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	<title>SoccerBlog</title>
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	<description>Blog sobre futebol</description>
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	<title>SoccerBlog</title>
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		<title>Do sonho ao pesadelo: Inglaterra sofre virada histórica e dá adeus à Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:32:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Inglaterra desembarcou em solo norte-americano carregando uma confiança que parecia improvável poucas semanas antes do início da Copa do Mundo. Depois de uma preparação cercada por dúvidas, críticas e desconfiança, os Three Lions cresceram justamente quando a competição entrou em sua fase mais exigente. As vitórias sobre o México e a Noruega no estágio [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A Inglaterra desembarcou em solo norte-americano carregando uma confiança que parecia improvável poucas semanas antes do início da Copa do Mundo. Depois de uma preparação cercada por dúvidas, críticas e desconfiança, os <em>Three Lions</em> cresceram justamente quando a competição entrou em sua fase mais exigente. As vitórias sobre o México e a Noruega no estágio eliminatório devolveram ao torcedor a esperança de que o longo jejum iniciado em 1966 finalmente pudesse terminar. Havia qualidade individual, força física, juventude e experiência suficientes para imaginá-los novamente em uma final mundial. Durante boa parte da semifinal contra a Argentina, esse sonho pareceu bastante possível. Porém, em apenas cinco minutos, a Inglaterra transformou expectativa em frustração e terminou derrotada por 2 a 1, de virada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nem tudo foi fracasso na campanha inglesa, e seria injusto reduzir a trajetória apenas ao desfecho doloroso da semifinal. O <em>English Team</em> chegou entre as quatro melhores seleções do mundo, superou adversários difíceis e mostrou capacidade para competir em partidas de enorme pressão. O elenco também ofereceu momentos de intensidade, velocidade e personalidade, especialmente quando conseguiu atuar de maneira mais ofensiva. Jude Bellingham e Harry Kane assumiram a responsabilidade nos momentos decisivos e participaram diretamente de mais da metade dos gols ingleses no torneio. Anthony Gordon igualmente ganhou espaço, tornou-se uma importante válvula de escape e justificou sua presença entre os titulares. A Inglaterra não chegou tão longe por acaso, mas saiu com a sensação de que poderia ter alcançado muito mais.</p>



<p class="has-medium-font-size">Antes do Mundial, parte da instabilidade já havia sido criada pelas escolhas feitas na convocação. Thomas Tuchel decidiu deixar fora jogadores como Trent Alexander-Arnold, Cole Palmer e Phil Foden, nomes capazes de oferecer criatividade, controle e soluções diferentes para partidas equilibradas. Morgan Gibbs-White também poderia ter sido uma alternativa importante, sobretudo diante de um adversário que acabaria oferecendo espaços quando precisou atacar. O meia do Nottingham Forest possui condução, capacidade de acelerar transições e qualidade para organizar contra-ataques. Mesmo sem saber se essas ausências mudariam o resultado, é legítimo questionar se a Inglaterra levou todas as ferramentas necessárias para disputar o título. Em um torneio decidido por detalhes, abrir mão de tantas possibilidades técnicas aumentou a responsabilidade sobre o treinador alemão.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Eis os convocados de Inglaterra para o Mundial 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 <a href="https://t.co/4ufgpKipMV">pic.twitter.com/4ufgpKipMV</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2057748461164822628?ref_src=twsrc%5Etfw">May 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A relação dos torcedores com Thomas Tuchel também nunca foi completamente confortável. A Inglaterra historicamente demonstra resistência à presença de treinadores estrangeiros no comando do <em>English Team</em>, especialmente quando o escolhido vem da Alemanha. O passado de rivalidade entre os dois países adiciona um componente emocional que ultrapassa o futebol e transforma qualquer decisão em motivo para desconfiança. Não à toa, Tuchel foi somente o terceiro não inglês a dirigir os <em>Three Lions</em>, depois do sueco Sven-Göran Eriksson e do italiano Fabio Capello. Ainda assim, um alemão sempre representaria uma opção carregada de simbolismo. Por isso, apenas uma campanha realmente convincente seria capaz de construir uma relação duradoura com a torcida.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, porém, a Inglaterra encontrou uma formação que ofereceu alguns resultados positivos. Jude Bellingham foi aproximado de Harry Kane e ganhou maior liberdade para chegar ao ataque, ocupar espaços e participar da construção ofensiva. Essa parceria tornou-se o principal ponto de equilíbrio dos ingleses ao longo da Copa de 2026. O capitão funcionava como referência, enquanto o jogador do Real Madrid surgia de trás, atacava a área e ajudava na circulação da bola. Em seus melhores momentos, os pupilos de Thomas Tuchel demonstraram que possuíam recursos para enfrentar qualquer seleção do torneio. Esse crescimento alimentou a convicção de que, depois de tantas decepções, a geração atual talvez estivesse preparada para dar o passo definitivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">A classificação diante da Noruega reforçou essa impressão, embora também tenha provocado o primeiro sinal público de desgaste interno. Depois da vitória na prorrogação, Thomas Tuchel afirmou que o desempenho inglês havia ficado abaixo do esperado. Jude Bellingham respondeu lembrando a dificuldade de enfrentar um adversário com jogadores como Erling Haaland, Martin Odegaard, Antonio Nusa e Alexander Sorloth. A reação mostrou que o plantel não concordava totalmente com a avaliação do comandante e sugeriu um ambiente menos harmonioso do que parecia. Mesmo assim, a Inglaterra demonstrou enorme esforço físico e emocional na semifinal. A tensão existente não impediu o grupo de entrar em campo acreditando que poderia superar a Argentina.</p>



<p class="has-medium-font-size">O confronto também carregava uma rivalidade que transforma qualquer encontro entre ingleses e argentinos em algo maior do que uma simples partida. A Guerra das Malvinas permanece como pano de fundo histórico, especialmente para a Argentina, onde o duelo possui um significado político e emocional muito particular. Em 1986, Diego Maradona marcou o célebre gol conhecido como “La Mano de Dios” e também protagonizou uma das jogadas mais brilhantes da história das Copas na vitória argentina por 2 a 1. Doze anos depois, em 1998, foram novamente os sul-americanos que avançaram, dessa vez nos pênaltis. A resposta dos europeus aconteceu em 2002, quando David Beckham marcou o gol da vitória por 1 a 0. Quatro décadas depois do encontro no México, ambos voltaram a disputar uma partida eliminatória cercada pela mesma carga de tensão.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔍 Nunca um treinador estrangeiro em relação a seleção treinada venceu uma Copa do Mundo. <br><br>🇩🇪❌ <a href="https://t.co/wGN0LVhieY">pic.twitter.com/wGN0LVhieY</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2077538533703631150?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Desde os primeiros minutos, os ingleses perceberam que enfrentariam um adversário agressivo, intenso e disposto a levar cada disputa física ao limite. A Argentina impôs um jogo emocionalmente desconfortável, no estilo da Copa Libertadores. A Inglaterra suportou esse início, manteve o equilíbrio e conseguiu chegar ao intervalo com o placar zerado. Jordan Pickford apareceu quando foi necessário e realizou intervenções importantes para manter os <em>Three Lions</em> vivos. Mesmo sem controlar completamente as ações, eles permaneceram organizados e encontraram espaços para avançar. A semifinal seguia aberta, tensa e totalmente compatível com a tradição desse confronto.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aos dez minutos do segundo tempo, Anthony Gordon marcou o gol que colocou a Inglaterra a poucos passos da decisão. O camisa 18 aproveitou o momento mais importante de sua trajetória no Mundial e fez explodir a torcida inglesa presente em Atlanta. Naquele instante, o <em>English Team</em> tinha vantagem, confiança e condições para explorar uma Argentina obrigada a abandonar parte de sua proteção defensiva. Gordon era justamente o jogador mais indicado para atacar esses espaços por meio da velocidade e explorar os contra-ataques. O placar favorável deveria representar uma oportunidade para a seleção britânica fortalecer sua proposta. Paradoxalmente, contudo, balançar as redes foi o acontecimento que desencadeou a transformação responsável pela queda do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">Depois da parada para hidratação, a Inglaterra deixou de se comportar como uma seleção candidata ao título. O 4-2-3-1 que havia permitido equilíbrio e presença ofensiva foi abandonado em favor de um 5-5-0 extremamente baixo. Jude Bellingham e Harry Kane passaram a atuar praticamente como volantes e sem liberdade para acelerar as transições. Declan Rice saiu, Anthony Gordon foi retirado mesmo sendo a principal válvula de escape, e novos defensores foram enviados ao gramado. Ezri Konsa e Dan Burn aumentaram a estatura da equipe, mas não solucionaram a falta de controle sobre a entrada da área. A partir dali, os ingleses desistiram de disputar o jogo e passaram apenas a tentar sobreviver a ele. </p>



<p class="has-medium-font-size">Montar uma linha de cinco para proteger uma vantagem não representa necessariamente um erro. Diversas seleções campeãs souberam recuar, fechar espaços e sofrer durante momentos decisivos. O problema aparece quando a mudança não parece treinada, retira todas as possibilidades de contra-ataque e desorganiza os próprios jogadores. Foi exatamente o que ocorreu com a Inglaterra, que formou duas linhas compactas apenas na aparência, mas apresentou dificuldades para acompanhar a circulação argentina. Os defensores recuaram demais, ao passo que o meio-campo perdeu referências, sem qualquer condição de manter a posse. Como uma seleção pode resistir por tanto tempo quando abre mão de todos os recursos que poderiam afastar o adversário de sua área?</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🤯 A Inglaterra entregou a bola após abrir o placar.<br><br>Depois do gol de Anthony Gordon, os ingleses tiveram apenas 12% de posse de bola nos 37 minutos que antecederam o gol da vitória de Lautaro Martínez.<br><br>📊 Posse de bola no período:<br><br>🇦🇷 Argentina: 88%<br>🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Inglaterra: 12%</p>&mdash; Curiosidades PL (@CuriosidadesPRL) <a href="https://x.com/CuriosidadesPRL/status/2077523939723522524?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto os ingleses se encolhiam, a Argentina aumentava progressivamente sua presença ofensiva. Lionel Scaloni colocou Rodrigo De Paul, Lautaro Martínez e Gonzalo Montiel, oferecendo energia, profundidade e maior volume ao ataque. A bola passou a circular de um lado para o outro, obrigando a defesa inglesa a realizar movimentos repetidos e desgastantes. Jordan Pickford ainda evitou o empate em duas oportunidades, mas a pressão se tornou praticamente permanente. A Inglaterra tinha homens suficientes atrás da linha da bola, porém não possuía organização, saída ou capacidade para controlar o ritmo. Quanto mais o relógio avançava, mais o 1 a 0 parecia depender de um milagre defensivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aos 40 minutos, Enzo Fernández encontrou espaço na entrada da área e acertou um belo chute para empatar. O gol não surgiu de uma jogada isolada, mas como consequência natural de uma seleção que havia sido autorizada a atacar sem qualquer preocupação defensiva. Mesmo depois do 1 a 1, a Inglaterra não conseguiu recuperar a postura adotada durante grande parte da competição. O impacto psicológico foi imediato, e os jogadores esperavam a prorrogação desesperadamente em vez de reagir. Nos acréscimos, Lionel Messi cruzou e Lautaro Martínez marcou de cabeça, completando uma virada devastadora. Em poucos minutos, o sonho de disputar a final transformou-se em mais um capítulo doloroso da história inglesa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Somente quando o relógio já marcava 46 minutos da etapa final, Thomas Tuchel tentou recorrer a Marcus Rashford e Ivan Toney. As entradas tardias revelaram a contradição de uma estratégia que primeiro eliminou todas as alternativas ofensivas e depois precisou recuperá-las quando já não havia tempo. A Inglaterra partiu para o abafa sem organização, apostando em lançamentos e disputas aéreas desesperadas. Não era mais uma equipe com plano, mas um &#8216;catado&#8217; tentando evitar uma eliminação consumada. Os jogadores pagaram pelo excesso de cautela adotada depois do gol de Anthony Gordon. O <em>English Team</em> não tinha capacidade alguma para buscar o empate e, consequentemente, tentou criar alguma coisa apenas pela força do improviso.</p>



<p class="has-medium-font-size">O contraste mental também foi determinante. A Argentina demonstrou novamente uma capacidade extraordinária de continuar acreditando mesmo em situação desfavorável. Os ingleses, por sua vez, permitiram que o medo de sofrer o empate se tornasse maior do que a vontade de ampliar a vantagem. Essa diferença não significa que faltou entrega aos jogadores, que correram, marcaram e tentaram cumprir as orientações recebidas. O problema foi coletivo, estrutural e relacionado à maneira como a Thomas Tuchel passou a enxergar a partida. Quando uma seleção tão talentosa aceita atuar como inferior, acaba fortalecendo exatamente aquilo que gostaria de evitar.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Neste século, a Inglaterra é a ÚNICA seleção que abriu o placar e sofreu uma virada em duas semifinais de Copa do Mundo. Aconteceu em 2018. Aconteceu de novo em 2026. E aí, o futebol nunca vai &quot;voltar para casa&quot;? 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿❌⚽<a href="https://x.com/hashtag/copadomundo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#copadomundo</a> <a href="https://t.co/2ME2uXUCj8">pic.twitter.com/2ME2uXUCj8</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2077531170498056410?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação dói ainda mais porque esta geração inglesa parecia preparada para disputar o título. Harry Kane continua sendo uma das principais referências ofensivas do futebol mundial, enquanto Jude Bellingham possui personalidade para liderar a Inglaterra por muitos anos. Bukayo Saka, Declan Rice, Anthony Gordon, Elliot Anderson e outros jogadores oferecem juventude, experiência internacional e margem para evolução. Jordan Pickford também confirmou mais uma vez sua importância em partidas decisivas. Os ingleses não sofreram por falta de talentos, como aconteceu em alguns períodos de sua história recente. O maior desafio acabou sendo transformar uma coleção de grandes nomes em uma seleção capaz de controlar emocionalmente os momentos que definem campeões.</p>



