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	<title>Mikel Arteta- SoccerBlog</title>
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	<title>Mikel Arteta- SoccerBlog</title>
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		<title>Arsenal campeão inglês após 22 anos: o título que consagra o processo de Arteta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 19:25:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após longos 22 anos de espera, o Arsenal voltou ao topo do futebol inglês. Desde a histórica conquista invicta da temporada 2003-04 sob o comando de Arsène Wenger, os Gunners não sabiam o que era levantar novamente a taça da Premier League. Foram mais de duas décadas convivendo com frustrações, reconstruções, eliminações dolorosas e, principalmente, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Após longos 22 anos de espera, o Arsenal voltou ao topo do futebol inglês. Desde a histórica conquista invicta da temporada 2003-04 sob o comando de Arsène Wenger, os <em>Gunners</em> não sabiam o que era levantar novamente a taça da Premier League. Foram mais de duas décadas convivendo com frustrações, reconstruções, eliminações dolorosas e, principalmente, a sombra constante dos rivais de Manchester e Liverpool. </p>



<p class="has-medium-font-size">Desta vez, porém, pouco importou se o futebol apresentado pela equipe londrina esteve longe do brilho artístico daquela geração dos “Invincibles”. O torcedor do Arsenal queria apenas voltar a ser campeão inglês. E conseguiu. Mesmo através de um futebol mais pragmático, conservador e extremamente competitivo, os <em>Gunners</em> finalmente encerraram um dos maiores jejuns de sua história recente.</p>



<p class="has-medium-font-size">O contraste entre o Arsenal campeão de 2004 e o Arsenal campeão de 2026 é gigantesco dentro das quatro linhas. O time de Arsène Wenger encantava o mundo com transições rápidas, ataques envolventes e um futebol ofensivo praticamente irreproduzível na Premier League moderna. Já a equipe de Mikel Arteta construiu sua força de outra maneira. Esteticamente, os <em>Gunners</em> não empolgam e não atingiram nem de longe o nível técnico apresentado pelo Manchester City de Guardiola em suas temporadas mais dominantes. Ainda assim, eles foram eficientes, maduros e extremamente preparados para competir ao longo de 38 rodadas. A beleza em campo acabou ficando em segundo plano diante da obsessão por resultados e consistência combativa.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja justamente aí que esteja o grande mérito desse título inglês. O Arsenal entendeu que, para voltar a ser campeão inglês, precisaria aprender a sofrer, competir e vencer jogos mesmo sem brilho. O time de Mikel Arteta transformou as bolas paradas em uma de suas principais armas ofensivas, construiu uma defesa absolutamente sólida e aprendeu a controlar emocionalmente partidas difíceis. Não era mais uma equipe inocente, vulnerável ou excessivamente romântica como nos tempos de Arsène Wenger. Trata-se de uma versão mais fria, mais física e mentalmente preparada para suportar a pressão de disputar um campeonato tão desgastante quanto a Premier League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">The Arsenal. Your Premier League champions. <a href="https://t.co/gNnfzesrhP">pic.twitter.com/gNnfzesrhP</a></p>&mdash; Arsenal (@Arsenal) <a href="https://twitter.com/Arsenal/status/2056833519460999375?ref_src=twsrc%5Etfw">May 19, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O trabalho de Mikel Arteta merece enorme valorização porque representa a consolidação de um processo. Desde sua chegada ao clube em 2019, o treinador espanhol jamais fez o Arsenal andar para trás. Houve paciência da diretoria, confiança institucional e uma clara ideia de reconstrução. Os londrinos saíram de campanhas decepcionantes terminando em oitavo lugar para uma lenta e constante evolução. Primeiro veio a classificação para competições europeias, depois a volta à Champions League, posteriormente os três vice-campeonatos consecutivos na Premier League e, enfim, agora, o tão sonhado título inglês. Em uma era onde treinadores são demitidos rapidamente diante da menor oscilação, Arteta sobreviveu à pressão e foi recompensado com a principal conquista doméstica do futebol inglês.</p>



<p class="has-medium-font-size">A evolução do Arsenal nas competições europeias também evidencia claramente o amadurecimento do projeto esportivo. Na Champions League, o clube foi quadrifinalista, depois semifinalista e agora chega à decisão continental diante do Paris Saint-Germain em Budapeste. Não se trata de coincidência. Os ingleses deixaram de ser um participante comum do torneio para tornar-se uma potência competitiva novamente no cenário europeu. O time ganhou experiência internacional, aprendeu a disputar jogos grandes e perdeu o medo de enfrentar gigantes do continente. O título da Premier League acaba funcionando quase como uma consequência natural dessa evolução esportiva construída nos últimos anos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Evidentemente, o investimento financeiro realizado pela diretoria também precisa ser destacado. O Arsenal gastou muito dinheiro para montar esse elenco e não há qualquer problema em reconhecer isso. Afinal, grandes equipes exigem grandes investimentos. Na atualidade, talvez os <em>Gunners</em> possuam o elenco mais completo da Inglaterra e um dos mais fortes de toda a Europa. São poucos os clubes do continente capazes de apresentar dois jogadores de altíssimo nível em todas as posições. Essa profundidade foi fundamental para suportar lesões, rotações e o desgaste provocado pela disputa simultânea da Premier League e da Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">A montagem do plantel foi extremamente inteligente. O Arsenal conseguiu unir juventude, intensidade física, técnica e experiência competitiva. Jogadores que cresceram junto com o projeto acabaram atingindo maturidade exatamente no momento em que o clube precisava dar o salto definitivo rumo ao título inglês. Além disso, Mikel Arteta conseguiu formar uma identidade coletiva muito forte. Mesmo quando peças importantes ficaram ausentes em determinados momentos da temporada, o desempenho da equipe não sofreu quedas drásticas. Isso demonstra o quanto os <em>Gunners</em> tornaram-se um time verdadeiramente estruturado e não apenas dependente de individualidades.</p>



<p class="has-medium-font-size">Defensivamente, o Arsenal foi provavelmente a equipe mais consistente da Premier League ao longo da temporada. A organização sem a bola virou uma marca registrada do time londrino. O sistema defensivo funcionou de maneira extremamente coordenada, protegendo bem sua área e concedendo poucas oportunidades aos adversários. Em vários momentos, os <em>Gunners</em> venceram partidas sem necessariamente dominar tecnicamente seus rivais, mas impondo enorme controle na defesa. Em campeonatos de pontos corridos, essa regularidade costuma fazer toda diferença. E foi exatamente isso que aconteceu ao longo dessa campanha vitoriosa.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Mikel Arteta and his <a href="https://twitter.com/Arsenal?ref_src=twsrc%5Etfw">@Arsenal</a> side have reached the pinnacle 🥇 <a href="https://t.co/BLxONRFpFa">pic.twitter.com/BLxONRFpFa</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/2057110345257296008?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O desempenho dentro do Emirates Stadium também acabou sendo decisivo para a conquista da Premier League. O Arsenal transformou sua casa em uma verdadeira fortaleza. A equipe não perdeu nenhum jogo diante de adversários posicionados da sétima colocação para baixo na tabela atuando em seus domínios. Essa consistência diante de oponentes teoricamente inferiores foi fundamental para impedir perdas de pontos bobas, algo que frequentemente custou títulos ao clube em temporadas anteriores. Os <em>Gunners</em> aprenderam a vencer jogos obrigatórios. E, muitas vezes, campeonatos são definido nesses confrontos onde a margem para tropeços praticamente não existe.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, o título acabou sendo confirmado graças a um tropeço do Manchester City diante do Bournemouth. O empate do City permitiu ao Arsenal abrir vantagem suficiente para conquistar a Premier League com uma rodada de antecedência. E existe até um simbolismo nisso. Afinal, os próprios <em>Cherries</em> haviam tirado pontos do Arsenal na reta final da competição. Naquele momento, muitos chegaram a imaginar que aquele tropeço poderia custar caro aos <em>Gunners</em>. No entanto, semanas depois, o mesmo resultado acabou prejudicando também os <em>Citizens</em> e ajudando indiretamente na confirmação da taça aos londrino.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">+ títulos na Liga 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿:<br>20 Liverpool<br>19 Man. United<br>14 Arsenal⬆ <br>10 Man. City<br>9 Everton<br><br>+ títulos na 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Premier League (desde 1992/93):<br>13 Man. United<br>8 Man. City<br>5 Chelsea<br>4 Arsenal⬆ <br>2 Liverpool <a href="https://t.co/n7QiT2aDV1">pic.twitter.com/n7QiT2aDV1</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2057055448826589234?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Esse aspecto evidencia outro ponto importante da campanha do Arsenal: o time soube sobreviver aos tropeços naturais de uma temporada longa. Nenhum campeão vence todos os jogos ou atravessa 38 rodadas sem oscilações. A diferença é que os <em>Gunners</em> não permitiram que pequenas perdas de pontos se transformassem em colapsos emocionais, algo que havia acontecido em temporadas passadas. A equipe demonstrou maturidade psicológica para reagir rapidamente às dificuldades e seguir acumulando vitórias importantes. Esse talvez tenha sido um dos maiores avanços do trabalho de Mikel Arteta.</p>



