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	<description>Blog sobre futebol</description>
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	<title>SoccerBlog</title>
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		<title>Fim da era Conte: Napoli aposta em Allegri e levanta dúvidas para o futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 20:56:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A saída de Antonio Conte do Napoli marca o fim de um ciclo que durou exatamente dois anos. Um período relativamente longo se levarmos em consideração a personalidade intensa do treinador italiano e a atmosfera igualmente apaixonada que cerca o futebol napolitano. E embora a passagem de Antonio Conte termine sem títulos em sua segunda [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/06/03/fim-da-era-conte-napoli-aposta-em-allegri-e-levanta-duvidas-para-o-futuro/">Fim da era Conte: Napoli aposta em Allegri e levanta dúvidas para o futuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">A saída de Antonio Conte do Napoli marca o fim de um ciclo que durou exatamente dois anos. Um período relativamente longo se levarmos em consideração a personalidade intensa do treinador italiano e a atmosfera igualmente apaixonada que cerca o futebol napolitano. </p>



<p class="has-medium-font-size">E embora a passagem de Antonio Conte termine sem títulos em sua segunda temporada pelo clube da Campânia, o saldo geral não pode ser considerado negativo. Afinal, foi sob seu comando que os <em>Azzurri</em> conquistaram o quarto <em>Scudetto</em> de sua história em 2025, recolocando o Napoli novamente no topo do futebol italiano dois anos após a histórica campanha liderada por Luciano Spalletti.</p>



<p class="has-medium-font-size">Justamente por causa desse título, a expectativa para a temporada 2025-26 era enorme. A diretoria investiu pesado no elenco, desembolsando 147,5 milhões de euros em reforços, valor que representou o segundo maior investimento da Serie A no período. A intenção era clara: transformar o Napoli em um candidato real não apenas ao bicampeonato italiano, mas também em uma equipe mais competitiva no cenário continental. O problema é que a resposta dentro de campo esteve muito distante das expectativas criadas ao redor do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">O Napoli jamais conseguiu estabelecer uma perseguição consistente à campeã Inter ao longo da temporada. Os nove pontos que separaram as duas equipes na classificação final refletem uma diferença que, em muitos momentos, pareceu até maior dentro das quatro linhas. Faltou regularidade, faltou consistência e, principalmente, faltou a capacidade de responder nos momentos decisivos do campeonato. Os <em>Azzurri</em> oscilaram demais durante a temporada e nunca transmitiram a sensação de que realmente brigariam pelo <em>Scudetto</em> até as rodadas finais.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A classificação final da temporada ✅ <a href="https://t.co/gq2UED2fHp">pic.twitter.com/gq2UED2fHp</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://x.com/SerieA_BR/status/2058672279542808703?ref_src=twsrc%5Etfw">May 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, esse desempenho acabou gerando frustração entre os torcedores. Depois do <em>Scudetto</em> conquistado no ano passado e dos elevados investimentos realizados pela diretoria, a expectativa mínima era que o Napoli permanecesse entre os protagonistas da disputa. No entanto, o clube passou boa parte da temporada correndo atrás dos concorrentes sem conseguir reduzir a distância para os líderes. A sensação de estagnação esportiva tornou-se cada vez mais evidente conforme os meses avançavam.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, os bastidores também começaram a se deteriorar. Antonio Conte nunca foi conhecido por ser um treinador fácil de administrar e, ao longo da temporada, os relatos de atritos internos tornaram-se cada vez mais frequentes. O relacionamento com a diretoria sofreu desgaste, o diálogo com setores do departamento de futebol ficou mais complicado e até alguns jogadores importantes passaram a demonstrar divergências em relação ao treinador. Um cenário que costuma ser perigoso em qualquer clube de elite.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entre os nomes envolvidos nessas divergências aparecem Kevin De Bruyne, contratado para elevar o patamar técnico da equipe, que teve seu nome ligado a episódios de tensão interna. O mesmo aconteceu com Romelu Lukaku e Frank Anguissa, duas peças fundamentais na conquista do quarto <em>Scudetto</em> napolitano. Quando os conflitos começam a atingir lideranças do vestiário, a permanência de um treinador passa a ficar naturalmente ameaçada. Aliás, Antonio Conte sabe disso como poucos.</p>



<p class="has-medium-font-size">As próprias entrevistas concedidas por Antonio Conte ao longo da temporada já deixavam evidente seu crescente grau de insatisfação. O treinador frequentemente criticava a gestão física do elenco e demonstrava preocupação com a quantidade de lesões sofridas pelo Napoli. De fato, os <em>Azzurri</em> conviveram com diversos problemas médicos e raramente conseguiram entrar em campo com a equipe considerada ideal. Ainda assim, essa justificativa não foi suficiente para amenizar as cobranças sobre os resultados obtidos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="117213" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/06/134196928221705637-2-e1780518736928.jpg" alt="" class="wp-image-117213"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Campeão italiano na temporada 2024-25, Antonio Conte se despediu do Napoli após 91 partidas compostas pelo total de 52 vitórias, 22 empates e 17 derrotas.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Outro fator que pesou contra Antonio Conte foi o desempenho dos reforços contratados a seu pedido. Jogadores como Sam Beukema, Lorenzo Lucca e Noa Lang chegaram cercados por expectativas, mas não conseguiram entregar um rendimento compatível com os valores investidos. Em um cenário de forte investimento financeiro, é natural que a diretoria espere resultados proporcionais. Consequentemente, a pressão recai de forma inevitável sobre quem participou diretamente das decisões de mercado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas talvez o maior fracasso da temporada tenha ocorrido na Champions League. E, nesse aspecto, a campanha do Napoli acabou reforçando uma crítica histórica que acompanha Antonio Conte ao longo da carreira. Mais uma vez suas equipes encontraram enormes dificuldades para competir no principal torneio do futebol europeu. Para se ter uma ideia, os <em>Azurri</em> sequer foram capazes de terminar a fase de liga entre os vinte e quatro melhores colocados da competição para garantir presença nos playoffs, encerrando sua participação de forma precoce e decepcionante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante desse contexto, a saída de Antonio Conte acabou sendo encarada por muitos como um desfecho natural. O que surpreendeu foi a rapidez com que a diretoria encontrou seu substituto. Pouco tempo após a confirmação da saída do treinador campeão italiano, o Napoli anunciou Massimiliano Allegri como novo comandante. Uma decisão que chamou atenção imediatamente não apenas pelo nome escolhido, mas principalmente pelo contraste entre os perfis dos dois treinadores.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Il Napoli ha scelto. Sarà Massimiliano Allegri il nuovo allenatore, chiamato a prendere il posto di Antonio Conte. Superata la concorrenza di Vincenzo Italiano, che pure oggi ha rescisso consensualmente con il Bologna. Ma Max è sempre stato la prima scelta del presidente De… <a href="https://t.co/rLsiqy0Evh">pic.twitter.com/rLsiqy0Evh</a></p>&mdash; Repubblica (@repubblica) <a href="https://x.com/repubblica/status/2060046801713971531?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os trabalhos mais recentes de Massimiliano Allegri não servem exatamente como credencial para gerar entusiasmo. Sua segunda passagem pela Juventus esteve longe do brilho apresentado em sua primeira experiência no clube e sua recente trajetória pelo Milan também terminou cercada por questionamentos. Os <em>Rossoneri</em> ficaram fora da zona de classificação para a Champions League e encerraram a Serie A apenas na quinta colocação, performance considerada abaixo das expectativas para os torcedores milanistas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, mais importante do que os resultados recentes é a diferença de filosofia entre os dois treinadores. Antonio Conte construiu sua carreira apostando em equipes agressivas, intensas e com postura dominante. Seus times normalmente procuram controlar o jogo através da pressão, da ocupação ofensiva dos espaços e da imposição física. Já Massimiliano Allegri historicamente segue uma linha muito mais pragmática, priorizando equilíbrio defensivo, organização tática e uma abordagem frequentemente mais reativa.</p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente nesse ponto que surgem as maiores dúvidas sobre o futuro do Napoli. A troca de Antonio Conte por Massimiliano Allegri não representa uma simples troca de treinador, mas sim uma mudança completa de conceito futebolístico. Em vez de buscar alguém capaz de dar continuidade ao trabalho já desenvolvido, a diretoria optou por iniciar um novo projeto baseado em princípios praticamente opostos aos do antecessor. Isso inevitavelmente exigirá tempo, adaptações e talvez até mudanças significativas no grupo de atletas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por essa razão, a temporada 2026-27 começa cercada por incertezas para os napolitanos. O Napoli possui um elenco talentoso, recursos financeiros importantes e uma torcida apaixonada, mas também carrega dúvidas consideráveis sobre o rumo esportivo escolhido pela diretoria. O sucesso ou fracasso da aposta em Massimiliano Allegri dependerá da capacidade do treinador de convencer o elenco de suas ideias e de apresentar rapidamente resultados. Caso contrário, os <em>Azzurri</em> correrão o risco de transformar uma troca de técnicos em um passo atrás exatamente no momento em que deveriam consolidar sua posição entre as principais potências do futebol italiano.</p>
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		<title>O fim de Slot e o início da reconstrução: Liverpool entrega Anfield a Iraola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:22:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arne Slot não é mais treinador do Liverpool. Quem seria capaz de imaginar que apenas um ano depois de conquistar a Premier League, o técnico holandês estaria deixando Anfield praticamente sem deixar saudades? Pois é, o cenário encontrado ao final da temporada 2025-26 em Anfield é completamente diferente daquele que existia doze meses atrás. Se [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Arne Slot não é mais treinador do Liverpool. Quem seria capaz de imaginar que apenas um ano depois de conquistar a Premier League, o técnico holandês estaria deixando Anfield praticamente sem deixar saudades? </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, o cenário encontrado ao final da temporada 2025-26 em Anfield é completamente diferente daquele que existia doze meses atrás. Se em seu ano de estreia Arne Slot foi celebrado como o homem que conseguiu substituir o lendário Jurgen Klopp sem traumas, agora ele deixa o clube inglês cercado por críticas, questionamentos e uma enorme sensação de oportunidade desperdiçada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os números ajudam a explicar por que a passagem de Arne Slot terminou de forma tão precoce. O Liverpool encerrou a Premier League apenas na quinta colocação, somando 60 pontos e dependendo da abertura do <em>G-5</em> para garantir presença na próxima Champions League. Foram apenas 63 gols marcados, o pior ataque do clube em uma década, além de 53 gols sofridos, o maior número de tentos concedidos pelos <em>Reds</em> desde a criação da Premier League em 1992. Para completar, o time acumulou 20 derrotas ao longo da temporada, algo impensável para um clube que investiu quase meio bilhão de euros em reforços.</p>



<p class="has-medium-font-size">E o mais preocupante para a torcida é que o desempenho dentro de campo jamais correspondeu ao investimento realizado. O Liverpool trouxe nomes importantes como Florian Wirtz, Alexander Isak, Hugo Ekitiké, Jeremie Frimpong e Milos Kerkez com a expectativa de permanecer na disputa pelos principais títulos. Em vez disso, viu uma equipe irregular, sem identidade clara e incapaz de competir com os principais rivais ingleses. O resultado foi uma temporada decepcionante para um elenco montado para disputar a Premier League e a Champions League em alto nível.</p>



https://twitter.com/premierleague/status/2059190306625540179?s=20



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, seria injusto analisar a passagem de Arne Slot apenas pelos acontecimentos mais recentes. Seu primeiro ano no comando do Liverpool foi extremamente positivo. Herdando a difícil missão de substituir Jurgen Klopp após nove temporadas históricas, o ex-treinador do Feyenoord conseguiu manter a estrutura competitiva da equipe e conduzi-la à conquista da Premier League. Em um ambiente onde muitos esperavam uma queda brusca de rendimento, Slot mostrou personalidade e capacidade para administrar a transição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Parte daquele sucesso aconteceu porque o treinador holandês conseguiu potencializar jogadores importantes do elenco. Cody Gakpo viveu sua melhor fase com a camisa vermelha, Alexis Mac Allister ganhou mais protagonismo no meio-campo e Dominik Szoboszlai tornou-se uma peça ainda mais relevante dentro da estrutura do time. Mas talvez o maior mérito de Arne Slot tenha sido enxergar em Ryan Gravenberch características para atuar como volante, função que transformou completamente o equilíbrio da equipe campeã da Premier League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Também não se pode ignorar a influência de Mohamed Salah naquela conquista. O egípcio protagonizou um dos melhores anos de sua carreira em Anfield e foi decisivo para que o Liverpool mantivesse regularidade ao longo da campanha rumo ao título inglês, a julgar pelos 34 gols e 23 assistências em 52 jogos disputados. O problema é que, assim como aconteceu com Arne Slot, Salah também apresentou uma queda acentuada de rendimento na temporada 2025-26. O camisa 11 que havia sido o grande símbolo da conquista da Premier League simplesmente desapareceu em campo.</p>



https://twitter.com/playmaker_PT/status/2059651058264109500?s=20



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mas se os resultados esportivos pesaram contra Arne Slot, suas declarações públicas contribuíram ainda mais para acelerar o desgaste da relação com o clube. Ao longo da temporada, o treinador colecionou entrevistas polêmicas nas quais criticou o estilo de jogo adotado por diversos adversários da Premier League. Em várias oportunidades, reclamou do excesso de força física, das bolas longas e da postura defensiva das equipes que enfrentavam o Liverpool.</p>