<p class="has-medium-font-size">A comparação com outras campanhas reforça o tamanho da oportunidade desperdiçada. Desde a conquista de 1966, os <em>Three Lions</em> alcançaram as semifinais em 1990, 2018 e novamente em 2026, mas não conseguiram retornar à decisão. Em 1990, caíram nos pênaltis diante da Alemanha Ocidental; em 2018, perderam de virada para a Croácia na prorrogação. Agora, contra a Argentina, sofreram dois gols nos minutos finais depois de abrirem o marcador. São eliminações diferentes, pertencentes a gerações distintas, mas unidas pela incapacidade de administrar momentos decisivos. Sessenta anos depois do único título mundial, o futebol inglês continua procurando uma resposta para o mesmo problema.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda resta a disputa do terceiro lugar contra a França, mas será difícil encontrar motivação imediata depois de uma queda tão traumática. A partida poderá servir para que a Inglaterra encerre o Mundial com uma vitória e reconheça o valor de ter alcançado novamente as semifinais. Entretanto, nenhum resultado apagará a percepção de que a classificação para a final esteve ao alcance das mãos. O terceiro posto pode amenizar a despedida, jamais substituir a oportunidade perdida. Para muitos jogadores, especialmente os mais experientes como Harry Kane e Jordan Henderson, talvez essa tenha sido a última chance de levantar a taça. A próxima tentativa acontecerá apenas em 2030, quando o cenário, o elenco e as condições serão completamente diferentes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Thomas Tuchel possui méritos por ter potencializado a ligação entre Jude Bellingham e Harry Kane e por conduzir a Inglaterra até uma semifinal mundial. Isso precisa ser reconhecido para que a crítica não se transforme em uma análise simplista. Todavia, o ex-treinador do Bayern de Munique também será lembrado por desmontar o que funcionava justamente quando o <em>English Team</em> estava mais próxima da decisão. Considerado um dos técnicos mais renomados presentes na Copa do Mundo, ele falhou na leitura do momento mais importante. Ainda assim, sua permanência foi confirmada depois da derrota diante da Argentina. Ao mesmo tempo, é inegável que sua relação com jogadores, imprensa e torcida se mostra profundamente desgastada.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Inglaterra não foi eliminada porque lhe faltavam qualidade, profundidade de elenco ou capacidade para competir contra a Argentina. Caiu porque foi covarde. Depois de abrir o placar, abandonou as virtudes que a haviam levado até aquela semifinal. O gol de Anthony Gordon deveria ter fortalecido a confiança em campo, mas produziu o efeito contrário e despertou um medo que tomou conta da equipe. Os ingleses deixaram de buscar a final e passaram a tentar proteger uma vantagem mínima durante tempo demais. Quando decidiram novamente atacar, o sonho já havia escapado. A espera pelo bicampeonato, iniciada em 1966, continuará por pelo menos mais quatro anos.</p>
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		<title>França volta a cair diante da Espanha e vê o sonho do tri se tornar um pesadelo</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2026/07/15/freguesia-consolidada-franca-volta-a-cair-diante-da-espanha-e-encerra-a-era-deschamps/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=freguesia-consolidada-franca-volta-a-cair-diante-da-espanha-e-encerra-a-era-deschamps</link>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:05:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Freguês. Segundo o dicionário Michaelis, é o indivíduo que frequenta determinado local com habitualidade, alguém que retorna repetidamente ao mesmo estabelecimento ou um consumidor constante. No futebol, porém, a palavra costuma ganhar outro significado. Ela passa a representar uma equipe que, repetidas vezes, encontra o mesmo adversário em momentos decisivos e acaba deixando o campo [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Freguês. Segundo o dicionário Michaelis, é o indivíduo que frequenta determinado local com habitualidade, alguém que retorna repetidamente ao mesmo estabelecimento ou um consumidor constante. No futebol, porém, a palavra costuma ganhar outro significado. Ela passa a representar uma equipe que, repetidas vezes, encontra o mesmo adversário em momentos decisivos e acaba deixando o campo derrotada. Nos últimos anos, nenhum exemplo ilustra melhor essa definição do que o confronto entre França e Espanha. Pela terceira competição consecutiva, os espanhóis eliminaram os franceses em uma semifinal, consolidando um retrospecto que já começa a se transformar em uma verdadeira freguesia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Tudo começou na Eurocopa de 2024, quando a Espanha derrotou a França por 2 a 1 na semifinal e seguiu rumo ao título continental. No ano seguinte, pela Liga das Nações da UEFA, novo encontro entre as duas seleções e outra vitória espanhola, desta vez por um eletrizante 5 a 4, em solo alemão. Agora, em Dallas, pela Copa do Mundo de 2026, a história voltou a se repetir. A vitória por 2 a 0 garantiu os espanhóis na decisão e confirmou uma escrita que já não pode mais ser tratada como coincidência. Sempre que o duelo vale uma vaga em uma grande final, a <em>Furia Roja</em> encontra o caminho para superar os <em>Bleus</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">O resultado surpreendeu justamente porque a seleção francesa chegava cercada de enorme expectativa. Até então, havia sido considerada por muitos a principal candidata ao título mundial graças ao futebol extremamente ofensivo apresentado durante praticamente toda a competição. Eram dezesseis gols marcados antes da semifinal, desempenho inferior apenas ao da Argentina, além de um ataque que encantava pela velocidade, intensidade e capacidade de decidir partidas rapidamente. Kylian Mbappé vivia uma Copa extraordinária, responsável por metade dos gols franceses, enquanto Ousmane Dembélé, Bradley Barcola e Michael Olise completavam um quarteto que parecia imparável.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">🔚 Nos Bleus s’inclinent face à l’Espagne en demi-finale de la Coupe du monde, et joueront le match pour la 3e place samedi 18 juillet. <br><br>🇫🇷0-2🇪🇸 <a href="https://x.com/hashtag/FRAESP?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FRAESP</a> | <a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a> <a href="https://t.co/FlH30jcfeR">pic.twitter.com/FlH30jcfeR</a></p>&mdash; Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) <a href="https://x.com/equipedefrance/status/2077135812357964288?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A campanha até Dallas reforçava esse favoritismo. Nos quatro primeiros compromissos da Copa de 2026, a França marcou pelo menos três gols em cada partida, atropelando adversários e demonstrando enorme facilidade para criar oportunidades. Depois vieram duas classificações mais duras, primeiro diante do Paraguai (1&#215;0) e posteriormente contra Marrocos (2&#215;0), mas ainda assim os franceses transmitiam total segurança. O desempenho coletivo permanecia convincente e poucos imaginavam que justamente na semifinal o ataque mais explosivo do torneio encontraria tantas dificuldades para competir. A sensação era de que bastava manter o nível apresentado até então para alcançar a terceira decisão mundial consecutiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, o futebol costuma premiar quem interpreta melhor cada contexto. E foi exatamente nesse aspecto que Luis de la Fuente levou ampla vantagem sobre Didier Deschamps. O treinador espanhol compreendeu perfeitamente o tipo de confronto que teria pela frente, enquanto seu técnico francês insistiu praticamente na mesma estrutura utilizada durante toda a campanha. O problema é que enfrentar uma seleção que domina a posse de bola exige adaptações específicas, principalmente no setor mais importante do campo: o meio. A França simplesmente não conseguiu oferecer essas respostas.</p>



<p class="has-medium-font-size">O 4-2-3-1 francês deixou Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot sozinhos diante de uma região ocupada por Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo, Álex Baena e Mikel Oyarzabal, que muitas vezes abandonava a referência ofensiva para atuar como um verdadeiro meio-campista. A superioridade numérica era evidente. Enquanto os espanhóis encontravam constantemente linhas de passe e controlavam o ritmo do jogo, os franceses eram obrigados a correr atrás da bola durante boa parte da partida. Não havia pressão coordenada nem capacidade para interromper a circulação adversária. A Espanha transformou o meio-campo em seu território particular.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa desvantagem provocou outro efeito importante. Michael Olise passou boa parte do jogo acompanhando as movimentações de Rodri, desempenhando uma função defensiva que jamais foi sua principal característica. O desgaste foi inevitável e sua influência ofensiva absolutamente desapareceu. Na etapa final, Didier Deschamps tentou inverter as posições, deslocando Ousmane Dembélé para cumprir essa missão. O resultado foi o mesmo. Dois jogadores extremamente criativos passaram mais tempo perseguindo adversários do que participando da construção ofensiva, comprometendo por completo a capacidade francesa de acelerar as transições.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Espanha eliminou a França&#8230;<br><br>✅ nas meias-finais do Euro 2024<br>✅ nas meias-finais da Nations League 2025<br>✅ nas meias-finais do Mundial 2026<br><br>Padreada. 🇪🇸 <a href="https://t.co/gnUvciMwUo">pic.twitter.com/gnUvciMwUo</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2077146865326244308?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os problemas também apareceram pelos lados do campo. A escolha por laterais mais defensivos parecia fazer sentido antes da bola rolar, especialmente diante da qualidade técnica espanhola. Porém, na prática, a estratégia fracassou. Lucas Digne encontrou enormes dificuldades para conter Lamine Yamal, que realizou uma de suas melhores atuações no Mundial. Foi justamente de uma falha no domínio seguida por uma abordagem precipitada que nasceu o pênalti convertido por Mikel Oyarzabal. Talvez Theo Hernández, graças à maior força física e velocidade, pudesse oferecer um embate mais equilibrado. Até mesmo Lucas Hernández improvisado poderia representar uma alternativa diferente para limitar o jovem atacante do Barcelona.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se o primeiro gol já abalou emocionalmente a seleção francesa, o segundo praticamente definiu o confronto. Logo aos treze minutos da etapa complementar, Pedro Porro ampliou a vantagem espanhola e tornou a missão dos <em>Bleus</em> ainda mais complicada. O dado mais impressionante daquela altura era outro: até aquele instante, a França sequer havia acertado uma finalização na direção do gol adversário. Para um ataque que vinha atropelando todos os rivais da competição, tratava-se de uma estatística bastante simbólica. O domínio da Espanha era absoluto tanto com quanto sem a bola.</p>



<p class="has-medium-font-size">Depois disso, vieram algumas tentativas dos franceses, mas muito mais impulsionadas pelo desespero do que por organização coletiva. Ao todo foram dez finalizações, quase todas construídas na base do abafa, sem infiltrações bem trabalhadas, triangulações ou jogadas coletivas capazes de desmontar a defesa espanhola. A impressão era de que cada atleta buscava resolver individualmente aquilo que o conjunto já não conseguia produzir. Quando uma seleção abandona sua identidade justamente na partida mais importante do campeonato, normalmente o desfecho acaba sendo cruel. E foi isso que aconteceu com a França, em Dallas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante desse cenário, fica uma pergunta inevitável: será que Didier Deschamps demorou demais para entender que enfrentar a Espanha exige soluções diferentes das utilizadas contra qualquer outro adversário? A entrada de Manu Koné para reforçar o meio-campo, formando um trio ao lado de Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot, talvez reduzisse os espaços explorados pelos espanhóis. Bradley Barcola poderia dar lugar a um volante adicional, enquanto Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise ajudariam na recomposição e pressão na saída de bola. Evidentemente não existe garantia de vitória, porém ao menos haveria um equilíbrio maior em uma região onde a França foi amplamente dominada durante noventa minutos.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fr" dir="ltr">🚨🚨 C&#39;ÉTAIT L’AVANT-DERNIER MATCH AVEC LES BLEUS 🇫🇷 DE MONSIEUR DIDIER DESCHAMPS. 💔<br><br>👔 184 matches <br>✅ 120 victoires <br>🤝 35 nuls <br>❌ 29 défaites <br><br>🏆 Coupe du monde 2018<br>🏆 Ligue des Nations 2021<br><br>🥈 Finaliste de l&#39;Euro 2016<br>🥈 Finaliste du Mondial 2022<br><br>Rendez-vous lors de la… <a href="https://t.co/E277icyqEo">pic.twitter.com/E277icyqEo</a></p>&mdash; Actu Foot (@ActuFoot_) <a href="https://x.com/ActuFoot_/status/2077137959997034651?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação também simboliza o encerramento de uma das eras mais importantes da história recente do futebol francês. Didier Deschamps deixa o comando da seleção após quatorze anos, mais de cento e oitenta partidas e dois títulos conquistados. Independentemente das críticas recebidas após esta Copa do Mundo, seu legado permanece enorme. Sob sua liderança, a França disputou finais, levantou troféus e consolidou uma geração extremamente competitiva. Ainda assim, sua despedida acontece de maneira melancólica, justamente diante do adversário que mais encontrou soluções para neutralizar suas equipes nos últimos anos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, a França já viveu momentos históricos em que precisou se reinventar para voltar ao protagonismo. Um bom exemplo ocorreu durante a construção da Torre Eiffel para a Exposição Universal de 1889. Inicialmente alvo de inúmeras críticas e considerada por muitos intelectuais uma obra que jamais representaria Paris, a estrutura acabou transformando-se no maior símbolo do país. A história mostra que grandes transformações costumam nascer justamente após períodos de contestação. Talvez seja exatamente esse o desafio que aguarda a seleção francesa a partir de agora sob o provável comando de Zinedine Zidane.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Copa do Mundo termina de forma frustrante para quem era apontado como principal favorito ao título. Não porque faltassem talento, qualidade técnica ou profundidade de elenco. Pelo contrário. Poucas seleções reuniam tantas opções quanto os franceses. O problema esteve na incapacidade de adaptar o plano de jogo diante de um adversário que apresentou uma proposta completamente previsível. Enquanto a Espanha venceu o duelo das ideias, a França permaneceu presa às próprias convicções. Em Mundiais, detalhes fazem toda a diferença. E, desta vez, foram justamente estes que transformaram um sonho do tricampeonato em uma despedida amarga para os <em>Bleus</em>.</p>
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		<title>Marrocos confirma sua evolução e deixa a Copa de 2026 vislumbrando um futuro promissor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:48:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mohamed Ouahbi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Três anos e meio depois de escrever um dos capítulos mais marcantes da história das Copas do Mundo ao alcançar uma inédita semifinal no Catar, a seleção marroquina voltou aos holofotes cercada por expectativas. A campanha de 2022 deixou de ser encarada como um acontecimento isolado para se transformar em um novo parâmetro para os [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Três anos e meio depois de escrever um dos capítulos mais marcantes da história das Copas do Mundo ao alcançar uma inédita semifinal no Catar, a seleção marroquina voltou aos holofotes cercada por expectativas. A campanha de 2022 deixou de ser encarada como um acontecimento isolado para se transformar em um novo parâmetro para os <em>Leões do Atlas</em>, que desembarcaram na América do Norte carregando o peso de provar que pertenciam definitivamente ao primeiro escalão do futebol mundial. Nem mesmo o vice-campeonato da Copa Africana de Nações ou as importantes baixas de Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli, ambos lesionados às vésperas da competição, diminuíram a confiança em torno de Marrocos.</p>



