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	<title>RMCF- SoccerBlog</title>
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		<title>O Real Madrid sabe virar jogos. José Mourinho pode mudar o time?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 13:33:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A reação do Real Madrid diante da Roma em pleno estádio Olímpico expõs tanto a força de uma camisa, quanto as contradições de um elenco que precisa transformar talento em organização. Durante boa parte da noite no Olímpico, o Real Madrid pareceu carregar o peso de uma equipe incapaz de compreender a própria abundância. Havia [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/10/15/o-real-madrid-sabe-virar-jogos-jose-mourinho-pode-mudar-o-time/">O Real Madrid sabe virar jogos. José Mourinho pode mudar o time?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size"><strong>A reação do Real Madrid diante da Roma em pleno estádio Olímpico expõs tanto a força de uma camisa, quanto as contradições de um elenco que precisa transformar talento em organização.</strong></p>



<p class="has-medium-font-size">Durante boa parte da noite no Olímpico, o Real Madrid pareceu carregar o peso de uma equipe incapaz de compreender a própria abundância. Havia talento para decidir qualquer lance, mas faltava organização para governar a partida. A Roma abriu 3 a 1, aproximou os espanhóis de uma derrota dolorosa e expôs fragilidades conhecidas. Então veio o desfecho: 4 a 3, numa reação que pertence ao imaginário europeu daquela camisa. O problema começa quando uma demonstração extraordinária de sobrevivência passa a servir como certificado de saúde.</p>



<p class="has-medium-font-size">A vitória preserva a campanha na Champions League, iniciada com um apertado 2 a 1 sobre a Inter, sem encerrar as dúvidas levantadas pelo desempenho. Em La Liga, a quarta colocação e os seis pontos de distância para o bicampeão Barcelona oferecem um retrato menos generoso. As derrotas nas visitas a Betis e Atlético reforçaram a dificuldade diante de adversários competitivos. Com o clássico marcado para 25 de outubro, o calendário aproxima uma cobrança que o entusiasmo italiano, sozinho, não consegue adiar.</p>



<p class="has-medium-font-size">José Mourinho conhece esse endereço e suas armadilhas. Sua primeira passagem produziu, na temporada 2011-12, uma Liga de 100 pontos e 121 gols, números de um conjunto que sabia transformar potência em funcionamento coletivo. A lembrança interessa pelo contraste: aquele sucesso exigiu mecanismos reconhecíveis, além de personalidade. Agora, o português reencontra um clube atravessado por duas temporadas sem conquistas de maior expressão e por relações desgastadas. Recuperar a competitividade envolve reconstruir compromissos que nenhuma palestra consegue restabelecer apenas pela força da voz. </p>



<p class="has-medium-font-size">O empenho atribuído ao treinador desde antes da apresentação, com jornadas prolongadas e participação em diferentes áreas, demonstra disposição para enfrentar a tarefa. Contudo, dedicação não equivale automaticamente a autoridade. Florentino Pérez pode escolher um comandante experiente, mas precisa sustentar as consequências dessa escolha quando decisões técnicas atingirem protagonistas do projeto. Dentro do Bernabéu, o banco de reservas também distribui prestígio. Uma reconstrução exige respaldo justamente no instante em que a escalação deixa de confirmar as hierarquias estabelecidas pelo investimento, pela fama e pelo passado.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">José Mourinho foi oficialmente apresentado esta segunda-feira como o novo treinador do Real Madrid, num regresso muito aguardado ao clube espanhol, 13 anos depois. A cerimónia decorreu à porta fechada em Valdebebas, onde o técnico assinou um contrato válido até junho de 2029. <a href="https://t.co/LO09aClb66">pic.twitter.com/LO09aClb66</a></p>&mdash; A BOLA (@abolapt) <a href="https://x.com/abolapt/status/2089782031903347176?ref_src=twsrc%5Etfw">August 18, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A convivência entre Kylian Mbappé, Jude Bellingham e Vinícius Júnior continua levantando uma questão essencial: como organizar tantos jogadores decisivos dentro da mesma ideia? Reunir capacidade individual não garante complementaridade, sobretudo quando os deslocamentos ofensivos deixam espaços semelhantes desocupados e exigem compensações constantes dos companheiros. Desde a chegada do francês, em 2024, essa equação permanece aberta. O ataque precisa oferecer opções de passe, distribuir profundidade e participar da recuperação. Sem tais acordos, cada avanço pode parecer promissor enquanto prepara, silenciosamente, a vulnerabilidade da jogada seguinte.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi nesse terreno que a atuação de Vinícius em Roma voltou a incomodar. A perda displicente na origem do primeiro gol de Donyell Malen pesa, assim como o desempenho insuficiente até sua substituição por Endrick. O episódio da expulsão contra o Villarreal, seguido pela suspensão de quatro partidas ainda contestada pelo clube, acrescenta uma dificuldade disciplinar ao momento esportivo. Existe, porém, um risco na cobrança seletiva: a baixa participação defensiva de Kylian Mbappé também compromete o equilíbrio. Responsabilidade coletiva exige critérios aplicados com coerência.</p>



<p class="has-medium-font-size">José Mourinho já retirou o brasileiro durante jogos e deixou seu nome fora de uma formação inicial, indicando alguma disposição para rever privilégios. A pergunta decisiva está no alcance dessa disposição: <em><strong>até onde pode avançar sem perder apoio interno?</strong> <strong>Se a reação aparece quando os nomes consagrados saem, quem deve orientar a próxima escalação: o prestígio acumulado ou aquilo que o campo demonstra?</strong></em> Não se trata de transformar uma substituição bem-sucedida em sentença definitiva, mas de admitir que titularidade precisa continuar sendo uma conquista.</p>



<p class="has-medium-font-size">Endrick chegou àquela noite com somente quatro minutos acumulados na temporada, contraste expressivo diante da necessidade de alternativas. Carlos Espí, por sua vez, voltou a marcar vindo do banco e alcançou o terceiro gol nessa condição. Oportunismo também constitui uma competência: estar no lugar adequado pressupõe leitura, movimento e atenção. A torcida que pede espaço para esses jovens, além de Arda Güler, cobra uma distribuição mais convincente das oportunidades. O desafio será oferecer continuidade e funções claras, evitando que a juventude exista apenas como recurso emergencial.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">🙌 ¡REMONTADA EN ROMA! 🙌 <a href="https://t.co/T09d2vCIFC">pic.twitter.com/T09d2vCIFC</a></p>&mdash; Real Madrid C.F. (@realmadrid) <a href="https://x.com/realmadrid/status/2110474731376017432?ref_src=twsrc%5Etfw">October 14, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mais profundamente, entretanto, persiste o vazio de um meio-campo que ainda procura referências desde a aposentadoria de Toni Kroos, em 2024. Federico Valverde e Aurélien Tchouaméni oferecem qualidades relevantes, mas a parceria não tem produzido o controle necessário. Correr, disputar e cobrir terreno são tarefas fundamentais; administrar distâncias, orientar a circulação e escolher quando acelerar pertencem a outra dimensão. Sem essa coordenação, a equipe atravessa partidas como quem cruza uma avenida entre carros: consegue chegar ao outro lado, embora quase nunca transmita segurança durante o percurso.</p>



<p class="has-medium-font-size">As alterações no Olímpico forneceram pistas. Bernardo Silva substituiu Aurélien Tchouaméni com o placar adverso em 3 a 1; Arda Güler entrou na vaga de Denzel Dumfries, enquanto Federico Valverde recuou à lateral direita. A reorganização ampliou as possibilidades de associação e ajudou a sustentar a resposta ofensiva. Seria precipitado decretar ali uma formação definitiva, porque enfrentar um rival em vantagem também modifica espaços e comportamentos. Ainda assim, José Mourinho recebeu elementos concretos para experimentar combinações capazes de aproximar os setores e diminuir a dependência de arrancadas individuais.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa discussão alcança o planejamento da diretoria. Bernardo Silva acrescenta inteligência e criatividade, mas sua contratação não resolve, por si, a ausência de um organizador para atuar na base das jogadas. A preferência por Rodri, que acabou no Barcelona, precisava estar acompanhada de alternativas coerentes. A movimentação de outros meio-campistas no mercado torna legítima a cobrança por uma estratégia mais ampla. Ao ex-técnico do Benfica cabe encontrar soluções com as peças disponíveis; aos dirigentes, responder pela composição de um grupo cujo desequilíbrio não nasceu na prancheta atual.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">📊 After matchday 2&#8230;<a href="https://x.com/hashtag/UCL?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCL</a> <a href="https://t.co/dZkKOu1wyD">pic.twitter.com/dZkKOu1wyD</a></p>&mdash; UEFA Champions League (@ChampionsLeague) <a href="https://x.com/ChampionsLeague/status/2110494667733409885?ref_src=twsrc%5Etfw">October 14, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A história europeia oferece uma lembrança sedutora. Em 2022, contra o Manchester City, Rodrygo marcou duas vezes nos instantes finais do tempo regulamentar, antes de Karim Benzema decidir a classificação na prorrogação. Aquela semifinal consolidou outra página da capacidade madridista de prolongar disputas aparentemente encerradas. Existe valor competitivo nessa memória: ela alimenta confiança quando adversários começam a enxergar o apito final. Mas tradição não recompõe posicionamento, fecha linhas de passe ou impede infiltrações. O passado inspira respostas; a preparação precisa reduzir a frequência das emergências. </p>



<p class="has-medium-font-size">É compreensível que José Mourinho e seus auxiliares tenham celebrado a luta até o último instante. Também faz sentido evitar rupturas precipitadas num ambiente em que confrontos internos podem comprometer qualquer projeto. No entanto, escolher a ocasião adequada para mudar não pode significar esperar indefinidamente. Revezar protagonistas, ajustar responsabilidades e recompensar boas atuações são instrumentos cotidianos de gestão. O comandante necessita de tempo, enquanto o clube precisa aceitar que reconstruções cobram desconforto. Sem essa reciprocidade, toda tentativa de renovação termina negociada até perder a força.</p>



<p class="has-medium-font-size">Roma deixou três pontos e uma advertência embrulhada em euforia. O Real Madrid conserva jogadores capazes de alterar destinos em poucos minutos, mas ainda procura uma estrutura que dispense feitos excepcionais para atravessar noites comuns. José Mourinho foi chamado para enfrentar justamente essa distância entre os nomes disponíveis e o futebol apresentado. Seu trabalho será medido pelas escolhas feitas depois da celebração, quando os refletores já estiverem apagados. A coroa permanece sobre o escudo; falta saber quanto poder o <em>Special One</em> terá para reorganizar o reino.</p>
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		<title>Mourinho reencontra o Real Madrid — e talvez a si mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 13:21:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com três vitórias, dez gols e 100% de aproveitamento, o treinador português inicia sua segunda passagem pelo Santiago Bernabéu recuperando competitividade, confiança e protagonismo. José Mourinho precisou retornar ao Santiago Bernabéu para alcançar algo que não havia conseguido sequer durante sua primeira passagem pela capital espanhola: vencer as três rodadas iniciais de uma edição de [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size"><strong>Com três vitórias, dez gols e 100% de aproveitamento, o treinador português inicia sua segunda passagem pelo Santiago Bernabéu recuperando competitividade, confiança e protagonismo.</strong></p>



