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	<title>Tottenham- SoccerBlog</title>
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	<title>Tottenham- SoccerBlog</title>
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		<title>Tottenham entrega o fututo a De Zerbi em meio ao risco de rebaixamento</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:43:41 +0000</pubDate>
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<p class="has-medium-font-size">A chegada de Roberto De Zerbi ao comando do Tottenham não representa apenas mais uma troca de treinador em uma temporada pra lá de turbulenta. Ela simboliza um grito de desespero de um clube que, há anos, parece caminhar sem direção, oscilando entre promessas de grandeza e quedas abruptas de realidade. Depois das passagens de Thomas Frank e Igor<a> </a>Tudor, os <em>Spurs</em> apostam agora em um técnico de ideias fortes, mas que chega pressionado por um cenário quase caótico. A missão não é reconstruir — é sobreviver. E sobreviver, neste momento, já parece ambicioso demais.</p>



<p class="has-medium-font-size">A tabela da Premier League não perdoa narrativas, apenas resultados. E o Tottenham vive à beira de um colapso esportivo que pode se concretizar a qualquer rodada. Separado por apenas um ponto da zona de rebaixamento, o clube londrino entra em campo contra o Sunderland com mais do que três pontos em jogo — entra com sua própria dignidade. Há, inclusive, a possibilidade concreta de já iniciar a rodada dentro da zona da degola, caso o West Ham United vença o lanterna Wolverhampton antes. O cenário é sufocante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Nesse contexto, o contrato de cinco anos oferecido a Roberto De Zerbi soa quase como um paradoxo. Enquanto o presente exige urgência e soluções imediatas, o clube projeta um futuro de longo prazo com um treinador que sequer teve estabilidade em seus trabalhos recentes. Após sua saída do Olympique de Marseille, em meados de fevereiro, o italiano encontra em Londres uma oportunidade de redenção — mas também um risco enorme. Afinal, poucos projetos sobrevivem quando o curto prazo ameaça engolir qualquer planejamento.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116178" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/134175321766992735-1-e1775078202766.jpg" alt="" class="wp-image-116178"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Tottenham será o sétimo clube na carreira de Roberto De Zerbi, após trabalhos à frente de Benevento, Sassuolo, Palermo, Shakhtar Donetsk, Brighton e Olympique de Marselha.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E há um detalhe quase irônico no calendário: o segundo jogo de Roberto De Zerbi neste retorno ao futebol inglês será contra o Brighton, clube onde deixou sua marca mais relevante na Premier League. Um reencontro precoce, carregado de simbolismo. Foi ali que seu modelo de jogo ganhou reconhecimento, ainda que sem resultados imediatos. Curiosamente, sua estreia pelos <em>Seagulls</em> também não foi promissora — sem vitórias nos cinco primeiros jogos, acumulando três derrotas e dois empates que geraram dúvidas semelhantes às que hoje rondam sua chegada ao Tottenham.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, se o início no Brighton foi instável, o desempenho de Igor Tudor no Tottenham consegue ser ainda mais preocupante. Um único ponto conquistado nos cinco jogos disputados pela Premier League escancara não apenas a crise de resultados, mas uma fragilidade estrutural profunda. Os <em>Spurs</em> não apenas perdem — eles parecem perdidos. Sem identidade, sem consistência e, principalmente, sem respostas. É nesse vazio que Roberto De Zerbi tentará inserir sua filosofia de jogo.</p>



<p class="has-medium-font-size">E suas ideias são claras, quase dogmáticas. Roberto De Zerbi não negocia princípios. Seu modelo de jogo gira em torno da construção desde a defesa, atraindo a pressão adversária para, então, quebrá-la com passes verticais e mudanças rápidas de ritmo. É um futebol que exige coragem, precisão técnica, intensidade e confiança absoluta. Não há espaço para hesitação. Cada passe errado pode ser fatal — especialmente em um time emocionalmente fragilizado como o Tottenham atual.</p>



<p class="has-medium-font-size">No Olympique de Marseille, esse modelo produziu momentos de brilho, mas também expôs vulnerabilidades severas. A linha defensiva alta e a insistência na posse de bola colocavam a equipe constantemente em risco. Quando a pressão adversária surtia efeito, os espaços surgiam de forma quase inevitável. E foi exatamente nesses vazios que os marselheses sofreram — e muito. O excessivo número de gols sofridos não era somente números, era sintomas de um sistema que, sem execução perfeita, se torna autodestrutivo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="116188" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/134175321766992735-2-e1775078896656.jpg" alt="" class="wp-image-116188"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Roberto De Zerbi deixou o Olympique de Marselha registrando um aproveitamento de 57%, índice superior ao de qualquer um de seus 34 antecessores desde a virada do século.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E aqui reside o grande dilema do Tottenham: implementar um modelo sofisticado em um ambiente instável. O elenco atual está preparado para isso? Há qualidade técnica suficiente para sustentar uma saída de bola sob pressão constante? Ou o que veremos será uma repetição dos erros do passado, amplificados por um contexto ainda mais delicado? Essas são perguntas que não terão respostas imediatas — mas cujas consequências podem ser devastadoras.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque diferente de um projeto em ascensão, o Tottenham não tem margem para errar. Cada jogo a partir de agora é uma final. Cada ponto perdido aproxima o clube de um abismo que, historicamente, parecia distante demais para sequer ser considerado. A Premier League não oferece tempo para adaptação. E Roberto De Zerbi, conhecido por sua rigidez conceitual, terá que encontrar um equilíbrio entre suas convicções e a realidade brutal da tabela.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, há algo fascinante nessa grande aposta por parte do Tottenham. Isso porque é, no caos, que às vezes surgem as maiores transformações no futebol. Pra quem não sabe, Roberto De Zerbi não é um treinador comum — ele é um ideólogo. E ideólogos, quando encontram o contexto certo, são capazes de redefinir narrativas. O problema é que, neste caso, o contexto parece tudo, menos favorável.</p>



<p class="has-medium-font-size">Talvez o Tottenham esteja apostando justamente nisso: na ruptura. Em abandonar tentativas conservadoras e mergulhar de vez em uma proposta mais radical, mesmo que arriscada. Porque continuar fazendo o mesmo claramente não estava funcionando do lado azul do norte de Londres. E, em certos momentos da história, o risco deixa de ser uma escolha — passa a ser a única saída.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a verdade é que há um preço nisso tudo. E esse preço pode ser alto demais. Se o modelo não encaixar rapidamente, se os erros persistirem, se a confiança não for reconstruída, o Tottenham pode pagar com algo muito maior do que uma temporada ruim. Pode pagar com o regresso à segunda divisão inglesa após longos 49 anos. E isso mudaria completamente o destino do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim, a chegada de Roberto De Zerbi ao Tottenham é mais do que uma mudança no banco de reservas. É um teste de identidade, de coragem e de sobrevivência. Entre a filosofia e a urgência, entre o ideal e o real, os <em>Spurs </em>tentam se reencontrar. Resta saber se ainda há tempo — ou se essa já é uma história sendo escrita tarde demais.</p>
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		<title>Humilhação em Madrid aprofunda ainda mais a crise do Tottenham</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 19:44:16 +0000</pubDate>
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<p class="has-medium-font-size">A derrota por 5 a 2 para o Atlético de Madrid no Metropolitano, no jogo de ida das oitavas-de-final da Champions League, foi apenas mais um capítulo da temporada caótica do Tottenham. Um resultado pesado, mas que, curiosamente, já não causa espanto ao clube que parece ter se acostumado ao desastre. O que antes seria considerado um vexame histórico hoje soa quase como rotina. E talvez esse seja o maior sintoma da crise: os <em>Spurs </em>perderam a capacidade de surpreender negativamente, porque a expectativa já é sempre a pior possível.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mais preocupante é que a goleada por 5 a 2 chegou a soar até generosa diante do que foi o jogo no estádio Metropolitano. Os comandados de Igor Tudor retornaram da capital espanhola com a sensação de que o estrago poderia ter sido ainda pior. E não seria exagero. Afinal, o Atlético de Madrid praticamente resolveu a partida em um intervalo de tempo que costuma ser usado apenas para aquecer o jogo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Com 15 minutos de partida o placar já era 3 a 0 para os espanhóis. Um início devastador, que entrou para a história da Champions League como um dos começos mais brutais já vistos em confrontos eliminatórios. Nunca antes um time havia aberto três gols de vantagem tão cedo em uma fase de mata-mata da competição. Para o Tottenham, um início que simboliza perfeitamente a falta de organização e competitividade que tem marcado sua temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aos 22 minutos o jogo já estava 4 a 0, diante de um Tottenham completamente perdido em campo. O Atlético de Madrid dominava todos os setores: intensidade, posicionamento, pressão e velocidade de circulação da bola. Enquanto isso, os <em>Spurs</em> pareciam uma equipe desorientada, incapaz de reagir ou ao menos reorganizar suas linhas defensivas. Foi um massacre tático e emocional.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Full-time in Madrid. <a href="https://t.co/9I046VayLM">pic.twitter.com/9I046VayLM</a></p>&mdash; Tottenham Hotspur (@SpursOfficial) <a href="https://twitter.com/SpursOfficial/status/2031489895068287131?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Se o resultado final não foi ainda mais elástico, muito se deve a uma redução natural de intensidade do próprio Atlético. Com a classificação praticamente encaminhada, os espanhóis tiraram o pé do acelerador. Ainda assim, o Tottenham só conseguiu balançar as redes graças a dois erros incomuns da equipe madrilenha: uma falha defensiva que originou o primeiro gol e uma saída de bola desastrosa de Jan Oblak, que entregou o segundo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo com esses presentes inesperados, a sensação geral foi de constrangimento esportivo, tendo em vista que o Tottenham deixou Madrid muito mais aliviado por não ter sofrido uma goleada ainda maior do que propriamente por ter conseguido balançar as redes duas vezes. Em um clube que disputa a Champions League, isso diz muito sobre o momento, já que a derrota também ampliou um dado preocupante: são seis derrotas consecutivas, algo inédito em 143 anos de história. Um número que ilustra o tamanho do colapso vivido pelo clube. Nunca antes os <em>Spurs</em> haviam atravessado uma sequência tão negativa desde sua fundação no século XIX.</p>



