<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Itália-SoccerBlog</title>
	<atom:link href="https://www.soccerblog.com.br/category/futebol-italiano/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.soccerblog.com.br/category/futebol-italiano/</link>
	<description>Blog sobre futebol</description>
	<lastBuildDate>Wed, 09 Sep 2026 20:35:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.7</generator>

<image>
	<url>https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2016/08/favicon-50x50.png</url>
	<title>Itália-SoccerBlog</title>
	<link>https://www.soccerblog.com.br/category/futebol-italiano/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Inter perde no placar, mas deixa o Bernabéu maior do que entrou</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/09/09/inter-perde-no-placar-mas-deixa-o-bernabeu-maior-do-que-entrou/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=inter-perde-no-placar-mas-deixa-o-bernabeu-maior-do-que-entrou</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/09/09/inter-perde-no-placar-mas-deixa-o-bernabeu-maior-do-que-entrou/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 20:35:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Calcio]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Italiano]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
		<category><![CDATA[Cristian Chivu]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Inter de Milão]]></category>
		<category><![CDATA[Nerazzurri]]></category>
		<category><![CDATA[Serie A]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[UCL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=118434</guid>

					<description><![CDATA[<p>Primeira derrota na temporada expõe antigos pecados nos grandes jogos, porém confirma a força de um elenco construído para dominar a Itália e perseguir a Europa. A primeira derrota da Inter de Milão na temporada 2026-27 chegou justamente no palco em que qualquer erro costuma adquirir dimensões continentais. O revés por 2 a 1 diante [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/09/09/inter-perde-no-placar-mas-deixa-o-bernabeu-maior-do-que-entrou/">Inter perde no placar, mas deixa o Bernabéu maior do que entrou</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size"><strong>Primeira derrota na temporada expõe antigos pecados nos grandes jogos, porém confirma a força de um elenco construído para dominar a Itália e perseguir a Europa</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size">A primeira derrota da Inter de Milão na temporada 2026-27 chegou justamente no palco em que qualquer erro costuma adquirir dimensões continentais. O revés por 2 a 1 diante do Real Madrid, no Santiago Bernabéu, interrompeu uma sequência de três vitórias nas rodadas iniciais da Serie A. Entretanto, reduzir a atuação <em>nerazzurra</em> ao resultado seria ignorar aquilo que aconteceu durante quase toda a noite na capital espanhola. Os italianos controlaram o jogo, empurraram o maior campeão europeu para trás e transformaram Thibaut Courtois no protagonista improvável do encontro. Às vezes, o futebol castiga quem propõe, premia quem resiste e entrega ao placar uma verdade diferente daquela desenhada pelo desempenho.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foram 21 finalizações italianas contra 16 espanholas, além de 11 escanteios diante de somente quatro dos anfitriões. Inter de Milão também teve ampla superioridade na posse de bola, circulando com paciência e ocupando o campo ofensivo por longos períodos. Thibaut Courtois precisou realizar sete defesas, algumas delas extraordinárias, para impedir que o domínio territorial se transformasse em igualdade no marcador. Do outro lado, o Real Madrid aproveitou falhas defensivas, como a do goleiro Josef Martínez, para construir sua vantagem e depois se agarrou ao resultado até o apito final. Os números não concedem pontos, mas ajudam a explicar por que essa queda possui um significado diferente de uma simples noite de inferioridade. </p>



<p class="has-medium-font-size">Existe, contudo, uma diferença importante entre controlar uma partida e governar seus momentos decisivos. A Inter de Milão teve volume, presença, coragem e repertório, porém faltou precisão quando as oportunidades pediam frieza. O Real Madrid, mesmo desconfortável, encontrou dois gols ainda no primeiro tempo por meio de Kylian Mbappé e Federico Valverde.<br>Carlos Augusto descontou aos 32 minutos da etapa complementar, alimentando uma pressão que quase produziu a reação completa. No fim, os <em>merengues</em> venceram porque foram mais cirúrgicos, enquanto os <em>nerazzurri </em>pagaram caro por equívocos incompatíveis com esse nível competitivo. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Fischio finale <a href="https://t.co/JHs4I7rNn0">pic.twitter.com/JHs4I7rNn0</a></p>&mdash; Inter ⭐⭐ (@Inter) <a href="https://x.com/Inter/status/2097429203499012375?ref_src=twsrc%5Etfw">September 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Essa contradição acompanha a Inter de Milão há algum tempo: sobra autoridade contra adversários inferiores, mas falta imponência nos confrontos que definem reputações.<br>A campanha do último <em>Scudetto</em> foi construída sobretudo pela regularidade, qualidade indispensável em um campeonato de 38 rodadas. Ainda assim, o rendimento diante dos gigantes deixou dúvidas que não desapareceram com a taça nacional. O prolongado jejum contra o Milan no <em>Derby della Madonnina</em> representa um sintoma incômodo dessa dificuldade para vencer quando a temperatura emocional aumenta. Como uma equipe deseja conquistar a Europa se ainda permite que os grandes encontros escapem pelos detalhes?</p>



<p class="has-medium-font-size">A derrota em Madrid, nesse sentido, apresenta simultaneamente uma resposta animadora e outra preocupante. Cristian Chivu viu seus comandados competirem de igual para igual, mesmo diante do peso histórico carregado pelas arquibancadas do Bernabéu. Poucos visitantes conseguem produzir tantas oportunidades naquele estádio ou obrigar o Real Madrid a terminar uma partida protegido dentro da própria área. Por outro lado, a superioridade estética voltou a esbarrar na ausência de contundência, repetindo uma fragilidade conhecida em ocasiões importantes. Jogar melhor consola durante algumas horas; conquistar títulos, no entanto, exige transformar merecimento em consequência.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nada disso apaga o excelente começo apresentado na Serie A, onde três triunfos recolocaram os atuais campeões imediatamente no topo da disputa. A Inter de Milão inicia a defesa do <em>Scudetto</em> como principal força do futebol italiano e dona do elenco mais completo do país. <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/26/roma-o-novo-exercito-de-gasperini-esta-pronto-para-conquistar-a-italia/">A Roma aparece como concorrente direta neste primeiro recorte, embora qualquer prognóstico definitivo em setembro seja inevitavelmente precipitado.</a> Qualidade técnica, profundidade no banco e experiência acumulada oferecem aos interistas recursos suficientes para atravessar lesões, suspensões ou oscilações. Quando uma temporada é longa, geralmente vence quem possui mais alternativas para sobreviver aos dias imperfeitos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Há também um dado histórico capaz de aumentar o tamanho dessa missão doméstica.<br>Desde o nono título consecutivo conquistado pela Juventus em 2019-20, nenhum clube conseguiu vencer a Serie A duas vezes seguidas. Inter, Milan e Napoli dividiram o protagonismo posteriormente, produzindo uma alternância saudável depois de quase uma década de hegemonia<em> bianconera</em>. Repetir a conquista, portanto, significaria romper um ciclo de seis temporadas sem bicampeões nacionais. Seria mais do que defender uma coroa: representaria estabelecer a primeira dinastia italiana desta nova era. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A minha tabela atualizada  🇮🇹 <a href="https://t.co/U9rEFDMQTJ">pic.twitter.com/U9rEFDMQTJ</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://x.com/SerieA_BR/status/2097078341664747820?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Para alcançar esse objetivo, a diretoria abandonou momentaneamente parte da austeridade que caracterizou os últimos mercados. Pela primeira vez em seis anos, o investimento <em>nerazzurro</em> ultrapassou a barreira dos 100 milhões de euros em uma janela. Djed Spence, Curtis Jones, Aleksandar Stankovic e Ivan Provedel chegaram mediante operações pagas, ao passo que John Stones desembarcou sem custo de transferência. O grupo ganhou força física, experiência internacional, juventude e soluções para diferentes setores. Dinheiro não ergue troféus sozinho, porém eleva inevitavelmente a cobrança sobre quem escolheu gastá-lo. </p>



<p class="has-medium-font-size">A presença de três ingleses entre os reforços constitui uma das características mais interessantes dessa reconstrução. John Stones oferece liderança e capacidade para iniciar jogadas desde a defesa, atributo valioso em uma formação acostumada a sair com passes curtos. Curtis Jones acrescenta energia ao meio-campo, podendo acelerar transições ou aproximar setores quando o adversário fecha os espaços centrais. Djed Spence amplia as opções pelos corredores, trazendo explosão para uma equipe historicamente dependente do trabalho realizado pelo ex-ala Denzel Dumfries. Não se trata apenas de reunir nomes conhecidos, mas de oferecer a Cristian Chivu novas maneiras de interpretar cada desafio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aleksandar Stanković carrega ainda uma dimensão simbólica, pois retorna depois da passagem pelo Club Brugge cercado por expectativas. Filho de Dejan, personagem marcante da história recente interista, o jovem não pode ser condenado a viver como extensão do sobrenome.<br>Ivan Provedel, por sua vez, chega da Lazio para ampliar a concorrência em uma posição que exigia renovação diante do declínio de Yann Sommer. A composição defensiva também requer estabilidade de Alessandro Bastoni, pressionado após o trauma vivido pela seleção italiana nas Eliminatórias. Entre heranças, cicatrizes e promessas, os <em>nerazzurri</em> tentam construir o futuro sem negar as sombras deixadas pelo passado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Grande parte dessa capacidade de renovação passa pelo trabalho de Giuseppe Marotta, arquiteto acostumado a encontrar valor onde outros enxergam apenas contratos encerrados.<br>Como dirigente da Juventus, ele participou das chegadas sem custos de Andrea Pirlo, Paul Pogba, Fernando Llorente, Daniel Alves e Sami Khedira. Na Inter de Milão, repetiu a estratégia com Stefan de Vrij, Hakan Çalhanoglu, Henrikh Mkhitaryan, André Onana, Marcus Thuram, Piotr Zielinski e agora John Stones. Nem toda aposta prospera, naturalmente, mas a quantidade de acertos consolidou sua reputação como um dos administradores mais eficientes do continente.<br>O presidente interista compreendeu antes de muitos concorrentes que oportunidades gratuitas podem entregar fortunas técnicas quando existe planejamento.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="118438" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/09/134196928221705637-4-e1788968528334.jpg" alt="" class="wp-image-118438"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Com a goleada sobre o Monza por 4 a 1 na 1ª rodada da Serie A, a Inter marcou quatro ou mais gols pelaa quinta vez em oito temporadas na estreia do campeonato.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A continuidade competitiva obtida apesar das inúmeras despedidas talvez seja a maior prova da solidez institucional da Inter de Milão. Achraf Hakimi, Romelu Lukaku e André Onana foram negociados em momentos diferentes para ajudar no equilíbrio financeiro. Antonio Conte deixou o comando depois de recolocar o clube no caminho dos títulos, enquanto Simone Inzaghi também encerrou posteriormente sua trajetória. Mesmo assim, a camisa permaneceu disputando as principais taças, encontrando novos protagonistas e preservando uma identidade reconhecível. Os atuais campeões italianos mudam peças, trocam maestros, reorganizam a orquestra e ainda conseguem manter a música próxima do mais alto nível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Lautaro Martínez segue como referência técnica, emocional e competitiva dessa formação.<br>O atacante argentino personifica a ambição de um grupo que aprendeu a conviver com responsabilidade, cobrança e noites europeias decisivas. Ao seu redor, Marcus Thuram procura superar a irregularidade demonstrada em grandes compromissos, enquanto Pio Esposito simboliza a renovação ofensiva. Os jovens ganham espaço em meio às lesões, permitindo que Cristian Chivu experimente combinações sem abandonar a espinha dorsal campeã. Essa mistura entre permanência e transformação explica por que a Inter de Milão pode terminar o calendário ainda melhor do que começou.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se o bicampeonato italiano representa grandeza, a Champions League oferece algo próximo da eternidade. A última conquista continental da Inter aconteceu em 2010, justamente no Bernabéu, quando a equipe de José Mourinho derrotou o Bayern por 2 a 0. Desde então, vieram os vice-campeonatos diante do Manchester City, em 2023, e do Paris Saint-Germain, em 2025, mantendo aberta uma ferida profunda. A recente eliminação contra o Bodo/Glimt nos playoffs da edição passada ampliou a frustração, principalmente porque o caminho posterior parecia menos ameaçador. Para um clube do tamanho da Inter de Milão, participar já não basta; chegou novamente o momento de converter tradição em conquista. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por isso, o tropeço diante do Real Madrid não deve provocar desespero, mas tampouco merece ser tratado apenas como uma derrota honrosa. O técnico Cristian Chivu afirmou que este é somente o começo, e realmente existe muito tempo para amadurecer ideias, integrar reforços e recuperar lesionados. O desempenho no Santiago Bernabéu demonstrou que a Inter de Milão possui futebol suficiente para desafiar qualquer potência, embora ainda precise desenvolver instinto para matar partidas. A noite espanhola deixou uma cicatriz pequena no calendário, porém colocou diante do espelho todas as virtudes e limitações do projeto.<br>Talvez a pergunta decisiva seja justamente esta: quando surgir a próxima grande oportunidade, os <em>nerazzurri</em> voltarão a encantar ou finalmente aprenderão a vencer?</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/09/09/inter-perde-no-placar-mas-deixa-o-bernabeu-maior-do-que-entrou/">Inter perde no placar, mas deixa o Bernabéu maior do que entrou</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/09/09/inter-perde-no-placar-mas-deixa-o-bernabeu-maior-do-que-entrou/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Roma: o novo exército de Gasperini está pronto para conquistar a Itália?</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/26/roma-o-novo-exercito-de-gasperini-esta-pronto-para-conquistar-a-italia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=roma-o-novo-exercito-de-gasperini-esta-pronto-para-conquistar-a-italia</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/26/roma-o-novo-exercito-de-gasperini-esta-pronto-para-conquistar-a-italia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 15:41:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[AS Roma]]></category>
		<category><![CDATA[Calcio]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Italiano]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Giallorossi]]></category>
		<category><![CDATA[Serie A]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=118324</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após recolocar os giallorossi na Champions League, treinador ganha reforços importantes, goleia a Fiorentina e inicia sua segunda temporada de olho no Scudetto. A primeira temporada de Gian Piero Gasperini no comando da Roma terminou de maneira indiscutivelmente positiva, visto que a terceira colocação na Serie A devolveu o clube à Champions League depois de [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/26/roma-o-novo-exercito-de-gasperini-esta-pronto-para-conquistar-a-italia/">Roma: o novo exército de Gasperini está pronto para conquistar a Itália?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size"><strong>Após recolocar os <em>giallorossi</em> na Champions League, treinador ganha reforços importantes, goleia a Fiorentina e inicia sua segunda temporada de olho no <em>Scudetto</em></strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size">A primeira temporada de Gian Piero Gasperini no comando da Roma terminou de maneira indiscutivelmente positiva, visto que a terceira colocação na Serie A devolveu o clube à Champions League depois de sete longos anos de ausência. Mais do que cumprir um objetivo esportivo, a classificação representou a reconstrução da confiança de uma torcida acostumada a viver entre grandes expectativas e frequentes frustrações.</p>



<p class="has-medium-font-size"><br>Contratado há um ano, após uma passagem histórica pela Atalanta, o  Gian Piero Gasperini  chegou à capital italiana carregando ideias próprias e uma identidade impossível de confundir. Em poucos meses, transformou um conjunto irregular em uma equipe competitiva, intensa e consciente daquilo que deveria fazer dentro de campo. Como nas antigas construções romanas, o primeiro passo não foi erguer monumentos, mas estabelecer alicerces suficientemente resistentes para suportar o peso de uma nova ambição.</p>