<p class="has-medium-font-size">José Mourinho precisou retornar ao Santiago Bernabéu para alcançar algo que não havia conseguido sequer durante sua primeira passagem pela capital espanhola: vencer as três rodadas iniciais de uma edição de La Liga. O começo perfeito nasceu de um triunfo dramático por 2 a 1 sobre o Espanyol, fora de casa, e ganhou contornos mais convincentes nas goleadas diante de Real Sociedad (4&#215;1) e Málaga (4&#215;0). São nove pontos, dez gols marcados e apenas dois sofridos. Números ainda pequenos diante de uma temporada inteira, mas suficientemente expressivos para anunciar que o português voltou disposto a escrever uma história diferente em Madrid.</p>



<p class="has-medium-font-size">O Real Madrid aparece com 100% de aproveitamento e divide a liderança com o Barcelona após o encerramento da terceira rodada. Entretanto, a classificação explica apenas uma parte desse início promissor. O aspecto mais importante está na maneira como a equipe se comporta, controla os espaços e transforma suas principais virtudes individuais em uma força coletiva. Há uma intensidade que não foi vista com regularidade nos trabalhos de Xabi Alonso e Álvaro Arbeloa, tampouco durante o último ano de Carlo Ancelotti. Pela primeira vez em algum tempo, talento e organização parecem caminhar na mesma direção dentro do Bernabéu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Depois da vitória apertada contra o Espanyol e do expressivo 4 a 1 sobre a Real Sociedad, a goleada por 4 a 0 diante do Málaga apresentou outra qualidade indispensável a qualquer candidato a títulos: a profundidade do elenco. José Mourinho modificou cinco peças da formação inicial sem abandonar o 4-2-3-1. Trent Alexander-Arnold entrou na lateral direita, Antonio Rudiger ocupou o centro da defesa e Marc Cucurella apareceu pelo corredor esquerdo. Eduardo Camavinga assumiu uma função no meio-campo, enquanto Brahim Díaz substituiu Arda Guler na faixa mais adiantada. Mudaram os nomes; a estrutura permaneceu reconhecível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa capacidade de preservar a identidade mesmo com alterações importantes talvez seja o primeiro grande mérito do novo trabalho. Contra adversários como o Málaga, dispostos a jogar de maneira aberta, mas sem o mesmo repertório técnico, a rotação será uma ferramenta valiosa. O calendário espanhol e europeu exigirá energia, concentração e soluções diferentes. Portanto, distribuir minutos não representa apenas uma escolha ocasional: trata-se de uma necessidade estratégica. José Mourinho sabe que campeonatos longos raramente são vencidos somente pelos onze titulares. Muitas vezes, a taça começa a ser conquistada justamente quando as peças alternativas entendem perfeitamente o desenho coletivo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">🤍 ¡HALA MADRID Y NADA MÁS!  <a href="https://x.com/emirates?ref_src=twsrc%5Etfw">@emirates</a> <a href="https://t.co/FlzOjA7Rjd">pic.twitter.com/FlzOjA7Rjd</a></p>&mdash; Real Madrid C.F. (@realmadrid) <a href="https://x.com/realmadrid/status/2094107883042447589?ref_src=twsrc%5Etfw">August 30, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro dessa engrenagem, Kylian Mbappé continua sendo a referência mais devastadora. O francês marcou novamente, chegou a quatro gols em três partidas e manteve o protagonismo exibido na campanha anterior. Sua velocidade produz insegurança, seus deslocamentos desorganizam linhas defensivas e sua precisão transforma pequenas concessões em oportunidades claras. Não existe surpresa em vê-lo balançando as redes com tanta frequência. A diferença está no ambiente criado ao seu redor. Agora, o camisa 9 não precisa resolver todos os problemas sozinho; encontra uma equipe capaz de recuperar a bola, acelerar a jogada e oferecer condições para que ele seja decisivo no espaço onde se sente mais confortável.</p>



<p class="has-medium-font-size">A convivência entre Kylian Mbappé, Vinícius Júnior e Jude Bellingham despertava dúvidas legítimas. Seria possível reunir três jogadores tão influentes sem comprometer a recomposição? Quem faria o sacrifício necessário quando a posse fosse perdida? Nessas primeiras rodadas, a resposta tem sido bastante positiva. O inglês mantém a extraordinária capacidade de percorrer o campo, pressionar adversários e surgir na área. O brasileiro, por sua vez, passou a acompanhar com maior disciplina as movimentações pelo lado esquerdo. O trio não está apenas dividindo o brilho ofensivo: começa a compartilhar responsabilidades que antes pareciam destinadas aos atletas menos badalados.</p>



<p class="has-medium-font-size">Julian Bellingham já carregava essa natureza solidária desde o Borussia Dortmund e confirmou tal característica vestindo a camisa da seleção inglesa. Ele não participa do jogo somente quando a bola chega aos seus pés. Seu futebol também acontece nos deslocamentos silenciosos, nos duelos físicos e na leitura das zonas que precisam ser protegidas. Vinícius Júnior parece ter compreendido mensagem semelhante. Ao retornar para auxiliar Marc Cucurella, ele não perde importância; ao contrário, amplia sua influência. O verdadeiro craque não diminui quando trabalha pelo conjunto. Ele se torna ainda maior porque permite que todo o sistema funcione ao redor de sua genialidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Convencer estrelas a correr, pressionar e obedecer a princípios táticos talvez fosse a missão mais delicada deste retorno. O vestiário madridista concentra talento, prestígio, contratos milionários e personalidades acostumadas ao protagonismo. José Mourinho, porém, conhece como poucos a temperatura desse ambiente. Ele sabe quando proteger publicamente um atleta, quando provocar uma reação e em qual momento a hierarquia precisa ser lembrada. Se a primeira passagem foi marcada por confrontos, ruídos e cicatrizes, a segunda começa sob uma aparência diferente: menos explosiva diante das câmeras, embora igualmente exigente no cotidiano. A idade pode ter suavizado o discurso, não a competitividade.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">Mbappé 🇨🇵<br>qui marque toutes les 20 minutes. <br><br>C’est normal ça ? 🫨 <a href="https://t.co/Mve678kjN1">pic.twitter.com/Mve678kjN1</a></p>&mdash; LALIGA (@LaLigaFRA) <a href="https://x.com/LaLigaFRA/status/2092902438319849741?ref_src=twsrc%5Etfw">August 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Existe também uma inversão curiosa nessa reconciliação. O Real Madrid precisava de liderança, organização e uma figura capaz de devolver intensidade ao grupo, mas José Mourinho necessitava ainda mais dessa oportunidade. Seus trabalhos recentes em Tottenham, Roma, Fenerbahce e Benfica deixaram a impressão de uma carreira presa a uma espiral descendente. O <em>Special One</em> que um dia parecia estar sempre à frente de seu tempo passou a lutar contra a suspeita de pertencer ao passado. Voltar ao maior palco possível representa, portanto, mais do que assumir outro emprego. É a chance de demonstrar que suas ideias ainda podem sobreviver num futebol profundamente transformado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Poucos clubes compreendem tanto o peso da reconstrução quanto o Real Madrid. A instituição nasceu em uma cidade acostumada a conviver com impérios, rupturas e recomeços. No Bernabéu, a memória nunca serve apenas como abrigo; funciona também como cobrança. Cada geração é comparada às anteriores, cada técnico caminha ao lado dos fantasmas que levantaram a taça da Champions League e cada vitória desperta a expectativa pela próxima conquista. José Mourinho conhece esse território. Foi ali que interrompeu a hegemonia doméstica do Barcelona de Guardiola e comandou, na temporada 2011-12, a histórica campanha dos 100 pontos e 121 gols na La Liga.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aquele time atacava como uma tempestade, atravessava o campo em poucos segundos e transformava recuperações defensivas em golpes quase impossíveis de conter. O atual Real Madrid não precisa imitar exatamente essa versão, pois o futebol mudou e os protagonistas são outros. Ainda assim, alguns sinais parecem familiares: verticalidade, ocupação inteligente dos corredores, competitividade constante e enorme apetite para ampliar vantagens. Os dez gols nas três primeiras rodadas representam o melhor começo ofensivo do clube em uma década. A última equipe madridista a alcançar tal marca nesse estágio foi justamente aquela que, sob Zinedine Zidane, terminaria a temporada celebrando La Liga e Champions League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">📊 Así queda la clasificación de <a href="https://x.com/hashtag/LALIGAEASPORTS?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LALIGAEASPORTS</a> tras la disputa de la jornada 3<a href="https://x.com/hashtag/VUELVELALIGA?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#VUELVELALIGA</a> <a href="https://t.co/7MZjZK7ATT">pic.twitter.com/7MZjZK7ATT</a></p>&mdash; LALIGA (@LaLiga) <a href="https://x.com/LaLiga/status/2094548605910618584?ref_src=twsrc%5Etfw">August 31, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Seria extraordinário assistir o ex-técnico do Benfica conquistar novamente a Europa, algo que não acontece desde a temporada 2009-10, quando sua Inter de Milão venceu o Bayern por 2 a 0 na final disputada no próprio Santiago Bernabéu. Aquele título completou a tríplice coroa italiana e consolidou um dos capítulos mais marcantes da carreira de José Mourinho. Dezesseis anos depois, o destino oferece uma simetria quase literária: o estádio onde ele alcançou o continente pela última vez pode se transformar no ponto de partida para outra tentativa. O futebol, afinal, gosta de oferecer reencontros justamente quando todos acreditam que determinada história já terminou.</p>



<p class="has-medium-font-size">Convém, naturalmente, evitar conclusões definitivas. Foram disputadas somente três partidas, duas delas diante de oponentes que ofereceram espaços generosos. O calendário apresentará testes muito mais rigorosos, começando pela Champions League, competição na qual a Inter de Milão aparece entre os adversários do Real Madrid. Quando houver menos terreno para correr, maior pressão na saída e atacantes capazes de castigar qualquer desatenção, será possível medir com precisão a evolução coletiva. Como essa formação reagirá ao primeiro tropeço? José Mourinho manterá o equilíbrio quando surgirem cobranças? Essas respostas não aparecem durante duas goleadas confortáveis em casa.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Real Madrid ⚪<a href="https://x.com/hashtag/UCLdraw?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCLdraw</a> <a href="https://t.co/zRjVu8oPkv">pic.twitter.com/zRjVu8oPkv</a></p>&mdash; UEFA Champions League (@ChampionsLeague) <a href="https://x.com/ChampionsLeague/status/2093049658419593513?ref_src=twsrc%5Etfw">August 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, a prudência não deve impedir o reconhecimento do que já foi construído. O Real Madrid começa a temporada mais intenso, versátil e comprometido do que nas campanhas recentes. Há concorrência por posições, compreensão do 4-2-3-1 e uma inesperada disposição dos principais atacantes para participar sem a bola. Acima de tudo, existe uma sensação de pertencimento entre treinador e vestiário. José Mourinho parece ter recuperado a atenção do grupo, enquanto o elenco madridista encontrou uma liderança que oferece regras claras. Em um clube cercado por estrelas, saber exatamente o que fazer pode ser tão valioso quanto possuir liberdade para criar.</p>