<p class="has-medium-font-size">O cenário na Premier League é igualmente alarmante. O Tottenham não vence no campeonato desde 28 de dezembro do ano passado. Já estamos em março e a equipe soma o montante de 11 partidas consecutivas sem vitória no campeonato, incluindo cinco derrotas nos últimos cinco compromissos. Um desempenho que transformou um clube acostumado a brigar por vagas europeias em um candidato real ao rebaixamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">Para dimensionar ainda melhor a crise, basta observar outro dado chocante: apenas duas vitórias na Premier League desde outubro. É um retrospecto absolutamente incompatível com um clube que possui o nono maior faturamento do futebol mundial. A diferença entre investimento e desempenho nunca pareceu tão gritante, sobretudo porque estamos nos referindo a um integrante do bloco <em>Big Six</em> do futebol inglês.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que hoje o Tottenham ocupa apenas a 16ª colocação na tabela da Premier League, com um ponto de vantagem sobre o West Ham, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Logo atrás também aparece o Nottingham Forest, igualmente a apenas um ponto. Ou seja, a luta do Tottenham neste momento não é por vagas europeias. É simplesmente para não cair.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Another Matchweek in the books 📚 <a href="https://t.co/Cf637GYnf4">pic.twitter.com/Cf637GYnf4</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/2029688268690792931?ref_src=twsrc%5Etfw">March 5, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Diante desse cenário, o próprio treinador Igor Tudor admitiu antes do jogo da Champions League que a prioridade do clube passou a ser a permanência na Premier League. Uma declaração que por si só já evidencia a gravidade da situação. Um clube que iniciou a temporada sonhando com protagonismo europeu agora luta desesperadamente para permanecer na elite inglesa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas as decisões do treinador croata também levantam questionamentos pra lá de profundos. Em apenas quatro jogos à frente do Tottenham, Tudor já contabiliza quatro derrotas e 14 gols sofridos no período. Um início desastroso que levanta dúvidas não apenas sobre a atual fase da equipe, mas sobre a própria escolha da diretoria ao contratá-lo, lembrando que se somarmos a passagem pela Juventus, seu ex-clube, ele coleciona o total de 12 partidas sem vitórias.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a decisão mais controversa aconteceu justamente neste último jogo contra o Atlético de Madrid. Igor Tudor surpreendeu ao escalar o jovem goleiro Antonín Kinský, de 22 anos. Era sua primeira partida como titular desde outubro do ano passado, além de ser também sua estreia em um jogos válidos pela Champions League. A aposta, no entanto, revelou-se desastrosa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Após duas falhas graves que contribuíram para dois dos três primeiros gols do Atlético de Madrid, igor Tudor tomou uma decisão ainda mais polêmica: substituiu Antonín Kinský aos 17 minutos do primeiro tempo. A imagem do jovem goleiro deixando o campo sob aplausos irônicos da torcida espanhola, visivelmente abalado, foi uma das cenas mais duras da noite. Independentemente do erro do jogador, a forma como tudo aconteceu gerou forte debate sobre gestão emocional dentro de campo.</p>



<p class="has-medium-font-size">A crise do Tottenham também passa por decisões estruturais equivocadas. A troca de Thomas Frank por Igor Tudor simboliza a falta de direção do projeto esportivo. Frank já demonstrava dificuldades, mas ao menos havia um modelo de jogo claro. Tudor, por sua vez, trouxe uma proposta completamente diferente, baseada em uma linha de três zagueiros e em um sistema que exige tempo para adaptação — algo que o Tottenham claramente não possui neste momento.</p>



<p class="has-medium-font-size">E o cenário pode piorar. Até a publicação deste artigo, Igor Tudor segue no cargo. Isso significa que ele deve dirigir os londrinos em Anfield contra o Liverpool. Um desafio enorme para um time fragilizado técnica e emocionalmente. Porque, neste momento, existe uma sensação perigosa rondando o clube: no Tottenham de hoje, o pior jogo parece ser sempre o próximo.</p>
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		<title>North London Derby expõe a crise sem fim do Tottenham</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 15:00:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O desfecho da 27ª rodada da Premier League reservou mais um capítulo doloroso para o Tottenham. O North London Derby, maior rivalidade da cidade de Londres, colocou frente a frente dois clubes que vivem realidades completamente opostas na temporada. De um lado, o Arsenal brigando diretamente pelo título, pressionado após desperdiçar pontos preciosos ao empatar [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">O desfecho da 27ª rodada da Premier League reservou mais um capítulo doloroso para o Tottenham. O <em>North London Derby</em>, maior rivalidade da cidade de Londres, colocou frente a frente dois clubes que vivem realidades completamente opostas na temporada. De um lado, o Arsenal brigando diretamente pelo título, pressionado após desperdiçar pontos preciosos ao empatar com o Wolverhampton no meio da semana. Do outro, um Tottenham mergulhado em crise, afundado na parte de baixo da tabela e tentando desesperadamente reagir. O clássico era mais do que um jogo: era um divisor emocional para um clube que parece viver uma tribulação interminável.</p>



<p class="has-medium-font-size">O <em>North London Derby</em> marcou a estreia de Igor Tudor no comando dos <em>Spurs</em>, <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/02/13/tottenham-nove-meses-de-um-erro-anunciado/">após a demissão de Thomas Frank. A passagem do ex-treinador do Brentford foi desastrosa, encerrada depois da derrota por 2 a 1 para o Newcastle em pleno Tottenham Hotspur Stadium.</a> A decisão da diretoria animou a torcida, que rapidamente apontou Frank como o principal responsável pela má fase. Não que ele estivesse isento de culpa, mas os problemas do Tottenham claramente vão além da figura do treinador. Ainda assim, a troca reacendeu uma esperança quase desesperada por mudança imediata.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, o estádio estava lotado, a atmosfera foi intensa, houve mosaico nas arquibancadas e uma expectativa quase catártica por uma nova postura em campo. E, nos primeiros minutos, o Tottenham correspondeu. A equipe entrou vibrante, agressiva, com brilho nos olhos e intensidade nas disputas. Parecia, de fato, um time renovado. Havia energia, havia coragem, havia disposição. Por um breve momento, a torcida acreditou que a mudança no comando técnico havia sido o gatilho necessário para a reconstrução imediata.</p>



<p class="has-medium-font-size">Através do tento de Eberechi Eze, o Arsenal abriu o placar, como exige a lógica de quem briga na parte de cima da tabela. Mas a resposta foi imediata. Exatos 122 segundos depois, Randall Kolo Muani empatou o jogo, marcando seu primeiro gol na Premier League após 19 partidas. O atacante francês, que até então não havia conseguido se firmar na liga, reencontrou confiança sob a liderança de Igor Tudor, que já o conhecia dos tempos de Juventus. O gol não foi apenas um empate; foi um símbolo de esperança para um clube que precisava desesperadamente de um sinal positivo.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="115660" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Four-1-e1771857025632.jpg" alt="" class="wp-image-115660"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Os três gols marcados por Randal Kolo Muani até então pelo Tottenham haviam sido pela Champions League. Contra o Arsenal, ele finalmente balançou as redes na Premier League.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Randal Kolo Muani fez talvez sua melhor atuação na temporada. Deu trabalho constante a Gabriel Magalhães, brigou fisicamente, atacou os espaços e mostrou intensidade. O primeiro tempo do Tottenham foi digno de admiração. A equipe atuava no 3-4-2-1, sistema característico de Igor Tudor, que prioriza densidade defensiva e agressividade nas transições. Mesmo com apenas cinco dias de trabalho, o treinador conseguiu reorganizar minimamente a estrutura da equipe, muito mais na conversa e na mentalidade do que em treinamentos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Sem a bola, o time recuava para um 5-3-2, tentando proteger a área e fechar os corredores laterais. Ainda assim, os problemas estruturais ficaram evidentes. A vulnerabilidade defensiva persistia, especialmente na recomposição e na cobertura dos zagueiros pelos alas. Além disso, o Tottenham segue sofrendo com desfalques importantes por lesão e suspensão, o que limita drasticamente as opções de Igor Tudor. O cenário já era complexo antes da bola rolar; dentro de campo, ele se mostrou ainda mais delicado.</p>



<p class="has-medium-font-size">No segundo tempo, a diferença de maturidade entre as equipes ficou escancarada. O Arsenal voltou com postura de candidato ao título, ajustou a marcação, aumentou o ritmo e passou a dominar territorialmente. O Tottenham, que havia se sustentado na energia inicial, começou a perder intensidade. As linhas ficaram espaçadas, o meio-campo perdeu o controle e os erros individuais voltaram a aparecer. O que parecia um recomeço promissor se transformou, novamente, em frustração.</p>



