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	<title>França-SoccerBlog</title>
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	<title>França-SoccerBlog</title>
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		<title>França volta a cair diante da Espanha e vê o sonho do tri se tornar um pesadelo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:05:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Freguês. Segundo o dicionário Michaelis, é o indivíduo que frequenta determinado local com habitualidade, alguém que retorna repetidamente ao mesmo estabelecimento ou um consumidor constante. No futebol, porém, a palavra costuma ganhar outro significado. Ela passa a representar uma equipe que, repetidas vezes, encontra o mesmo adversário em momentos decisivos e acaba deixando o campo [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/15/freguesia-consolidada-franca-volta-a-cair-diante-da-espanha-e-encerra-a-era-deschamps/">França volta a cair diante da Espanha e vê o sonho do tri se tornar um pesadelo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">Freguês. Segundo o dicionário Michaelis, é o indivíduo que frequenta determinado local com habitualidade, alguém que retorna repetidamente ao mesmo estabelecimento ou um consumidor constante. No futebol, porém, a palavra costuma ganhar outro significado. Ela passa a representar uma equipe que, repetidas vezes, encontra o mesmo adversário em momentos decisivos e acaba deixando o campo derrotada. Nos últimos anos, nenhum exemplo ilustra melhor essa definição do que o confronto entre França e Espanha. Pela terceira competição consecutiva, os espanhóis eliminaram os franceses em uma semifinal, consolidando um retrospecto que já começa a se transformar em uma verdadeira freguesia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Tudo começou na Eurocopa de 2024, quando a Espanha derrotou a França por 2 a 1 na semifinal e seguiu rumo ao título continental. No ano seguinte, pela Liga das Nações da UEFA, novo encontro entre as duas seleções e outra vitória espanhola, desta vez por um eletrizante 5 a 4, em solo alemão. Agora, em Dallas, pela Copa do Mundo de 2026, a história voltou a se repetir. A vitória por 2 a 0 garantiu os espanhóis na decisão e confirmou uma escrita que já não pode mais ser tratada como coincidência. Sempre que o duelo vale uma vaga em uma grande final, a <em>Furia Roja</em> encontra o caminho para superar os <em>Bleus</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">O resultado surpreendeu justamente porque a seleção francesa chegava cercada de enorme expectativa. Até então, havia sido considerada por muitos a principal candidata ao título mundial graças ao futebol extremamente ofensivo apresentado durante praticamente toda a competição. Eram dezesseis gols marcados antes da semifinal, desempenho inferior apenas ao da Argentina, além de um ataque que encantava pela velocidade, intensidade e capacidade de decidir partidas rapidamente. Kylian Mbappé vivia uma Copa extraordinária, responsável por metade dos gols franceses, enquanto Ousmane Dembélé, Bradley Barcola e Michael Olise completavam um quarteto que parecia imparável.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">🔚 Nos Bleus s’inclinent face à l’Espagne en demi-finale de la Coupe du monde, et joueront le match pour la 3e place samedi 18 juillet. <br><br>🇫🇷0-2🇪🇸 <a href="https://x.com/hashtag/FRAESP?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FRAESP</a> | <a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a> <a href="https://t.co/FlH30jcfeR">pic.twitter.com/FlH30jcfeR</a></p>&mdash; Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) <a href="https://x.com/equipedefrance/status/2077135812357964288?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A campanha até Dallas reforçava esse favoritismo. Nos quatro primeiros compromissos da Copa de 2026, a França marcou pelo menos três gols em cada partida, atropelando adversários e demonstrando enorme facilidade para criar oportunidades. Depois vieram duas classificações mais duras, primeiro diante do Paraguai (1&#215;0) e posteriormente contra Marrocos (2&#215;0), mas ainda assim os franceses transmitiam total segurança. O desempenho coletivo permanecia convincente e poucos imaginavam que justamente na semifinal o ataque mais explosivo do torneio encontraria tantas dificuldades para competir. A sensação era de que bastava manter o nível apresentado até então para alcançar a terceira decisão mundial consecutiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, o futebol costuma premiar quem interpreta melhor cada contexto. E foi exatamente nesse aspecto que Luis de la Fuente levou ampla vantagem sobre Didier Deschamps. O treinador espanhol compreendeu perfeitamente o tipo de confronto que teria pela frente, enquanto seu técnico francês insistiu praticamente na mesma estrutura utilizada durante toda a campanha. O problema é que enfrentar uma seleção que domina a posse de bola exige adaptações específicas, principalmente no setor mais importante do campo: o meio. A França simplesmente não conseguiu oferecer essas respostas.</p>



<p class="has-medium-font-size">O 4-2-3-1 francês deixou Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot sozinhos diante de uma região ocupada por Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo, Álex Baena e Mikel Oyarzabal, que muitas vezes abandonava a referência ofensiva para atuar como um verdadeiro meio-campista. A superioridade numérica era evidente. Enquanto os espanhóis encontravam constantemente linhas de passe e controlavam o ritmo do jogo, os franceses eram obrigados a correr atrás da bola durante boa parte da partida. Não havia pressão coordenada nem capacidade para interromper a circulação adversária. A Espanha transformou o meio-campo em seu território particular.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa desvantagem provocou outro efeito importante. Michael Olise passou boa parte do jogo acompanhando as movimentações de Rodri, desempenhando uma função defensiva que jamais foi sua principal característica. O desgaste foi inevitável e sua influência ofensiva absolutamente desapareceu. Na etapa final, Didier Deschamps tentou inverter as posições, deslocando Ousmane Dembélé para cumprir essa missão. O resultado foi o mesmo. Dois jogadores extremamente criativos passaram mais tempo perseguindo adversários do que participando da construção ofensiva, comprometendo por completo a capacidade francesa de acelerar as transições.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Espanha eliminou a França&#8230;<br><br>✅ nas meias-finais do Euro 2024<br>✅ nas meias-finais da Nations League 2025<br>✅ nas meias-finais do Mundial 2026<br><br>Padreada. 🇪🇸 <a href="https://t.co/gnUvciMwUo">pic.twitter.com/gnUvciMwUo</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2077146865326244308?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os problemas também apareceram pelos lados do campo. A escolha por laterais mais defensivos parecia fazer sentido antes da bola rolar, especialmente diante da qualidade técnica espanhola. Porém, na prática, a estratégia fracassou. Lucas Digne encontrou enormes dificuldades para conter Lamine Yamal, que realizou uma de suas melhores atuações no Mundial. Foi justamente de uma falha no domínio seguida por uma abordagem precipitada que nasceu o pênalti convertido por Mikel Oyarzabal. Talvez Theo Hernández, graças à maior força física e velocidade, pudesse oferecer um embate mais equilibrado. Até mesmo Lucas Hernández improvisado poderia representar uma alternativa diferente para limitar o jovem atacante do Barcelona.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se o primeiro gol já abalou emocionalmente a seleção francesa, o segundo praticamente definiu o confronto. Logo aos treze minutos da etapa complementar, Pedro Porro ampliou a vantagem espanhola e tornou a missão dos <em>Bleus</em> ainda mais complicada. O dado mais impressionante daquela altura era outro: até aquele instante, a França sequer havia acertado uma finalização na direção do gol adversário. Para um ataque que vinha atropelando todos os rivais da competição, tratava-se de uma estatística bastante simbólica. O domínio da Espanha era absoluto tanto com quanto sem a bola.</p>



<p class="has-medium-font-size">Depois disso, vieram algumas tentativas dos franceses, mas muito mais impulsionadas pelo desespero do que por organização coletiva. Ao todo foram dez finalizações, quase todas construídas na base do abafa, sem infiltrações bem trabalhadas, triangulações ou jogadas coletivas capazes de desmontar a defesa espanhola. A impressão era de que cada atleta buscava resolver individualmente aquilo que o conjunto já não conseguia produzir. Quando uma seleção abandona sua identidade justamente na partida mais importante do campeonato, normalmente o desfecho acaba sendo cruel. E foi isso que aconteceu com a França, em Dallas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante desse cenário, fica uma pergunta inevitável: será que Didier Deschamps demorou demais para entender que enfrentar a Espanha exige soluções diferentes das utilizadas contra qualquer outro adversário? A entrada de Manu Koné para reforçar o meio-campo, formando um trio ao lado de Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot, talvez reduzisse os espaços explorados pelos espanhóis. Bradley Barcola poderia dar lugar a um volante adicional, enquanto Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise ajudariam na recomposição e pressão na saída de bola. Evidentemente não existe garantia de vitória, porém ao menos haveria um equilíbrio maior em uma região onde a França foi amplamente dominada durante noventa minutos.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">🚨🚨 C&#39;ÉTAIT L’AVANT-DERNIER MATCH AVEC LES BLEUS 🇫🇷 DE MONSIEUR DIDIER DESCHAMPS. 💔<br><br>👔 184 matches <br>✅ 120 victoires <br>🤝 35 nuls <br>❌ 29 défaites <br><br>🏆 Coupe du monde 2018<br>🏆 Ligue des Nations 2021<br><br>🥈 Finaliste de l&#39;Euro 2016<br>🥈 Finaliste du Mondial 2022<br><br>Rendez-vous lors de la… <a href="https://t.co/E277icyqEo">pic.twitter.com/E277icyqEo</a></p>&mdash; Actu Foot (@ActuFoot_) <a href="https://x.com/ActuFoot_/status/2077137959997034651?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação também simboliza o encerramento de uma das eras mais importantes da história recente do futebol francês. Didier Deschamps deixa o comando da seleção após quatorze anos, mais de cento e oitenta partidas e dois títulos conquistados. Independentemente das críticas recebidas após esta Copa do Mundo, seu legado permanece enorme. Sob sua liderança, a França disputou finais, levantou troféus e consolidou uma geração extremamente competitiva. Ainda assim, sua despedida acontece de maneira melancólica, justamente diante do adversário que mais encontrou soluções para neutralizar suas equipes nos últimos anos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, a França já viveu momentos históricos em que precisou se reinventar para voltar ao protagonismo. Um bom exemplo ocorreu durante a construção da Torre Eiffel para a Exposição Universal de 1889. Inicialmente alvo de inúmeras críticas e considerada por muitos intelectuais uma obra que jamais representaria Paris, a estrutura acabou transformando-se no maior símbolo do país. A história mostra que grandes transformações costumam nascer justamente após períodos de contestação. Talvez seja exatamente esse o desafio que aguarda a seleção francesa a partir de agora sob o provável comando de Zinedine Zidane.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Copa do Mundo termina de forma frustrante para quem era apontado como principal favorito ao título. Não porque faltassem talento, qualidade técnica ou profundidade de elenco. Pelo contrário. Poucas seleções reuniam tantas opções quanto os franceses. O problema esteve na incapacidade de adaptar o plano de jogo diante de um adversário que apresentou uma proposta completamente previsível. Enquanto a Espanha venceu o duelo das ideias, a França permaneceu presa às próprias convicções. Em Mundiais, detalhes fazem toda a diferença. E, desta vez, foram justamente estes que transformaram um sonho do tricampeonato em uma despedida amarga para os <em>Bleus</em>.</p>
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		<title>Favorita? França encanta e apresenta o melhor futebol da Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 20:56:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O melhor ataque da Copa do Mundo de 2026, com 13 gols marcados em apenas quatro partidas, já diz muito sobre a força da seleção francesa nesta Copa do Mundo. Mais do que os números, porém, chama a atenção a maneira como a equipe comandada por Didier Deschamps vem construindo suas vitórias. Com um futebol [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O melhor ataque da Copa do Mundo de 2026, com 13 gols marcados em apenas quatro partidas, já diz muito sobre a força da seleção francesa nesta Copa do Mundo. Mais do que os números, porém, chama a atenção a maneira como a equipe comandada por Didier Deschamps vem construindo suas vitórias. Com um futebol ofensivo, intenso e tecnicamente refinado, a França tem encantado torcedores e analistas, apresentando, na minha opinião, o melhor desempenho da competição até aqui. Não por acaso, desponta como a principal favorita ao título Mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">O talento individual do setor ofensivo francês impressiona por si só. Um ataque formado por Kylian Mbappé, Michael Olise e Ousmane Dembélé é capaz de colocar qualquer defesa do planeta em dificuldades. São jogadores velozes, inteligentes e extremamente criativos, que alternam constantemente de posição e tornam a marcação adversária uma tarefa praticamente impossível. A qualidade técnica desse trio transforma qualquer espaço concedido pelo rival em uma oportunidade clara de gol.</p>