<p class="has-medium-font-size">O ambiente emocional em torno do clube também mudou completamente. Durante muito tempo, existia uma sensação de ansiedade e insegurança envolvendo o Arsenal nas disputas por títulos. Bastava uma sequência negativa para o time perder confiança e desmoronar na reta decisiva. Desta vez, porém, os <em>Gunners</em> apresentaram estabilidade emocional muito maior. O elenco demonstrou personalidade nos momentos de pressão e sustentou a liderança mesmo convivendo com a perseguição constante do Manchester City. O peso psicológico de 22 anos sem Premier League finalmente desapareceu do Norte de Londres.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez o aspecto mais perigoso para os rivais seja o fato de que este Arsenal parece estar apenas começando. Diferentemente de outras equipes campeãs que atingem o auge através de elencos envelhecidos, o Arsenal ainda possui uma base relativamente jovem e com margem de evolução. Isso significa que o clube pode permanecer competitivo por muitos anos caso consiga manter sua estrutura atual. O título inglês não parece o fim de um ciclo, mas sim o início de uma nova era extremamente promissora para os <em>Gunners</em> no cenário nacional e europeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, com o enorme peso da Premier League retirado das costas, o Arsenal volta todas as suas atenções para a decisão da Champions League contra o Paris Saint-Germain em Budapeste. A equipe já garantiu uma temporada memorável ao reconquistar o título inglês após mais de duas décadas. Porém, a possibilidade de erguer uma inédita taça europeia transforma esse momento em algo potencialmente histórico. Caso conquiste também a o torneio continental, os <em>Gunners</em> não apenas encerrarão um jejum doméstico. Estarão definitivamente consolidando uma nova era dourada sob a liderança de Mikel Arteta, recolocando o clube entre os maiores gigantes do futebol mundial.</p>
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		<title>20 anos depois, o Arsenal volta à final da Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 23:03:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vinte anos podem parecer pouco para um clube acostumado à grandeza. Mas, no futebol, duas décadas representam uma eternidade. Uma geração inteira nasce, cresce, se forma e envelhece sem jamais experimentar determinadas emoções. Foi exatamente isso que aconteceu com os torcedores do Arsenal. Desde aquela dolorosa final perdida para o Barcelona em Paris, em 2006, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Vinte anos podem parecer pouco para um clube acostumado à grandeza. Mas, no futebol, duas décadas representam uma eternidade. Uma geração inteira nasce, cresce, se forma e envelhece sem jamais experimentar determinadas emoções. Foi exatamente isso que aconteceu com os torcedores do Arsenal. </p>



<p class="has-medium-font-size">Desde aquela dolorosa final perdida para o Barcelona em Paris, em 2006, o clube londrino jamais voltou ao palco mais importante do futebol europeu. Agora, vinte anos depois, os <em>Gunners </em>reencontram o destino. No próximo dia 30, em Budapest, o Arsenal terá novamente a oportunidade de disputar uma final de Champions League. E talvez isso explique o peso emocional dessa campanha. Não é apenas sobre o jogo. É sobre memória, espera, reconstrução e pertencimento. Sobre torcedores que ouviram histórias dos <em>Invincibles</em> quando eram crianças e que agora finalmente poderão viver a própria decsião continental inesquecível.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, a temporada do Arsenal parecia destinada a ser ainda maior. Durante meses, os <em>Gunners</em> alimentaram o sonho da quádrupla coroa. Brigaram simultaneamente pela Premier League, Champions League, FA Cup e Copa da Liga. A caminhada, porém, foi cruel em alguns momentos. A eliminação para o Southampton na FA Cup doeu profundamente, sobretudo pela diferença técnica entre as equipes. Já na Copa da Liga Inglesa, o vice-campeonato diante do Manchester City serviu como mais uma lembrança de como o time de Mikel Arteta ainda precisava aprender a sobreviver em finais nacionais. </p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, o Arsenal chega ao mês de maio podendo transformar uma temporada muito boa em histórica. Porque os dois títulos mais importantes continuam ao alcance das mãos. E no futebol moderno, marcado por investimentos bilionários e projetos artificiais, poucas coisas possuem mais valor do que construir um time competitivo de forma sustentável e emocionalmente conectada à própria torcida, algo que Mikel Arteta o fez tão bem.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116760" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-11-e1778273722644.jpg" alt="" class="wp-image-116760"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A final contra o PSG será a segunda do Arsenal na história da Champions League. Na decisão anterior, em 2006, os ingleses caíram diante do Barcelona por 2 a 1 em Paris.  </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Na Premier League, o cenário é igualmente animador. O Arsenal lidera a competição com cinco pontos de vantagem sobre o Manchester City. É verdade que a equipe de Pep Guardiola possui um jogo a menos e ainda ameaça a liderança londrina. Todavia, os <em>Gunners</em> dependem apenas de si mesmos para encerrar um jejum que já dura 22 anos. Desde os <em>Invincibles</em> de Arsène Wenger, eles não sabem o que é erguer o caneco inglês. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é impossível falar desse Arsenal sem revisitar aquele time lendário da temporada 2003-04. Porque existe algo simbólico nessa conexão entre passado e presente. Arsène Wenger construiu uma equipe artística, técnica, ofensiva e imortal. Mikel Arteta, por outro lado, ergue outro diferente, mais pragmático, físico e disciplinado. Ainda assim, ambos compartilham algo essencial: a capacidade de devolver orgulho ao norte de Londres. E para uma torcida marcada por tantos anos de frustrações europeias e tropeços domésticos, isso significa absolutamente tudo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Existe, inclusive, uma coincidência extremamente simbólica envolvendo essa campanha continental. O Arsenal chega à decisão da Champions League de forma invicta. Em 14 partidas disputadas, foram 11 vitórias e apenas 3 empates. Nenhuma derrota. Algo que inevitavelmente remete à histórica campanha invicta na Premier League duas décadas atrás. Não se trata do mesmo estilo de jogo, evidentemente. Mas existe um componente psicológico muito forte em equipes que aprendem a sobreviver sob pressão sem perder. E os pupilos de Mikel Arteta desenvolveram isso ao longo da temporada. Em muitos momentos, eles não encantaram. Em outros, sofreram críticas pela maneira conservadora com que controlam os jogos. Entretanto, o futebol raramente premia somente espetáculo, mas sim maturidade mental. E foi justamente isso que os londrinos construíram no decorrer da Champions League: uma equipe fria, organizada, intensa defensivamente e absolutamente preparada para suportar ambientes hostis.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116766" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-12-e1778274437349.jpg" alt="" class="wp-image-116766"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Se vencer a Champions League, o Arsenal se juntará a Liverpool, Manchester United, <strong>Nottingham Forest,</strong></strong> <strong>Aston Villa, Chelsea e Manchester City como o sétimo inglês campeão europeu.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A última vítima do Arsenal respondeu pelo nome de Atlético de Madrid. Pois é, talvez não existisse adversário mais simbólico para medir a evolução emocional dos ingleses. O time de Diego Simeone representa há anos a essência da competitividade europeia. Um clube que transforma sofrimento em combustível e que costuma sobreviver em jogos apertados. O empate por 1 a 1 na capital espanhola deixou a semifinal completamente aberta para o confronto em Londres. E foi justo ali que os <em>Gunners</em> viveram a noite mais importante desde sua mudança de casa. Porque desde que deixou Highbury para inaugurar o moderníssimo Emirates, eles jamais haviam experimentado uma atmosfera tão poderosa quanto aquela do jogo de volta. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pela primeira vez, o Emirates Stadium pareceu carregar alma, memória e identidade euopeia. Como se, finalmente, o Arsenal tivesse transformado sua nova casa em um verdadeiro templo emocional. E o detalhe mais bonito está no autor do gol decisivo. Porque o futebol possui uma capacidade impressionante de produzir roteiros poéticos quando menos se espera. Foi Bukayo Saka, garoto criado nas categorias de base, quem marcou o gol da classificação. Um menino nascido no norte de Londres, torcedor do clube, identificado com a camisa desde a infância e formado dentro da própria estrutura dos <em>Gunners</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Bukayo Saka, aliás, merece um capítulo à parte nessa trajetória. O camisa sete chegou cercado de dúvidas para o jogo de volta contra o Atlético de Madrid. Ainda retornava de lesão e não havia atuado durante todos os 90 minutos na partida de ida. Mesmo assim, Mikel Arteta decidiu apostar no atacante desde o início do confronto em Londres. Era uma escolha arriscada. Mas talvez os grandes treinadores sejam justamente aqueles capazes de compreender o tamanho emocional de determinadas noites. Arteta entendeu que Saka precisava estar em campo. E o garoto respondeu como os grandes jogadores costumam responder: decidindo. Mais do que isso, seus números no Emirates Stadium pela Champions League impressionam. Em 14 jogos disputados no estádio pela competição continental, o camisa 7 soma 14 participações diretas em gols. São nove tents e cinco assistências. Estatísticas de protagonista absoluto, de jogador destinado a deixar marcas profundas na história do clube.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116769" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-13-e1778275135987.jpg" alt="" class="wp-image-116769"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, Bukayo Saka balançou as redes numa semifinal de Champions League pela segunda temporada consecutiva.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que Bukayo Saka teambém marcou na semifinal da edição anterior da Champions League, quando o Arsenal acabou eliminado pelo Paris Saint-Germain. Naquela ocasião, porém, o sonho terminou de forma amarga. E talvez isso torne a atual classificação ainda mais simbólica. Porque grandes equipes quase sempre precisam aprender a perder antes de finalmente vencer. Os ingleses caíram, sofreram, foi criticados e amadureceram com aquela desqualificação. Arteta utilizou aquela dor como combustível para elevar o nível competitivo do time. Não por acaso, os <em>Gunners</em> parecem hoje muito mais preparados para sobreviver aos momentos difíceis dos jogos grandes. Existe uma serenidade diferente. Uma sensação de controle emocional que faltava em temporadas anteriores. Trata-se de mais um dos méritos do treinador espanhol desde sua chegada ao norte de Londres em 2019.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mikel Arteta ainda não conquistou um título considerado verdadeiramente gigante no comando do Arsenal. E isso inevitavelmente gera desconfiança em parte da torcida e da imprensa inglesa. Afinal, o futebol costuma ser cruel com treinadores que acumulam bons trabalhos sem troféus históricos. Contudo, seria injusto ignorar a transformação promovida pelo espanhol. Quando assumiu os <em>Gunners</em>, encontrou um clube emocionalmente destruído, distante da elite europeia e sem identidade competitiva clara. Aos poucos, o ex-auxiliar de Pep Guardiola reorganizou a estrutura esportiva, recuperou a conexão com a torcida e devolveu aos londrinos a sensação de pertencimento ao topo do mundo da bola. Mais do que resultados imediatos, ele construiu cultura competitiva. E isso talvez explique por que os atuais líderes da Premier League parecem tão confortáveis em jogos grandes. Porque eles voltaram a acreditar que pertencem a esse cenário.</p>