<p class="has-medium-font-size">O Arsenal marcou três vezes na etapa final e fechou o clássico em 4 a 1 dentro do Tottenham Hotspur Stadium. Uma derrota que vai além do placar. É simbólica, dolorosa e devastadora. O Tottenham agora está apenas quatro pontos acima da zona de rebaixamento, à frente do West Ham, e apenas dois pontos acima do Nottingham Forest. A luta do clube londrino deixou de ser por competições europeias há muito tempo. A realidade atual é a briga direta contra a queda.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Full-time. <a href="https://t.co/4luSExJ1GE">pic.twitter.com/4luSExJ1GE</a></p>&mdash; Tottenham Hotspur (@SpursOfficial) <a href="https://twitter.com/SpursOfficial/status/2025641134035263847?ref_src=twsrc%5Etfw">February 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Os números em casa são alarmantes. O Tottenham venceu apenas dois dos 14 jogos disputados como mandante na Premier League. São míseros 10 pontos conquistados de 42 possíveis diante da própria torcida. O estádio, que deveria ser fortaleza, tornou-se peso. Fora de casa, curiosamente, o rendimento é melhor: 19 pontos contabilizados em 39 disputados. Isso escancara um problema emocional profundo. Os <em>Spurs</em> sentem a pressão do próprio público, sentem o peso das expectativas e parecem travar nos momentos decisivos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Igor Tudor aceitou um desafio gigantesco. As recentes trajetórias por Lazio, Juventus e Udinese demonstraram sua capacidade de organizar equipes e extrair intensidade competitiva. Mas o contexto do Tottenham é outro. Ele não chega para disputar títulos, nem para consolidar projeto europeu. Ele chega para apagar incêndio. E o incêndio é enorme. O ambiente é instável, a confiança é frágil e a tabela não perdoa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Como se não bastasse a derrota, houve um componente ainda mais cruel: Eberechi Eze. Após cravar um hat-trick na goleada por 4 a 1 do Arsenal no primeiro turno da Premier League, o ex-jogador do Crystal Palace marcou outros dois gols no primeiro <em>North London Derby</em> disputado no Tottenham Stadium. Justo ele que esteve muito próximo de acertar com o Tottenham na última janela de verão, e desistiu depois de receber uma ligação de Mikel Arteta, optando assim pela transferência ao clube de infância. Logo, a decisão que já havia sido dolorosa no mercado, tornou-se ainda mais amarga dentro de campo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Gols do Ebere Eze na atual temporada da Premier League <br><br>⚽️⚽️⚽️⚽️⚽️ Tottenham <br>⚽️ West Ham <a href="https://twitter.com/hashtag/Eze?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Eze</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Arsenal?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Arsenal</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/TOTARS?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#TOTARS</a> <a href="https://t.co/3yVBiUA3l3">pic.twitter.com/3yVBiUA3l3</a></p>&mdash; Mundo Premier League Brasil (@mundopremierbr) <a href="https://twitter.com/mundopremierbr/status/2025632973467336916?ref_src=twsrc%5Etfw">February 22, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">A crise do Tottenham não é apenas técnica. É institucional, emocional e estrutural. Mudar o treinador pode gerar impacto imediato na energia, como se viu no primeiro tempo. Mas não resolve a fragilidade defensiva crônica, a inconsistência mental e a dificuldade de lidar com pressão. O clube precisa urgentemente reencontrar identidade. Precisa entender se quer reconstruir projeto ou apenas sobreviver temporada após temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Igor Tudor terá trabalho monumental pela frente. A prioridade é clara: evitar o rebaixamento. Qualquer discurso além disso soa distante da realidade. A Premier League não permite distrações, e a margem para erro é mínima. O Tottenham ainda tem qualidade individual, mas precisa transformar lampejos em consistência. Caso contrário, a crise que hoje parece interminável pode ganhar um desfecho ainda mais sombrio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, o <em>North London Derby</em> escancarou o abismo entre ambição e realidade. Enquanto o Arsenal luta pelo título, o Tottenham luta para não cair. E essa é talvez a imagem mais dolorosa para um clube que, há poucos anos, sonhava com protagonismo europeu. A pergunta que ecoa no norte de Londres não é mais quando os <em>Spurs</em> voltarão a brigar no topo. É se conseguirão, antes disso, evitar uma queda histórica.</p>
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		<title>Tottenham: nove meses de um erro anunciado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 16:44:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Premier League]]></category>
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		<category><![CDATA[Spurs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A demissão de Thomas Frank, oficializada poucas horas após a queda diante do Newcastle em pleno Tottenham Stadium, não representa uma surpresa aos Spurs. Representa, na verdade, um atraso. Um atraso de meses que custou ao Tottenham não apenas pontos, mas rumo, identidade e, muito possivelmente, a própria temporada. O inevitável foi apenas adiado por [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A demissão de Thomas Frank, oficializada poucas horas após a queda diante do Newcastle em pleno Tottenham Stadium, não representa uma surpresa aos <em>Spurs</em>. Representa, na verdade, um atraso. Um atraso de meses que custou ao Tottenham não apenas pontos, mas rumo, identidade e, muito possivelmente, a própria temporada. O inevitável foi apenas adiado por uma gestão que hesitou diante do evidente, preferindo prolongar uma decisão desconfortável a encarar uma realidade incômoda. O treinador dinamarquês não caiu por um episódio isolado, nem por um resultado específico. Caiu pelo acúmulo. Caiu pelo desgaste. Caiu porque jamais mostrou sinais de evolução.</p>



<p class="has-medium-font-size">A Premier League é cruel com quem perde tempo, e o Tottenham desperdiçou demais. A equipe ocupa apenas a 16ª posição após 26 rodadas, somando míseros 29 pontos. Uma campanha que, por si só, já seria alarmante. Mas o que a torna ainda mais preocupante é o contexto histórico. O clube já havia atravessado, na temporada passada, sua pior campanha desde a criação do campeonato em 1992. E agora consegue ser ainda pior. Não há argumento que relativize esse dado. Não há narrativa que o suavize. Trata-se de um colapso competitivo progressivo.</p>



<p class="has-medium-font-size">O mais inquietante não é apenas a colocação na tabela, mas a ausência de sinais de reação. O Tottenham atravessa uma sequência de oito jogos sem vitória. Venceu apenas duas vezes nas últimas dezessete rodadas da competição. São números incompatíveis com um clube que, há poucos anos, disputava a final da Champions League e se consolidava entre as forças mais relevantes do futebol inglês. Mais do que os resultados, falta convicção. Falta identidade. Falta qualquer traço consistente de evolução sob o comando que agora chega ao fim.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="und" dir="ltr">26/38 <a href="https://t.co/RmhurX0ZHX">pic.twitter.com/RmhurX0ZHX</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/2022224223108767746?ref_src=twsrc%5Etfw">February 13, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Desde o início, a escolha por Thomas Frank carregava dúvidas legítimas. Sua chegada para substituir Ange Postecoglou significava uma mudança de direção que nunca se mostrou clara. Frank havia construído um trabalho respeitável no Brentford, mas o Tottenham exige mais do que organização e competitividade. Exige liderança, capacidade de gestão em ambiente de pressão extrema e, sobretudo, capacidade de construir um projeto compatível com suas ambições históricas. Nada disso se consolidou.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, Thomas Frank permaneceu. E permaneceu por um motivo específico: a Champions League. O Tottenham conseguiu avançar diretamente às oitavas de final ao terminar entre os oito melhores colocados da fase de liga. Um feito que, à primeira vista, sugeria solidez. Mas uma análise mais profunda revela uma ilusão estatística. O caminho percorrido pelos <em>Spurs</em> foi consideravelmente mais acessível do que o de seus rivais diretos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Com exceção dos confrontos contra Paris Saint-Germain e Borussia Dortmund, o restante da campanha europeia foi construído contra adversários de menor expressão competitiva. Clubes como Villarreal, Bodø/Glimt, Monaco, Copenhagen, Slavia Praga e Eintracht Frankfurt não representam o mesmo nível de exigência enfrentado por outras equipes inglesas. E os números comprovam isso. Quatro desses adversários sequer avançaram aos playoffs do torneio. O próprio Bodø/Glimt terminou apenas na 23ª posição, enquanto o Monaco ficou em 21º.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa realidade criou uma percepção enganosa de estabilidade. O Tottenham parecia competitivo no continente, mas sua campanha estava ancorada em uma tabela favorável. Quando o nível de exigência aumentou, as fragilidades voltaram a aparecer. A Champions League não salvou o projeto. Apenas adiou seu colapso. Funcionou como um escudo temporário para uma decisão que, inevitavelmente, já deveria ter sido tomada.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="115515" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134149434988248003-6-e1770999083302.jpg" alt="" class="wp-image-115515"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Thomas Frank é o técnico do Tittenham detentor da menor média de pontos (1.12) e aproveitamento (26.9%) na Premier League, dentre aqueles com o mínimo de cinco jogos no cargo. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Há, evidentemente, fatores que vão além do treinador. O Tottenham enfrenta uma crise severa de lesões, e esse elemento não pode ser ignorado. O calendário europeu é impiedoso, e poucos clubes passam ilesos. Mas no Tottenham, o impacto vem sendo ainda mais profundo. A ausência prolongada de jogadores importantes comprometeu a consistência da equipe. O caso de Dejan Kulusevski simboliza esse cenário. Sua ausência se tornou um vazio não apenas técnico, mas estrutural dentro da dinâmica ofensiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">As lesões, no entanto, explicam parte do problema — não sua totalidade. O Tottenham não apenas perdeu jogadores. Perdeu organização. Perdeu clareza. Perdeu direção. Em nenhum momento, sob o comando de Thomas Frank, a equipe apresentou uma identidade reconhecível. Não houve um período consistente que sugerisse um projeto em construção. Não houve uma sequência que permitisse enxergar um futuro promissor. Houve apenas sobrevivência.</p>



<p class="has-medium-font-size">O reflexo disso aparece em campo. A recente derrota para o Newcastle escancarou a fragilidade do elenco disponível. O time que entrou em campo parecia distante do padrão competitivo exigido pela Premier League. Não se tratava somente de ausência de talento individual, mas de ausência de estrutura coletiva. Uma equipe desconectada, vulnerável e sem respostas que, neste momento, luta por algo impensável há poucos anos: evitar o rebaixamento.</p>