<p class="has-medium-font-size">A mudança começou pela estrutura tática, sustentada por uma linha de três defensores e pelas variações do tradicional 3-4-1-2. Gian Piero Gasperini implantou encaixes individuais, pressão adiantada e participação constante dos alas, exigindo coragem mesmo diante dos adversários mais qualificados. O resultado apareceu principalmente na retaguarda, setor que se tornou a maior virtude dos <em>giallorossi</em> ao longo da campanha. Poucos espaços foram oferecidos, as coberturas ganharam precisão e cada atleta passou a compreender sua responsabilidade longe da bola. Entretanto, essa proposta cobra um preço físico elevado, pois qualquer atraso na perseguição pode desorganizar todo o bloco e deixar o goleiro exposto. A solidez, portanto, não nasceu de uma postura conservadora, mas de um mecanismo agressivo no qual defender significa atacar o portador antes que o perigo consiga avançar.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="118333" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/08/134196928221705637-17-e1787753955932.jpg" alt="" class="wp-image-118333"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Terceira colocada na edição passada da Serie A, a Roma foi dona da melhor defesa do campeonato registrando míseros 31 tentos gols sofridos em 38 rodadas disputadas.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Outro mérito de Gian Piero Gasperini foi rejuvenecer o elenco sem transformar juventude em sinônimo de ingenuidade. A média de idade ficou próxima dos 25 anos, colocando a Roma entre os plantéis mais novos das principais forças italianas. Essa característica ofereceu vigor para pressionar, velocidade nas transições e disponibilidade física para sustentar confrontos intensos. Ao mesmo tempo, nomes experientes permaneceram fundamentais na orientação dos talentos que ainda estão construindo suas trajetórias. O equilíbrio entre energia e maturidade permitiu que a formação crescesse justamente quando a temporada entrou em sua fase mais delicada. Em uma cidade fundada, segundo a tradição, por Rômulo em 753 antes de Cristo, renovar sem apagar as próprias raízes sempre foi uma espécie de vocação histórica.</p>



<p class="has-medium-font-size">A arrancada na reta final da última temporada confirmou que o trabalho havia deixado de ser apenas promissor para se tornar verdadeiramente competitivo. Cinco vitórias consecutivas mudaram o cenário da corrida pelas primeiras posições e permitiram a ultrapassagem sobre rivais poderosos. Juventus e Milan ficaram para trás enquanto os <em>giallorossi</em> conquistavam o direito de retornar ao maior palco continental. Não houve uma revolução repentina, mas a consolidação de um processo que ganhou força à medida que os jogadores assimilaram as ideias da comissão. O terceiro lugar simbolizou uma conquista importante, embora não pudesse representar o ponto definitivo de chegada. Depois de abrir novamente os portões da Champions League, seria inevitável perguntar quando esse projeto teria condições de disputar também o trono nacional.</p>



<p class="has-medium-font-size">A resposta inicial da nova temporada foi tão contundente quanto o placar de 4 a 0 sobre a Fiorentina no Estádio Olímpico. Donyell Malen marcou um hat-trick, Paulo Dybala ofereceu três assistências e Niccolò Pisilli completou uma atuação de enorme autoridade coletiva. O resultado não valeu apenas pelos pontos, pois atacou diretamente a principal fragilidade apresentada no campeonato anterior. Se antes havia organização para resistir, mas pouca inspiração para romper defesas fechadas, agora apareceram mobilidade, criatividade e contundência. A <em>Viola</em> foi sufocada por uma pressão alta que dificultou sua saída e concedeu aos donos da casa o domínio territorial. Foi somente a primeira batalha, mas Roma aprendeu ao longo dos séculos que certas demonstrações públicas de força também servem para intimidar os próximos adversários.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Finisce così 🔚<br><br>Vinciamo 4-0 con i gol di Malen (3) e Pisilli 💛❤️<a href="https://x.com/hashtag/RomaFiorentina?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#RomaFiorentina</a> <a href="https://t.co/Yn2RqLmALG">pic.twitter.com/Yn2RqLmALG</a></p>&mdash; AS Roma (@OfficialASRoma) <a href="https://x.com/OfficialASRoma/status/2091988725420924963?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Donyell Malen personificou essa transformação ofensiva ao converter oportunidades com a frieza de quem parece ter encontrado o ambiente ideal. Adquirido definitivamente do Aston Villa por aproximadamente 25 milhões de euros, o neerlandês deixou de ser uma aposta temporária para assumir protagonismo. Sua velocidade ataca a profundidade, enquanto a movimentação abre corredores para os companheiros que chegam de trás. Contra a Fiorentina, cada passe de Paulo Dybala encontrou um atacante capaz de compreender o espaço antes mesmo que ele surgisse. Essa sintonia entre inteligência e aceleração oferece à Roma algo que faltou em muitos momentos da campanha passada: imprevisibilidade no último terço. Se o camisa 14 mantiver semelhante eficiência, Gian Piero Gasperini terá uma arma capaz de transformar equilíbrio em vantagem antes que o oponente consiga reorganizar suas linhas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Paulo Dybala, por sua vez, continua sendo o artista responsável por dar beleza e significado ao sistema. As três assistências na estreia demonstraram que seu talento permanece decisivo quando o corpo permite uma sequência adequada de jogos. Ele não precisa controlar todas as ações, pois sua principal virtude está em interpretar o instante exato para acelerar uma jogada. A liberdade concedida atrás dos atacantes aproxima o craque da área e reduz deslocamentos desnecessários, preservando-o para os lances determinantes.<br>No entanto, a dependência técnica em relação ao meia argentino ainda exige cautela diante de seu conhecido histórico de problemas físicos. Toda grande legião necessita de um estrategista, mas nenhuma campanha pode depender exclusivamente da presença de uma única peça do tabuleiro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por esse motivo, a contratação de Rodrigo Mora representa uma das decisões mais interessantes do mercado romanista. O português de 19 anos de idade chegou do Porto por uma quantia situada na casa dos 25 milhões de euros e carrega enorme potencial criativo.<br>Sua capacidade de atuar entre as linhas, conduzir em espaços curtos e encontrar passes improváveis amplia as alternativas para o setor central. Além de dividir responsabilidades com Paulo Dybala, o jovem pode funcionar como sucessor gradual do argentino sem precisar assumir imediatamente um fardo desproporcional. Trata-se de um investimento no presente, mas também de uma escolha direcionada ao futuro esportivo e financeiro da instituição.<br>Poucos concorrentes da Serie A conseguiram acrescentar à própria engrenagem uma promessa com semelhante combinação de técnica, personalidade e margem de evolução.</p>



<p class="has-medium-font-size">O maior investimento da janela foi Santiago Castro, adquirido do Bologna por cerca de 35 milhões de euros, além de bônus. O atacante argentino entrega mobilidade, agressividade e disposição para participar da pressão desde o primeiro passe adversário. Sua chegada oferece uma alternativa a Donyell Malen e permite que a comissão varie a composição ofensiva conforme o comportamento de cada rival. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🚨A Roma chega a acordo para contratar Santiago Castro como novo atacante, aqui vamos nós!<br><br>Acordo fechado por taxa de pacote no valor de €35 milhões, conforme relata <a href="https://x.com/CLMerlo?ref_src=twsrc%5Etfw">@CLMerlo</a> — acordo em vigor entre todas as partes.<br><br>Castro, agendado para exames médicos na Roma nos próximos… <a href="https://t.co/fIouVJQkYd">pic.twitter.com/fIouVJQkYd</a></p>&mdash; Central AS Roma (@CentralASRoma) <a href="https://x.com/CentralASRoma/status/2081692516898730392?ref_src=twsrc%5Etfw">July 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Já Nahuel Molina, contratado junto ao Atlético de Madrid por 13 milhões de euros, acrescenta experiência internacional e profundidade pelo corredor direito. Por fim, Daniele Ghilardi, desembarcou na capital vindo do Hellas Verona por cerca de 8 milhões de euros, ampliando assim as opções para uma defesa submetida a enorme desgaste durante o calendário. As movimentações não parecem resultado de uma coleção aleatória de nomes, mas de uma estratégia desenhada para corrigir necessidades específicas do modelo.</p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente esse planejamento que ajuda a explicar por que a Roma aparece como a principal ameaça à Inter de Milão. A atual campeã continua possuindo o grupo mais experiente, poderoso e acostumado a enfrentar decisões dentro e fora da Itália. Contudo, Milan, Juventus, Napoli e Lazio atravessam processos de reformulação ou convivem com incertezas que podem cobrar pontos preciosos. Os <em>giallorossi</em>, em contraste, preservaram a espinha dorsal, mantiveram o treinador e acrescentaram qualidade aos setores que pediam evolução. Continuidade não garante títulos, porém diminui o tempo necessário para que conceitos antigos e novas características consigam conviver. Ao passo que alguns adversários ainda procuram uma identidade, os pupilos de Gian Piero Gasperini começam sua jornada sabendo exatamente quem são e como pretendem lutar.</p>



<p class="has-medium-font-size">O futebol de Gian Piero Gasperini exige coragem porque transforma quase todos os duelos em confrontos diretos espalhados pelo gramado. A marcação individual busca retirar tempo e conforto do rival, empurrando a partida para uma intensidade que favorece jogadores jovens.<br>Quando os encaixes funcionam, a posse contrária se torna previsível e a recuperação acontece próxima da área. Todavia, caso uma perseguição seja vencida surgem espaços perigosos, especialmente nas costas dos alas ou diante dos zagueiros afastados.</p>



<p class="has-medium-font-size"><br>Inegavelmente, a Inter de Milão possui qualidade suficiente para explorar esses vazios, controlar o ritmo e punir qualquer desorganização com extrema frieza. Deste modo, superar os <em>nerazzurri</em> dependerá não somente da agressividade, como também da capacidade de compreender quando atacar como uma legião e quando proteger o próprio território, lembrando que no último compromisso contra a Roma, os atuais campeões italianos encerraram encerrou um jejum de quatro partidas sem vencê-la na Serie A, através da goleada por 5 a 2.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A tabela após a 1ª rodada. O que você notou? 👀 <a href="https://t.co/TT0vWL3G7n">pic.twitter.com/TT0vWL3G7n</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://x.com/SerieA_BR/status/2091994546695512372?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size">Existe ainda um obstáculo que não acompanhou a Roma na campanha anterior: a exigência imposta pela Champions League. As noites europeias devolvem prestígio, receita e emoção ao Estádio Olímpico, mas também consomem energia física e concentração mental. Gian Piero Gasperini precisará administrar minutos, preservar nomes importantes e confiar em reservas diante de oponentes menos badalados no cenário doméstico. Nesse sentido, a profundidade demonstrada por Niccolò Pisilli e o volume de contratações oferecem sinais encorajadores para uma maratona inevitavelmente desgastante. O problema surgirá se lesões atingirem simultaneamente Paulo Dybala, Donyell Malen ou integrantes essenciais do sistema defensivo.<br>É possível sustentar a pressão homem a homem, atravessar viagens continentais e ainda manter regularidade durante 38 rodadas sem perder intensidade?</p>



<p class="has-medium-font-size">A Roma não conquista a Serie A desde 2001, quando a equipe de Fabio Capello encerrou o campeonato no alto e coloriu a capital de amarelo e vermelho. Passaram-se 26 anos desde aquela celebração, período suficiente para transformar uma lembrança gloriosa em saudade transmitida entre gerações. O início atual não permite proclamar antecipadamente um novo imperador, tampouco garante que a Inter de Milão perderá sua coroa. Em contrapartida, existem uma base consolidada, um comandante respeitado, reforços criteriosos e uma torcida novamente autorizada a sonhar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os antigos gladiadores entravam no Coliseu sabendo que reputação alguma substituía a coragem demonstrada diante do desafio seguinte. Resta descobrir se a Roma está apenas pronta para desafiar o poder estabelecido ou se finalmente marchará até o quarto <em>Scudetto</em> de sua história.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/26/roma-o-novo-exercito-de-gasperini-esta-pronto-para-conquistar-a-italia/">Roma: o novo exército de Gasperini está pronto para conquistar a Itália?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/26/roma-o-novo-exercito-de-gasperini-esta-pronto-para-conquistar-a-italia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Milan e Ruben Amorim: um clube e um treinador feridos em busca de reconstrução</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/18/milan-e-ruben-amorim-um-clube-e-um-treinador-feridos-em-busca-de-reconstrucao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=milan-e-ruben-amorim-um-clube-e-um-treinador-feridos-em-busca-de-reconstrucao</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/18/milan-e-ruben-amorim-um-clube-e-um-treinador-feridos-em-busca-de-reconstrucao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 21:33:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[AC Milan]]></category>
		<category><![CDATA[Calcio]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Italiano]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Rossoneri]]></category>
		<category><![CDATA[Ruben Amorim]]></category>
		<category><![CDATA[Serie A]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=118248</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois de uma temporada melancólica, os Rossoneri apostam no treinador português e reformulam o elenco para recuperar espaço entre os protagonistas do futebol europeu. De alegre, a segunda passagem de Massimiliano Allegri pelo Milan não teve praticamente nada. Faltaram a segurança defensiva, a regularidade e, principalmente, a capacidade de administrar resultados que sempre caracterizaram os [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/18/milan-e-ruben-amorim-um-clube-e-um-treinador-feridos-em-busca-de-reconstrucao/">Milan e Ruben Amorim: um clube e um treinador feridos em busca de reconstrução</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size"><strong>Depois de uma temporada melancólica, os <em>Rossoneri</em> apostam no treinador português e reformulam o elenco para recuperar espaço entre os protagonistas do futebol europeu</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size">De alegre, a segunda passagem de Massimiliano Allegri pelo Milan não teve praticamente nada. Faltaram a segurança defensiva, a regularidade e, principalmente, a capacidade de administrar resultados que sempre caracterizaram os trabalhos do novo treinador do Napoli. Aliás, a temporada terminou de maneira melancólica, com a equipe despencando na tabela justamente quando precisava confirmar sua classificação para a Champions League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Após permanecer durante 33 das 38 rodadas entre os quatro primeiros colocados, o Milan caiu de rendimento na reta final da temporada e terminou a Serie A somente na quinta posição. Para se ter uma ideia, os <em>Rossoneri</em> venceram apenas uma de suas cinco últimas partidas e desperdiçaram em pleno San Siro a oportunidade de assegurar a vaga no principal torneio europeu ao perderem do Cagliari por 2 a 1. Foi uma queda tão abrupta quanto dolorosa, responsável por encerrar prematuramente a passagem de Massimiliano Allegri por Milão.</p>



<p class="has-medium-font-size">O próprio treinador reconheceu, depois da rodada final, que os resultados do Milan desde a virada do ano haviam sido trágicos. As cinco derrotas sofridas em San Siro durante a jornada na Serie A ajudam a explicar por que um time aparentemente bem encaminhado perdeu o controle do próprio destino. Não se tratou apenas de um tropeço isolado na última rodada, mas do desfecho de um processo de deterioração que vinha acontecendo havia meses. </p>