<p class="has-medium-font-size">Claro que o estilo de jogo do Arsenal não agrada todo mundo. Há quem considere os <em>Gunners</em> excessivamente pragmáticos. Muitos preferem um estilo agressivo e ofensivo apresentado por equipes como Bayern de Munique e PSG, protagonistas de semifinais eletrizantes, repletas de gols e intensidade ofensiva. O Arsenal joga de outra forma. O time de Arteta prioriza controle, organização defensiva e eficiência. Explora muito as bolas paradas, as transições rápidas e os lançamentos longos. Em vários momentos, prefere administrar riscos a trocar golpes no ataque. E embora isso gere críticas estéticas, também explica por que os londrinos sofreram apenas seis gols em 14 partidas na Champions League. O Arsenal construiu sua caminhada europeia a partir da defesa mais sólida do torneio. E no futebol de mata-mata, poucas virtudes são tão decisivas quanto saber defender.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">➡ Único jogador do Arsenal que jogou e venceu a Champions:<br>Havertz (2021, pelo Chelsea, marcou o golo da vitória)<br><br>➡ Outro jogador que disputou a final da Champions:<br>Gabriel Jesus (2021, pelo Man. City)<br><br>➡ Venceu a Champions mas não jogou na final:<br>Kepa (2024, pelo Real… <a href="https://t.co/o4BozGPFOW">pic.twitter.com/o4BozGPFOW</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2052066371668775071?ref_src=twsrc%5Etfw">May 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Existe algo quase antigo nesse Arsenal. Como se Mikel Arteta tivesse resgatado conceitos de equipes europeias tradicionais, aquelas que entendiam perfeitamente o valor estratégico do sofrimento. Nem sempre o time encanta. Nem sempre domina posse de bola de maneira sufocante. Mas quase sempre transmite segurança. Atua completamente compacto, além de ser disciplinado e maduro taticamente, o que explica por que tantos adversários parecem desconfortáveis enfrentando os <em>Gunners</em> que, por característica, transformam jogos grandes em batalhas lentas, desgastantes e controladas. Foi assim contra o Atlético de Madrid. Foi assim ao longo de praticamente toda a temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">A final contra o Paris Saint-Germain carrega um enorme peso histórico. O Arsenal conhece muito bem o tamanho europeu do clube francês. A queda nas semifinais há um ano ainda está guardada na memória da torcida. Agora, porém, o contexto parece diferente. Os ingleses chegam mais maduros, competitivos e preparados. Não existe mais aquele complexo de inferioridade que os acompanhava em outros tempos. O PSG continua sendo uma potência do futebol europeu, detentor do título continental na luta pelo bicampeonato e acostumado a grandes decisões. Entretanto, os <em>Gunners</em> finalmente parecem capazes de encarar esse tipo de confronto olhando nos olhos dos parisienses. E talvez isso represente a maior vitória construída por Mikel Arteta até aqui.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante do exposto, essa campanha do Arsenal fala muito sobre reconstrução. Sobre como um clube pode passar anos perdido entre frustrações, mudanças e crises até reencontrar sua identidade. Durante muito tempo, os <em>Gunners</em> pareciam distantes da elite europeia. Tornou-se comum vê-lo apenas como coadjuvantes vivendo de memórias do passado. No entanto, o futebol possui ciclos, e o mais bonito é vê-los renascer preservando sua essência. Eles chegam à final da Champions League carregando consigo a memória de Highbury, o legado de Arsène Wenger, o sofrimento do longo jejum na Premier League e a esperança de uma nova geração de torcedores que, enfim, terá a oportunidade de viver aquilo que seus pais viveram vinte anos atrás.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em Budapeste, os <em>Gunners</em> entrarão em campo buscando algo que nunca conquistaram em toda a sua história: a Champions League. A famosa <em>orelhuda</em> ainda não existe na sala de troféus dos Emirates Stadium. E este mero detalhe torna tudo ainda mais poderoso. Porque o futebol também é movido por ausências, por sonhos que atravessam décadas esperando o momento certo para finalmente acontecer. Bukayo Saka estará lá. Mikel Arteta estará lá. O norte de Londres inteiro estará representado naquela final. E independentemente do resultado, existe algo que ninguém poderá tirar desse Arsenal: o clube voltou a ser relevante no cenário europeu. Voltou a pertencer às grandes noites continentais. Vinte anos depois, os londrinos reencontraram seu lugar entre os gigantes da Europa.</p>
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		<title>Arsenal sente a pressão e reacende a briga pelo título da Premier League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 19:51:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Arsenal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
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		<category><![CDATA[Mikel Arteta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Arsenal sofreu um duríssimo golpe na última rodada da Premier League ao cair diante do Bournemouth por 2 a 1, em pleno Emirates Stadium. Uma derrota que vai muito além dos três pontos perdidos, porque carrega um peso emocional enorme neste momento decisivo da temporada. Jogar em casa, diante da sua torcida, com a [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O Arsenal sofreu um duríssimo golpe na última rodada da Premier League ao cair diante do Bournemouth por 2 a 1, em pleno Emirates Stadium. Uma derrota que vai muito além dos três pontos perdidos, porque carrega um peso emocional enorme neste momento decisivo da temporada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Jogar em casa, diante da sua torcida, com a obrigação de vencer para sustentar a confortável diferença de nove pontos na liderança da Premier League, transformou o cenário da partida contra o Bournemouth em um ambiente de extrema tensão aos <em>Gunners</em>. E essa pressão foi sentida desde os primeiros minutos do jogo. O Arsenal entrou em campo nervoso, travado, longe da confiança que marcou boa parte da campanha ao longo da temporada. O resultado acabou sendo uma consequência natural de um desempenho abaixo do esperado. Mais do que um tropeço, foi um alerta. Um sinal claro de que o time começa a balançar justamente quando não poderia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa derrota ganha ainda mais relevância quando analisamos a fase atual dos <em>Gunners</em>. Afinal, foi o terceiro revés nas últimas quatro partidas disputadas, considerando todas as competições. Um recorte preocupante para uma equipe que vinha sendo apontada como a mais consistente da temporada. O Arsenal, que durante meses transmitiu segurança e controle, agora passa a dar sinais de desgaste emocional e queda de rendimento. Em momentos decisivos, a regularidade costuma ser o diferencial entre campeões e perdedores. E é exatamente nesse ponto que os londrinos começam a oscilar. O timing dessa queda preocupa, porque acontece na reta final, quando cada erro custa muito caro. E o impacto psicológico dessas derrotas tende a ser ainda maior.</p>



<p class="has-medium-font-size">Apesar disso, o Arsenal segue no topo da tabela da Premier League, porém com seis pontos de vantagem sobre o Manchester City. Uma vantagem que, em teoria, ainda é confortável. Mas que, na prática, se torna extremamente frágil diante do contexto atual. Isso porque o Manchester City tem um jogo a menos e, além disso, enfrentará o próprio Arsenal na próxima rodada em seus domínios. Ou seja, o controle da situação já não é tão absoluto quanto parece. Os pupilos de Mikel Arteta ainda dependem de si para serem campeões, é verdade. Mas o City também passa a depender apenas de si. E quando o adversário é o time de Pep Guardiola, isso muda completamente o panorama. A liderança permanece, mas a sensação de segurança desapareceu.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">A six-point margin. A Premier League title on the line. It doesn&#39;t get much bigger than this.<a href="https://twitter.com/ManCity?ref_src=twsrc%5Etfw">@ManCity</a> host <a href="https://twitter.com/Arsenal?ref_src=twsrc%5Etfw">@Arsenal</a> at the Etihad Stadium next Sunday at 16:30 BST 🔴🔵 <a href="https://t.co/cQ4sXqIr12">pic.twitter.com/cQ4sXqIr12</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/2043385613550780841?ref_src=twsrc%5Etfw">April 12, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O grande problema dos <em>Gunners</em> neste momento está no seu modelo de jogo. Uma filosofia que foi eficiente durante boa parte da temporada, mas que agora se tornou previsível. A equipe de Mikel Arteta insiste em um padrão que já foi amplamente estudado pelos adversários. O uso constante de bolas paradas, seja em escanteios ou faltas laterais, além dos lançamentos longos buscando a segunda bola, deixou de ser uma surpresa. Pelo contrário, virou uma marca fácil de ser neutralizada. O que antes era uma arma passou a ser uma limitação. E quando um time depende excessivamente de um único tipo de construção, ele se torna vulnerável. O Arsenal, hoje, é um time mais fácil de ser lido.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa previsibilidade está diretamente ligada à falta de criatividade no setor de ataque. O Arsenal tem qualidade individual, mas não consegue transformar isso em produção coletiva consistente. As más atuações de Martin Ødegaard é um dos principais fatores. O meia, responsável por organizar o jogo, vive um momento abaixo do esperado. E quando o cérebro da equipe não funciona, todo o sistema sofre. Além disso, jogadores importantes como Declan Rice e Martin Zubimendi também apresentaram oscilações. O que antes era um meio-campo dominante, hoje parece menos dinâmico, menos intenso, menos criativo. E isso impacta diretamente na capacidade ofensiva da equipe.</p>



<p class="has-medium-font-size">No ataque, a situação é ainda mais preocupante. Não é aceitável que jogadores como Bukayo Saka, Gabriel Martinelli, Leandro Trossard e Noni Madueke tenham números tão baixos de gols na competição. Nenhum deles conseguiu ultrapassar a marca de quatro gols na Premier League. Para um time que briga pelo título, isso é um problema grave. Falta protagonismo, falta decisão, falta alguém capaz de assumir o jogo nos momentos mais críticos. O Arsenal até cria algumas situações, mas não consegue transformar essas oportunidades em gols com consistência. E no futebol, especialmente em jogos equilibrados, isso faz toda a diferença.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, o sistema defensivo continua sendo um dos pontos fortes da equipe. O Arsenal tem a melhor defesa da Premier League, com apenas 24 gols sofridos em 32 jogos. Um número que impressiona e que reforça a solidez construída ao longo da temporada. A dupla de zaga formada por William Saliba e Gabriel Magalhães oferece segurança, proteção e consistência. O goleiro David Raya também tem participação importante nesse desempenho. Em contrapartida, uma defesa sólida não é suficiente para garantir títulos quando o ataque não corresponde. O equilíbrio entre os setores é fundamental. E hoje, os londrinos estão desequilibrados.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">🏆 According to OPTA, Arsenal are still the CLEAR favourites to lift the Premier League title.<br><br>Do you agree with these percentages? 🤔 <a href="https://t.co/Gu6hdqpi04">pic.twitter.com/Gu6hdqpi04</a></p>&mdash; Football Insider (@footyinsider247) <a href="https://twitter.com/footyinsider247/status/2043647524536266827?ref_src=twsrc%5Etfw">April 13, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Durante a partida contra o Bournemouth, ficou evidente o quanto o Arsenal está travado ofensivamente. As jogadas começavam com David Raya, passavam pelos zagueiros e não evoluíam com qualidade. Faltava progressão, faltava criatividade, faltava mobilidade. O jogo ficava previsível, lento, facilmente neutralizado. A bola parecia queimar no pé dos jogadores. A tomada de decisão era sempre atrasada, insegura. E isso é reflexo direto da pressão. Quando a confiança diminui, o jogo deixa de fluir naturalmente. Os <em>Gunners</em>, que antes jogavam com leveza, hoje jogam com peso. E essa verdadeira tonelada nas costas está cobrando seu preço.</p>