<p class="has-medium-font-size">A responsabilidade por esse cenário não pertence exclusivamente a Thomas Frank. Ela é compartilhada com uma gestão que falhou em reconhecer o momento certo para agir. Falhou ao manter um treinador que já não oferecia respostas. Falhou ao não reforçar o elenco em janeiro, mesmo diante de uma crise evidente. A chegada isolada de Conor Gallagher foi insuficiente para compensar as perdas e reorganizar a equipe. O Tottenham entrou na parte decisiva da temporada despreparado, com plantel fragilizado e incapaz de sustentar competitividade em uma liga que pune qualquer sinal de fraqueza.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="386" data-id="115527" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134149434988248003-7-e1771000327730.jpg" alt="" class="wp-image-115527"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>De acordo com o supercomputador da Opta Analyst, o Tottenham tem mais chances de ser rebaixado (4%) do que de terminar a Premier League entre os Top 10 (3%).</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E como não poderia deixar de ser, nomes começaram imediatamente a ser especulados. Entre eles, <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/02/11/o-fim-da-era-de-zerbi-no-olympique-de-marseille-e-a-revolucao-que-ficou-pela-metade/">o de Roberto De Zerbi, que recentemente deixou o Olympique de Marselha.</a> Um treinador reconhecido por suas ideias ousadas e por sua convicção inegociável em seu modelo de jogo. Mas é justamente essa natureza que levanta dúvidas. Seu perfil intenso, por vezes conflituoso, e sua abordagem altamente ofensiva não parecem compatíveis com o momento atual do Tottenham. O clube precisa, antes de tudo, recuperar estabilidade. Precisa de controle, não de ruptura. Precisa de reconstrução, não de mais um experimento.</p>



<p class="has-medium-font-size">O problema é que o mercado oferece poucas soluções viáveis neste momento. Os principais treinadores disponíveis não representam, necessariamente, garantias de recuperação imediata. Enquanto isso, nomes que realmente se destacam seguem empregados. Oliver Glasner continua desenvolvendo um trabalho sólido no Crystal Palace, consolidando uma equipe sólida e organizada. Andoni Iraola mantém sua trajetória ascendente no Bournemouth, demonstrando capacidade de extrair desempenho coletivo consistente. Marco Silva, no Fulham, reafirma sua competência em manter equilíbrio e competitividade mesmo com recursos limitados.</p>



<p class="has-medium-font-size">Há também a nova geração que começa a emergir com força. Cesc Fàbregas, à frente do Como, desponta como um dos nomes mais promissores desta nova leva de treinadores europeus. Sua equipe apresenta ideias claras, coragem na construção e maturidade surpreendente para um técnico em início de carreira. Seu crescimento é observado com atenção em todo o continente. Mas, assim como os demais nomes promissores, sua realidade atual está vinculada a um projeto em andamento. E isso limita as opções imediatas do Tottenham.</p>



<p class="has-medium-font-size">Existe, ainda, a dimensão emocional representada por Mauricio Pochettino. Seu nome permanece profundamente conectado à identidade recente do clube. Foi sob seu comando que o Tottenham viveu alguns de seus momentos mais competitivos, alcançando uma final de Champions League e se estabelecendo como presença constante entre os protagonistas do futebol inglês. Sua ligação com o clube transcende resultados. Mas, neste momento, sua posição à frente da seleção dos Estados Unidos torna qualquer retorno inviável no curto prazo, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">🚨⚪️ BREAKING: Igor Tudor becomes new Tottenham interim coach until June 2026, as revealed earlier.<br><br>He’s accepted the job and ready to stay until end of the season. <a href="https://twitter.com/hashtag/THFC?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#THFC</a><br><br>👀 Main candidates for permanent job in June: Roberto De Zerbi, Mauricio Pochettino. <a href="https://t.co/wFrWJR6BmO">pic.twitter.com/wFrWJR6BmO</a></p>&mdash; Fabrizio Romano (@FabrizioRomano) <a href="https://twitter.com/FabrizioRomano/status/2022313412890427753?ref_src=twsrc%5Etfw">February 13, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Diante desse cenário de escassez e urgência, o Tottenham optou por uma solução provisória. O nome escolhido para comandar a equipe até o final da temporada é o de Igor Tudor. Uma escolha que carrega, curiosamente, uma ironia recente. Tudor deixou a Juventus no final de outubro, após apenas oito rodadas da Serie A, em meio a uma sequência de oito jogos sem vitória. Foram cinco empates e três derrotas que culminaram em sua saída, em um contexto marcado por desempenho inconsistente e perda de confiança. Agora, ele assume um Tottenham que enfrenta exatamente o mesmo abismo estatístico e psicológico.</p>



<p class="has-medium-font-size">A escolha por Igor Tudor não representa uma solução definitiva. Representa uma tentativa de contenção. Uma decisão voltada mais para estabilizar o presente do que para definir o futuro. Sua missão não é reconstruir o Tottenham neste momento. É impedir que ele desmorone completamente. É restaurar o mínimo de organização necessário para atravessar uma temporada que já se tornou uma das mais turbulentas de sua história recente.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na atualidade, o Tottenham não luta por títulos. Luta por sobrevivência. E essa é a consequência mais dura de uma sequência prolongada de decisões equivocadas. A demissão de Thomas Frank encerra apenas um capítulo, não a crise. O verdadeiro desafio não está na troca de comando, mas na reconstrução de uma identidade que se perdeu ao longo do caminho. Porque, no futebol, há algo mais perigoso do que perder jogos. É perder a direção.</p>
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		<title>Afundado na Premier League e fora das copas nacionais — nenhuma novidade no Tottenham</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 14:40:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
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		<category><![CDATA[Tottenham]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se o Tottenham iniciou a temporada tendo 4 frentes para brigar por títulos, o clube do norte de Londres começa 2026 com apenas duas oportunidades, sendo as mais difíceis dentre elas: a Premier League e a Champions League. Deste modo, fica claro e evidente que tanto a renúncia do ex-mandatário Daniel Levy, quanto a saída [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2026/01/15/afundado-na-premier-league-e-fora-das-copas-nacionais-nenhuma-novidade-no-tottenham/">Afundado na Premier League e fora das copas nacionais — nenhuma novidade no Tottenham</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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<p class="has-medium-font-size">Se o Tottenham iniciou a temporada tendo 4 frentes para brigar por títulos, o clube do norte de Londres começa 2026 com apenas duas oportunidades, sendo as mais difíceis dentre elas:  a Premier League e a Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, fica claro e evidente que tanto a renúncia do ex-mandatário Daniel Levy, quanto a saída do ex-treinador Ange Postecoglou, não resultaram em absolutamente nada ao Tottenham, eliminado da FA Cup logo na partida de estreia frente o Aston Villa ao ser derrotado por 2 a 1 em pleno Tottenham Stadium, por sinal, uma duríssima queda que colocou fim a série de classificações ininterruptas à quarta fase do torneio desde a temporada 2013/2014 — quando eles caíram diante do vizinho e eterno rival, Arsenal.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, este precoce adeus logo no primeiro compromisso da FA Cup tem um peso simbólico muito maior do que uma mera desclassificação, a começar porque o Tottenham não era eliminado pelo Aston Villa na copa atuando em seus domínios desde o triunfo pelo placar mínimo na temporada 1991-92, isto é, há exatos 34 anos. Na ocasião, ambos inclusive tiveram que disputar o jogo extra — o chamado de replay — depois do empate sem gols no Villa Park.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, pior do que isso aos torcedores do Tottenham é que essa mais recente vitória do Aston Villa expôs que, esportivamente, o clube de Birmingham superou os <em>Spurs</em> desde que retornou à Premier League em 2019 — após vencer o Derby County na decisão dos playoffs da Championship League, na mesma época em que os londrinos se preparavam para disputar a inédita final da Champions League —, a exemplo da atual terceira colocação do Villa na Premier League, mediante ao 14º lugar dos <em>Spurs</em>, lembrando que os dois estão separados a 16 pontos na tabela.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">The state of play after 21 matches 👀 <a href="https://t.co/T1dkckKFD5">pic.twitter.com/T1dkckKFD5</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/2009388060518306052?ref_src=twsrc%5Etfw">January 8, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, até mesmo clubes acostumados a figurar na parte intermediária da tabela, conhecida como a classe média da Premier League, se encontram a frente do Tottenham no momento, vide os casos de Brentford, Fulham, Sunderland, Brighton &amp; Hove Albion, Everton e Crystal Palace, considerando ainda que TODOS eles encerraram a edição anterior do campeonato em posições melhores do que os <em>Spurs</em>, e muitos recentemente avançaram à próxima fase da FA Cup.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e embora essa realidade possa não se sustentar a longo prazo, é inegável que o Tottenham vem caindo temporada a temporada, seja com técnicos experientes, multi-campeões e renomados como José Mourinho e Antonio Conte à beira do campo, seja com nomes promissores como Ange Postecoglou ou o atual treinador Thomas Frank, cujo futuro é cada vez mais incerto no norte de Londres.</p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, uma incerteza motivada pela escassez de resultados e pelo pífio futebol praticado em campo, que tende a piorar ainda mais depois que Richarlisson lesionou a coxa no primeiro tempo do jogo contra o Aston Villa e, consequentemente, se uniu a Dejan Kulusevski, Rodrigo Betancur, Lucas Bergvall e Mohammed Kudus no departamento médico. Assim, o Tottenham precisou recorrer ao mercado na janela de inverno para trazer o jovem lateral-direito Souza, ex-Santos, além do volante Conor Gallagher, contratado junto ao Atlético de Madrid pelo montante de 40 milhões de euros.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, um valor realmente inflacionado em função do interesse do Aston Villa, o que significa que para contratá-lo o Tottenham precisou superar essa forte concorrência e, como resultado, atingir a marca de 250 milhões de euros investidos na segunda temporada mais cara da história do clube. Logo, para aliviar a folha de pagamento é provável que o atacante Mathys Tel seja emprestado ao Paris FC em meio a insatisfação pela falta de oportunidades.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">We are delighted to announce the signing of Conor Gallagher from Atletico Madrid, subject to international clearance ✍️<br><br>🔗 <a href="https://t.co/jmiovICICt">https://t.co/jmiovICICt</a> <a href="https://t.co/NScayD72LZ">pic.twitter.com/NScayD72LZ</a></p>&mdash; Tottenham Hotspur (@SpursOfficial) <a href="https://twitter.com/SpursOfficial/status/2011469704892653932?ref_src=twsrc%5Etfw">January 14, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a única saída confirmada pelo Tottenham nesta janela de janeiro foi a do diretor-esportivo Fabio Paratici, que acertou sua ida à Fiorentina após uma segunda passagem também frustrante pelo clube inglês, encerrada especialmente por conta do vínculo com Daniel Levy e pelo atrito criado junto ao CEO Vinai Venkatesham devido a contratação do técnico Thomas Frank para suceder Ange Postecoglou, e acentuada pela não demissão do ex-treinador do Brentford mediante as más atuações e a pífia temporada dos <em>Spurs</em>.  </p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, Fabio Paratici acabou se despedindo do Tottenham antes do outro diretor Johan Lange e do próprio técnico Thomas Frank, deixando como legado as boas contratações de Cristian Romero, Micky van de Ven, Rodrigo Bentancur, James Maddison e Dejan Kulusevski, mas sem cumprir as elevadas expectativas geradas no Natal, quando a torcida imaginava que ele desceria de trenó no Tottenham Stadium como um verdadeiro Papai Noel trazendo como presentes um meio-campista capaz de conduzir a bola ao ataque, e um artilheiro com faro de gol.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, a queda de Fabio Paratici não anula em nada a possibilidade da demissão de Thomas Frank, a julgar pelo enorme desânimo e falta de perspectiva que assola o Tottenham dentro e fora das quatro linhas, simbolizado por duas míseras vitórias conquistadas nas últimas 12 rodadas da Premier League, o que demonstra que o treinador dinamarquês não vem conseguindo nem de longe repetir o bom trabalho realizado à frente do Brentford, onde se destacou pela versatilidade tática e pelo desenvolvimento de jovens jogadores.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="114919" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/01/134128072238996261-e1768486497722.jpg" alt="" class="wp-image-114919"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Conor Gallagher, desembarcou em Londres para defender as cores do Tottenham sem jamais ter perdido uma partida por lesão ao longo dos 268 jogos na carreira. </strong> </figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que uma das principais características do Brentford, de Thomas Frank, era a qualidade nos lançamentos para os homens de frente atacarem os espaços, isto é, um atributo que inexiste nos <em>Spurs</em>, que preferem priorizar o controle através da posse em vez de lançar bolas longas nas costas da defesa adversária. Ou seja, uma significativa mudança no estilo de jogo, talvez, impulsionada pelos dotes do elenco do Tottenham.</p>