<p class="has-medium-font-size">O problema é que esse cenário nunca foi novidade para ninguém. Pep Guardiola enfrentou exatamente o mesmo tipo de dificuldade durante os anos de domínio do Manchester City. Jurgen Klopp também precisou lidar constantemente com adversários fechados e apostando em transições rápidas. Quando um clube se torna uma potência, é natural que os rivais adaptem suas estratégias. Ao transformar esse contexto em motivo recorrente de reclamação, Arne Slot acabou dando pífias justificativas para a má temporada dos <em>Reds</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Internamente, a situação também se deteriorou. O relacionamento entre o Arne Slot e Mohamed Salah tornou-se cada vez mais complicado ao longo da temporada. Os atritos entre ambos passaram a ser comentados nos bastidores e contribuíram para o desgaste do ambiente dentro do vestiário. Quando os resultados deixaram de aparecer, a perda de apoio interno tornou-se inevitável. Nem mesmo Anfield, tradicionalmente paciente com seus treinadores, deixou de manifestar insatisfação através de raras, mas significativas, vaias.</p>



https://twitter.com/LFC/status/2060684395443528077?s=20



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Agora o Liverpool inicia mais uma reconstrução. E ela não será simples. Além da troca no comando técnico, o clube perdeu peças importantes do elenco. Ibrahima Konaté deixou Anfield após uma negociação contratual mal conduzida pela diretoria. A saída do francês representa um enorme problema para um setor que já apresentava fragilidades. Hoje, Virgil van Dijk e Joe Gomez aparecem como as únicas opções experientes para a defesa, enquanto Giovanni Leoni retorna de uma grave lesão sem qualquer garantia de que conseguirá atuar em alto nível imediatamente.</p>



<p class="has-medium-font-size">A lateral-esquerda também se tornou uma preocupação. Andrew Robertson encerrou sua trajetória no clube ao transferir-se ao Tottenham, deixando uma lacuna importante no setor. Milos Kerkez surge como a única opção, e não pode carregar sozinho a responsabilidade de ocupar uma posição tão importante. O Liverpool precisará voltar ao mercado para reforçar uma defesa que já sofreu demais na última temporada e que perdeu profundidade em quase todas as suas funções.</p>



<p class="has-medium-font-size">O meio-campo também necessita de ajustes. Alexis Mac Allister teve uma temporada abaixo das expectativas, enquanto Curtis Jones continua parecendo mais útil como alternativa durante as partidas do que como titular absoluto. Ryan Gravenberch e Dominik Szoboszlai permanecem como peças fundamentais, mas é evidente que o plantel precisa ganhar novas soluções criativas. Além disso, a saída de Mohamed Salah torna necessária a contratação de um jogador capaz de atuar aberto pela direita, oferecendo velocidade, profundidade e capacidade de decisão.</p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente nesse contexto que surge Andoni Iraola. Após conduzir o Bournemouth à melhor temporada de sua história, terminando a Premier League na sexta colocação, o treinador espanhol aparece como principal candidato para suceder Arne Slot em Anfield, obviamente, cercado por expectativas elevadas depois de transformar o Bournemouth em uma equipe agressiva, intensa e absolutamente competitiva. Seu trabalho chamou atenção pela organização tática, pela capacidade de potencializar jovens jogadores e pela coragem para enfrentar adversários teoricamente superiores. Não por acaso, nomes como Rayan já começam a ser associados ao Liverpool.</p>



<p class="has-medium-font-size">Muitos torcedores questionam por que o Liverpool não avançou por Xabi Alonso quando o treinador espanhol esteve disponível no mercado. A resposta talvez esteja justamente no perfil procurado pela diretoria. Enquanto Alonso apresenta características mais próximas de um futebol baseado em controle e construção paciente, Andoni Iraola se aproxima mais da intensidade que marcou a &#8216;era Jurgen Klopp&#8217;. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, caberá à Andoni Iraola liderar uma profunda reconstrução em Anfield. Um novo capítulo começa no Liverpool. E depois de uma temporada tão decepcionante, os torcedores esperam que as esperanças voltem a ser maiores do que as cicatrizes deixadas pelo último ano.</p>
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		<title>De Paris para a eternidade: PSG conquista o bicampeonato da Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 19:43:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois da inédita conquista da Champions League na temporada passada, o Paris Saint-Germain voltou a fazer história. A equipe francesa conquistou a edição 2025-26 da principal competição de clubes do futebol europeu e se tornou bicampeã consecutiva do torneio. Um feito reservado a pouquíssimos gigantes do mundo da bola. Ao erguer novamente a taça mais [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Depois da inédita conquista da Champions League na temporada passada, o Paris Saint-Germain voltou a fazer história. A equipe francesa conquistou a edição 2025-26 da principal competição de clubes do futebol europeu e se tornou bicampeã consecutiva do torneio. Um feito reservado a pouquíssimos gigantes do mundo da bola. Ao erguer novamente a taça mais cobiçada do continente, o PSG não apenas consolidou sua posição entre as grandes potências da Europa, como também escreveu um dos capítulos mais importantes de sua trajetória desde a fundação do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">A conquista coloca o Paris Saint-Germain em um seleto grupo de equipes que conseguiram vencer a Champions League em temporadas consecutivas. Clubes históricos como Real Madrid, Liverpool, Inter de Milão, Bayern de Munique, Milan, Benfica e Ajax já haviam alcançado esse feito ao longo da história. Na era moderna da Champions League, entretanto, apenas os <em>madridistas</em> haviam conseguido repetir a dose recentemente, conquistando três títulos seguidos entre 2016 e 2018.</p>



<p class="has-medium-font-size">Muito desse sucesso passa pelo trabalho extraordinário realizado por Luis Enrique. Em sua terceira temporada no comando do clube francês, o treinador espanhol transformou completamente a identidade do Paris Saint-Germain. Desde sua chegada ao Parque dos Príncipes, a prioridade deixou de ser a busca por superestrelas e passou a ser a construção de uma equipe sólida, equilibrada e comprometida coletivamente. Uma mudança que encontrou resistência inicial, mas que hoje rende frutos históricos.</p>



<p class="has-medium-font-size">O processo de reconstrução não foi simples. Logo nos primeiros meses de trabalho, Luis Enrique viu nomes como Neymar, Lionel Messi e Sergio Ramos deixarem o clube. Pouco tempo depois, o maior símbolo do projeto esportivo parisiense nos últimos anos, Kylian Mbappé, também se despediu. A saída do atacante francês para o Real Madrid foi vista por muitos como um duro golpe para as ambições do PSG, especialmente porque o jogador buscava justamente aumentar suas chances de conquistar a Champions League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Lista de vencedores com 2 ⭐️Champions League:<br>🇵🇹Benfica<br>🇵🇹FC Porto<br>🇫🇷Paris SG<br>🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿Nottingham Forest<br>🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿Chelsea<br>🇮🇹Juventus <a href="https://t.co/2LU4hC6tli">pic.twitter.com/2LU4hC6tli</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2060808182432170464?ref_src=twsrc%5Etfw">May 30, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">O destino, porém, reservou uma enorme ironia para essa história. Desde que Kylian Mbappé trocou Paris por Madrid, quem passou a dominar o cenário europeu foi justo o PSG. Enquanto o atacante francês seguia sua busca pela taça continental vestindo branco, o clube que ele deixou para trás conquistava duas Champions League consecutivas. Primeiro com a histórica goleada por 5 a 0 sobre a Inter de Milão na temporada passada. Agora, repetindo a façanha e confirmando que seu sucesso está muito além de qualquer individualidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, a caminhada do PSG nesta temporada apresentou algumas semelhanças com a campanha vitoriosa anterior. Os franceses não conseguiram terminar a fase de liga entre os oito melhores colocados da competição e precisaram disputar os play-offs. Desta vez, o adversário foi o Monaco. No ano passado, o desafio havia sido o Brest. Em ambos os casos, os parisienses superaram o obstáculo doméstico e iniciaram uma trajetória de crescimento que culminaria novamente na decisão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas fases seguintes, o Paris Saint-Germain voltou a demonstrar sua força diante de adversários da Premier League. A equipe eliminou o Chelsea nas oitavas-de-final e passou pelo Liverpool nas quartas. Assim como havia acontecido na campanha anterior, os ingleses voltaram a cruzar o caminho do PSG e mais uma vez o os comandados de Luis Enrique demonstraram um grau competitivo capaz de rivalizar com qualquer potência do continente.</p>



<p class="has-medium-font-size">A semifinal contra o Bayern de Munique foi considerada por muitos especialistas como a verdadeira final antecipada da competição. Frente a frente estavam duas equipes que apresentaram o futebol mais consistente da Europa ao longo da temporada. Os bávaros contavam com um poderoso setor ofensivo formado por Harry Kane, Luis Díaz e Michael Olise, mas encontrou pela frente um time extremamente organizado e preparado para diferentes cenários de jogo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">Une nuit dans la légende ⭐️⭐️ <a href="https://t.co/os0lfQqFJh">pic.twitter.com/os0lfQqFJh</a></p>&mdash; Paris Saint-Germain (@PSG_inside) <a href="https://x.com/PSG_inside/status/2060978443978756383?ref_src=twsrc%5Etfw">May 31, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Foi exatamente essa versatilidade que fez a diferença. O Paris Saint-Germain não depende exclusivamente da posse de bola ou do jogo ofensivo. Quando necessário, a equipe sabe sofrer, defender e competir em alto nível. A classificação diante do Bayern em plena Allianz Arena através do empate em 1 a 1 demonstrou isso com clareza. Mesmo enfrentando uma das atmosferas mais difíceis do futebol europeu, os atuais tetracampeões franceses mantiveram o controle emocional e mostraram maturidade para garantir sua vaga na decisão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na final disputada em Budapeste, o adversário foi o Arsenal. Ao contrário do que muitos imaginavam, a partida foi extremamente equilibrada. Mikel Arteta surpreendeu ao armar uma equipe bastante conservadora, utilizando quatro zagueiros de origem em sua linha defensiva, com Cristhian Mosquera atuou improvisado pela direita e Piero Hincapié pela esquerda. A estratégia era clara: fechar os espaços e tentar sobreviver ao poder ofensivo parisiense.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">✨🇬🇪 Khvicha Kvaratskhelia is the 2025/26 UEFA Champions League Player of the Season 🙌<a href="https://x.com/hashtag/UCL?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCL</a> <a href="https://t.co/vkfBtCMEP1">pic.twitter.com/vkfBtCMEP1</a></p>&mdash; UEFA Champions League (@ChampionsLeague) <a href="https://x.com/ChampionsLeague/status/2061105404046721419?ref_src=twsrc%5Etfw">May 31, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O plano inglês ganhou força quando Kai Havertz abriu o placar logo aos 5 minutos de partida. A partir daquele momento, o Arsenal recuou ainda mais suas linhas e passou a defender a vantagem com todos os jogadores atrás da linha da bola. O problema é que poucos times no futebol europeu conseguem resistir durante tanto tempo à pressão exercida pelo melhor ataque da Champions League com impressionantes 48 gols marcados, incluindo os <em>Gunners</em>, donos da defesa menos vazada do torneio com somente 7 tentos sofridos.</p>



<p class="has-medium-font-size">A insistência parisiense acabou sendo recompensada na segunda etapa. Khvicha Kvaratskhelia, novamente brilhando em uma partida decisiva, foi o principal responsável pela reação. O georgiano infernizou a defesa inglesa durante toda a partida e sofreu o pênalti que recolocou o PSG no jogo. Ousmane Dembélé converteu a cobrança e levou a decisão para a prorrogação. O empate parecia até injusto diante dos números apresentados em campo, com ampla superioridade francesa em posse de bola (75% &#8211; 25%), finalizações (21 &#8211; 7) e volume ofensivo (trocas de passes: 889 &#8211; 285).</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas penalidades, a competência e uma dose inevitável de sorte acabaram sorrindo para o lado parisiense. O erro de Gabriel Magalhães na última cobrança confirmou o bicampeonato europeu e colocou definitivamente esta geração na história do clube. Luis Enrique provou que era possível construir um PSG vencedor sem depender de um elenco formado apenas por superastros. O investimento continuou elevado, mas passou a ser direcionado para a construção de um coletivo forte e competitivo. Com mais um ano de contrato pela frente, o treinador espanhol já começa a olhar para o próximo desafio: a busca por um tricampeonato europeu consecutivo que pode transformar esta equipe em uma das maiores dinastias da Champions League.</p>
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		<title>Crystal Palace conquista a Conference League e fecha era histórica de Oliver Glasner</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 19:37:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-26 terminou para o Crystal Palace exatamente da mesma maneira que começou: com os Eagles levantando uma taça. A equipe londrina abriu o calendário conquistando a tradicional Community Shield ao derrotar o Liverpool nas penalidades e encerrou a temporada vencendo o Raio Valecano por 1 a 0 na decisão da Conference League, disputada [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-26 terminou para o Crystal Palace exatamente da mesma maneira que começou: com os <em>Eagles</em> levantando uma taça. A equipe londrina abriu o calendário conquistando a tradicional Community Shield ao derrotar o Liverpool nas penalidades e encerrou a temporada vencendo o Raio Valecano por 1 a 0 na decisão da Conference League, disputada em Leipzig. </p>



<p class="has-medium-font-size">Um roteiro improvável para um clube acostumado historicamente a lutar contra o rebaixamento na Premier League e raramente frequentar as grandes manchetes do futebol europeu. O Crystal Palace encerra a temporada com três títulos conquistados em apenas doze meses e transforma definitivamente a &#8216;era Oliver Glasner&#8217; na mais importante de toda a sua história. Uma trajetória construída muito mais na resistência do que propriamente na estabilidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque apesar das conquistas, a temporada do Crystal Palace esteve longe de ser tranquila. Muito pelo contrário. Em diversos momentos, o ambiente dentro do clube foi bastante turbulento, principalmente por conta da relação cada vez mais desgastada entre Oliver Glasner e a diretoria liderada por Steven Parish. O treinador austríaco passou boa parte da temporada reclamando publicamente da falta de investimentos e da dificuldade do clube em manter suas principais estrelas. E não era exagero. Desde a chegada de Glasner, o Palace perdeu jogadores fundamentais de maneira consecutiva, enfraquecendo um elenco que já não possuía tantas alternativas técnicas assim.</p>