<p class="has-medium-font-size">Do outro lado, o Manchester City surge como um adversário completamente diferente. A equipe de Pep Guardiola passou por um processo de reformulação, mas conseguiu se reinventar ao longo da temporada. Hoje, o City é um time imprevisível, criativo, difícil de ser marcado. Diferente do Arsenal, que insiste em um modelo engessado, os <em>Citizens</em> variam suas formas de jogar. E isso os torna muito mais perigosos neste momento da competição. Quando a disputa pelo título entra na reta final, a capacidade de adaptação costuma ser decisiva. E nesse quesito, o clube do norte da Inglaterra leva vantagem.</p>



<p class="has-medium-font-size">A pressão sobre Mikel Arteta cresce a cada rodada. O treinador tem méritos enormes na reconstrução do Arsenal desde que assumiu o clube em 2019. Ele pegou uma equipe fragilizada, ainda lidando com o fim da era Arsène Wenger, e conseguiu recolocar o clube como candidato real na briga pelo título inglês. Mas no futebol de alto nível, resultados são determinantes. E a falta de conquistas começa a pesar. Especialmente quando as oportunidades aparecem e não são aproveitadas.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">As vaias do Arsenal após ser derrotado em casa para o Bournemouth. <a href="https://t.co/1TyqIMYl5p">pic.twitter.com/1TyqIMYl5p</a></p>&mdash; Curiosidades PL (@CuriosidadesPRL) <a href="https://twitter.com/CuriosidadesPRL/status/2042972213922427125?ref_src=twsrc%5Etfw">April 11, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Caso o Arsenal não conquiste a Premier League nesta temporada, será o quarto vice-campeonato consecutivo. Uma realidade difícil de sustentar, principalmente considerando o investimento feito pelo clube nos últimos anos. A expectativa era de que este fosse o ano da consagração. Ainda mais diante de um Manchester City em processo de transição. Mas o futebol não perdoa hesitações. E os <em>Gunners</em>, neste instante, parecem hesitar e sentir o peso da responsabilidade. É claro, isso pode custar caro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, o time londrino ainda acumula frustrações recentes em outras competições. A derrota para o Manchester City na decisçao da Copa da Liga Inglesa e a eliminação para o Southampton na FA Cup aumentam ainda mais a sensação de temporada incompleta. São quedas que deixam marcas. E essas marcas aparecem em campo, principalmente nos momentos de maior pressão. Ou seja, o Arsenal chega nas rodadas finais da Premier League com mais dúvidas do que certezas. E isso nunca é um bom sinal.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, o confronto direto contra o Manchester City se transforma em uma verdadeira final antecipada. Um jogo que pode redefinir completamente a corrida pelo título. O City, jogando em casa, terá a oportunidade de encurtar a distância e assumir o controle emocional da disputa. O Arsenal, por sua vez, precisa mostrar força, personalidade e capacidade de reação. Não basta apenas jogar bem. É preciso vencer. Porque agora, cada detalhe pode ser decisivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, a vantagem de seis pontos ainda existe, mas já não transmite tranquilidade. O Arsenal ainda pode ser campeão, sim. Entretanto, a margem de erro praticamente desapareceu. E diante de um adversário como o Manchester City, qualquer vacilo pode ser fatal. A corrida pelo título, que parecia próxima de um desfecho positivo, hoje está ameaçada. E o que antes era confiança, se transformou em preocupação.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se o Arsenal deixar escapar mais uma vez o título da Premier League, o impacto será gigantesco. Não apenas esportivamente, mas também na parte institucional. Seria a manutenção de um jejum que já dura 22 anos. Um peso histórico que aumenta a cada temporada. E inevitavelmente, colocaria em dúvida a continuidade de Arteta no comando da equipe. Um possível adeus que marcaria o fim de um ciclo importante, simbolizado por diversos vices.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, o Arsenal chegou até aqui com méritos. Mas títulos não são conquistados somente com mérito. São ganhos com frieza, consistência e capacidade de decisão nos momentos críticos. E é exatamente isso que está sendo colocado à prova agora. Os <em>Gunners</em> ainda estão vivos na disputa. Mas pela primeira vez na temporada, parecem vulneráveis. E na Premier League, vulnerabilidade costuma ser sinônimo de derrota.</p>



<p class="has-medium-font-size">A ver!</p>
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		<title>Queda em Paris levanta questões sobre o trabalho de Arteta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 May 2025 15:49:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A última das quatro possibilidades de títulos do Arsenal na temporada 2024-25 sucumbiu em Paris, com a queda dos londrinos diante do PSG nas semifinais da Champions League, o que significa que eles completarão o quinto ano consecutivo sem dar uma volta olímpica. Vale ressaltar que a missão do Arsenal era pra lá de complexa [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A última das quatro possibilidades de títulos do Arsenal na temporada 2024-25 sucumbiu em Paris, com a queda dos londrinos diante do PSG nas semifinais da Champions League, o que significa que eles completarão o quinto ano consecutivo sem dar uma volta olímpica.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que a missão do Arsenal era pra lá de complexa para avançar à sua segunda final de Champions League na história e, de quebra, sustentar as chances de uma conquista na temporada, tendo em vista que os <em>Gunners</em> precisavam vencer o PSG por, no mínimo, um gol de diferença para levar o jogo à prorrogação, em decorrência da derrota pelo placar mínimo no jogo de ida em pleno Emirates Stadium. </p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, o Arsenal começou a partida pressionando os campeões franceses no Parque dos Príncipes e, ainda que explorando os laterais à longa distância cobrados por Thomas Partey, só não abriu o marcador devido a três excelentes intervenções do goleiro Gianluigi Donnarumma. Todavia, este ímpeto durou exatos 27 minutos, isso porque os comandados de Mikel Arteta esmoreceram depois do gol de Fabián Ruiz.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, mesmo tendo o terço final da primeira etapa e todo o segundo tempo para tentar uma possível reviravolta, a sensação era a de que o Arsenal parecia estar disputando um jogo da 13ª rodada da Premier League, a julgar pela falta de intensidade da equipe que só despertou quando Bukayo Saka balançou as redes restando quinze minutos para o término da partida que os parisienses venciam por 2 a 0, e ganharam por 2 a 1. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Our Champions League journey ends here. <br><br>Thank you for your incredible support along the way, Gooners ❤️ <a href="https://t.co/a745BVRHQQ">pic.twitter.com/a745BVRHQQ</a></p>&mdash; Arsenal (@Arsenal) <a href="https://twitter.com/Arsenal/status/1920220679862935828?ref_src=twsrc%5Etfw">May 7, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, até as alterações realizadas por Mikel Arteta retrataram a total morosidade do Arsenal, visto que TODAS as trocas promovidas pelo técnico espanhol foram envolvendo jogadores das mesmas posições, as famosas seis por meia dúzia, vide as mudanças de: Riccardo Calafiori por Myles Lewis-Skelly; Ben White por Jurrien Timber; além de Leandro Trossard por Gabriel Martinelli.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, fica evidente que Mikel Arteta não foi audacioso nem ao menos nos momentos cruciais da partida, em que o Arsenal necessitava aumentar o poderio ofensivo para buscar a virada, afinal porque não colocar o único atacante de ofício do plantel, Ethan Nwaneri, em campo para tentar algo diferente? Ah, mas ele tem apenas 18 anos de idade. Sim, Myles Lewis-Skelly também. Além disso, não estou cobrando a entrada de Nwareni como titular, mas sim na ocasião em que os <em>Gunners</em> precisavam acelerar o ritmo do jogo.  </p>