<p class="has-medium-font-size">José Mourinho voltou ao Bernabéu carregando lembranças gloriosas, episódios turbulentos e uma necessidade quase urgente de provar que ainda pertence ao topo. Três vitórias não garantem troféus, tampouco apagam os fracassos recentes, porém oferecem algo indispensável a qualquer processo de renascimento: esperança sustentada por desempenho. O Real Madrid talvez não precise ser salvo por ninguém. Seu treinador, todavia, enxergava nessa volta uma oportunidade rara de salvar a própria grandeza. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, se o começo serve como indicação, o reencontro entre José Moutinho e Real Madrid pode devolver títulos ao clube e, simultaneamente, restituir ao futebol um de seus personagens mais fascinantes.</p>
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		<title>José Mourinho inicia segunda passagem no Real Madrid após 13 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 12:23:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Espanhol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se existe um clube onde o tempo corre de maneira diferente, esse clube é o Real Madrid. Enquanto para muitas equipes passar duas temporadas sem conquistar um título pode ser encarado como um período de reconstrução, no Santiago Bernabéu essa realidade ganha contornos de crise. A exigência por resultados imediatos sempre fez parte da identidade [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Se existe um clube onde o tempo corre de maneira diferente, esse clube é o Real Madrid. Enquanto para muitas equipes passar duas temporadas sem conquistar um título pode ser encarado como um período de reconstrução, no Santiago Bernabéu essa realidade ganha contornos de crise. A exigência por resultados imediatos sempre fez parte da identidade madridista e, justamente por isso, Florentino Pérez decidiu promover uma mudança radical no comando técnico. Treze anos depois de sua primeira passagem, José Mourinho retorna à capital espanhola com a missão de recolocar o maior campeão europeu no lugar que sua torcida considera natural: o topo do futebol mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">A responsabilidade do treinador português é enorme. O Real Madrid viu o rival Barcelona conquistar as duas últimas edições de La Liga e também deixou escapar a Champions League nas duas temporadas anteriores, justamente a competição mais desejada pelos torcedores merengues. O sentimento dentro do clube é de que a equipe perdeu sua identidade competitiva nos momentos decisivos, tornando inevitável a busca por um comandante acostumado a trabalhar sob enorme pressão. Poucos treinadores no futebol atual conhecem tão bem esse ambiente quanto José Mourinho, que volta disposto a iniciar um novo ciclo vencedor.</p>



<p class="has-medium-font-size">O retorno do português também simboliza uma mudança significativa na filosofia esportiva do clube. Nos últimos anos, o Real Madrid priorizou a contratação de jovens promessas, apostando em atletas como Vinícius Júnior, Rodrygo, Eduardo Camavinga, Arda Güler, Endrick e, mais recentemente, Franco Mastantuono. A estratégia foi extremamente eficiente para renovar o elenco, mas agora Florentino Pérez entende que chegou o momento de cercar esse talento com jogadores mais experientes, capazes de oferecer liderança, personalidade e regularidade dentro das quatro linhas.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">👋 ¡Bienvenido, Mourinho! 👋 <a href="https://t.co/iLce8neamx">pic.twitter.com/iLce8neamx</a></p>&mdash; Real Madrid C.F. (@realmadrid) <a href="https://x.com/realmadrid/status/2065139608698986758?ref_src=twsrc%5Etfw">June 11, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Essa nova política fica evidente nas movimentações do mercado. O Real Madrid buscou atletas já consolidados no cenário europeu, como Ibrahima Konaté, Denzel Dumfries, Bernardo Silva e Marc Cucurella, além de manter conversas bastante avançadas para concretizar a contratação de Rodri. Trata-se de um perfil completamente diferente daquele adotado nos últimos anos, privilegiando jogadores que já alcançaram maturidade técnica e emocional para suportar a enorme pressão existente no Santiago Bernabéu. As únicas exceções dessa estratégia respondem pelos nomes de Yan Diomande e Carlos Espí, jovens contratados pensando tanto no presente quanto no futuro do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">As chegadas desses reforços mostram que José Mourinho terá um elenco extremamente qualificado à disposição, mas qualidade individual nunca foi suficiente para garantir títulos no Real Madrid. O principal desafio será reconstruir o funcionamento coletivo da equipe. Durante as últimas temporadas, principalmente na reta final da passagem de Carlo Ancelotti e posteriormente sob os comandos de Xabi Alonso e Álvaro Arbeloa, o time perdeu uma de suas principais características: a compactação. A distância entre defesa, meio-campo e ataque aumentou de maneira preocupante, oferecendo espaços que adversários de alto nível souberam explorar com frequência.</p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente nesse aspecto que José Mourinho costuma fazer enorme diferença. Ao longo de sua carreira, o treinador português sempre construiu times extremamente organizadas, compactas e disciplinadas taticamente. Mais do que simplesmente defender melhor, suas equipes sabem reduzir espaços, controlar o ritmo das partidas e dificultar a circulação da bola dos adversários. Recuperar esse equilíbrio será fundamental para que o Real Madrid volte a competir em igualdade de condições contra as principais potências da Europa e recupere a consistência perdida nas últimas temporadas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro desafio importante será reconstruir o ambiente interno do elenco. Durante a temporada passada vieram à tona informações sobre um desentendimento entre Aurélien Tchouaméni e Federico Valverde, que teria ultrapassado os limites da discussão e chegado às vias de fato. Independentemente das razões do conflito, situações como essa costumam afetar diretamente o rendimento coletivo de uma equipe que disputa títulos em todas as competições. José Mourinho sempre foi reconhecido pela maneira como administra grupos fortes, protegendo o vestiário e estabelecendo hierarquias muito claras entre seus jogadores.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">ILUSIÓN 😍 <a href="https://t.co/zzq2te3ZTM">pic.twitter.com/zzq2te3ZTM</a></p>&mdash; (fan) REAL MADRID FANS 🤍 (@AdriRM33) <a href="https://x.com/AdriRM33/status/2081857195541455065?ref_src=twsrc%5Etfw">July 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Além da organização tática e da gestão de grupo, existe um aspecto psicológico que também precisará ser recuperado. O Real Madrid construiu sua história apoiado em uma impressionante capacidade de reação, especialmente na Champions League. Durante décadas, o clube transformou partidas praticamente perdidas em classificações históricas, consolidando a famosa cultura das &#8216;remontadas&#8217;. No entanto, essa característica praticamente desapareceu na última temporada. Das dez oportunidades em que precisou buscar uma virada na La Liga, o time conseguiu apenas duas, um desempenho muito distante daquele que tradicionalmente marcou a história merengue.</p>



<p class="has-medium-font-size">Esse dado ajuda a explicar por que José Mourinho foi escolhido para liderar esse novo projeto. Mais do que um excelente estrategista, o ex-treinador do Benfica sempre conseguiu construir equipes extremamente competitivas mentalmente, capazes de acreditar até o último minuto. Recuperar essa confiança talvez seja tão importante quanto qualquer reforço contratado nesta janela de transferências. O Real Madrid precisa voltar a transmitir a sensação de que jamais estará derrotado antes do apito final, característica que durante décadas intimidou adversários em toda a Europa, acima de tudo no Santiago Bernabéu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro setor que apresentou clara queda de rendimento foi o jogo de transição. Durante muitos anos, principalmente na primeira passagem de Carlo Ancelotti, o Real Madrid ficou conhecido pela velocidade absurda com que transformava recuperação de bola em oportunidades claras de gol. Esse estilo foi desaparecendo gradativamente e, nas últimas duas temporadas, a equipe perdeu intensidade, explosão e objetividade. Os números ajudam a ilustrar esse cenário: dos 46 contra-ataques construídos pelo clube espanhol na edição anterior de La Liga, apenas oito terminaram em gol, um índice muito abaixo do esperado para um elenco desse nível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto algumas negociações ainda caminham para um desfecho definitivo, a tendência é que José Mourinho inicie a temporada utilizando um sistema 4-4-2. Thibaut Courtois deverá permanecer no gol, protegido por uma linha defensiva formada por Denzel Dumfries, Ibrahima Konaté, Antonio Rüdiger e Marc Cucurella, enquanto Éder Militão finaliza sua recuperação. No meio-campo, Bernardo Silva atuaria pelo lado direito, Aurélien Tchouaméni e Federico Valverde formariam a dupla de volantes, Jude Bellingham seria deslocado para o lado esquerdo e, na frente, Vinícius Júnior faria dupla com Kylian Mbappé, formando um dos ataques mais talentosos do futebol mundial.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="408" data-id="118095" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/08/134196928221705637-e1785759152894.jpg" alt="" class="wp-image-118095"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A primeira passagem de José Mourinho à frente do Real Madrid foi composta pelo total de 128 vitórias, 27 empates, 22 derrotas, três títulos, 475 gols marcados e 168 sofridos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, talvez o maior desafio técnico de José Mourinho esteja exatamente em fazer esse trio ofensivo funcionar de maneira coletiva. Vinícius Júnior, Jude Bellingham e Kylian Mbappé demonstraram todo o seu talento recentemente na Copa do Mundo de 2026, mas ainda não conseguiram reproduzir esse rendimento simultaneamente vestindo a camisa do Real Madrid. Individualmente, todos possuem capacidade para decidir partidas, porém o futebol exige equilíbrio, sincronização de movimentos e entendimento coletivo. Se o <em>Special One</em> conseguir encaixar essas três peças dentro da mesma engrenagem, o potencial ofensivo madridista poderá atingir um patamar absolutamente elevado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, quem vive situação bem diferente é o brasileiro Endrick. Depois de realizar uma excelente passagem pelo Lyon, o atacante de 20 anos de idade retorna valorizado ao Santiago Bernabéu, mas encontra um cenário bastante desfavorável. Mesmo com a saída de Gonzalo García para o Fulham, a chegada de Carlos Espí faz com que o ex-palmeirense passe a ocupar apenas a terceira opção para o setor ofensivo. Diante desse contexto, uma nova transferência por empréstimo parece ser a alternativa mais inteligente para todas as as partes, tendo em vista que ele precisa de minutos, sequência e confiança para continuar evoluindo, manter espaço na Seleção Brasileira e desenvolver todo o potencial que demonstrou desde muito jovem. Permanecer no banco de reservas de um plantel tão estrelado dificilmente contribuirá para sua evolução técnica ou para sua carreira. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, a segunda era de José Mourinho no Real Madrid começa cercada de expectativas, mudanças e enormes responsabilidades. Agora, resta transformar planejamento em resultados. O primeiro capítulo dessa nova história será escrito no próximo dia 22, quando os merengues visitarão o Espanyol, pelo primeiro compromisso oficial da temporada 2026-27, dando início oficialmente ao novo projeto liderado pelo treinador português.</p>
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		<title>Mourinho no Real Madrid: o retorno de um império ou o risco de viver do passado?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:14:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O futebol é feito de ciclos, mas alguns retornos parecem desafiar a própria lógica do tempo. Com a confirmação de que Álvaro Arbeloa não continuará no comando técnico do Real Madrid ao fim da temporada 2025-26, o noticiário europeu passa a orbitar novamente um nome que já marcou época no Santiago Bernabéu: José Mourinho. Pois [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">O futebol é feito de ciclos, mas alguns retornos parecem desafiar a própria lógica do tempo. Com a confirmação de que Álvaro Arbeloa não continuará no comando técnico do Real Madrid ao fim da temporada 2025-26, o noticiário europeu passa a orbitar novamente um nome que já marcou época no Santiago Bernabéu: José Mourinho.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, um dos personagens mais marcantes do futebol moderno, ressurge como possibilidade real. E, com ele, não vem apenas um treinador, mas um símbolo de uma era, de um estilo e de uma forma de competir que marcou profundamente o clube espanhol e o continente. A pergunta, no entanto, não é apenas se José Mourinho pode voltar, mas por que voltar agora. Em um futebol que se reinventa a cada temporada, revisitar o passado pode ser tanto um ato de coragem quanto um sinal de insegurança institucional.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque, ao olhar para trás, o legado de José Mourinho no Real Madrid é inegavelmente poderoso. Entre 2010 e 2013, ele não apenas enfrentou o domínio do Barcelona de Pep Guardiola, como ajudou a redefinir o espírito competitivo madridista. A conquista da LaLiga 2011-12 com recorde de pontos foi mais do que um título; foi uma afirmação de força, intensidade e ruptura com um período de inferioridade. E embora a Champions League não tenha sido conquistada naquele período, é impossível ignorar que o <em>Special One</em> já havia provado sua capacidade de vencê-la com Porto e Inter de Milão. Ele sempre foi, acima de tudo, um especialista em contextos de alta pressão. Um treinador que transforma tensão em combustível competitivo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116602" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/134196928221705637-18-e1777383761258.jpg" alt="" class="wp-image-116602"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A passagem de José Mourinho pelo Real Madrid ficou marcada por 128 vitórias, 28 empates, 22 derrotas e três títulos, em 178 jogos ao longo de três temporadas. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, o futebol não vive apenas de memória. E é justamente aí que reside o principal ponto de tensão dessa possível contratação. O último título de liga nacional de José Mourinho aconteceu em 2015, quando ainda dirigia o Chelsea. Desde então, sua trajetória passou a ser marcada por instabilidade, rupturas e resultados cada vez menos convincentes. A demissão ainda em dezembro da temporada seguinte, com os <em>Blues</em> flertando com a zona de rebaixamento, foi um sinal claro de desgaste. O tempo começou a cobrar seu preço. E o estilo, outrora revolucionário, passou a ser questionado em um cenário que exige cada vez mais adaptação.</p>