<p class="has-medium-font-size">Na realidade, o Milan se tornou previsível ofensivamente, vulnerável nos momentos decisivos e excessivamente dependente das iniciativas individuais de seus principais jogadores. Quando Rafael Leão, Christian Pulisic e outros nomes importantes não encontravam soluções, quase nada surgia coletivamente. A demissão de Massimiliano Allegri, portanto, tornou-se inevitável depois do fracasso na corrida pela Champions League, conforme reconheceu o próprio treinador após a derrota na rodada final.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A classificação final da temporada ✅ <a href="https://t.co/gq2UED2fHp">pic.twitter.com/gq2UED2fHp</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://x.com/SerieA_BR/status/2058672279542808703?ref_src=twsrc%5Etfw">May 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente nesse cenário de frustração que aparece Ruben Amorim, outro personagem procurando reconstruir sua imagem no mundo da bola. Milan e treinador se encontram em um momento no qual ambos precisam provar que ainda pertencem ao primeiro nível do continente. O clube deseja recuperar o protagonismo perdido, enquanto o técnico português tenta deixar para trás uma passagem extremamente desgastante pelo Manchester United.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras circunstâncias, a escolha poderia ser interpretada como uma aposta arriscada demais para uma instituição pressionada por resultados imediatos. No entanto, talvez a necessidade de recomeçar seja precisamente aquilo que aproxima as duas partes. São dois gigantes feridos, cada um em sua dimensão, tentando transformar uma temporada de fracassos no ponto de partida para uma nova história.</p>



<p class="has-medium-font-size">A trajetória de Ruben Amorim no Manchester United deixou dúvidas que não podem ser ignoradas. O português insistiu no 3-4-2-1 mesmo quando o elenco não apresentava zagueiros, alas e meio-campistas adequados às exigências desse sistema. Em vez de adaptar sua abordagem às características disponíveis, tentou fazer com que os jogadores se ajustassem a um modelo que jamais funcionou plenamente em Old Trafford. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a convicção, considerada uma virtude durante seu período vitorioso no Sporting, acabou se transformando em inflexibilidade na Inglaterra. Ruben Amorim pareceu mais interessado em proteger sua identidade do que em encontrar respostas alternativas para os problemas apresentados pelo Manchester United. Seu grande desafio no Milan será demonstrar que aprendeu a diferença entre defender uma filosofia e permanecer prisioneiro dela.</p>



<p class="has-medium-font-size">A transformação do Manchester United depois de sua saída tornou essa discussão ainda mais relevante. Michael Carrick abandonou a linha com três zagueiros, recuperou o 4-2-3-1 e apresentou uma estrutura muito mais compatível com as características do elenco. O efeito foi imediato: foram 11 vitórias em 16 partidas, uma arrancada da sétima para a terceira colocação e a classificação para a Champions League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Evidentemente, nenhum trabalho pode ser explicado exclusivamente por uma troca de formação, pois Michael Carrick também recuperou a confiança do grupo e simplificou algumas funções. Ainda assim, a reação expôs como o Manchester United havia sido prejudicado pela rigidez do ex-treinador do Sporting. Não à toa, Carrick acabou efetivado com contrato de dois anos, deixando Ruben Amorim diante de uma comparação que certamente o acompanhará durante seus primeiros meses na Itália.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="403" data-id="118263" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Caterpillar-e1787086808738.jpg" alt="" class="wp-image-118263"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 63 jogos no comando do Manchester United, Rúben Amorim venceu  apenas 24 partidas, registrando uma pífia taxa de 38,1% de vitórias no clube inglês (24V-18E-21D).</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Isso não significa, porém, que o fracasso em Manchester tenha apagado tudo o que Ruben Amorim construiu anteriormente. No Sporting, ele desenvolveu uma equipe intensa, organizada, ofensiva e capaz de acelerar rapidamente depois de recuperar a posse da bola. Também conquistou dois títulos da Liga Portugal, duas Taças da Liga e uma Supertaça, encerrando um longo período de espera da torcida sportinguista. Seu trabalho em Lisboa mostrou competência para desenvolver jovens, valorizar jogadores e criar uma identidade facilmente reconhecida. Foi esse treinador moderno, dominante e formador que convenceu a direção do Milan, não necessariamente a versão desgastada vista em Old Trafford. Ao anunciar sua contratação até 2029, os <em>Rossoneri</em> destacaram justamente a pressão alta, as transições rápidas e a capacidade do português de potencializar talentos. </p>



<p class="has-medium-font-size">A pergunta central, naturalmente, está relacionada à maneira como o técnico de 41 anos de idade pretende organizar o Milan. Tudo indica que o 3-4-2-1 continuará sendo seu ponto de partida, mas a Serie A exigirá variações e soluções diferentes ao longo da temporada. Mario Gila, contratado da Lazio por cerca de €30 milhões, conhece o campeonato e reúne velocidade, capacidade de antecipação e qualidade para conduzir a bola desde a defesa. O espanhol assinou até junho de 2031 depois de realizar 120 partidas em quatro temporadas pelo clube romano. Sua chegada oferece a Ruben Amorim um zagueiro habituado a defender em espaços maiores e a iniciar jogadas sob pressão. Mais do que simplesmente aumentar as opções do setor, Gila parece ter sido contratado especificamente para ocupar uma função importante dentro do novo modelo.</p>



<p class="has-medium-font-size">O investimento mais impactante, entretanto, foi realizado no ataque. Gonçalo Ramos deixou o Paris Saint-Germain e assinou contrato com o Milan até junho de 2031, em uma operação estimada em €74 milhões. Aos 25 anos, o português chega como o centroavante escolhido para liderar uma equipe que sofreu muito com a falta de continuidade nessa posição. Ele oferece presença dentro da área, intensidade para pressionar a saída adversária e movimentação para abrir espaços aos jogadores que chegam de trás. Seu conhecimento das ideias de Ruben Amorim e sua formação no futebol português também podem acelerar a adaptação ao novo projeto. Não por acaso, sua contratação foi tratada como prioridade e se transformou na maior operação financeira já realizada pelos <em>Rossoneri</em>. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Treinadores 🇵🇹 portugueses a orientar o Milan:<br>Paulo Fonseca (2024/25)<br>Sérgio Conceição (2024/25)<br>Rúben Amorim🆕 <br><br>⚠ Rúben Amorim é o 5.º treinador 🇵🇹 português a orientar uma equipa da Serie A, depois de José Mourinho, Paulo Sousa, Paulo Fonseca e Sérgio Conceição <a href="https://t.co/cn139TJwII">pic.twitter.com/cn139TJwII</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2066924049339453872?ref_src=twsrc%5Etfw">June 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Além dos dois grandes reforços, Ruben Amorim recebeu jogadores que retornaram de empréstimo e ainda precisarão definir seu espaço no elenco. Francesco Camarda regressou após sua experiência no Lecce e permanece como uma das maiores promessas formadas nas categorias de base do clube. Samuel Chukwueze voltou do Fulham oferecendo velocidade e capacidade de atuar pelos dois lados do ataque. Yunus Musah, novamente em Milão depois de defender a Atalanta, reúne intensidade e versatilidade para diferentes funções no meio-campo. Nenhum desses retornos possui o impacto midiático de Gonçalo Ramos, mas todos podem ser úteis em uma temporada que exigirá profundidade e alternativas. Caberá ao treinador identificar quem realmente se enquadra em sua estrutura e quem deverá ser negociado antes do fechamento da janela.</p>



<p class="has-medium-font-size">A reconstrução também passa pela manutenção de referências dentro do vestiário. Mike Maignan renovou por mais cinco temporadas e permanece como capitão, liderança técnica e um dos melhores goleiros do futebol europeu. Luka Modrić, por sua vez, assinou por mais um ano e oferece uma experiência difícil de encontrar no mercado. Embora já não consiga sustentar a mesma intensidade durante todos os jogos, o croata pode ser fundamental na organização, no controle do ritmo e na formação dos mais jovens. Logo, Ruben Amorim precisará administrar seus minutos, protegendo-o fisicamente e aproveitando sua inteligência nos momentos em que o Milan necessitar de serenidade. Uma reconstrução saudável não pode depender apenas de juventude e energia; ela também precisa de peças capazes de compreender emocionalmente o peso de vestir a camisa rubro-negra.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mercado, contudo, ainda não parece encerrado para o Milan. O clube começou a janela investindo aproximadamente €100 milhões somente em Gonçalo Ramos e Mario Gila, mas ainda existem posições que precisam de reforços, tanto é que Diego Moreira, do Strasbourg, desembarcou em Milão por €50 milhões entre valor fixo e bônus. O ponta belga é um pedido de Ruben Amorim para acrescentar explosão, juventude e capacidade de atacar espaços pelos corredores. Todavia, sua chegada também aumentará a possibilidade de outras saídas no setor ofensivo antes do encerramento da janela.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="118271" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Caterpillar-1-e1787088103480.jpg" alt="" class="wp-image-118271"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Contratado pelo montante de 75 milhões de euros junto ao PSG, Gonçalo Ramos se tornou o reforço mais caro da história do Milan.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A reformulação não se limita às chegadas, porque ao mesmo tempo o Milan vem abrindo espaço dentro do elenco e da folha salarial. Álex Jiménez foi vendido ao Bournemouth, enquanto Álvaro Morata seguiu para o Como e Lorenzo Colombo se transferiu ao Genoa. Tommaso Pobega deixou definitivamente o clube rumo ao Bologna, e Niclas Fullkrug retornou ao West Ham após o término de seu empréstimo. Também existem incertezas envolvendo nomes como Fikayo Tomori, Christopher Nkunku, Santiago Giménez, Youssouf Fofana e Pervis Estupiñán. Essas possíveis negociações indicam que Ruben Amorim não pretende apenas corrigir pequenos detalhes do grupo deixado por Massimiliano Allegri, como também deseja remodelar o elenco de acordo com suas ideias, o que aumenta simultaneamente sua autoridade e sua responsabilidade pelos resultados.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os amistosos de pré-temporada mostraram que essa transformação ainda está longe de ser concluída. A derrota por 3 a 0 para o Chelsea expôs dificuldades na construção, problemas defensivos e a falta de sincronização entre os setores. Poucos dias depois, o Milan reagiu ao derrotar o Manchester United por 4 a 2, justamente no reencontro de Ruben Amorim com seu antigo clube. Samuel Chukwueze, Alphadjo Cissé, Gonçalo Ramos e Ruben Loftus-Cheek marcaram os gols de uma atuação bem mais agressiva. O resultado não apaga os problemas anteriores, mas oferece confiança antes da estreia na Serie A contra o Torino. Mais importante do que o placar foi perceber uma equipe capaz de reagir, pressionar e encontrar diferentes caminhos para chegar ao gol.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em resumo, Ruben Amorim e Milan chegam a esse casamento carregando cicatrizes, dúvidas e uma necessidade enorme de afirmação. O treinador precisa provar que não é apenas um técnico de um único sistema, enquanto o clube precisa mostrar que ainda sabe construir projetos esportivos consistentes. Gonçalo Ramos, Mario Gila e Diego Moreira são sinais importantes de investimento, mas nenhum mercado milionário substituirá a evolução coletiva que faltou na reta final da última temporada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, se Ruben Amorim demonstrar flexibilidade e recuperar a capacidade de desenvolver jogadores exibida no Sporting, poderá encontrar em Milão o ambiente perfeito para reconstruir sua reputação. Se repetir a rigidez apresentada em Manchester, o peso da camisa e a impaciência do futebol italiano rapidamente transformarão esperança em pressão. Afinal, estamos diante do início de uma verdadeira retomada ou apenas de mais uma tentativa desesperada de um clube e um treinador escaparem dos próprios fracassos?</p>



<p class="has-medium-font-size">A ver!</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/18/milan-e-ruben-amorim-um-clube-e-um-treinador-feridos-em-busca-de-reconstrucao/">Milan e Ruben Amorim: um clube e um treinador feridos em busca de reconstrução</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/18/milan-e-ruben-amorim-um-clube-e-um-treinador-feridos-em-busca-de-reconstrucao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como desafia a aristocracia italiana e transforma sonho em projeto de Champions League</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/14/como-desafia-a-aristocracia-italiana-e-transforma-sonho-em-projeto-de-champions-league/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=como-desafia-a-aristocracia-italiana-e-transforma-sonho-em-projeto-de-champions-league</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/14/como-desafia-a-aristocracia-italiana-e-transforma-sonho-em-projeto-de-champions-league/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 13:58:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Biancoblù]]></category>
		<category><![CDATA[Calcio]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Italiano]]></category>
		<category><![CDATA[Cesc Fàbregas]]></category>
		<category><![CDATA[Como 1907]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Serie A]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=118207</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com ideias modernas, investimento e coragem para enfrentar os gigantes, Cesc Fàbregas levou o clube à melhor campanha de sua história na Serie A. Durante muito tempo, o Como pareceu pertencer mais às fotografias históricas do futebol italiano do que ao presente da competição. Foram 22 anos de ausência da Serie A até o retorno [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/14/como-desafia-a-aristocracia-italiana-e-transforma-sonho-em-projeto-de-champions-league/">Como desafia a aristocracia italiana e transforma sonho em projeto de Champions League</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size"><strong>Com ideias modernas, investimento e coragem para enfrentar os gigantes, Cesc Fàbregas levou o clube à melhor campanha de sua história na Serie A</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Durante muito tempo, o Como pareceu pertencer mais às fotografias históricas do futebol italiano do que ao presente da competição. Foram 22 anos de ausência da Serie A até o retorno em 2024, cercado pela curiosidade de quem desejava saber se aquele projeto ambicioso teria força para sobreviver entre os gigantes. A primeira resposta veio com a décima colocação na edição 2024-25 do campeonato, resultado que já representava a melhor campanha do clube desde 1988. A segunda participação consecutiva depois do acesso foi ainda mais ruidosa, visto que os comandados de Cesc Fàbregas terminaram na quarta posição, somando 71 pontos e garantindo uma inédita vaga na Champions League. Os <em>Biancoblù</em> que haviam passado mais de duas décadas distante dos grandes palcos agora atravessava a porta principal da Europa.</p>



<p class="has-medium-font-size">A campanha foi histórica não apenas pelo lugar ocupado na tabela, mas por tudo aquilo que o Como precisou deixar para trás. Foram 20 vitórias, 11 empates e somente sete derrotas em 38 rodadas, com 65 gols marcados, 29 sofridos e saldo positivo de 36. Mais do que assegurar a melhor colocação de sua trajetória na Serie A, o time lombardo terminou à frente de Milan, Juventus, Atalanta, Lazio e Fiorentina, instituições habituadas a disputar competições continentais e com estruturas esportivas muito mais consolidadas. O Como não entrou na Champions League porque recebeu uma brecha generosa dos adversários. Ele conquistou seu espaço ao apresentar regularidade, organização e uma identidade difícil de encontrar até mesmo em equipes com orçamentos maiores. A surpresa existiu, mas não foi obra do acaso.</p>



<p class="has-medium-font-size">Também seria equivocado, entretanto, transformar essa trajetória em uma fábula romântica sobre um pequeno clube construído sem recursos. O Como possuía o sétimo elenco mais valioso do futebol italiano e contou com o respaldo financeiro dos proprietários para formar um grupo jovem, técnico e profundo. O investimento foi considerável, especialmente em atletas com potencial de valorização, mas dinheiro sozinho jamais explica 71 pontos em uma liga tão taticamente exigente. Outros clubes gastaram mais, carregaram camisas mais pesadas e começaram a temporada com objetivos superiores, mas acabaram olhando para cima na classificação. A grande virtude do trabalho esteve justamente em aproximar capacidade econômica e competência esportiva. Cesc Fàbregas recebeu boas peças, mas entregou um time que valia mais coletivamente do que a soma individual de seus jogadores.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Il Como ha avuto la miglior difesa di questa <a href="https://x.com/hashtag/SerieAEnilive?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#SerieAEnilive</a> 🔒 <a href="https://t.co/HFNHR63Cn5">pic.twitter.com/HFNHR63Cn5</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://x.com/SerieA/status/2059557499708084275?ref_src=twsrc%5Etfw">May 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A principal marca do treinador espanhol esteve na coragem de propor o jogo. Seu Como não se comportava como um recém-chegado interessado apenas em fechar espaços, reduzir riscos e esperar pelo erro adversário. Partindo geralmente de uma estrutura em 4-2-3-1, a equipe procurava construir desde a defesa, controlar a posse e avançar por meio de passes verticais. Um dos volantes recuava para auxiliar os zagueiros, enquanto o outro se apresentava como referência por dentro. Os laterais ganhavam altura e os jogadores de frente ocupavam os corredores internos, produzindo superioridade numérica entre as linhas. A intenção não era conservar a bola por vaidade estatística. O controle funcionava como uma forma de defender, atrair a pressão e preparar o espaço que seria atacado no movimento seguinte.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa estrutura, no entanto, estava longe de ser imóvel. Conforme o posicionamento do adversário, o Como podia construir com três jogadores na primeira linha, liberar simultaneamente os laterais e formar um losango no centro do campo. Em outros momentos, um dos pontas fechava por dentro, transformando-se praticamente em um meia, enquanto o lateral mantinha a amplitude. Quando alcançava o último terço, o desenho inicial frequentemente se convertia em um 4-4-2 ou até mesmo em um 4-2-4, com o camisa 10 se aproximando do centroavante. Havia conceitos reconhecíveis do jogo posicional, mas não uma tentativa de copiar mecanicamente Barcelona ou Manchester City. Cesc Fàbregas adaptou as ideias aprendidas ao longo de sua carreira às características de um elenco que ainda estava sendo construído.</p>



