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	<title>Colchoneros- SoccerBlog</title>
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	<description>Blog sobre futebol</description>
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	<title>Colchoneros- SoccerBlog</title>
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		<title>Atlético de Madrid: entre a dor do vice e a última esperança chamada Champions League</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 15:05:41 +0000</pubDate>
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<p class="has-medium-font-size">Em noites que prometem glória, às vezes o futebol entrega silêncio. E foi exatamente isso que o Atlético de Madrid encontrou na Andaluzia: um silêncio pesado, daqueles que não se escuta no estádio, mas que ecoa dentro. O vice-campeonato da Copa do Rei não foi apenas uma derrota nos pênaltis. Foi um golpe emocional, uma frustração que atravessa uma temporada inteira. Porque havia algo maior em jogo. Havia uma história sendo construída, uma possibilidade de redenção. E no fim, restou apenas a sensação de que o <em>Atleti</em> esteve perto… mas não o suficiente. Mais uma vez, o quase virou rotina. </p>



<p class="has-medium-font-size">Ao eliminar o Barcelona nas quartas-de-final da Champions League, o Atlético de Madrid desembarcou na capital da Andaluzia cercado de confiança para encarar a Real Sociedad. Não era apenas uma classificação, era uma afirmação. Siuperar o <em>Barça</em> em dois contextos diferentes, tanto na Champions League quanto na Copa do Rei, dava ao time de Diego Simeone um peso competitivo enorme. O 4 a 0 no Metropolitano pela Copa ainda ecoava como uma exibição de autoridade. Mesmo com o susto no jogo de volta, a classificação foi conquistada. E no torneio continental, a vitória no Camp Nou foi ainda mais simbólica. Logo, os <em>Colchoneros</em> chegavam fortalecidos, prontos, com cara de campeões.</p>



<p class="has-medium-font-size">Havia também o peso do tempo. Desde 2021, quando conquistou La Liga, o Atlético de Madrid não levanta um troféu. São cinco anos de espera para um clube que se acostumou a desafiar gigantes. Além disso, diante da Real Sociedad os comandados de Diego Simeone disputariam a primeira final de Copa do Rei desde 2013. Um intervalo longo demais para um time com ambição europeia. A final representava mais do que um título. Era uma resposta. Uma chance de mostrar que o ciclo ainda está vivo, que o <em>Cholismo</em> ainda tem fôlego, que o <em>Atleti</em> ainda pulsa forte entre os grandes.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="387" data-id="116447" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/04/134196928221705637-6-e1776608060410.jpg" alt="" class="wp-image-116447"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, essa foi a segunda decisão de Copa do Rei disputada entre Atlético de Madrid e Real Sociedad. Em ambas, os bascos venceram nos pênaltis (1987 e 2026).</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mas o futebol não respeita roteiro. E logo no primeiro minuto, a história começou a fugir do controle. Ander Barrenetxea abriu o placar antes mesmo que o jogo se acomodasse. Um gol precoce, quase cruel, que obrigou o Atlético de Madrid a correr atrás desde o início. Em finais, sair atrás tão cedo muda tudo. Muda o emocional, muda o plano, muda o ritmo. E a Real Sociedad soube aproveitar esse cenário. Organizada, intensa e fisicamente superior, a equipe basca mostrou desde cedo que não estava ali para ser figurante.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, o Atlético de Madrid respondeu. Ademola Lookman empatou aos 18 minutos, repetindo um roteiro que já havia funcionado dias antes contra o Barcelona. Assistência de Antoine Griezmann, finalização precisa. Um momento de esperança. Um instante em que parecia que o jogo voltaria para os trilhos. Porque quando os <em>Rojiblancos</em> encontram seus caminhos, eles se tornam perigosos. E com o camisa 7 participando, a sensação era de que algo maior poderia acontecer em La Cartuja.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas o primeiro tempo ainda guardava mais um golpe. Nos acréscimos, Mikel Oyarzabal converteu um pênalti controverso, recolocando o conjunto basco em vantagem. E mais do que a polêmica, o gol refletia o que havia sido a etapa inicial: uma Real Sociedad mais organizada, mais inteira fisicamente, mais preparada para aquele tipo de jogo. O Atlético de Madrid parecia pesado. Talvez não somente nas pernas, mas também na carga emocional acumulada nos últimos dias.</p>