<p class="has-medium-font-size">A passagem pelo Manchester United trouxe um breve respiro, com a conquista da Europa League em 2017 e um segundo lugar na Premier League que, dentro do contexto, pode ser considerado respeitável. Mas foi também ali que surgiram os primeiros sinais mais evidentes de desalinhamento com o futebol moderno. Conflitos internos, dificuldades de gestão de elenco e uma proposta de jogo cada vez mais conservadora passaram a marcar sua identidade recente. E, a partir dali, a curva da carreira começou a apontar para baixo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os anos posteriores apenas reforçam essa percepção. Foram passagens por Tottenham, Roma, Fenerbahçe e, mais atualmente, o Benfica. Em todos esses contextos, houve momentos pontuais de competitividade, mas nenhum projeto sólido de longo prazo. O único troféu relevante nesse período foi a Conference League com os <em>Giallorossi</em> em 2022. Um título que, embora importante, não sustenta sozinho a candidatura de um treinador ao banco do maior clube do mundo. Especialmente quando se trata de um Real Madrid que pode, teoricamente, se dar ao luxo escolher qualquer nome disponível no mercado.</p>



<p class="has-medium-font-size">E é exatamente essa contradição que torna esse possível retorno tão intrigante. Porque, se não é pelo desempenho recente, o que leva o Real Madrid a considerar José Mourinho novamente? A resposta parece estar menos no campo e mais fora das quatro linhas. Florentino Pérez enxerga um elenco repleto de estrelas, egos e pressões externas. Um ambiente que exige mais do que ideias táticas: exige controle. E poucos treinadores na história foram tão competentes em assumir esse papel quanto Mourinho. Ele não apenas entra no vestiário, ele o domina. E, em um panorama pra lá de instável, isso pode ser visto como um ativo valioso.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="408" data-id="116611" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/134196928221705637-19-e1777384415538.jpg" alt="" class="wp-image-116611"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Caso José Mourinho retorne ao Real Madrid na próxima temporada, o clube espanhol será o terceiro em que ele regressa na carreira, depois das voltas ao Chelsea e ao Benfica. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, há o fator emocional. José Mourinho construiu uma relação forte com a torcida madridista. Ele representa uma época de enfrentamento, de identidade combativa, de orgulho. Mesmo com episódios recentes controversos, como suas declarações envolvendo Vinícius Júnior, sua imagem ainda carrega respeito. E, em momentos de turbulência, o Real Madrid costuma recorrer a figuras que já provaram sua capacidade de suportar a tensão do Bernabéu. O treinador português, nesse sentido, não é uma aposta. É uma zona de conforto.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, essa decisão também representa uma ruptura com o planejamento recente. A chegada de Xabi Alonso no início da temporada, aprovada pelo presidente Florentino e conduzida pelo diretor-esportivo José Ángel Sánchez, simbolizava um projeto de modernização. Um Real Madrid mais alinhado com o futebol contemporâneo, mais propositivo, mais dinâmico. A possível troca por José Mourinho indica uma mudança de rota. Uma escolha que prioriza o presente, o controle e a sobrevivência imediata em detrimento de uma construção mais sofisticada e duradoura.</p>



<p class="has-medium-font-size">E, nesse ponto, a comparação com Carlo Ancelotti surge de forma inevitável. Assim como o italiano retornou ao Real Madrid após uma passagem pelo Everton, José Mourinho poderia trilhar caminho semelhante. Entretanto, as semelhanças param na superfície. Ancelotti é um gestor silencioso, conciliador, adaptável. Mourinho é confronto, intensidade e polêmica — a julgar pela famosa &#8220;treta&#8221; com o goleiro Iker Casillas. Onde um pacifica, o outro inflama. E essa diferença pode ser decisiva em um ambiente já naturalmente carregado de pressão.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Mourinho é o preferido de Florentino Pérez para ser o próximo treinador do Real Madrid, revela <a href="https://twitter.com/David_Ornstein?ref_src=twsrc%5Etfw">@David_Ornstein</a> 🚨 <a href="https://t.co/MoonsRLEth">pic.twitter.com/MoonsRLEth</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://twitter.com/B24PT/status/2049094278090043798?ref_src=twsrc%5Etfw">April 28, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Há também uma questão tática que não pode ser ignorada. O futebol evoluiu. A intensidade, a ocupação de espaços, a construção coletiva e a pressão alta se tornaram padrões no mais alto nível. E José Mourinho, embora genial em sua essência, tem resistido a essas transformações. Sua filosofia, cada vez mais reativa, muitas vezes parece desconectada das tendências atuais. E isso levanta uma dúvida legítima: até que ponto sua abordagem ainda é sustentável em um cenário competitivo como o da elite europeia?</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque, no fim das contas, essa possível contratação não é apenas sobre um treinador. É sobre uma modelo de jogo. É sobre a escolha entre olhar para frente ou revisitar o passado. Entre evoluir ou se proteger. Entre risco e segurança. O Real Madrid, historicamente, sempre soube equilibrar essas forças. No entanto, desta vez, a decisão parece mais carregada de simbolismo do que de convicção técnica. E isso torna tudo ainda mais imprevisível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nada disso faz muito sentido à primeira vista. Mas talvez seja justamente aí que reside a essência do futebol. Porque, quando tudo parece caminhar para um lado, o jogo encontra uma forma de surpreender. E, nessa conjuntura, o retorno de Mourinho não seria somente uma contratação. Seria um manifesto. Um lembrete de que, no mundo da bola, o passado nunca está completamente encerrado.</p>



<p class="has-medium-font-size">E se José Mourinho realmente voltar, o Bernabéu não receberá apenas um treinador. Receberá uma história inacabada. Um personagem que ainda carrega a necessidade de provar algo. Talvez ao mundo. Talvez ao clube. Talvez a si mesmo. E, nesse reencontro entre passado e presente, o futebol mais uma vez mostrará que sua maior força está exatamente naquilo que não pode ser explicado.</p>
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		<title>Real Madrid reencontra sua essência na hora mais improvável sob o comando de Arbeloa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 19:30:44 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Álvaro Arbeloa]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Espanhol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Real Madrid chega à última Data FIFA da temporada respirando um ar que há meses parecia rarefeito. Um ar de estabilidade, de confiança reconstruída, de um vestiário que volta a acreditar no próprio reflexo. Não é apenas uma sequência de vitórias que sustenta esse momento, mas algo mais intangível, mais profundo, quase invisível aos [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O Real Madrid chega à última Data FIFA da temporada respirando um ar que há meses parecia rarefeito. Um ar de estabilidade, de confiança reconstruída, de um vestiário que volta a acreditar no próprio reflexo. Não é apenas uma sequência de vitórias que sustenta esse momento, mas algo mais intangível, mais profundo, quase invisível aos olhos mais apressados. É o sentimento de que, depois de um período de turbulência, o clube mais exigente do mundo voltou a encontrar algum tipo de eixo. E quando os <em>Merengues</em> encontram um eixo, ainda que provisório, o futebol europeu aprende a olhar novamente para Madrid com respeito — e, por vezes, com temor.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque estabilidade, no universo madridista, nunca é apenas estabilidade. É sempre um prenúncio. Um sinal de que algo pode estar sendo construído, mesmo que em silêncio. Sob o comando de Álvaro Arbeloa, o clube vive hoje talvez o seu momento mais sólido da temporada. E isso, por si só, já diz muito. Não porque o caminho tenha sido linear — longe disso —, mas justamente porque ele foi acidentado. Porque a confiança que hoje se vê foi forjada em meio à dúvida, ao questionamento e, sobretudo, à desconfiança.</p>