<p class="has-medium-font-size">Sem a bola, o Como também recusava a passividade. A equipe pressionava imediatamente após perder a posse, tentando recuperar o controle antes que o oponente pudesse acelerar a transição. Essa contrapressão agressiva exigia distâncias curtas, concentração e coragem para manter a última linha adiantada. Quando o primeiro combate era superado, surgiam riscos, principalmente às costas dos laterais ou nos espaços deixados pelo volante que participava da saída. A derrota por 4 a 0 para a Inter, em San Siro, expôs alguns desses limites e encerrou uma sequência de 11 partidas de invencibilidade. Mas até as dores fizeram parte do amadurecimento. Os <em>Biancoblù</em> não abandonaram suas convicções depois de serem castigados; aprenderam a controlar melhor os momentos em que precisavam avançar e aqueles em que deveriam proteger o próprio equilíbrio.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="118218" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/08/134196928221705637-8-e1786714826779.jpg" alt="" class="wp-image-118218"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Discípulo do Guardiolismo, Cesc Fàbregas soma 90 jogos à frente do Como, registrando 39 vitórias, 27 empates, 24 derrotas, 133 gols marcados e 93 sofridos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No estádio Giuseppe Sinigaglia, a identidade ganhou força diante de um cenário tão belo quanto apertado. Em 19 partidas como mandante, o Como conquistou dez vitórias, seis empates e sofreu apenas três derrotas, totalizando 36 pontos. Marcou 35 gols e concedeu somente 15, transformando sua casa na quinta melhor campanha de toda a Serie A. A goleada por 6 a 0 sobre o Torino, a maior vitória do clube na história da competição, simbolizou o auge dessa segurança territorial. Todavia, a força como mandante não surgiu apenas da atmosfera criada às margens do lago. O campo familiar permitia à equipe reconhecer melhor as distâncias, encurralar adversários e sustentar ataques sucessivos. Em Como, os visitantes não enfrentavam somente um time inspirado, mas uma engrenagem treinada para ocupar cada pedaço disponível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi fora de casa, porém, que a campanha adquiriu contornos ainda mais impressionantes. O Como conquistou dez vitórias, cinco empates e perdeu apenas quatro vezes como visitante, contabilizando 35 pontos — a terceira melhor campanha longe de seus domínios. Foram 30 gols marcados e míseros 14 sofridos, números que afastam qualquer interpretação de que a classificação tenha sido sustentada exclusivamente pela vantagem do Sinigaglia. A vitória pelo placar mínimo sobre o Verona assegurou matematicamente a presença europeia, enquanto a goleada por 4 a 1 sobre a Cremonese, na rodada final, confirmou o quarto lugar. Os <em>Biancoblù</em> aprenderam a transportar sua personalidade. Não precisavam das águas do lago diante dos olhos para reconhecer quem eram, porque sua identidade já viajava dentro do próprio jogo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entre tantos símbolos da evolução, Nico Paz foi o mais luminoso. O argentino atuou como meia central, ponta que se deslocava para dentro e organizador entre as linhas, tornando-se a peça capaz de transformar uma posse controlada em uma jogada decisiva. Sua canhota dava direção aos ataques, mas sua importância não se limitava ao último passe ou à finalização. O camisa 10 sabia receber de costas, proteger a bola, girar sob pressão e conduzir até obrigar a defesa a abandonar suas posições. Ao terminar a temporada com 12 gols na Serie A — e 13 gols e oito assistências considerando também a Copa da Itália —, foi eleito o melhor meio-campista do campeonato. Em um futebol cada vez mais dependente de estruturas, ele ofereceu ao Como aquilo que nenhuma prancheta produz sozinha: imaginação.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Como 1907 midfielder Nico Paz has been named the Serie A Enilive 2025/26 MVP – Best Midfielder. The award was presented during the pre-match ceremony ahead of Cremonese-Como 1907.<br><br>Congratulations, Nico! <a href="https://t.co/A69fjhN1if">pic.twitter.com/A69fjhN1if</a></p>&mdash; Como1907 (@Como_1907) <a href="https://x.com/Como_1907/status/2058614654075613652?ref_src=twsrc%5Etfw">May 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Anastasios Douvikas foi outro protagonista indispensável, encerrando a Serie A com 14 gols. Seus movimentos em profundidade empurravam as linhas defensivas para trás e abriam os espaços utilizados por Nico Paz, Jesús Rodríguez e Lucas Da Cunha. Aliás, Rodríguez finalizou a competição como líder de assistências da equipe, com nove, oferecendo aceleração e criatividade pelos lados. Máximo Perrone ajudava a organizar a saída e a controlar o ritmo, enquanto Maxence Caqueret entregava mobilidade para aproximar os diferentes setores. Já Mergim Vojvoda — lateral versátil, e não propriamente um meio-campista — cumpria uma função importante nas rotações, avançando pelo corredor ou fechando como apoio à construção. O brilho tinha nomes, mas nasceu de relações coletivas cuidadosamente desenvolvidas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na defesa, Jean Butez foi uma das bases silenciosas da classificação. O goleiro disputou as 38 rodadas, sofreu apenas 29 gols e terminou 19 partidas sem ser vazado, liderando a Serie A em jogos sem sofrer gols. Sua contribuição começava antes da defesa propriamente dita, pois a segurança com os pés permitia ao Como sair curto mesmo sob pressão. À frente dele, os <em>Biancoblù</em> aperfeiçoaram uma proteção que equilibrava ousadia e prudência, algo essencial para um time que mantinha muitos jogadores adiantados. Não à toa, apenas Inter, Roma e Juventus terminaram o campeonato com menos derrotas. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, o Como inicia esta nova temporada caminhando sobre uma fronteira delicada entre crescimento e ansiedade. Existe qualidade para continuar entre os primeiros, recursos para fortalecer o plantel e um treinador cuja reputação se expande a cada nova solução apresentada. Também existem perigos: o calendário mais pesado, a pressão inédita e a possibilidade de o projeto perder equilíbrio ao tentar acelerar ainda mais. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a principal missão não é abandonar a ousadia, mas protegê-la com profundidade e maturidade. Às margens do lago, onde durante tantos anos o futebol pareceu somente parte da paisagem, renasceu um Como que deseja ocupar o centro da fotografia e que aprendeu a sonhar; agora terá de demonstrar que também sabe permanecer acordado.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/08/14/como-desafia-a-aristocracia-italiana-e-transforma-sonho-em-projeto-de-champions-league/">Como desafia a aristocracia italiana e transforma sonho em projeto de Champions League</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/08/14/como-desafia-a-aristocracia-italiana-e-transforma-sonho-em-projeto-de-champions-league/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Itália inicia ciclo para 2030 em meio ao caos e velhos fantasmas</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/28/italia-inicia-ciclo-para-2030-em-meio-ao-caos-e-velhos-fantasmas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=italia-inicia-ciclo-para-2030-em-meio-ao-caos-e-velhos-fantasmas</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/28/italia-inicia-ciclo-para-2030-em-meio-ao-caos-e-velhos-fantasmas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 17:19:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Azzurra]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[FIGC]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=118030</guid>

					<description><![CDATA[<p>O dia 24 de junho de 2014 carrega um peso que parece aumentar a cada ano para o torcedor italiano. Foi naquela tarde, em Natal, na derrota por 1 a 0 diante do Uruguai — gol do já aposentado Diego Godín —, que a Itália entrou em campo pela última vez em uma Copa do [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/28/italia-inicia-ciclo-para-2030-em-meio-ao-caos-e-velhos-fantasmas/">Itália inicia ciclo para 2030 em meio ao caos e velhos fantasmas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">O dia 24 de junho de 2014 carrega um peso que parece aumentar a cada ano para o torcedor italiano. Foi naquela tarde, em Natal, na derrota por 1 a 0 diante do Uruguai — gol do já aposentado Diego Godín —, que a Itália entrou em campo pela última vez em uma Copa do Mundo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, já se passaram 12 anos desde então e, no intervalo, uma das camisas mais pesadas da história do futebol mundial transformou a ausência no principal torneio de seleções do planeta em algo assustadoramente habitual. Como costumo dizer, uma vez pode ser acidente de percurso, duas vezes já é incompetência, mas três vezes começa a representar uma realidade e, por mais dolorosa que seja para um país tetracampeão mundial, a condição atual é exatamente esta: disputar uma Copa do Mundo deixou de ser uma certeza aos italianos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Depois de ficar fora de 2018 e 2022, a Itália voltou a fracassar nas Eliminatórias e também não esteve na edição de 2026. São três ausências consecutivas sem a <em>Azzurra</em>, algo que seria praticamente inimaginável quando Fabio Cannavaro ergueu a taça em Berlim, em 2006. Nem mesmo a possibilidade discutida de a FIFA ampliar o Mundial de 2030 para 64 seleções deveria tranquilizar os italianos. A proposta existe e vem sendo analisada, mas ainda não foi aprovada oficialmente pela entidade. E talvez seja justamente aí que esteja o aspecto mais constrangedor de toda essa história: mesmo em uma Copa do Mundo potencialmente gigantesca, já não parece absurdo imaginá-los enfrentando dificuldades para conseguir sua vaga.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mais preocupante é que o ciclo para 2030 praticamente começou envolvido em uma crise. Paolo Maldini havia sido escolhido para assumir uma função central na reconstrução esportiva da Federação Italiana (FIGC), tendo Leonardo como seu principal colaborador. Dezesseis dias depois de sua chegada, os dois estavam fora. Não houve sequer tempo para que qualquer projeto começasse a sair do papel. Uma entidade que precisava transmitir organização, serenidade e convicção depois do terceiro fracasso consecutivo em Eliminatórias conseguiu produzir exatamente o contrário. Antes mesmo da primeira convocação, antes do primeiro amistoso e antes da primeira competição oficial desse novo caminho, a Itália já discute renúncias, vetos internos, disputas políticas e uma escolha de treinador que acabou implodindo a estrutura recém-montada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">QUE LOUCURA! 😮🇮🇹❌ Paolo Maldini e Leonardo renunciaram aos cargos de diretor técnico e conselheiro na Seleção Italiana após a não contratação de Pirlo como técnico! Eles ficaram APENAS 16 DIAS na Itália!<br><br>🗞️: SkySport <a href="https://t.co/jCB73L4e0q">pic.twitter.com/jCB73L4e0q</a></p>&mdash; CazéTV (@CazeTVOficial) <a href="https://x.com/CazeTVOficial/status/2081802427351646443?ref_src=twsrc%5Etfw">July 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Paolo Maldini chegou prometendo justamente aquilo que talvez mais faltasse ao futebol italiano neste momento: autoridade esportiva. O desejo era encontrar um treinador capaz de devolver imediatamente credibilidade à <em>Azzurra</em>, e por isso nomes gigantescos entraram na discussão. Pep Guardiola foi procurado, mas não houve acordo; Carlo Ancelotti também fazia parte dos sonhos italianos, porém estava comprometido com o projeto da Seleção Brasileira. O problema não está em ouvir um “não” de Guardiola ou perceber que Ancelotti não estava disponível, mas sim quando uma federação anuncia implicitamente ao ambiente que procura um treinador de classe mundial e, poucos dias depois, apresenta como alternativa um profissional cujo currículo ainda está muito distante desse nível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi exatamente assim que Andrea Pirlo apareceu no centro da história. E aqui é importante separar duas figuras completamente diferentes. O jogador Andrea Pirlo dispensa qualquer apresentação: campeão mundial, protagonista de uma geração histórica, um dos maiores meio-campistas de seu tempo e um símbolo do próprio futebol italiano. O treinador Andrea Pirlo, porém, ainda precisa construir quase tudo aquilo que o jogador conquistou. Depois de iniciar praticamente do zero na Juventus, terminou a Serie A em quarto lugar e deixou o cargo ao final daquela temporada. Posteriormente trabalhou no Fatih Karagümrük, na Turquia, passou pela Sampdoria, na Serie B, e mais recentemente assumiu o United FC, de Dubai, na segunda divisão dos Emirados Árabes Unidos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nada disso significa que Andrea Pirlo jamais poderá se tornar um grande treinador. Futebol está cheio de técnicos que construíram carreiras extraordinárias depois de começos irregulares. A questão é outra: a seleção italiana pode se dar ao luxo de realizar mais uma experiência? Depois de três Copas consecutivas assistidas pela televisão, não existe mais espaço para apostar simplesmente em potencial, identificação ou passado como jogador. A Itália precisava de uma certeza tão grande quanto possível, especialmente depois do fracasso de Gennaro Gattuso no ciclo anterior. Escolher Pirlo seria colocar novamente um campeão mundial de 2006 diante de uma missão gigantesca, esperando que a autoridade construída dentro de campo compensasse um currículo ainda bastante limitado fora dele. Era uma aposta enorme justo no momento em que a <em>Azzurra</em> menos precisava.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Uma trajetória tão invejável quanto a de Gattuso como treinador.<br><br>Gosto do Pirlo, gosto das ideias dele, mas acaba tendo o mesmo problema que outros treinadores da geração de 2006: receberam as melhores oportunidades por quem são, e não pelo que entregaram como técnicos.<br><br>É um… <a href="https://t.co/JwpAB5SXsH">https://t.co/JwpAB5SXsH</a> <a href="https://t.co/YIrvNYnyEL">pic.twitter.com/YIrvNYnyEL</a></p>&mdash; César Costa (@cesar21costa) <a href="https://x.com/cesar21costa/status/2080688001345003963?ref_src=twsrc%5Etfw">July 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, fica evidente porque a reação negativa em torno do nome foi tão intenso na opinião pública italiana. Entretanto, curiosamente, não foi o currículo de Andrea Pirlo que acabou definitivamente afastando-o do cargo. Sua relação comercial com a Fonbet, empresa russa de apostas da qual é embaixador global, provocou uma enorme controvérsia política na Itália. Pirlo sustentou que sua ligação com a companhia sempre foi exclusivamente comercial e esportiva, sem qualquer conotação política, mas a pressão cresceu até sua candidatura se tornar insustentável. Giovanni Malagò, presidente da FIGC, decidiu não seguir com a escolha. E essa intervenção acabou criando o ponto de ruptura definitivo entre a presidência e os homens contratados para liderar a reconstrução da Itália.</p>