<p class="has-medium-font-size">E Raheem Sterling, não serve pra ser utilizado em instante algum? Pois é, essas questões recaem sobre Mikel Arteta, cuja postura foi refletida pelos atletas em campo. Aliás, é importante destacar que os altíssimos investimentos feitos pelo clube do norte de Londres desde a chegada do ex-auxiliar de Pep Guardiola em 2019, período no qual foram conquistadas apenas três copas (FA Cup 2019-20, além das Supercopas da Inglaterra, em 2020 e 2023).</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">O Arsenal fica mais uma temporada sem títulos:<br><br>????❌ Premier League <br>????❌ UEFA Champions League <br>????❌ Carabao Cup <br>????❌ FA Cup <a href="https://t.co/4WFSo5BzDS">pic.twitter.com/4WFSo5BzDS</a></p>&mdash; Curiosidades PL (@CuriosidadesPRL) <a href="https://twitter.com/CuriosidadesPRL/status/1920222105288745447?ref_src=twsrc%5Etfw">May 7, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, é fundamental avaliar o trabalho de Mikel Arteta, e cobrá-lo pela escassez de títulos neste projeto que envolve mais de 700 milhões de libras em contratações (R$ 5,2 bilhões), ainda que o Arsenal venha falhando grotescamente a cada janela de transferências ao não reforçar o elenco com um centroavante, considerando que tanto Gabriel Jesus quanto Kai Havertz — ambos lesionados — não atuam como referência na área. Consequentemente, Mikel Merino vem jogando como falso 9 no ataque.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, o algoz PSG serve como exemplo ao Arsenal, pois apesar dos 240 milhões de euros despejados em contratações na atual temporada, os parisienses trouxeram peças pontuais para fortalecer o time, como foram os casos de Willian Pacho, João Neves Désiré Doué, além do georgiano Khvicha&nbsp;Kvaratskhelia, comprado na janela de janeiro, na qual os londrinos já sabiam que não poderiam mais contar com Kai Havertz e Gabriel Jesus.  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133909205365756945-6-e1746716674250.jpg" alt="" data-id="106350" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133909205365756945-6-e1746716674250.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106350" class="wp-image-106350"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Arsenal caiu na quarta semifinal seguida de copas importantes (Europa League 2020-21, Copa da Liga 2021-22 e 2024-25, e Champions League 2024-25), sendo a maior série do clube até hoje. </strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, é inegável que Mikel Arteta não deve ser responsabilizado como o único responsável por mais uma temporada de insucesso do Arsenal, embora chegar as semifinais da Champions League não seja nenhum demérito, o ponto negativo é a caminhada para se tornar vice-campeão inglês pelo terceiro ano seguido, e desta vez jogando a toalha com quatro rodadas de antecedência, perdendo a disputa para o Liverpool, do recém-chegado Arne Slot.</p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, apesar da vinda de um atacante não resolver todos os problemas do Arsenal, ela solucionaria boa parte deles, pois imagine a hipótese de Alexander Isak, o grande desejo de Mikel Arteta para a próxima temporada, estar em ação no Parque dos Príncipes contra o PSG. Certamente, o índice de 1.74 gol esperado por parte dos <em>Gunners</em> aumentaria, bem como as chances das 11 finalizações se converterem em gols.  </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a realidade é que a temporada ainda está longe do fim ao Arsenal, que visitará o campeão Liverpool na próxima rodada da Premier League tendo a obrigação de somar os três pontos, já que não somente a vice-posição na tabela, como a vaga no G-5 está ameaçada em meio a curta distância de seis pontos em comparação ao sexto colocado Nottingham Forest, a três rodadas do final do campeonato.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, um melancólico final de temporada para o clube que esteve a um passo da voltar a uma final de Champions League após longos 19 anos.</p>
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		<title>SensacionArsenal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 13:09:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A longa distância de 11 pontos em relação à liderança da Premier League a sete rodadas do término do campeonato, somada a precoce eliminação na FA Cup, obrigaram o Arsenal a depositar todas as suas fichas na Champions League nesta reta final de temporada. A propósito, isso explica a enorme mobilização por parte do Arsenal [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A longa distância de 11 pontos em relação à liderança da Premier League a sete rodadas do término do campeonato, somada a precoce eliminação na FA Cup, obrigaram o Arsenal a depositar todas as suas fichas na Champions League nesta reta final de temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, isso explica a enorme mobilização por parte do Arsenal no decorrer dos dias que antecederam o primeiro embate contra o Real Madrid pelas quartas-de-final da Champions League através, por exemplo, da abertura dos portões do Emirates Stadium mais cedo do que o habitual para que os torcedores aproveitassem algumas promoções como cerveja em dobro, onde na compra de um copo eles ganhavam dois, ou a entrega de kits referentes ao jogo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Soma-se a isso, o pedido do técnico Mikel Arteta na entrevista coletiva pré-jogo cobrando o apoio maciço da torcida. Em outras palavras, elementos que evidenciavam claramente a enorme importância que a primeira classificação do Arsenal às semifinais da Champions League em 16 anos representava ao clube do norte de Londres.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, atendendo as solicitações do treinador espanhol os 60.000 torcedores presentes no Emirates Stadium criaram uma atmosfera absolutamente indescritível e jamais antes vista numa noite de Champions League vivenciada pelo Arsenal, nem mesmo na histórica vitória pelo placar mínimo sobre o Villarreal nas semifinais de 2006 no antigo Highbury, tampouco na qualificação frente o Porto nas oitavas-de-final da temporada passada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e da mesma forma que a torcida fez a sua parte fora de campo, os jogadores superaram totalmente as expectativas dentro das quatro linhas, visto que o Arsenal deu um verdadeiro baile no Real Madrid, ignorando o fato das seis taças erguidas pelos espanhóis desde a última aparição dos ingleses nas semifinais da Champions League. Não por um acaso, o triunfo por 3 a 0 acabou sendo injusto em meio a primorosa atuação dos <em>Gunners</em>, sob provocativos ou manifestos cânticos de: &#8220;Are You Tottenham in Disguise&#8221; (Você é o Tottenham disfarçado). </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">???? O Arsenal nunca perdeu do Real Madrid em jogos oficiais! ????????<br><br>⚔️ 3 jogos<br>???? 2V &#8211; 1E &#8211; 0D (!)<br>????  77.8% aproveitamento (!)<br>⚽️ 4 gols<br>???? 0 gols sofridos (!)<br>???? 36 finalizações realizadas (12.0 /j)<br>⚠️ 45 finalizações sofridas (15.0 /j)<br>⏳ 44.7% posse de bola <a href="https://t.co/0hQsaEC8kJ">pic.twitter.com/0hQsaEC8kJ</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://twitter.com/SofascoreBR/status/1909712563148857446?ref_src=twsrc%5Etfw">April 8, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Para se ter uma ideia, onze dos 12 arremates disparados pelo Arsenal ao longo da partida acertaram a meta de Thibaut Courtois, o que equivale a nada menos que 91% de finalizações certas. Vale ressaltar ainda, que em outras duas oportunidades que o goleiro belga foi superado as redes do Real Madrid não balançaram porque David Alaba e Jude Bellingham salvaram a bola encima da linha. </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, Thibaut Courtois realizou 4 grandes intervenções no decorrer do jogo, mas não foi capaz de defender as duas magistrais faltas cobradas por Declan Rice, além do despretensioso chute do oportunista Mikel Merino, que vem cumprindo muito bem a função de atacante improsivado, vide os oito gols assinalados por ele na temporada, com três deles marcados nos últimos quatro compromissos do Arsenal.   </p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, o Real Madrid que tanto se preocupou com a eficiente bola parada indireta do Arsenal, acabou sofrendo dois tentos por intermédio de jogadas diretas. Por sinal, estes foram os primeiros gols de falta feitos por Declan Rice até aqui na carreira, algo que chama bastante a atenção devido a qualidade de ambas. Consequentemente, o camisa 41 se tornou o único jogador a acertar duas cobranças em um jogo mata-mata de Champions League.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/30-5-e1744229806309.jpg" alt="" data-id="105180" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/30-5-e1744229806309.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=105180" class="wp-image-105180"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Arsenal jamais perdeu uma eliminatória de torneios continentais depois de vencer o jogo de ida por três ou mais gols de diferença.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a realidade é que a vitória do Arsenal foi tão contundente que, se fôssemos aqueles jornais que avaliam a partida de cada um dos jogadores, daríamos notas altas para todos, pois apesar da série de desfalques nos setores de defesa e de ataque com as ausências dos zagueiros Gabriel Magalhães e Riccardo Calafiori, além dos atacantes Kai Havertz e Gabriel Jesus, os <em>Gunners</em>, literalmente, não tomaram conhecimento do poderoso Real Madrid.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Destaque para o zagueiro Jakub Kiwior, que já havia feito um ótimo jogo ao substituir Gabriel Magalhães na rodada passada da Premier League contra o Everton, e ao lateral-esquerdo Myles Lewis-Skelly, o segundo inglês mais jovem a disputar uma partida de quartas-de-final de Champions League no auge dos 18 anos de idade, estando somente atrás de Jude Bellingham.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="264" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/30-6-e1744236077182.jpg" alt="" data-id="105189" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/30-6-e1744236077182.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=105189" class="wp-image-105189"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Arsenal não figura nas semifinais da Champions League desde a queda diante do rival Manchester United por 4 a 1, na soma dos placares, em 2009.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, não poderíamos deixar de enaltecer o líder do atual projeto esportivo do Arsenal, Mikel Arteta, decerto o principal responsável pela ascensão dos <em>Gunners</em> ao conduzí-los às quartas-de-final da Champions League após longas seis temporadas de ausência, e já no ano seguinte fazê-los, muito provavelmente, semifinalistas da competição em virtude da vitória mais especial do clube e do próprio treinador numa noite europeia.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, por mais que o Arsenal tenha conquistado uma confortável vantagem de 3 a 0 no Emirates Stadium, a vaga nas semifinais só não deve ser confirmada porque do outro lado está o Real Madrid e, é claro, toda a sua mística na Champions League, sobretudo no estádio Santiago Bernabéu, palco de grandes viradas ao longo da história.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, ainda que o ponteiro do relógio costume girar de maneira lenta no Santiago Bernabéu, a realidade é que os noventa minutos que separam o Arsenal das semifinais da Champions League são, infinitamente, mais curtos do que os do Real Madrid. </p>
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		<title>O rótulo de &#8216;vice da Premier League&#8217; segue cada vez mais apropriado ao Arsenal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2025 21:45:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Arsenal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
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		<category><![CDATA[Mikel Arteta]]></category>
		<category><![CDATA[Premier League]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vice-colocado da Premier League nos últimos dois anos, o Arsenal, iniciou a temporada 2024-25 sendo novamente apontado como o principal concorrente do Manchester City na corrida pelo título inglês, sobretudo após a saída de Jurgen Klopp do Liverpool. Pois é, e as expectativas em torno do Arsenal aumentaram de forma considerável depois da enorme crise [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Vice-colocado da Premier League nos últimos dois anos, o Arsenal, iniciou a temporada 2024-25 sendo novamente apontado como o principal concorrente do Manchester City na corrida pelo título inglês, sobretudo após a saída de Jurgen Klopp do Liverpool. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e as expectativas em torno do Arsenal aumentaram de forma considerável depois da enorme crise vivida pelo Manchester City, certamente a maior sob o comando de Pep Guardiola, afinal, tudo sinalizava que o caminho estava livre para os <em>Gunners</em>, enfim, encerrarem o tabu de 21 anos sem dar a volta olímpica pela Premier League, que resulta no jejum mais longo do clube do norte de Londres desde a sua primeira conquista em 1931. </p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, foi o Liverpool, ainda que em meio ao novo trabalho desenvolvido pelo técnico Arne Slot, que assumiu as rédeas da Premier League após a inesperada queda do Manchester City, e encerrou a 20ª rodada contabilizando 46 pontos na ponta da tabela, isto é, seis a mais em comparação ao Arsenal, lembrando que os líderes registram um jogo a menos no campeonato, o que se subentende que em pontos perdidos essa distância se estende para nove pontos.</p>