<p class="has-medium-font-size">A mudança no comando técnico, inclusive, também despertava dúvidas. Walid Regragui havia se tornado um símbolo nacional após conduzir o país ao histórico quarto lugar em 2022, mas a federação apostou em Mohamed Ouahbi em março devido ao vice na Copa Africana de Nações. A troca parecia arriscada diante da proximidade do Mundial, principalmente porque o novo treinador havia dirigido a seleção principal em apenas quatro partidas. Ainda assim, sua chegada representava uma continuidade de um projeto muito maior do que simplesmente trocar um comandante.</p>



<p class="has-medium-font-size">A escolha de Mohamed Ouahbi fazia ainda mais sentido quando se observava o trabalho desenvolvido nas categorias de base. Foi ele quem conduziu a seleção marroquina sub-20 ao primeiro título mundial de sua história em 2025, derrotando justamente a Argentina na decisão. Mais do que uma conquista memorável, aquele triunfo serviu como um recado de que o crescimento do futebol de Marrocos estava sendo construído sobre alicerces sólidos. Afinal, quantas seleções conseguem transformar títulos nas categorias inferiores em talentos prontos para a formação principal?</p>



<p class="has-medium-font-size">Alguns desses jovens talentos, inclusive, já assumiram protagonismo nesta Copa do Mundo. O maior exemplo foi Ayyoub Bouaddi, meio-campista que impressionou pela personalidade, inteligência e capacidade técnica durante todo o torneio. Dono de uma maturidade incomum para sua idade, o jogador do Lille rapidamente se consolidou como um dos grandes destaques da competição e dificilmente passará despercebido pelos principais clubes da Europa. Seu desempenho reforça que o futuro da seleção africana parece estar em excelentes mãos.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🇲🇦 O MARROCOS É CAMPEÃO DA COPA DO MUNDO SUB20!<br><br>Com a estrela de Zabiri, os Leões do Atlas vencem a Argentina por 2-0.<br><br>Um dos países que mais aposta no futebol é coroado pelo seu projeto.<br><br>DIMA MAGHRIB!<a href="https://t.co/q1lOwdBZYI">pic.twitter.com/q1lOwdBZYI</a></p>&mdash; Ponta de Lança (@pontalancapdl) <a href="https://x.com/pontalancapdl/status/1980077861366051215?ref_src=twsrc%5Etfw">October 20, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, a caminhada de Marrocos na Copa de 2026 começou justamente diante de um adversário que carregava enorme simbolismo. Logo na estreia, os <em>Leões do Atlas</em> enfrentaram o Brasil e mostraram que continuavam extremamente competitivos. Abriram o placar, criaram dificuldades durante praticamente toda a partida e saíram de campo com um empate por 1 a 1 que, muito mais do que um ponto conquistado, transmitiu uma mensagem ao restante do torneio: enfrentá-los continuava sendo uma tarefa extremamente desconfortável.</p>



<p class="has-medium-font-size">A classificação foi construída com autoridade. Depois da igualdade diante dos brasileiros, vieram vitórias importantes sobre Escócia (1&#215;0) e Haiti (4&#215;2), resultados suficientes para garantir a segunda colocação do Grupo C com a mesma pontuação do líder, Brasil. Não foi uma campanha espetacular em números, mas bastante consistente em desempenho. A impressão transmitida era a de uma seleção segura, competitiva e preparada para enfrentar qualquer desafio nas fases eliminatórias.</p>



<p class="has-medium-font-size">O primeiro grande teste de fogo surgiu logo nos 16 avos-de-final frente a poderosa Holanda. Em um confronto extremamente equilibrado, o empate por 1 a 1 persistiu durante o tempo regulamentar e também na prorrogação. Foi somente nas cobranças de pênaltis que os marroquinos voltaram a demonstrar toda sua frieza emocional para eliminar uma das seleções mais tradicionais do continente europeu, com méritos do grande goleiro Yassine Bounou. Era mais uma demonstração de maturidade competitiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se contra os neerlandeses houve sofrimento, diante do anfitrião Canadá a superioridade foi incontestável. A vitória por 3 a 0 talvez tenha representado a atuação mais convincente da campanha. A equipe controlou completamente as ações, soube administrar a pressão de enfrentar o país-sede e confirmou sua classificação sem oferecer oportunidades para qualquer reação adversária. Era um futebol que mesclava organização, intensidade e qualidade técnica.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A Marrocos tornou-se na primeira seleção africana de sempre a alcançar os quartos de final de um Campeonato do Mundo por duas ocasiões. 👏🔥<br><br>📊 Seleções africanas que chegaram aos quartos de final do Mundial:<br>🇨🇲 1990 — Camarões<br>🇸🇳 2002 — Senegal<br>🇬🇭 2010 — Gana<br>🇲🇦 2022 — Marrocos… <a href="https://t.co/ymm5nVJeFO">pic.twitter.com/ymm5nVJeFO</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2073483101452280205?ref_src=twsrc%5Etfw">July 4, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o destino reservava novamente um velho conhecido. Assim como ocorrera na semifinal da Copa do Mundo de 2022, o caminho cruzou outra vez com a França. O retrospecto histórico já não favorecia os africanos e, desta vez, a história voltou a se repetir. Os franceses venceram pela quinta vez em sete confrontos entre as duas seleções e eliminaram novamente os <em>Leões do Atlas</em>, encerrando uma campanha que merecia reconhecimento muito maior do que a simples posição final.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo com a eliminação, talvez a maior diferença em relação ao Mundial anterior tenha sido a transformação da identidade ofensiva dos marroquinos. Se em 2022 o mundo conheceu um Marrocos praticamente intransponível defensivamente, em 2026 foi possível observar um conjunto muito mais confortável com a posse de bola, capaz de construir jogadas, acelerar pelos corredores e controlar diferentes momentos das partidas sem abrir mão da tradicional consistência defensiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">Boa parte dessa evolução passou pelo lado direito do campo. Achraf Hakimi, considerado por muitos o melhor lateral-direito do futebol mundial na atualidade, encontrou em Brahim Díaz um parceiro ideal para explorar aquele setor. A movimentação constante da dupla, somada à aproximação de Ayyoub Bouaddi pelo interior do campo, criou uma das combinações ofensivas mais interessantes desta Copa do Mundo. Poucas seleções conseguiram neutralizar esse corredor durante o torneio.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="ca" dir="ltr">شكرًا لكم يا أسود، فخورون بكم ❤️<br><br>Thank you for everything Lions, We are always proud of you. 🦁<a href="https://x.com/hashtag/DimaMaghrib?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#DimaMaghrib</a> 🇲🇦 <a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a> <a href="https://t.co/UJt50bxFRo">pic.twitter.com/UJt50bxFRo</a></p>&mdash; Équipe du Maroc (@EnMaroc) <a href="https://x.com/EnMaroc/status/2075373705480286628?ref_src=twsrc%5Etfw">July 10, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Outra decisão que merece elogios foi a utilização de Ismael Saibari como um falso camisa 9. Embora tenha origem como ponta-esquerda, Mohamed Ouahbi enxergou características que permitiram ao jogador atuar de maneira muito mais móvel do que um centroavante tradicional. Em vez de permanecer fixo entre os zagueiros, o novo atacante do Bayern de Munique recuava, participava da construção, abria espaços para infiltrações e favorecia constantes triangulações ofensivas. Uma mudança simples na teoria, mas extremamente eficiente na prática.</p>



<p class="has-medium-font-size">Também chamou atenção a capacidade de Mohamed Ouahbi de adaptar rapidamente seu modelo de jogo. Nos amistosos e compromissos anteriores ao Mundial, o treinador de 49 anos de idade havia utilizado frequentemente uma estrutura com três defensores, priorizando o 3-2-4-1. Entretanto, ao perceber as exigências da Copa do Mundo, implementou ao 4-2-3-1, fortaleceu o meio-campo e encontrou um equilíbrio muito maior entre proteção defensiva e criatividade ofensiva. Demonstrou flexibilidade sem abrir mão da identidade construída ao longo dos últimos anos.</p>



<p class="has-medium-font-size">O sétimo lugar certamente não traduz por completo a qualidade apresentada durante a Copa do Mundo. Eliminada justamente por aquela que muitos consideram a principal favorita ao título, a seleção africana deixa o torneio com a sensação de que continua encurtando a distância para as grandes potências tradicionais. Mais importante do que a colocação final foi a confirmação de que o desempenho de 2022 definitivamente não foi obra do acaso.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se França, Espanha, Inglaterra e Argentina foram as seleções que dominaram as manchetes por alcançarem as semifinais, talvez nenhuma outra equipe tenha deixado uma perspectiva de futuro tão animadora quanto Marrocos. Há uma geração jovem extremamente talentosa, um trabalho consistente nas categorias de base, um treinador que mostrou capacidade de adaptação e uma identidade de jogo cada vez mais consolidada. Os <em>Leões do Atlas</em> já deixaram de ser uma surpresa. Hoje, representam uma potência emergente do futebol mundial, e tudo indica que o capítulo mais brilhante dessa história ainda está por ser escrito.</p>
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		<title>Remando para novos horizontes: a campanha histórica da Noruega na Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[featured]]></category>
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		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
		<category><![CDATA[Stale Solbakken]]></category>
		<category><![CDATA[Vikings]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante décadas, a Noruega ocupou um espaço discreto no futebol internacional. Embora já tivesse revelado bons jogadores e participado de três Copas do Mundo anteriormente, a seleção escandinava jamais conseguiu transformar seu potencial em uma campanha realmente memorável. No entanto, a realidade é que esse cenário mudou definitivamente em 2026, tendo em vista que a [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/07/13/remando-para-novos-horizontes-a-campanha-historica-da-noruega-na-copa-de-2026/">Remando para novos horizontes: a campanha histórica da Noruega na Copa de 2026</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">Durante décadas, a Noruega ocupou um espaço discreto no futebol internacional. Embora já tivesse revelado bons jogadores e participado de três Copas do Mundo anteriormente, a seleção escandinava jamais conseguiu transformar seu potencial em uma campanha realmente memorável. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, a realidade é que esse cenário mudou definitivamente em 2026, tendo em vista que a Noruega alcançou pela primeira vez as quartas-de-final de um Mundial. Eliminando o Brasil nas oitavas e competindo em alto nível contra algumas das maiores potências do planeta, os <em>Vikings</em> deixaram a América do Norte muito maiores do que chegaram, consolidando a melhor campanha de sua história no torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os primeiros sinais de que algo especial poderia acontecer apareceram ainda nas Eliminatórias. A Noruega encerrou sua caminhada com oito vitórias em oito partidas, desempenho perfeito que chamou a atenção pela consistência apresentada durante toda a competição. Muito além dos resultados, os noruegueses demonstraram organização coletiva, intensidade e enorme qualidade técnica, credenciais que a colocavam entre as seleções capazes de surpreender na Copa do Mundo, mesmo sem figurar entre as principais favoritas ao título, a julgar pelas duas vitórias sobre a Itália no qualificatório.</p>