<p class="has-medium-font-size">Paolo Maldini e Leonardo não aceitaram a forma como o processo terminou e entregaram seus cargos. De certa maneira, todos saíram menores de uma história que sequer precisava ter chegado a esse estágio. Andrea Pirlo foi publicamente exposto e obrigado a explicar uma relação comercial que mantinha desde antes de qualquer possibilidade concreta de assumir a <em>Azzurra</em>. Maldini, um dos maiores símbolos da história do futebol italiano, permaneceu somente 16 dias em uma função que deveria representar o início de um projeto de longo prazo. Leonardo seguiu o mesmo caminho. E Giovanni Malagò ficou com uma federação novamente sem a estrutura esportiva que acabara de montar. Independentemente de quem estava certo na discussão, institucionalmente a Itália perdeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">O episódio também levanta outra pergunta inevitável: por que Andrea Pirlo? A Itália continua sendo uma das maiores escolas de treinadores do planeta. Antonio Conte, por exemplo, possui currículo e personalidade suficientes para assumir praticamente qualquer seleção do mundo, embora seja legítimo questionar sua capacidade — ou até seu interesse — em permanecer quatro anos dentro de um mesmo projeto. Simone Inzaghi se consolidou em altíssimo nível. Roberto De Zerbi representa uma geração mais moderna e conceitualmente interessante do futebol italiano, enquanto Francesco Farioli também despontou entre os mais promissores do país. Ou seja, o problema dos tetracampeões mundiais nunca foi simplesmente ausência de técnicos. O problema parece ser encontrar um projeto capaz de convencer um grande nome a assumir aquilo que, nos últimos anos, passou a parecer uma missão cada vez mais ingrata.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="398" data-id="118046" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/07/134196928221705637-18-e1785257454885.jpg" alt="" class="wp-image-118046"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, Andrea Pirlo estava em campo na última partida disputada pela Itália em Copas do Mundo, em 2014, na Arena das Dunas.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Até mesmo dentro da geração campeã do mundo em 2006 seria possível encontrar nomes com experiências diferentes. Fabio Cannavaro, por exemplo, chegou ao Uzbequistão em outubro de 2025 e conduziu a seleção durante o Mundial de 2026, embora tenha assumido o cargo quando a classificação do país já estava garantida. Isso não significaria automaticamente que Cannavaro seria a escolha correta para a Itália, assim como ganhar uma Copa como jogador jamais deveria funcionar como requisito para assumir a Itália. O ponto é que a escolha de Andrea Pirlo transmitia muito mais a sensação de proximidade e confiança pessoal do que de uma decisão construída exclusivamente a partir do currículo, lembrando que o ex-meio-campista foi companheiro de Paolo Maldini durante anos no Milan e na própria <em>Azzurra</em>. Quando a reconstrução exige escolhas difíceis, relações pessoais inevitavelmente também ficam sob escrutínio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, seria injusto transformar Andrea Pirlo no culpado pela desorganização do futebol italiano. Ele foi, na realidade, mais um personagem colocado no centro de um sistema que há anos procura soluções individuais para problemas estruturais. Primeiro espera-se que um treinador resolva tudo. Depois muda-se o treinador. Em seguida busca-se um antigo campeão mundial para recuperar uma suposta identidade perdida. Posteriormente troca-se a direção. E então começa tudo novamente. Enquanto isso, a mesma seleção que foi campeã europeia em Wembley em 2021 continua incapaz de retornar a uma Copa do Mundo. Talvez o maior problema italiano seja precisamente este: acreditar repetidamente que uma troca de nome no banco pode corrigir aquilo que exige transformação muito mais profunda nos bastidores, na formação e na própria condução institucional.</p>



<p class="has-medium-font-size">E a história ganhou mais um capítulo justamente quando parecia que a FIGC havia chegado ao fundo do poço. Nesta terça-feira, 28 de julho, Giovanni Malagò indicou Roberto Mancini para voltar ao comando da seleção italiana. É uma escolha muito mais defensável esportivamente do que a aposta em Andre Pirlo. Mancini conhece o ambiente, possui experiência internacional e, acima de tudo, foi o treinador responsável pelo maior momento recente da <em>Azzurra</em>, conduzindo o país ao título da Eurocopa em 2021. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Roberto Mancini è il nuovo Commissario Tecnico della Nazionale 🇮🇹💙<a href="https://x.com/hashtag/Nazionale?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Nazionale</a> <a href="https://x.com/hashtag/Azzurri?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Azzurri</a> <a href="https://x.com/hashtag/VivoAzzurro?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#VivoAzzurro</a> <a href="https://t.co/PioBpZX6TS">pic.twitter.com/PioBpZX6TS</a></p>&mdash; Nazionale Italiana ⭐️⭐️⭐️⭐️ (@Azzurri) <a href="https://x.com/Azzurri/status/2082094903425671490?ref_src=twsrc%5Etfw">July 28, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, o regresso de Roberto Mancini carrega uma ironia impossível de ignorar: depois de procurar Carlo Ancelotti, negociar com Pep Guardiola, apostar em Andrea Pirlo, perder Paolo Maldini e Leonardo e mergulhar em uma crise política, a Itália acabou recorrendo justamente a um treinador que já havia comandado a seleção entre 2018 e 2023, enquanto o experiente Claudio Ranieri, ex-Roma, será o novo diretor da FIGC.</p>



<p class="has-medium-font-size">Roberto Mancini pode estabilizar a <em>Azzurra</em> e talvez seja exatamente o treinador de que a Itália precisa neste momento. Mas sua chegada não apaga o que aconteceu nas últimas semanas. Muito pelo contrário. Ela evidencia uma FIGC que começou o ciclo de 2030 sem conseguir definir claramente que caminho pretendia seguir. Queria um astro internacional como Pep Guardiola? Queria recuperar a tradição com Carlo Ancelotti? Queria apostar na geração de 2006 através de Andrea Pirlo? Ou queria novamente um técnico experimentado e conhecedor da estrutura como Mancini? Foram caminhos completamente diferentes discutidos em pouquíssimo tempo. Uma reconstrução verdadeira precisa começar por uma ideia, e somente depois procurar o homem capaz de executá-la. Na seleção italiana, durante alguns dias, pareceu acontecer tudo o inverso.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por isso, o maior adversário da Itália rumo a 2030 talvez não esteja dentro de campo. Não é Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Argentina ou qualquer outra potência mundial. Neste momento, seu grande oponente parece ser a própria incapacidade de aprender com seus fracassos. Doze anos depois daquela derrota para o Uruguai, três Copas do Mundo passaram sem a presença dos italianos, e aquilo que um dia seria tratado como uma tragédia nacional tornou-se perigosamente normal. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, Roberto Mancini receberá agora a responsabilidade de quebrar esse ciclo, mas nenhuma seleção deveria depender exclusivamente de um treinador para recuperar sua grandeza. Se a Itália pretende voltar ao lugar que sua história exige, precisa compreender que 2030 já começou. E, até aqui, iniciou muito mal.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/28/italia-inicia-ciclo-para-2030-em-meio-ao-caos-e-velhos-fantasmas/">Itália inicia ciclo para 2030 em meio ao caos e velhos fantasmas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/28/italia-inicia-ciclo-para-2030-em-meio-ao-caos-e-velhos-fantasmas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fim da era Conte: Napoli aposta em Allegri e levanta dúvidas para o futuro</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/06/03/fim-da-era-conte-napoli-aposta-em-allegri-e-levanta-duvidas-para-o-futuro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=fim-da-era-conte-napoli-aposta-em-allegri-e-levanta-duvidas-para-o-futuro</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/06/03/fim-da-era-conte-napoli-aposta-em-allegri-e-levanta-duvidas-para-o-futuro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 20:56:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Conte]]></category>
		<category><![CDATA[Azzurri]]></category>
		<category><![CDATA[Calcio]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Italiano]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Massimiliano Allegri]]></category>
		<category><![CDATA[Serie A]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[SSC Napoli]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=117199</guid>

					<description><![CDATA[<p>A saída de Antonio Conte do Napoli marca o fim de um ciclo que durou exatamente dois anos. Um período relativamente longo se levarmos em consideração a personalidade intensa do treinador italiano e a atmosfera igualmente apaixonada que cerca o futebol napolitano. E embora a passagem de Antonio Conte termine sem títulos em sua segunda [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/03/fim-da-era-conte-napoli-aposta-em-allegri-e-levanta-duvidas-para-o-futuro/">Fim da era Conte: Napoli aposta em Allegri e levanta dúvidas para o futuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A saída de Antonio Conte do Napoli marca o fim de um ciclo que durou exatamente dois anos. Um período relativamente longo se levarmos em consideração a personalidade intensa do treinador italiano e a atmosfera igualmente apaixonada que cerca o futebol napolitano. </p>



<p class="has-medium-font-size">E embora a passagem de Antonio Conte termine sem títulos em sua segunda temporada pelo clube da Campânia, o saldo geral não pode ser considerado negativo. Afinal, foi sob seu comando que os <em>Azzurri</em> conquistaram o quarto <em>Scudetto</em> de sua história em 2025, recolocando o Napoli novamente no topo do futebol italiano dois anos após a histórica campanha liderada por Luciano Spalletti.</p>



<p class="has-medium-font-size">Justamente por causa desse título, a expectativa para a temporada 2025-26 era enorme. A diretoria investiu pesado no elenco, desembolsando 147,5 milhões de euros em reforços, valor que representou o segundo maior investimento da Serie A no período. A intenção era clara: transformar o Napoli em um candidato real não apenas ao bicampeonato italiano, mas também em uma equipe mais competitiva no cenário continental. O problema é que a resposta dentro de campo esteve muito distante das expectativas criadas ao redor do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">O Napoli jamais conseguiu estabelecer uma perseguição consistente à campeã Inter ao longo da temporada. Os nove pontos que separaram as duas equipes na classificação final refletem uma diferença que, em muitos momentos, pareceu até maior dentro das quatro linhas. Faltou regularidade, faltou consistência e, principalmente, faltou a capacidade de responder nos momentos decisivos do campeonato. Os <em>Azzurri</em> oscilaram demais durante a temporada e nunca transmitiram a sensação de que realmente brigariam pelo <em>Scudetto</em> até as rodadas finais.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A classificação final da temporada ✅ <a href="https://t.co/gq2UED2fHp">pic.twitter.com/gq2UED2fHp</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://x.com/SerieA_BR/status/2058672279542808703?ref_src=twsrc%5Etfw">May 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, esse desempenho acabou gerando frustração entre os torcedores. Depois do <em>Scudetto</em> conquistado no ano passado e dos elevados investimentos realizados pela diretoria, a expectativa mínima era que o Napoli permanecesse entre os protagonistas da disputa. No entanto, o clube passou boa parte da temporada correndo atrás dos concorrentes sem conseguir reduzir a distância para os líderes. A sensação de estagnação esportiva tornou-se cada vez mais evidente conforme os meses avançavam.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, os bastidores também começaram a se deteriorar. Antonio Conte nunca foi conhecido por ser um treinador fácil de administrar e, ao longo da temporada, os relatos de atritos internos tornaram-se cada vez mais frequentes. O relacionamento com a diretoria sofreu desgaste, o diálogo com setores do departamento de futebol ficou mais complicado e até alguns jogadores importantes passaram a demonstrar divergências em relação ao treinador. Um cenário que costuma ser perigoso em qualquer clube de elite.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entre os nomes envolvidos nessas divergências aparecem Kevin De Bruyne, contratado para elevar o patamar técnico da equipe, que teve seu nome ligado a episódios de tensão interna. O mesmo aconteceu com Romelu Lukaku e Frank Anguissa, duas peças fundamentais na conquista do quarto <em>Scudetto</em> napolitano. Quando os conflitos começam a atingir lideranças do vestiário, a permanência de um treinador passa a ficar naturalmente ameaçada. Aliás, Antonio Conte sabe disso como poucos.</p>



<p class="has-medium-font-size">As próprias entrevistas concedidas por Antonio Conte ao longo da temporada já deixavam evidente seu crescente grau de insatisfação. O treinador frequentemente criticava a gestão física do elenco e demonstrava preocupação com a quantidade de lesões sofridas pelo Napoli. De fato, os <em>Azzurri</em> conviveram com diversos problemas médicos e raramente conseguiram entrar em campo com a equipe considerada ideal. Ainda assim, essa justificativa não foi suficiente para amenizar as cobranças sobre os resultados obtidos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="117213" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/06/134196928221705637-2-e1780518736928.jpg" alt="" class="wp-image-117213"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Campeão italiano na temporada 2024-25, Antonio Conte se despediu do Napoli após 91 partidas compostas pelo total de 52 vitórias, 22 empates e 17 derrotas.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Outro fator que pesou contra Antonio Conte foi o desempenho dos reforços contratados a seu pedido. Jogadores como Sam Beukema, Lorenzo Lucca e Noa Lang chegaram cercados por expectativas, mas não conseguiram entregar um rendimento compatível com os valores investidos. Em um cenário de forte investimento financeiro, é natural que a diretoria espere resultados proporcionais. Consequentemente, a pressão recai de forma inevitável sobre quem participou diretamente das decisões de mercado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas talvez o maior fracasso da temporada tenha ocorrido na Champions League. E, nesse aspecto, a campanha do Napoli acabou reforçando uma crítica histórica que acompanha Antonio Conte ao longo da carreira. Mais uma vez suas equipes encontraram enormes dificuldades para competir no principal torneio do futebol europeu. Para se ter uma ideia, os <em>Azurri</em> sequer foram capazes de terminar a fase de liga entre os vinte e quatro melhores colocados da competição para garantir presença nos playoffs, encerrando sua participação de forma precoce e decepcionante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante desse contexto, a saída de Antonio Conte acabou sendo encarada por muitos como um desfecho natural. O que surpreendeu foi a rapidez com que a diretoria encontrou seu substituto. Pouco tempo após a confirmação da saída do treinador campeão italiano, o Napoli anunciou Massimiliano Allegri como novo comandante. Uma decisão que chamou atenção imediatamente não apenas pelo nome escolhido, mas principalmente pelo contraste entre os perfis dos dois treinadores.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Il Napoli ha scelto. Sarà Massimiliano Allegri il nuovo allenatore, chiamato a prendere il posto di Antonio Conte. Superata la concorrenza di Vincenzo Italiano, che pure oggi ha rescisso consensualmente con il Bologna. Ma Max è sempre stato la prima scelta del presidente De… <a href="https://t.co/rLsiqy0Evh">pic.twitter.com/rLsiqy0Evh</a></p>&mdash; Repubblica (@repubblica) <a href="https://x.com/repubblica/status/2060046801713971531?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os trabalhos mais recentes de Massimiliano Allegri não servem exatamente como credencial para gerar entusiasmo. Sua segunda passagem pela Juventus esteve longe do brilho apresentado em sua primeira experiência no clube e sua recente trajetória pelo Milan também terminou cercada por questionamentos. Os <em>Rossoneri</em> ficaram fora da zona de classificação para a Champions League e encerraram a Serie A apenas na quinta colocação, performance considerada abaixo das expectativas para os torcedores milanistas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, mais importante do que os resultados recentes é a diferença de filosofia entre os dois treinadores. Antonio Conte construiu sua carreira apostando em equipes agressivas, intensas e com postura dominante. Seus times normalmente procuram controlar o jogo através da pressão, da ocupação ofensiva dos espaços e da imposição física. Já Massimiliano Allegri historicamente segue uma linha muito mais pragmática, priorizando equilíbrio defensivo, organização tática e uma abordagem frequentemente mais reativa.</p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente nesse ponto que surgem as maiores dúvidas sobre o futuro do Napoli. A troca de Antonio Conte por Massimiliano Allegri não representa uma simples troca de treinador, mas sim uma mudança completa de conceito futebolístico. Em vez de buscar alguém capaz de dar continuidade ao trabalho já desenvolvido, a diretoria optou por iniciar um novo projeto baseado em princípios praticamente opostos aos do antecessor. Isso inevitavelmente exigirá tempo, adaptações e talvez até mudanças significativas no grupo de atletas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por essa razão, a temporada 2026-27 começa cercada por incertezas para os napolitanos. O Napoli possui um elenco talentoso, recursos financeiros importantes e uma torcida apaixonada, mas também carrega dúvidas consideráveis sobre o rumo esportivo escolhido pela diretoria. O sucesso ou fracasso da aposta em Massimiliano Allegri dependerá da capacidade do treinador de convencer o elenco de suas ideias e de apresentar rapidamente resultados. Caso contrário, os <em>Azzurri</em> correrão o risco de transformar uma troca de técnicos em um passo atrás exatamente no momento em que deveriam consolidar sua posição entre as principais potências do futebol italiano.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/03/fim-da-era-conte-napoli-aposta-em-allegri-e-levanta-duvidas-para-o-futuro/">Fim da era Conte: Napoli aposta em Allegri e levanta dúvidas para o futuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/06/03/fim-da-era-conte-napoli-aposta-em-allegri-e-levanta-duvidas-para-o-futuro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Juventus fora da Champions League: o fracasso que expõe a crise da Velha Senhora</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/27/juventus-fora-da-champions-league-o-fracasso-que-expoe-a-crise-da-velha-senhora/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=juventus-fora-da-champions-league-o-fracasso-que-expoe-a-crise-da-velha-senhora</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/27/juventus-fora-da-champions-league-o-fracasso-que-expoe-a-crise-da-velha-senhora/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:37:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Bianconeri]]></category>
		<category><![CDATA[Calcio]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Italiano]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Juve]]></category>
		<category><![CDATA[Luciano Spalletti]]></category>
		<category><![CDATA[Serie A]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=116954</guid>