<p class="has-medium-font-size">Primeiro veio a saída de Michael Olise, um dos jogadores mais talentosos formados pelo  Crystal Palace nos últimos anos. Depois, o clube perdeu Eberechi Eze, o principal responsável pela criatividade ofensiva da equipe e peça central do sistema montado por Oliver Glasner. No meio da temporada, Marc Guéhi também deixou Selhurst Park, desmontando ainda mais a estrutura defensiva do time londrino. E como se não bastasse, Jean-Philippe Mateta esteve muito próximo de trocar a Inglaterra pelo Milan durante a janela de janeiro. O atacante chegou inclusive a viajar para a Itália e realizar exames médicos antes da transferência fracassar. A permanência de Mateta acabou sendo decisiva meses depois, mas naquele momento parecia mais um sinal de que o Palace desmontava aos poucos.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Crystal Palace, Champions of Europe ❤️💙 <a href="https://t.co/IH4xFdMA3V">pic.twitter.com/IH4xFdMA3V</a></p>&mdash; Crystal Palace F.C. (@CPFC) <a href="https://x.com/CPFC/status/2059741180477182028?ref_src=twsrc%5Etfw">May 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, mesmo perdendo tantas peças importantes, o Crystal Palace conseguiu iniciar muito bem a caminhada na Premier League. A equipe começou dezembro ocupando a quarta colocação da tabela, algo absolutamente impensável para um clube com a realidade financeira dos <em>Eagles</em>. Oliver Glasner havia conseguido construir um time competitivo, organizado defensivamente e muito agressivo nos contra-ataques. Brennan Johnson, contratado durante a temporada, ajudou a elevar o nível ofensivo do time, enquanto Adam Wharton crescia cada vez mais no meio-campo. O problema é que o elenco curto começou a sentir desgaste físico, emocional e técnico ao longo da segunda metade da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">A partir de janeiro, o Crystal Palace entrou em colapso. Foram doze partidas consecutivas sem vitória, mergulhando o clube em uma grande crise que aproximou perigosamente a equipe da zona de rebaixamento da Premier League. O rendimento ofensivo caiu drasticamente, tornando o Palace um time previsível e com enorme dificuldade para propor o jogo contra adversários mais fechados. Oliver Glasner passou a conceder entrevistas cada vez mais explosivas, criticando publicamente o planejamento esportivo da diretoria. Durante várias semanas, a sensação era de que sua permanência no cargo estava por um fio. O ambiente em Selhurst Park se tornou absolutamente pesado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Como se a sequência negativa não bastasse, o Crystal Palace ainda sofreu uma das eliminações mais humilhantes de toda a sua história recente. Atual campeão da FA Cup, o clube caiu ainda na terceira fase do torneio ao ser derrotado pelo Macclesfield, equipe da sétima divisão inglesa. O resultado gerou revolta entre os torcedores e aumentou ainda mais a pressão sobre Oliver Glasner. Muitos passaram a questionar se o treinador austríaco realmente conseguiria sustentar o nível competitivo do time sem as principais estrelas do elenco. O Palace parecia emocionalmente destruído naquele momento da temporada. E poucos acreditavam que o desfecho seria tão glorioso meses depois.</p>



<p class="has-medium-font-size">Paralelamente a toda essa turbulência doméstica, o Crystal Palace iniciava sua primeira campanha internacional em 119 anos de existência. Uma participação cercada de polêmica desde o início. Afinal, os <em>Eagles</em> haviam garantido vaga originalmente na Europa League após a conquista da FA Cup, mas acabaram rebaixados para a Conference League por conta dos problemas relacionados às participações acionárias de John Textor, que também possuía ligação com o Lyon. O sentimento dentro do clube inglês era de profunda injustiça. E talvez justamente por isso o Palace tenha encarado a o torneio continental com tamanha obsessão competitiva, a ponto de torná-lo prioridade absoluta.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Oliver Glasner conquista o 2.º 🏆 título internacional da carreira de treinador:<br>2022 Liga Europa (Frankfurt)<br>2026 Conference League (Crystal Palace) <br><br>⚠ O treinador 🇦🇹 abandona o Crystal Palace com 3 títulos conquistados &#8211; o melhor registo de um treinador no clube <a href="https://t.co/BiqkQkmHNG">pic.twitter.com/BiqkQkmHNG</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2059750171454345463?ref_src=twsrc%5Etfw">May 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A caminhada europeia, no entanto, esteve longe de ser tranquila. O Crystal Palace sofreu desde a fase preliminar diante do Fredrikstad, da Noruega, tendo enormes dificuldades principalmente nos jogos fora de casa. Os ingleses claramente não possuíam experiência internacional e em vários momentos demonstravam nervosismo excessivo. Nos playoffs, eles enfrentaram o Zrinjski Mostar e precisaram suportar jogos extremamente físicos e truncados. Depois, nas oitavas-de-final, passaram pelo AEK Larnaca apenas na prorrogação, em uma classificação dramática no Chipre. Ficava evidente que o Palace sofria muito quando precisava propor o jogo sem ter mais jogadores tão criativos no elenco.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi justamente por isso que as quartas-de-final acabaram representando uma virada emocional para o clube. Contra a Fiorentina, uma equipe muito mais acostumada a disputar competições continentais, o Crystal Palace finalmente apresentou o seu melhor futebol na Conference League. A vitória por 3 a 0 em Selhurst Park mudou completamente a percepção em torno da campanha inglesa. Oliver Glasner montou uma equipe agressiva sem a bola, intensa na pressão e eficiente nas transições ofensivas. Ismaila Sarr realizou talvez sua melhor atuação desde que chegou ao clube, enquanto Mateta voltou a ser decisivo no ataque. Pela primeira vez, o Palace começou realmente a acreditar que poderia ser campeão europeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nas semifinais, o adversário foi o Shakhtar Donetsk, tradicional equipe do futebol ucraniano e acostumada a disputar Champions League. Mais uma vez o Crystal Palace mostrou enorme maturidade competitiva. Mesmo sem possuir um elenco tecnicamente brilhante, o time compensava isso com organização tática, intensidade física e principalmente força mental. Oliver Glasner conseguiu transformar um plantel emocionalmente abalado em um grupo combativo no cenário continental. E muito dessa transformação passava pela identificação criada entre treinador, torcida e elenco. O Palace já não jogava apenas por uma taça. Jogava para provar que pertencia ao futebol europeu.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🏆 Oliver Glasner mudou a HISTÓRIA do Crystal Palace:<br><br>✅ Conquistou a PRIMEIRA taça da história do clube com a FA Cup<br>✅ Depois venceu a Community Shield contra o Liverpool<br>✅ Agora entrega ao Palace o PRIMEIRO título europeu da história do clube<br><br>De time sem tradição em… <a href="https://t.co/ANhQuTK6Uq">pic.twitter.com/ANhQuTK6Uq</a></p>&mdash; Curiosidades PL (@CuriosidadesPRL) <a href="https://x.com/CuriosidadesPRL/status/2059751297570550096?ref_src=twsrc%5Etfw">May 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A decisão em Leipzig contra o Rayo Vallecano carregava enorme simbolismo. De um lado, um clube espanhol vivendo o maior momento de sua história. Do outro, um Crystal Palace tentando conquistar o primeiro título internacional em 119 anos de existência. O jogo foi extremamente equilibrado, tenso e marcado por poucas oportunidades claras. Como já havia acontecido em boa parte da campanha europeia, o Palace sofreu diante de um adversário muito fechado defensivamente. Mas aos cinco minutos do segundo tempo surgiu o herói improvável daquela trajetória: Jean-Philippe Mateta. Justamente o jogador que tentou deixar o clube em janeiro marcou o gol mais importante da história dos <em>Eagles</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">O gol de Jean-Philippe Mateta não apenas decidiu a final da Conference League. Ele simbolizou claramente o espírito contraditório e caótico dessa temporada do Crystal Palace. Um clube que passou boa parte do ano mergulhado em crises internas, convivendo com derrotas traumáticas, especulações e problemas administrativos, mas que ainda assim encontrou forças para conquistar títulos históricos. A imagem de Oliver Glasner comemorando ajoelhado após o apito final em Leipzig resume o que foi sua passagem pelo clube. Um treinador intenso, explosivo, muitas vezes difícil de lidar, mas totalmente transformador. Glasner deu identidade ao Palace.</p>



<p class="has-medium-font-size">É impossível olhar para a história recente do clube sem colocar Oliver Glasner como o maior treinador que o Crystal Palace já teve. Foi ele quem conduziu os <em>Eagles</em> ao primeiro grande título nacional da história ao vencer a FA Cup sobre o Manchester City. Foi ele quem derrotou o Liverpool na Community Shield meses depois. E agora é ele quem entrega ao clube um inédito título internacional ao conquistar a Conference League. Em apenas duas temporadas e meia, Glasner transformou completamente o tamanho institucional do Palace dentro do futebol inglês e europeu. Algo que parecia impossível há poucos anos atrás.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, o Crystal Palace olha para o futuro de uma maneira diferente. A classificação para a Europa League coloca o time novamente diante de um cenário continental desafiador, mas também promissor. Frankfurt já aparece como possível palco da próxima final continental, pois após tudo o que viveu nessa temporada, o torcedor do Palace aprendeu que não existe mais impossível para os <em>Eagles</em>. Afinal, em apenas doze meses, eles derrotaram Manchester City, Liverpool e agora conquistaram a Europa. Um clube historicamente pequeno que finalmente aprendeu a pensar grande.</p>
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		<title>Juventus fora da Champions League: o fracasso que expõe a crise da Velha Senhora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:37:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
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		<category><![CDATA[Luciano Spalletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-26 terminou de maneira melancólica para a torcida da Juventus. Acostumada historicamente a disputar títulos nacionais e protagonizar grandes campanhas continentais, a Velha Senhora encerra a Serie A apenas na sexta colocação, garantindo somente uma vaga na próxima edição da Europa League. Em outras palavras, um cenário frustrante para um clube do tamanho [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/05/27/juventus-fora-da-champions-league-o-fracasso-que-expoe-a-crise-da-velha-senhora/">Juventus fora da Champions League: o fracasso que expõe a crise da Velha Senhora</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-26 terminou de maneira melancólica para a torcida da Juventus. Acostumada historicamente a disputar títulos nacionais e protagonizar grandes campanhas continentais, a <em>Velha Senhora</em> encerra a Serie A apenas na sexta colocação, garantindo somente uma vaga na próxima edição da Europa League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, um cenário frustrante para um clube do tamanho da Juventus, que iniciou a temporada sonhando em retornar definitivamente ao topo do futebol italiano e europeu. A ausência na próxima Champions League representa não apenas um fracasso esportivo, mas também um golpe duríssimo no planejamento financeiro da equipe de Turim. Afinal, deixar de disputar a principal competição do continente inevitavelmente reduz receitas, enfraquece o orçamento e torna o projeto do clube menos atrativo para grandes jogadores.</p>



<p class="has-medium-font-size">E isso pesa enormemente no mercado da bola. A Juventus tinha como grande objetivo garantir uma vaga na Champions League justamente para convencer atletas de elite a defenderem suas cores na próxima temporada. Nomes como o goleiro Alisson e o meia Bernardo Silva apareciam entre os nomes monitorados pela diretoria. Entretanto, sem a presença no principal torneio europeu, a tendência é que esses jogadores priorizem projetos esportivos mais competitivos e financeiramente mais sólidos. A <em>Juve</em> perde força não somente dentro de campo, mas também nos bastidores do mercado europeu, algo extremamente preocupante para um clube que tenta desesperadamente reconstruir sua imagem após anos turbulentos.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro grande erro da Juventus nesta temporada foi cometido ainda antes da bola rolar. Após o término da temporada 2024-25, a diretoria decidiu manter Igor Tudor no comando técnico da equipe. É verdade que o treinador croata havia feito um bom trabalho emergencial ao substituir Thiago Motta durante a luta pela classificação à Champions League naquela reta final da Serie A. Sob sua liderança, a <em>Juve</em> conseguiu terminar o campeonato na quarta colocação e assegurou vaga no <em>G-4</em>. Porém, transformar um técnico de solução temporária em comandante definitivo de um projeto tão delicado mostrou-se uma decisão equivocada por parte dos <em>bianconeri</em>.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Classifica finale 🌟 <a href="https://t.co/eORd0t69kp">pic.twitter.com/eORd0t69kp</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2058668688513913238?ref_src=twsrc%5Etfw">May 24, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que temporada até começou de maneira promissora. A Juventus venceu suas três primeiras partidas na Serie A e parecia caminhar para uma campanha consistente. Contudo, a ilusão durou pouco. Logo depois, a equipe mergulhou em uma sequência assustadora de oito partidas consecutivas sem vencer considerando todas as competições. Foram cinco empates e três derrotas em um curto espaço de tempo, expondo problemas táticos, psicológicos e técnicos gravíssimos. Os <em>bianconeri </em>demonstravam enorme dificuldade na criação ofensiva, sofriam defensivamente e pareciam completamente perdidos em campo. O ambiente começou a ficar pesado em Turim e, consequentemente, a pressão da torcida aumentava rodada após rodada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Somente no final de outubro a diretoria decidiu agir. Igor Tudor foi demitido, e a Juventus apostou na chegada de Luciano Spalletti para tentar salvar a temporada. O experiente treinador italiano desembarcou em Turim trazendo esperança de reorganização, principalmente pelo excelente trabalho realizado à frente do Napoli, além da bagagem adquirida no comando da seleção italiana. Inicialmente, a mudança realmente pareceu surtir efeito. A <em>Juve</em> apresentou melhora na Serie A, voltou a vencer partidas importantes e mostrou sinais de recuperação na tabela. Todavia, os problemas estruturais do elenco continuavam evidentes e acabariam cobrando seu preço nos momentos decisivos da temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na Champions League, por exemplo, a Juventus jamais conseguiu convencer plenamente. A campanha na fase de liga foi extremamente irregular, marcada por atuações pouco inspiradas e resultados decepcionantes. A equipe terminou apenas na 13ª colocação geral, muito distante do grupo dos oito melhores classificados diretamente às oitavas-de-final. Isso obrigou a <em>Velha Senhora</em> a disputar os play-offs de repescagem, aumentando ainda mais a pressão sobre um plantel já bastante abalado emocionalmente. E o pior acabou acontecendo justamente diante do Galatasaray.</p>