<p class="has-medium-font-size">O desempenho coletivo reforça ainda mais essa superioridade. Nas quatro partidas disputadas até o momento, a França balançou as redes pelo menos três vezes em cada uma delas, demonstrando uma regularidade ofensiva rara em competições de tiro curto. Isso evidencia que os <em>Les Bleus</em> chegaram muito bem preparados para a Copa do Mundo, tanto do ponto de vista físico quanto tático. Os franceses conseguem manter intensidade durante praticamente todo o jogo, sem abrir mão da organização.</p>



<p class="has-medium-font-size">Talvez a maior notícia positiva desta campanha seja a versão apresentada por Kylian Mbappé. O camisa 10 parece completamente renovado em relação ao que vinha mostrando pelo Real Madrid durante a temporada. Mais feliz em campo, participativo e comprometido com o coletivo, Mbappé voltou a ser aquele jogador capaz de influenciar todos os momentos da partida. Sua postura sem a bola também chama atenção, pressionando a saída adversária e recompondo defensivamente com muito mais frequência.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">A goal per game. Kylian Mbappe is unstoppable at World Cups 😤🔥 <a href="https://t.co/udmy8JZ2OE">pic.twitter.com/udmy8JZ2OE</a></p>&mdash; Sky Sports Football (@SkyFootball) <a href="https://x.com/SkyFootball/status/2072234153823625569?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Outra dúvida antes do início da Copa do Mundo dizia respeito ao rendimento de Kylian Mbappé atuando como referência ofensiva. A resposta dentro de campo não poderia ter sido melhor. Mesmo escalado como centroavante, ele não permanece preso entre os zagueiros. Pelo contrário, recua para participar da construção, realiza tabelas, atrai a marcação, abre espaços preciosos para as infiltrações dos companheiros e marca gols. Consequentemente, o futebol de Michael Olise, Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Bradley Barcola é potencializado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nesse contexto, Michael Olise merece um capítulo à parte. O meia-atacante vem desempenhando um papel fundamental na engrenagem ofensiva francesa, atuando de forma centralizada e distribuindo o jogo com enorme inteligência. Contra a Suécia, por exemplo, participou diretamente de praticamente todos os principais lances ofensivos, registrando duas assistências e uma pré-assistência. Sua capacidade de encontrar espaços entre as linhas adversárias tem sido uma das grandes armas da França neste Mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">O excelente momento de Michael Olise não surpreende quem acompanhou sua temporada pelo Bayern de Munique. Ele já havia demonstrado enorme evolução no futebol alemão e apenas transportou esse desempenho para a seleção francesa. Ao lado de Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e companhia, encontrou o ambiente ideal para explorar toda a sua criatividade. Hoje, é justo colocá-lo entre os principais destaques individuais da Copa de 2026.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além da qualidade dos titulares, chama atenção a profundidade do plantel francês. Poucas seleções do planeta podem se dar ao luxo de deixar no banco jogadores como Marcus Thuram, Jean-Philippe Mateta e Rayan Cherki. São atletas capazes de mudar o ritmo de qualquer partida e que, em muitas outras, seriam titulares absolutos. Essa abundância de opções permite a Didier Deschamps manter o nível da equipe mesmo quando promove substituições ao longo dos jogos.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A 🇫🇷 França apresenta uma média superior a três golos por jogo no Mundial 2026: os gauleses somam, já, 13 golos na prova<br><br>⚠ A última equipa a marcar 13 + golos nos quatro primeiros jogos de um Mundial tinha sido o 🇧🇷 Brasil, em 2002  &#8211; e sagrou-se campeão <a href="https://t.co/RV4jwzorJP">pic.twitter.com/RV4jwzorJP</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2072266589127286959?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Se o ataque encanta, a defesa também respondeu às dúvidas que cercavam os <em>Les Bleus</em> antes da competição. Em quatro partidas, a França sofreu apenas dois gols, demonstrando um sistema defensivo sólido e bem protegido. Adrien Rabiot e Aurélien Tchouaméni vêm formando uma dupla de volantes extremamente eficiente, equilibrando o meio-campo e oferecendo sustentação constante aos defensores. Esse trabalho coletivo facilita bastante a vida da última linha.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entre os zagueiros, William Saliba confirma o excelente momento que atravessa no Arsenal e se consolida como o principal nome do setor defensivo francês. Seguro nas disputas individuais, forte pelo alto e muito competente na saída de bola, o defensor de 25 anos de idade transmite confiança a toda a equipe. Pelos lados, Jules Koundé e Lucas Digne desempenham funções mais conservadoras, priorizando a solidez defensiva em vez das constantes ultrapassagens ofensivas, o que contribui para o equilíbrio da França.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔎 A França é a seleção com mais gols em Copas do Mundo desde que Didier Deschamps assumiu a equipe em 2012! 🇫🇷⚽️<br><br>49 &#8211; 🇫🇷 França<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>37 &#8211; 🇩🇪 Alemanha<br>36 &#8211; 🇦🇷 Argentina<br>36 &#8211; 🇧🇷 Brasil <a href="https://t.co/FT2mGZzMgb">pic.twitter.com/FT2mGZzMgb</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2072098419531747382?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo enfrentando adversários que adotam posturas extremamente reativas, com linhas baixas e muitos jogadores atrás da linha da bola, os franceses encontram soluções com enorme naturalidade. A movimentação permanente dos homens de frente, aliada à velocidade das trocas de passe, permite quebrar bloqueios defensivos que normalmente oferecem enorme dificuldade. A França sabe acelerar quando necessário, mas também demonstra paciência para circular a bola até encontrar o melhor momento para atacar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, o fato de apresentar o melhor futebol da Copa do Mundo até este momento não significa que a França já possa ser apontada como campeã. Torneios curtos costumam ser definidos por detalhes. Um erro individual, uma expulsão, uma atuação abaixo da média ou até mesmo um dia inspirado do adversário podem mudar completamente o rumo da competição. A história dos Mundiais está repleta de exemplos que comprovam essa realidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, ignorar o que a seleção francesa vem produzindo seria fechar os olhos para aquilo que está acontecendo dentro das quatro linhas. Pela qualidade do elenco, pelo desempenho coletivo, pela consistência defensiva, pelo poder de fogo ofensivo e pela capacidade de decidir jogos das mais diferentes maneiras, a França se firma como a principal potência da atualidade. Se conseguirá transformar esse favoritismo em título, apenas o tempo responderá. Mas, até aqui, nenhuma seleção apresentou um futebol tão completo e convincente quanto os comandados de Didier Deschamps.</p>
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		<title>De Paris para a eternidade: PSG conquista o bicampeonato da Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 19:43:00 +0000</pubDate>
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<p class="has-medium-font-size">Depois da inédita conquista da Champions League na temporada passada, o Paris Saint-Germain voltou a fazer história. A equipe francesa conquistou a edição 2025-26 da principal competição de clubes do futebol europeu e se tornou bicampeã consecutiva do torneio. Um feito reservado a pouquíssimos gigantes do mundo da bola. Ao erguer novamente a taça mais cobiçada do continente, o PSG não apenas consolidou sua posição entre as grandes potências da Europa, como também escreveu um dos capítulos mais importantes de sua trajetória desde a fundação do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">A conquista coloca o Paris Saint-Germain em um seleto grupo de equipes que conseguiram vencer a Champions League em temporadas consecutivas. Clubes históricos como Real Madrid, Liverpool, Inter de Milão, Bayern de Munique, Milan, Benfica e Ajax já haviam alcançado esse feito ao longo da história. Na era moderna da Champions League, entretanto, apenas os <em>madridistas</em> haviam conseguido repetir a dose recentemente, conquistando três títulos seguidos entre 2016 e 2018.</p>



<p class="has-medium-font-size">Muito desse sucesso passa pelo trabalho extraordinário realizado por Luis Enrique. Em sua terceira temporada no comando do clube francês, o treinador espanhol transformou completamente a identidade do Paris Saint-Germain. Desde sua chegada ao Parque dos Príncipes, a prioridade deixou de ser a busca por superestrelas e passou a ser a construção de uma equipe sólida, equilibrada e comprometida coletivamente. Uma mudança que encontrou resistência inicial, mas que hoje rende frutos históricos.</p>