					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-26 terminou de maneira melancólica para a torcida da Juventus. Acostumada historicamente a disputar títulos nacionais e protagonizar grandes campanhas continentais, a Velha Senhora encerra a Serie A apenas na sexta colocação, garantindo somente uma vaga na próxima edição da Europa League. Em outras palavras, um cenário frustrante para um clube do tamanho [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/05/27/juventus-fora-da-champions-league-o-fracasso-que-expoe-a-crise-da-velha-senhora/">Juventus fora da Champions League: o fracasso que expõe a crise da Velha Senhora</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-26 terminou de maneira melancólica para a torcida da Juventus. Acostumada historicamente a disputar títulos nacionais e protagonizar grandes campanhas continentais, a <em>Velha Senhora</em> encerra a Serie A apenas na sexta colocação, garantindo somente uma vaga na próxima edição da Europa League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, um cenário frustrante para um clube do tamanho da Juventus, que iniciou a temporada sonhando em retornar definitivamente ao topo do futebol italiano e europeu. A ausência na próxima Champions League representa não apenas um fracasso esportivo, mas também um golpe duríssimo no planejamento financeiro da equipe de Turim. Afinal, deixar de disputar a principal competição do continente inevitavelmente reduz receitas, enfraquece o orçamento e torna o projeto do clube menos atrativo para grandes jogadores.</p>



<p class="has-medium-font-size">E isso pesa enormemente no mercado da bola. A Juventus tinha como grande objetivo garantir uma vaga na Champions League justamente para convencer atletas de elite a defenderem suas cores na próxima temporada. Nomes como o goleiro Alisson e o meia Bernardo Silva apareciam entre os nomes monitorados pela diretoria. Entretanto, sem a presença no principal torneio europeu, a tendência é que esses jogadores priorizem projetos esportivos mais competitivos e financeiramente mais sólidos. A <em>Juve</em> perde força não somente dentro de campo, mas também nos bastidores do mercado europeu, algo extremamente preocupante para um clube que tenta desesperadamente reconstruir sua imagem após anos turbulentos.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro grande erro da Juventus nesta temporada foi cometido ainda antes da bola rolar. Após o término da temporada 2024-25, a diretoria decidiu manter Igor Tudor no comando técnico da equipe. É verdade que o treinador croata havia feito um bom trabalho emergencial ao substituir Thiago Motta durante a luta pela classificação à Champions League naquela reta final da Serie A. Sob sua liderança, a <em>Juve</em> conseguiu terminar o campeonato na quarta colocação e assegurou vaga no <em>G-4</em>. Porém, transformar um técnico de solução temporária em comandante definitivo de um projeto tão delicado mostrou-se uma decisão equivocada por parte dos <em>bianconeri</em>.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Classifica finale 🌟 <a href="https://t.co/eORd0t69kp">pic.twitter.com/eORd0t69kp</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2058668688513913238?ref_src=twsrc%5Etfw">May 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que temporada até começou de maneira promissora. A Juventus venceu suas três primeiras partidas na Serie A e parecia caminhar para uma campanha consistente. Contudo, a ilusão durou pouco. Logo depois, a equipe mergulhou em uma sequência assustadora de oito partidas consecutivas sem vencer considerando todas as competições. Foram cinco empates e três derrotas em um curto espaço de tempo, expondo problemas táticos, psicológicos e técnicos gravíssimos. Os <em>bianconeri </em>demonstravam enorme dificuldade na criação ofensiva, sofriam defensivamente e pareciam completamente perdidos em campo. O ambiente começou a ficar pesado em Turim e, consequentemente, a pressão da torcida aumentava rodada após rodada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Somente no final de outubro a diretoria decidiu agir. Igor Tudor foi demitido, e a Juventus apostou na chegada de Luciano Spalletti para tentar salvar a temporada. O experiente treinador italiano desembarcou em Turim trazendo esperança de reorganização, principalmente pelo excelente trabalho realizado à frente do Napoli, além da bagagem adquirida no comando da seleção italiana. Inicialmente, a mudança realmente pareceu surtir efeito. A <em>Juve</em> apresentou melhora na Serie A, voltou a vencer partidas importantes e mostrou sinais de recuperação na tabela. Todavia, os problemas estruturais do elenco continuavam evidentes e acabariam cobrando seu preço nos momentos decisivos da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na Champions League, por exemplo, a Juventus jamais conseguiu convencer plenamente. A campanha na fase de liga foi extremamente irregular, marcada por atuações pouco inspiradas e resultados decepcionantes. A equipe terminou apenas na 13ª colocação geral, muito distante do grupo dos oito melhores classificados diretamente às oitavas-de-final. Isso obrigou a <em>Velha Senhora</em> a disputar os play-offs de repescagem, aumentando ainda mais a pressão sobre um plantel já bastante abalado emocionalmente. E o pior acabou acontecendo justamente diante do Galatasaray.</p>



<p class="has-medium-font-size">Embora muitos apontassem a Juventus como favorita no confronto, o time italiano foi atropelado no jogo de ida em Istambul. A goleada por 5 a 2 sofrida na Turquia expôs todas as fragilidades defensivas da equipe de Luciano Spalletti. A atmosfera infernal criada pela torcida do Galatasaray engoliu completamente a Juventus, que parecia incapaz de competir em alto nível continental. Ainda assim, no jogo de volta em Turim, os <em>bianconeri</em> conseguiram reagir de maneira impressionante. Venceram por 3 a 0 no tempo regulamentar e levaram a decisão para a prorrogação, reacendendo a esperança dos torcedores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas quando parecia próxima de uma classificação heroica, a Juventus voltou a demonstrar toda sua fragilidade emocional. Na prorrogação, sofreu dois gols e acabou eliminada de maneira traumática. A queda diante do Galatasaray abalou profundamente os jogadores e praticamente destruiu o restante da temporada. A equipe jamais conseguiu se recuperar mentalmente após aquela noite europeia. O desempenho na Serie A caiu, os resultados negativos se multiplicaram e a <em>Juve</em> passou a desperdiçar pontos preciosíssimos contra adversários tecnicamente inferiores.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A Juventus foi eliminada no play-off da Champions: a equipa de Turim perdeu as 6 últimas eliminatórias que disputou na competição:<br>2018/19 Ajax✖ <br>2019/20 Lyon✖ <br>2020/21 FC Porto✖ <br>2021/22 Villarreal✖ <br>2024/25 PSV ✖ <br>2025/26 Galatasaray✖ <a href="https://t.co/nBDNaA3K58">pic.twitter.com/nBDNaA3K58</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2027005755367260240?ref_src=twsrc%5Etfw">February 26, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os tropeços diante do Hellas Verona simbolizam perfeitamente o colapso da temporada da Juventus. No primeiro turno, a equipe empatou em 1 a 1 fora de casa frente um adversário que acabou rebaixado. Já no segundo turno, novo empate em 1 a 1, desta vez dentro do Allianz Stadium, em uma atuação extremamente pobre da equipe. Foram quatro pontos desperdiçados que lhe renderiam a vaga na Champions League. A <em>Juve</em> demonstrava enorme dificuldade para propor jogo contra oponentes mais fechados, além de apresentar um sistema ofensivo previsível e pouco criativo durante a caminhada na Serie A.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro golpe duríssimo aconteceu contra a Fiorentina, rival histórica da Juventus. A <em>Viola</em> fez uma temporada muito abaixo das expectativas, mas ainda assim conseguiu tirar pontos importantes do time de Turim. No primeiro turno, empate por 1 a 1. Já na penúltima rodada, a derrota por 2 a 0 dentro de casa sepultou as últimas esperanças da <em>Juve</em> de classificação para a Champions League. O Allianz Stadium viveu um clima pesadíssimo, com vaias, protestos e enorme frustração por parte dos torcedores, que viam a a vaga no <em>G-4</em> ruir diante de seus olhos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Toda essa crise esportiva também está diretamente ligada aos problemas financeiros acumulados pela Juventus nos últimos anos. Desde a contratação de Cristiano Ronaldo em 2018, o clube passou a enfrentar enormes dificuldades econômicas. A tentativa de recolocar a Juventus no topo da Europa através de investimentos pesados acabou gerando desequilíbrios financeiros graves. Em determinados momentos, a <em>Juve</em> chegou inclusive a sofrer punições relacionadas ao Fair Play Financeiro, afetando diretamente seu planejamento esportivo e administrativo. Hoje, os <em>bianconeri</em> colhem as consequências de anos de decisões equivocadas dentro e fora das quatro linhas.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="117100" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-32-e1779902889854.jpg" alt="" class="wp-image-117100"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 38 jogos à frente da Juventus, Luciano Spalletti colecionou 20 vitórias, 11 empates e sete derrotas, registrando 62,2% de aproveitamento através desta performance.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Além dos problemas financeiros, a sucessão de escolhas questionáveis para o comando técnico também contribuiu enormemente para o declínio da Juventus. A aposta em Andrea Pirlo como treinador foi extremamente arriscada para um profissional ainda completamente inexperiente. Depois veio a tentativa de resgatar a boa fase do eneacampeonato italiano com o retorno de Massimiliano Allegri, seguido de experiências frustradas com Thiago Motta e, posteriormente, Igor Tudor. A <em>Juve</em> parece ter perdido completamente sua identidade esportiva nos últimos anos, alternando estilos de jogo, projetos e filosofias sem qualquer continuidade real. A consequência disso foi um clube cada vez mais distante do padrão competitivo que marcou sua história.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, resta a Luciano Spalletti tentar reconstruir a equipe em um cenário muito mais complicado. Sem Champions League, com menor capacidade financeira e pressionada pela torcida, a Juventus deverá montar um elenco mais modesto para a próxima temporada. A disputa da Europa League certamente está muito abaixo das expectativas históricas do clube, especialmente para uma instituição acostumada a frequentar as fases decisivas da Champions League durante grande parte de sua trajetória recente. A sensação é de que a <em>Velha Senhora</em> entrou em um ciclo de decadência difícil de interromper.</p>



<p class="has-medium-font-size">E o mais preocupante para os torcedores <em>bianconeri</em> talvez seja justamente a falta de perspectiva imediata de recuperação. A Juventus encerra a Serie A atrás de equipes como o surpreendente Como e também da Roma. Um panorama inimaginável há poucos anos para aquele que foi o clube dominante do futebol italiano durante praticamente toda a década passada. A reconstrução da <em>Juve</em> exigirá paciência, competência administrativa e decisões muito mais assertivas daqui para frente. Porque, caso contrário, a <em>Velha Senhora</em> corre o risco de continuar cada vez mais distante da elite do futebol europeu.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/05/27/juventus-fora-da-champions-league-o-fracasso-que-expoe-a-crise-da-velha-senhora/">Juventus fora da Champions League: o fracasso que expõe a crise da Velha Senhora</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/27/juventus-fora-da-champions-league-o-fracasso-que-expoe-a-crise-da-velha-senhora/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inter de Milão, campeã italiana 2025-26</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/04/inter-de-milao-campea-italiana-2025-26/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=inter-de-milao-campea-italiana-2025-26</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/04/inter-de-milao-campea-italiana-2025-26/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 16:50:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Calcio]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Italiano]]></category>
		<category><![CDATA[Cristian Chivu]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Inter de Milão]]></category>
		<category><![CDATA[Nerazzurri]]></category>
		<category><![CDATA[Serie A]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=116691</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há cicatrizes que jamais desaparecem completamente no futebol italiano. A Inter de Milão descobriu isso da maneira mais cruel possível ao término da temporada passada. Depois de perder o Scudetto por apenas um ponto para o Napoli, cair diante do rival Milan nas semifinais da Coppa Italia e ainda sofrer a traumática goleada por 5 [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/05/04/inter-de-milao-campea-italiana-2025-26/">Inter de Milão, campeã italiana 2025-26</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Há cicatrizes que jamais desaparecem completamente no futebol italiano. A Inter de Milão descobriu isso da maneira mais cruel possível ao término da temporada passada. Depois de perder o <em>Scudetto</em> por apenas um ponto para o Napoli, cair diante do rival Milan nas semifinais da Coppa Italia e ainda sofrer a traumática goleada por 5 a 0 diante do Paris Saint-Germain na decisão da Champions League, muitos acreditavam que aquele ciclo<em> </em>interista havia chegado ao fim. </p>



<p class="has-medium-font-size">E não poderia ser diferente, o ambiente era pesado, o vestiário demonstrava sinais claros de desgaste emocional e até a liderança do elenco parecia ameaçada. Diante deste cenário, o assunto em torno dos <em>Nerazzurri</em> era mais sobre reconstrução do que sobre títulos. Parecia improvável imaginar que poucos meses depois aquela mesma equipe pisaria novamente no topo do <em>Calcio</em>. Mas o futebol, assim como a cidade de Milão, também é feito de contrastes. Entre a queda e a redenção existe apenas uma temporada. E a Inter escolheu responder ao fracasso da maneira mais dolorosa possível para seus rivais: vencendo.</p>