<p class="has-medium-font-size">Quando Arbeloa foi anunciado como substituto de Xabi Alonso, no dia 12 de janeiro, a sensação dominante não era de esperança, mas de incerteza. Um técnico jovem, com apenas seis meses à frente do Castilla, assumindo o maior palco do futebol mundial. Não era uma aposta. Era um salto no escuro que carregava consigo mais perguntas do que respostas. Qual seria sua ideia de jogo? Teria personalidade para lidar com estrelas? Conseguiria sustentar o peso de um escudo que não aceita processos longos?</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116117" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/03/134175321766992735-12-e1774465655333.jpg" alt="" class="wp-image-116117"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 17 jogos à frente do Real Madrid, Álvaro Arbeloa obteve 13 vitórias e quatro derrotas. Foram 40 gols marcados e 19 sofridos neste período pós-Xabi Alonso.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">As dúvidas se intensificaram rapidamente. Logo na estreia, a eliminação para o modesto Albacete, pela Copa do Rei, caiu como um balde de água fria. Não era apenas uma derrota. Era um sinal. Um daqueles sinais que, em Madrid, costumam antecipar tempestades. A mídia espanhola reagiu com velocidade e intensidade, como sempre faz. Nomes como Mauricio Pochettino, Jürgen Klopp e Unai Emery começaram a circular com força. Não como alternativas futuras, mas como soluções urgentes. Arbeloa, naquele momento, parecia um técnico em contagem regressiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">E o panorama não melhorou nas semanas seguintes. As derrotas para Osasuna, em Pamplona, e para o Getafe, em pleno Santiago Bernabéu, ampliaram a sensação de fragilidade. O Real Madrid não transmitia segurança, o ambiente era de desconfiança e, nos bastidores, já se falava abertamente sobre a possibilidade de mudança no comando técnico. O clube parecia perdido entre ideias que não se sustentavam e resultados que não chegavam. Era, talvez, o momento mais delicado da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas o futebol, como tantas vezes acontece, guarda suas reviravoltas para os momentos em que menos se espera. E foi justamente quando o cenário parecia mais sombrio que surgiu a luz. Os confrontos contra o Manchester City, pelas oitavas-de-final da Champions League, não apenas mudaram a narrativa — eles a reescreveram por completo. Duas vitórias contundentes, seguras, maduras. Não apenas resultados. Declarações. O Real Madrid voltou a se comportar como o Real Madrid.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque há algo na Champions League que transcende o racional quando se trata do clube merengue. É como se a competição ativasse uma memória coletiva, uma identidade adormecida que desperta nos momentos decisivos. E foi exatamente isso que se viu contra o Manchester City. Um time resiliente, competitivo, capaz de sofrer, mas também de golpear. Mesmo sem peças fundamentais como Rodrygo, Kylian Mbappé, Jude Bellingham e Éder Militão, o Real Madrid encontrou soluções, caminhos e, acima de tudo, confiança.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">5X1 NO AGREGADO!!!! 🔥<br><br>O Real Madrid venceu os dois jogos contra o Manchester City com autoridade!!!<br><br>Acerte na Xsports!<a href="https://twitter.com/hashtag/Xsports?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Xsports</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/ChampionsLeague?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ChampionsLeague</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/RealMadrid?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#RealMadrid</a> <a href="https://t.co/3XLmbGopw9">pic.twitter.com/3XLmbGopw9</a></p>&mdash; Xsports (@xsportsbrasil) <a href="https://twitter.com/xsportsbrasil/status/2034026915925733459?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E nesse contexto, Álvaro Arbeloa começou a ganhar algo que até então lhe faltava: crédito. Não apenas da diretoria ou da imprensa, mas, principalmente, do elenco. Porque no futebol de elite, a confiança dos jogadores é o ativo mais valioso que um treinador pode conquistar. E Arbeloa, ao contrário de seu antecessor, parece ter entendido isso com rapidez. Sua abordagem mais próxima, mais humana, menos rígida, transformou o ambiente. O vestiário, antes tensionado, hoje respira leveza.</p>



<p class="has-medium-font-size">A saída de Xabi Alonso deixou marcas que vão além dos resultados. Sua exigência extrema em análises de vídeo, a intensidade elevada nos treinamentos e a tentativa de impor uma disciplina mais rígida no dia a dia criaram atritos com jogadores-chave. Era um projeto de controle. Um projeto que, em teoria, fazia sentido. Mas que, na prática, encontrou resistência. E no Real Madrid, quando o vestiário não compra a ideia, dificilmente o projeto sobrevive.</p>



<p class="has-medium-font-size">Álvaro Arbeloa seguiu por outro caminho. Uma direção mais liberal, mais intuitiva, menos engessada. Não é um treinador que se destaca por discursos táticos elaborados ou por modelos de jogo complexos. Tampouco busca protagonismo nas coletivas. Sua força está em outro lugar. Está na gestão de grupo. Na capacidade de ouvir, de se aproximar, de criar conexões. E isso, neste momento específico, tem sido suficiente. Mais do que suficiente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os reflexos dessa mudança são visíveis dentro de campo. Vinícius Júnior voltou a sorrir — e quando Vinícius sorri, o jogo do Real Madrid ganha outra dimensão. Federico Valverde tem sido decisivo, aparecendo com assistências e gols importantes em momentos-chave. Brahim Díaz cresce em confiança e protagonismo. E o jovem Thiago Pitarch, promovido por Arbeloa, simboliza essa nova fase: uma equipe que mistura experiência, talento e renovação.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">¡<a href="https://twitter.com/fedeevalverde?ref_src=twsrc%5Etfw">@FedeeValverde</a> ha participado en 16 goles en lo que va de 2026!<br>8 goles 🤝 8 asistencias <a href="https://t.co/Szwluj92N6">pic.twitter.com/Szwluj92N6</a></p>&mdash; Real Madrid C.F. (@realmadrid) <a href="https://twitter.com/realmadrid/status/2036880803196526674?ref_src=twsrc%5Etfw">March 25, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez o dado mais impressionante desse recorte recente seja justamente o contexto das vitórias. O Real Madrid superou o Manchester City sem contar com alguns de seus principais nomes. Isso não é detalhe. Isso é identidade. É a prova de que o clube não depende apenas de estrelas, mas de uma estrutura emocional que o sustenta nos momentos críticos. Ou seja, uma condição que, por muito tempo, parecia abalada — e que agora dá sinais claros de reconstrução.</p>



<p class="has-medium-font-size">Desde a vitória por 3 a 0 no Santiago Bernabéu, no jogo de ida contra o Manchester City, o Real Madrid engatou uma sequência de cinco vitórias consecutivas. Entre elas, um triunfo no dérbi contra o Atlético de Madrid, que reforça ainda mais a solidez do momento. Não se trata apenas de vencer, mas sim de como se vence. Com autoridade, com confiança, com a sensação de que o time sabe o que está fazendo — mesmo que esse “saber” não esteja necessariamente amparado por uma estrutura tática rígida.</p>



<p class="has-medium-font-size">Claro, o futuro de Álvaro Arbeloa ainda está em aberto. No Real Madrid, o presente nunca garante o amanhã. Resultados continuam sendo a moeda mais forte para a permanência do jovem treinador de 43 anos de idade. Mas há algo que ele conquistou nas últimas semanas que nenhum contrato pode assegurar: legitimidade. Algo que, em Madrid, vale tanto quanto títulos — pelo menos no curto prazo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque no fim das contas, o que Arbeloa fez até aqui não foi apenas ganhar jogos. Foi mudar o clima. Foi transformar um ambiente carregado em um espaço mais leve. Foi devolver aos jogadores a sensação de liberdade. E, ao fazer isso, reacendeu algo que parecia adormecido: o espírito competitivo de um dos maiores clubes da história. E quando o Real Madrid reencontra esse espírito, o futebol europeu, inevitavelmente, precisa se preparar.</p>
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		<title>A montanha-russa do Real Madrid e o preço das escolhas equivocadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 13:58:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro Arbeloa]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Espanhol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-2026 do Real Madrid é uma montanha-russa que parece não encontrar trilhos. Quando a equipe dá sinais de reação, a realidade a puxa de volta para o chão. A classificação dramática diante do Benfica nos playoffs da Champions League, após ter perdido a vaga direta justamente para os portugueses na fase de liga, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-2026 do Real Madrid é uma montanha-russa que parece não encontrar trilhos. Quando a equipe dá sinais de reação, a realidade a puxa de volta para o chão. A classificação dramática diante do Benfica nos playoffs da Champions League, após ter perdido a vaga direta justamente para os portugueses na fase de liga, parecia marcar um ponto de virada. Mas no futebol de alto nível, narrativa não sustenta desempenho. Dias depois, o modesto Getafe silenciou o Santiago Bernabéu. E ali, mais do que três pontos, o que se perdeu foi credibilidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">A derrota frente o Getafe pelo placar mínimo quebrou uma sequência de 16 jogos de invencibilidade do Real Madrid contra o rival no Bernabéu. Foi também a primeira vitória de José Bordalás no estádio desde que assumiu o comando da equipe azulona. Em uma LaLiga onde cada detalhe pesa, a quarta derrota merengue após 26 rodadas mantém o clube quatro pontos atrás do Barcelona. Pode parecer administrável, com 36 pontos ainda em disputa, mas o contexto torna o cenário preocupante. Os comandados de Álvaro Arbeloa não dependem apenas de si. E isso, para a realeza da capital espanhola, é sempre desconfortável.</p>



<p class="has-medium-font-size">O dado mais alarmante talvez seja o desempenho como mandante. Duas das quatro derrotas sofridas na LaLiga aconteceram no Bernabéu, diante de Celta de Vigo e agora Getafe. O estádio que já foi símbolo de intimidação europeia e fortaleza doméstica tornou-se palco de insegurança. O Real Madrid não perdia dois jogos consecutivos no campeonato desde 2019. A derrota anterior havia sido para o Osasuna. Agora, a equipe demonstra fragilidade estrutural. Não é apenas uma questão de resultado, mas de identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">A demissão de Xabi Alonso, no meio da temporada, foi tratada como solução emergencial. Ele era apontado como o grande responsável pela irregularidade do Real Madrid. No entanto, sua saída não corrigiu os vícios coletivos. Ao contrário, escancarou que os problemas são mais profundos. O ex-treinador era apenas a face visível de um projeto mal calibrado. O fantasma não estava no banco, mas na construção do elenco e nas decisões institucionais. E isso pesa ainda mais quando falamos de um clube acostumado a ditar tendências.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">💙🔝❤ ¡El <a href="https://twitter.com/FCBarcelona_es?ref_src=twsrc%5Etfw">@FCBarcelona_es</a> amplía la ventaja esta jornada y es MÁS LÍDER de <a href="https://twitter.com/hashtag/LALIGAEASPORTS?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#LALIGAEASPORTS</a>! <a href="https://t.co/AmuASqISjU">pic.twitter.com/AmuASqISjU</a></p>&mdash; LALIGA (@LaLiga) <a href="https://twitter.com/LaLiga/status/2028606023225803237?ref_src=twsrc%5Etfw">March 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Contra o Getafe, o roteiro era previsível. José Bordalás montou uma equipe compacta, reativa, física, agressiva na marcação. Em seis minutos, sete faltas cometidas. Era o sinal claro do que viria. O Real Madrid teve a bola, mas não teve lucidez. Dos três chutes do Getafe no jogo, um entrou. Eficiência fria. Do outro lado, David Soria realizou sete defesas, mas também contou com a pouca criatividade merengue. O primeiro tempo foi pobre. No segundo, o desespero substituiu o plano.</p>



<p class="has-medium-font-size">Álvaro Arbeloa, treinador interino, ainda não demonstrou estatura para o cargo. Terminar a partida com cinco atacantes é mais um ato de desorganização do que de coragem. Faltou coordenação, faltou leitura estratégica, faltou maturidade. O Real Madrid é um clube que exige autoridade tática. Não basta conhecer o escudo; é preciso sustentar o peso dele. E o jovem treinador de 43 anos de idade, por enquanto, parece engolido na função. A camisa branca não perdoa improvisos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto isso, o Barcelona constrói sua campanha com consistência doméstica. Das quatro derrotas catalãs, todas aconteceram fora de casa. Em seus domínios, 13 jogos, 13 vitórias. Cem por cento de aproveitamento. É a regularidade que sustenta títulos. O contraste com o Real Madrid é evidente. A diferença de quatro pontos ganha proporção psicológica. Não é apenas matemática; é estabilidade contra oscilação. E campeonatos longos premiam equilíbrio.</p>