<p class="has-medium-font-size">A confirmação veio logo na fase de grupos. A estreia terminou com uma convincente vitória por 4 a 1 sobre o Iraque. Embora os iraquianos fossem considerados os adversários mais acessíveis da chave, a atuação serviu para demonstrar a força ofensiva da equipe comandada por Stale Solbakken. Na sequência, a Noruega superou Senegal por 3 a 2 em um confronto extremamente equilibrado, resultado que praticamente garantiu a classificação antecipada para as oitavas-de-final.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">A final look at Group I as France and Norway head to the knockouts 🔜<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2070619882488496554?ref_src=twsrc%5Etfw">June 26, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Já assegurada na fase eliminatória, a comissão técnica optou por preservar praticamente todo o time titular na última rodada da fase de grupos diante da França. A derrota por 4 a 1 pouco alterou o cenário construído até então, já que o principal objetivo naquele momento era chegar com seus principais jogadores fisicamente inteiros para o estágio de 16 avos-de-final. A decisão mostrou-se acertada, uma vez que a Noruega apresentou novamente um futebol competitivo quando a competição entrou em sua fase decisiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nos estágio seguinte, os nórdicos enfrentaram a Costa do Marfim e confirmaram sua maturidade competitiva ao vencer por 2 a 1. Mais uma vez, a Noruega mostrou equilíbrio emocional, intensidade na marcação e eficiência nas oportunidades criadas. A classificação representou mais um passo importante para uma seleção que já começava a chamar a atenção do mundo pela qualidade de seu futebol e pela personalidade demonstrada diante de adversários tradicionais.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, foi nas oitavas-de-final que a Noruega escreveu o capítulo mais importante de toda a sua história. Diante do pentacampeão Brasil, os <em>Vikings</em> voltaram a vencer por 2 a 1 e conquistaram uma classificação que ficará eternizada na memória de seu torcedor. Superar uma das maiores seleções da história do futebol mundial representou o auge da campanha norueguesa e simbolizou a consolidação definitiva de um projeto esportivo que há anos vinha sendo desenvolvido com enorme competência.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">NORUEGA ELIMINA O BRASIL! <a href="https://t.co/cRpy9cceFj">pic.twitter.com/cRpy9cceFj</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://x.com/B24PT/status/2073890696134598908?ref_src=twsrc%5Etfw">July 5, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo diante da Inglaterra, nas quartas de final, a Noruega voltou a mostrar que sua campanha não era fruto do acaso. Após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, os ingleses somente conseguiram garantir a classificação durante a prorrogação. Em diversos momentos da partida, os noruegueses controlaram a posse de bola, ditaram o ritmo do jogo e criaram oportunidades ofensivas, demonstrando que poderiam perfeitamente ter alcançado uma inédita vaga entre os quatro melhores do mundo após 28 anos longe de um Mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">Individualmente, Erling Haaland confirmou seu status de um dos maiores atacantes do futebol mundial. O camisa 9 encerrou sua participação com sete gols marcados em seis partidas, média superior a um gol por jogo e desempenho decisivo nos principais confrontos da competição. Sua presença constante na área, força física e poder de finalização fizeram dele uma das figuras centrais da Copa do Mundo e um dos candidatos naturais aos principais prêmios individuais do torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Embora Haaland tenha sido o grande protagonista ofensivo, o sucesso da Noruega esteve longe de depender exclusivamente de seu artilheiro. Martin Odegaard comandou a construção das jogadas com enorme inteligência, Alexander Sorloth contribuiu no ataque, enquanto Antonio Nusa, Andreas Schjelderup e Oscar Bobb ofereceram velocidade, criatividade e capacidade de desequilibrar pelos lados do campo. O conjunto montado por Stale Solbakken demonstrou organização tática e um padrão de jogo muito bem definido durante praticamente toda a competição.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">TEAM 🇳🇴 <a href="https://t.co/1J2vXTk2fO">pic.twitter.com/1J2vXTk2fO</a></p>&mdash; Fotballandslaget (@nff_landslag) <a href="https://x.com/nff_landslag/status/2076051222373474456?ref_src=twsrc%5Etfw">July 11, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os números comprovam essa evolução. A Noruega encerrou sua participação com treze tentos assinalados, registrando, até o encerramento das quartas-de-final, o quarto melhor ataque da Copa do Mundo. O dado ganha ainda mais relevância quando comparado ao desempenho da Inglaterra, semifinalista da competição, que marcou exatamente a mesma quantidade de gols. Não à toa, a eficiência ofensiva tornou-se uma das principais armas dos <em>Vikings</em> e mostrou que eles possuem recursos suficientes para enfrentar qualquer sistema defensivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, a campanha também evidenciou um aspecto que ainda precisa evoluir. A defesa sofreu onze gols ao longo da Copa de 2026, número elevado para uma seleção quadrifinalista. Entre as quarenta e oito participantes, a Noruega é a 45ª mais vazada no torneio, contraste evidente quando comparado aos demais semifinalistas. A Espanha teve as redes balançadas apenas uma vez, a França somente duas, contra seis de Argentina e Inglaterra, registros que demonstram o quanto a consistência defensiva costuma fazer diferença nas fases decisivas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, reduzir a campanha norueguesa aos problemas defensivos seria extremamente injusto. O Mundial de 2026 representou a confirmação de que os noruegueses finalmente pertencem ao grupo das seleções capazes de competir em igualdade de condições com as maiores potências do futebol internacional. O desempenho apresentado pela Noruega durante todo o torneio elevou o respeito internacional e mostrou que seu crescimento não depende de um momento isolado, mas de um projeto esportivo sólido e desenvolvido no decorrer de muitos anos.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="117850" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/07/134196928221705637-6-e1783954968715.jpg" alt="" class="wp-image-117850"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Essa foi a primeira vez que a Noruega disputou as quartas-de-final de uma Copa do Mundo. As melhores campanhas até então haviam sido nas oitavas em 1938 e 1998.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Outro elemento marcante foi a participação da torcida. Em praticamente todos os estádios, os torcedores noruegueses transformaram as arquibancadas em uma verdadeira extensão da identidade viking, reproduzindo as tradicionais remadas coletivas acompanhadas do característico grito que rapidamente se tornou uma das imagens mais marcantes da Copa do Mundo. A sintonia entre jogadores e torcida ajudou a fortalecer ainda mais uma seleção que demonstrou enorme personalidade desde a estreia até sua despedida.</p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação diante da Inglaterra encerrou uma trajetória histórica, mas também inaugurou um novo capítulo para o futebol norueguês. Os <em>Vikings</em> retornam à Escandinávia muito mais respeitados, experientes e conscientes de seu potencial. A melhor campanha de todos os tempos não deve ser encarada como um ponto de chegada, mas como o início de um caminho ainda mais pavimentado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Remando para novos horizontes, a Noruega encerra sua participação na Copa do Mundo de 2026 com a certeza de que escreveu a página mais importante de seu futebol. A campanha histórica, marcada pela classificação inédita às quartas-de-final, pela eliminação do Brasil e pelo protagonismo de uma seleção extremamente competitiva, coloca definitivamente os noruegueses entre as seleções mais promissoras do cenário mundial. </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, se o trabalho realizado nos últimos anos já produziu resultados tão expressivos, o futuro indica que as remadas da maior geração norueguesa podem levá-la ainda mais longe nas próximas grandes competições.</p>
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		<title>Na força do coração: Argentina está entre as oito melhores seleções da Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 15:18:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Albiceleste]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Lionel Scaloni]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A classificação da Argentina para as quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026 ficará marcada como um daqueles capítulos que ajudam a explicar por que a camisa albiceleste continua carregando tanto peso na história do futebol. Depois de uma campanha tranquila na fase de grupos, quando enfrentou Argélia, Áustria e Jordânia, os pupilos de Lionel [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A classificação da Argentina para as quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026 ficará marcada como um daqueles capítulos que ajudam a explicar por que a camisa <em>albiceleste</em> continua carregando tanto peso na história do futebol. Depois de uma campanha tranquila na fase de grupos, quando enfrentou Argélia, Áustria e Jordânia, os pupilos de Lionel Scaloni finalmente foram colocados à prova diante de adversários capazes de levá-la ao limite. E foi justamente quando deixou a zona de conforto que a seleção argentina revelou suas maiores virtudes, mas também expôs defeitos que podem custar caro na sequência do torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os confrontos eliminatórios contra Cabo Verde e Egito mostraram uma Argentina completamente diferente daquela vista na primeira fase. Se antes a superioridade técnica permitia controlar os jogos com relativa tranquilidade, agora o roteiro passou a ser de sofrimento, tensão e imprevisibilidade. Em ambos os duelos, os atuais campeões mundiais precisaram recorrer à força emocional para permanecer vivos na competição. A classificação deixou de ser apenas uma questão de qualidade técnica e passou a depender de personalidade, característica que historicamente acompanha as grandes gerações do futebol argentino.</p>



<p class="has-medium-font-size">O embate diante de Cabo Verde, válido pelos 16 avos-de-final, já serviu como um primeiro alerta. A Argentina encontrou enormes dificuldades para superar uma seleção extremamente organizada e precisou esperar os minutos finais da prorrogação para confirmar sua classificação em Miami. A partida lembrou, em diversos momentos, a caminhada do tricampeonato conquistado quatro anos antes, quando os argentinos também alternaram momentos de domínio absoluto com quedas de rendimento que quase comprometeram a campanha. Contra Holanda e França, em 2022, a <em>Albiceleste</em> encontrou forças para sobreviver.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se a vitória sobre Cabo Verde já havia acendido um sinal de atenção, o jogo contra o Egito elevou esse sentimento ao máximo. A Argentina protagonizou, até aqui, a maior virada da Copa do Mundo de 2026. Perdendo por 2 a 0 até os 33 minutos da etapa final, tudo indicava que os argentinos estavam diante de uma eliminação precoce. O relógio corria contra eles, enquanto os egípcios administravam uma vantagem construída com enorme eficiência. Era o cenário perfeito para um dos maiores choques desta edição do Mundial.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Argentina won this match.<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a> <a href="https://t.co/d0STrur03c">pic.twitter.com/d0STrur03c</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2074572765282144718?ref_src=twsrc%5Etfw">July 7, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O roteiro, entretanto, ignorou qualquer lógica. Apesar do placar desfavorável, a Argentina havia criado inúmeras oportunidades desde o primeiro tempo. O goleiro egípcio foi, durante boa parte da partida, o grande protagonista do confronto, realizando intervenções decisivas que impediram os argentinos de abrir vantagem antes mesmo do intervalo. Como se isso não bastasse, Lionel Messi desperdiçou um pênalti, o segundo perdido pelo camisa 10 nesta Copa do Mundo. Em circunstâncias normais, uma sequência como essa seria suficiente para derrubar qualquer seleção. A <em>Albiceleste</em>, porém, escolheu resistir.</p>



<p class="has-medium-font-size">A reação construída nos minutos finais sintetiza aquilo que talvez seja a principal qualidade desta geração campeã mundial em 2022: a capacidade de jamais abandonar uma partida. A Argentina marcou três gols nos instantes derradeiros e transformou uma eliminação praticamente inevitável em uma classificação histórica. Existe um componente psicológico extremamente forte nessa seleção. É um grupo que parece acreditar até o último segundo, independentemente das circunstâncias. Essa mentalidade competitiva faz parte da identidade do futebol argentino há décadas e, em muitos momentos, supera até mesmo as limitações técnicas apresentadas durante os jogos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não é exagero afirmar que esse espírito de luta atravessa gerações e se conecta com a própria construção da identidade esportiva do país. O argentino sempre cultivou a ideia de resistência, orgulho e superação diante da adversidade. Em diferentes momentos ao longo da trajetória, inclusive em episódios marcantes como a questão das Ilhas Malvinas, consolidou-se um imaginário coletivo de perseverança que também encontra reflexos dentro das quatro linhas. Evidentemente, futebol e história pertencem a contextos distintos, mas a maneira como eles encaram as dificuldades parece fazer parte de uma cultura competitiva profundamente enraizada.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔎 l Curiosidade:<br><br> A Argentina é a segunda seleção da história da Copa do Mundo FIFA a reverter um placar de 0 a 2, depois da Bélgica (vs Japão) em 2018. <a href="https://t.co/AWeSuCcTJf">pic.twitter.com/AWeSuCcTJf</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2074566619183874182?ref_src=twsrc%5Etfw">July 7, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Do ponto de vista tático, algumas alterações promovidas por Lionel Scaloni surtiram efeito. O deslocamento de Enzo Fernández para o lado esquerdo do meio-campo fortaleceu aquele corredor ao lado de Nicolás Tagliafico, oferecendo maior profundidade ofensiva justamente quando a equipe precisava pressionar o Egito. As mudanças ajudaram a modificar o comportamento ofensivo da Argentina, que passou a criar superioridade numérica pelos lados do campo e encontrou espaços para iniciar a reação que parecia impossível poucos minutos antes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, seria um erro ignorar os problemas defensivos apresentados pela <em>Albiceleste</em>. Somente nas partidas contra Cabo Verde e Egito, a Argentina sofreu cinco gols. Para uma equipe que sonha em conquistar o tetracampeonato, trata-se de um número bastante preocupante. O contraste fica ainda mais evidente quando comparado ao desempenho de outros candidatos ao título. A França sofreu apenas um gol até aqui, enquanto a Espanha sequer foi vazada. Em torneios de tiro curto, sistemas defensivos sólidos costumam decidir campeonatos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, se a defesa preocupa, o ataque segue funcionando em altíssimo nível. Com 14 gols marcados, a Argentina chega às quartas-de-final ostentando o melhor ataque da competição, dividindo esse posto com a França. Lionel Messi também lidera a artilharia do Mundial com 8 tentos assinalados, demonstrando que, aos 39 anos, continua sendo um dos jogadores mais decisivos do planeta. Poucos imaginavam que o meia do Inter Miami conseguiria apresentar um rendimento ainda superior ao exibido no Catar, quando conduziu a seleção ao tricampeonato mundial.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A Copa do Mundo de Lionel Messi, até aqui, é ESPETACULAR! Será que a Argentina conquista a taça de novo ou teremos outro campeão?<br><br>Messi na Copa<br>🟩 5 vitórias em 5 jogos<br>⚽ 8 gols<br>🅰️ 1 assistências<br>💯 9.0 média Nota Flashscore <a href="https://t.co/D2QcfrR0X4">pic.twitter.com/D2QcfrR0X4</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2074833447940464935?ref_src=twsrc%5Etfw">July 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Essa dependência de Lionel Messi, contudo, continua sendo um tema inevitável. Contra o Egito, ele participou diretamente dos principais momentos da reação: sofreu, criou, marcou o gol de empate, distribuiu assistência e iniciou a jogada que terminou na virada histórica. Sem Ángel Di María, aposentado da seleção, a Argentina perdeu justamente o segundo grande protagonista ofensivo do time campeão no Catar. Durante anos, Di María dividiu responsabilidades com Messi nos momentos decisivos. Hoje, essa carga tornou-se, literalmente, &#8216;messiânica&#8217;.</p>