<p class="has-medium-font-size">Outra crítica relacionada ao trabalho de Thomas Frank é a insistência do treinador ao manter João Palhinha e Rodrigo Betancur atuando juntos no meio-campo, tendo em vista que tratam-se de dois volantes de perfil defensivo. Isso explica porque a dupla costuma trocar inúmeros passes por mais de 30 segundos com os zagueiros Cristian Romero e Micky van de Ven sem chegar a lugar algum. Por este motivo, o Tottenham fica totalmente dependente da individualidade de Mohammed Kudus e Xavi Simons — que até agora não deslanchou. </p>



<p class="has-medium-font-size">E sem criatividade, o Tottenham é dono da 17ª pior campanha como mandante na Premier League somando apenas 9 dentre os 30 pontos disputados em dez partidas no Tottenham Stadium, ao mesmo tempo que obtém o segundo melhor desempenho jogando fora de seus domínios no campeonato, registrando 5 vitórias, 3 empates e três derrotas em 11 compromissos como visitante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, com Xabi Alonso e Enzo Maresca disponíveis &#8220;na pista&#8221;, e outros treinadores como Unai Emery, Oliver Glasner, Andoni Iraola, Marco Silva e Cesc Fàbregas desenvolvendo trabalhos bastante acima das expectativas em seus respectivos clubes, a tendência é que Thomas Frank não termine a temporada no, sempre em reconstrução, Tottenham. A ver! </p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>
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		<title>A primeira forte turbulência assola o Tottenham na temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 18:50:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se ser goleado já é duro para qualquer clube, o que dirá então num clássico diante do maior rival mesmo que fora de seus domínios, e ainda sofrendo um hat-trick do jogador que o esnobou justamente para defender o inimigo. Pois é, este trágico cenário retrata porque a semana não começou nada bem para o [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Se ser goleado já é duro para qualquer clube, o que dirá então num clássico diante do maior rival mesmo que fora de seus domínios, e ainda sofrendo um hat-trick do jogador que o esnobou justamente para defender o inimigo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, este trágico cenário retrata porque a semana não começou nada bem para o Tottenham, derrotado por 4 a 1 frente o Arsenal no Emirates Stadium, com direito a três gols marcados por Eberechi Eze, que em agosto havia acertado todos os detalhes para se transferir aos <em>Spurs</em>, mas poucas horas antes de assinar este novo vínculo atendeu ao telefonema de Mikel Arteta e, assim, decidiu pular o muro no norte de Londres para realizar o sonho de vestir a camisa do clube do coração.</p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, além da enorme rivalidade e da &#8220;traição&#8221; de Eberechi Eze, o longo tabu de seis jogos sem vitórias dos <em>Spurs</em> contra os <em>Gunners</em> também estava em jogo no primeiro <em>North London Derby</em> da temporada, e isso sem contar com a possibilidade do Tottenham atrapalhar o Arsenal lhe tirando pontos na corrida pelo título inglês, bem como o fato de encerrar a 12ª rodada da Premier League situado no G-4 da tabela. Logo, fica claro porque o 4 a 1 causou enormes estragos aos pupilos de Thomas Frank.</p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, aumentou para SETE a sequência negativa do Tottenham no <em>North London Derby</em>, marcada pelo montante de seis derrotas e um empate desde o triunfo por 3 a 0 em maio de 2022 no Tottenham Stadium, época em que os autores dos gols, Harry Kane e Son Heung-min, ainda atuavam pelos <em>Spurs</em>, cujo incômodo jejum no Emirates Stadium é ainda maior mediante aos 15 clássicos sem vitórias pela Premier League (10D-5E).  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">North London is 🔴 <a href="https://t.co/wQIjRWYT1m">pic.twitter.com/wQIjRWYT1m</a></p>&mdash; Premier League (@premierleague) <a href="https://twitter.com/premierleague/status/1992660428103835983?ref_src=twsrc%5Etfw">November 23, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">   </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, sem o bode expiatório Daniel Levy, que deixou a presidência do Tottenham há dois meses após quase 25 anos administrando o clube, toda a pressão vem recaindo sob Thomas Frank, contratado nessa temporada para suceder Ange Postecoglou no comando da equipe, visto que a goleada sofrida no <em>North London Derby</em> deu-se depois da queda pelo placar mínimo diante do Chelsea, seguida do empate em 2 a 2 com o Manchester United. Ou seja, foi um mísero ponto obtido dentre os 9 possíveis nas três rodadas passadas da Premier League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, o Tottenham continua separado a apenas três pontos do G-4 em função do bom início na Premier League, mas que já deixava a luz de alerta acesa em relação aos pontos fracos dos <em>Spurs</em>, destacados em especial pela falta de criatividade do time totalmente dependente da genialidade de Mohammed Kudus, que embora não tenha sido o reforço mais caro vem sendo o principal nome dos londrinos na temporada com quatro assistências e um gol assinalado em 16 jogos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, mesmo em meio as vitórias já era possível identificar alguns problemas do Tottenham como a circulação constante da bola sem nenhuma efetividade, na qual víamos os jogadores sem saber o que fazer em campo. De qualquer maneira, um efeito causado pelo impacto das lesões de James Maddison, Dejan Kulusevski e Dominic Solanke, além das pífias atuações de Xavi Simons, a peça escolhida para suprir a não vinda de Eberechi Eze, que segue tentando se adaptar aos novos clube, liga e país.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Xavi Simons com a camisa do Tottenham:<br><br>15 jogos<br>0 gols<br>1 assistência <a href="https://t.co/fcTr6uhPpO">pic.twitter.com/fcTr6uhPpO</a></p>&mdash; Curiosidades PL (@CuriosidadesPRL) <a href="https://twitter.com/CuriosidadesPRL/status/1992730055395737933?ref_src=twsrc%5Etfw">November 23, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que Thomas Frank segue com a intenção de tornar o Tottenham mais veloz e dominante na posse de bola, mas a manutenção de dois volantes de perfis defensivos como João Palhinha e Rodrigo Bentancur vem dificultando essa tarefa, principalmente porque ele vem utilizando um sistema com três zagueiros — no caso, o 3-4-2-1. Não à toa, os <em>Spurs</em> terminaram o <em>North London Derby</em> registrando o patético índice de 0.07 gols esperados, uma taxa que não muda muito em comparação aos jogos anteriores ante Manchester United (0.92) e Chelsea (0.10). </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais é importante salientar que o nulo poderio ofensivo do Tottenham se reflete tanto através da zero finalização dos <em>Spurs</em> no primeiro tempo do <em>North London Derby</em>, quanto por intermédio dos quatro toques na bola dados por eles na grande área do Arsenal ao longo dos noventa minutos, o que representa nada menos que o mesmo número de gols marcado pelos líderes da Premier League no clássico.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="388" data-id="113396" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/11/30-e1764006495964.jpg" alt="" class="wp-image-113396"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, o Tottenham é responsável pelos dois menores índices de gols esperados da atual edição da Premier League, ambos registrados nas derrotas para <strong>Chelsea (0,10)</strong></strong> <strong>e Arsenal (0,07)</strong>.</figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size">  </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, diversos outros apontamentos também colocam Thomas Frank contra a parede nestes poucos mais de cinco meses à frente do Tottenham, como é o caso da fragilidade defensiva da equipe que, mesmo jogando com uma linha de cinco na defesa, acabou sendo goleada no <em>North London Derby</em>. Em outras palavras, uma condição contrária do que ocorreu na passagem do treinador dinamarquês pelo Brentford, a exemplo das contundentes vitórias sobre Chelsea, Manchester City e Liverpool atuando com este mesmo esquemo tático. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por se tratar de um clube grande onde as exigências são elevadas, fica complicado Thomas Frank implementar uma formação mais defensiva já que isso não agrada os torcedores, diferentemente do que acontecia no Brentford. Em todo o caso, como essa abordagem pragmática acabou funcionando para o Tottenham na decisão Supercopa da UEFA contra o Paris Saint-Germain, e na vitória por 2 a 0 sobre o Manchester City em meados de agosto, pela 2ª rodada da Premier League, o técnico de 52 anos de idade resolveu repetí-la no <em>North London Derby</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, por mais que Thomas Frank deva ser responsabilizado pelo começo irregular no Tottenham, é inegável que ele não é o grande culpado, afinal o ex-treinador do Brentford herdou o 17º colocado da última edição da Premier League após uma movimentação pra lá de ruim no mercado de transferências, vide os 35 milhões de euros investidos para a compra de Mathys Tel, que já não havia deixado uma boa impressão no recente empréstimo de seis meses ao clube, além dos 65 milhões de euros despejados na contratação de Xavi Simons junto ao RB Leipzig, claramente por conta dos fracassos nas negociações envolvendo Eberechi Eze e Morgan Gibbs-White.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Soma-se a isso os excessivos casos de contusões, a julgar que a lista de desfalques do Tottenham é enorme apesar de estarmos na primeira metade da temporada. A propósito, até mesmo os recém-contratados Kota Takai e Randal Kolo Muani estão fora de combate no momento em virtude de lesões. Logo, ainda que as críticas estejam todas direcionadas ao técnico Thomas Frank, é inegável que, antes dele, a diretoria deve ser questionada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, a tendência é que a turbulência atravessada pelo Tottenham neste mês de novembro, que terminará com a visita ao Paris Saint-Germain no Parque dos Príncipes, dê lugar a uma navegação tranquila na Premier League, tendo em vista os próximos compromissos contra Fulham, Newcastle United, Brentford e Nottingham Forest. Todavia, se a situação não mudar depois disso, é bom Thomas Frank se preparar para uma verdadeira avalanche no norte de Londres. </p>