<p class="has-medium-font-size">O processo de reconstrução não foi simples. Logo nos primeiros meses de trabalho, Luis Enrique viu nomes como Neymar, Lionel Messi e Sergio Ramos deixarem o clube. Pouco tempo depois, o maior símbolo do projeto esportivo parisiense nos últimos anos, Kylian Mbappé, também se despediu. A saída do atacante francês para o Real Madrid foi vista por muitos como um duro golpe para as ambições do PSG, especialmente porque o jogador buscava justamente aumentar suas chances de conquistar a Champions League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Lista de vencedores com 2 ⭐️Champions League:<br>🇵🇹Benfica<br>🇵🇹FC Porto<br>🇫🇷Paris SG<br>🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿Nottingham Forest<br>🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿Chelsea<br>🇮🇹Juventus <a href="https://t.co/2LU4hC6tli">pic.twitter.com/2LU4hC6tli</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2060808182432170464?ref_src=twsrc%5Etfw">May 30, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">O destino, porém, reservou uma enorme ironia para essa história. Desde que Kylian Mbappé trocou Paris por Madrid, quem passou a dominar o cenário europeu foi justo o PSG. Enquanto o atacante francês seguia sua busca pela taça continental vestindo branco, o clube que ele deixou para trás conquistava duas Champions League consecutivas. Primeiro com a histórica goleada por 5 a 0 sobre a Inter de Milão na temporada passada. Agora, repetindo a façanha e confirmando que seu sucesso está muito além de qualquer individualidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, a caminhada do PSG nesta temporada apresentou algumas semelhanças com a campanha vitoriosa anterior. Os franceses não conseguiram terminar a fase de liga entre os oito melhores colocados da competição e precisaram disputar os play-offs. Desta vez, o adversário foi o Monaco. No ano passado, o desafio havia sido o Brest. Em ambos os casos, os parisienses superaram o obstáculo doméstico e iniciaram uma trajetória de crescimento que culminaria novamente na decisão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas fases seguintes, o Paris Saint-Germain voltou a demonstrar sua força diante de adversários da Premier League. A equipe eliminou o Chelsea nas oitavas-de-final e passou pelo Liverpool nas quartas. Assim como havia acontecido na campanha anterior, os ingleses voltaram a cruzar o caminho do PSG e mais uma vez o os comandados de Luis Enrique demonstraram um grau competitivo capaz de rivalizar com qualquer potência do continente.</p>



<p class="has-medium-font-size">A semifinal contra o Bayern de Munique foi considerada por muitos especialistas como a verdadeira final antecipada da competição. Frente a frente estavam duas equipes que apresentaram o futebol mais consistente da Europa ao longo da temporada. Os bávaros contavam com um poderoso setor ofensivo formado por Harry Kane, Luis Díaz e Michael Olise, mas encontrou pela frente um time extremamente organizado e preparado para diferentes cenários de jogo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">Une nuit dans la légende ⭐️⭐️ <a href="https://t.co/os0lfQqFJh">pic.twitter.com/os0lfQqFJh</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSG_inside) <a href="https://x.com/PSG_inside/status/2060978443978756383?ref_src=twsrc%5Etfw">May 31, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Foi exatamente essa versatilidade que fez a diferença. O Paris Saint-Germain não depende exclusivamente da posse de bola ou do jogo ofensivo. Quando necessário, a equipe sabe sofrer, defender e competir em alto nível. A classificação diante do Bayern em plena Allianz Arena através do empate em 1 a 1 demonstrou isso com clareza. Mesmo enfrentando uma das atmosferas mais difíceis do futebol europeu, os atuais tetracampeões franceses mantiveram o controle emocional e mostraram maturidade para garantir sua vaga na decisão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na final disputada em Budapeste, o adversário foi o Arsenal. Ao contrário do que muitos imaginavam, a partida foi extremamente equilibrada. Mikel Arteta surpreendeu ao armar uma equipe bastante conservadora, utilizando quatro zagueiros de origem em sua linha defensiva, com Cristhian Mosquera atuou improvisado pela direita e Piero Hincapié pela esquerda. A estratégia era clara: fechar os espaços e tentar sobreviver ao poder ofensivo parisiense.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">✨🇬🇪 Khvicha Kvaratskhelia is the 2025/26 UEFA Champions League Player of the Season 🙌<a href="https://x.com/hashtag/UCL?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCL</a> <a href="https://t.co/vkfBtCMEP1">pic.twitter.com/vkfBtCMEP1</a></p>&mdash; UEFA Champions League (@ChampionsLeague) <a href="https://x.com/ChampionsLeague/status/2061105404046721419?ref_src=twsrc%5Etfw">May 31, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O plano inglês ganhou força quando Kai Havertz abriu o placar logo aos 5 minutos de partida. A partir daquele momento, o Arsenal recuou ainda mais suas linhas e passou a defender a vantagem com todos os jogadores atrás da linha da bola. O problema é que poucos times no futebol europeu conseguem resistir durante tanto tempo à pressão exercida pelo melhor ataque da Champions League com impressionantes 48 gols marcados, incluindo os <em>Gunners</em>, donos da defesa menos vazada do torneio com somente 7 tentos sofridos.</p>



<p class="has-medium-font-size">A insistência parisiense acabou sendo recompensada na segunda etapa. Khvicha Kvaratskhelia, novamente brilhando em uma partida decisiva, foi o principal responsável pela reação. O georgiano infernizou a defesa inglesa durante toda a partida e sofreu o pênalti que recolocou o PSG no jogo. Ousmane Dembélé converteu a cobrança e levou a decisão para a prorrogação. O empate parecia até injusto diante dos números apresentados em campo, com ampla superioridade francesa em posse de bola (75% &#8211; 25%), finalizações (21 &#8211; 7) e volume ofensivo (trocas de passes: 889 &#8211; 285).</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas penalidades, a competência e uma dose inevitável de sorte acabaram sorrindo para o lado parisiense. O erro de Gabriel Magalhães na última cobrança confirmou o bicampeonato europeu e colocou definitivamente esta geração na história do clube. Luis Enrique provou que era possível construir um PSG vencedor sem depender de um elenco formado apenas por superastros. O investimento continuou elevado, mas passou a ser direcionado para a construção de um coletivo forte e competitivo. Com mais um ano de contrato pela frente, o treinador espanhol já começa a olhar para o próximo desafio: a busca por um tricampeonato europeu consecutivo que pode transformar esta equipe em uma das maiores dinastias da Champions League.</p>
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		<title>Paris Saint-Germain, pentacampeão francês 2025-26. E que venha o bi-europeu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 17:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Francês]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Paris Saint-Germain acostumou o futebol francês a algo perigoso: transformar o extraordinário em rotina. O pentacampeonato da Ligue 1 na temporada 2025-26, confirmado após a vitória diante do Lens por 2 a 0, não representa apenas mais um troféu na sala parisiense. É uma conquista que reforça uma hegemonia tão dominante que, em determinados [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/05/14/paris-saint-germain-pentacampeao-frances-2025-26-e-que-venha-o-bi-europeu/">Paris Saint-Germain, pentacampeão francês 2025-26. E que venha o bi-europeu</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">O Paris Saint-Germain acostumou o futebol francês a algo perigoso: transformar o extraordinário em rotina. O pentacampeonato da Ligue 1 na temporada 2025-26, confirmado após a vitória diante do Lens por 2 a 0, não representa apenas mais um troféu na sala parisiense. É uma conquista que reforça uma hegemonia tão dominante que, em determinados momentos, parece desconectada da realidade do restante do país. </p>



<p class="has-medium-font-size">Para se ter uma ideia, o Paris Saint-Germain levantou sua décima quarta taça nacional e ampliou ainda mais a distância para seus perseguidores históricos. O Olympique de Marseille e o Saint-Étienne seguem observando de longe, ambos estacionados em dez conquistas. O futebol francês vive há mais de uma década dentro da era parisiense. Uma era onde o impossível deixou de existir e a repetição do sucesso passou a ser encarada como obrigação. E talvez esse seja justamente o maior peso de vestir a camisa do PSG atual.</p>



<p class="has-medium-font-size">A vitória diante do Lens, vice-líder da competição, carregava um simbolismo maior. Era um confronto direto contra o único time que ainda alimentava alguma chance matemática. Mas esperança, no futebol, nem sempre resiste ao talento. Com gols de Kvicha Kvaratskhelia, ainda no primeiro tempo, e Ibrahim Mbaiê, já nos minutos finais, os parisienses fecharam a conta e confirmaram o título da Ligue 1. Um veterano europeu em ascensão e um garoto representando o futuro. Dois gols que resumem perfeitamente o projeto esportivo construído nos últimos anos no Parque dos Príncipes.</p>



<p class="has-medium-font-size">A vantagem de nove pontos restando apenas uma rodada para o fim não deixa espaço para questionamentos. O Paris Saint-Germain não apenas venceu a Ligue 1; ele administrou e conduziu a competição sob suas próprias regras. O que antes parecia uma corrida pelo título virou uma longa caminhada conduzida por uma equipe que entende como poucos a diferença entre jogar partidas e controlar temporadas inteiras. A superioridade técnica foi evidente, mas a maturidade coletiva talvez tenha sido ainda mais impressionante. Porque dominar é difícil. Permanecer dominando durante tanto tempo é algo reservado a pouquíssimos clubes na história do futebol.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A décima quarta taça! ❤️💙 <a href="https://t.co/fhxZ97F9pr">pic.twitter.com/fhxZ97F9pr</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSGbrasil) <a href="https://twitter.com/PSGbrasil/status/2054673653334241542?ref_src=twsrc%5Etfw">May 13, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O mais impressionante é perceber que o Paris Saint-Germain continua vencendo enquanto troca sua própria identidade. Durante muitos anos, o projeto parisiense foi associado ao brilho individual, aos superastros, aos nomes gigantescos que pareciam transformar cada jogo em uma cerimônia particular. Vieram Lionel Messi, Neymar, Sergio Ramos, Kylian Mbappé e tantas outras estrelas. Mas o futebol possui uma ironia curiosa: às vezes, quando os holofotes diminuem, a equipe cresce. E talvez o PSG tenha aprendido isso tarde, mas aprendeu da melhor maneira possível.</p>