<p class="has-medium-font-size">A impressão é de que a renovação da seleção argentina ainda acontece de forma lenta. Jogadores promissores perderam espaço ou sequer foram incorporados definitivamente ao grupo principal, enquanto a base campeã mundial permanece praticamente intacta, apenas quatro anos mais experiente. Essa continuidade trouxe entrosamento e identidade, mas também aumentou a dependência das mesmas lideranças técnicas. Na visão de muitos analistas, o trabalho de Lionel Scaloni continua sendo muito eficiente na gestão emocional do elenco, embora ainda desperte debates sobre a evolução tática da Argentina.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Há 24 anos que os quartos de final de um Campeonato do Mundo não contavam com apenas uma seleção da América do Sul.<br><br>🇧🇷 2002: Brasil (viria a conquistar o pentacampeonato)<br>🇦🇷 2026: Argentina (?) <a href="https://t.co/UD1zuSSmaZ">pic.twitter.com/UD1zuSSmaZ</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2074634005471731766?ref_src=twsrc%5Etfw">July 7, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, porém, o grau de dificuldade aumentará consideravelmente. A Suíça aparece como o adversário mais complicado da Argentina até aqui nesta Copa do Mundo. Muitos imaginavam uma reedição da final da última Copa América diante da Colômbia, mas os colombianos acabaram eliminados nos pênaltis pelos suíços. Organizada, disciplinada e extremamente sólida defensivamente, a seleção europeia comete poucos erros e possui enorme capacidade física para competir durante os noventa minutos. Será, provavelmente, o maior teste enfrentado pelos argentinos no Mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">Independentemente do que acontecer nas quartas-de-final, a campanha argentina já demonstrou duas verdades difíceis de ignorar. A primeira é que a <em>Albiceleste</em> continua absolutamente competitiva, sustentada por uma força mental admirável e por um Lionel Messi que insiste em desafiar o tempo. A segunda é que suas fragilidades defensivas e a excessiva <em>messidependência</em> tornam o caminho rumo ao tetracampeonato muito mais complicado do que parecia durante a fase de grupos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Das 48 seleções que iniciaram a Copa do Mundo de 2026, apenas oito continuam vivas. Entre elas, somente a Argentina representa a América do Sul. E enquanto houver Lionel Messi em campo e a <em>Scaloneta</em> disposta a lutar até o último segundo, jamais será prudente apostar contra os argentinos.</p>
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		<title>As caravelas perderam o rumo: Portugal encerra o ciclo de Cristiano Ronaldo em Copas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:54:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Martínez]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[SoccerBlog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A eliminação de Portugal nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha representa muito mais do que o encerramento de uma campanha decepcionante. Ela simboliza, talvez, o fim definitivo de uma era que durante quase duas décadas alimentou o sonho do povo português de conquistar o mundo. Curiosamente, foi também a sétima [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A eliminação de Portugal nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha representa muito mais do que o encerramento de uma campanha decepcionante. Ela simboliza, talvez, o fim definitivo de uma era que durante quase duas décadas alimentou o sonho do povo português de conquistar o mundo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, foi também a sétima Copa do Mundo consecutiva de Portugal, justamente a geração que muitos consideram a mais talentosa da história lusitana. No entanto, quando o assunto é Mundial, os resultados jamais acompanharam a qualidade do elenco. Resta uma pergunta inevitável: como uma geração tão rica tecnicamente conseguiu produzir tão pouco na principal competição do futebol?</p>



<p class="has-medium-font-size">O melhor desempenho português nesse período continua sendo o quarto lugar conquistado na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Naquela ocasião, Cristiano Ronaldo ainda dava seu primeiro passo em Mundiais, enquanto Portugal navegava com a esperança de reviver, dentro dos gramados, o espírito das antigas caravelas que um dia desbravaram os oceanos. Parecia o início de uma trajetória destinada à glória. Entretanto, o tempo mostrou outro roteiro. Desde então, vieram quatro eliminações nas oitavas-de-final e uma queda ainda na fase de grupos, em 2014, no Brasil. Uma sequência frustrante para uma seleção que sempre figurava entre as favoritas antes do início de cada torneio.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">FIM DE UMA ERA? Portugal é eliminada pela Espanha e Cristiano Ronaldo encerra sua sexta participação em Copas. Será que o &quot;adeus&quot; vai ser dessa forma? 😢🇵🇹<a href="https://x.com/hashtag/copadomundo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#copadomundo</a> <a href="https://x.com/hashtag/cr7?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cr7</a> <a href="https://x.com/hashtag/cristianoronaldo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#cristianoronaldo</a> <a href="https://x.com/hashtag/portugal?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#portugal</a> <a href="https://t.co/eSx49SFS2X">pic.twitter.com/eSx49SFS2X</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2074248194192490776?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez seja justamente essa a maior contradição da história recente do futebol português. Nunca Portugal teve tantos atletas atuando em gigantes do futebol europeu ao mesmo tempo. Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rúben Dias, Rafael Leão, Pedro Neto, Vitinha, João Neves, Nuno Mendes, João Cancelo e tantos outros elevaram o patamar técnico da seleção a níveis jamais vistos. Somados ao maior jogador do país, Cristiano Ronaldo, formavam um plantel capaz de enfrentar qualquer adversário do planeta. Ainda assim, em campo, essa qualidade raramente se transformava em um jogo dominante, coletivo e consistente.</p>



<p class="has-medium-font-size">É verdade que esse ciclo não passou completamente em branco. Portugal conquistou sua primeira Eurocopa, em 2016, escrevendo uma das páginas mais importantes de sua história esportiva. Posteriormente, voltou a levantar o troféu da Liga das Nações da UEFA, derrotando a Espanha na decisão. Mas é preciso separar emoção de análise. Embora seja um título oficial e respeitável, trata-se de um torneio que ainda possui um peso competitivo diferente daquele exercido por uma Euro ou por uma Copa do Mundo. Muitas seleções utilizam a competição como laboratório para testar jogadores, ajustar sistemas táticos e preparar ciclos maiores. Os portugueses, ao contrário, encararam o campeonato praticamente como prioridade máxima.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi justamente nesse contexto que surgiu Roberto Martínez. A impressão deixada ao longo de seus três anos e meio de trabalho foi a de um treinador muito mais preocupado em preservar a estabilidade interna do grupo do que em provocar rupturas necessárias. Sob essa ótica, sua principal virtude era atuar como um diplomata, evitando conflitos e mantendo intacta a hierarquia construída no período. Em momento algum entrou em rota de colisão com suas principais lideranças, especialmente Cristiano Ronaldo. Essa postura garantiu um ambiente aparentemente tranquilo, mas será que tranquilidade, sozinha, conquista Copas do Mundo?</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro aspecto que chama atenção foi a pouca renovação promovida durante esse ciclo. Portugal possui uma das bases mais promissoras da Europa, revelando talentos praticamente todos os anos. Jogadores como Rodrigo Mora e Geovany Quenda representam o futuro da lusitano, mas receberam oportunidades bastante limitadas sob o comando do treinador espanhol. Em vez de preparar a transição de uma geração histórica para outra igualmente promissora, a seleção portuguesa permaneceu presa ao presente, como se temesse admitir que todo ciclo, por mais glorioso que seja, inevitavelmente chega ao seu fim.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nenhuma decisão simboliza melhor esse cenário do que a insistência em Cristiano Ronaldo como peça central da equipe. Não se trata de questionar sua história, seus recordes ou sua importância para o futebol português. Isso jamais estará em debate. O ponto central é outro: o futebol moderno exige intensidade constante, pressão sem bola, recomposição defensiva e mobilidade durante os noventa minutos. Aos 41 anos, por mais extraordinário que continue sendo como atleta, o camisa 7 já não consegue oferecer esse conjunto de características com a mesma frequência. E talvez Portugal tenha pago o preço mais alto justamente por não compreender que existe vida depois do maior ídolo de sua história.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Roberto Martínez no comando de Portugal:<br><br>⚔️ 45 jogos<br>🚥 32V &#8211; 6E &#8211; 7D (!)<br>📊 75.6% aproveitamento (!)<br>⚽️ 110 gols (!)<br>🚫 36 gols sofridos (!)<br>🥅 163 grandes chances (3.6 /j!)<br>👟 7.1 finalizações p/ marcar gol (!)<br>⚠️ 11.9 finalizações p/ sofrer gol (!)<br>⏳ 63.9% posse de bola<br>🏆 1… <a href="https://t.co/U4U5sqGR05">pic.twitter.com/U4U5sqGR05</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2074264027455230365?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A partida diante da Croácia talvez tenha sido o retrato mais fiel dessa realidade. Enquanto Cristiano Ronaldo permaneceu em campo sem conseguir oferecer a intensidade necessária para pressionar a saída de bola adversária, Gonçalo Ramos entrou já na reta final da partida e, quase no último lance, marcou o tento que garantiu a classificação portuguesa às oitavas-de-final. O episódio foi simbólico. Muito mais do que o gol, chamou atenção a dinâmica que o novo atacante do Milan proporcionou ao setor ofensivo. Sua mobilidade, sua capacidade de atacar espaços e sua entrega sem a bola mostraram um caminho que Portugal parecia relutar em seguir. Não era apenas uma troca de jogadores; era quase uma troca de ritmo acontecendo diante dos olhos de todos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Cristiano Ronaldo continua sendo um fenômeno da história do esporte, mas a Copa do Mundo exige decisões baseadas no presente, e não no passado. Em seus últimos quinze jogos em Mundiais, ele balançou as redes somente quatro vezes, números modestos para quem sempre carregou o peso de ser a principal referência ofensiva de Portugal. Dois desses gols, inclusive, vieram em cobranças de pênalti e outros dois contra o modesto Uzbequistão. Estatísticas jamais contam toda a trajetória de um jogador, mas ajudam a compreender uma realidade que o campo já vinha demonstrando. A idade chega para todos, inclusive para os craques.</p>



<p class="has-medium-font-size">É justamente nesse ponto que surge a principal crítica ao trabalho de Roberto Martínez. Ao longo de três anos e meio, a sensação transmitida foi a de que o ex-treinador da Bélgica preferiu preservar o ambiente interno a enfrentar decisões difíceis. Na visão de muitos, assumiu o papel de um diplomata, responsável por manter a estabilidade do grupo e evitar qualquer desgaste com suas principais lideranças. Isso naturalmente faz parte da gestão de uma seleção, mas existe um momento em que o comandante precisa escolher entre proteger um legado ou construir o futuro. Martínez escolheu permanecer fiel à hierarquia existente e acabou morrendo abraçado com ela.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa falta de coragem também apareceu na construção coletiva da equipe. Portugal jamais apresentou uma identidade clara durante esse ciclo. Era uma seleção repleta de talento individual, mas sem um DNA facilmente reconhecível. Contra equipes que baixavam suas linhas defensivas, surgiam enormes dificuldades para criar espaços. O empate por 1 a 1 diante da República Democrática do Congo, logo na estreia da Copa do Mundo, foi o primeiro sinal de alerta. A goleada por 5 a 0 sobre o Uzbequistão acabou criando uma sensação de tranquilidade que rapidamente desapareceu após o empate sem gols contra a Colômbia, resultado que colocou os portuguses na vice-liderança do Grupo K e o empurrou para o lado mais difícil da chave eliminatória.</p>