<p class="has-medium-font-size">Diego Simeone tentou mudar o cenário na segunda etapa. E conseguiu. As entradas de Álex Baena e Thiago Almada deram mais criatividade, mais fluidez, mais presença ofensiva. Nico González e Alexander Sorloth também contribuíram para um time mais agressivo. O Atlético de Madrid voltou diferente. Mais próximo daquilo que se espera de um time que briga por títulos. Era um <em>Atleti</em> mais corajoso, mais presente, mais vivo dentro do jogo.</p>



<p class="has-medium-font-size">E quando parecia que o tempo se esgotava, surgiu Julián Álvarez. Aos 83 minutos, o atacante argentino empatou a partida, levando o jogo para a prorrogação. Um gol que representava resistência. Que simbolizava a luta até o fim. Porque esse sempre foi o DNA do Atlético de Madrid. Uma equipe que jamais se rende. Um time que insiste, que encontra forças onde muitos já não têm mais.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">Luchamos hasta el final y aunque no logramos el resultado que queríamos, en ningún momento dejamos de sentir vuestro apoyo desde Sevilla, desde Madrid y desde todos los rincones del mundo. Es un orgullo compartir el camino con vosotros. Siempre juntos ❤️🤍 <a href="https://t.co/Xve4Y0ZpMc">pic.twitter.com/Xve4Y0ZpMc</a></p>&mdash; Atlético de Madrid (@Atleti) <a href="https://twitter.com/Atleti/status/2045774404307882267?ref_src=twsrc%5Etfw">April 19, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Na prorrogação, o desgaste falou mais alto. O Atlético de Madrid, vindo de uma sequência pesada pela Champions League, parecia no limite físico. A Real Sociedad, mais descansada, também não conseguiu transformar essa vantagem em domínio absoluto. O jogo ficou travado, estudado, quase resignado ao destino que se desenhava. E o destino, naquele momento, apontava para os pênaltis. O palco mais cruel do futebol.</p>



<p class="has-medium-font-size">E nos pênaltis, a frieza fez a diferença. A Real Sociedad foi mais eficiente, mais precisa, mais tranquila. Conquistou o quarto título de sua história na Copa do Rei. Para o Atlético de Madrid, restou o vice. Uma perda que dói. Que pesa. Que machuca ainda mais por tudo o que envolvia a decisão em Sevilha. Porque não era apenas uma final. Era uma oportunidade de encerrar um jejum. Era uma chance de transformar uma temporada em algo maior.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Diego Simeone in the last 11 years:<br><br>2015: League ❌ Cup ❌ UCL ❌<br>2016: League ❌ Cup ❌ UCL ❌<br>2017: League ❌ Cup ❌ UCL ❌<br>2018: League ❌ Cup ❌ UCL ❌<br>2019: League ❌ Cup ❌ UCL ❌<br>2020: League❌ Cup ❌ UCL ❌<br>2021: League ✅ Cup ❌ UCL ❌<br>2022: League ❌ Cup ❌ UCL ❌… <a href="https://t.co/E2BrKu5LQM">pic.twitter.com/E2BrKu5LQM</a></p>&mdash; The Touchline | 𝐓 (@TouchlineX) <a href="https://twitter.com/TouchlineX/status/2045623249560547774?ref_src=twsrc%5Etfw">April 18, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Há também a história de Antoine Griezmann. Possivelmente em sua última final pelo clube, o francês, de malas prontas rumo ao Orlando City, buscava um desfecho diferente. Um adeus com troféu. Um momento eterno. Mas o futebol, mais uma vez, foi impiedoso. E talvez essa seja a imagem que ficará: a de um ídolo que lutou, participou, criou… mas não conseguiu levar o Atlético de Madrid ao título. Uma despedida que pode não ser como ele sonhou.</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, resta a Champions League. A última porta. A última esperança. Com LaLiga praticamente decidida e a Copa do Rei perdida, o Atlético de Madrid concentrará todas as suas forças no confronto contra o Arsenal. Diego Simeone deve poupar jogadores, administrar elenco, preparar cada detalhe. Porque o que resta da temporada passa por esses jogos. E no Metropolitano, o <em>Atleti</em> é ainda mais gigante e temido, é capaz de transformar noites em história.</p>