<p class="has-medium-font-size">Embora muitos apontassem a Juventus como favorita no confronto, o time italiano foi atropelado no jogo de ida em Istambul. A goleada por 5 a 2 sofrida na Turquia expôs todas as fragilidades defensivas da equipe de Luciano Spalletti. A atmosfera infernal criada pela torcida do Galatasaray engoliu completamente a Juventus, que parecia incapaz de competir em alto nível continental. Ainda assim, no jogo de volta em Turim, os <em>bianconeri</em> conseguiram reagir de maneira impressionante. Venceram por 3 a 0 no tempo regulamentar e levaram a decisão para a prorrogação, reacendendo a esperança dos torcedores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas quando parecia próxima de uma classificação heroica, a Juventus voltou a demonstrar toda sua fragilidade emocional. Na prorrogação, sofreu dois gols e acabou eliminada de maneira traumática. A queda diante do Galatasaray abalou profundamente os jogadores e praticamente destruiu o restante da temporada. A equipe jamais conseguiu se recuperar mentalmente após aquela noite europeia. O desempenho na Serie A caiu, os resultados negativos se multiplicaram e a <em>Juve</em> passou a desperdiçar pontos preciosíssimos contra adversários tecnicamente inferiores.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A Juventus foi eliminada no play-off da Champions: a equipa de Turim perdeu as 6 últimas eliminatórias que disputou na competição:<br>2018/19 Ajax✖ <br>2019/20 Lyon✖ <br>2020/21 FC Porto✖ <br>2021/22 Villarreal✖ <br>2024/25 PSV ✖ <br>2025/26 Galatasaray✖ <a href="https://t.co/nBDNaA3K58">pic.twitter.com/nBDNaA3K58</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2027005755367260240?ref_src=twsrc%5Etfw">February 26, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os tropeços diante do Hellas Verona simbolizam perfeitamente o colapso da temporada da Juventus. No primeiro turno, a equipe empatou em 1 a 1 fora de casa frente um adversário que acabou rebaixado. Já no segundo turno, novo empate em 1 a 1, desta vez dentro do Allianz Stadium, em uma atuação extremamente pobre da equipe. Foram quatro pontos desperdiçados que lhe renderiam a vaga na Champions League. A <em>Juve</em> demonstrava enorme dificuldade para propor jogo contra oponentes mais fechados, além de apresentar um sistema ofensivo previsível e pouco criativo durante a caminhada na Serie A.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro golpe duríssimo aconteceu contra a Fiorentina, rival histórica da Juventus. A <em>Viola</em> fez uma temporada muito abaixo das expectativas, mas ainda assim conseguiu tirar pontos importantes do time de Turim. No primeiro turno, empate por 1 a 1. Já na penúltima rodada, a derrota por 2 a 0 dentro de casa sepultou as últimas esperanças da <em>Juve</em> de classificação para a Champions League. O Allianz Stadium viveu um clima pesadíssimo, com vaias, protestos e enorme frustração por parte dos torcedores, que viam a a vaga no <em>G-4</em> ruir diante de seus olhos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Toda essa crise esportiva também está diretamente ligada aos problemas financeiros acumulados pela Juventus nos últimos anos. Desde a contratação de Cristiano Ronaldo em 2018, o clube passou a enfrentar enormes dificuldades econômicas. A tentativa de recolocar a Juventus no topo da Europa através de investimentos pesados acabou gerando desequilíbrios financeiros graves. Em determinados momentos, a <em>Juve</em> chegou inclusive a sofrer punições relacionadas ao Fair Play Financeiro, afetando diretamente seu planejamento esportivo e administrativo. Hoje, os <em>bianconeri</em> colhem as consequências de anos de decisões equivocadas dentro e fora das quatro linhas.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="117100" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-32-e1779902889854.jpg" alt="" class="wp-image-117100"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Em 38 jogos à frente da Juventus, Luciano Spalletti colecionou 20 vitórias, 11 empates e sete derrotas, registrando 62,2% de aproveitamento através desta performance.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Além dos problemas financeiros, a sucessão de escolhas questionáveis para o comando técnico também contribuiu enormemente para o declínio da Juventus. A aposta em Andrea Pirlo como treinador foi extremamente arriscada para um profissional ainda completamente inexperiente. Depois veio a tentativa de resgatar a boa fase do eneacampeonato italiano com o retorno de Massimiliano Allegri, seguido de experiências frustradas com Thiago Motta e, posteriormente, Igor Tudor. A <em>Juve</em> parece ter perdido completamente sua identidade esportiva nos últimos anos, alternando estilos de jogo, projetos e filosofias sem qualquer continuidade real. A consequência disso foi um clube cada vez mais distante do padrão competitivo que marcou sua história.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, resta a Luciano Spalletti tentar reconstruir a equipe em um cenário muito mais complicado. Sem Champions League, com menor capacidade financeira e pressionada pela torcida, a Juventus deverá montar um elenco mais modesto para a próxima temporada. A disputa da Europa League certamente está muito abaixo das expectativas históricas do clube, especialmente para uma instituição acostumada a frequentar as fases decisivas da Champions League durante grande parte de sua trajetória recente. A sensação é de que a <em>Velha Senhora</em> entrou em um ciclo de decadência difícil de interromper.</p>



<p class="has-medium-font-size">E o mais preocupante para os torcedores <em>bianconeri</em> talvez seja justamente a falta de perspectiva imediata de recuperação. A Juventus encerra a Serie A atrás de equipes como o surpreendente Como e também da Roma. Um panorama inimaginável há poucos anos para aquele que foi o clube dominante do futebol italiano durante praticamente toda a década passada. A reconstrução da <em>Juve</em> exigirá paciência, competência administrativa e decisões muito mais assertivas daqui para frente. Porque, caso contrário, a <em>Velha Senhora</em> corre o risco de continuar cada vez mais distante da elite do futebol europeu.</p>
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		<title>Bayern conquista a DFB-Pokal e fecha a temporada com a tríplice alemã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 17:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Bayern Munique]]></category>
		<category><![CDATA[Copa da Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[DFB-Pokal]]></category>
		<category><![CDATA[FC Bayern]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Gigante da Baviera]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[Vincent Kompany]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-26 do futebol alemão terminou da maneira mais tradicional possível: com o Estádio Olímpico de Berlim tomado por torcedores para a grande decisão da DFB-Pokal. E desta vez, quem voltou a levantar a taça foi o Bayern de Munique, que celebrou mais uma tríplice nacional ao conquistar também a Bundesliga e a Supercopa [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-26 do futebol alemão terminou da maneira mais tradicional possível: com o Estádio Olímpico de Berlim tomado por torcedores para a grande decisão da DFB-Pokal. E desta vez, quem voltou a levantar a taça foi o Bayern de Munique, que celebrou mais uma tríplice nacional ao conquistar também a Bundesliga e a Supercopa da Alemanha. </p>



<p class="has-medium-font-size">Embora seja o maior campeão da Copa da Alemanha, o Bayern não vencia a competição desde 2020, quando aquela histórica equipe comandada por Hansi Flick conquistou a sêxtupla coroa. Desde então, o <em>Gigante da Baviera</em> até seguiram dominando o cenário nacional através da Bundesliga, mas convivia com um jejum incomum dentro da DFB-Pokal. Por isso, existia uma enorme expectativa dos torcedores bávaros para essa decisão em Berlim. A viagem até a capital alemã acabou se transformando numa verdadeira invasão vermelha, algo absolutamente tradicional dentro da cultura do futebol alemão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diferentemente de muitos campeonatos nacionais espalhados pela Europa, a Copa da Alemanha carrega uma atmosfera extremamente popular, festiva e simbólica, principalmente por ser disputada em jogo único na capital do país. E os torcedores do Bayern estavam sedentos por esse reencontro com Berlim. Afinal, fazia seis anos que o clube não dava uma volta olímpica naquela competição. O cenário acabou ficando ainda mais especial pelo contexto do ano construído pelo time de Vincent Kompany. Os bávaros encerram a temporada 2025-26 conquistando Bundesliga, DFB-Pokal e também a Supercopa da Alemanha, consolidando um ciclo extremamente dominante dentro do futebol nacional. Mais do que os títulos, impressiona a maneira como eles os venceram, isto é, jogando de maneira ofensiva, agressiva e intensa. Absolutamente obcecados por atacar durante os noventa minutos.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="de" dir="ltr">🏆 𝐃𝐅𝐁-𝐏𝐨𝐤𝐚𝐥𝐬𝐢𝐞𝐠𝐞𝐫 𝟐𝟎𝟐𝟔 🏆 <a href="https://t.co/tKxhB9nAkV">pic.twitter.com/tKxhB9nAkV</a></p>&mdash; FC Bayern München (@FCBayern) <a href="https://twitter.com/FCBayern/status/2058839079303696693?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os números da equipe bávara ajudam a explicar perfeitamente a dimensão histórica dessa temporada. O Bayern de Munique encerra a atual temporada com incríveis 184 gols marcados em 55 jogos por todas as competições, registrando uma média impressionante de 3,35 tentos por partida. Para se ter uma ideia, somente o trio de ataque composto por Luis Díaz, Michael Olise e Harry Kane balançou as redes o montante de 108 vezes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, trata-se realmente de um registro absurdo mesmo para os padrões modernos do futebol europeu. Muita gente imediatamente vai recordar daquele histórico Barcelona de Pep Guardiola na temporada 2011-12, que terminou o ano com 182 gols marcados contando com Lionel Messi, Alexis Sánchez e Pedro no setor ofensivo. Contudo, existe um detalhe importante nessa comparação. A equipe espanhola disputou sete partidas a mais naquela oportunidade. Ou seja, proporcionalmente, a média ofensiva do Bayern, de Vincent Kompany, acaba sendo ainda superior. Isso mostra o enrome poderio ofensiva alcançado do <em>Gigante da Baviera</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">E muito desse sucesso coletivo passa diretamente pelo trabalho desenvolvido por Vincent Kompany. Havia muitas dúvidas quando o treinador belga desembarcou na Baviera, especialmente pelo fato de ainda ser um técnico relativamente jovem e sem uma longa trajetória em clubes gigantes da Europa. Todavia, o ex-técnico do Burnley rapidamente mostrou personalidade para implementar suas ideias dentro de um ambiente extremamente exigente. Os atuais bicampeões alemães passaram a jogar com pressão alta constante, intensidade física absurda, recuperação rápida da posse de bola e uma agressividade ofensiva que lembra os grandes times europeus das últimas décadas. Assim, Kompany transformou o Bayern novamente numa máquina de fazer gols e conseguiu algo que parecia improvável há poucos anos: devolver brilho estético ao futebol apresentado pelo clube bávaro.</p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, quando se fala desse Bayern de Munique, é impossível não destacar Michael Olise, Luis Díaz e Harry Kane. Na minha opinião, trata-se atualmente do trio de ataque mais letal do futebol mundial, independentemente do fato dos alemães não terem chegado à final da Champions League. Os números simplesmente falam por si só. Michael Olise encerra a temporada alcançando incríveis 27 assistências, consolidando-se como um dos jogadores mais criativos da Europa. Luis Díaz, com sua velocidade e capacidade de atacar espaços curtos, tornou-se uma arma praticamente imparável nas transições ofensivas. E Harry Kane vive talvez a melhor temporada individual de toda sua carreira. É um ataque absolutamente complementar, equilibrado e que consegue destruir adversários de maneiras completamente diferentes.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="117063" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-30-e1779721628570.jpg" alt="" class="wp-image-117063"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Harry Kane (61), Luis Díaz (26) e Michael Olise (21) marcaram 108 dos 184 tentos do Bayern na temporada. Juntos, eles participaram de 161 destes gols.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E a finalíssima da DFB-Pokal acabou resumindo claramente aquilo que foi o Bayern de Munique no decorrer da temporada. Apesar do placar de 3 a 0, o jogo esteve longe de ser simples durante o primeiro tempo. A equipe liderada por Sebastian Hoeness entrou bastante organizada defensivamente, utilizando uma linha de cinco homens atrás e dificultando bastante os espaços internos dos bávaros. Durante boa parte da etapa inicial, o Stuttgart conseguiu travar a circulação ofensiva dos pupilos de Vincent Kompany e ainda ameaçou em alguns contra-ataques. Foi um primeiro tempo equilibrado, intenso e competitivo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, como aconteceu tantas vezes ao longo da temporada, o Bayern cresceu muito após o intervalo. A equipe passou a controlar completamente o ritmo da partida, aumentou a pressão ofensiva e sufocou o Stuttgart dentro do próprio campo. E foi justamente nesse contexto que Harry Kane voltou a decidir uma grande partida. O atacante inglês marcou os três gols da vitória bávara, incluindo um de pênalti já nos minutos finais da decisão. </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, mais um hat-trick numa final importante da carreira do camisa nove inglês. Com isso, Harry Kane encerra a temporada com números absolutamente absurdos: 61 gols e sete assistências em 51 partidas disputadas. Uma média superior a um gol por jogo, algo impressionante mesmo para os maiores atacantes da história recente do futebol europeu. E o mais curioso é que ele está muito longe de ser apenas um centroavante finalizador. O ex-jogador do Tottenham participa da construção ofensiva do Bayern de maneira ativa. Em muitos momentos, ele deixa a área, recua para o meio-campo e atua como um típico camisa dez na articulação ofensiva do time.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Kane terminou a época com 61 golos: 2.º melhor registo de sempre de um jogador do Bayern, só atrás de Gerd Muller, que marcou 63 golos em 1972/73<br><br>⚽ Golos de Kane esta época:<br>36 Bundesliga<br>14 Champions<br>10 Taça<br>1 Supertaça<br>5 hat-tricks<br>12 bis <a href="https://t.co/Yatq1udwvf">pic.twitter.com/Yatq1udwvf</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2058908685150158947?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, essa capacidade de Harry Kane recuar e participar do setor criativo muda completamente o funcionamento ofensivo do Bayern de Munique. O segundo tempo da final deixou isso muito claro. Quando Kane começou a circular mais fora da área e participar diretamente da construção das jogadas, o Stuttgart simplesmente perdeu suas referências defensivas. Os zagueiros já não sabiam se acompanhavam o inglês ou permaneciam posicionados na linha de defesa. Isso abriu espaços fundamentais para infiltrações de Michael Olise, Jamal Musiala e Luis Díaz. É impressionante como uma simples mudança de posicionamento consegue alterar completamente a dinâmica do ataque de um time. Por isso, na minha opinião, o atacante de 32 anos de idade foi o melhor jogador da temporada europeia. Não apenas pelos números absurdos, mas também pela total influência coletiva que exerce em campo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro jogador que merece enorme destaque é Dayot Upamecano. Talvez poucas pessoas imaginassem que o zagueiro francês pudesse atingir esse nível depois de tantas temporadas marcadas por falhas individuais graves. Durante muito tempo, Upamecano carregou a fama de defensor inseguro nos momentos decisivos. Contudo, Vincent Kompany conseguiu recuperar a confiança do camisa 2. Obviamente, a chegada de Jonathan Tah também foi fundamental nesse processo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, não outra peça importantíssima dentro da engrenagem montada por Vincent Kompany é Konrad Laimer. O austríaco talvez não receba o mesmo destaque midiático do trio ofensivo, mas sua importância tática dentro da equipe é gigantesca. Trata-se de um jogador extremamente polivalente, capaz de atuar como lateral-direito, lateral-esquerdo, volante ou até mesmo como meio-campista mais avançado dependendo da necessidade do jogo. Essa versatilidade dá ao Bayern inúmeras possibilidades táticas ao longo das partidas. Além disso, Laimer oferece intensidade física praticamente inesgotável, algo fundamental dentro do modelo de pressão alta implementado por Kompany.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🇩🇪 DEUTSCHER POKALSIEGER! O FC Bayern conquistou a DFB-Pokal pela 21ª vez, encerrando o quarto maior jejum de sua história na competição.<br><br>1) 12 anos – 1986 a 1998<br>2) 11 anos – 1971 a 1982<br>3) 9 anos &#8211; 1957 a 1966<br>4) 6 anos &#8211; 2020 a 2026 <a href="https://t.co/fNiykz9Ig7">pic.twitter.com/fNiykz9Ig7</a></p>&mdash; Fussball Brasil (@FussballBR) <a href="https://twitter.com/FussballBR/status/2058300015374639344?ref_src=twsrc%5Etfw">May 23, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Com a conquista da DFB-Pokal, o Bayern de Munique encerra oficialmente uma das temporadas mais ofensivas e impactantes de sua história recente. E mesmo assim, a tendência é que o clube siga ativo no mercado de transferências do meio do ano. A diretoria bávara entende que ainda existem pontos importantes para serem corrigidos dentro do elenco, principalmente no setor defensivo e nas laterais. A expectativa é pela chegada de pelo menos mais um zagueiro, além de reforços tanto para a lateral-direita quanto para a lateral-esquerda. O Bayern também monitora o mercado ofensivo em busca de mais profundidade para o elenco. Afinal, manter um nível competitivo tão alto exige reposição constante e aumento da concorrência interna dentro do grupo.</p>