<p class="has-medium-font-size">Após superar a Croácia nos acréscimos, nas oitavas-de-final, diante da Espanha, todas as limitações lusitanas ficaram ainda mais evidentes. Enquanto os espanhóis apresentavam uma equipe organizada, intensa e preparada para modificar o rumo da partida através do banco de reservas, Portugal parecia apenas esperar que o tempo passasse. Depois da lesão de Nuno Mendes, justamente a principal válvula de escape ofensiva da equipe, os portugueses praticamente deixaram de atacar. A sensação era de conformismo em sobreviver até a disputa por pênaltis, abrindo mão de assumir qualquer protagonismo frente o rival ibérico.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">😔 Pela primeira vez, Portugal é eliminado de uma grande competição com um golo sofrido nos descontos do tempo regulamentar.<br><br>⏱️ As eliminações mais tardias da Seleção Nacional:<br>🇫🇷 1984 — França 🥅 119&#39; (Meias-finais do Euro)<br>🇫🇷 2000 — França 🥅 117&#39; (Meias-finais do Euro)<br>🇪🇸… <a href="https://t.co/t4SsPXIjqj">pic.twitter.com/t4SsPXIjqj</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2074240747000275386?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A diferença entre os dois treinadores ficou evidente justamente nas substituições. Do lado espanhol, Luis de la Fuente promoveu a entrada de Ferran Torres para dar nova velocidade ao ataque e, pouco depois, encontrou Mikel Merino, outro jogador vindo do banco, para construir o gol da classificação. Roberto Martínez também possuía opções qualificadas entre os reservas, mas suas alterações não produziram o mesmo impacto, a julgar pela ausência de Gonçalo Ramos. Em partidas eliminatórias, muitas vezes os suplentes decidem jogos. E, dessa vez, a Espanha utilizou suas peças para avançar de fase; Portugal, infelizmente, não conseguiu fazer o mesmo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nem tudo, porém, foi negativo nesta campanha. Se existe um saldo verdadeiramente animador para o futuro da seleção portuguesa, ele atende pelos nomes de Nuno Mendes e Diogo Costa. O lateral-esquerdo confirmou, mais uma vez, por que hoje é considerado por muitos o melhor do mundo em sua posição. Sua força física, velocidade e capacidade de construir jogadas transformavam completamente a dinâmica ofensiva de Portugal. Já Diogo Costa, ainda muito jovem aos 23 anos de idade, demonstrou segurança, personalidade e qualidade suficientes para defender a meta lusitana durante muitos anos. Também Vitinha e João Neves continuam sendo jogadores de enorme qualidade, apesar de não terem conseguido reproduzir na Copa de 2026 o mesmo nível de desempenho apresentado no bicampeonato europeu do PSG.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, uma nova etapa parece começar. A saída de Roberto Martínez encerra um ciclo que deixa a sensação de oportunidade desperdiçada. Jorge Jesus desponta como principal candidato para assumir Portugal e, caso sua chegada realmente se confirme, encontrará um desafio complexo: conduzir a seleção portuguesa na difícil transição para uma realidade sem Cristiano Ronaldo, além de reorganizá-la para voltar a competir coletivamente, algo que se mostra absolutamente necessário.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portugal sempre foi uma nação acostumada a atravessar tempestades. Das caravelas que enfrentaram oceanos desconhecidos às grandes conquistas da sua história, os portugueses aprenderam que nenhuma viagem permanece para sempre ancorada no mesmo porto. O futebol parece exigir exatamente a mesma coragem. É hora de levantar novas velas, confiar em uma geração extremamente talentosa e permitir que novos protagonistas assumam o leme. Porque os grandes navegadores nunca fizeram história olhando somente para o horizonte que ficou para trás, mas sim para aquele que ainda estava por ser descoberto.</p>
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		<title>Espanha mantém vivo o sonho do bicampeonato mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:14:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[La Furia Roja]]></category>
		<category><![CDATA[Luis de la Fuente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A classificação da Espanha às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026 após a vitória por 1 a 0 sobre Portugal representa muito mais do que a simples eliminação de um rival histórico. O duelo ibérico repetiu a decisão da última edição da Liga das Nações da UEFA, porém, desta vez, aconteceu de forma precoce [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A classificação da Espanha às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026 após a vitória por 1 a 0 sobre Portugal representa muito mais do que a simples eliminação de um rival histórico. O duelo ibérico repetiu a decisão da última edição da Liga das Nações da UEFA, porém, desta vez, aconteceu de forma precoce no Mundial, consequência direta da campanha apenas regular de Portugal na primeira fase, como vice-líder de sua chave. A Espanha, por outro lado, confirmou seu favoritismo desde o início ao avançar como líder do Grupo H. Talvez esse cruzamento tenha ocorrido antes do esperado, mas serviu para evidenciar que, atualmente, espanhóis e portugueses vivem momentos bastante distintos dentro do cenário internacional.</p>



<p class="has-medium-font-size">Curiosamente, a caminhada espanhola na Copa do Mundo não começou da maneira que seus torcedores imaginavam. O empate sem gols diante de Cabo Verde foi encarado por muitos como um resultado &#8216;catastrófico&#8217;, principalmente pelo enorme favoritismo da <em>Furia Roja</em> contra uma seleção estreante em Mundiais. Afinal, como a Espanha, apontada entre as principais candidatas ao título, poderia passar noventa minutos sem balançar as redes? As críticas surgiram imediatamente, e a pressão sobre o técnico Luis de la Fuente aumentou de forma significativa. Felizmente para os atuais campeões europeus, aquele tropeço acabaria servindo como ponto de partida para uma transformação importante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mérito de Luis de la Fuente, que soube identificar rapidamente os problemas apresentados na estreia e não teve receio de alterar a estrutura da equipe. A resposta apareceu já na rodada seguinte, quando a seleção espanhola atropelou a Arábia Saudita por 4 a 0, iniciando uma sequência de atuações muito mais convincentes. O crescimento coletivo não aconteceu por acaso. Houve mudanças pontuais, mas extremamente inteligentes, capazes de transformar uma Espanha previsível em um conjunto muito mais agressivo, criativo e equilibrado. Não é justamente isso que se espera de um treinador em uma competição tão curta quanto a Copa do Mundo?</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Spain finish as Group H winners! 🔝<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2070696618848813554?ref_src=twsrc%5Etfw">June 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Uma das principais alterações foi a entrada de Pedro Porro na lateral direita no lugar de Marcos Llorente. A mudança tornou o corredor direito muito mais ofensivo, oferecendo amplitude e profundidade para que Lamine Yamal pudesse explorar ainda mais os espaços entre a defesa e o meio-campo adversários. O jogador do Tottenham passou a participar constantemente das jogadas ofensivas, criando superioridade numérica e oferecendo alternativas de passe durante praticamente toda a partida. O resultado foi uma Espanha muito mais vertical quando necessário, sem abrir mão da tradicional posse de bola que sempre caracterizou sua identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pelo lado esquerdo, outra mudança se mostrou igualmente decisiva. Álex Baena assumiu a vaga anteriormente ocupada por Ferran Torres aberto pelo setor e passou a oferecer características completamente diferentes ao sistema ofensivo. Embora não possua a velocidade de Nico Williams ou mesmo de outros pontas tradicionais, Baena entrega inteligência, qualidade no passe, visão de jogo e enorme capacidade de associação. Sua sintonia com Marc Cucurella permitiu que a Espanha mantivesse equilíbrio ofensivo pelos dois lados do campo, tornando a circulação de bola muito mais eficiente. Nem sempre velocidade é a principal arma de um ataque; muitas vezes, a inteligência faz ainda mais diferença.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outra decisão extremamente importante de Luis de la Fuente foi sacar Fabián Ruiz e promover a entrada de Pedri ao lado de Dani Olmo no setor central, deixando Rodri um pouco mais recuado para exercer sua função de organizador e protetor da defesa. A movimentação dos dois meias permitiu que a Espanha ganhasse enorme dinamismo entre as linhas, tanto na criação quanto na recomposição defensiva. Os meias do Barcelona participam intensamente da construção das jogadas, pressionam sem a bola e ajudam a recuperar a posse rapidamente após cada perda.</p>



<p class="has-medium-font-size">Toda essa engrenagem ofensiva também só funciona porque existe uma base defensiva extremamente sólida. A dupla formada por Aymeric Laporte e Pau Cubarsí, protegida por Rodri, ainda não sofreu um único gol nos cinco jogos disputados pela Espanha nesta Copa do Mundo de 2026. Esse dado, por si só, demonstra o equilíbrio da <em>Furia Roja</em>. Não se trata apenas de um time que encanta com a bola nos pés, mas também de uma equipe disciplinada sem ela. E em torneios de tiro curto, onde qualquer erro pode representar a eliminação, uma defesa praticamente intransponível costuma ser um diferencial enorme na corrida pelo título.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔎 A Espanha atingiu a maior sequência sem sofrer gols da história da Copa do Mundo FIFA! 🔐🔐<br><br>⚔️ 6 jogos<br>🚥 4V &#8211; 2E &#8211; 0D (!)<br>📊 77.8% aproveitamento (!)<br>⚽ 9 gols (!)<br>🚫 0 gols sofridos (!)<br>🧤 6 jogos sem sofrer gol (!)<br>🥅 18 grandes chances (!)<br>🔓 5 grandes chances cedidas (!)… <a href="https://t.co/qLUpJPUTj7">pic.twitter.com/qLUpJPUTj7</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2074274695508353223?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Se a organização coletiva da Espanha impressiona, o funcionamento de seu ataque merece um destaque especial. Mikel Oyarzabal é frequentemente definido como um falso 9, mas essa classificação não traduz exatamente o que ele representa dentro da equipe. Trata-se de um centroavante de origem, porém com enorme mobilidade para sair da área, participar da construção das jogadas e abrir espaços para a infiltração dos companheiros. Ao recuar alguns metros, cria superioridade numérica no meio-campo e aproxima jogadores como Pedri, Dani Olmo, Álex Baena e Lamine Yamal. É exatamente essa constante movimentação que torna o sistema ofensivo espanhol tão difícil de ser marcado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa característica também ajuda a explicar outro aspecto marcante da Espanha na atualidade. Diferentemente de outras seleções que exploram cruzamentos e bolas aéreas, os pupilos de Luis de la Fuente raramente dependem desse recurso para marcar seus gols. O antigo estilo representado por Álvaro Morata, mais fixo entre os zagueiros e esperando a bola dentro da área, deu lugar a um ataque muito mais móvel e associativo. A <em>Furia Roja</em> prefere desmontar as linhas defensivas por meio da troca rápida de passes, triangulações e aproximações constantes. É um futebol construído pela inteligência coletiva muito mais do que pela força física ou pelo jogo direto.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contra Portugal, esse modelo voltou a funcionar praticamente durante toda a partida. A Espanha controlou boa parte das ações, administrou a posse de bola e foi quem mais levou perigo ao gol adversário. Os números confirmam aquilo que o jogo mostrou: 55% de posse de bola, quinze finalizações contra dez dos portugueses e três grandes oportunidades criadas, enquanto Portugal produziu apenas uma chance realmente clara. Em nenhum momento a sensação foi de que os espanhóis estivessem sendo dominados. Pelo contrário. Mesmo enfrentando um rival de enorme tradição, eles sempre pareceram mais próximos da vitória..</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro aspecto que merece elogios é a profundidade do elenco espanhol. Em partidas equilibradas, muitas vezes os reservas acabam decidindo o resultado, e foi exatamente isso que ocorreu. Luis de la Fuente promoveu a entrada de Mikel Merino aos quarenta minutos da etapa final e, poucos tempo antes, também havia colocado Ferran Torres em campo. Já nos acréscimos, Ferran encontrou um excelente passe para Merino, que apareceu no momento certo para balançar as redes e garantir a classificação da Espanha. Não deixa de ser um retrato da força coletiva desta seleção: até quem começa no banco consegue manter o mesmo nível de jogo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Espanha aumenta para 35 jogos a série invicta, está a dois de igualar o recorde mundial: Itália (37). <a href="https://t.co/TLphOR9SBw">pic.twitter.com/TLphOR9SBw</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2074237543667638413?ref_src=twsrc%5Etfw">July 6, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A Espanha também precisou superar um obstáculo importante durante esta Copa do Mundo. A lesão de Nico Williams retirou da equipe um dos nomes mais importantes do plantel e desmontou uma dupla de pontas que prometia ser uma das grandes atrações da Copa de 2026 com Lamine Yamal. Durante algum tempo, a ausência do camisa 17 foi sentida, especialmente pela dificuldade de encontrar alguém com características semelhantes. No entanto, Álex Baena conseguiu preencher essa lacuna à sua maneira. Em vez da velocidade e do drible curto do jogador do Athletic Bilbao, passou a oferecer criatividade, qualidade no passe e inteligência para acelerar ou cadenciar o jogo conforme a necessidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, são jogadores diferentes. Nico Williams desequilibra pela potência física e pela capacidade de atacar os espaços em velocidade. Álex Baena, por sua vez, pensa o jogo de outra forma, participa mais da construção e aproxima os companheiros com passes precisos e movimentação constante. Não existe uma substituição idêntica, mas existe adaptação. E talvez esse seja um dos maiores méritos de Luis de la Fuente ao longo desta Copa do Mundo: encontrar soluções sem descaracterizar o modelo de jogo da Espanha. Poucas seleções conseguem perder uma peça tão importante e, ainda assim, manter um desempenho tão consistente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Com a classificação assegurada, a Espanha confirma aquilo que muitos já apontavam antes mesmo do início do Mundial: trata-se de uma das principais candidatas ao título. A evolução apresentada desde o empate contra Cabo Verde demonstra uma seleção que cresceu durante a competição, corrigiu seus problemas e chega às quartas-de-final vivendo seu melhor momento. Agora, o desafio será diante da Bélgica, outro adversário de enorme qualidade técnica. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, restam apenas três partidas para que a <em>Furia Roja</em> alcance o tão sonhado bicampeonato mundial. Pela qualidade do futebol apresentado até aqui, quem será capaz de impedir esse objetivo?</p>
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		<title>Fim da ilusão: Brasil cai diante da Noruega e amplia o maior jejum em Copas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:04:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Carlo Ancelotti]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As palavras de Kento Shiogai, ainda durante a disputa da Copa do Mundo de 2026, soaram duras para muitos torcedores brasileiros. Ao afirmar que “a Seleção Brasileira não é mais a mesma de outros tempos”, o atacante japonês não desrespeitou a camisa pentacampeã do mundo. Pelo contrário. Apenas verbalizou uma realidade que, por mais dolorosa [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">As palavras de Kento Shiogai, ainda durante a disputa da Copa do Mundo de 2026, soaram duras para muitos torcedores brasileiros. Ao afirmar que “a Seleção Brasileira não é mais a mesma de outros tempos”, o atacante japonês não desrespeitou a camisa pentacampeã do mundo. Pelo contrário. Apenas verbalizou uma realidade que, por mais dolorosa que seja, vem sendo confirmada dentro de campo. A eliminação para a Noruega nas oitavas-de-final apenas reforça aquilo que os resultados já vinham mostrando há algum tempo. A tradição continua intacta. O futebol apresentado, infelizmente, já não acompanha essa mesma grandeza.</p>