<p class="has-medium-font-size">As ausências agravam o cenário. Kylian Mbappé, artilheiro da La Liga com 23 gols, está fora por problema no tornozelo. Sua ausência retira profundidade, aceleração e definição. Jude Bellingham também ficou de fora do último compromisso. Lesões e suspensões desmontam qualquer tentativa de continuidade. Franco Mastantuono expulso, Álvaro Carreras e Dean Huijsen suspensos. O plantel parece curto para a ambição que carrega. E a temporada começa a cobrar planejamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">A próxima rodada reserva visita ao Balaídos, contra um Celta competitivo, sexta colocado na LaLiga, dono da quarta melhor defesa do campeonato. O outro oponente além do Getafe que já venceu o Real Madrid no Bernabéu. Jogar na Galícia nunca foi simples. Agora, torna-se ainda mais delicado. O ambiente externo pressiona, o interno vacila. O <em>Merengues</em> entrarão em campo com dúvidas. E quando a dúvida se instala, o futebol costuma ser impiedoso.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="in" dir="ltr">🏁 FP: <a href="https://twitter.com/realmadrid?ref_src=twsrc%5Etfw">@RealMadrid</a> 0-1 <a href="https://twitter.com/GetafeCF?ref_src=twsrc%5Etfw">@GetafeCF</a><br>⚽ 39&#39; Satriano<br>👉 <a href="https://twitter.com/emirates?ref_src=twsrc%5Etfw">@Emirates</a> <a href="https://t.co/QGBjo2DYge">pic.twitter.com/QGBjo2DYge</a></p>&mdash; Real Madrid C.F. (@realmadrid) <a href="https://twitter.com/realmadrid/status/2028592427720704157?ref_src=twsrc%5Etfw">March 2, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Como se não bastasse, a Champions League impõe um novo teste. Manchester City no horizonte, oitavas-de-final, no próprio Bernabéu. Sem Mbappé, possivelmente sem força máxima. O torneio onde o Real Madrid construiu sua mística, sua aura quase mitológica. O clube das 15 conquistas europeias sempre encontrou forças onde outros sucumbiram. Entretanto, mística não substitui organização. História inspira, mas não corre.</p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação precoce na Copa do Rei, diante do Albacete, na estreia de Álvaro Arbeloa, já havia deixado sinais claros. Um clube do tamanho do Real Madrid não pode normalizar derrotas para adversários da segunda divisão. Não pode tratar tropeços como acidentes isolados. Quando eles se acumulam, deixam de ser exceção. Tornam-se padrão. E o padrão atual é pra lá de preocupante.</p>



<p class="has-medium-font-size">O Real Madrid carrega o título de “Real” desde 1920, concedido pelo rei Alfonso XIII. Representa simbolicamente a realeza da capital espanhola. Mas realeza exige postura, estratégia, visão de longo prazo. O Santiago Bernabéu, palco de tantas remontadas épicas, hoje observa uma equipe desconectada de sua tradição competitiva. O problema não é perder. O problema é não convencer.</p>



<p class="has-medium-font-size">O presidente Florentino Pérez sempre foi visto como arquiteto de ciclos vitoriosos. Galácticos, reestruturação financeira, protagonismo global. Todavia, decisões recentes levantam questionamentos. A montagem do elenco, a troca precipitada de comando técnico, a falta de equilíbrio estrutural. O Real Madrid não está apenas vivendo uma fase ruim. Está enfrentando as consequências de escolhas estratégicas equivocadas. E, se não reagir rapidamente, poderá ver a segunda temporada consecutiva escorrer por entre os dedos sem títulos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda restam 12 rodadas. Ainda há Champions League. No entanto, a margem de erro desapareceu. O Real Madrid precisa reencontrar sua identidade antes que o título da LaLiga se torne apenas uma lembrança distante. A montanha-russa segue em movimento. Resta saber se o clube conseguirá retomar o controle dos trilhos — ou se a temporada 2025-26 ficará marcada como aquela em que a realeza perdeu o próprio trono.</p>
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		<title>Xabi Alonso se despede do Real Madrid após míseros sete meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 14:55:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Espanhol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No artigo publicado ontem (13) aqui no SoccerBlog, cujo tema foi a conquista da Supercopa por parte do Barcelona, já dizíamos que o título da competição de menor relevância do futebol espanhol não empolgava tanto o vencedor mas era capaz de conturbar o ambiente do perdedor — o equivalente aos Estaduais para nós, no Brasil. [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">No artigo publicado ontem (13) aqui no <em>SoccerBlog</em>,<a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/01/12/a-supremacia-do-barcelona-segue-intacta-na-espanha-desde-a-chegada-de-hansi-flick/"> cujo tema foi a conquista da Supercopa por parte do Barcelona</a>, já dizíamos que o título da competição de menor relevância do futebol espanhol não empolgava tanto o vencedor mas era capaz de conturbar o ambiente do perdedor — o equivalente aos Estaduais para nós, no Brasil.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, a derrota por 3 a 2 diante do Barcelona resultou na queda de Xabi Alonso em pleno mês de janeiro, uma demissão que embora surpreendente, não causou surpresa. Na realidade, também já afirmávamos aqui, seja através do Blog, seja por intermédio dos vídeos no nosso canal do YouTube, que a Supercopa seria o verdadeiro teste de fogo para garantir a sobrevivência, ou não, do ex-treinador do Bayer Leverkusen no Real Madrid.</p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, é inegável que o Real Madrid precisava de um fato concreto para promover a saída de Xabi Alonso, e o segundo vice consecutivo na Supercopa frente o maior rival serviu perfeitamente para que isso se concluísse, afinal diversos eram os indícios de que o treinador espanhol não tinha mais clima para seguir no Santiago Bernabéu, a começar pelo desentendimento junto ao craque Vinícius Júnior no primeiro <em>El Clásico</em> da temporada, quando o camisa 7 o desrespeitou por ter sido substituído e, ainda assim, o clube permaneceu ao lado do atleta. Ou seja, uma clara demonstração de que ele não tinha o respaldo da diretoria.</p>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="403" data-id="114831" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/01/134106227926637144-6-e1768313138472.jpg" alt="" class="wp-image-114831"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Embora descontente, Vinícius Júnior foi o quarto jogador do Real Madrid com a maior minutagem durante a passagem de Xabi Alonso, registrando 2.480&#8242; minutos em ação sob a liderança do treinador espanhol.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A reclamação pública de Federico Valverde por atuar improvisado como lateral-direito também demonstrava que o estrelado vestiário madridista não se mostrava dividido com o trabalho de Xabi Alonso, o que é fruto da má gestão de grupo do jovem treinador de 44 anos de idade, em especial no que diz respeito ao controle de minutos dos jogadores, a exemplo de Franco Mastantuono, que iniciou a temporada como uma das principais peças no time titular e, do nada, perdeu espaço nos últimos meses. Ademais, o mesmo se estende a Arda Guler.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, é óbvio que a insatisfação do plantel não era unânime e, certamente, um dos jogadores que apoiavam Xabi Alonso era o principal destaque do Real Madrid na temporada, Kylian Mbappé, artilheiro e líder de participação em gols dos <em>Merengues</em>, que evoluiu ainda mais sob o comando do sucessor de Carlo Ancelotti, a julgar pelos com 29 gols e quatro assistências do atacante francês, ao longo das 25 aparições no período.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Real Madrid</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Xabi Alonso</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Jogos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">34</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">V-E-D</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">24-4-6</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Gols Marcados (média)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">72 (2,12)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Gols Sofridos (média)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">38 (1,12)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Aproveitamento</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">74,5%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, a estremecida relação com os jogadores colaborou demasiadamente para que as ideias de Xabi Alonso não emplacassem no Real Madrid, tendo em vista que a filosofia de jogo que ele gostaria de implementar no time espanhol não foi vista em momento algum, isto é, um futebol baseado na intensidade, forte marcação em linha alta, pressão na recuperação pós-perda de bola, além do controle através da posse de bola, tudo isso jogando no 3-4-2-1 durante a fase ofensiva, e no 5-4-1 na defensiva. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, um modelo similar ao do Bayer Leverkusen, campeão da tríplice coroa alemã com Xabi Alonso há dois anos. Aliás, isso explica porque ele disse na primeira entrevista concedida como treinador do Real Madrid que esperava um futebol elétrico no estilo Rock and roll, quer dizer, uma abordagem completamente oposta em comparação aos antecessores Zinedine Zidane e Carlo Ancelotti, ambos adeptos do 4-3-3, priorizando mais o lado defensivo e rápidas transições.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, sem jogadores com o perfil necessário para fazer a engrenagem funcionar, Xabi Alonso precisou se adaptar ao Real Madrid, tanto é que ele armou a defesa com uma linha de quatro homens na grande maioria dos jogos por não ter zagueiros construtores como nos tempos de Bayer Leverkusen, com Odilon Kossounou, Edmond Tapsoba e Piero Hincapié, nenhum volante líder, destruidor e criador de jogadas igual a Granit Xhaka, tampouco alas agudos como Jeremie Frimpong e Alejandro Grimaldo, e meias capazes de ajudar tanto na defesa quanto no ataque, como eram os casos de Florian Wirtz e Jonas Hofmann.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="114835" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/01/134106227926637144-7-e1768313549702.jpg" alt="" class="wp-image-114835"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O esquema mais vezes utilizado por Xabi Alonso no Real Madrid foi o 4-2-3-1, em 12 oportunidades, seguido dos: 4-3-3 (9); 4-4-2 (6), 4-3-2-1 (2); 3-5-2 (2); 3-4-3 (2); e do 4-1-4-1 (1). </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, Xabi Alonso deixou o Real Madrid após míseros 34 jogos e, detalhe: assinalando exatamente o mesmo número de triunfos, empates e reveses de Hansi Flick no mesmo recorte de partidas à frente do Barcelona. Portanto, um claro sinal de que a cúpula diretiva madridista, definitivamente, não confiava no treinador, algo que se constata também ao levarmos em consideração que ele se despediu do clube registrando uma elevada média de 70,6% de taxa de vitórias, nada menos que a quinta maior até hoje.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, ao mesmo tempo que a saída de Xabi Alonso foi anunciada, o Real Madrid informou que Álvaro Arbeloa será o seu substituto até o término da temporada. Assim, os <em>Merengues</em> repetem o mesmo movimento feito há exatos dez anos. Na ocasião, Zinedine Zidane era promovido de forma interina subindo como uma aposta do RM Castilla, também no mês de janeiro, para assumir o posto de Rafa Benítez. O final da história todos nós sabemos!</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Comunicado Oficial: Álvaro Arbeloa.</p>&mdash; Real Madrid C.F. (@realmadrid) <a href="https://twitter.com/realmadrid/status/2010763454571847767?ref_src=twsrc%5Etfw">January 12, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Decerto, Álvaro Arbeloa tem a seu favor o calendário tranquilo do Real Madrid até meados de fevereiro com enfrentamentos ante Albacete, pelas oitavas-de-final da Copa do Rei, Levante, Villarreal, Rayo Vallecano e Valencia, todos pela LaLiga, além das duas rodadas finais da fase de liga da Champions League contra o Monaco, no Santiago Bernabéu, e a visita ao Benfica na capital portuguesa. </p>