<p class="has-medium-font-size">O apoio da torcida será, mais uma vez, um fator determinante no Metropolitano. O ambiente hostil, a pressão, a energia… tudo isso pode empurrar o time. Mas futebol não vive apenas de atmosfera. Será preciso desempenho, eficiência e, acima de tudo, aprender com os erros que custaram a Copa do Rei. Afinal, em decisões cada detalhe importa. E o Atlético de Madrid já sabe o preço de desperdiçar oportunidades.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim, fica a pergunta que ecoa entre frustração e esperança: depois de deixar escapar a Copa do Rei, o Atlético de Madrid ainda terá forças — físicas, mentais e emocionais — para transformar a Champions League no capítulo final de redenção desta temporada?</p>
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		<title>Atlético de Madrid: muito investimento, pouca evolução e uma identidade em crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 21:44:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada do Atlético de Madrid caminha para a metade com uma sensação incômoda de frustração contida. Não se trata de um colapso esportivo, nem de uma crise a ponto de derrubar o incaível Diego Simeone. Todavia, o desempenho aquém das expectativas só faz aumentar os questionamentos pelos lados do Metropolitano. Embora situado em seu habitat natural, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada do Atlético de Madrid caminha para a metade com uma sensação incômoda de frustração contida. Não se trata de um colapso esportivo, nem de uma crise a ponto de derrubar o incaível Diego Simeone. Todavia, o desempenho aquém das expectativas só faz aumentar os questionamentos pelos lados do Metropolitano.</p>



<p class="has-medium-font-size">Embora situado em seu habitat natural, isto é, na terceira colocação da LaLiga, era esperado muito mais dos comandados de Diego Simeone em função dos altíssimos investimentos realizados nas últimas duas temporadas, lembrando que Atlético de Madrid é, disparadamente, o clube que mais gastou com reforços neste período no futebol espanhol ao desembolsar quase MEIO BILHÃO de euros (€ 418 milhões).</p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, a larga distância de dez pontos em comparação ao líder Barcelona, aliado aos nove em relação ao vice-colocado Real Madrid, demonstra que, mais uma vez, o Atlético de Madrid não foi capaz de figurar entre os protagonistas na briga pelo título da LaLiga apesar dos elevados gastos, algo que também se estende a Champions League, onde os espanhóis disputarão os playoffs de repescagem em razão do pífio 14º lugar na fase de liga.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, a última aparição do Atlético de Madrid na Champions League deixou a impressão de que nem o estádio Metropolitano, até então considerado a verdadeira fortaleza dos<em> Rojiblancos</em>, já não assusta mais os oponentes, a julgar pela queda diante do Bodo/Glimt por 2 a 1, de virada, ainda que esta tenha sido a primeira derrota sofrida pelo <em>Atleti</em> atuando em seus domínios na temporada, lembrando que o Elche era o único adversário que havia lhe tirado pontos em casa (13V-1E-1D).  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">League phase 2025/26 ✅<a href="https://twitter.com/hashtag/UCL?