<p class="has-medium-font-size">A chegada de Luis Enrique, em 2023, alterou profundamente a estrutura do clube. Ele encontrou um elenco em transformação e iniciou uma reconstrução silenciosa. Primeiro vieram as despedidas de Messi, Neymar e Sergio Ramos. Depois, um ano mais tarde, a saída de Mbappé para o Real Madrid parecia representar o encerramento definitivo de uma era. Muitos imaginaram que o PSG perderia força. Outros acreditaram que os parisienses finalmente voltariam a dividir espaço internamente na França. Aconteceu justamente o contrário. O treinador espanhol transformou o vazio em oportunidade e reorganizou a alma esportiva do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">O terceiro título consecutivo de Luis Enrique talvez seja sua maior resposta aos críticos. Porque seu trabalho jamais esteve limitado a resultados. Ele mudou comportamentos. Criou um PSG menos dependente de individualidades e mais comprometido coletivamente. Hoje existe algo raro no Paris Saint-Germain: equilíbrio. A equipe ataca sem se tornar irresponsável, defende sem abrir mão da coragem e consegue controlar diferentes contextos de jogo. Em outras palavras, deixou de ser apenas um conjunto de estrelas para literalmente se transformar em um time completa. E existe uma enorme diferença entre essas duas coisas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro desse novo cenário, Ousmane Dembélé simboliza perfeitamente a nova fase parisiense. Eleito o melhor jogador da Ligue 1 pela segunda temporada consecutiva, o atacante lidera a artilharia do clube na temporada com 21 gols. Durante anos, Dembélé foi tratado como uma promessa cercada por lesões, irregularidades e expectativas frustradas. Hoje parece ter encontrado o ambiente ideal para alcançar estabilidade. Seu talento nunca esteve em discussão. O que faltava era continuidade. E agora ela chegou justamente no momento em que o Paris Saint-Germain precisava encontrar novos protagonistas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas a Ligue 1 já não é suficiente para definir o tamanho deste Paris Saint-Germain. O olhar parisiense atravessa fronteiras há bastante tempo. A conquista inédita da Champions League na temporada passada mudou a forma como o clube passou a ser enxergado. Durante anos, a obsessão europeia virou motivo de piada, pressão e frustração. O PSG colecionava eliminações traumáticas, quedas dolorosas e capítulos difíceis de apagar. Até que finalmente alcançou o topo da Europa. E quando isso aconteceu, algo mudou definitivamente. Porque conquistar pela primeira vez é um sonho. Voltar e permanecer lá em cima é uma decisão.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">Génio 🏆🧠 <a href="https://t.co/oEM7sqKEfy">pic.twitter.com/oEM7sqKEfy</a></p>&mdash; Ligue 1 Português (@Ligue1_POR) <a href="https://twitter.com/Ligue1_POR/status/2054678840836845721?ref_src=twsrc%5Etfw">May 13, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Agora o Paris Saint-Germain retorna à final da Champions League pela segunda temporada seguida. O adversário será o Arsenal, em Budapeste. E existe algo gigantesco em jogo. Caso vença, o clube francês poderá se tornar o primeiro bicampeão consecutivo da era moderna da Champions League desde o Real Madrid de Zidane entre 2016 e 2018. Um feito que parece distante porque quase ninguém conseguiu repetir. O futebol europeu se tornou cruel demais, equilibrado demais, imprevisível demais. Permanecer no topo exige algo próximo da perfeição.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez o mais assustador seja perceber que o PSG parece realmente capaz disso. Contra o Bayern de Munique, nas semifinais, a equipe mostrou duas versões completamente diferentes de si mesma. Primeiro participou de um espetáculo caótico em Paris, um 5 a 4 que parecia uma partida disputada por crianças em uma rua sem limites para atacar. Depois, na Allianz Arena, mostrou maturidade, paciência e capacidade de sofrimento. Soube sofrer. Soube esperar. Soube resistir. E campeões europeus quase sempre aprendem essa linguagem antes de levantarem grandes taças.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vincent Kompany, técnico do Bayern de Munique, resumiu bem ao afirmar que o Paris Saint-Germain continua sendo a melhor equipe da Europa. E essa frase ganha ainda mais peso quando observamos a juventude do elenco. A média de idade gira em torno de 24 anos. Apenas Fabián Ruiz, Lucas Hernández e Marquinhos ultrapassam os 28 anos de idade no plantel. Existe juventude, talento e, principalmente, fome competitiva. O PSG atual parece distante daquele grupo que às vezes transmitia a sensação de fragilidade emocional em noites decisivas. Hoje existe algo diferente ali. Existe resistência. E tudo a longo prazo.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez essa seja a maior evolução de todas. Porque talento o Paris Saint-Germain sempre teve. Dinheiro também. Estrutura, estrelas e ambição jamais faltaram. O que faltava era personalidade coletiva. Durante anos o clube parecia forte até encontrar a primeira grande tempestade europeia. Hoje parece exatamente o oposto. Quanto maior o jogo, mais confortável a equipe parece ficar. E isso costuma ser um sinal extremamente perigoso para os adversários.</p>



<p class="has-medium-font-size">A grandeza, no entanto, possui uma característica curiosa: ela nunca aceita permanecer parada. O PSG já atingiu aquilo que parecia impossível uma década atrás. Tornou-se campeão europeu, dominou seu país e passou a frequentar o grupo dos gigantes sem pedir licença. Todavia, agora surge uma pergunta ainda maior. Não se trata mais de alcançar a história, mas sim de escrever uma nova era. Porque dinastias não nascem quando se conquista uma vez. Elas começam quando o mundo inteiro percebe que talvez ninguém consiga impedir a próxima conquista.</p>
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		<title>Paris Saint-Germain: quando a arte encontra o tempo certo para vencer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 17:07:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O filme se repete no Parque dos Príncipes, e talvez isso não seja coincidência, mas destino. Em Paris, cidade onde revoluções mudaram o curso da história, o futebol também parece atravessar seu próprio momento de ruptura. Depois de um início de temporada pra lá de tímido, o Paris Saint-Germain ressurge no momento exato, como quem [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O filme se repete no Parque dos Príncipes, e talvez isso não seja coincidência, mas destino. Em Paris, cidade onde revoluções mudaram o curso da história, o futebol também parece atravessar seu próprio momento de ruptura. Depois de um início de temporada pra lá de tímido, o Paris Saint-Germain ressurge no momento exato, como quem entende que na Champions League não basta jogar bem — é preciso saber quando jogar melhor. E o PSG, mais uma vez, escolheu a reta final para florescer.</p>



<p class="has-medium-font-size">Há algo de simbólico nisso. Assim como na tomada da Bastilha, quando o povo parisiense escolheu o instante certo para transformar tensão em ação, o PSG parece ter aprendido a transformar potencial em imposição no momento decisivo. Não se trata apenas de vencer, mas de controlar o jogo, de ditar o ritmo, de impor ideias. E nesta temporada, essa filosofia tem sido clara: o Paris Saint-Germain não quer apenas competir, quer dominar.</p>



<p class="has-medium-font-size">E essa dominância tem endereço certo: os confrontos contra clubes ingleses. Chelsea e Liverpool já ficaram pelo caminho, vítimas de um futebol que desafia a lógica física e intensa da Premier League. E não é um recorte isolado. Desde 2024, são 12 confrontos contra equipes inglesas, com 29 gols marcados e somente 14 sofridos. Um dado que não apenas impressiona, mas que conta uma história — a história de um PSG que encontrou sua identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto os clubes ingleses apostam na intensidade física, na bola parada e em um jogo mais direto, o PSG responde com arte, com posse, com inteligência posicional. É um contraste quase filosófico. De um lado, a força; do outro, a construção. E nessa batalha de estilos, os atuais campeões europeus têm mostrado que pensar o jogo pode ser tão ou mais poderoso do que apenas executá-lo com força.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Paris Saint-Germain é eleito “Equipe do Ano do Mundo” no Laureus World Sports Awards! 🏆 <a href="https://t.co/lzPPPAHIox">pic.twitter.com/lzPPPAHIox</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSGbrasil) <a href="https://twitter.com/PSGbrasil/status/2046368041760436456?ref_src=twsrc%5Etfw">April 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A base desse modelo está na obsessão pela posse de bola. Mas não uma posse estéril, previsível. É uma posse com propósito, com movimento, com intenção de criar superioridade numérica em cada parte do campo. Os comandados de Luis Enrique não ocupam espaços — eles os transformam. E é nessa dinâmica que o jogo ganha enorme fluidez, velocidade e imprevisibilidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pelos lados do campo, essa ideia ganha forma e aceleração. Achraf Hakimi e Désiré Doué pela direita, Nuno Mendes e Kvicha Kvaratskhelia pela esquerda, formam dobradinhas que não apenas avançam, como também desmontam sistemas defensivos. São movimentos coordenados, quase coreografados, que transformam amplitude em profundidade e velocidade em ruptura.</p>



<p class="has-medium-font-size">No meio-campo, o equilíbrio é garantido por um fortíssimo tridente que entende o jogo como poucos: Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz. Além de sustentarem a equipe defensivamente, eles são responsáveis por dar continuidade ao fluxo ofensivo, formando assim um setor que conecta, organiza e dita o ritmo, permitindo que o PSG ataque com consistência sem perder o controle. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, talvez o detalhe mais revelador do PSG esteja em algo aparentemente simples: os arremessos laterais. Em um futebol onde muitos transformam esse tipo de lance em bolas longas para a área, os parisienses fazem o oposto. Preferem reiniciar o jogo, manter a posse, construir desde trás. Em toda a temporada, somando Ligue 1 e Champions League, foram apenas duas tentativas de lançamentos longos em laterais. Um manifesto silencioso contra o desperdício da bola.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="381" data-id="116516" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/134196928221705637-11-e1776787619113.jpg" alt="" class="wp-image-116516"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Paris Saint-Germain é o primeiro clube francês a chegar três vezes consecutivas nas semifinais da Champions League ao longo da história.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, é importante destacar que essa escolha não é apenas técnica, é ideológica. O técnico Luis Enrique sempre deixa claro que cada posse importa, que cada ação deve ter um propósito. E isso, é claro, molda uma equipe que joga com consciência, com paciência e, ao mesmo tempo, com agressividade quando necessário. Ou seja: um equilíbrio raro no futebol moderno.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e os adversários acabam sentindo isso. Arne Slot, técnico do Liverpool, reconheceu a dificuldade de enfrentar o Paris Saint-Germain. Não foi apenas uma eliminação, foi um verdadeiro domínio. Mesmo em Anfield, o time parisiense conseguiu encurralar o Liverpool em determanadas fases da partida, controlando o jogo e expondo suas limitações. Um cenário que poucos imaginariam há algumas temporadas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se olharmos para as duas principais potências inglesas na atualidade, como Arsenal e Manchester City, a comparação se torna ainda mais interessante. Ambas são equipes fortes, estruturadas, mas nenhuma apresenta a mesma ameaça constante pelos lados do campo que o PSG oferece. A capacidade de aceleração e ruptura dos parisienses cria um nível de pressão ofensiva que poucos conseguem sustentar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, nem tudo é controle absoluto. Na Ligue 1, o PSG vive um panorama mais equilibrado do que na temporada anterior. Apenas um ponto à frente do Lens, ainda que com um jogo a menos, o clube sabe que não terá margem para relaxamento. Logo, ao contrário do habitual desta vez a disputa doméstica exige atenção, enquanto a Champions League cobra excelência.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Paris Saint-Germain é eleito “Equipe do Ano do Mundo” no Laureus World Sports Awards! 🏆 <a href="https://t.co/lzPPPAHIox">pic.twitter.com/lzPPPAHIox</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSGbrasil) <a href="https://twitter.com/PSGbrasil/status/2046368041760436456?ref_src=twsrc%5Etfw">April 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E no horizonte europeu, o desafio cresce ainda mais: <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/04/20/bayern-de-munique-bicampeao-alemao-2025-26/">o Bayern de Munique, campeão da Bundesliga com 109 gols marcados até aqui na temporada,</a> nas semifinais. Um confronto que exige mais do que talento — exige evolução. E é exatamente isso que Luis Enrique vem cobrando. Para conquistar o bicampeonato da Champions League, algo raríssimo na era recente, o PSG precisa dar mais um passo. Precisa transformar domínio em consistência absoluta.</p>