<p class="has-medium-font-size">E um dos nomes mais comentados pela imprensa alemã nas últimas semanas é justamente Anthony Gordon. O ponta do Newcastle United aparece como principal alvo ofensivo do Bayern para a próxima temporada. Rumores indicam que as negociações avançaram consideravelmente e que o jogador inglês pode reforçar a equipe já após a disputa da Copa do Mundo. A contratação faria bastante sentido dentro do modelo implementado por Vincent Kompany. Gordon oferece velocidade, intensidade, capacidade de pressão sem bola e agressividade nos duelos individuais, características valorizadas pelo treinador belga. Caso a contratação realmente aconteça, o ataque do <em>Gigante da Baviera</em> tende a ficar ainda mais forte, aumentando o nível de profundidade do plantel.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mais impressionante nesse Bayern de Munique talvez seja justamente a sensação de que esse ciclo ainda está apenas começando. Vincent Kompany encontrou uma base sólida para o futuro. Harry Kane vive o auge técnico da carreira, Michael Olise transformou-se num dos principais criadores do futebol europeu e Luis Díaz encaixou perfeitamente dentro da dinâmica ofensiva da equipe. Além disso, jogadores como Joshua Kimmich, Konrad Laimer, Jamal Musiala e Jonathan Tah ajudam a formar uma espinha dorsal extremamente competitiva. O Bayern se despede da temporada dando a volta olímpica em Berlim, faturando mais uma dobradinha e consolidando mais uma vez sua hegemonia no certame do futebol alemão. E olhando para o horizonte, fica a sensação de que essa máquina criada por Kompany pode alcançar voos ainda maiores nos próximos anos.</p>
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		<title>Arsenal campeão inglês após 22 anos: o título que consagra o processo de Arteta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 19:25:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Arsenal]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Gunners]]></category>
		<category><![CDATA[Mikel Arteta]]></category>
		<category><![CDATA[Premier League]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após longos 22 anos de espera, o Arsenal voltou ao topo do futebol inglês. Desde a histórica conquista invicta da temporada 2003-04 sob o comando de Arsène Wenger, os Gunners não sabiam o que era levantar novamente a taça da Premier League. Foram mais de duas décadas convivendo com frustrações, reconstruções, eliminações dolorosas e, principalmente, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Após longos 22 anos de espera, o Arsenal voltou ao topo do futebol inglês. Desde a histórica conquista invicta da temporada 2003-04 sob o comando de Arsène Wenger, os <em>Gunners</em> não sabiam o que era levantar novamente a taça da Premier League. Foram mais de duas décadas convivendo com frustrações, reconstruções, eliminações dolorosas e, principalmente, a sombra constante dos rivais de Manchester e Liverpool. </p>



<p class="has-medium-font-size">Desta vez, porém, pouco importou se o futebol apresentado pela equipe londrina esteve longe do brilho artístico daquela geração dos “Invincibles”. O torcedor do Arsenal queria apenas voltar a ser campeão inglês. E conseguiu. Mesmo através de um futebol mais pragmático, conservador e extremamente competitivo, os <em>Gunners</em> finalmente encerraram um dos maiores jejuns de sua história recente.</p>



<p class="has-medium-font-size">O contraste entre o Arsenal campeão de 2004 e o Arsenal campeão de 2026 é gigantesco dentro das quatro linhas. O time de Arsène Wenger encantava o mundo com transições rápidas, ataques envolventes e um futebol ofensivo praticamente irreproduzível na Premier League moderna. Já a equipe de Mikel Arteta construiu sua força de outra maneira. Esteticamente, os <em>Gunners</em> não empolgam e não atingiram nem de longe o nível técnico apresentado pelo Manchester City de Guardiola em suas temporadas mais dominantes. Ainda assim, eles foram eficientes, maduros e extremamente preparados para competir ao longo de 38 rodadas. A beleza em campo acabou ficando em segundo plano diante da obsessão por resultados e consistência combativa.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja justamente aí que esteja o grande mérito desse título inglês. O Arsenal entendeu que, para voltar a ser campeão inglês, precisaria aprender a sofrer, competir e vencer jogos mesmo sem brilho. O time de Mikel Arteta transformou as bolas paradas em uma de suas principais armas ofensivas, construiu uma defesa absolutamente sólida e aprendeu a controlar emocionalmente partidas difíceis. Não era mais uma equipe inocente, vulnerável ou excessivamente romântica como nos tempos de Arsène Wenger. Trata-se de uma versão mais fria, mais física e mentalmente preparada para suportar a pressão de disputar um campeonato tão desgastante quanto a Premier League.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">The Arsenal. Your Premier League champions. <a href="https://t.co/gNnfzesrhP">pic.twitter.com/gNnfzesrhP</a></p>&mdash; Arsenal (@Arsenal) <a href="https://twitter.com/Arsenal/status/2056833519460999375?ref_src=twsrc%5Etfw">May 19, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O trabalho de Mikel Arteta merece enorme valorização porque representa a consolidação de um processo. Desde sua chegada ao clube em 2019, o treinador espanhol jamais fez o Arsenal andar para trás. Houve paciência da diretoria, confiança institucional e uma clara ideia de reconstrução. Os londrinos saíram de campanhas decepcionantes terminando em oitavo lugar para uma lenta e constante evolução. Primeiro veio a classificação para competições europeias, depois a volta à Champions League, posteriormente os três vice-campeonatos consecutivos na Premier League e, enfim, agora, o tão sonhado título inglês. Em uma era onde treinadores são demitidos rapidamente diante da menor oscilação, Arteta sobreviveu à pressão e foi recompensado com a principal conquista doméstica do futebol inglês.</p>



<p class="has-medium-font-size">A evolução do Arsenal nas competições europeias também evidencia claramente o amadurecimento do projeto esportivo. Na Champions League, o clube foi quadrifinalista, depois semifinalista e agora chega à decisão continental diante do Paris Saint-Germain em Budapeste. Não se trata de coincidência. Os ingleses deixaram de ser um participante comum do torneio para tornar-se uma potência competitiva novamente no cenário europeu. O time ganhou experiência internacional, aprendeu a disputar jogos grandes e perdeu o medo de enfrentar gigantes do continente. O título da Premier League acaba funcionando quase como uma consequência natural dessa evolução esportiva construída nos últimos anos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Evidentemente, o investimento financeiro realizado pela diretoria também precisa ser destacado. O Arsenal gastou muito dinheiro para montar esse elenco e não há qualquer problema em reconhecer isso. Afinal, grandes equipes exigem grandes investimentos. Na atualidade, talvez os <em>Gunners</em> possuam o elenco mais completo da Inglaterra e um dos mais fortes de toda a Europa. São poucos os clubes do continente capazes de apresentar dois jogadores de altíssimo nível em todas as posições. Essa profundidade foi fundamental para suportar lesões, rotações e o desgaste provocado pela disputa simultânea da Premier League e da Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">A montagem do plantel foi extremamente inteligente. O Arsenal conseguiu unir juventude, intensidade física, técnica e experiência competitiva. Jogadores que cresceram junto com o projeto acabaram atingindo maturidade exatamente no momento em que o clube precisava dar o salto definitivo rumo ao título inglês. Além disso, Mikel Arteta conseguiu formar uma identidade coletiva muito forte. Mesmo quando peças importantes ficaram ausentes em determinados momentos da temporada, o desempenho da equipe não sofreu quedas drásticas. Isso demonstra o quanto os <em>Gunners</em> tornaram-se um time verdadeiramente estruturado e não apenas dependente de individualidades.</p>



<p class="has-medium-font-size">Defensivamente, o Arsenal foi provavelmente a equipe mais consistente da Premier League ao longo da temporada. A organização sem a bola virou uma marca registrada do time londrino. O sistema defensivo funcionou de maneira extremamente coordenada, protegendo bem sua área e concedendo poucas oportunidades aos adversários. Em vários momentos, os <em>Gunners</em> venceram partidas sem necessariamente dominar tecnicamente seus rivais, mas impondo enorme controle na defesa. Em campeonatos de pontos corridos, essa regularidade costuma fazer toda diferença. E foi exatamente isso que aconteceu ao longo dessa campanha vitoriosa.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Mikel Arteta and his <a href="https://twitter.com/Arsenal?ref_src=twsrc%5Etfw">@Arsenal</a> side have reached the pinnacle 🥇 <a href="https://t.co/BLxONRFpFa">pic.twitter.com/BLxONRFpFa</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/2057110345257296008?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O desempenho dentro do Emirates Stadium também acabou sendo decisivo para a conquista da Premier League. O Arsenal transformou sua casa em uma verdadeira fortaleza. A equipe não perdeu nenhum jogo diante de adversários posicionados da sétima colocação para baixo na tabela atuando em seus domínios. Essa consistência diante de oponentes teoricamente inferiores foi fundamental para impedir perdas de pontos bobas, algo que frequentemente custou títulos ao clube em temporadas anteriores. Os <em>Gunners</em> aprenderam a vencer jogos obrigatórios. E, muitas vezes, campeonatos são definido nesses confrontos onde a margem para tropeços praticamente não existe.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, o título acabou sendo confirmado graças a um tropeço do Manchester City diante do Bournemouth. O empate do City permitiu ao Arsenal abrir vantagem suficiente para conquistar a Premier League com uma rodada de antecedência. E existe até um simbolismo nisso. Afinal, os próprios <em>Cherries</em> haviam tirado pontos do Arsenal na reta final da competição. Naquele momento, muitos chegaram a imaginar que aquele tropeço poderia custar caro aos <em>Gunners</em>. No entanto, semanas depois, o mesmo resultado acabou prejudicando também os <em>Citizens</em> e ajudando indiretamente na confirmação da taça aos londrino.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">+ títulos na Liga 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿:<br>20 Liverpool<br>19 Man. United<br>14 Arsenal⬆ <br>10 Man. City<br>9 Everton<br><br>+ títulos na 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Premier League (desde 1992/93):<br>13 Man. United<br>8 Man. City<br>5 Chelsea<br>4 Arsenal⬆ <br>2 Liverpool <a href="https://t.co/n7QiT2aDV1">pic.twitter.com/n7QiT2aDV1</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2057055448826589234?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Esse aspecto evidencia outro ponto importante da campanha do Arsenal: o time soube sobreviver aos tropeços naturais de uma temporada longa. Nenhum campeão vence todos os jogos ou atravessa 38 rodadas sem oscilações. A diferença é que os <em>Gunners</em> não permitiram que pequenas perdas de pontos se transformassem em colapsos emocionais, algo que havia acontecido em temporadas passadas. A equipe demonstrou maturidade psicológica para reagir rapidamente às dificuldades e seguir acumulando vitórias importantes. Esse talvez tenha sido um dos maiores avanços do trabalho de Mikel Arteta.</p>