<p class="has-medium-font-size">E para piorar a situação, o Arsenal repetiu a precoce queda da FA Cup na temporada passada frente o Manchester City, porém desta vez ao cair diante do Manchester United, nos pênaltis, em pleno Emirates Stadium. Vale ressaltar que além de atuarem em seus domínios, os <em>Gunners</em> jogaram com um jogador a mais desde os 15 minutos do segundo tempo, o que significa que eles estiveram em vantagem númerica durante meia hora da etapa final e também da prorrogação, mas mesmo assim não conseguiram balançar as redes.    </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">The stats behind <a href="https://twitter.com/ManUtd?ref_src=twsrc%5Etfw">@ManUtd</a>&#39;s <a href="https://twitter.com/hashtag/EmiratesFACup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#EmiratesFACup</a> third round penalty shootout victory win over <a href="https://twitter.com/Arsenal?ref_src=twsrc%5Etfw">@Arsenal</a> ???? <br><br>Presented by <a href="https://twitter.com/carling?ref_src=twsrc%5Etfw">@carling</a> <a href="https://t.co/E0luiwMx82">pic.twitter.com/E0luiwMx82</a></p>&mdash; Emirates FA Cup (@EmiratesFACup) <a href="https://twitter.com/EmiratesFACup/status/1878529613736927399?ref_src=twsrc%5Etfw">January 12, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, essa eliminação ganhou maior relevância em virtude do compromisso anterior, válido pelo jogo de ida das semifinais da Copa da Liga, em que o Arsenal foi derrotado pelo Newcastle, também na capital inglesa, por 2 a 0. Consequentemente, os pupilos de Mikel Arteta precisarão vencer o jogo de volta por dois gols de diferença no St. James&#8217; Park para levar a decisão aos pênaltis.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ou seja, uma missão pra lá de complexa, especialmente ao time que sofre demasiadamente para marcar gols, evidenciando a falta que um goleador faz ao Arsenal, tendo em vista que tanto Kai Havertz quanto Gabriel Jesus não são centroavantes. Ao mesmo tempo, isso é reflexo das más janelas dos <em>Gunners</em>, a julgar que eles não contam com um típico camisa 9 desde a saída de Alexandre Lacazette há quase três anos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Inclusive, desde que Mikel Arteta assumiu o comando do Arsenal em 2019, o clube já contratou SEIS atacantes. Tratam-se de Gabriel Jesus, Kai Havertz, Leandro Trossard, Raheem Sterling, William, além de Marquinhos, que disputou a edição anterior do Campeonato Brasileiro pelo Fluminense, e foi recentemente anunciado como reforço do Cruzeiro. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, por mais que Mikel Arteta não tenha um centroavante no elenco, fica evidente que diversos investimentos foram feitos pelo clube para fortalecer o ataque. Aliás, gastos que também se expandiram aos demais setores da equipe, tanto é, que sete laterais, cinco zagueiros, cinco meio-campistas e cinco goleiros desembarcaram em Londres para defender as cores do Arsenal neste período.</p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, se o ataque do Arsenal apresenta um baixo poderio ofensivo, o mesmo não se pode dizer em relação a defesa, uma das mais sólidas do futebol inglês. A propósito, isso explica porque os <em>Gunners</em> são donos da defesa menos vazada da Premier League na atualidade, e encerraram a última temporada com as melhores performances defensivas ao sofrerem 29 gols e registrarem 18 <em>clean sheets</em> em 38 rodadas disputadas.      </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Kmmich-1-e1736797331831.jpg" alt="" data-id="102105" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Kmmich-1-e1736797331831.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=102105" class="wp-image-102105"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Arsenal já investiu 783,8 de milhões de euros desde que Mikel Arteta se tornou treinador do clube. Neste interím, os Gunners conquistaram apenas três títulos, todos de copas nacionais.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, é importante destacar que diferentemente dos últimos anos o Arsenal passou a conviver com problemas físicos nesta temporada em que referências como Martin Odegaard já chegou a desfalcar o time por cerca de dois meses, e Bukayo Saka ficará ausente pelos próximos três. Por sinal, Gabriel Jesus é outro que se juntará a eles no departamento médido, onde também se encontram Takehiro&nbsp;Tomiyasu, Ben White e Riccardo Calafiori.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, embora as copas nacionais não estejam entre os principais objetivos do Arsenal, é inegável que estes sucessivos tropeços, aliados a vice-posição na Premier League representada como mais uma frustrada tentativa de conquistar o título inglês, fizeram crescer o clima de tensão pelos lados do Emirates Stadium, acima de tudo sobre o técnico Mikel Arteta. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, apesar de termos o segundo turno inteiro da Premier League pela frente, a sensação é a de que a temporada já acabou aos <em>Gunners</em>. Por este motivo, a vinda de um reforço de peso — no caso um centroavante — nesta janela de transferências seria uma alternativa interessante para o Arsenal renovar as perspectivas e, assim, entrar firme na batalha pela Premier League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, essa janela de meio de temporada é sempre mais cara pelo fato das competições estarem em pleno andamento. Além disso, como os demais clubes sabem da enorme necessidade dos londrinos, a realidade é que eles precisarão abrir os cofres se quiserem trazer alguma nova peça neste mês de janeiro. Quer dizer, uma circunstância que inviabiliza qualquer ação por parte do Arsenal no mercado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Sob todos estes aspectos, resta a Mikel Arteta superar todas as adversidades com as ferramentas que tem à disposição para terminar a temporada soltando o grito de campeão na Premier League, ou quem erguendo o inédito caneco da Champions League.</p>
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		<title>Vermelho na camisa e nos cartões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 20:25:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Arsenal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda que na 8ª rodada da Premier League, a torcida do Arsenal já tem a impressão de que o título inglês novamente está escapando pelas mãos após a queda diante do Bournemouth no Vitality Stadium, marcado pela expulsão de mais um atleta dos Gunners na temporada. Na realidade, a perda do título da Premier League [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Ainda que na 8ª rodada da Premier League, a torcida do Arsenal já tem a impressão de que o título inglês novamente está escapando pelas mãos após a queda diante do Bournemouth no Vitality Stadium, marcado pela expulsão de mais um atleta dos <em>Gunners</em> na temporada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Na realidade, a perda do título da Premier League para o Manchester City nas últimas duas temporadas criou nos torcedores do Arsenal um tipo de trauma, que veio fortemente à tona depois do heróico triunfo por 2 a 1 — de virada e no último minuto — dos tetracampeões ingleses sobre o Wolverhampton, aliado a primeira derrota dos londrinos na atual edição do campeonato.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, como ocorreu em diversas ocasiões na última temporada, o Arsenal teve a oportunidade de atuar antes dos rivais diretos na briga pelo título durante a rodada, consequentemente, jogando a pressão pela vitória encima de Manchester City e Liverpool. Entretanto, os pupilos de Mikel Arteta não apenas desperdiçaram a chance de passar a noite de sábado pra domingo na liderança da Premier League, como viram o Aston Villa igualar os seus mesmos 17 pontos na terceira posição da tabela.    </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">After wins for both <a href="https://twitter.com/ManCity?ref_src=twsrc%5Etfw">@ManCity</a> and <a href="https://twitter.com/LFC?ref_src=twsrc%5Etfw">@LFC</a> today, the top of the table looks like this 📊👇 <a href="https://t.co/6EnPJjxj4R">pic.twitter.com/6EnPJjxj4R</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/1848058433250943293?ref_src=twsrc%5Etfw">October 20, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, o TERCEIRO cartão vermelho recebido pelo Arsenal na Premier League foi o ponto principal que determinou o revés dos <em>Gunners</em> no Vitality Stadium. Pois é, depois de Declan Rice contra o Brighton, e Leandro Trossard frente o Manchester City, agora foi a vez de William Saliba deixar o time mais avermelhado da temporada com um jogador a menos em campo, lembrando que eles não venceram nenhuma destas três partidas.</p>



<p class="has-medium-font-size">N 3ª rodada, quando os <em>Gunners</em> receberam o Brighton, eles até terminaram o primeiro tempo vencendo o jogo por 1 a 0, mas viram a vantagem mínima sucumbir na etapa final, mais especificamente dez minutos após a expulsão de Declan Rice. Por sinal, o Arsenal só não saiu de campo derrotado em pleno Emirates Stadium devido a excelente atuação do goleiro David Raya, eleito o dono da defesa mais difícil do mês de agosto na Premier League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Já na 5ª rodada, Leandro Trossard foi o nome premiado que recebeu o cartão vermelho no embate ante o Manchester City e, detalhe, no último lance do primeiro tempo da partida que tinha o Arsenal vencendo por 2 a 1 naquele instante. Deste modo, tendo de jogar todo o segundo tempo com um atleta a menos no Etihad Stadium, os <em>Gunners</em> não suportaram a gigantesca pressão por parte do City e sofreram o gol do empate aos 53 minutos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, como se dois cartões vermelhos em cinco rodadas ainda não bastassem, o Arsenal levou o terceiro em oito jornadas após William Saliba impedir uma chance clara de gol do Bournemouth, aos 30 minutos de partida, ou seja, com dois terços do jogo a serem disputados. À vista disso, por mais que Mikel Arteta tenha ajustado o setor defensivo da equipe ao promover a entrada de Jakub Kiwior no lugar de Raheem Sterling, os <em>Gunners</em> foram superados através de dois tentos sofridos no segundo tempo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, o Arsenal já lidera isoladamente a lista dos clubes com mais cartões vermelhos na Premier League. Inclusive, vale destacar em termos de comparação que os<em> Gunners </em>já receberam mais cartões nestas oito primeiras partidas do campeonato do que em todas as 76 rodadas somadas das duas temporadas anteriores, onde eles registraram somente duas expulsões. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, fica evidente que a falta de equilíbrio dos atletas vem comprometendo o desempenho coletivo dos <em>Gunners</em>, algo que já deveria ter sido analisado de forma mais contundente por Mikel Arteta, a julgar que desde a chegada do treinador espanhol em 2019, o Arsenal é o clube que levou mais cartões vermelhos na Premier League contabilizando o montante de 18 expulsões, cinco a mais em relação ao segundo colocado no período, Everton.   </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">No team in the Premier League has received more red cards than Arsenal since Mikel Arteta&#39;s first game as the club&#39;s manager in December 2019 🟥<br><br>This season they&#39;ve already been shown three 👀<a href="https://twitter.com/hashtag/AFC?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#AFC</a> <a href="https://t.co/zdCDS3lVbP">pic.twitter.com/zdCDS3lVbP</a></p>&mdash; Oddspedia (@oddspedia) <a href="https://twitter.com/oddspedia/status/1848353796025659841?ref_src=twsrc%5Etfw">October 21, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, muitos destes cartões podem ser questionados, porém não da forma com que a maior parte dos torcedores do Arsenal justifica, já que eles responsabilizam a arbitragem pelo excessivo número de expulsões, deixando a entender que existe uma espécie de conspiração contra o clube do norte de Londres dentro da Premier League por conta do suposto alto rigor dos árbitros. </p>