<p class="has-medium-font-size">Para se ter uma ideia da dificuldade, a referência inevitável é o Real Madrid, último clube a conquistar títulos consecutivos da Champions League e também o último a atingir o tricampeonato recente entre 2016 e 2018. Quer dizer, um padrão quase inatingível, que serve não como pressão, mas como horizonte. E o PSG parece, pela primeira vez, olhar para esse horizonte com legitimidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Depois de anos de frustrações, eliminações dolorosas e projetos esportivos que não se sustentavam, o Paris Saint-Germain finalmente encontrou algo maior do que estrelas: uma identidade. E quando um time encontra sua identidade, ele deixa de depender do acaso, a julgar pela terceira temporada seguida entre os quatro semifinalistas da Champions League, um feito inédito envolvendo franceses.</p>



<p class="has-medium-font-size">Paris já viu revoluções mudarem o mundo. Agora, vê um time tentar mudar sua própria história no futebol europeu. E a pergunta que fica no ar, ecoando entre as luzes da cidade e o brilho nos grandes jogos, é inevitável: será que chegou, enfim, a hora do PSG transformar promessa em legado?</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/04/21/paris-saint-germain-quando-a-arte-encontra-o-tempo-certo-para-vencer/">Paris Saint-Germain: quando a arte encontra o tempo certo para vencer</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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		<title>Quando mais importa, o Paris Saint-Germain volta a ser imparável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 14:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vitória do Paris Saint-Germain sobre o Chelsea por 3 a 0 em pleno Stamford Bridge não foi apenas mais um resultado expressivo em uma noite europeia. Ela representou, acima de tudo, um sinal claro de que a equipe comandada por Luiz Henrique começa a atingir o seu auge justamente no momento mais decisivo da [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A vitória do Paris Saint-Germain sobre o Chelsea por 3 a 0 em pleno Stamford Bridge não foi apenas mais um resultado expressivo em uma noite europeia. Ela representou, acima de tudo, um sinal claro de que a equipe comandada por Luiz Henrique começa a atingir o seu auge justamente no momento mais decisivo da temporada. Em um contexto de altos e baixos ao longo dos últimos meses, o PSG ressurge com autoridade, repetindo um padrão já visto na campanha anterior, quando cresceu na reta final e conquistou o inédito título da Champions League. Trata-se de um timing que pode novamente ser determinante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao longo da atual temporada, o Paris Saint-Germain apresentou lampejos evidentes de seu potencial máximo, ainda que não tenha conseguido sustentar esse nível com regularidade. A goleada por 7 a 2 sobre o Bayer Leverkusen, a vitória de virada sobre o Barcelona fora de casa e o contundente 5 a 0 aplicado no Olympique de Marselha no <em>Le Classique</em> foram exemplos claros da capacidade devastadora da equipe. No entanto, esses momentos de brilho conviveram com oscilações que impediram o time de alcançar, de forma contínua, o mesmo patamar técnico exibido na temporada histórica anterior.</p>



<p class="has-medium-font-size">E essa dificuldade é absolutamente compreensível. Em 2025, o Paris Saint-Germain viveu o melhor ano de sua história, conquistando seis títulos e estabelecendo um grau de excelência extremamente elevado. Reproduzir esse desempenho não seria apenas difícil — seria quase irreal. A comparação inevitável com aquele período criou uma expectativa altíssima, que naturalmente ampliou a percepção de irregularidade ao longo da atual campanha. Ainda assim, o que se vê agora é uma equipe que, mesmo sem repetir integralmente aquele nível, encontra o seu melhor momento quando mais precisa.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116002" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-4-e1773842571902.jpg" alt="" class="wp-image-116002"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, essa é a nona vez que o Paris Saint-Germain alcançou as quartas-de-final da Champions League desde que foi adquirido pela QSI em 2011.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminatória diante do Chelsea é a prova mais concreta disso. Após vencer o jogo de ida por 5 a 2, o Paris Saint-Germain confirmou sua superioridade em Londres com uma atuação segura e dominante, fechando o confronto com um agregado amplamente favorável. Mais do que o placar, o que chama atenção é a forma como a equipe se comportou: madura, intensa e extremamente eficiente nos momentos-chave. Esse tipo de desempenho é característico de times que sabem competir em alto nível europeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Um dos grandes protagonistas desse confronto foi Khvicha Kvaratskhelia. Após uma atuação decisiva no jogo de ida, entrando em campo e mudando completamente a dinâmica da partida com dois gols e uma assistência em apenas 28 minutos, o georgiano voltou a ser determinante em Stamford Bridge. Logo aos seis minutos, abriu o placar e estabeleceu o tom da partida. Sua influência tem sido crescente, e seus números na competição — sete gols e quatro assistências — refletem o impacto direto que exerce no sistema ofensivo parisiense.</p>



<p class="has-medium-font-size">A atuação de Kvaratskhelia foi tão dominante que obrigou o técnico do Chelsea, Liam Rosenior, a tomar medidas drásticas no intervalo da partida. Mamadou Sarr, responsável por sua marcação, foi substituído após não conseguir conter o avanço constante do camisa 7 pelo lado esquerdo do ataque do PSG. Esse tipo de ajuste forçado evidencia não apenas a superioridade individual, mas também o desequilíbrio tático que ele é capaz de gerar em defesas adversárias.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro nome que merece destaque é Bradley Barcola. Após passar um longo período sem marcar na Champions League, o atacante voltou a balançar as redes duas vezes em uma única semana, demonstrando uma recuperação significativa de confiança e desempenho. Somente em 2026, Barcola já soma sete gols em 14 partidas, números que indicam um retorno consistente ao seu melhor nível. Sua evolução amplia ainda mais o leque ofensivo de Luis Enrique.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">Travail fait. 💼✅<a href="https://twitter.com/hashtag/UCL?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCL</a> <a href="https://t.co/Kh6Q9IMAum">pic.twitter.com/Kh6Q9IMAum</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSG_inside) <a href="https://twitter.com/PSG_inside/status/2034024842563838267?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Apesar da qualidade ofensiva, o Paris Saint-Germain enfrentou dificuldades ao longo da temporada, especialmente em função das constantes lesões que afetaram o elenco. Jogadores importantes perderam ritmo e sequência, o que comprometeu a estabilidade coletiva da equipe. A ausência de uma pré-temporada adequada, consequência direta da participação na Copa do Mundo de Clubes, também teve impacto significativo na preparação física e tática do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, o PSG demonstrou, em diversos momentos, uma vulnerabilidade defensiva incomum. Jogos como a vitória por 5 a 3 sobre o Tottenham evidenciaram uma equipe capaz de produzir muito ofensivamente, mas também suscetível a sofrer gols com facilidade. Esse desequilíbrio foi uma das principais marcas da temporada até aqui, contrastando com a solidez apresentada na campanha anterior.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, o desempenho contra o Chelsea sugere uma evolução importante nesse aspecto. Ao vencer por 3 a 0 fora de casa sem sofrer gols, os parisienses mostraram uma organização defensiva muito mais consistente, aliada à já conhecida eficiência no ataque. Esse tipo de atuação equilibrada é fundamental em fases decisivas da Champions League, onde detalhes fazem toda a diferença.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116020" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-5-e1773845263559.jpg" alt="" class="wp-image-116020"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Luis Enrique é técnico com o mínimo de 15 jogos disputados, detentor da maior taxa de vitórias em jogos eliminatórios da Champions League, registrando um elevado índice de 68%.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo com alguns tropeços ao longo da temporada — como a derrota para o Paris FC na Copa da França e o confronto equilibrado contra o Monaco nos playoffs da Champions — o PSG segue competitivo em todas as frentes. Na Ligue 1, lidera a competição, ainda que com vantagem mínima sobre o Lens, porém com um jogo a menos. Esse cenário mantém a equipe plenamente inserida na disputa pelos principais títulos.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que a semana foi extremamente positiva para os atuais tetracampeões franceses. Além da classificação convincente na Champions League, o PSG foi beneficiado pela derrota do Lens para o Lorient, o que reforça sua posição no campeonato. Esse conjunto de resultados contribui para um ambiente de confiança no Parque dos Príncipes, algo essencial na reta final da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda há um caminho longo a ser percorrido, tanto no certame nacional quanto no europeu. Em contrapartida, o que se observa neste instante é um Paris Saint-Germain que, após meses de oscilações, parece finalmente ter encontrado o seu ritmo. E se há algo que a história recente do clube ensina, é que um PSG em seu auge, no momento certo, é uma ameaça real a qualquer adversário do futebol mundial.</p>
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		<title>O fim da era De Zerbi no Olympique de Marseille e a revolução que ficou pela metade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 14:25:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Francês]]></category>
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		<category><![CDATA[Ligue 1]]></category>
		<category><![CDATA[Olympique Marseille]]></category>
		<category><![CDATA[OM]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto De Zerbi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marselha nunca foi terreno neutro. Cidade portuária, acostumada a invasões, resistências e recomeços, ela carrega no imaginário francês uma identidade combativa que atravessa séculos. O Olympique de Marseille sempre refletiu essa pulsação histórica: intenso, passional, por vezes desorganizado, mas jamais indiferente. Cada temporada ali parece carregar um peso simbólico maior do que apenas a soma de seus [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/02/11/o-fim-da-era-de-zerbi-no-olympique-de-marseille-e-a-revolucao-que-ficou-pela-metade/">O fim da era De Zerbi no Olympique de Marseille e a revolução que ficou pela metade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">Marselha nunca foi terreno neutro. Cidade portuária, acostumada a invasões, resistências e recomeços, ela carrega no imaginário francês uma identidade combativa que atravessa séculos. O Olympique de Marseille sempre refletiu essa pulsação histórica: intenso, passional, por vezes desorganizado, mas jamais indiferente. Cada temporada ali parece carregar um peso simbólico maior do que apenas a soma de seus pontos. E o que acontece agora, no coração desta campanha, não é apenas uma troca de treinador — é mais um capítulo de uma história marcada por esperança, ruptura e reinvenção. Porque, em Marselha, toda mudança soa como revolução, ainda que silenciosa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Quando Roberto De Zerbi desembarcou na Costa do Mar Mediterrâneo no verão europeu de 2024, ele trouxe consigo uma promessa estética. Um futebol ofensivo, dinâmico, intenso, capaz de enfrentar o domínio absoluto do Paris Saint-Germain mesmo sem os mesmos recursos financeiros. A diretoria marselhesa acreditava que, se não podia competir em orçamento, competiria em ideia. A aposta era clara: modernizar o jogo, acelerar a circulação da bola, impor personalidade tática. A cidade comprou a narrativa. Havia ali uma tentativa de romper com a resignação histórica diante do PSG. Era menos sobre igualdade estrutural e mais sobre ousadia estratégica.</p>