<p class="has-medium-font-size">O ambiente emocional em torno do clube também mudou completamente. Durante muito tempo, existia uma sensação de ansiedade e insegurança envolvendo o Arsenal nas disputas por títulos. Bastava uma sequência negativa para o time perder confiança e desmoronar na reta decisiva. Desta vez, porém, os <em>Gunners</em> apresentaram estabilidade emocional muito maior. O elenco demonstrou personalidade nos momentos de pressão e sustentou a liderança mesmo convivendo com a perseguição constante do Manchester City. O peso psicológico de 22 anos sem Premier League finalmente desapareceu do Norte de Londres.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez o aspecto mais perigoso para os rivais seja o fato de que este Arsenal parece estar apenas começando. Diferentemente de outras equipes campeãs que atingem o auge através de elencos envelhecidos, o Arsenal ainda possui uma base relativamente jovem e com margem de evolução. Isso significa que o clube pode permanecer competitivo por muitos anos caso consiga manter sua estrutura atual. O título inglês não parece o fim de um ciclo, mas sim o início de uma nova era extremamente promissora para os <em>Gunners</em> no cenário nacional e europeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, com o enorme peso da Premier League retirado das costas, o Arsenal volta todas as suas atenções para a decisão da Champions League contra o Paris Saint-Germain em Budapeste. A equipe já garantiu uma temporada memorável ao reconquistar o título inglês após mais de duas décadas. Porém, a possibilidade de erguer uma inédita taça europeia transforma esse momento em algo potencialmente histórico. Caso conquiste também a o torneio continental, os <em>Gunners</em> não apenas encerrarão um jejum doméstico. Estarão definitivamente consolidando uma nova era dourada sob a liderança de Mikel Arteta, recolocando o clube entre os maiores gigantes do futebol mundial.</p>
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		<title>Aston Villa campeão da UEL: 44 anos depois, Birmingham volta ao topo da Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 21:38:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Aston Villa]]></category>
		<category><![CDATA[AVFC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quarenta e quatro anos depois da inesquecível conquista europeia de 1982, o Aston Villa voltou a soltar o grito de campeão em uma competição continental. E a espera terminou em grande estilo. Na noite de ontem, em Istambul, os Villans derrotaram o Freiburg por 3 a 0 e se tprnaram campeões da Europa League, encerrando [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Quarenta e quatro anos depois da inesquecível conquista europeia de 1982, o Aston Villa voltou a soltar o grito de campeão em uma competição continental. E a espera terminou em grande estilo. Na noite de ontem, em Istambul, os <em>Villans</em> derrotaram o Freiburg por 3 a 0 e se tprnaram campeões da Europa League, encerrando um jejum internacional que atravessou praticamente quatro gerações de torcedores do clube inglês. </p>



<p class="has-medium-font-size">Youri Tielemans, Emiliano Buendía e Morgan Rogers marcaram os gols da histórica vitória em território turco. Uma conquista que recoloca o Aston Villa entre os protagonistas do futebol europeu e devolve ao clube de Birmingham uma grandeza que parecia perdida ao longo das últimas décadas. Por sinal, a superioridade dos ingleses na decisão foi absoluta do início ao fim. O placar de 3 a 0 talvez nem traduza com perfeição o tamanho do domínio imposto pelos pupilos de Unai Emery. Logo no primeiro tempo, eles já encaminharam a conquista ao abrirem 2 a 0 ainda nos minutos finais, sufocando completamente o Freiburg, que praticamente não conseguiu competir na decisão. Enquanto os <em>Villans</em> finalizaram 17 vezes ao longo da partida, os alemães registraram apenas quatro conclusões. Foi uma atuação segura, madura e extremamente organizada de um time claramente acostumado a enfrentar adversários de alto nível, deixando a nítida sensação de ser um &#8216;clube de Champions League&#8217; disputando a Europa League. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Vitória categórica do Aston Villa numa final que dominou por completo, frente a um inofensivo Freiburg, que não deixou qualquer marca na sua 1.ª final europeia <a href="https://t.co/bqjCZgQ6FH">pic.twitter.com/bqjCZgQ6FH</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/2057217952907251826?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, essa é a melhor definição da campanha inglesa ao longo do torneio continental. A trajetória do Aston Villa até o título reforçou exatamente essa sensação. Desde a fase de liga, o time demonstrou enorme superioridade técnica e tática sobre boa parte dos oponentes. Os <em>Villans</em> terminaram o estágio inicial da Europa League com a segunda melhor campanha geral da competição, mostrando regularidade, intensidade e um futebol extremamente competitivo. Na fase de mata-mata, o Villa passou quase sem sustos por adversários importantes do cenário europeu. Eliminou o Lille com autoridade e também despachou o Bologna sem grandes dificuldades. A única série realmente complicada aconteceu diante do Nottingham Forest, em um duelo mais equilibrado. Após perder a ida por 1 a 0, a contundente goleada por 4 a 0 no Villa Park lhe rendeu a vaga na decisão em Istambul.</p>



<p class="has-medium-font-size">A conquista da Europa League também consolida ainda mais a figura de Unai Emery como um dos maiores especialistas da história da competição. O treinador espanhol chegou ao seu quinto título do torneio europeu. Antes disso, o multi-campeão já havia conquistado três títulos pelo Sevilla e um pelo Villarreal. Agora, escreve definitivamente seu nome na história do Aston Villa. E o mais impressionante talvez seja observar o ponto em que o clube se encontrava quando ele assumiu o comando da equipe há três anos e meio. Naquela ocasião, os <em>Villans</em> estavam mergulhados na zona de rebaixamento da Premier League sob a liderança de Steven Gerrard. O ambiente era conturbado, a torcida vivia um clima de desesperança e o Villa parecia distante de qualquer ambição internacional. Emery mudou completamente essa realidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Desde sua chegada, o Aston Villa passou a frequentar constantemente as competições europeias. O treinador espanhol reorganizou o clube dentro e fora de campo, devolvendo competitividade a uma instituição extremamente tradicional do futebol inglês. Mesmo na temporada passada, quando o Villa perdeu a vaga para a Champions League somente na rodada final da Premier League, o sentimento predominante era de enorme evolução. Ficou aquela sensação amarga de que o time havia batido na trave. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, a impressão é a de que tudo voltou à normalidade em Birmingham. Afinal, além da conquista da Europa League, o Aston Villa também garantiu sua classificação para a próxima edição da Champions League através da própria Premier League, ocupando atualmente a quarta colocação da tabela. A confirmação definitiva dessa vaga veio em uma atuação histórica fora de casa diante do Liverpool, vencendo por 4 a 2 no Villa Park.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mais curioso é que a temporada começou de maneira absolutamente desastrosa para o Aston Villa. O time passou enorme dificuldade nas primeiras rodadas da Premier League. Não venceu nenhum dos cinco primeiros jogos do campeonato e sequer conseguiu marcar gols até a quinta rodada, quando empatou em 1 a 1 com o Sunderland. A primeira vitória da só aconteceu justamente na estreia da equipe na Europa League, contra o Bologna. Pela Premier League, o primeiro triunfo veio apenas na sexta rodada, ao derrotar o Fulham por 3 a 1. Naquele momento, poucos imaginavam que aquela equipe sequer terminaria a competição entre dos dez melhores colocados. O cenário era de total desconfiança. Mas o futebol inglês costuma premiar clubes resilientes. E foi exatamente isso que ocorreu com o Villa.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Unai Emery League. <a href="https://t.co/4q4UnHgEcm">pic.twitter.com/4q4UnHgEcm</a></p>&mdash; Curiosidades PL (@CuriosidadesPRL) <a href="https://twitter.com/CuriosidadesPRL/status/2057204517746168055?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Depois daquele início turbulento, a equipe embalou uma sequência impressionante de 12 vitórias e apenas uma derrota sofrida na Premier League a partir do jogo frente o Fulham, uma arrancada que mudou completamente o panorama da temporada dos <em>Villans</em>. O Aston Villa deixou rapidamente a parte inferior da tabela e passou a brigar diretamente pelas primeiras posições do campeonato. Mais do que os resultados, o time passou a apresentar um futebol extremamente convincente. Emery conseguiu criar uma equipe intensa sem a bola, organizada defensivamente e muito agressiva nos momentos ofensivos, ganhando identidade novamente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa conquista também ajuda a explicar o enorme poderio financeiro e esportivo dos clubes ingleses no cenário europeu atual. O Aston Villa talvez seja o maior exemplo disso nesta edição da Europa League. Para se ter uma ideia da discrepância econômica, o clube de Birmingham possuía um orçamento duas vezes superior ao segundo maior orçamento de toda a competição, que pertencia à Roma. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em relação ao Freiburg, adversário derrotado na final, a diferença financeira era ainda mais assustadora. O orçamento do clube alemão representava apenas cerca de 36% da capacidade financeira do Aston Villa. Isso mostra o tamanho da força econômica da Premier League em comparação ao restante do continente europeu. Mesmo equipes inglesas que não estão entre as gigantes tradicionais acabam tendo um poder financeiro extremamente superior ao de clubes importantes de outros países europeus. Isso ajuda a entender porque Crystal Palace e Arsenal são finalistas da Conference e Champions League, respectivamente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, o título do Aston Villa ganha ainda mais relevância justamente pelo contexto financeiro vivido pelo clube nesta temporada. Apesar do enorme orçamento, os <em>Villans</em> enfrentaram severas restrições impostas pelas regras do fair play financeiro. O Villa foi o time que menos gastou entre os integrantes da atual edição da Premier League. Unai Emery praticamente precisou trabalhar apenas com jogadores livres no mercado ou atletas chegados por empréstimo. Não houve margem para grandes investimentos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, isso torna ainda mais impressionante o trabalho realizado por Unai Emery e toda a sua comissão técnica, já que o treinador espanhol foi capaz de potencializar o futebol do plantel disponível, transformando limitações financeiras momentâneas em um time extremamente competitivo. O Aston Villa talvez não tenha tido o elenco mais profundo da temporada inglesa, mas certamente teve uma das equipes mais organizadas da Europa.</p>



<p class="has-medium-font-size">A decisão em Istambul também representou um enorme símbolo de maturidade competitiva do Aston Villa. Em nenhum instante a equipe demonstrou nervosismo ou qualquer sinal de insegurança diante da responsabilidade de disputar uma final continental. Pelo contrário. O Villa entrou em campo controlando completamente o ritmo da partida, impondo intensidade sem perder o equilíbrio tático. Os <em>Villans</em> jogaram como um clube acostumado a grandes decisões. Unai Emery preparou o time mentalmente de maneira impecável. Foi uma atuação quase perfeita do ponto de vista estratégico. Uma exibição digna de campeão europeu.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">YOUR EUROPA LEAGUE WINNERS – ASTON VILLA! 😍 <a href="https://t.co/dFHuvEYGDp">pic.twitter.com/dFHuvEYGDp</a></p>&mdash; Aston Villa (@AVFCOfficial) <a href="https://twitter.com/AVFCOfficial/status/2057203938395296210?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A conquista também recoloca o Aston Villa em um lugar historicamente compatível com a tradição do clube. Muitas vezes, o futebol moderno faz com que instituições históricas desapareçam temporariamente dos holofotes. E isso aconteceu com o Villa durante décadas. Campeão inglês diversas vezes ao longo da história e vencedor da antiga Champions League em 1982, a equipe passou muitos anos distante das grandes decisões continentais. Houve temporadas dramáticas, rebaixamentos e até períodos de enorme instabilidade administrativa. O título da Europa League representa justamente a reconstrução definitiva de um gigante adormecido. Os<em> Villans</em> voltam a ser relevantes internacionalmente. E não apenas pelo peso da camisa, mas principalmente pela qualidade do trabalho desenvolvido dentro de campo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro aspecto impressionante dessa campanha foi a consistência emocional demonstrada pela equipe ao longo de toda a competição. Mesmo nos momentos mais difíceis da temporada, o Aston Villa jamais abandonou sua proposta de jogo. Unai Emery conseguiu criar um grupo extremamente comprometido com a ideia coletiva. Isso ficou evidente especialmente na reação após a derrota para o Nottingham Forest no primeiro jogo do mata-mata. Muitos times poderiam sentir o impacto mental daquele resultado negativo em um confronto doméstico tão pesado. Todavia, o Villa respondeu da melhor forma possível. A goleada por 4 a 0 no Villa Park talvez tenha sido o momento em que o torcedor percebeu definitivamente que aquele plantel estava preparado para conquistar algo grande. E foi exatamente isso que aconteceu em Istambul.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além do lado esportivo, existe também uma enorme dimensão emocional envolvendo esse título da Europa League. Muitos torcedores do Aston Villa jamais haviam visto o time erguer um troféu internacional. Estamos falando de mais de quatro décadas de espera. Uma geração inteira cresceu ouvindo histórias sobre o título europeu de 1982 sem jamais experimentar algo parecido. Agora, finalmente, Birmingham pode voltar a celebrar uma conquista continental. O futebol inglês ganha mais um campeão europeu recente. Os <em>Villans</em> podem sonhar alto de novo. Afinal, o clube retorna à Champions League carregando consigo um projeto absolutamente sólido, um treinador experiente e um elenco cada vez mais competitivo. O Villa volta a olhar para o continente com ambição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, a realidade é que essa Europa League simboliza muito mais do que apenas um título continental para o Aston Villa. Ela representa a recuperação de autoestima de um clube histórico, a consolidação de um projeto esportivo extremamente competente e a confirmação definitiva do impacto transformador causado por Unai Emery em Birmingham. O treinador espanhol chegou desacreditado por parte da imprensa inglesa, carregando ainda algumas críticas pelo trabalhos anterior no Arsenal. Hoje, sai definitivamente consagrado como um dos maiores técnicos da história recente das competições europeias. E o Villa encerra a temporada da melhor forma possível: campeão, classificado para a Champions League e novamente respeitado em toda a Europa. </p>