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCL</a> <a href="https://t.co/fVUwH2Sq6d">pic.twitter.com/fVUwH2Sq6d</a></p>&mdash; UEFA Champions League (@ChampionsLeague) <a href="https://twitter.com/ChampionsLeague/status/2016643972932812826?ref_src=twsrc%5Etfw">January 28, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, fica evidente que a atual performance do Atlético de Madrid não combina com o grupo cada vez mais caro e ambicioso que Diego Simeone tem em mãos. Não à toa, o clube recorreu a janela de transferências de janeiro a fim de fortalecer a equipe e, consequentemente, passar a jogar um futebol mais convincente e competitivo, caso contrário, a movimentação no mercado não seria necessária.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, a atuação do Atlético de Madrid no mercado movimentou o total de 54 milhões de euros em virtude das contratações de Rodrigo Mendoza (16m), Obed Vargas (3m), além de Ademola Lookman (35m), o reforço mais impactante apresentando pelos <em>Colchoneros</em> numa negociação que ainda envolveu a ida de Giacomo Raspadori à Atalanta. Aliás, Conor Gallagher também seguiu a mesma direção, porém transferindo-se ao Tottenham.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que todas as contratações dos <em>Rojiblancos</em> foram concretizadas no último dia da janela (Deadline Day) e nem todos os pedidos de Diego Simeone foram atendidos, já que a negociação envolvendo a vinda de Marcos Leonardo junto ao Al-Hilal não teve um desfecho positivo. Além do ex-jogador do Santos, o também brasileiro Éderson, da Atalanta, não firmou acordo apesar do enorme desejo de vestir a camisa do Atlético de Madrid.   </p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, são mais jogadores qualificados tecnicamente desembarcando na capital espanhola para defender as cores do Atlético de Madrid, o que ao mesmo tempo faz aumentar as dúvidas de se Diego Simeone tem condições de torná-lo capaz de praticar um futebol condizente com as atuais peças, visto que a melhor versão do <em>Atleti</em> desde a chegada do técnico há 15 anos deu-se na temporada 2013/14, marcada pela conquista do título espanhol e pelo vice da Champions League, jogando de maneira reativa, raçuda e explorando tanto os contra-ataques quanto as bolas paradas através da fisicalidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, o futebol do Atlético de Madrid foi decaindo na mesma proporção que os investimentos foram crescendo, o que fez o <em>Cholismo</em> perder sua essência e o time, sem identidade, cair de rendimento em campo. Por este motivo, o clube hoje é caro, tecnicamente melhor no papel, porém incapaz de transformar esse talento em domínio, seja no cenário doméstico ou europeu.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="115341" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134141645045500836-2-e1770149222695.jpg" alt="" class="wp-image-115341"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Atlético de Madrid foi terceiro colocado da LaLiga em 8 das 14 temporadas sob o comando de Diego Simeone. De resto, foram dois títulos, dois vices, e um quarto e quinto lugares. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, a chegada dos três novos reforços não significa que veremos o progresso do Atlético de Madrid, tendo em vista que essas contratações soam mais como tentativa de correção emergencial do que como continuidade de um plano sólido. Quer dizer, se reforçar no meio da temporada revela urgência, não convicção, e é neste ponto que o debate inevitavelmente recai sobre Diego Simeone.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, uma suposta saída de Diego Simeone não é — e nunca foi — sequer questionada pelos torcedores, tampouco pela diretoria do Atlético de Madrid, dada a enorme idolatria de <em>Cholo</em>. Em contrapartida, uma avaliação do seu trabalho seria fundamental na forma de cobrança: por que a equipe não evolui mesmo em meio a chegada de diversos jogadores acima da média? Não se trata de apagar sua história nem seus méritos, mas de questionar sua capacidade atual de extrair o melhor de um plantel que já não corresponde ao <em>Atleti</em> físico, reativo e intenso que o consagrou.</p>