<p class="has-medium-font-size">A primeira temporada trouxe argumentos para sustentar essa crença. O vice-campeonato francês e a consequente vaga na Champions League pareciam confirmar que o projeto tinha fundamento. Não era ainda a superação do rival parisiense, mas era uma aproximação simbólica. A equipe demonstrava coragem ofensiva, produzia jogos de impacto e alimentava a sensação de que algo novo estava sendo construído. Foi essa classificação continental que garantiu a permanência de De Zerbi no cargo. O clube entendia que havia progresso, mesmo que imperfeito.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115471" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134149434988248003-3-e1770817796949.jpg" alt="" class="wp-image-115471"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Roberto De Zerbi é o primeiro treinador do Olympique de Marseille a ser demitido após um Le Classique desde novembro de 2001. Essa é a 32ª troca dos marselheses na Ligue 1 no século XXI.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mas o futebol raramente é linear. Se o Olympique de Marseille era capaz de grandes goleadas e atuações vibrantes, também era vulnerável a derrotas acachapantes. A irregularidade tornou-se marca registrada do projeto. Faltava consistência competitiva. Faltava equilíbrio entre risco e controle. O time parecia viver de extremos: euforia em uma rodada, frustração na seguinte. Essa oscilação corroía lentamente a confiança coletiva, tanto interna quanto externamente. Em um campeonato que exige regularidade quase matemática para disputar o topo, a instabilidade custa caro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Internamente, os conflitos agravaram o cenário. A relação de Roberto De Zerbi com o vestiário nunca foi plenamente harmoniosa. O clima tornou-se tenso em diversos momentos. Adrien Rabiot deixou o clube após o primeiro jogo da temporada, em meio a um episódio conturbado junto a Jonathan Rowe, que também saiu. Outras fraturas surgiram, como os desentendimentos com Amir Murillo e Neal Maupay. O projeto que buscava modernidade tática passou a conviver com instabilidade humana. E nenhum modelo de jogo sobrevive por muito tempo quando o ambiente interno se fragmenta.</p>



<p class="has-medium-font-size">A diretoria, por sua vez, não economizou para sustentar o plano. Foram 90 milhões de euros investidos no verão de 2024, mais 20 milhões no inverno seguinte. Em 2025, outros 95 milhões foram aplicados, além de 15 milhões neste último mês de janeiro, com o objetivo claro de preparar o retorno competitivo à Champions League. O investimento foi robusto, ambicioso e coerente com a meta estabelecida. O clube acreditou no projeto. O problema não foi falta de suporte financeiro, mas a dificuldade em transformar gasto em estabilidade.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115481" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134149434988248003-4-e1770818742806.jpg" alt="" class="wp-image-115481"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A derrota por 5 a 0 para o PSG foi a mais pesada que levou o Olympique de Marseille a demitir seu treinador desde a queda de Gérard Gili em maio de 1997, depois do 8 a 0 diante do Lyon.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O principal calcanhar de Aquiles sempre foi a defesa. Mesmo com novas contratações e uma reconstrução pensada para fortalecer o setor defensivo nesta temporada, os problemas persistiram. O Olympique de Marseille continuou vulnerável em jogos grandes, exposto em transições e incapaz de sustentar vantagens. A tentativa de ajustar o desequilíbrio estrutural não surtiu efeito prático. A promessa de um time mais sólido não se confirmou dentro de campo. E, sem base defensiva consistente, qualquer ambição ofensiva se torna frágil.</p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação precoce na Champions League foi o primeiro grande golpe emocional da temporada. O Marseille sequer conseguiu terminar entre os 24 classificados para os playoffs de repescagem. Para um clube que investiu pesado justamente pensando em competir na Europa, a frustração foi profunda. A queda continental não representou apenas um revés esportivo, mas também simbólico. A narrativa de crescimento começou a ruir ali. O projeto que deveria consolidar o clube no cenário europeu mostrou-se ainda imaturo.</p>



<p class="has-medium-font-size">O estopim definitivo veio no <em>Le Classique</em>. <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/02/09/goleada-historica-no-le-classique-pode-marcar-a-virada-da-temporada-do-psg/">A derrota por 5 a 0 para o Paris Saint-Germain</a> entrou para a história como a pior do Olympique de Marseille no confronto. Não foi apenas um resultado elástico; foi um choque de realidade. Em campo, a distância entre os projetos pareceu maior do que nunca. Aquele jogo condensou todas as fragilidades da temporada: defesa exposta, emocional abalado, incapacidade de reação, falta de confiança por parte dos jogadores. Depois dali, a permanência tornou-se insustentável.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">PSG vence Le Classique! 🔥 <a href="https://t.co/DkeeUjpvFt">pic.twitter.com/DkeeUjpvFt</a></p>&mdash; Ligue 1 Português (@Ligue1_POR) <a href="https://twitter.com/Ligue1_POR/status/2020613533684429015?ref_src=twsrc%5Etfw">February 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Oficialmente, não houve demissão. Houve um acordo. Em contrapartida, na prática, tanto clube quanto treinador desejavam o rompimento. O vínculo já estava desgastado. Roberto De Zerbi permaneceu 69 jogos no comando, com 39 vitórias, 8 empates e 22 derrotas, registrando 57% de aproveitamento — a maior taxa de vitórias entre os treinadores do clube no século XXI, superando Igor Tudor e Jorge Sampaoli. Paradoxalmente, sai com números históricos. Mas o futebol não é feito apenas de estatísticas; é feito de timing.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, o nome mais cotado para assumir é Habib Beye, técnico senegalês de 48 anos, que estava no Rennes. Ex-jogador do próprio Olympique de Marseille entre 2003 e 2007, conhece o ambiente, conquistou títulos e carrega identificação com o clube. Sua possível chegada simboliza uma tentativa de reconexão com a identidade marselhesa. Mais do que um treinador, pode representar um retorno à essência.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os marselheses ocupam atualmente a quarta colocação na tabela da Ligue 1, onze pontos atrás do líder PSG, mas ainda firmes na disputa por uma vaga na próxima Champions League. Esse é o objetivo imediato: salvar a temporada garantindo presença europeia. O cenário não é de terra arrasada, mas tampouco é confortável. A margem para erro é mínima. Cada jogo restante será decisivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Marselha já viveu guerras, crises e reconstruções. Seu clube carrega a mesma alma inquieta da cidade. A saída de Roberto De Zerbi encerra um projeto ambicioso que prometeu modernidade, investimento e enfrentamento direto ao poder estabelecido. Parte desse sonho se concretizou, parte ficou pelo caminho. Agora, em meio a mais uma encruzilhada histórica, resta a dúvida que ecoa pelas arquibancadas do Vélodrome: a próxima revolução será finalmente a que levará o Olympique de Marseille ao equilíbrio competitivo que tanto busca — ou estamos apenas diante de mais um ciclo de esperança interrompida.</p>
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		<title>Goleada histórica no Le Classique pode marcar a virada da temporada do Paris Saint-Germain</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 17:48:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Paris Saint-Germain viveu no último fim de semana uma daquelas noites que ficam registradas não apenas na tabela, mas na memória coletiva do clube. A goleada por 5 a 0 sobre o Olympique de Marseille, no tradicional Le Classique, não foi apenas mais uma vitória em um campeonato que o PSG está acostumado a dominar. Foi um [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O Paris Saint-Germain viveu no último fim de semana uma daquelas noites que ficam registradas não apenas na tabela, mas na memória coletiva do clube. A goleada por 5 a 0 sobre o Olympique de Marseille, no tradicional <em>Le Classique</em>, não foi apenas mais uma vitória em um campeonato que o PSG está acostumado a dominar. Foi um resultado histórico, simbólico e, sobretudo, carregado de significado emocional e esportivo. Pela primeira vez em toda a história do confronto, os parisienses construíram um placar tão elástico contra seus maiores rivais. Um 5 a 0 que ultrapassa números e toca diretamente na identidade da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">O <em>Le Classique</em> é mais do que um simples jogo de futebol no calendário francês. Trata-se da maior rivalidade do país, um duelo que concentra tensões políticas, regionais, culturais e esportivas. Paris contra Marselha é capital contra porto, poder econômico contra tradição popular, projeto global contra identidade local. Por isso, quando um placar histórico acontece nesse cenário, ele carrega um peso específico. Essa foi apenas a terceira vez que o PSG marcou cinco gols no clássico, mas nunca havia vencido com tamanha superioridade. Um domínio absoluto que ecoa além dos 90 minutos.</p>