<p class="has-medium-font-size">Quarenta e quatro anos depois, Birmingham voltou ao topo do futebol europeu!</p>
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		<title>Com Neymar e mais 25, a Copa de 2026 começou para a Seleção Brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 17:17:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Carlo Ancelotti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 começou cercada de oba-oba, espetáculo midiático e uma sensação de que a Confederação Brasileira de Futebol ainda não aprendeu absolutamente nada com os erros do passado. Em um evento promovido no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a CBF transformou aquilo que [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 começou cercada de oba-oba, espetáculo midiático e uma sensação de que a Confederação Brasileira de Futebol ainda não aprendeu absolutamente nada com os erros do passado. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em um evento promovido no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a CBF transformou aquilo que deveria ser apenas o anúncio de uma lista de 26 jogadores em um verdadeiro show de entretenimento. Celebridades foram convidadas, holofotes foram acesos e até o apresentador Luciano Huck apareceu no local, sem que ninguém entendesse exatamente o motivo da sua presença. Em vez de transmitir seriedade, concentração e foco total na Copa do Mundo, a imagem passada pela entidade foi justamente a contrária. A Seleção Brasileira começou sua caminhada no Mundial de forma barulhenta, teatral e desnecessariamente festiva. E isso, sinceramente, preocupa.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mais curioso é que a própria história recente da Seleção Brasileira já mostrou inúmeras vezes que esse tipo de ambiente costuma terminar mal. Em 2006, por exemplo, o Brasil viveu um verdadeiro carnaval durante a preparação para a Copa da Alemanha. Os pentacampeões mundiais pareciam mais preocupados com festas, publicidade e glamour do que propriamente com futebol. O resultado foi um fracasso enorme diante da França nas quartas-de-final. </p>



<p class="has-medium-font-size">Depois daquele trauma, a CBF apostou em Dunga para reorganizar a casa. E embora Dunga tivesse limitações evidentes como treinador, algo precisa ser reconhecido: ele blindou completamente a Seleção Brasileira do circo midiático. Em 2010 havia disciplina, silêncio e foco. Talvez faltasse talento dentro de campo, mas sobrava organização fora dele. Exatamente o contrário do que vimos agora nesse evento promovido pela CBF antes da Copa de 2026.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Hoje, a camisa mais pesada do planeta encontrou os ombros de quem está pronto para dar a vida por ela 🫵<br><br>Cada gota de suor, cada dividida, cada grito de gol. A partir de hoje, o batimento cardíaco de mais de 200 milhões de brasileiros está sintonizado com um único objetivo: A… <a href="https://t.co/oGm9PadCMd">pic.twitter.com/oGm9PadCMd</a></p>&mdash; brasil (@CBF_Futebol) <a href="https://twitter.com/CBF_Futebol/status/2056539699305390513?ref_src=twsrc%5Etfw">May 19, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">É verdade que Carlo Ancelotti não pode ser responsabilizado sozinho pelo espetáculo armado pela entidade tupiniquim. Afinal, a CBF adora transformar tudo em produto de entretenimento. No entanto, é impossível ignorar que o técnico italiano sabia perfeitamente onde estava entrando. Ele conhece o peso de uma Copa do Mundo, a pressão que envolve a camisa da Seleção Brasileira e certamente poderia ter vetado esse tipo de exposição exagerada. Bastava anunciar a lista de convocados de maneira simples e objetiva, como praticamente todas as outras seleções fizeram. Mas não. Preferiu participar do evento, aceitar a festa e permitir que o início da caminhada do Brasil rumo ao Mundial fosse marcado por um clima de oba-oba absolutamente incompatível com o tamanho do desafio que vem pela frente.</p>



<p class="has-medium-font-size">E como toda convocação de Copa do Mundo, a lista apresentada por Carlo Ancelotti veio recheada de polêmicas, questionamentos e escolhas bastante discutíveis. Começando pelos goleiros, a principal surpresa foi a presença de Weverton, do Grêmio. O detalhe mais curioso é que ele havia deixado o Palmeiras justamente por perder espaço para Carlos Miguel. Ainda assim, Ancelotti decidiu levá-lo como terceiro goleiro atrás de Alisson e Éderson. Dessa forma, o Brasil repetirá exatamente o mesmo trio do Mundial de 2022. A ausência de Bento acabou sendo consequência direta da falha grotesca cometida recentemente em partida do Al-Nassr contra o Al-Hilal, na Arábia Saudita. No futebol de seleção, especialmente às vésperas de uma Copa, erros pesam demais. E o ex-jogador do Athletico Paranaense pagou caro por isso.</p>



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<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No setor defensivo, as escolhas também chamaram bastante atenção. As convocações de Danilo e Alex Sandro, ambos do Flamengo, evidencia de forma clara e evidente a enorme carência de laterais de alto nível. Hoje, talvez essa seja uma das posições mais frágeis do futebol nacional. Não à toa, a tendência é que o zagueiro Roger Ibañez atue improvisado na direita, da mesma forma que ocorreria com o titular Éder Militão, cortado da Copa do Mundo em virtude de uma lesão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pelo lado esquerdo, Douglas Santos aparece como provável titular para maior apoio ao ataque. Já a dupla de zaga deve ser formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães, dois jogadores que vivem grande fase no futebol europeu. O problema é que o equilíbrio defensivo do Brasil dependerá muito do funcionamento coletivo, porque individualmente esse sistema ainda transmite algumas inseguranças. Principalmente nas laterais. E em Copas do Mundo, qualquer fragilidade costuma ser punida de maneira cruel.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se a defesa gera dúvidas, o meio-campo talvez seja o setor mais questionável dessa convocação. Carlo Ancelotti levou apenas cinco meio-campistas, algo extremamente arriscado para uma competição longa e desgastante como uma Copa do Mundo. O treinador claramente priorizou atacantes e pontas, deixando o setor de criação e sustentação bastante enxuto. E algumas escolhas realmente são difíceis de compreender. A convocação de Fabinho, por exemplo, parece injustificável neste momento. O volante caiu muito de rendimento no futebol saudita e está longe de viver sua melhor fase. Enquanto isso, nomes como João Gomes, do Wolverhampton, ficou de fora mesmo realizando temporadas muito superiores em termos de intensidade, regularidade e desempenho competitivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro nome que faz enorme falta nessa lista é Joelinton. O jogador do Newcastle vive uma excelente fase há bastante tempo e oferece exatamente características que o meio-campo brasileiro atualmente não possui: força física, imposição, marcação agressiva e chegada na área adversária. Além dele, André, também do Wolverhampton, parecia ter espaço garantido nessa convocação pela consistência apresentada ao longo da temporada. Até mesmo Gerson, atualmente no Cruzeiro, parecia merecer mais oportunidades do que Lucas Paquetá, que atravessa um momento técnico bastante irregular. São escolhas que inevitavelmente geram questionamentos, especialmente porque o setor de meio-campo costuma decidir Mundiais.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116982" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-26-e1779209553636.jpg" alt="" class="wp-image-116982"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Com sete dos 26 convocados atuando no Brasil, esta foi a lista com o maior número de atletas que atuam no país desde 2002, quando Luiz Felipe Scolari chamou 13 jogadores dos clubes locais.</strong></figcaption></figure>
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<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No ataque, Carlo Ancelotti preferiu apostar em juventude, velocidade e jogadores de um contra um. A principal surpresa foi a permanência definitiva de Endrick entre os convocados. O jovem atacante ganhou espaço nas últimas listas e confirmou presença na Copa do Mundo devido ao bom futebol praticado no empréstimo ao Lyon. Outro nome que apareceu foi Rayan, recentemente contratado pelo Bournemouth, numa convocação que até pode ser entendida como aposta de futuro. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, fica impossível ignorar a ausência de João Pedro. Mesmo em uma temporada pra lá de decepcionante do Chelsea, o atacante balançou as redes 15 vezes e foi eleito o melhor jogador dos <em>Blues</em> no período, estando em alta no futebol inglês, a julgar pelo interesse do Barcelona em contratá-lo. Contudo, ele acabou ignorado por Carlo Ancelotti, muito provavelmente por conta das más atuações nos amistosos contra França e Croácia, numa das decisões mais questionáveis dessa convocação.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro debate inevitável envolve Gabriel Martinelli. Embora seja um jogador útil taticamente, ele sequer é titular do Arsenal. Enquanto isso, Antony vive talvez o melhor momento da carreira desde que chegou ao Betis. O brasileiro reencontrou seu futebol clube andaluz, voltou a ser decisivo e apresentou atuações muito mais consistentes. Em termos puramente técnicos e de fase atual, ele parecia estar à frente de Martinelli. Mas Carlo Ancelotti optou por manter um perfil mais coletivo e disciplinado na parte tática. É uma escolha compreensível sob certo aspecto, mas que com certeza continuará sendo debatida até o início da competição.</p>



<p class="has-medium-font-size">E então chegamos ao grande nome dessa convocação: Neymar. Era impossível ser diferente. O momento em que Carlo Ancelotti pronunciou o nome do camisa 10 foi recebido com enorme euforia pelos convidados presentes no Museu do Amanhã. E sinceramente? Caso Neymar não estivesse na lista, a sensação era de que o treinador italiano seria imediatamente vaiado naquele ambiente montado pela própria CBF. O nome de Neymar vinha sendo preparado emocionalmente desde os amistosos recentes do Brasil nos Estados Unidos. Tudo indicava que sua convocação já fazia parte do roteiro montado pela entidade. E agora, aos 34 anos, o jogador do Santos disputará sua quarta Copa do Mundo vestindo a <em>Amarelinha</em>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116980" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-25-e1779209384905.jpg" alt="" class="wp-image-116980"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Neymar continua sendo o maior goleador da Seleção Brasileira ao longo da história com 79 tentos assinalados em 128 aparições com a &#8220;Amarelinha&#8221; — dois gols a mais que Pelé, em 92 jogos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A grande questão é que Neymar chega novamente cercado por expectativas gigantescas. Em 2014, sofreu a grave lesão nas quartas-de-final. Em 2018 e 2022, caiu nas quartas sob o comando de Tite. Entre esses fracassos, o Brasil ainda carregou o trauma eterno do inesquecível 7 a 1 sofrido contra a Alemanha na semifinal do Mundial de 2014. Caso não conquiste o título em 2026, a Seleção Brasileira completará impressionantes 24 anos sem vencer uma Copa do Mundo. Um jejum gigantesco para a maior campeã da história do futebol. Isso ajuda a explicar a verdadeira comoção nacional que presenciamos em torno da convocação do camisa 10, tendo em vista que sem ele a atual geração não passa a mínima confiança aos torcedores</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, o sentimento deixado por essa convocação é bastante contraditório. Existe qualidade individual, talento ofensivo e um treinador absolutamente vencedor no comando técnico. Carlo Ancelotti conhece o futebol como poucos e tem currículo suficiente para despertar esperança no torcedor brasileiro. Porém, ao mesmo tempo, o ambiente criado pela CBF passa uma sensação perigosa de desorganização emocional, excesso de marketing e pouca seriedade institucional. O Brasil começou a Copa do Mundo de 2026 muito mais preocupado em transformar o anúncio da lista de convocados em espetáculo do que propriamente em transmitir foco competitivo. E isso, historicamente, nunca foi um bom sinal.</p>



<p class="has-medium-font-size">A verdade é que a caminhada brasileira rumo ao hexacampeonato começou cercada por dúvidas, polêmicas e uma atmosfera que lembra mais entretenimento do que futebol. Talvez tudo isso desapareça quando a bola rolar, no caso, se Carlo Ancelotti conseguir blindar o grupo internamente e transformar o talento individual em um time competitivo. Todavia, o primeiro passo dado pela Seleção Brasileira rumo à Copa de 2026 definitivamente não foi o ideal. O Brasil começou sua jornada de maneira errada, em meio a flashes, celebridades e um oba-oba totalmente desnecessário. Agora resta saber como essa história terminará dentro das quatro linhas.</p>
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		<title>Xabi Alonso no Chelsea: aposta ousada em meio ao caos dos Blues</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:05:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Blues]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
		<category><![CDATA[Chelsea]]></category>
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		<category><![CDATA[Premier League]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fumaça celeste que tomou conta de Wembley após a derrota do Chelsea para o Manchester City na decisão da FA Cup ainda sequer havia se dissipado completamente quando o clube londrino surpreendeu o futebol europeu ao anunciar oficialmente Xabi Alonso como seu novo treinador. Menos de 24 horas depois de mais um duro golpe [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A fumaça celeste que tomou conta de Wembley após a derrota do Chelsea para o Manchester City na decisão da FA Cup ainda sequer havia se dissipado completamente quando o clube londrino surpreendeu o futebol europeu ao anunciar oficialmente Xabi Alonso como seu novo treinador. </p>