<p class="has-medium-font-size">O triunfo por 2 a 0 sobre o Parma na noite de ontem (03) confirmou matematicamente aquilo que já parecia inevitável nas últimas semanas. A Inter de Milão conquistou o seu 21º título italiano e garantiu o <em>Scudetto</em> com três rodadas de antecedência. A vantagem de 12 pontos sobre o vice-líder Napoli encerrou qualquer possibilidade de reação e transformou o fim da Serie A em uma celebração antecipada no Giuseppe Meazza. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diferentemente da temporada anterior, marcada pelo drama até a última rodada, dessa vez a Inter fechou a porta antes que qualquer suspense pudesse sobreviver. A Serie A terminou sem fotografia emocionante na reta final, sem sofrimento calculado, sem necessidade de milagres. Houve apenas a confirmação de uma equipe que aprendeu com os próprios traumas e transformou a dor em combustível competitivo. A volta olímpica acontece de modo merecido e simbólico para um clube que passou o ano tentando se reencontrar consigo mesmo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Dalle ombre nasce una nuova forza.<br>Ciò che era si dissolve, lasciando spazio a ciò che deve rinascere.<br>Il Biscione cambia pelle, rinasce più forte e scrive un nuovo capitolo della sua storia.<br>Un simbolo eterno, che si rinnova per tornare a dominare sul palcoscenico più… <a href="https://t.co/J3U9d9AMS1">pic.twitter.com/J3U9d9AMS1</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2051039139420930077?ref_src=twsrc%5Etfw">May 3, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O mais impressionante nessa conquista talvez seja justamente o contexto em que ela aconteceu. A chegada de Cristian Chivu ao comando técnico da equipe não foi recebida exatamente com unanimidade entre os torcedores interistas. Afinal, substituir Simone Inzaghi depois de um ciclo tão forte parecia um desafio gigantesco para um treinador de apenas 45 anos e ainda no início da carreira. O treinador romeno havia acabado de salvar o Parma do rebaixamento nas rodadas finais da edição anterior da Serie A, trabalho digno, mas distante da pressão que envolve um gigante europeu. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, a realidade é que a Inter de Milão precisava de estabilidade emocional, precisava reorganizar o ambiente interno e reconstruir a confiança de um plantel devastado pelos acontecimentos recentes. E foi justamente isso que Cristian Chivu conseguiu fazer. Sem grandes revoluções táticas ou discursos exagerados, ele devolveu equilíbrio ao clube. Um ano depois de lutar contra o descenso, ele escreve o próprio nome na história do futebol italiano como campeão nacional ao, coincidentemente, derrotar o Parma por 2 a 0.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque o cenário interno da Inter após a goleada sofrida frente o PSG era extremamente delicado. A relação entre Lautaro Martínez e Hakan Çalhanoglu atravessava momentos turbulentos durante a disputa do Mundial de Clubes da FIFA, criando um clima desconfortável no vestiário. Havia dúvidas sobre liderança, sobre comprometimento e principalmente sobre continuidade. Em muitos clubes, derrotas daquele tamanho costumam iniciar processos irreversíveis de decadência. </p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, o futebol europeu está repleto de exemplos, equipes que jamais conseguiram se recuperar emocionalmente depois de uma final continental traumática. A Inter parecia caminhar exatamente nessa direção. O medo de uma queda brusca de rendimento era absolutamente compreensível. Ainda mais quando o Napoli, atual campeão italiano, se reforçava com a contratação de Kevin De Bruyne, elevando ainda mais o nível de exigência na disputa pelo <em>Scudetto</em>.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">SIAMO I CAMPIOOOOONI D&#39;ITALIA 🏆🇮🇹 🖤💙<a href="https://twitter.com/BYDGlobal?ref_src=twsrc%5Etfw">@BYDGlobal</a> <a href="https://t.co/37iymHJLxJ">pic.twitter.com/37iymHJLxJ</a></p>&mdash; Inter ⭐⭐ (@Inter) <a href="https://twitter.com/Inter/status/2051039011855077633?ref_src=twsrc%5Etfw">May 3, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E durante boa parte da temporada, especialmente até o final de março, existia sim uma sensação de desconfiança em relação à Inter de Milão. A equipe frequentemente decepcionava nos grandes jogos e dava sinais de instabilidade emocional nos confrontos mais pesados. Os <em>Nerazzurri</em> olhavam para clássicos e partidas decisivas sem aquela confiança absoluta de outrora. Mas existe uma característica que costuma separar campeões de candidatos comuns: a capacidade de fazer a lição de casa repetidamente. E nisso os pupilos de Cristian Chivu foram impecáveis. Enquanto rivais desperdiçavam pontos contra oponentes menores, eles construíam sua campanha rodada após rodada, quase sem ruído, de forma constante ao longo da Serie A. E campeonatos de pontos corridos raramente perdoam irregularidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os números ajudam a explicar por que esse título terminou nas mãos da Inter com relativa tranquilidade. Foram míseras cinco derrotas em toda a campanha, a menor quantidade entre todos os clubes da competição. O ataque marcou impressionantes 82 tentos, desempenho ofensivo inferior apenas aos registrados por Bayern de Munique e Barcelona dentre as cinco principais ligas europeias. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, o saldo positivo de 51 gols chega a ser constrangedor para o restante da concorrência italiana. Nenhum adversário conseguiu acompanhar o ritmo ofensivo <em>nerazzurri</em> durante a maior parte da temporada. A Inter também termirá a Serie A como a equipe com mais vitórias. Não houve título conquistado apenas pela camisa ou pela tradição histórica. Houve superioridade estatística, consistência coletiva e capacidade de sobrevivência nos momentos de turbulência emocional. Em um campeonato tão longo, isso faz total diferença.</p>



<p class="has-medium-font-size">Existe um dado particularmente simbólico na campanha da Inter: apenas uma derrota nas últimas 23 rodadas da Serie A. E justamente para quem? Para o eterno rival, no <em>Derby della Madonnina</em>. É quase poético perceber que o único tropeço relevante no período de maior estabilidade da equipe tenha ocorrido exatamente no clássico que mais mexe emocionalmente com a cidade de Milão. Fora isso, a caminhada foi praticamente perfeita. Somente em 2026, são 14 vitórias, quatro empates e somente um revés. Enquanto Napoli e Milan tentavam encontrar regularidade, os <em>Nerazzurri</em> transformavam a consistência em uma arma fatal. Houve um momento em que a disputa ainda parecia aberta, principalmente até março. Mas quando abril começou, a sensação era clara: o trinco havia finalmente se fechado. A Inter liderava e controlava a competição.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="384" data-id="116709" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-6-e1777909761798.jpg" alt="" class="wp-image-116709"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Este é o 21º Scudetto da Inter de Milão, o que a coloca dois títulos à frente do Milan, tornando-a o segundo clube mais vitorioso da Itália, atrás apenas da Juventus, 36 vezes campeã.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez esse seja o grande mérito do trabalho de Cristian Chivu. A Inter de Milão campeã não foi necessariamente uma equipe espetacular, tampouco perfeita do início ao fim. Em muitos momentos faltou brilho, intensidade ou imposição nos grandes confrontos. Porém, existiu algo extremamente valioso ao longo da campanha: maturidade competitiva. Chivu conseguiu transformar um time mentalmente abalado em um grupo pragmático, resiliente e eficiente dentro da Serie A. O sucessor de Simone Inzaghi compreendeu que a Serie A exige regularidade quase obsessiva. Não se vence o <em>Scudetto</em> apenas encantando. Ganha-se sobrevivendo aos jogos difíceis de fevereiro, aos empates perigosos de novembro e às armadilhas emocionais dos clássicos locais. A Inter aprendeu isso na dor. E utilizou esse ensinamento como fundamento para dar a volta olímpica.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, a temporada da Inter não pode ser considerada absolutamente perfeita. A eliminação precoce diante do Bodo/Glimt nos playoffs de repescagem da Champions League deixou marcas importantes. Cair para um clube norueguês em um torneio europeu certamente não fazia parte do planejamento. Principalmente depois de ter alcançado a final meses antes. A queda continental trouxe questionamentos legítimos sobre o nível competitivo dos <em>Nerazzurri</em> fora da Itália. Em alguns momentos, a sensação era de que eles haviam perdido parte da agressividade internacional que marcou ciclos anteriores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, isso impede que a temporada seja colocada de maneira imediata no mesmo patamar de grandes campanhas históricas da Inter. Porém, também reforça o valor da recuperação doméstica. Porque em vez de afundar diante das críticas, os <em>Nerazzurri</em> reagiram no ambiente onde precisavam responder com mais urgência, se consolidando como o clube mais forte do futebol italiano na década ao faturar o terceiro <em>Scudetto</em> nos últimos seis anos. </p>



<p class="has-medium-font-size">E a possibilidade da dobradinha torna tudo ainda mais relevante. A decisão da Coppa Italia contra a Lazio no próximo dia 13 oferece à Inter a oportunidade de deixar a temporada ainda melhor. Existe um simbolismo importante nisso tudo. Há um ano, o clube iniciava o verão colecionando decepções e convivendo com um ambiente quase tóxico. Agora, adentra maio celebrando um título nacional e disputando mais uma final. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, isso muda completamente a percepção histórica de um trabalho, afinal o futebol é cruel com derrotados e generoso com vencedores. Se conquistar também a Coppa Italia, Cristian Chivu encerrará seu primeiro ano à frente da Inter ganhando dois títulos relevantes e um processo evidente de reconstrução esportiva e emocional. Pouquíssimos imaginavam isso quando a temporada começou.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="399" data-id="116714" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-7-e1777912562456.jpg" alt="" class="wp-image-116714"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Cristian Chivu se tornou o quinto treinador a vencer o Scudetto em sua primeira temporada no comando da Inter de Milão, após Árpád Weisz, Alfredo Foni, Giovanni Invernizzi, e Josè Mourinho.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Milão é uma cidade acostumada à elegância. A moda, a arquitetura, o design e até o futebol carregam essa estética sofisticada típica do norte italiano. Mas a Inter campeã na temporada 2025-26 talvez represente algo diferente. Não foi uma equipe construída apenas sobre beleza ou espetáculo. Foi uma equipe construída sobre resistência, capacidade de se reerguer depois da humilhação pública sofrida na final europeia, e que teve a coragem de reorganizar um vestiário fraturado, além de suportar críticas constantes em meio a um ambiente de enorme pressão, nem sempre com brilho absoluto, porém com frieza, disciplina e paciência.</p>



<p class="has-medium-font-size">Também por isso a Inter já pode ser chamada sem exageros de o time da década no <em>Calcio</em>. São três títulos italianos nas últimas seis temporadas, conquistados sob diferentes treinadores, diferentes contextos e até diferentes gestões administrativas. Poucos clubes italianos conseguiram manter um padrão competitivo tão sólido no período. Enquanto gigantes históricos atravessaram crises profundas de identidade e reconstrução, os <em>Nerazzurri</em> permaneceram constantemente relevantes. </p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo em meio a derrotas dolorosas, mudanças de ciclo e até eliminações traumáticas, a Inter de Milão continuou voltando para disputar títulos importantes. Isso diz muito sobre a força estrutural construída em Appiano Gentile. O futebol italiano talvez já não exerça o mesmo domínio europeu de décadas passadas, mas dentro desse novo cenário continental a Inter continua sendo referência de estabilidade competitiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, talvez o grande ensinamento dessa conquista esteja justamente no fato de que o futebol raramente oferece finais definitivos. Há um ano, a narrativa ao redor da Inter era quase melancólica. Hoje, os mesmos jogadores caminham diante dos torcedores interistas erguendo o 21º <em>Scudetto</em>. A diferença entre fracasso e glória às vezes está escondida em pequenos detalhes emocionais invisíveis para quem olha de fora. Cristian Chivu utilizou toda aquela dor como combustível interno. E talvez seja exatamente isso que torne esse título tão simbólico para a história recente do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque algumas conquistas valem mais do que apenas uma taça levantada no céu de Milão. Algumas representam sobrevivência. Representam reconstrução. Representam a recusa em aceitar que uma goleada, uma eliminação ou um vestiário conturbado sejam suficientes para destruir um gigante europeu. A Inter de Milão não venceu apenas a Serie A. Ela venceu o peso psicológico da própria queda. E em um esporte tão emocional quanto o futebol, poucas coisas possuem mais valor do que isso.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/05/04/inter-de-milao-campea-italiana-2025-26/">Inter de Milão, campeã italiana 2025-26</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/05/04/inter-de-milao-campea-italiana-2025-26/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Roma em ruptura: o fim de Ranieri e o império que Gasperini tenta reconstruir</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/04/29/roma-em-ruptura-o-fim-de-ranieri-e-o-imperio-que-gasperini-tenta-reconstruir/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=roma-em-ruptura-o-fim-de-ranieri-e-o-imperio-que-gasperini-tenta-reconstruir</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/04/29/roma-em-ruptura-o-fim-de-ranieri-e-o-imperio-que-gasperini-tenta-reconstruir/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 14:34:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[AS Roma]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Italiano]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Giallorossi]]></category>
		<category><![CDATA[Gian Piero Gasperini]]></category>
		<category><![CDATA[Serie A]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=116627</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Roma vive mais um daqueles capítulos que parecem escritos com tinta dramática, como se a própria história do clube insistisse em se alinhar com o peso simbólico da cidade que representa. Na Cidade Eterna, não há meio-termo: ou se constrói impérios, ou se convive com ruínas. E, neste final de abril, os Giallorossi se [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/04/29/roma-em-ruptura-o-fim-de-ranieri-e-o-imperio-que-gasperini-tenta-reconstruir/">Roma em ruptura: o fim de Ranieri e o império que Gasperini tenta reconstruir</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A Roma vive mais um daqueles capítulos que parecem escritos com tinta dramática, como se a própria história do clube insistisse em se alinhar com o peso simbólico da cidade que representa. Na <em>Cidade Eterna</em>, não há meio-termo: ou se constrói impérios, ou se convive com ruínas. E, neste final de abril, os <em>Giallorossi</em> se vêem novamente diante de uma encruzilhada, marcada pela saída de Claudio Ranieri, figura que transcende o cargo que ocupava. Mais do que um conselheiro sênior, Ranieri era um elo emocional com o passado, um guardião silencioso de valores que, muitas vezes, não cabem em relatórios ou reuniões estratégicas.</p>



<p class="has-medium-font-size">A ruptura com Gian Piero Gasperini não é apenas um choque de ideias, mas um conflito de visões sobre o que a Roma deve ser. De um lado, a tradição, a leitura humana do futebol, a experiência acumulada ao longo de décadas. Do outro, a modernidade tática, a intensidade, a exigência de um modelo rígido e quase industrial de jogo. Em termos históricos, é como observar o embate entre o Senado romano e os generais que buscavam expandir o império a qualquer custo. A tensão não é novidade — mas o desfecho sempre deixa cicatrizes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Claudio Ranieri sai do clube com a mesma dignidade com que construiu sua carreira, marcada eternamente pelo improvável título do Leicester City na Premier League de 2016, um feito que desafia qualquer lógica estatística ou histórica. No entanto, para o torcedor romanista, esse não é o principal capítulo. Sua ligação com a Roma é visceral, quase genética. Foram três passagens como treinador, sendo a última, em 2024, uma verdadeira operação de resgate, quando assumiu uma equipe à beira do colapso e a conduziu a um improvável quinto lugar na Serie A.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aquele segundo turno de campeonato foi, talvez, um dos mais impressionantes da história recente do <em>Calcio</em>. A Roma, que flertava com a zona de rebaixamento com Daniele De Rossi à beira do campo, transformou-se na equipe de melhor desempenho da Itália. Era como se, sob o comando de Ranieri, o time tivesse reencontrado sua identidade perdida, como um império que, mesmo em declínio, ainda encontra forças para resistir. E não por acaso, ao final daquela trajetória, seu nome voltou a ser cogitado para a seleção italiana — o que seria o seu 25º trabalho na carreira.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="372" data-id="116632" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/134196928221705637-20-e1777471728779.jpg" alt="" class="wp-image-116632"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A extensa carreira de Claudio Ranieri incluiu passagens por Napoli, Fiorentina, Atlético de Madrid, Valencia, Chelsea, Juventus, Roma, Inter de Milão, Monaco, Watford, seleção grega, entre outros.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, Claudio Ranieri escolheu Roma. Escolheu ficar. Escolheu, mais uma vez, priorizar o pertencimento em detrimento da ambição individual. Ao aceitar o cargo de consultor sênior, ele assumiu uma função menos visível, porém estratégica, participando diretamente das decisões que moldariam o futuro do clube. Foi ele, inclusive, quem liderou o processo que culminou na escolha de Gian Piero Gasperini, baseado no trabalho consistente desenvolvido pelo treinador na Atalanta.</p>