<p class="has-medium-font-size">Depois da Bélgica, em 2018, da Croácia, em 2022, agora foi a vez da Noruega colocar fim ao sonho tupiniquim. Há, porém, um detalhe que torna a situação ainda mais preocupante. Se nas duas últimas edições o Brasil ao menos alcançou as quartas-de-final, desta vez sequer conseguiu chegar entre as oito melhores seleções do planeta. Caiu nas oitavas diante de uma Noruega organizada, competitiva e talentosa, mas que, historicamente, jamais esteve no mesmo patamar da Seleção Brasileira. Será que o peso da camisa ainda intimida alguém? Ou esse argumento ficou preso no passado?</p>



<p class="has-medium-font-size">A verdade é que a eliminação não começou contra a Noruega. Ela nasceu muito antes, ainda no ciclo preparatório para esta Copa do Mundo. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) conduziu um dos processos mais conturbados de sua história recente. Tite comunicou que deixaria o cargo antes da disputa do Mundial de 2022, mas mesmo assim a entidade atravessou meses sem definir um sucessor. O resultado foi uma sucessão de decisões improvisadas que atrasaram completamente a construção de um novo projeto esportivo para o Brasil.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🇧🇷📉 Histórico: Brasil fica sem o título mundial pela sexta edição consecutiva!<br><br>🏆 O último título do pentacampeão foi conquistado em 2002.<br><br>📊 Sequência sem títulos do Brasil:<br>❌ 2006<br>❌ 2010<br>❌ 2014<br>❌ 2018<br>❌ 2022<br>❌ 2026 <a href="https://t.co/soNG9bVjwW">pic.twitter.com/soNG9bVjwW</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2073891829351678114?ref_src=twsrc%5Etfw">July 5, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Primeiro veio Ramon Menezes como treinador interino, experiência que rapidamente se mostrou insuficiente. Depois, Fernando Diniz recebeu a missão, mas permaneceu apenas seis partidas no comando do Brasil em função dos maus resultados. Como se não bastasse, a própria CBF passou por uma troca de presidente durante esse período com a saída de Ednaldo Rodrigues e a entrada de Samir Xaud, aumentando ainda mais a sensação de instabilidade. Somente depois de tantas mudanças Carlo Ancelotti assumiu a Seleção Brasileira, já herdado pela nova gestão da entidade, iniciando praticamente do zero um trabalho que exigia muito mais tempo.</p>



<p class="has-medium-font-size">É evidente que a contratação de Carlo Ancelotti há apenas um ano representou um enorme impacto positivo. Poucos treinadores no futebol mundial possuem um currículo comparável ao do italiano, multicampeão europeu e referência em gestão de grupos. Naturalmente, a torcida voltou a sonhar alto. Mas talvez tenha existido uma expectativa incompatível com a realidade. Deste modo, o Brasil passou a ser tratado novamente como favorito somente pelo peso das cinco estrelas estampadas no uniforme. No futebol moderno, porém, tradição não vence partidas. Organização, continuidade e desempenho continuam sendo os fatores decisivos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outro ponto que merece reflexão diz respeito ao próprio estilo de jogo de Carlo Ancelotti. Ao longo de toda a sua carreira, desde os tempos de Milan até os anos mais recentes no Real Madrid, suas equipes sempre se destacaram por uma defesa sólida, equilíbrio tático e transições rápidas. Nunca foi um treinador identificado com posse de bola agressiva, pressão constante ou uma abordagem ofensiva de grande volume. Talvez justamente aí exista um choque entre a identidade histórica do futebol brasileiro e a proposta apresentada pelo novo comandante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isso não significa, entretanto, que o trabalho deva ser interrompido. Muito pelo contrário. O Brasil já trocou treinadores demais nos últimos anos sem resolver seus problemas estruturais. A continuidade talvez seja justamente aquilo que faltou durante todo esse ciclo. Esta mais recente eliminação precisa gerar cobranças, evidentemente, mas também servir como ponto de partida para um projeto consistente. Afinal, quantas vezes a Seleção Brasileira recomeçou quase do zero em menos de quatro anos?</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Nas últimas 3 Copas, a cena se repetiu 3 vezes: todos europeus, todos sem título mundial. Qual dessas eliminações mais te machucou?<a href="https://x.com/hashtag/copadomundo?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#copadomundo</a> <a href="https://x.com/hashtag/brasil?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#brasil</a> <a href="https://t.co/rrWZAUer56">pic.twitter.com/rrWZAUer56</a></p>&mdash; Flashscore.com.br (@FlashscoreBR) <a href="https://x.com/FlashscoreBR/status/2073899746557624375?ref_src=twsrc%5Etfw">July 5, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, o roteiro da partida foi cruel. O Brasil criou oportunidades suficientes para construir uma vantagem ainda no primeiro tempo. No geral, finalizou 14 vezes contra apenas 9 da Noruega. Produziu um índice de gols esperados de 2,61 contra 1,05 dos europeus. O goleiro Orjan Nyland realizou cinco grandescdefesas, duas a mais do que Alisson. Os números mostram que oportunidades existiram. O problema foi a incapacidade de convertê-las.</p>



<p class="has-medium-font-size">No perimeiro tempo, Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti que poderia mudar completamente o rumo da partida. Já na etapa final, Endrick também ficou frente a frente com o goleiro e desperdiçou outra chance clara. Contra seleções competitivas, erros desse tamanho costumam ser fatais. Ainda mais quando do outro lado está um atacante como Erling Haaland. O camisa nove precisou de poucas oportunidades para decidir. Depois de uma primeira chance desperdiçada por centímetros, marcou de cabeça e posteriormente fechou a vitória por 2 a 1, visto que Neymar descontou de pênalti, quando era tarde demais.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Menos toques na bola para marcar um gol na Copa do Mundo 2026:<br><br>14 &#8211; 🇳🇴 Erling Haaland<br>15 &#8211; 🇳🇱 Brian Brobbey<br>15 &#8211; 🇩🇪 Deniz Undav<br><br>• Jogadores com pelo menos 3 gols marcados. <a href="https://t.co/mUF57x6rxl">pic.twitter.com/mUF57x6rxl</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2073912059436143044?ref_src=twsrc%5Etfw">July 5, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Carlo Ancelotti também precisa assumir sua parcela de responsabilidade. A lesão de Lucas Paquetá contra o Japão desmontou o equilíbrio do meio-campo brasileiro, mas a solução encontrada acabou aumentando ainda mais os problemas. Gabriel Martinelli passou a aberto pela esquerda, alterando completamente a estrutura do Brasil e transformando o sistema ofensivo praticamente em um 4-2-4. Casemiro e Bruno Guimarães ficaram excessivamente expostos, enquanto o setor de criação desapareceu. Talvez a alternativa mais lógica fosse utilizar Neymar centralizado na função originalmente desempenhada pelo meia do Flamengo, preservando o funcionamento coletivo dos pentacampeões mundiais.</p>



<p class="has-medium-font-size">Enquanto isso, do outro lado, Stale Solbakken mostrou enorme capacidade de leitura da partida. Depois de um primeiro tempo em que sua equipe escapou da eliminação, promoveu alterações que mudaram completamente o jogo. Oscar Bobb e Andreas Schjelderup deram nova dinâmica ao ataque norueguês. Não por acaso, foi justamente Schjelderup quem participou diretamente das duas assistências para os gols de Erling Haaland. Ambas nasceram pelo lado direito da defesa brasileira, setor ocupado por Danilo, outro jogador cuja utilização certamente será motivo de muitas discussões após o encerramento da competição.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Erling Haaland&#39;s brace sends Norway to the quarter-finals! 👊<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a></p>&mdash; FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) <a href="https://x.com/FIFAWorldCup/status/2073892175171985656?ref_src=twsrc%5Etfw">July 5, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O sentimento que permanece é de frustração, mas também de oportunidade para reconstrução. O Brasil chega a impressionantes vinte e oito anos sem conquistar uma Copa do Mundo, o maior intervalo de sua história sem levantar o principal troféu do futebol. Contudo, qualidade individual não falta. Vinícius Júnior, Rodrygo, Estevão, Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães, Endrick, Rayan e outros atletas formam uma base suficientemente forte para pensar em 2030. O desafio será oferecer estabilidade, corrigir carências históricas — especialmente nas laterais — e, acima de tudo, construir uma identidade coletiva capaz de transformar talento em desempenho.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Noruega merece todos os méritos pela classificação. É uma seleção nórdica cada vez mais organizada, conta com jogadores de nível internacional e soube aproveitar as oportunidades que teve. De qualquer maneira, é impossível ignorar que o Brasil possuía elenco suficiente para avançar às quartas-de-final. A eliminação não pode ser resumida aos noventa minutos disputados em New Jersey. Ela é consequência direta de um ciclo inteiro marcado por improvisos administrativos, mudanças constantes e falta de planejamento. </p>



<p class="has-medium-font-size">O Mundial terminou precocemente para o Brasil, porém a principal pergunta permanece no ar: o futebol brasileiro finalmente aprendeu a lição ou continuará acreditando que apenas cinco estrelas no peito são suficientes para vencer uma Copa do Mundo?</p>
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		<title>Cabo Verde: a seleção que conquistou o mundo mesmo sem levantar a taça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 21:14:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Bubista]]></category>
		<category><![CDATA[Cabo Verde]]></category>
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		<category><![CDATA[Tubarões Azuis]]></category>
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<p class="has-medium-font-size">As palavras do ex-jogador Thierry Henry, hoje comentarista de uma emissora inglesa, ao término da partida entre Argentina e Cabo Verde, resumiram de forma perfeita tudo o que os <em>Tubarões Azuis</em> representaram nesta Copa do Mundo de 2026. “Cabo Verde, parabéns, obrigado.” A frase dita em português pelo francês simboliza o sentimento de milhões de apaixonados por futebol que acompanharam uma das campanhas mais emocionantes da história recente dos Mundiais. Em sua primeira participação em Copas do Mundo, os cabo-verdianos não apenas competiram. Encantaram o planeta e escreveram uma trajetória que permanecerá viva por muitos anos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os números ajudam a dimensionar o tamanho do feito. Cabo Verde deixou a Copa de 2026 sem sofrer qualquer derrota no tempo regulamentar. Em quatro partidas disputadas, enfrentou nada menos do que três campeões mundiais e conseguiu competir em igualdade de condições contra todos eles. Para uma seleção estreante, oriunda de um pequeno país africano, trata-se de uma campanha absolutamente extraordinária, capaz de inspirar qualquer outra nação que sonha um dia disputar o principal torneio do futebol mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">A caminhada começou diante da poderosa Espanha, atual campeã da Europa e apontada como uma das grandes favoritas ao título mundial. Muitos imaginavam uma vitória tranquila dos espanhóis, mas o que se viu foi uma atuação extremamente organizada de Cabo Verde, que anulou as principais virtudes ofensivas do adversário e conquistou um empate sem gols, cujo destaque foi o goleiro Vozinha. Foi o primeiro sinal de que os <em>Tubarões Azuis</em> não haviam atravessado o Oceano Atlântico somente para participar da competição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na sequência, outro desafio gigantesco apareceu pela frente: o Uruguai. Mais uma vez, os cabo-verdianos mostraram personalidade, intensidade e enorme disciplina tática para segurar a tradicional <em>Celeste</em>. O empate em 2 a 2 consolidou a confiança do elenco e aumentou a expectativa em torno da campanha africana. Já não era mais possível tratar aqueles resultados como simples coincidência. Cabo Verde demonstrava possuir um projeto sólido e um futebol extremamente competitivo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🇨🇻 Cabo Verde tornou-se na 4.ª seleção africana a ultrapassar a fase de grupos de um Campeonato do Mundo na sua edição de estreia.<br><br>📊 Seleções africanas apuradas na estreia em Mundiais:<br><br>2026 — 🇨🇻 Cabo Verde<br>2006 — 🇬🇭 Gana<br>2002 — 🇸🇳 Senegal<br>1994 — 🇳🇬 Nigéria <a href="https://t.co/9qlqxzdyMt">pic.twitter.com/9qlqxzdyMt</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2070786740479025666?ref_src=twsrc%5Etfw">June 27, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">A classificação veio na última rodada da fase de grupos com outro empate em 0 a 0, desta vez contra a Arábia Saudita. Ainda assim, os três pontos garantiram a vice-liderança do Grupo H e colocaram Cabo Verde, logo em sua primeira participação em Mundiais, na fase eliminatória da competição. Um feito que poucas seleções conseguiram alcançar em suas estreias. A campanha já era histórica naquele momento, mas o destino ainda reservava um capítulo ainda mais emocionante para essa incrível história.</p>