<p class="has-medium-font-size">Verdade seja dita, é inegável que o Arsenal progrediu muito sob o comando de Mikel Arteta, tanto é, que o time iniciou as últimas três temporadas sendo apontado como o principal concorrente do Manchester City na corrida pelo título inglês. Por outro lado, também é fato que o jovem treinador de 42 anos de idade montou uma equipe física e pra lá competitiva, que por vezes acaba passando dos limites em meio a pressão pelas duas décadas sem vencer a Premier League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, é fundamental que Mikel Arteta intensifique o trabalho da parte mental dos jogadores para evitar com que as expulsões continuem prejudicando o Arsenal, sobretudo porque a temporada ainda está em seu início, o que significa que há tempo de sobra para a equipe — que sofreu somente a segunda derrota no ano de 2024 pela Premier League — evoluir em todos os aspectos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Caso contrário, desbancar o regularíssimo Manchester City, bem como o repaginado Liverpool, será impossível, também, na sexta temporada de Mikel Arteta à frente do Arsenal.</p>
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		<title>As perspectivas do Arsenal já são outras após a atual série de maus resultados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 23:19:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Arsenal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
		<category><![CDATA[FA Cup]]></category>
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		<category><![CDATA[Gunners]]></category>
		<category><![CDATA[Mikel Arteta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A derrota frente o Liverpool por 2 a 0 em pleno Emirates Stadium, não apenas selou a precoce eliminação do Arsenal na FA Cup, como também instaurou uma crise no clube do norte de Londres nesse início de ano. Pois é, quem seria capaz de imaginar que a equipe que comemorou o Natal na liderança [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A derrota frente o Liverpool por 2 a 0 em pleno Emirates Stadium, não apenas selou a precoce eliminação do Arsenal na FA Cup, como também instaurou uma crise no clube do norte de Londres nesse início de ano.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, quem seria capaz de imaginar que a equipe que comemorou o Natal na liderança da Premier League, viveria um clima de enorme tensão ao término da primeira semana de 2024? Acredito que nem o torcedor mais pessimista do Arsenal, já que para estabelecer essa crise os comandados de Mikel Arteta colecionaram três derrotas e um empate nos quatro jogos disputados neste curto espaço de tempo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, vale ressaltar que antes do revés diante do Liverpool (2 a 0) pela FA Cup, os <em>Gunners</em> haviam sido derrotados por West Ham (2 a 0) e Fulham (2 a 1) pela Premier League, o que significa que eles perderam os seus últimos três compromissos, sofrendo o total de seis gols e balançando as redes uma única vez ao longo desta série negativa de resultados. </p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, o Arsenal caiu do primeiro para o quarto lugar na tabela da Premier League, onde permanece separado a cinco pontos do líder, Liverpool, e a somente um do quinto colocado e arquirrival, Tottenham.  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Just the six points separating the top five&#8230; 😮‍💨 <a href="https://t.co/N24cMyW6F2">pic.twitter.com/N24cMyW6F2</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/1742471836330303538?ref_src=twsrc%5Etfw">January 3, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, as perspectivas do Arsenal mudaram completamente na temporada, sobretudo porque os londrinos não perdiam partidas consecutivas na Premier League desde maio do ano passado, mês em que eles deram adeus às chances de vencer a edição anterior do campeonato ao deixarem o Manchester City arrancar rumo ao terceiro título inglês seguido.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, a pressão aumentou pelos lados do Emirates Stadium, especialmente sob o treinador Mikel Arteta, a julgar que &#8211; mais uma vez &#8211; o Arsenal realizou altíssimos investimentos para reforçar o time visando a conquista da Premier League nesta temporada, vide os 234,9 milhões de euros gastos para contratar Declan Rice, Kai Havertz, Jurrien Timber, além do emprestado David Raya junto ao Brentford.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, ainda que boa parte da imprensa brasileira se negue a dizer &#8211; sabe-se lá porque cargas d&#8217;águas -, é inegável que o Arsenal investiu pesado em contratações na atual temporada, sendo inclusive o quarto clube que mais gastou na Premier League, o que o mantém com o segundo elenco mais valioso da competição, somente atrás do Manchester City.</p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, as sete partidas sem os atacantes Gabriel Jesus e Gabriel Martinelli na Premier League, contribuíram para a seca de gols do Arsenal &#8211; dono do sétimo melhor ataque do campeonato &#8211; nos últimos jogos, lembrando que o ex-jogador do Manchester City não esteve em campo na partida contra o Liverpool devido a uma pancada no joelho.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">MACHUCADO! 🚑<br><br>Gabriel Jesus está fora do confronto contra o Liverpool após ser diagnosticado com uma lesão no joelho.<br><br>A lesão não é considerada grave, e sim apenas uma pancada.<br><br>A expectativa é que Gabriel Jesus fique afastado por pouco tempo, apenas por precaução.<br><br>🗞… <a href="https://t.co/gOP8quRSd3">pic.twitter.com/gOP8quRSd3</a></p>&mdash; Goleada Euro (@goleada_euro) <a href="https://twitter.com/goleada_euro/status/1743998827873415352?ref_src=twsrc%5Etfw">January 7, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Por este motivo, mesmo em meio às limitações impostas pelo Fair Play Financeiro, a diretoria do Arsenal estuda a possibilidade de contratar um atacante nesta janela de janeiro, tendo em vista que Kai Havertz acabou não assumindo o papel que dele se esperava no clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, essa mais parece ser uma narrativa criada por Mikel Arteta para justificar a má fase dos <em>Gunners</em>, do que propriamente uma real necessidade da equipe, embora seja verdade que o Arsenal não tem no plantel goleadores como os rivais diretos na briga pelo título inglês, Manchester City e Liverpool, têm &#8211; Erling Haaland e Mohamed Salah.</p>



<p class="has-medium-font-size">E essa prosa se confirma ao notarmos a dificuldade do Arsenal em criar chances de gols. Para se ter uma ideia, nos quatro jogos anteriores o time da capital inglesa teve apenas cinco oportunidades claras de balançar as redes sem pênaltis, e marcaram somente dois tentos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, considerando que análises demonstram que&nbsp;a obtenção de chances de gols é um indicador mais importante de sucesso do que a capacidade de finalização de um jogador ou de um time, fica evidente que um novo centroavante, por melhor que ele possa vir a ser, não resolveria todos os problemas do Arsenal no momento, afinal, a bola chegaria poucas vezes pra ele no ataque.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-3-e1704754133963.jpg" alt="" data-id="87485" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-3-e1704754133963.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=87485" class="wp-image-87485"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Somando um triunfo nos últimos sete jogos, o Arsenal registra o menor número de vitórias em um ciclo de sete partidas sob a batuta de Mikel Arteta. </strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Com isso, talvez seria mais prudente o Arsenal mergulhar a fundo no mercado de transferências na busca por um meia para ajudar Martin Odegaard no setor de criação, ou até intensificar um trabalho direcionado a Emile&nbsp;Smith Rowe nestes 12 dias livres no calendário, do que simplesmente trazer um atacante a mais para compor o grupo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, um camisa 9 top do futebol mundial custa tão caro quanto dois ou até três jogadores de outras posições. Deste modo, seria mais prudente o Arsenal gastar menos incluindo mais peças no curto elenco que já se mostra desgastado justamente em função da sua falta de profundidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, o plantel relativamente reduzido de Mikel Arteta transparece por intermédio dos 23 jogadores diferentes utilizados por ele na formação titular do time até aqui na Premier League, ou seja, o menor número dentre os 20 clubes que disputam o torneio. Ademais, cinco atletas dos <em>Gunners </em>já ultrapassaram a marca de 2 mil minutos em campo na temporada 2023-24 (Ben White, Bukayo Saka, Gabriel Martinelli, Declan Rice e William Saliba). Em termos de comparação, o Liverpool tem apenas Mohamed Salah registrando tal marca.</p>



<p class="has-medium-font-size">Sendo assim, a primeira Champions League do Arsenal desde 2016, vem colaborando para o maior nível de esgotamento dos ingleses, uma vez que nos últimos anos em que eles disputaram a Premier League paralelamente com a Europa League, era possível fazer uma rotação maior entre os atletas. Talvez seja esta a razão pela qual mais descansados os <em>Gunners</em> sustentaram dez jogos de invencibilidade no começo da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por isso, o impacto da pausa de duas semanas de atividades após uma intensa sequência de jogos, aliada as quedas nas copas nacionais que resultará em um calendário mais leve na segunda metade da temporada, serão tão favoráveis ao Arsenal quanto a vinda de um novo atacante ao Emirates Stadium.</p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>
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		<title>Arsenal começa a temporada exorcizando a freguesia junto ao Manchester City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2023 15:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Arsenal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de ter liderado a Premier League em 27 das 38 rodadas do campeonato, o Arsenal deixou escapar a oportunidade de conquistar o título inglês após 19 anos devido a sua acentuada queda de rendimento na reta final da temporada passada. No entanto, o pior para a equipe do norte de Londres foi o fato [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Apesar de ter liderado a Premier League em 27 das 38 rodadas do campeonato, o Arsenal deixou escapar a oportunidade de conquistar o título inglês após 19 anos devido a sua acentuada queda de rendimento na reta final da temporada passada. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o pior para a equipe do norte de Londres foi o fato de que as duas derrotas sofridas nos confrontos diretos contra o Manchester City a tiraram da corrida pelo título inglês e, consequentemente, serviram como combustível extra para Pep Guardiola e companhia limitada. Por essa razão, a temporada anterior terminou de forma melancólica aos vice-colocados da Premier League com 85 pontos, cinco a menos em relação aos tricampeões.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, o destino colocou o Manchester City no caminho dos comandados de Mikel Arteta logo no primeiro compromisso de ambos na temporada 2023/24 e, detalhe, valendo uma taça no mítico estádio de Wembley, no caso, a da Supercopa da Inglaterra, popularmente chamada de Community Shield. Em outras palavras, uma excelente chance para o Arsenal exorcizar a freguesia diante do seu principal algoz.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e os que diziam que a Supercopa da Inglaterra não vale nada se enganaram completamente, pois o que vimos no estádio de Wembley foi uma decisão pra lá de intensa, que teve o Arsenal melhor no primeiro tempo, inclusive tendo duas boas oportunidades para abrir o placar com Kai Havertz.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, o cenário mudou na segunda etapa com o Manchester City passando a dominar as ações da partida, principalmente depois que Pep Guardiola promoveu a entrada de Kevin De Bruyne, e Mikel Arteta a saída de Jurrien Timber. Com isso, os atuais campeões europeus saíram na frente com um golaço de Cole Palmer, aos 32 minutos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, o belga Leandro Trossard, que havia entrado em campo aos 30 minutos do segundo tempo para substituir Gabriel Martinelli, igualou o marcador no limite do limite dos acréscimos, isto é, aos 56 minutos de jogo, levando a decisão que se encaminhava a favor do Manchester City para os pênaltis.</p>