<p class="has-medium-font-size">E curiosamente, Álvaro Arbeloa foi apresentado como novo reforço do Real Madrid junto com Xabi Alonso em 24 de agosto de 2009, os dois vindos do Liverpool naquela oportunidade. Foram cinco anos defendendo as cores do clube, marcados por uma estreita amizade envolvendo até familiares, bem como pelas conquistas de importantes títulos, dentre os quais se destaca a Champions League na temporada 2013-14. Todavia, ontem a trajetória dos ex-companheiros também de seleção espanhola foi interrompida de maneira bastante precoce em Valdebebas. </p>



<p class="has-medium-font-size">Sim, o futebol é, por vezes, cruel e isento de compaixão, de modo que até a agenda do Real Madrid foi avaliada para definir a demissão de Xabi Alonso, que dá adeus ao Santiago Bernabéu muito menor do que quando chegou no começo da temporada, e cedendo o lugar ao amigo que terá a primeira chance de assumir um grande time fora das quatro linhas.</p>
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		<title>As fichas de Xabi Alonso estão se esgotando no Real Madrid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 18:49:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A única vitória conquistada pelo Real Madrid nos últimos cinco compromissos já é um motivo pra lá de razoável para abalar as estruturas do Santiago Bernabéu, acima de tudo porque o mais recente empate contra o Girona resultou aos Merengues a perda da liderança da LaLiga, agora ocupada pelo rival Barcelona. Desta maneira, por mais [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A única vitória conquistada pelo Real Madrid nos últimos cinco compromissos já é um motivo pra lá de razoável para abalar as estruturas do Santiago Bernabéu, acima de tudo porque o mais recente empate contra o Girona resultou aos <em>Merengues</em> a perda da liderança da LaLiga, agora ocupada pelo rival Barcelona.</p>



<p class="has-medium-font-size">Desta maneira, por mais curto que seja esse recorte ele serve exatamente como termômetro para medirmos a pressão que assola o Real Madrid e, em especial, o técnico Xabi Alonso, que agora não tem mais a primeira colocação da LaLiga para se sustentar em meio ao início aquém das expectativas no clube espanhol, tendo a campanha na Champions League como a última &#8220;ficha&#8221; restante no momento.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que a sequência negativa do Real Madrid teve início a partir da derrota diante do Liverpool, na qual placar de 1 a 0 não correspondeu ao amplo domínio por parte dos ingleses em Anfield. De lá pra cá, foram meros empates com Rayo Vallecano (0x0), Elche (2&#215;2) e Girona (1&#215;1), além da vitória sobre o Olympiacos (4&#215;3), em Atenas, que ao menos, momentaneamente, amenizou o clima de tensão no clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, não são os resultados que mais preocupam os torcedores madrididistas, mas sim o futebol praticado pelos <em>Merengues</em>. Prestes a completar os primeiros seis meses à frente do Real Madrid, Xabi Alonso ainda não conseguiu replicar o trabalho tão autoral desenvolvido no Bayer Leverkusen, tampouco construir uma identidade de jogo ao time madrilenho, algo que já era de se presumir mediante ao pouquíssimo tempo no clube, bem como a enorme mudança tática implementada por ele.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, isso explica porque muitos jogadores não se mostram confortáveis em suas respectivas funções e, consequentemente, Xabi Alonso vem travando embates com alguns deles como Federico Valverde e Vinícius Júnior, afinal o elenco ainda não tem conviccção nas ideias do novo treinador que também não se ajuda, seja por conta das escalações e substituições feitas no decorrer das partidas, seja por intermédio da rotação da equipe.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="113740" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/12/134083241464562418-6-e1764773065399.jpg" alt="" class="wp-image-113740"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Xabi Alonso coleciona 18 vitórias, 4 empates e três derrotas em 25 jogos sob a liderança do Real Madrid, registrando 77,3% de aproveitamento através desta performance. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, a hipotética demissão de Xabi Alonso não é cogitada pelos lados do Santiago Bernabéu, visto que a diretoria madridista entende que o jovem treinador de 44 anos de idade precisa de tempo e de novos reforços para repetir o sucesso alcançado no Bayer Leverkusen. Não à toa, é provável que o Real Madrid se movimente na janela de transferências de janeiro, o que é bastante incomum em se tratando dos <em>Merengues</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, tão anormal que o Real Madrid não contratou nenhum defensor nem mesmo quando Carlo Ancelotti perdeu os zagueiros Éder Militão e David Alaba, além do lateral Dani Carvajal no primeiro semestre da temporada passada. Seja como for, uma condição que mudou completamente a partir da chegada de Xabi Alonso no meio do ano, vide o 167,5 milhões de euros investidos nas contratações de Dean Huijsen, Álvaro Carreras, Franco Mastantuono e Trent Alexander-Arnold.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, o principal reforço solicitado por Xabi Alonso acabou não sendo contratado, como era o caso de Martín Zubimendi, que preferiu defender as cores do Arsenal após deixar a Real Sociedad. À vista disso, o Real Madrid entende que precisa de outros jogadores que se enquadrem nas características de jogo do ex-treinador do Bayer Leverkusen para que este novo sistema tático realmente se consolide a ponto de render os frutos esperados.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="113782" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/12/134083241464562418-7-e1764787555287.jpg" alt="" class="wp-image-113782"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Kylian Mbappe é único o destaque positivo do Real Madrid, de Xabi Alonso. São 23 gols em 19 jogos disputados pelo atacante francês na temporada 2025-26.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, antes de pensar em novas aquisições o Real Madrid planeja negociar alguns atletas a fim de equilibrar a balança referente a compras e vendas. Por este motivo, já é certo que Endrick será emprestado ao Lyon até o final da temporada, ao passo que Fran Garcia, Dani Ceballos e Rodrygo também poderão entrar na lista de transferíveis, porém todos de forma definitiva devido ao péssimo custo-benefício representado pelo baixo aproveitamento e o alto salário do trio. Para se ter uma ideia, o brasileiro acumula 30 jogos sem balançar as redes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, um zagueiro está na mira do Real Madrid, visto que os contratos de Antonio Rudiger, de 32 anos, e David Alaba, de 33, terminam no meio do ano que vem, e dentre eles é praticamente certo que o austríaco não continuará no clube. Diante deste cenário, rumores dão conta de que Ibrahim Konaté, Marc Guéhi e Dayot Upamecano podem desembarcar na capital espanhola já no mês de janeiro, uma vez que o vínculo de todos também se encerra em 2026.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, há um consenso sobre a necessidade do Real Madrid trazer um meio-campista capaz de controlar o ritmo do jogo, na realidade uma carência que se vê desde as saídas de Toni Kroos no ano anterior, e Luka Modric há cinco meses. E com o fracasso na negociação envolvendo Martín Zubimendi, o principal alvo madridista passou a ser Adam Wharton, do Crystal Palace, enquanto Kees Smit, do AZ Alkmaar, aparece como a segunda alternativa.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer modo, resta saber se com as possíveis vindas de um zagueiro e de um meio-campista com capacidade de construção de jogo, a engrenagem do Real Madrid, enfim, funcionará sob a batura de Xabi Alonso, cujas fichas estão se esgotando no Santiago Bernabéu. </p>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size"></p>
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		<title>Os dilemas de Xabi Alonso em meio ao futuro, já incerto, no Real Madrid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 13:51:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ao desembarcar na capital espanhola na metade do ano, Xabi Alonso encavara o enorme desafio de trocar a idolatria no Bayer Leverkusen pela incerteza de suceder Carlo Ancelotti no comando técnico do Real Madrid, apesar da forte identificação junto ao clube pelo qual brilhou atuando no meio-campo ao lado de Luka Modric e Toni Kroos, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Ao desembarcar na capital espanhola na metade do ano, Xabi Alonso encavara o enorme desafio de trocar a idolatria no Bayer Leverkusen pela incerteza de suceder Carlo Ancelotti no comando técnico do Real Madrid, apesar da forte identificação junto ao clube pelo qual brilhou atuando no meio-campo ao lado de Luka Modric e Toni Kroos, entre 2009 e 2014.</p>



<p class="has-medium-font-size">E a caminhada de Xabi Alonso se tornou ainda mais longa e árdua pelo fato do jovem treinador de 43 anos de idade implementar uma filosofia de jogo totalmente diferente no Real Madrid, baseada numa abordagem posicional, intensa, dinâmica, com marcação em linha alta, pressão pós-perda, e que visa o controle através da posse de bola. Em outras palavras, a intenção foi reproduzir no Santiago Bernabéu o sistema que funcionou tão bem no Bayer Leverkusen, a ponto de conduzí-lo à conquista da tríplice coroa alemã na temporada retrasada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, outra significativa mudança esperada no Real Madrid seria na estruturação tática do time, tendo em vista que Xabi Alonso é adepto a um sistema com três zagueiros. Todavia, embora os <em>Merengues</em> tenham se reforçado com as chegadas de Trent Alexander-Arnold, Álvaro Carreras, Dean Huijsen e Franco Mastantuono — que por característica tornariam a execução do 3-4-2-1 completamente plausível —, o ex-treinador do Bayer Leverkusen utilizou formações com linha de quatro defensores em TODAS as 16 partidas disputadas até o momento na temporada, incluindo tanto a LaLiga quanto a Champions League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Real Madrid de Xabi Alonso 25/26:<br><br>👕 16 partidos<br>✅ 13 victorias<br>❌ 2 derrotas<br>🟰 1 empate<br>⚽️ 34 goles marcados<br>🥅 12 goles encajados <br>🔒 8 porterías a cero<br>🥇 Líder La Liga con 3 puntos de diferencia<br>🌟 3 ganados de 4 en Champions League <a href="https://t.co/O4V55I9Fvk">pic.twitter.com/O4V55I9Fvk</a></p>&mdash; MT2 (@madrid_total2) <a href="https://twitter.com/madrid_total2/status/1987901057838567438?ref_src=twsrc%5Etfw">November 10, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, passados os primeiros cinco meses de Xabi Alonso no Real Madrid, já é difícil imaginá-lo tendo um futuro longo no clube. Apesar da liderança na LaLiga com três pontos de vantagem sobre o vice-colocado Barcelona, além da sétima posição na tabela da fase de liga da Champions League, que o mantém dentre os oito melhores que avançam diretamente às oitavas-de-final, a realidade é que o treinador espanhol enfrenta um obstáculo jamais vivido na carreira: domar o estrelado vestiário madridista.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, isso ficou escancarado na vitória do Real Madrid sobre o Barcelona por 2 a 1, um resultado que tinha tudo para ser festejado depois das quatro derrotas nos quatro <em>El Clásicos</em> da temporada anterior. Em contrapartida, o que se viu no Santiago Bernabéu foi Vinícius Júnior deixar o campo extremamente revoltado e xingando o próprio treinador no instante em que foi substituído por Rodrygo, aos 27 minutos da etapa final.</p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, a insatisfação de Vinícius Júnior não nasceu naquele exato momento, na verdade a explosão é resultado do acumulo de descontentamento que já vem há tempos. É inegável que em qualquer clube deve existir hierarquia e respeito, por essa razão o ato do jogador brasileiro foi absolutamente inaceitável. Por outro lado, é necessário compreender que tratou-se da reação a uma ação gerada pelo próprio Xabi Alonso ao controlar tão mal a minutagem do elenco do Real Madrid, tanto é que até essa última Data Fifa do ano, por exemplo, o camisa 7 acumula 1.139&#8242; minutos em campo, sendo o sexto do plantel na temporada com maior rodagem.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="113065" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/11/134056961360593197-12-e1762965222558.jpg" alt="" class="wp-image-113065"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Embora Vinicius Júnior tenha disputado os 16 jogos do Real Madrid na temporada, ele terminou apenas cinco destas partidas sem ser substituído.</strong> <strong>São 5 gols e 4 assistências no período, tudo pela LaLiga.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, se trouxermos Rodrygo e Endrick para este mesmo assunto a situação se agrava. Não à toa, o ex-jogador do Palmeiras vem acertando os últimos detalhes para efetivar o empréstimo ao Lyon no segundo semestre da temporada, algo que ele já deveria ter feito no meio do ano projetando a Copa do Mundo de 2026. De qualquer maneira, é natural que o grupo reaja de forma negativa com esse tipo de administração de minutos, especialmente quando ela é feita por um treinador de perfil frio como Xabi Alonso.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, é importante destacar que os atletas do Real Madrid estavam acostumados a uma condução leve e harmoniosa com Zinedine Zidane e Carlo Ancelotti, o que torna a missão de Xabi Alonso mais complicada, pois além da parte de relacionamento, existe o ponto do jogo mais físico e combativo em campo, ou seja, atributos que a maioria dos jogadores não gostam mas, ainda assim exercem, quando compram as ideias do treinador, o que não parece ser o caso no clube espanhol.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, isso explica porque Federico Valverde reclamou publicamente ao ser deslocado por Xabi Alonso para a lateral-direita nos períodos das ausências de Trent Alexander-Arnold e Dani Carvajal, uma oposição que jamais ocorreu durante a segunda passagem de Carlo Ancelotti pelo Real Madrid. Soma-se a isso, o pedido de desculpa de Vinícius Júnior depois do <em>El Clásico</em> através das redes sociais, citando os companheiros, a diretoria, os profissionais do clube, a torcida, porém não mencionando o treinador da equipe em nenhuma parte da nota.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Hoy quiero pedir disculpas a todos los madridistas por mi reacción al ser sustituido en el Clásico.<br><br>Así como ya lo he hecho en persona durante el entrenamiento de hoy, también quiero pedir disculpas nuevamente a mis compañeros, club y presidente.<br><br>A veces la pasión me gana por…</p>&mdash; Vini Jr. (@vinijr) <a href="https://twitter.com/vinijr/status/1983508825849114975?ref_src=twsrc%5Etfw">October 29, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a sensação é a de que apenas os resultados estão favorecendo Xabi Alonso, ainda que o Real Madrid venha de uma derrota diante do Liverpool e um empate com o Rayo Vallecano nos últimos dois jogos, o que já é suficiente para gerar uma pequena crise no Santiago Bernabéu, considerando também o futebol pouco convincente apresentado na temporada. Por este motivo, dúvidas começam a surgir no clube, a desconfiança aumenta e um terreno fértil se constitui, munindo somente vertentes destrutivas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, com margem para melhorar é fundamental que Xabi Alonso gerencie três variáveis essenciais para resistir no instável banco madridista: a primeira, não se preocupar com o clima em torno do Real Madrid, onde a pressão e críticas são constantes, e as semanas equivalem a uma única temporada; a segunda, gerenciar os egos do vestiário, lidando com as peculiaridades de cada um dos seus jogadores; e por último, se manter fiel às convicções que o consagraram no Bayer Leverkusen.</p>



