somente nesta e na última temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, após o deprimente fim de ciclo de Massimiliano Allegri e das pífias trajetórias de Thiago Motta e Igor Tudor, enfim a Juventus voltou a pensar grande com Luciano Spalletti.  </p>
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