<p class="has-medium-font-size">O contexto da temporada torna essa vitória ainda mais relevante. O PSG não vive um ano ruim, mas certamente vive um ano aquém das expectativas criadas após a temporada anterior. O clube vinha do maior sucesso de sua história, com a conquista inédita da Champions League composta pela tão sonhada tríplice coroa. Naturalmente, o sarrafo foi elevado. Qualquer campanha que não mantivesse esse nível de excelência seria automaticamente vista com desconfiança. E foi exatamente isso que aconteceu ao longo dos primeiros meses da atual temporada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">PSG volta para o topo da tabela e o Lyon sobe para o 3º lugar 🔝 <a href="https://t.co/JsPFKrLrN2">pic.twitter.com/JsPFKrLrN2</a></p>&mdash; Ligue 1 Português (@Ligue1_POR) <a href="https://twitter.com/Ligue1_POR/status/2020624256581939221?ref_src=twsrc%5Etfw">February 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Na&nbsp;Ligue 1, o Paris Saint-Germain oscilou mais do que o habitual. Chegou a ocupar a segunda colocação durante boa parte do campeonato, atrás do&nbsp;Lens, algo que não é comum em seu domínio recente do futebol francês. Apenas há três rodadas conseguiu recuperar a liderança, ainda que sem transmitir aquela sensação de superioridade esmagadora que marcou outros anos. A equipe parecia mais vulnerável, menos intensa e, em certos momentos, desconectada de sua melhor versão.</p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação precoce na&nbsp;Copa da França&nbsp;aprofundou ainda mais essa sensação de frustração. Cair diante do&nbsp;recém-promovido Paris FC, vizinho de menor expressão, foi um golpe duro para um elenco construído para competir em todas as frentes. A derrota não apenas encerrou uma competição cedo demais, como levantou questionamentos sobre foco, intensidade e gestão emocional do grupo. A Copa da França, tradicionalmente, sempre foi tratada como obrigação pelo PSG.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na&nbsp;Champions League, o retrato da temporada talvez seja ainda mais fiel. O atual campeão encerrou a fase de liga apenas na 11ª colocação, posição que o obriga a disputar os play-offs de repescagem contra o Monaco. Para um clube que vinha de um título europeu histórico, esse desempenho soa insuficiente. Não se trata de um desastre, mas claramente está longe do patamar que o próprio PSG estabeleceu para si. A campanha europeia reflete uma equipe que ainda busca consistência e fluidez.</p>



<p class="has-medium-font-size">Parte importante dessa irregularidade passa, inevitavelmente, pelo elevado número de lesões sofridas ao longo do primeiro semestre. Jogadores-chave ficaram fora por períodos prolongados, quebrando qualquer tentativa de sequência ideal.&nbsp;Achraf Hakimi&nbsp;perdeu jogos importantes,&nbsp;Ousmane Dembélé&nbsp;esteve ausente em momentos decisivos, assim como&nbsp;Marquinhos, Nuno Mendes,&nbsp;Fabián Ruiz&nbsp;e&nbsp;Désiré Doué. Um elenco forte, mas que raramente esteve completo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">PSG arrasou no &#39;Le Classique&#39; 💥 <a href="https://t.co/EolLMxCJAh">pic.twitter.com/EolLMxCJAh</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://twitter.com/B24PT/status/2020613577284215084?ref_src=twsrc%5Etfw">February 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



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<p class="has-medium-font-size">Além disso, o PSG claramente não priorizou a Ligue 1 em determinados momentos da temporada. Houve rotações excessivas, partidas tratadas como secundárias e um foco maior na recuperação física e no calendário europeu. Agora, com o campeonato entrando em sua fase decisiva, a postura começa a mudar. A equipe passou a tratar o torneio nacional como uma plataforma de confiança, algo fundamental para o que vem pela frente. E é exatamente nesse ponto que o 5 a 0 sobre o Marseille ganha contornos de possível virada psicológica.</p>



<p class="has-medium-font-size">A comparação com a temporada passada é inevitável. Naquele ano, o Paris Saint-Germain também viveu um momento de ruptura emocional quando goleou o&nbsp;Manchester City&nbsp;por 4 a 1, de virada, no Parque dos Príncipes. Aquela partida funcionou como um gatilho de confiança. A equipe ganhou convicção, identidade e embalou de vez. O segundo semestre foi avassalador, culminando na tríplice coroa e na melhor temporada da história do clube. A sensação atual é que o clássico contra o Marseille pode cumprir papel semelhante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro desse contexto, o brilho individual de Ousmane Dembélé merece destaque especial. Principal jogador da equipe, o francês marcou dois gols e distribuiu uma assistência para o gol de&nbsp;Khvicha Kvaratskhelia no <em>Le Classique</em>. Desde seu retorno de lesão, Dembélé já vinha apresentando sinais de evolução, mas foi a partir de janeiro que suas atuações ganharam outro nível. Mais decisivo, mais confiante e mais participativo, ele assumiu protagonismo absoluto no setor ofensivo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">⚽️ La barre des 50 buts avec le Paris Saint-Germain pour Ousmane Dembélé ! ❤️💙 <a href="https://t.co/eEgA3xptJi">pic.twitter.com/eEgA3xptJi</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSG_inside) <a href="https://twitter.com/PSG_inside/status/2020833960310493598?ref_src=twsrc%5Etfw">February 9, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os números recentes comprovam esse crescimento. Ousmane Dembélé chegou a 10 tentos na temporada e se tornou apenas o segundo jogador do elenco parisiense a alcançar dois dígitos, ao lado de&nbsp;Gonçalo Ramos, que, curiosamente, é reserva. Esse dado expõe uma das principais características — e limitações — do Paris Saint-Germain atual: a ausência de um centroavante fixo e dominante. Diferentemente de outros gigantes europeus, o PSG não possui um artilheiro clássico concentrando os gols.</p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto isso, concorrentes diretos apresentam referências claras. O&nbsp;Bayern de Munique&nbsp;conta com&nbsp;Harry Kane, o&nbsp;Real Madrid&nbsp;tem&nbsp;Kylian Mbappé, e o Manchester City segue com&nbsp;Erling Haaland, todos já ultrapassando a marca dos 30 gols na temporada. No PSG, a produção ofensiva é mais distribuída, fruto de um modelo sem um camisa 9 fixo. Isso aumenta a responsabilidade sobre Ousmane Dembélé.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nos últimos dez jogos, o melhor jogador do mundo na atualidade participou diretamente de 11 gols, com sete bolas na rede e quatro assistências. É uma sequência que não apenas sustenta o PSG no curto prazo, como também projeta o jogador como peça central para o restante da temporada. Se o os comandados de Luis Enrique quiserem sonhar alto na Champions e confirmar o título francês com autoridade, precisarão manter Dembélé saudável, confiante e decisivo. Ele é o termômetro do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante de tudo isso, a goleada sobre o Olympique de Marseille parece ir além de um resultado isolado. Ela carrega elementos históricos, simbólicos e emocionais que podem redefinir a trajetória da temporada. Assim como aconteceu no passado recente, o PSG pode ter encontrado, em um grande clássico, o ponto exato de virada. A temporada ainda não terminou, mas o recado foi dado: quando confiante, completo e conectado, o Paris Saint-Germain segue sendo uma força capaz de mudar sua própria narrativa.</p>
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		<title>A impactante chegada de Endrick já coloca o Lyon na rota da Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 17:06:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O hat-trick de Endrick na acachapante goleada por 5 a 2 do Lyon sobre o Metz na rodada passada da Ligue 1, já seria suficiente para exemplificar porque a esperança voltou a reinar pelos lados da Auvérnia-Ródano-Alpes após a chegada do renegado atacante madridista. No entanto, se os mais críticos acham que os três gols [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O hat-trick de Endrick na acachapante goleada por 5 a 2 do Lyon sobre o Metz na rodada passada da Ligue 1, já seria suficiente para exemplificar porque a esperança voltou a reinar pelos lados da Auvérnia-Ródano-Alpes após a chegada do renegado atacante madridista.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, se os mais críticos acham que os três gols contra o lanterna da Ligue 1 ainda não servem como parâmetro, certamente os quatro tentos marcados, somados a uma assistência concedida, nas três partidas disputadas por Endrick desde que desembarcou em solo francês para defender as cores do Lyon, retratam de forma clara o enorme impacto causado pela chegada do camisa 9.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, também fica fácil compreender porque Endrick errou ao não procupar um empréstimo antes do início da temporada, quando Xabi Alonso, durante a participação do Real Madrid na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, já dava sinais de que ele seria apenas a terceira opção do ataque madridista, estando atrás de Kylian Mbappé e Gonzalo García, por mais que na ocasião o jovem jogador de 19 anos estivesse fora de combate se recuperando de uma lesão. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, embora maduro para a idade, Endrick não teria capacidade suficiente para entender que ainda não tinha tamanho para substituir Kylian Mbappé no sonho chamado Real Madrid, o que significa que o seu staff é o principal responsável pela escassez de jogos na primeira metade da temporada que o obrigará a encarar uma caminhada mais longa para garantir uma vaga entre os 26 nomes que vestirão a camisa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, apesar do recorte muito curto e momentâneo, até a mídia espanhola já reconhece o equívoco cometido por Xabi Alonso ao descartar Endrick através deste empréstimo aos <em>Les Gones</em>, sobretudo porque no próprio Lyon ele vem provando que tem totais condições de atuar aberto pelo lado direito do ataque — onde jogava Franco Mastantuonno, por exemplo —, e não única e exclusivamente centralizado como referência.     </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115154" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/01/unnamed-e1769520011154.jpg" alt="" class="wp-image-115154"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Endrick superou Ronaldo como o brasileiro mais jovem a marcar um hat-trick em competições europeias, quebrando o recorde que persistia desde a década de 1990.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, essa mudança de ares trouxe a Endrick a alegria e a condição de voltar a jogar, a ponto de torná-lo uma peça fundamental no ataque do Lyon, que vinha encontrando inúmeras dificuldades em balançar as redes. A imagem dele erguendo a bola depois do triunfo diante do Metz como se fosse um prêmio, e a levando pra casa com a assinatura dos demais companheiros, comprovam o quão assertivo foi este movimento.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que são poucos os jovens atletas que saem do Brasil ou da América do Sul diretamente para os grandes clubes europeus e, logo de cara, conseguem o estrelato. Não, a porta de entrada geralmente se dá por intermédio do brilho em ligas ou em clubes medianos para que, em seguida, venha o salto maior. Foi assim com Romário, Ronaldo, Casemiro, Raphinha e tantos outros.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, até os moldes do empréstimo favoreceram Endrick, já que o valor sobe caso ele não jogue e sai sem custos com ele em campo. Portanto, é fato que o Lyon só gastará mesmo com salários, a julgar pela titularidade do jogador recém-contratado junto ao Real Madrid, que vem formando uma dupla de frente com o outro novato Khalis Merah, tendo enorme liberdade para se movimentar, seja atacando os espaços pelo lado, seja chegando com força pelo meio. </p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, méritos tanto ao Lyon quanto ao técnico Paulo Fonseca, que passaram a colher rapidamente os frutos do empréstimo de Endrick, haja vista as três vitórias conquistadas nos três jogos em que ele esteve em ação, sendo uma frente o Lille pelas oitavas-de-final da Copa da França — com direito a um gol decisivo —, e outras duas pela Ligue 1, ambas determinantes para a entrada dos lioneses no G-4 do campeonato.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">PSG no topo e hat trick de Endrick para fechar a J19 🔥 <a href="https://t.co/AML1p5JDKV">pic.twitter.com/AML1p5JDKV</a></p>&mdash; Ligue 1 Português (@Ligue1_POR) <a href="https://twitter.com/Ligue1_POR/status/2015548103802155220?ref_src=twsrc%5Etfw">January 25, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E o efeito pra lá de positivo e imediato de Endrick no Lyon não se sustenta apenas através dos gols ou da assistência dada na vitória sobre o Brest, mas principalmente pela constante movimentação, dribles, tabelas e arremates do atacante brasileiro ao cortar a bola da direita para dentro e finalizar quase sempre de maneira perigosa com o pé esquerdo. Não à toa, bastaram míseros 251&#8242; minutos para ele se transformar no grande protagonista do time de Paulo Fonseca, a exemplo do pênalti cobrado no final da partida ante o Metz, no qual o placar já estava 4 a 2.</p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, as características de Endrick contribuíram para que este encaixe ocorresse de modo tão rápido e natural. Em contrapartida, também é fundamental salientar que o Lyon foi a equipe que mais criou oportunidades de gols entre os meses de novembro e dezembro na Ligue 1, superando até o PSG neste quesito. Logo, fica evidente que o principal problema da equipe estava no pífio aproveitamento de Martín Satriano em não converter as chances. </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, como não poderia deixar de ser a convocação de Endrick para a Seleção Brasileira passou a ser unânimidade depois da sua ida ao Lyon, especialmente porque ele necessitava exatamente de atuações sólidas e consistentes para recuperar o espaço perdido no plantel do Brasil ao figurar tanto tempo entre os reservas do Real Madrid. Ou seja, uma reviravolta que vem se confirmando neste impactante início pelos <em>Les Gones</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, as oito vitórias consecutivas do Lyon — um feito que não se repetia há 20 anos, isto é, desde o início do auge da dinastia na França sob o comando de Gérard Houllier —, aliadas ao triunfal cartão de visitas apresentado por Endrick, mudaram completamente as previsões pessimistas do início da temporada cuja classificação à Champions League passou a ser plausível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por essas e outras, em somente três semanas com Endrick a torcida do Lyon já não quer imaginar como será o período sem ele daqui a cinco meses, uma separação que promete ser ainda mais cruel se a volta olímpica for dada na Copa da França ou na Europa League. </p>
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		<title>Cadê o PSG? Ninguém sabe, ninguém viu!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 18:21:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passado o ano mais espetacular da história do Paris Saint-Germain, marcado pela conquista da inédita tríplice coroa, a sensação é a de que a magia, literalmente, acabou no Parque dos Príncipes. A propósito, uma impressão que aumentou demasiadamente depois da recente derrota por 2 a 1 frente o Sporting, em Alvalade, pela penúltima rodada da [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Passado o ano mais espetacular da história do Paris Saint-Germain, marcado pela conquista da inédita tríplice coroa, a sensação é a de que a magia, literalmente, acabou no Parque dos Príncipes.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, uma impressão que aumentou demasiadamente depois da recente derrota por 2 a 1 frente o Sporting, em Alvalade, pela penúltima rodada da fase de liga da Champions League, logo na semana seguinte a precoce queda dos atuais tetracampeões franceses pelo placar mínimo diante do recém-promovido à Ligue 1, Paris FC, em pleno Parque dos Príncipes, ainda pelo estágio 1/16 avos-de-final da Copa da França.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na realidade, já era esperado que o PSG teria uma longa e dura caminhada para encarar no decorrer da temporada 2025-26, tendo em vista que a equipe não se preparou de forma adequada em virtude da Copa do Mundo de Clubes da FIFA no meio do ano, lembrando que dias antes alguns jogadores ainda disputaram a <em>Final Four</em> da Liga das Nações de UEFA, enquanto Nuno Mendes, João Neves, Vitinha, Gonçalo Ramos e Fabián Ruiz disputaram a decisão em Munique.</p>