<p class="has-medium-font-size">E curiosamente, o gol que selou o título dos <em>Gunners</em> ocorreu depois que Fábio Vieira, cujo sobrenome já fez bastante sucesso no clube londrino através das ótimas atuações, lances, gols, e títulos conquistados pelo ex-volante Patrick Vieira, assinalou a quarta e decisiva cobrança em Wembley.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Days like these 🥰 <a href="https://t.co/O42TFOOV49">pic.twitter.com/O42TFOOV49</a></p>&mdash; Arsenal (@Arsenal) <a href="https://twitter.com/Arsenal/status/1688544838835154944?ref_src=twsrc%5Etfw">August 7, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a torcida do Arsenal pôde soltar o grito de campeão que estava há três anos entalado na garganta. Todavia, além da alegria pela conquista do 17º troféu da Supercopa da Inglaterra, os <em>Gunners</em> também comemoraram a enorme evolução do time com as chegadas de Jurrien Timber, Declan Rice e Kai Havertz, os três reforços contratados até aqui nesta janela de transferências &#8211; lista que aumentará com a vinda do goleiro David Raya.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, um dos pontos que mais chamaram a atenção foi a aplicação tática, a intensidade, e a fortíssima marcação praticada pelo Arsenal, a julgar pelas dificuldades encontradas pelo Manchester City na saída de bola e na construção do jogo, em virtude da pressão exercida por Martin Odegaard sobre Rúben Dias, Kai Havertz sobre John Stones, e Declan Rice sobre Rodri.      </p>



<p class="has-medium-font-size">Embora Kai Havertz não seja um típico centroavante, ele colaborou demais com a constante movimentação no ataque, não apenas abrindo espaços na defesa dos <em>Citizens</em>, como também fazendo tabelas e finalizando jogadas com perigo, lembrando que o ex-jogador do Chelsea foi contratado para atuar como meia ao lado de Martin Odegaard, mas acabou jogando na posição de Gabriel Jesus em função da lesão do brasileiro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto isso, o polivalente Jurrien Timber substituiu com excelência o titular Oleksandr Zinchenko e, assim, formou uma fortíssima linha de defesa com Ben White, Gabriel Magalhães e William Saliba. Ademais, além do jovem jogador de 22 anos de idade ter aliviado as tarefas defensivas de Gabriel Martinelli, ele também deu importantes passes verticais para o ponta-esquerda dos <em>Gunners</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Não obstante, Declan Rice, literalmente, anulou o volante Rodri, uma das principais peças do Manchester City, vide o gol marcado pelo espanhol na última final da Champions League contra a Inter de Milão, criando superioridade numérica dentro de campo em razão da capacidade do camisa 41 em ajudar tanto na marcação quanto no apoio ao ataque. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/08/4-2-1024x683.jpg" alt="" data-id="79650" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/08/4-2-e1691507386302.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=79650" class="wp-image-79650"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Este foi o terceiro título conquistado por Mikel Arteta à frente do Arsenal. Em 2020, ele já havia faturado as taças da FA Cup e da própria Supercopa da Inglaterra.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, ao contrário do que ocorreu nos amistosos de pré-temporada contra Nurnberg, estrelas da MLS, Manchester United e Barcelona, onde somente um volante foi utilizado por Mikel Arteta, na final da Supercopa da Inglaterra o treinador espanhol escalou o Arsenal com Declan Rice e Thomas Partey a fim de fortalecer o sistema de marcação e tornar o time mais combativo fisicamente. Logo, fica claro que é desta maneira que os <em>Gunners</em> jogarão daqui adiante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, a grande partida realizada por Aaron Ramsdale merece ser destacada, afinal, o goleiro do Arsenal foi o melhor em campo ao defender a penalidade cobrada por Rodri, e por ter feito duas dificílimas intervenções ao longo do jogo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, Leandro Troussard, que esteve envolvido em mais gols do que todos os jogadores do Arsenal em 2023 (12), com exceção a Bukayo Saka, também mostrou porque é uma peça revigorante de Mikel Arteta, o que retrata a profundidade do plantel que carece apenas de um típico camisa nove, apesar da presença de Eddie Nketiah.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, por mais que a Supercopa da Inglaterra não seja uma competição tão relevante, conquistá-la foi extremamente importante ao Arsenal, em especial porque os <em>Gunners</em> provaram que estão ainda mais fortes nesta temporada e, certamente, irão brigar com o Manchester City pelo título da Premier League.</p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>
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		<title>Pressão assola o Arsenal às vésperas da &#8220;final antecipada&#8221; da Premier League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2023 02:54:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os dois empates com sabor de derrota nas duas rodadas anteriores da Premier League, aumentaram ainda mais a enorme pressão que assola o Arsenal nesta reta final de temporada, a ponto da conquista do título inglês já ser questionada no clube do norte de Londres. Pois é, e vale ressaltar que o drama dos Gunners [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Os dois empates com sabor de derrota nas duas rodadas anteriores da Premier League, aumentaram ainda mais a enorme pressão que assola o Arsenal nesta reta final de temporada, a ponto da conquista do título inglês já ser questionada no clube do norte de Londres. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e vale ressaltar que o drama dos <em>Gunners</em> teve início em Anfield, onde eles abriram uma confortável vantagem de 2 a 0 sobre o Liverpool antes dos 30 minutos da etapa inicial, devido aos tentos de Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus. Ainda assim, os <em>Reds</em> só não saíram de campo com os três pontos porque Mohamed Salah desperdiçou uma penalidade no segundo tempo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Uma semana depois, o Arsenal teve a chance de se redimir dos preciosos pontos perdidos em Anfield, no clássico diante do West Ham. Entretanto, o que nem o torcedor mais pessimista dos <em>Gunners</em> imaginava é que o mesmo ocorreria no estádio Olímpico de Londres, já que novamente os comandados de Mikel Arteta não conseguiram sustentar a vantagem de dois gols na partida, e repetiram o 2 a 2 com direito a um pênalti perdido por Bukayo Saka no começo da etapa final, quando eles ainda ganhavam por 2 a 1. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/04/capa-4-1024x683.jpg" alt="" data-id="72948" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2023/04/capa-4-e1681781937406.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=72948" class="wp-image-72948"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Esta foi a quinta vez na história da Premier League que um time cedeu o empate ao adversário depois de abrir dois gols de diferença em duas partidas seguidas no campeonato.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a diferença dos líderes da Premier League em relação ao vice-colocado Manchester City, que era de oito pontos na classificação, caiu para apenas quatro, pois ao contrário do Arsenal, os <em>Citizens</em> ostentam uma série de dez vitórias nos últimos dez jogos, considerando todas as competições.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Mas apesar das questões de ordem tática, são os aspectos anímicos que mais preocupam tanto a diretoria quanto os torcedores do Arsenal, afinal, é notável que os jogadores estão sentindo a enorme pressão que assola o clube que não ergue o caneco da Premier League há quase duas décadas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, olhar o retrovisor e enxergar o clube quatro vezes campeão inglês nos últimos cinco anos cada vez mais próximo, é outro ponto que atinge o lado mental do segundo elenco mais jovem da Premier League, cuja média de idade é de apenas 25,2 anos de idade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não obstante, a má performance defensiva do Arsenal também reflete a queda de desempenho do time, levando em conta que os <em>Gunners</em> foram vazados o montante de oito vezes nas seis rodadas anteriores da Premier League,&nbsp; registrando uma média superior a um gol sofrido por partida neste período, o que obriga a equipe a marcar mais de dois tentos a cada jogo para que resultados positivos sejam conquistados. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size">Por essas e outras, o favoritismo do Arsenal em relação a conquista da Premier League segue despencando a cada rodada da competição, haja vista as previsões da <em>Sky Sports</em>, conforme você pode acompanhar abaixo:  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Opta’s Premier League predictor model chances:<br>🥇 Manchester City &#8211; 65.6% <br>🥈 Arsenal &#8211; 34.4% <a href="https://t.co/BqoAXdTO3D">pic.twitter.com/BqoAXdTO3D</a></p>&mdash; Sky Sports Premier League (@SkySportsPL) <a href="https://twitter.com/SkySportsPL/status/1647909712879296513?ref_src=twsrc%5Etfw">April 17, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, é óbvio que ainda são grandes as probabilidades do Arsenal encerrar a temporada dando a volta olímpica no dia 28 de maio, a julgar que o Manchester City terá um desgaste maior no restante da temporada por estar disputando a Champions League, torneio no qual os atuais bicampeões ingleses provavelmente terão dois dificílimos jogos contra o Real Madrid nas semifinais, ao contrário dos londrinos, que seguem focados somente na Premier League.    </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, pelo menos na minha opinião, a Premier League será decidida justamente no confronto direto entre Manchester City x Arsenal, no Etihad Stadium, que acontecerá no próximo dia 26 (quarta-feira), apesar de ainda restarem sete rodadas e 21 pontos em disputa até o término do campeonato.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ali, caso o Arsenal conquiste um empate, a situação mudará completamente, tendo em vista que por mais que o Manchester City tenha um jogo a menos na Premier League, a diferença entre eles na tabela ainda será de um ponto a favor dos <em>Gunners</em>, embora a tendência é que os <em>Citizens</em> vençam essa &#8220;final antecipada&#8221;, assim o como fizeram no primeiro turno em pleno Emirates Stadium (3 a 1).  </p>



<p class="has-medium-font-size">Até lá, os londrinos receberão o lanterna Southampton no Emirates Stadium, em um duelo que será de suma importância para o resgate da confiança visando o jogo mais importante da temporada, ao passo que o Manchester City viajará à Alemanha para enfrentar o Bayern de Munique e, na volta, ainda terá o Sheffield United pelas semifinais da FA Cup. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em resumo, nove dias separam o Arsenal da conquista ou do vice-título da Premier League na temporada 2022/23. </p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>
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