<p class="has-medium-font-size">A escolha de Gian Piero Gasperini não foi aleatória. Seu trabalho na Atalanta foi marcado pela valorização de novatas promessas, intensidade tática e uma identidade de jogo muito clara. A Roma, ao investir em jogadores mais jovens nesta temporada, deixou evidente a tentativa de replicar esse modelo na capital. Era uma aposta em renovação, em reconstrução — em erguer uma nova Roma sobre os alicerces da antiga.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, como tantas vezes na história do clube, o projeto começou a apresentar fissuras antes mesmo de se consolidar. Após a vitória por 3 a 0 sobre o Pisa, Gian Piero Gasperini expôs publicamente críticas à diretoria, especialmente ao trabalho do diretor-esportivo Ricky Massara. Questionou contratações, criticou a atuação na janela de transferências e, de forma ainda mais sensível, apontou problemas no departamento médico romanista. Declarações que, inevitavelmente, reverberaram nos bastidores de Trigoria.</p>



<p class="has-medium-font-size">Claudio Ranieri, fiel à instituição, não deixou essas críticas passarem em branco. Sua resposta foi mais do que uma defesa pontual: foi um posicionamento institucional. E foi exatamente aí que a ruptura se tornou inevitável. Quando duas figuras fortes ocupam espaços de poder dentro de um clube, o conflito deixa de ser uma possibilidade e passa a ser uma questão de tempo. A Roma, mais uma vez, se viu incapaz de conciliar suas próprias forças internas.</p>



<p class="has-medium-font-size">A saída de Claudio Ranieri, portanto, não é apenas uma decisão administrativa — é simbólica. Representa o fim de um ciclo e, ao mesmo tempo, o início de uma nova era, agora sob controle praticamente absoluto de Gian Piero Gasperini. O treinador italiano já deixou claro que deseja participação ativa em todas as decisões do clube, desde o orçamento até a definição da pré-temporada. Seu pedido para que Dan Friedkin esteja presente fisicamente em Roma reforça essa postura de comando direto.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116640" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Three-1-e1777472279888.jpg" alt="" class="wp-image-116640"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Gian Piero Gasperini contabiliza 24 vitórias, 6 empates e 15 derrotas em 45 jogos à frente da Roma, registrando 57,7% de aproveitamento através desta performance.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Essa exigência também revela algo importante: Da mesma forma dos tempos em Bérgamo, Gian Piero Gasperini não quer intermediários. Quer controle. Quer clareza. Quer saber exatamente com quais recursos poderá trabalhar e quais serão os limites do projeto romanista. Em um futebol cada vez mais corporativo, essa busca por alinhamento direto com a alta gestão pode ser vista tanto como virtude quanto como risco. Tudo dependerá da capacidade do clube de sustentar essa centralização sem gerar novos conflitos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, a situação da Roma ainda é delicada. Atualmente na sexta posição da Serie A, a equipe segue na luta por uma vaga na Champions League, empatada em pontos com o quinto colocado, Como, e a cinco da Juventus, que fecha o G4. A trajetória, entretanto, foi marcada por oscilações. Os <em>Giallorossi</em> chegaram até a liderar o campeonato na 12ª rodada, mas caíram de rendimento ao longo do segundo turno, evidenciando problemas de consistência.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">La classifica aggiornata! 📊🔝 <a href="https://t.co/1Yknl4AVTd">pic.twitter.com/1Yknl4AVTd</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2048867261859914086?ref_src=twsrc%5Etfw">April 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">As eliminações também pesam. A queda precoce na Coppa Itália, em pleno Estádio Olímpico, diante do Torino, e o adeus na Europa League contra o Bologna, também em seus domínios, ampliaram a pressão sobre o elenco e a comissão técnica. Resultados que, mais do que números, expõem fragilidades estruturais — tanto no aspecto técnico quanto no psicológico. Em Roma, perder em casa sempre carrega um peso adicional.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, o calendário final impõe um desafio à altura da história do clube. Confrontos contra Fiorentina (c), Parma (f), Lazio (c) e Hellas Verona (f) definirão não somente a classificação final, como também o rumo do projeto esportivo. O <em>Derby della Capitale</em>, em especial, surge como um divisor emocional — um daqueles jogos que, independentemente da tabela, podem redefinir a percepção de uma temporada inteira.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a realidade é que a Roma se encontra novamente entre o passado e o futuro. Entre a memória de homens como Claudio Ranieri e a promessa de uma nova identidade sob a liderança de Gian Piero Gasperini. Como no antigo Império Romano, onde cada mudança de poder redefinia os rumos da civilização, o clube agora precisa decidir se conseguirá transformar conflito em evolução — ou se, mais uma vez, verá suas próprias disputas internas impedirem a construção de algo duradouro.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/04/29/roma-em-ruptura-o-fim-de-ranieri-e-o-imperio-que-gasperini-tenta-reconstruir/">Roma em ruptura: o fim de Ranieri e o império que Gasperini tenta reconstruir</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/04/29/roma-em-ruptura-o-fim-de-ranieri-e-o-imperio-que-gasperini-tenta-reconstruir/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Itália fora da Copa de 2026 e crise histórica se agrava ainda mais</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/04/05/italia-fora-da-copa-de-2026-e-crise-historica-se-agrava-ainda-mais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=italia-fora-da-copa-de-2026-e-crise-historica-se-agrava-ainda-mais</link>
					<comments>https://www.soccerblog.com.br/2026/04/05/italia-fora-da-copa-de-2026-e-crise-historica-se-agrava-ainda-mais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 16:54:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Azzurra]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Eliminatórias 2026]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Gennaro Gattuso]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.soccerblog.com.br/?p=116198</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 2017, foi a Suécia. Quatro anos depois, a Macedônia do Norte. Desta vez, a carrasca atende pelo nome de Bósnia e Herzegovina, apenas a 71ª colocada no ranking mundial, responsável por eliminar a seleção italiana na repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Pois é, um novo golpe, mais um capítulo de um [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/04/05/italia-fora-da-copa-de-2026-e-crise-historica-se-agrava-ainda-mais/">Itália fora da Copa de 2026 e crise histórica se agrava ainda mais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Em 2017, foi a Suécia. Quatro anos depois, a Macedônia do Norte. Desta vez, a carrasca atende pelo nome de Bósnia e Herzegovina, apenas a 71ª colocada no ranking mundial, responsável por eliminar a seleção italiana na repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, um novo golpe, mais um capítulo de um roteiro que parecia impensável há pouco mais de uma década. A <em>Azzurra</em>, tetracampeã mundial, agora acumula ausências que já não cabem mais na categoria de acidente. Trata-se de uma sequência que escancara uma transformação profunda. Um abismo de longos 12 anos sem disputar um Mundial. E quando olhamos esse cenário com frieza, a conclusão é inevitável: a Itália deixou de ser exceção e passou a ser ausência recorrente.</p>



<p class="has-medium-font-size">É impressionante observar como a percepção mudou ao longo do tempo. A primeira ausência foi tratada como um acidente de percurso, algo fora da curva. A segunda já levantou questionamentos mais profundos, mas ainda assim envolta em certo grau de incredulidade. Porém, a terceira elimina qualquer margem para ilusão. Agora não se trata mais de coincidência, tampouco de fatalidade. Trata-se de uma realidade consolidada. Uma queda estrutural que vai muito além de um jogo ou de uma geração específica. A camisa pesa, a história impõe respeito, mas o presente já não responde à altura. E no futebol de elite, tradição sem desempenho é apenas memória.</p>



<p class="has-medium-font-size">Para os italianos mais velhos, isso soa como um trauma interminável. Para os mais jovens, uma normalidade inquietante. Há uma geração inteira que simplesmente nunca viu a Itália disputar uma Copa do Mundo. E se a classificação só vier em 2030, estaremos falando de 16 anos de ausência. Um intervalo que muda completamente a relação emocional de um país com sua seleção. O que antes era rotina se torna expectativa distante. O que antes era orgulho natural, hoje precisa ser reconstruído. E isso diz muito sobre a profundidade da crise.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-13 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116206" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/esboco-e1775405611383.jpg" alt="" class="wp-image-116206"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A Itália se tornou a primeira seleção campeã do mundo a ficar de fora de três Copas consecutivas. Os italianos não disputam o mata-mata de um Mundial desde o título de 2006.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A última imagem da Itália em uma Copa do Mundo remonta a 2014, no Brasil. Naquele momento, sob o comando de Cesare Prandelli, a <em>Azzurra</em> se despediu ainda na fase de grupos após derrota para o Uruguai, com gol de Diego Godín na Arena das Dunas. Um jogo que, à época, já representava frustração, mas que hoje ganha contornos ainda mais pesados. Porque aquela eliminação não foi o fundo do poço, mas sim o início de um ciclo de declínio. E quando revisitamos aquela escalação, percebemos que poucos nomes ainda seguem em atividade. O tempo passou, e com ele, a capacidade de reposição também se perdeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Naquele Mundial, a Itália caiu em um grupo que, em teoria, não era dos mais complicados, com Uruguai, Costa Rica e Inglaterra. Inclusive, venceu os ingleses na estreia, o que dava sinais de competitividade. Mas o desempenho ao longo da fase de grupos revelou fragilidades importantes. E mais do que isso, expôs problemas estruturais que seriam agravados nos anos seguintes. A partir dali, a seleção tetracampeã do mundo entrou em um ciclo de instabilidade que nunca mais foi completamente corrigido. O que veio depois foram eliminações traumáticas e uma crescente perda de identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Grande parte desse cenário está diretamente ligada à desorganização da Federação Italiana de Futebol (FIGC). A falta de um projeto sólido de desenvolvimento nas categorias de base comprometeu a renovação do elenco. A Itália passou a revelar menos jogadores, perdeu competitividade na formação e, como consequência, viu sua seleção principal sofrer com escassez de talento. A ponto de recorrer à naturalização de atletas como solução emergencial. Um recurso que, por si só, já evidencia o tamanho do problema. Porque quando uma potência histórica precisa importar identidade, algo está profundamente errado.</p>



<p class="has-medium-font-size">E é importante deixar claro: não é necessário ter Roberto Baggio, Francesco Totti ou Alessandro Del Piero para superar a Bósnia numa repescagem de Eliminatórias. A questão vai muito além da ausência de craques históricos. Trata-se também de um problema coletivo, tático e de ideia de jogo. A Itália até continua produzindo bons treinadores, como Francesco Farioli, Raffaele Palladino, Vincenzo Italiano e Simone Inzaghi, além de referências como Carlo Ancelotti e Antonio Conte. Mas a seleção não consegue traduzir essa riqueza em campo. Há um desalinhamento claro entre o que se produz nos clubes e o que se pratica na equipe nacional.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-14 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="441" data-id="116217" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/esboco-1-e1775406577365.jpg" alt="" class="wp-image-116217"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, a Itália ocupa apenas a 12ª colocação no ranking de seleções da FIFA, não estando situada nem mesmo entre os Top 10 do futebol mundial na atualidade.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A escolha por replicar modelos de sucesso recentes, como o sistema com três zagueiros utilizado pela histórica Juventus eneacampeã italiana, e nos dias atuais pela Inter de Milão, acabou se tornando uma armadilha. O 3-5-2 exige características muito específicas, especialmente no ataque. Jogadores como Lautaro Martínez e Marcus Thuram conseguem potencializar esse sistema. A Itália, não. E quando se tenta reproduzir um modelo sem ter as peças ideais, o resultado é previsibilidade. Falta criatividade, falta improviso, falta aquele jogador capaz de quebrar linhas. E o jogo se torna mecânico, facilmente neutralizado por adversários mais organizados.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo com um meio-campo tecnicamente interessante, formado por nomes como Manuel Locatelli, Nicolò Barella e Sandro Tonali, a equipe não consegue dar o salto de qualidade necessário. Porque falta o maestro. Falta aquele jogador capaz de ditar o ritmo, de controlar o tempo do jogo, de criar a partir do caos. O coletivo até funciona em determinados momentos, mas esbarra na limitação individual. E no futebol moderno, especialmente em jogos decisivos, essa diferença pesa. E pesa muito.</p>



<p class="has-medium-font-size">As escolhas no comando técnico também tiveram papel determinante nesse cenário. A passagem de Luciano Spalletti, embora curta, ainda apresentava alguma coerência de ideia. Ele assumiu após a saída surpreendente de Roberto Mancini, campeão da Euro 2020, e tentou dar continuidade a um projeto. Mas a e eliminação na Liga das Nações e a derrota pesada para a Noruega fragilizaram sua posição. O ciclo foi interrompido cedo demais. E, mais uma vez, a Itália optou por recomeçar em vez de ajustar.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-15 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116226" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/esboco-2-e1775407277121.jpg" alt="" class="wp-image-116226"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Estônia, Israel, Moldávia, Noruega, Irlanda do Norte e Bósnia. Estes foram os oponentes da Itália nos oito jogos sob a liderança de Gennaro Gattuso (6V-1E-1D).</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A chegada de Gennaro Gattuso simboliza bem essa mudança de direção. A aposta foi muito mais emocional do que racional. Um ídolo, um nome forte, alguém capaz de resgatar a competitividade. Mas intensidade sem estrutura não sustenta projeto. E os números falam por si. Diante de adversários mais frágeis, os resultados até vieram. Mas nos jogos decisivos, contra seleções mais organizadas, a Itália falhou. A goleada por 4 a 1 sofrida para a Noruega em pleno San Siro é um retrato claro disso. E contra a própria Bósnia, a incapacidade de vencer selou o destino.</p>



<p class="has-medium-font-size">A ideia da Federação, liderada por Gabriele Gravina e com o apoio de Gianluigi Buffon, era resgatar o espírito combativo. Algo semelhante ao que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tentou ao apostar em Dunga no passado. Mas o futebol exige muito mais do que motivação. Exige organização, leitura de jogo, adaptação. E nesse aspecto, Gennaro Gattuso ficou aquém. Sua limitação tática acabou sendo determinante. E embora não seja possível afirmar que com Luciano Spalletti o desfecho seria diferente, é razoável dizer que as chances de classificação seriam maiores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Com a eliminação confirmada, a Itália já inicia um novo processo de reconstrução. Gabriele Gravina e Gianluigi Buffon deixaram seus cargos, Gennaro Gattuso não permanecerá, e a Federação busca um nome experiente para liderar o próximo ciclo. Entre os favoritos, surgem nomes como Massimiliano Allegri, Antonio Conte, Gian Piero Gasperini e até mesmo um possível retorno de Roberto Mancini. O objetivo é claro: reconstruir a identidade e preparar a <em>Azzurra</em> para 2030. Mas o desafio vai muito além da escolha de um treinador.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque, no fim das contas, o sinal mais preocupante não é a eliminação em si. É a naturalização dela. A Itália já não surpreende mais ao ficar fora de uma Copa do Mundo. E isso, talvez, seja o maior sintoma da crise. Um país que já foi sinônimo de tradição, de solidez defensiva, de competitividade máxima, hoje busca se reencontrar. E enquanto essa reconexão não acontece, a seleção italiana segue distante do lugar que um dia foi seu por direito: o topo do futebol mundial.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/04/05/italia-fora-da-copa-de-2026-e-crise-historica-se-agrava-ainda-mais/">Itália fora da Copa de 2026 e crise histórica se agrava ainda mais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.soccerblog.com.br/2026/04/05/italia-fora-da-copa-de-2026-e-crise-historica-se-agrava-ainda-mais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