<p class="has-medium-font-size">A ver!   </p>
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		<title>Tottenham sem Son, Son sem Tottenham, e um novo ciclo se inicia no norte de Londres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 16:48:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2025-26 ainda nem começou mas já pode ser considerada um verdadeiro divisor de águas na história do Tottenham, a julgar pelo adeus de Son Heung-min após dez anos defendendo as cores do time do norte de Londres. A propósito, quis o destino que a despedida de Son Heung-min ocorresse justamente na Coréia do [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2025-26 ainda nem começou mas já pode ser considerada um verdadeiro divisor de águas na história do Tottenham, a julgar pelo adeus de Son Heung-min após dez anos defendendo as cores do time do norte de Londres.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, quis o destino que a despedida de Son Heung-min ocorresse justamente na Coréia do Sul, diante de 65 mil torcedores presentes no Estádio Sang-am de Seul, situado a 90 quilômetros da sua cidade natal, Chuncheon, por conta da pré-temporada realizada pelo Tottenham no continente asiático, na qual os pupilos de Thomas Frank venceram o clássico frente o Arsenal pelo placar mínimo, e empataram em 1 a 1 com o Newcastle. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, este mesmo destino também determinou que o último jogo oficial de Son Heung-min vestindo a camisa do Tottenham terminasse com a volta olímpica dada em Bilbao, devido ao triunfo por 1 a 0 sobre o Manchester United, que resultou na conquista do primeiro título do sul-coreano pelo clube, e na quebra do longo jejum de 17 anos dos <em>Spurs</em> sem erguer um único caneco. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/08/133981792581294576-3.jpg" alt="" data-id="109546" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/08/133981792581294576-3-e1754402766835.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=109546" class="wp-image-109546"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Heung-min Son celebrou sua décima — e última — temporada no Tottenham faturando o primeiro troféu do clube desde a Copa da Liga, em 2008.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, a persistência foi um dos principais pontos que colocaram Son Heung-min entre os maiores jogadores do Tottenham em todos os tempos, até num tamanho superior a Harry Kane, sobretudo porque ao contrário do atacante inglês o camisa 7 rejeitou propostas de outros clubes ao permanecer no norte de Londres até a inédita conquista da Europa League na temporada passada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dentro de campo, Harry Kane até se sobressaiu em relação a Son Heung-min, porém essa condição não se sustenta no que diz respeito a história de cada um deles pelo Tottenham fora das quatro linhas. Ao mesmo tempo, o gigantesco futebol praticado pelo melhor jogador asiático da Premier League é capaz de mantê-lo como o sétimo jogador com mais jogos pelos <em>Spurs</em> somando 454 aparições, e também como o quinto maior goleador do clube com 173 gols.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, é importante destacar que quando Son Heung-min desembarcou na capital inglesa há uma década, o Tottenham iniciava a segunda temporada sob o comando de Mauricio Pochettino numa era marcada pela ascenção do clube vice-campeão inglês em 2017, e finalista da Champions League em 2019. Não à toa, o jogador de 33 anos de idade foi constantemente destaque da Premier League entre 2017 e 2022.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="qme" dir="ltr">???????????? <a href="https://t.co/3kGacwo1O8">pic.twitter.com/3kGacwo1O8</a></p>&mdash; Tottenham Hotspur (@Spurs_PT) <a href="https://twitter.com/Spurs_PT/status/1952455273957699636?ref_src=twsrc%5Etfw">August 4, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, ainda que na maioria das vezes o destino seja injusto ou cruel, com Son Heung-min aconteceu o contrário, em especial porque na última temporada foi visível a abrupta queda de rendimento do ex-atacante do Tottenham, a exemplo da atuação na final da Europa League em que ele entrou em campo aos 22 minutos do segundo tempo e errou quase todas as jogadas, se mostrando nada competitivo fisicamente.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Para corroborar com essa tese, Son Heung-min assinalou dois dígitos de gols na Premier League durante oito anos consecutivos, chegando a conquistar a Chuteira de Ouro na edição 2021-22 do torneio — sem pênaltis —, e isso sem contar que ele também alcançou a mesma marca em assistências durante quatro temporadas. Todavia, na anterior foram míseros sete tentos em 30 jogos pela liga inglesa, sendo 11 em 46 partidas por todas as competições.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, não me restam dúvidas de que Son Heung-min aceitou a proposta recebida para transferir-se ao Los Angeles FC por compreender que não teria mais condições de ajudar o Tottenham, que, por sua vez, também acenou positivamente com a saída de <em>Sonny</em> pelo mesmo motivo, o que significa que a histórica trajetória de ambos acabou da melhor maneira possível para os dois.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/08/133981792581294576-4.jpg" alt="" data-id="109553" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/08/133981792581294576-4-e1754403496220.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=109553" class="wp-image-109553"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Cedo ou tarde o corpo de Son Heung-min sentiria o impacto dos 753 jogos disputados por clube e país até hoje. Ainda assim, ele finalizou a temporada 2024-25 com mais de 3 mil minutos em campo. </strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a necessária virada de página foi dada pelo Tottenham sem que efeitos devastadores que poderiam ser causados pela saída de Son Heung-min acontecessem, pois embora ele ainda integrasse o elenco de Thomas Frank é bem provável que sua minutagem fosse reduzida na próxima temporada, ainda mais depois da chegada de Mohammed Kudus.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, apesar da 17ª colocação na Premier League o setor ofensivo do Tottenham não decepcionou, tanto é que os londrinos tiveram o sétimo melhor ataque do campeonato ao lado do Chelsea com 64 gols. Por essa razão, a prioridade de Thomas Frank foi reforçar a defesa nessa janela de transferências, o que explica as contratações de João Palhinha, Luka Vuskovic e Kota Takai, além da compra em definitivo de Kevin Danso. </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, esse novo capítulo na história dos <em>Spurs </em>começa repleto de pressão, principalmente em torno do técnico Thomas Frank, que embora herdando o Tottenham campeão após 17 anos na fila, também o assume depois da pior campanha na Premier League desde a criação do torneio em 1992, e agora sem a sua maior referência da última década em campo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, desafios não faltarão pelos lados do norte de Londres. Inclusive, eles já terão início logo no primeiro compromisso da nova temporada em que o Tottenham estreará contra ninguém menos que o atual campeão da Champions League, PSG, na decisão da Supercopa da UEFA, em Udine.</p>
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		<title>Tottenham aposta em Thomas Frank para iniciar novo ciclo pós-título</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 19:16:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sob os gritos de “We’ve got our Tottenham back” (Temos o nosso Tottenham de volta), Ange Postecoglou despediu-se dos Spurs em sua última aparição pelo clube do norte de Londres, marcada pela melancólica goleada por 4 a 1 sofrida diante do Brighton na rodada final da Premier League. Logo, apesar da pior campanha do Tottenham [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Sob os gritos de “We’ve got our Tottenham back” (Temos o nosso Tottenham de volta), Ange Postecoglou despediu-se dos <em>Spurs</em> em sua última aparição pelo clube do norte de Londres, marcada pela melancólica goleada por 4 a 1 sofrida diante do Brighton na rodada final da Premier League.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, apesar da pior campanha do Tottenham desde o seu último rebaixamento na temporada 1976-77, composta pela 17ª posição na Premier League e pelo montante de 22 derrotas em 38 jogos, Ange Postecoglou acabou se redimindo junto aos torcedores por intermédio da inédita conquista da Europa League ao vencer o Manchester United pelo placar mínimo na decisão e, deste modo, tirar os <em>Spurs</em> da incômoda fila de 17 anos sem títulos. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, ao soltar o grito de campeão na Europa League, Ange Postecoglou cumpriu a promessa de sempre erguer canecos a cada segundo ano de trabalho na carreira, repetindo assim os feitos alcançados em suas passagens por South Melbourne, Brisbane Roar, Yokohama F. Marinos e Celtic, com a diferença de que no Tottenham ele precisou abrir mão das suas convições ao mudar completamente sua abordagem de jogo para dar a volta olímpica em Bilbao.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, embora Ange Postecoglou mantivesse viva a esperança de prosseguir à frente dos <em>Spurs</em> devido a conquista da Europa Lague, a realidade é que o sucesso no torneio continental não foi capaz de garantir a sua permanência no clube, o que já era esperado depois da catastrófica temporada do Tottenham, cujo novo treinador responde pelo nome de Thomas Frank, contratado junto ao vizinho da capital inglesa, Brentford, por 10 milhões de libras (R$ 75,4 milhões).  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Thomas Frank&#39;s journey to Spurs ????️ <a href="https://t.co/jk1P0EBOb4">pic.twitter.com/jk1P0EBOb4</a></p>&mdash; Tottenham Hotspur (@SpursOfficial) <a href="https://twitter.com/SpursOfficial/status/1933249240219705629?ref_src=twsrc%5Etfw">June 12, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">No Brentford desde 2018, Thomas Frank se notabilizou ao conduzí-lo da zona intermediária da Championship League ao recente décimo lugar da Premier League num espaço de sete temporadas, período no qual o treinador dinamarquês remodelou o sistema de jogo dos <em>Bees</em> ao abdicar do estilo híbrido e dominante quando se deparava ante adversários de menor nível técnico, para outro mais conservador contra oponentes da elite inglesa.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, apesar de menor o poderio ofensivo do Brentford jamais deixou de existir sob o comando de Thomas Frank, a julgar pelos dois dígitos de gols marcados por Bryan Mbeumo, Yoane Wissa e Kevin Schade na edição anterior da Premier League, que mantiveram os londrinos como um dos poucos clubes com três jogadores balançando as redes dez ou mais vezes na competição. </p>