<p class="has-medium-font-size">No estágio eliminatório, o desafio parecia praticamente impossível. Do outro lado estava a atual campeã do mundo, Argentina, dona de um plantel repleto de estrelas e candidata ao bicampeonato consecutivo. A diferença de tradição entre as duas seleções era enorme. De um lado, uma das maiores potências do futebol em todos os tempos. Do outro, um estreante absoluto. Era o clássico duelo entre Davi e Golias, mas que, dentro das quatro linhas, mostrou um equilíbrio absolutamente surpreendente.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Argentina saiu na frente ainda no primeiro tempo com Lionel Messi e parecia caminhar para uma classificação relativamente tranquila. No entanto, Cabo Verde voltou para a etapa final sem qualquer receio do adversário. Os <em>Tubarões Azuis</em> empataram com Deroy Duarte, continuaram atacando sempre que tiveram oportunidade e mostraram uma personalidade admirável diante da atual campeã mundial. Na opinião de muitos — incluindo a minha —, foi a partida mais emocionante desta Copa do Mundo até aqui.</p>



<p class="has-medium-font-size">Grande parte desse equilíbrio passou diretamente pelas mãos do goleiro Vozinha. Aos 40 anos de idade, o veterano realizou uma atuação simplesmente memorável diante dos argentinos. Foram oito defesas fundamentais, muitas delas em finalizações praticamente indefensáveis. Sempre muito seguro, transmitiu tranquilidade à defesa e foi o principal responsável por manter Cabo Verde vivo durante praticamente toda a partida. Sua atuação certamente ficará marcada entre as maiores apresentações individuais deste Mundial.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/CopaDoMundoFIFA?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#CopaDoMundoFIFA</a><br><br>Vozinha teve a maior Nota do time em Argentina 3-2 Cabo Verde!<br><br>🚫 3 gols sofridos<br>👐 8 defesas (!)<br>🙌 3 defesas em finalizações na área<br>📊 73% bolas defendidas<br>🦾 12 bolas recuperadas (!)<br>💯 Nota Sofascore 8.4 <a href="https://t.co/xUW6RTS3iK">pic.twitter.com/xUW6RTS3iK</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2073213704376619093?ref_src=twsrc%5Etfw">July 4, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Na prorrogação, o roteiro voltou a favorecer os argentinos logo nos primeiros minutos, quando Lisandro Martínez fez o segundo gol. Novamente, parecia que a classificação estava definida. Só que Cabo Verde voltou a demonstrar uma força mental impressionante, encontrou forças para buscar outro empate através de uma verdadeira obra-prima de Sidny Cabral. A disputa das penalidades parecia cada vez mais próxima, aumentando ainda mais a tensão em Miami.</p>



<p class="has-medium-font-size">Foi justamente quando o sonho parecia ao alcance que surgiu o golpe mais cruel possível. Em uma cobrança de escanteio, a Argentina aproveitou uma fragilidade defensiva nas bolas paradas e Cristian Romero marcou o gol que definiu a classificação dos argentinos. Restavam poucos minutos para o apito final, e Cabo Verde acabou eliminado de maneira extremamente dolorosa, com Emiliano Martínez realizando uma grandíssima defesa nos instantes finais da prorrogação. De qualquer maneira, essa derrota jamais será lembrada como um fracasso. Muito pelo contrário. Foi uma eliminação que engrandeceu ainda mais os cabo-verdianos.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">You showed the world who Cape Verde really is. <br>Thank you for everything. Forever proud. 🇨🇻💙<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a> <a href="https://t.co/44yeUP8d4o">pic.twitter.com/44yeUP8d4o</a></p>&mdash; CAF (@CAF_Online) <a href="https://x.com/CAF_Online/status/2073206972409684294?ref_src=twsrc%5Etfw">July 4, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Se houve um símbolo dessa campanha histórica, esse nome é Vozinha. Muito além das defesas espetaculares, sua trajetória de vida emociona qualquer apaixonado por esporte. Criado pelos avós após a separação dos pais, enfrentou inúmeras dificuldades durante a infância. O avô, que sofria com o alcoolismo, faleceu em 2024. Já a avó, figura fundamental em sua criação, morreu naquele mesmo ano. Não por acaso, assim que o hino nacional de Cabo Verde foi executado na estreia contra a Espanha, as lágrimas do goleiro revelavam uma história de superação que ia muito além do futebol.</p>



<p class="has-medium-font-size">O legado deixado pelos Os pupilos de Bubista ultrapassa qualquer resultado esportivo. A seleção africana mostrou que organização, planejamento, comprometimento e identidade coletiva podem diminuir diferenças históricas entre países de tamanhos completamente distintos. O futebol cabo-verdiano deu um salto gigantesco nesta Copa do Mundo e deixou claro que sua classificação não aconteceu apenas porque o Mundial passou a contar com mais integrantes. Cabo Verde provou dentro de campo que possui qualidade suficiente para competir entre os melhores do planeta.</p>



<p class="has-medium-font-size">A eliminação foi triste, dolorosa e certamente deixará um sentimento de “e se?” entre jogadores, comissão técnica e torcedores. Contudo, poucas vezes uma sleção derrotada saiu tão valorizada de uma Copa do Mundo. Cabo Verde conquistou o respeito do planeta, emocionou milhões de pessoas e protagonizou, na minha opinião, a história mais bonita deste Mundial de 2026. O perdedor saiu maior do que o vencedor. E talvez seja justamente isso que torne essa campanha tão inesquecível. </p>



<p class="has-medium-font-size">Parabéns, Cabo Verde. O futebol mundial agradece!</p>
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		<title>Favorita? França encanta e apresenta o melhor futebol da Copa de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 20:56:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Copa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Didier Deschamps]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O melhor ataque da Copa do Mundo de 2026, com 13 gols marcados em apenas quatro partidas, já diz muito sobre a força da seleção francesa nesta Copa do Mundo. Mais do que os números, porém, chama a atenção a maneira como a equipe comandada por Didier Deschamps vem construindo suas vitórias. Com um futebol [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">O melhor ataque da Copa do Mundo de 2026, com 13 gols marcados em apenas quatro partidas, já diz muito sobre a força da seleção francesa nesta Copa do Mundo. Mais do que os números, porém, chama a atenção a maneira como a equipe comandada por Didier Deschamps vem construindo suas vitórias. Com um futebol ofensivo, intenso e tecnicamente refinado, a França tem encantado torcedores e analistas, apresentando, na minha opinião, o melhor desempenho da competição até aqui. Não por acaso, desponta como a principal favorita ao título Mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">O talento individual do setor ofensivo francês impressiona por si só. Um ataque formado por Kylian Mbappé, Michael Olise e Ousmane Dembélé é capaz de colocar qualquer defesa do planeta em dificuldades. São jogadores velozes, inteligentes e extremamente criativos, que alternam constantemente de posição e tornam a marcação adversária uma tarefa praticamente impossível. A qualidade técnica desse trio transforma qualquer espaço concedido pelo rival em uma oportunidade clara de gol.</p>



<p class="has-medium-font-size">O desempenho coletivo reforça ainda mais essa superioridade. Nas quatro partidas disputadas até o momento, a França balançou as redes pelo menos três vezes em cada uma delas, demonstrando uma regularidade ofensiva rara em competições de tiro curto. Isso evidencia que os <em>Les Bleus</em> chegaram muito bem preparados para a Copa do Mundo, tanto do ponto de vista físico quanto tático. Os franceses conseguem manter intensidade durante praticamente todo o jogo, sem abrir mão da organização.</p>



<p class="has-medium-font-size">Talvez a maior notícia positiva desta campanha seja a versão apresentada por Kylian Mbappé. O camisa 10 parece completamente renovado em relação ao que vinha mostrando pelo Real Madrid durante a temporada. Mais feliz em campo, participativo e comprometido com o coletivo, Mbappé voltou a ser aquele jogador capaz de influenciar todos os momentos da partida. Sua postura sem a bola também chama atenção, pressionando a saída adversária e recompondo defensivamente com muito mais frequência.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">A goal per game. Kylian Mbappe is unstoppable at World Cups 😤🔥 <a href="https://t.co/udmy8JZ2OE">pic.twitter.com/udmy8JZ2OE</a></p>&mdash; Sky Sports Football (@SkyFootball) <a href="https://x.com/SkyFootball/status/2072234153823625569?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Outra dúvida antes do início da Copa do Mundo dizia respeito ao rendimento de Kylian Mbappé atuando como referência ofensiva. A resposta dentro de campo não poderia ter sido melhor. Mesmo escalado como centroavante, ele não permanece preso entre os zagueiros. Pelo contrário, recua para participar da construção, realiza tabelas, atrai a marcação, abre espaços preciosos para as infiltrações dos companheiros e marca gols. Consequentemente, o futebol de Michael Olise, Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Bradley Barcola é potencializado.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nesse contexto, Michael Olise merece um capítulo à parte. O meia-atacante vem desempenhando um papel fundamental na engrenagem ofensiva francesa, atuando de forma centralizada e distribuindo o jogo com enorme inteligência. Contra a Suécia, por exemplo, participou diretamente de praticamente todos os principais lances ofensivos, registrando duas assistências e uma pré-assistência. Sua capacidade de encontrar espaços entre as linhas adversárias tem sido uma das grandes armas da França neste Mundial.</p>



<p class="has-medium-font-size">O excelente momento de Michael Olise não surpreende quem acompanhou sua temporada pelo Bayern de Munique. Ele já havia demonstrado enorme evolução no futebol alemão e apenas transportou esse desempenho para a seleção francesa. Ao lado de Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e companhia, encontrou o ambiente ideal para explorar toda a sua criatividade. Hoje, é justo colocá-lo entre os principais destaques individuais da Copa de 2026.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além da qualidade dos titulares, chama atenção a profundidade do plantel francês. Poucas seleções do planeta podem se dar ao luxo de deixar no banco jogadores como Marcus Thuram, Jean-Philippe Mateta e Rayan Cherki. São atletas capazes de mudar o ritmo de qualquer partida e que, em muitas outras, seriam titulares absolutos. Essa abundância de opções permite a Didier Deschamps manter o nível da equipe mesmo quando promove substituições ao longo dos jogos.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A 🇫🇷 França apresenta uma média superior a três golos por jogo no Mundial 2026: os gauleses somam, já, 13 golos na prova<br><br>⚠ A última equipa a marcar 13 + golos nos quatro primeiros jogos de um Mundial tinha sido o 🇧🇷 Brasil, em 2002  &#8211; e sagrou-se campeão <a href="https://t.co/RV4jwzorJP">pic.twitter.com/RV4jwzorJP</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://x.com/playmaker_PT/status/2072266589127286959?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Se o ataque encanta, a defesa também respondeu às dúvidas que cercavam os <em>Les Bleus</em> antes da competição. Em quatro partidas, a França sofreu apenas dois gols, demonstrando um sistema defensivo sólido e bem protegido. Adrien Rabiot e Aurélien Tchouaméni vêm formando uma dupla de volantes extremamente eficiente, equilibrando o meio-campo e oferecendo sustentação constante aos defensores. Esse trabalho coletivo facilita bastante a vida da última linha.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entre os zagueiros, William Saliba confirma o excelente momento que atravessa no Arsenal e se consolida como o principal nome do setor defensivo francês. Seguro nas disputas individuais, forte pelo alto e muito competente na saída de bola, o defensor de 25 anos de idade transmite confiança a toda a equipe. Pelos lados, Jules Koundé e Lucas Digne desempenham funções mais conservadoras, priorizando a solidez defensiva em vez das constantes ultrapassagens ofensivas, o que contribui para o equilíbrio da França.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">🔎 A França é a seleção com mais gols em Copas do Mundo desde que Didier Deschamps assumiu a equipe em 2012! 🇫🇷⚽️<br><br>49 &#8211; 🇫🇷 França<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>.<br>37 &#8211; 🇩🇪 Alemanha<br>36 &#8211; 🇦🇷 Argentina<br>36 &#8211; 🇧🇷 Brasil <a href="https://t.co/FT2mGZzMgb">pic.twitter.com/FT2mGZzMgb</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://x.com/SofascoreBR/status/2072098419531747382?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo enfrentando adversários que adotam posturas extremamente reativas, com linhas baixas e muitos jogadores atrás da linha da bola, os franceses encontram soluções com enorme naturalidade. A movimentação permanente dos homens de frente, aliada à velocidade das trocas de passe, permite quebrar bloqueios defensivos que normalmente oferecem enorme dificuldade. A França sabe acelerar quando necessário, mas também demonstra paciência para circular a bola até encontrar o melhor momento para atacar.</p>



<p class="has-medium-font-size">Naturalmente, o fato de apresentar o melhor futebol da Copa do Mundo até este momento não significa que a França já possa ser apontada como campeã. Torneios curtos costumam ser definidos por detalhes. Um erro individual, uma expulsão, uma atuação abaixo da média ou até mesmo um dia inspirado do adversário podem mudar completamente o rumo da competição. A história dos Mundiais está repleta de exemplos que comprovam essa realidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, ignorar o que a seleção francesa vem produzindo seria fechar os olhos para aquilo que está acontecendo dentro das quatro linhas. Pela qualidade do elenco, pelo desempenho coletivo, pela consistência defensiva, pelo poder de fogo ofensivo e pela capacidade de decidir jogos das mais diferentes maneiras, a França se firma como a principal potência da atualidade. Se conseguirá transformar esse favoritismo em título, apenas o tempo responderá. Mas, até aqui, nenhuma seleção apresentou um futebol tão completo e convincente quanto os comandados de Didier Deschamps.</p>
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