<p class="has-medium-font-size">Só assim Xabi Alonso conquistará inflûencia sobre os jogadores e, como resultado, espantará todos os rumores envolvendo o seu futuro já incerto no Real Madrid. Caso contrário, o que virá à tona é a questão da falta de comunicação, seguida das escolhas equivocadas na escalação da equipe, das más substituições nas partidas e, com mais uma derrota, caso ela venha em breve, uma crise completa assolará o Santiago Bernabéu intensificada por sua demissão.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, só resta saber qual destes caminhos será trilhado por Xabi Alonso. A resposta virá ao longo da temporada. A ver!</p>
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		<title>Começou a caminhada do renovado Real Madrid, de Xabi Alonso, na Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 16:48:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As quatro vitórias conquistadas nas quatro primeiras rodadas da LaLiga não representavam nada antes da estreia do Real Madrid na Champions League, este sim considerado o verdadeiro ínicio do novo ciclo madridista sob o comando de Xabi Alonso. Por sinal, o retrospecto negativo de três partidas seguidas sem vitórias na Champions League devido ao revés [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">As quatro vitórias conquistadas nas quatro primeiras rodadas da LaLiga não representavam nada antes da estreia do Real Madrid na Champions League, este sim considerado o verdadeiro ínicio do novo ciclo madridista sob o comando de Xabi Alonso.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, o retrospecto negativo de três partidas seguidas sem vitórias na Champions League devido ao revés diante do Atlético de Madrid no jogo de volta das oitavas-de-final, além das derrotas frente o Arsenal nas quartas-de-final da edição passada do torneio continental, aumentavam ainda mais a pressão sobre o Real Madrid antes da bola rolar contra o Olympique de Marselha no Santiago Bernabéu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que Xabi Alonso desembarcou na capital espanhola neste meio de ano tendo a dificílima missão de começar uma nova era no Real Madrid após as gloriosas passagens de Zinedine Zidane e Carlo Ancelotti pelo clube, lembrando que o treinador espanhol fez parte da primeira dessas históricas gerações campeã europeia na temporada 2013-14, atuando no meio-campo ao lado de Toni Kroos e Luka Modric.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🚨| Real Madrid sob o comando de Xabi Alonso: <br><br>🏟️ 12 jogos <br>✅ 10 vitórias <br>❌ 1 derrota (PSG)<br>⭕️ 1 empate (AL-HILAL) <br><br>Na temporada 2025/26, o time segue invicto com 5 vitórias em 5 jogos. <a href="https://t.co/PXlAGDjImO">pic.twitter.com/PXlAGDjImO</a></p>&mdash; MADRIDISTAS 🇧🇷 (@MADRlDISTAS) <a href="https://twitter.com/MADRlDISTAS/status/1968063836751303142?ref_src=twsrc%5Etfw">September 16, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



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<p class="has-medium-font-size">No entanto, embora a maior parte da segunda geração ainda esteja em ação defendendo as cores do Real Madrid, agora sob a liderança de Xabi Alonso, o diferente modelo de jogo do ex-treinador do Bayer Leverkusen acabou fazendo com que um trabalho do zero fosse iniciado no clube madrilenho, tendo em vista que ele é adepto a um futebol ofensivo, de alta rotação e marcação pressão na saída de bola do adversário, ao contrário dos antecessores Zinedine Zidane e Carlo Ancelotti, que preferiam atuar em bloco médio, a fim de atrair o adversário e progredir ao ataque através de rápidas trocas de passes, num estilo mais posicional. </p>



<p class="has-medium-font-size"> Ademais, a formação com três zagueiros foi utilizada por Xabi Alonso naquele memorável 2024 da inédita tríplice coroa alemã do Bayer Leverkusen, o que deixou a sensação de que ele usaria o mesmo esquema no Real Madrid. Todavia, a realidade é que os <em>Merengues</em> seguem jogando com quatro homens na defesa, mas já apresentando a filosofia do jovem treinador de 43 anos de idade, a começar pelo posicionamento dos dez jogadores de linha quase o tempo todo no campo oposto, pressionando o adversário para recuperar a bola o mais próximo possível do seu próprio gol na fase defensiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">Já ofensivamente, o volante Aurélien Tchouaméni fica centralizado entre os zagueiros Éder Militão e Dean Huijsen dando proteção caso o time perca a bola, compondo assim uma linha de três defensores na linha do meio-campo, enquanto todas as demais peças se lançam ao ataque, com os laterais Álvaro Carreras avançando de maneira aguda pela esquerda, ao passo Trent Alexander-Arnold fazendo a diagonal na maioria das vezes, e construindo o jogo por dentro, deixando o lado direito para Franco Mastantuono explorar juntamente com Federico Valverde. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por essa razão a funcionalidade do sistema de jogo de Xabi Alonso depende totalmente da constante movimentação por parte dos atletas, algo que Kylian Mbappé assimilou muito bem, pois embora escalado para jogar como referência no ataque o craque francês atua de modo bastante móvel caindo tanto pela direita quanto pela esquerda, não somente abrindo espaços ou puxando a marcação dos oponentes, como também servindo como opção para tabelas e infiltrações. Não à toa, o novo camisa 10 madridista já balançou as redes 6 vezes em cinco jogos disputados até aqui na temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">     </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="399" data-id="111230" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/09/30-2-e1758121567384.jpg" alt="" class="wp-image-111230"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Kylian Mbappé precisou de 64 jogos para alcançar a marca de 50 gols com a camisa do Real Madrid. Foram 44 tentos assinalados na temporada passada, contra seis na atual. </strong></figcaption></figure>
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<p class="has-medium-font-size">  </p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, no jogo ante o Olympique de Marselha, Rodrygo começou entre os titulares do Real Madrid por cumprir funções defensivas com maior efetividade em comparação a Vinicius Júnior. Na visão de Xabi Alonso, ambos jogam exatamente na mesma posição como pontas-esquerdas, o que significa que, ao neste momento, o ex-jogador do Santos começará as partidas contra adversários de maior nível técnico, onde o grau de dificuldade costuma ser maior. </p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, é óbvio que o Real Madrid ainda está distante do que Xabi Alonso idealiza, até por conta do pouco tempo de trabalho. Como resultado, o time que começa as partidas literalmente voando, acaba caindo bastante de produção no segundo tempo dos jogos, vide o exemplo da estreia na Champions League em que os espanhóis foram ao intervalo registrando o total de 18 finalizações, 4 grandes chances de gol criadas, além de um elevado índice de 2.39 gols esperados. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, no segundo tempo foram 10 arremates, uma grande oportunidade gerada e uma taxa de 1.35 gol esperado, ou seja, uma queda oriunda da perda de intensidade do Real Madrid nas etapas finais das partidas, que inclusive se tornou uma tônica nessa temporada. Portanto, Xabi Alonso precisa buscar esse equilíbrio que deve vir mediante o entrosamento e a evolução física dos jogadores, por mais que a expulsão de Dani Carvajal tenha afetado o rendimento dos <em>Merengues</em> na rodada inicial da Champions League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, outro problema que precisa ser corrigido por Xabi Alonso diz respeito à parte disciplinar dos jogadores, isso porque o encontro com o Olympique de Marselha foi o segundo seguido em que o Real Madrid teve jogadores expulsos, a julgar que Dean Huijsen recebeu o cartão vermelho na partida anterior frente a Real Sociedad em San Sebastián, que também terminou com o triunfo dos madridistas por 2 a 1. </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, apesar da grande mudança na parte tática e estrutural do jogo, o Real Madrid lidera a LaLiga com 100% de aproveitamento, e conseguiu uma importantíssima vitória na estreia da Champions League, de virada, após atuar mais de 25 minutos com um jogador a menos em campo. Quer dizer, um resultado que deve ser exaltado na temporada seguinte a péssima campanha dos espanhóis na fase de liga da competição, na qual somar pontos é fundamental para avançar diretamente às oitavas-de-final, sobretudo atuando em seus domínios.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, o botão de <em>start</em> foi, finalmente, apertado por Xabi Alonso no Real Madrid!</p>
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