<iframe loading="lazy" title="PSG 2025: O Ano Perfeito — 6 Títulos e Domínio Histórico" width="668" height="376" src="https://www.youtube.com/embed/FgS4hweWpQs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a pré-temporada do Paris Saint-Germain ficou totalmente comprometida, ao mesmo tempo que apenas o goleiro Lucas Chevalier e o zagueiro Illya Zabarnyi foram contratados para reforçá-lo mediante a ausência de um lateral-direito no elenco para suprir possíveis ausências de Achraf Hakimi, e depois da inusitada venda de Gianluigi Donnarumma ao Manchester City, sob o consentimento do técnico Luis Enrique.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, o treinador de 55 anos de idade priorizou a Champions League na primeira metade da temporada, o que se viu na preferência em rodar o plantel com maior frequência na Ligue 1, tanto é que dentre os onze jogadores com mais minutos em campo pela competição, somente quatro são considerados titulades do PSG. Tratam-se de Lucas Chevalier (1.440&#8242;), Vitinha (1.289&#8242;), Willian Pacho (1.085&#8242;) e Fabián Ruiz (795&#8242;).</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, o desempenho do PSG caiu na atual edição da Ligue 1 em comparação a campanha anterior, visto que os parisienses passaram o Réveillon de 2025 isolados a dez pontos no primeiro posto do campeonato, ao contrário de 2026, ano em que eles adentraram na vice-posição separados a um do líder Nantes. Aliás, uma condição que persiste desde o final de novembro, ou seja, antes dos rumores envolvendo a não continuidade de Luis Enrique após o desfecho da temporada virem à tona no noticiário esportivo europeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, uma notícia que explodiu como uma verdadeira bomba pelos lados do Parque dos Príncipes, dada a estabilidade alcançada por Luis Enrique no principal trabalho desenvolvido ao longo da carreira, que inclusive o transformou no melhor treinador do PSG em todos os tempos. Talvez seja essa a razão pela qual ele manifestou internamente a vontade de viver novos desafios, tendo como objetivo uma mudança à Premier League.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="380" data-id="115050" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/01/134128072238996261-3-e1769009879381.jpg" alt="" class="wp-image-115050"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Desde julho de 2023 em Paris, Luis Enrique alcançou a centésima vitória à frente do PSG no triunfo por 3 a 0  sobre o Lille na rodada passada da Ligue 1, justamente no seu jogo de número 148 pelo clube. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, seja por mera coincidência, ou não, depois do aviso de Luis Enrique o Paris Saint-Germain se despediu da Copa da França e foi derrotado pelo Sporting na Champions League, apesar de ter feito em Alvalade uma das melhores partidas até aqui na temporada, sobretudo por conta da fortíssima pressão exercida na recuperação pós-perda de bola, isto é, a principal característica do time campeão europeu, que pouco se viu nesta temporada devido a menor intensidade em campo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, da mesma maneira que já havia acontecido na primeira eliminação da Copa da França antes das oitavas-de-final desde 2014, o PSG dominou totalmente as ações do jogo contra o Sporting, porém só converteu em gol um dos 28 arremates disparados. Como resultado, os franceses regressaram de Lisboa com a duríssima derrota por 2 a 1 na bagagem, que pode lhes custar a vaga entre os oito melhores colocados na tabela da Champions League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O PSG teve o domínio estatístico do jogo, com + bola, + remates e + lances perigosos, mas o Sporting &#8211; que fez 7 remates na 2.ª parte, 4 deles enquadrados &#8211; foi + eficaz e conquistou os 3 pontos <a href="https://t.co/BVhwSFquSa">pic.twitter.com/BVhwSFquSa</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2013741240035020879?ref_src=twsrc%5Etfw">January 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



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<p class="has-medium-font-size">Após um ótimo começo na Champions League, superando Atalanta, Barcelona e goleando o Bayer Leverkusen por 7 a 2, o Paris Saint-Germain viu a maré mudar a partir da derrota por 2 a 1 para o Bayer de Munique, mesmo jogando o segundo tempo inteiro com um jogador a mais em virtude da expulsão de Luiz Díaz. Sob este panorama, a vitória por 5 a 3 sobre o Tottenham veio seguida de um apático empate sem gols com o Athletic Bilbao, além do revés na capital portuguesa. Em outras palavras, a própria trajetória no torneio continental sinaliza o declínio parisiense.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, o encanto que fez do PSG a equipe mais brilhante da última temporada deu lugar a atuações apagadas e pouco convincentes na atual. Não à toa, o principal artilheiro no período com dez tentos assinalados, Gonçalo Ramos, é o único atleta do clube francês com dois dígitos de gols marcados até então. Quer dizer, um número pra lá de irrelevante considerando que o algoz atacante do Sporting, Luiz Suárez, já balançou as redes o montante de 22 vezes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, a escassez de gols é oriunda da queda de rendimento coletiva e individual do PSG, visto que o meio-campo formado por João Neves, Vitinha e Fabián Ruiz já não tem a mesma fluidez, o trio de ataque Ousmane Dembélé, Khvicha Kvaratskhelia e Désiré Doué soma míseras 26 participações em gols contra 80 da temporada passada, o goleiro Lucas Chevalier não passa nem de longe a segurança do antecessor Gianluigi Donnarumma, e os laterais Achraf Hakimi e Nuno Mendes não estão conseguindo manter a mesma regularidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, não existe crise no Parque dos Príncipes. Por sinal, há quem diga que o adeus na Copa da França aliviou o calendário do PSG, ao passo que a derrota ante o Sporting servirá como o combustível que Luis Enrique tanto queria e precisava, cujo nome responde por desafio. A ver!   </p>



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