<p class="has-medium-font-size">Outra marca registrada do trabalho de Thomas Frank é a valorização de um meia de criação na equipe, vide o exemplo da contratação de Christian Eriksen em janeiro de 2022, bem como a ascensão de Mikkel Damsgaard nas últimas temporadas. De qualquer maneira, a capacidade do treinador de 51 anos de idade em fazer o Brentford jogar de diversas maneiras independente das ferramentas à disposição e de quem são os adversários, é realmente admirável. </p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, o Brentford não foi impactado com as relevantes saídas de David Raya, Saïd Benrahma, além de Ezri Konsa, e tampouco com as negociações envolvendo Neal Maupay, Ollie Watkins e Ivan Toney nas últimas janelas de transferências. Inclusive, um trio de atacantes com características diferentes que rapidamente se adaptaram ao novo esquema do time, dada a enorme maestria de Thomas Frank em trabalhar com o que tem em mãos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, dentro das quatro linhas essa troca não surtirá tanto efeito ao Tottenham quanto a última entre Antonio Conte e Ange Postecoglou, já que ambos tinham perfis totalmente distintos, com Conte optando por uma formação com três zagueiros baseada num padrão mais defensivo, enquanto Postecoglou era adepto a um estilo ofensivo, lembrando que os ancessores do atual treinador do Napoli, Mauricio Pochettino, José Mourinho e Nuno Espírito Santo, também priorizavam a defesa.  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="392" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133937739048655957-1-e1750087707593.jpg" alt="" data-id="107599" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133937739048655957-1-e1750087707593.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=107599" class="wp-image-107599"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Thomas Frank era dono do segundo trabalho mais longevo da Premier League, apenas atrás de Pep Guardiola, no Manchester City. O técnico dinamarquês soma 152 partidas somente na liga inglesa.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Invariavelmente, o ótimo trabalho de Thomas Frank no Brentford o fez vencer a forte concorrência contra Oliver Glasner, Marco Silva e Andoni Iraola para suceder Ange Postecoglou no Tottenham. Ao mesmo tempo, as expectativas se renovaram no norte de Londres a ponto de muitos torcedores questionarem se estão diante das gloriosas fases de Bill Nicholson ou Keith Burkinshaw.</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, fica evidente que a pressão em torno de Thomas Frank já começou antes mesmo da sua estreia. Por sinal, a saída de um clube sem tensão para outro que costuma viver em chamas será o maior obstáculo do ex-treinador do Brentford, sobretudo considerando que os experientes e renomados José Mourinho e Antonio Conte não o superaram. Aliás, o próprio Ange Postecoglou foi &#8216;derretendo&#8217; no cargo com um primeiro ano mais leve e um segundo pra lá de estressante, basta ver o semblante dele na primeira e última coletivas pré-jogo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, a chegada de Thomas Frank por si só não resolverá os diversos problemas dos <em>Spurs</em>, dentre os quais se destacam as lesões. E ainda tendo a Champions League pela frente, veremos o Tottenham bastante ativo no mercado neste meio de ano, haja vista os 35 milhões de euros já despejados para trazer o atacante Mathys Tel, que passou a segunda metade da temporada passada emprestado ao clube pelo Bayern de Munique. </p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar ainda, que a vinda de Thomas Frank pode fazer do Tottenham o provável destino de alguns jogadores do Brentford, levando em conta o interesse do <em>Lilywhites</em> nas contratações de Bryan Mbeumo, Yaone Wissa e Christian Norgaard. Além deles, Arnaud Kalimuendo, Tyler Dibling, Antoine Semenyo, Hugo Ekitiké, Marcus Rashford, Raphael Onyedika e Justin Kluivert completam a extensa lista de possíveis reforços dos atuais campeões da Europa League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a movimentação do Tottenham nessa janela de transferências é irrelevante quando o que verdadeiramente importa com a vinda do flexível Thomas Frank é qual <em>Spurs </em>veremos em ação: um no estilo Brondby ou Brentford da Championship League, que priorizava o controle através da posse de bola, ou aquele da versão 2.0 dos <em>Bees</em>, que atuava de forma mais direta e vertical, trocando menos passes e exercendo maior pressão sobre os rivais?</p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, uma resposta que começará a ser dada somente a partir da decisão da Supercopa da UEFA frente o poderoso Paris Saint-Germain. </p>
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		<title>Tottenham, campeão. Simples assim!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 15:44:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Ange Postecoglou]]></category>
		<category><![CDATA[Europa League]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após Newcastle, Bologna, Crystal Palace e, coincidentemente, Harry Kane, o Tottenham foi mais um que saiu da fila na histórica temporada 2024-25 ao derrotar o Manchester United na decisão da Europa League, em Bilbao. Na realidade, nem o mais otimista dos torcedores do Tottenham imaginava um desfecho como esse na patética temporada realizada pelo clube, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Após Newcastle, Bologna, Crystal Palace e, coincidentemente, Harry Kane, o Tottenham foi mais um que saiu da fila na histórica temporada 2024-25 ao derrotar o Manchester United na decisão da Europa League, em Bilbao. </p>