<p class="has-medium-font-size">Menos de 24 horas depois de mais um duro golpe sofrido em Wembley, os <em>Blues</em> decidiram iniciar outro capítulo de uma reconstrução que parece interminável desde a chegada da gestão da BlueCo ao comando do clube. Xabi Alonso será o quinto técnico permanente do Chelsea em quatro anos, um número que retrata perfeitamente a instabilidade instalada em Stamford Bridge desde a saída da antiga administração. E embora o espanhol tenha assinado um contrato de quatro temporadas, a realidade recente do clube, que tornou-se uma verdadeira máquina de moer treinadores, mostra que tempo e paciência são artigos raros no oeste de Londres, onde projetos nunca chegam ao fim e os resultados imediatos costumam falar mais alto do que qualquer planejamento de longo prazo.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mais curioso em toda essa movimentação é justamente o fato de que, nesse momento, o Chelsea parece precisar muito mais de Xabi Alonso do que o próprio treinador necessita do Chelsea. Afinal, os londrinos atravessam mais uma temporada extremamente decepcionante, ocupando somente a décima colocação na tabela da Premier League, separados a 30 pontos do líder Arsenal. </p>



<p class="has-medium-font-size">Para se ter uma ideia, os <em>Blues</em> se encontram atualmente envolvidos em uma disputa modesta por vagas em competições secundárias como a Conference League, brigando diretamente com equipes como Brighton, Bournemouth e Brentford. Ou seja, um cenário absolutamente incompatível com a dimensão histórica, financeira e esportiva do Chelsea. E justamente por isso, a escolha de Xabi Alonso acaba gerando surpresa em boa parte do futebol europeu, especialmente considerando o status que o treinador espanhol conquistou nos últimos anos dentro do mercado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Treinadores emergentes e ainda em construção naturalmente enxergariam o Chelsea como uma oportunidade impossível de recusar. Foi exatamente isso que aconteceu, por exemplo, com Liam Rosenior ao aceitar deixar o Strasbourg no meio da temporada para assumir o clube londrino. O mesmo valeu anteriormente para Enzo Maresca, que trocou o Leicester pelos <em>Blues</em> logo após conquistar o acesso à Premier League. Antes deles, Graham Potter havia tomado decisão semelhante ao deixar um Brighton extremamente organizado e competitivo para assumir o caos instalado em Stamford Bridge.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Chelsea have announced Xabi Alonso as their new manager on a four-year contract <a href="https://t.co/5ytSjfoc0g">pic.twitter.com/5ytSjfoc0g</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/2055928532954407269?ref_src=twsrc%5Etfw">May 17, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, no caso de Xabi Alonso o contexto muda completamente. O espanhol não era apenas mais um treinador promissor do mercado. Ele era tratado como um dos técnicos jovens mais brilhantes do futebol europeu após o trabalho histórico realizado no Bayer Leverkusen. Por isso, sua decisão de aceitar o Chelsea inevitavelmente levanta questionamentos sobre o momento de sua carreira e sobre os riscos envolvidos nessa aposta.</p>



<p class="has-medium-font-size">Desde que foi adquirido pela BlueCo, grupo liderado pelo empresário norte-americano Todd Boehly, os londrinos mergulharam em uma política de contratações extremamente agressiva e, muitas vezes, desorganizada. O clube gastou mais de 1,8 bilhão de libras em reforços, investindo valores absurdos em jovens jogadores espalhados pelo futebol mundial. Porém, acumular talentos promissores não significa necessariamente construir um time competitivo, tanto é que os <em>Blues</em> conquistaram apenas a Conference League e a Copa do Mundo de Clubes sob a atual administração. Quer dizer, muito pouco para quem estava acostumado a disputar Premier League, Champions League e títulos nacionais regularmente. O excesso de apostas em novatos atletas, sem equilíbrio com alguns mais experientes e consolidados, acabou criando um plantel desequilibrado, emocionalmente instável e incapaz de suportar a pressão que envolve defender uma camisa tão pesada quanto a do Chelsea.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os números dos treinadores recentes ajudam a dimensionar ainda mais o tamanho do problema. O técnico com melhor aproveitamento na Premier League durante a era BlueCo foi justamente Enzo Maresca, que venceu apenas 26 das 57 partidas que disputou na competição nacional. Um dado assustador para um clube que, pouco mais de três anos atrás, era campeão europeu sob a liderança de Thomas Tuchel. </p>



<p class="has-medium-font-size">E a derrota recente para o Manchester City na final da FA Cup aumentou ainda mais a sensação de fracasso da atual temporada, deixando o Chelsea diante da possibilidade real de passar mais um ano fora das competições europeias. Vale lembrar que os <em>Blues</em> disputaram apenas uma edição da Champions League desde a saída de Roman Abramovich. Em outras palavras, uma realidade duríssima para um clube que construiu parte significativa de sua identidade moderna justamente através das grandes noites europeias em Stamford Bridge.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="403" data-id="116921" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1341969282217056388-e1779113711183.jpg" alt="" class="wp-image-116921"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Sem vencer há sete partidas na Premier League, o Chelsea é dono da 16ª melhor campanha da liga no ano de 2026, somando 5 vitórias, 4 empates e oito derrotas em 16 jogos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Levando tudo isso em consideração, é inevitável surgir a impressão de que Xabi Alonso talvez esteja dando um passo atrás em sua trajetória profissional. Depois de deixar o Bayer Leverkusen rumo ao Real Madrid no ano passado, o técnico espanhol viveu uma experiência extremamente turbulenta no Santiago Bernabéu. Sua passagem pelo clube merengue durou apenas sete meses antes de uma demissão precoce em janeiro, consequência de um ambiente interno desgastado e de algo próximo a uma rebelião de jogadores dentro do elenco madridista. Agora, poucos meses depois daquela saída traumática, Alonso decide mergulhar justamente em outro dos ambientes mais instáveis do futebol europeu. Stamford Bridge oferece prestígio, dinheiro e visibilidade, mas também carrega uma pressão gigantesca e uma cultura administrativa que historicamente costuma consumir treinadores em velocidade impressionante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro fator que tornava o futuro de Xabi Alonso ainda mais intrigante era sua enorme identificação com o Liverpool. O ex-técnico do Real Madrid construiu uma relação fortíssima com os <em>Reds </em>durante seus cinco anos como jogador em Anfield, período no qual disputou mais de 200 partidas e conquistou a inesquecível Champions League de 2005. O próprio Alonso já declarou em entrevistas a famosa frase: “uma vez vermelho, sempre vermelho”. </p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, durante muito tempo existiu a expectativa de que Xabi Alonso assumisse o comando técnico do Liverpool em algum momento de sua carreira. Principalmente agora, em um panorama onde Arne Slot atravessa uma fase de enorme vulnerabilidade no cargo. De qualquer maneira, os Reds continuarão apostando no treinador holandês, enquanto Alonso surpreendeu ao aceitar imediatamente o projeto apresentado pelo Chelsea.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas apesar de todos os riscos envolvidos, existem motivos importantes que ajudam a explicar por que Xabi Alonso decidiu assumir esse desafio. O primeiro deles está diretamente relacionado ao nível de autonomia e respaldo prometido pela diretoria londrina. O novo técnico dos <em>Blues</em> recebeu um contrato longo, de quatro anos, e terá a liberdade para levar toda a sua comissão técnica, construir sua metodologia de trabalho e atuar de forma integrada com os diretores esportivos na montagem do plantel. Isso pesa muito. Especialmente porque no Real Madrid ele nunca sentiu esse mesmo nível de confiança institucional. Em Londres, pelo menos inicialmente, Alonso terá poder para implementar sua visão de futebol de maneira mais profunda. E para um treinador detalhista, estratégico e obcecado por controle organizacional, esse tipo de garantia se torna fundamental.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116930" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-22-e1779114866386.jpg" alt="" class="wp-image-116930"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Chelsea se tornou o primeiro clube a perder quatro finais consecutivas da FA Cup desde o Leicester, entre 1949 e 1969. Essa foi a sétima decisão seguida perdida pelos Blues.</strong></figcaption></figure>
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<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo em meio à atmosfera sombria que cerca Stamford Bridge atualmente, também seria injusto ignorar que o Chelsea possui um elenco extremamente talentoso em termos de potencial bruto. O clube acumulou jovens jogadores de enorme qualidade técnica nos últimos anos. Muitos deles ainda não atingiram regularidade, maturidade emocional ou estabilidade tática, mas existe material humano suficiente para a construção de uma equipe competitiva. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por esta razão, a tendência é que o Chelsea continue investindo pesado nas próximas janelas de transferências, buscando agora adicionar experiência e liderança ao grupo. Xabi Alonso enxergou justamente essa possibilidade de moldar um elenco jovem de acordo com suas próprias ideias, algo muito semelhante ao trabalho que realizou no Bayer Leverkusen. A diretoria dos <em>Blues</em> apostou pesado em uma verdadeira operação de convencimento, oferecendo respaldo total ao treinador espanhol e tentando fazê-lo acreditar que ele será o rosto definitivo do &#8220;milésimo&#8221; novo projeto esportivo do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez nenhum trabalho recente explique tão bem o fascínio gerado em torno de Xabi Alonso quanto sua passagem histórica pelo Bayer Leverkusen. O treinador espanhol construiu uma das equipes mais impressionantes do futebol moderno utilizando uma combinação rara de intensidade, organização, inteligência posicional e talento técnico. Seu sofisticado sistema no 3-4-2-1 transformou completamente o clube alemão. Em 2024, o Leverkusen conquistou a Bundesliga, a Copa da Alemanha e a Supercopa da Alemanha, realizando a maior campanha da história do time. Em 53 partidas disputadas naquela temporada, perdeu apenas uma vez: justamente na final da Europa League contra a Atalanta. Foi uma campanha praticamente perfeita e que elevou Alonso ao patamar de treinador de elite dentro do cenário europeu.</p>



<p class="has-medium-font-size">O futebol praticado por aquele Bayer Leverkusen encantava justamente pela capacidade de controlar completamente os jogos sem abrir mão da agressividade. As equipes de Xabi Alonso pressionam alto, atacam os espaços com enorme intensidade e mantêm controle territorial através da posse de bola. O treinador de 44 anos de idade valoriza muito a circulação rápida, o posicionamento inteligente e a ocupação racional dos corredores laterais. Seu sistema normalmente utiliza uma linha de três defensores, com zagueiros capazes de iniciar construção desde trás, alas ofensivos, volantes com funções complementares, além de meias criativos atuando próximos ao centroavante. Trata-se de um modelo moderno, sofisticado e dependente de entendimento coletivo. Justamente o tipo de futebol que o Chelsea tenta encontrar.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116945" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-23-e1779115956909.jpg" alt="" class="wp-image-116945"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Chelsea será o quarto clube na carreira de Xabi Alonso, após 90 jogos pela Real Sociedad B, 140 pelo Bayer Leverkusen, além de 34 partidas à frente do Real Madrid.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, implementar essa filosofia em Stamford Bridge não será simples. O elenco atual do Chelsea foi montado por diferentes treinadores, diferentes ideias e diferentes departamentos esportivos ao longo dos últimos anos. Há jogadores contratados para modelos totalmente distintos entre si. Alguns foram escolhidos pensando em pressão alta, outros em transição rápida, outros em posse de bola. E agora caberá a Xabi Alonso reorganizar esse quebra-cabeça. Ele precisará identificar quais peças realmente se encaixam em seu sistema e quais precisarão ser substituídas. Além disso, será preciso conviver com a enorme pressão externa, com a cobrança da torcida e com a impaciência histórica do clube, visto que em Stamford Bridge, o discurso sobre projetos de longo prazo frequentemente desaparece depois de duas ou três derrotas consecutivas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, existe algo no encontro entre Chelsea e Xabi Alonso que desperta curiosidade genuína. O clube londrino precisava desesperadamente de uma figura forte, moderna e respeitada para tentar reorganizar sua identidade esportiva. E poucos treinadores jovens possuem hoje uma reputação tão alta quanto a do espanhol. Sua experiência como jogador em clubes gigantes, sua inteligência tática e a maneira como conseguiu potencializar jovens atletas no Bayer Leverkusen fazem dele uma escolha interessante no papel. Pela primeira vez em muito tempo, os <em>Blues</em> parecem estar construindo um projeto em torno de uma ideia clara de futebol e não apenas acumulando nomes caros aleatoriamente no mercado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, o histórico recente do clube impede qualquer excesso de empolgação. O Chelsea já iniciou vários “novos projetos” nos últimos anos e praticamente todos fracassaram antes mesmo de amadurecer. A instabilidade administrativa, a pressão constante por resultados imediatos e o ambiente caótico criado pelas mudanças sucessivas de treinadores continuam sendo enormes obstáculos para qualquer técnico. Isso explica a maior dúvida em torno dessa nova parceria: os <em>Blues</em> serão capazes de oferecer a Xabi Alonso aquilo que nunca ofereceram aos seus antecessores recentes? Tempo. Porque talento, metodologia e capacidade tática o espanhol claramente possui. O problema é que Stamford Bridge raramente permite que treinadores atravessem períodos turbulentos sem consequências drásticas.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, a chegada de Xabi Alonso representa mais uma tentativa do Chelsea de reencontrar sua identidade perdida em meio ao caos da era BlueCo. Trata-se de uma aposta ousada, arriscada e cercada de incertezas, mas também de um movimento que devolve algum nível de expectativa ao torcedor londrino. O casamento entre um treinador extremamente promissor e um elenco jovem e talentoso pode, sim, render frutos importantes no futuro. </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, tudo dependerá da capacidade do Chelsea em finalmente sustentar um projeto esportivo com coerência, paciência e estabilidade. Porque se houver respaldo verdadeiro, Xabi Alonso talvez seja exatamente o nome capaz de recolocá-lo novamente entre as grandes potências do futebol europeu. Todavia, se os <em>Blues</em> repetirem os mesmos erros, Alonso corre o risco de se tornar apenas mais uma vítima da máquina de moer treinadores do oeste de Londres.</p>
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