<p class="has-medium-font-size">Na realidade, nem o mais otimista dos torcedores do Tottenham imaginava um desfecho como esse na patética temporada realizada pelo clube, marcada pela DÉCIMA SÉTIMA posição na tabela da Premier League, isto é, no limite acima da zona da degola, composta pelo montante de 21 derrotas e 61 gols sofridos em 37 rodadas, ou seja: com o esquadrão de Ange Postecoglou perdendo mais da metade dos jogos, e sendo vazado 1,6 vezes em média por partida.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, mesmo com uma vitória sobre o Brighton na última rodada o Tottenham terminará a Premier League tendo a sua pontuação mais baixa desde a criação da competição em 1992. Diante do exposto, nem os diversos casos de lesões que afetaram os <em>Spurs</em> ao longo da temporada, inclusive na finalíssima da Europa League em meio as ausências de James Maddison, Lucas Bergvall e Dejan Kulusevski, justifica o fato de um desempenho tão aquém das expectativas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, o único ponto positivo aos londrinos era que do outro lado estava o Manchester United, que faz uma temporada tão ruim quanto, vide a diferença de 1 ponto que separa os 16º e 17ª colocados do Premier League. À vista disso, o que vimos no estádio San Mamés foi um jogo nada insinuante, como tem sido habitual quando ingleses decidem torneios continentais, pois quem não se recorda das finais da Champions League envolvendo: Liverpool x Tottenham, em 2019; ou Manchester City x Chelsea, em 2021.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, salvo raríssimas exceções, como por exemplo a vitória por 4 a 1 do Chelsea sobre o Manchester United  na decisão da edição 2018-19 da própria Europa League, é absolutamente comum que finais não sejam empolgantes, tampouco com muitos gols. Por este motivo, devemos valorizar — e muito — o que argentinos e franceses protagonizaram na última Copa do Mundo. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-10-e1747921725310.jpg" alt="" data-id="106809" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-10-e1747921725310.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106809" class="wp-image-106809"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Foram 10 vitórias, 3 empates, 2 derrotas, 28 gols marcados e 13 sofridos pelo campeão Tottenham, nos 15 jogos disputados até a conquista da Europa League.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, a tonelada sobre as costas e as pernas dos jogadores do Tottenham tornaram ainda mais compreensível a postura adotada pelos <em>Spurs</em> ao se fecharem depois que Brennan Johnson abriu o placar da decisão no País Basco, aos 42 minutos da etapa inicial. A propósito, uma abordagem totalmente distinta em relação ao futebol ofensivo praticado pelas equipes de Ange Postecoglou.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, é importante destacar que Ange Postecoglou abriu mão das suas convicções no decorrer da caminhada do Tottenham rumo à final da Europa League, por vezes armando o time em bloco baixo e priorizando a parte defensiva em prol de resultados positivos, algo que se notabilizou neste triunfo pelo placar mínimo frente o Manchester United.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em resumo, com a partida decidida nos detalhes, o Tottenham aproveitou a única das grandes oportunidades que teve durante os noventa minutos, e evitou o empate através de cinco defesas do goleiro Guglielmo Vicario, além de uma bola salva encima da linha pelo zagueiro Micky van de Ven após cabeçada de Rasmus Hojlund, comemorado como um verdadeiro gol pelos <em>Spurs</em> no terço final do jogo. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">???? | Spurs have done it!<br><br>• xG: 1.01 – 0.76<br>• Shots (on target): 3 (1) – 16 (6)<br>• Big chances: 1 – 3<br>• Touches in pen. area: 11 – 39<br>• Possession: 27% – 73%<br><br>It wasn&#39;t a final pleasant on the eyes, but Tottenham won&#39;t care, as they hold on to win their first trophy since… <a href="https://t.co/AaOrdeKF0C">pic.twitter.com/AaOrdeKF0C</a></p>&mdash; Sofascore Football (@SofascoreINT) <a href="https://twitter.com/SofascoreINT/status/1925295495507059013?ref_src=twsrc%5Etfw">May 21, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, o Tottenham faturou a quarta vitória nos quatro embates contra o Manchester United na temporada, um feito que não acontecia há quase quatro décadas, lembrando que este foi o terceiro título europeu dos <em>Spurs</em>, considerando os dois ganhos anteriormente quando a competição ainda se chamava Copa da UEFA, sendo o primeiro sobre o Wolverhampton em 1972, e o segundo diante do Anderlecht em 1984.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, mais uma vez Ange Postecoglou sustentou a sina de vencer títulos no segundo ano de seus respectivos trabalhos. Foi assim em suas passagens por South Melbourne, Brisbane Roar, Yokohama F.Marinos, Celtic, e até mesmo pela seleção australiana, campeã da Copa da Ásia 2015. Portanto, o Tottenham aparece como o quinto na lista do técnico de 59 anos de idade, cuja continuidade é incerta no clube do norte de Londres apesar da conquista da Europa League.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-11.jpg" alt="" data-id="106825" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-11-e1747926354844.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106825" class="wp-image-106825"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Curiosamente, Ange Postecoglou se tornou o primeiro técnico a comandar um time inglês no 100º jogo vencendo uma final importante desde George Ramsay na final da FA Cup pelo Aston Villa em 1892.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, seria uma tremenda injustiça não mencionar Son Heung-min, o capitão do Tottenham que, com totais méritos, ergueu o caneco da Europa League. Desde 2015 no clube, quer dizer, completando a sua décima temporada vestindo a camisa dos <em>Spurs</em>, o atacante sul-coreano, literalmente, &#8220;comeu o pão que o diabo amassou&#8221; na equipe tão cobrada pela escassez de títulos nestes últimos 17 anos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, uma enorme pressão não suportada nem mesmo pelo antigo companheiro Harry Kane, que transferiu-se ao Bayern de Munique na temporada passada. Todavia, Son Heung-min, em determinados momentos apontado como o melhor jogador da Premier League, rejeitou propostas para permanecer no Tottenham, onde foi premiado com o título da Europa League, embora visivelmente fora de ritmo nos 25 minutos em que esteve em ação no San Mamés.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, se a sua ficha ainda não caiu vale a pena enfatizar que o clube do norte da capital inglesa há mais tempo na fila responde pelo nome de Arsenal. Sim, acabou a agonia, a espera e a piada: o Tottenham é campeão! </p>
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		<title>16 pontos nas últimas 15 rodadas salvam o Tottenham da degola. Será que dá?</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2025/01/27/16-pontos-nas-ultimas-15-rodadas-salvam-o-tottenham-da-degola-sera-que-da/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=16-pontos-nas-ultimas-15-rodadas-salvam-o-tottenham-da-degola-sera-que-da</link>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 03:24:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Ange Postecoglou]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Premier League]]></category>
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		<category><![CDATA[Tottenham]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma semana após o revés por 3 a 2 ante o Everton no Goodison Park, o Tottenham voltou a ser derrotado por um oponente que está brigando diretamente contra o rebaixamento na Premier League, como é o caso do Leicester, mas desta vez pior, em pleno Tottenham Stadium. No entanto, uma condição que se apresenta [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Uma semana após o revés por 3 a 2 ante o Everton no Goodison Park, o Tottenham voltou a ser derrotado por um oponente que está brigando diretamente contra o rebaixamento na Premier League, como é o caso do Leicester, mas desta vez pior, em pleno Tottenham Stadium. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, uma condição que se apresenta ainda mais preocupante ao Tottenham se levarmos em consideração que o Leicester havia perdido os últimos SETE compromissos pela Premier League. Além disso, vale ressaltar que os <em>Spurs</em> foram ao intervalo vencendo partida por 1 a 0, porém sofreram a virada no segundo tempo ao serem vazados pela sétima rodada seguida no campeonato.</p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, os comandados de Ange Postecoglou encerraram mais uma rodada da Premier League estacionados na 15ª colocação na tabela com os mesmos 24 pontos que eles comemoraram o Réveillon, mas agora ostentando um elevado número de 13 derrotas em 23 jogos, além um baixíssimo índice de 34% de aproveitamento através desta pífia campanha.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-13 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/01/capa-6.jpg" alt="" data-id="102579" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/01/capa-6-e1737939759649.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=102579" class="wp-image-102579"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Tottenham não perdia para um time que vinha de uma sequência de sete derrotas consecutivas na liga inglesa desde a queda diante do Notts County em 1912. </strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a pressão pelos lados do norte de Londres é enorme, em especial sobre o dono do Tottenham, Daniel Levy, hostilizado a cada derrota sofrida pela equipe — e olha que não são poucas. Contudo, o volume das críticas sobre o mandatário inglês aumentaram de forma jamais vistas após o jogo frente o Leicester, a julgar pelo cântico “We want Levy out” (Queremos Levy fora), somado as diversas faixas espalhadas no estádio, sendo uma delas traduzidas da seguinte forma: “24 anos, 16 treinadores, 1 troféu: hora de mudar”.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">&quot;24 anos, 16 treinadores, 1 troféu. Hora de mudança&quot;<br><br>A mensagem dos adeptos do Tottenham contra o presidente Daniel Levy. <a href="https://t.co/mRuiGjYVtn">pic.twitter.com/mRuiGjYVtn</a></p>&mdash; B24 (@B24PT) <a href="https://twitter.com/B24PT/status/1883531979548967198?ref_src=twsrc%5Etfw">January 26, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Logo, fica evidente que o Tottenham Stadium é um lugar tóxico no momento, uma toxicidade alimentada, principalmente, pelos longos 17 anos dos <em>Spurs</em> sem dar uma volta olímpica apesar dos altos investimentos realizados pelo clube no decorrer deste verdadeiro calvário. Ou seja, uma situação que sobrecarrega todos os profissionais do Tottenham, sobretudo os treinadores, que o digam José Mourinho, Nuno Espírito Santo, Antonio Conte e, hoje, Ange Postecoglou. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, a realidade é que Ange Postecoglou só não foi demitido em virtude do desempenho nas copas que são totalmente opostos em comparação ao da Premier League, tendo em vista que no próximo dia 06 o Tottenham jogará a partida de volta das semifinais da Copa da Liga após ter vencido o Liverpool pelo placar mínimo em Londres, e está tanto na 4ª fase da FA Cup, quanto quase classificado de maneira antecipada às oitavas-de-final da Europa League.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, as campanhas nas copas estão assegurando a continuidade de Ange Postecoglou, por mais que o treinador grego-australiano tenha afirmado não saber se amanhecerá no comando dos <em>Spurs</em>, em entrevista concedida depois da derrota para o Leicester. Em todo o caso, uma possível demissão realmente reduziria as chances de títulos do Tottenham, motivo pelo qual Daniel Levy não fará nenhum movimento neste momento, o que não seria o caso, por exemplo, se o clube só estivesse participando da Premier League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por outro lado, Ange Postecoglou ainda mantém otimismo devido ao futuro retorno dos jogadores lesionados no departamento médico. Para se ter uma ideia, nove atletas estavam indisponíveis em virtude de problemas físicos no jogo contra o Leicester, dentre eles importantes peças como o goleiro Guglielmi Vicario, o zagueiro Micky van de Ven, bem como os atacantes Dominik Solanke e Brennan Johnson. </p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, Ange Postecoglou foi obrigado a completar o banco de reservas com cinco jogadores das categorias de base com idade inferior a 20 anos de idade, inclusive promovendo as entradas de dois deles, como foram dos casos dos atacantes Mikey Moore, que entrou no lugar de Richarlison, e Will Lankshear, que substituiu o lateral Archie Gray, porém nos acréscimos da partida. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Tottenham are being shown up by each of their last three permanent managers ????⏩ <a href="https://t.co/oURmU3X0fl">pic.twitter.com/oURmU3X0fl</a></p>&mdash; LiveScore (@livescore) <a href="https://twitter.com/livescore/status/1883455339250454532?ref_src=twsrc%5Etfw">January 26, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, Ange Postecoglou não realiza um trabalho elogiável no Tottenham, acima de tudo por acreditar que o seu time deve ser sempre impositivo e ofensivo, independente das circunstâncias, do adversário, e do fato de jogar fora de casa como visitante. Em contrapartida, é inegável que o ex-treinador do Celtic não é o principal responsável pela pífia temporada dos <em>Spurs</em> na Premier League, vide as saídas dos últimos treinadores demitidos por Daniel Levy, que atravessam ótimas fases em seus respectivos clubes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, aquela polêmica e última coletiva de Antonio Conte à frente do Tottenham cabe perfeitamente nos dias atuais, o que demonstra que o filme referente as trocas de técnicos continuará se repetindo se os potenciais problemas que afetam os londrinos não forem resolvidos. Enquanto isso, eles continuam ladeira abaixo registrando a pior performance da Premier League nas onze rodadas anteriores em função da conquista de 5 dos 33 pontos disputados (1V-2E-8D).    </p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e o mais assustador é que se essa média de 0,45 pontos por jogo das últimas 11 rodadas da Premier League fosse mantida ao longo de toda a competição, o Tottenham terminaria a temporada com míseros 17 pontos. Assim, a única expectativa da torcida em relação a uma reviravolta é a diretoria trazer ao menos um reforço para fortalecer o dizimado elenco do clube, algo difícil de imaginar após nenhuma contratação ter sido efetuada nos 27 dias em que a janela de transferências encontra-se aberta.</p>



<p class="has-medium-font-size">E sob uma perspectiva ainda mais caótica, é relevante destacar que a marca de 40 pontos costuma ser suficiente para clubes evitarem o rebaixamento na Premier League, o que significa que o Tottenham precisa contabilizar mais 16 pontos nas próximas 15 rodadas para evitar que outro tabu seja batido ao término da temporada: o do primeiro descenso desde 1977. </p>
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