<p class="has-medium-font-size">Atualmente, os <em>Colchoneros</em> são mais técnicos, mais criativos e menos confortáveis dentro dos antigos padrões de Diego Simeone. Preso entre a identidade que abandonou e aquela que nunca consolidou, o Atlético de Madrid vive uma transição mal resolvida. A temporada ainda pode ser salva, mas o alerta está ligado: a Champions League virou questão de sobrevivência simbólica, e Simeone precisa provar capacidade de reinvenção. Afinal, o problema do clube será elenco, treinador ou projeto? Ou todos eles, convivendo mal há tempo demais?</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim, o Atlético de Madrid chega a um ponto decisivo da sua trajetória recente. Ou transforma investimento em identidade e talento em funcionamento coletivo, ou seguirá preso a um ciclo de competitividade estéril, sempre perto, mas raramente suficiente. É preciso escolher um caminho — porque continuar estagnado, neste nível de gastos, já não é mais uma opção. </p>
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		<title>O &#8216;Cholismo&#8217; ruiu no instante em que a defesa passou a ser um problema para Simeone</title>
		<link>https://www.soccerblog.com.br/2025/10/23/o-cholismo-ruiu-no-instante-em-que-a-defesa-passou-a-ser-um-problema-para-simeone/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-cholismo-ruiu-no-instante-em-que-a-defesa-passou-a-ser-um-problema-para-simeone</link>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 12:27:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se o começo do Atlético de Madrid foi decepcionante na LaLiga em meio aos 6 de 15 possíveis pontos conquistados nos cinco primeiros jogos da temporada, o mesmo podemos dizer em relação a caminhada dos espanhóis na Champions League, a julgar pelas derrotas sofridas nas três rodadas iniciais do torneio. Obviamente, é inegável que o [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Se o começo do Atlético de Madrid foi decepcionante na LaLiga em meio aos 6 de 15 possíveis pontos conquistados nos cinco primeiros jogos da temporada, o mesmo podemos dizer em relação a caminhada dos espanhóis na Champions League, a julgar pelas derrotas sofridas nas três rodadas iniciais do torneio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Obviamente, é inegável que o sorteio da UEFA não foi nada favorável ao Atlético de Madrid, a exemplo dos duelos contra os atuais campeão e vice da Premier League logo nos dois primeiros jogos como visitantes na Champions League. Entretanto, essas dificuldades se mostravam ainda maiores levando em conta o pífio retrospecto dos <em>Colchoneros</em> atuando fora de seus domínios na temporada, vide os 3 empates e duas derrotas até o encontro com o Arsenal.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, um cenário que mudou, mas para pior, depois da acachapante goleada por 4 a 0 sofrida pelo Atlético de Madrid no Emirates Stadium, construída no curto espaço entre os minutos 12 e 25 da etapa final, com os comandados de Diego Simeone levando todos os quatro gols da partida que, até aquele momento, se mostrava equilibrada, inclusive com Julian Álvarez acertando um belo chute no travessão no início do segundo tempo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, da mesma forma que ocorreu na visita à Anfield, quando o Atlético de Madrid foi derrotado por 3 a 2 nos acréscimos em razão da cabeçada de Virgil van Dijk após cobrança de escanteio, desta vez foi o gol do também zagueiro, Gabriel Magalhães, em outra jogada de bola parada — depois de uma falta bastante questionável cometida por Marcos Llorente em Gabriel Martinelli —, que acabou determinando o triunfo do Arsenal. Logo, uma das principais armas dos <em>Rojiblancos</em> se voltou novamente contra si.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Arsenal! 🔥🔥🔥🔥🔥 <a href="https://t.co/r98mE08hFp">pic.twitter.com/r98mE08hFp</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://twitter.com/SofascoreBR/status/1980733603668717602?ref_src=twsrc%5Etfw">October 21, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar ainda, que a letal bola parada do Arsenal não foi o único obstáculo enfrentado pelo Atlético de Madrid em Londres, isso porque a solidez defensiva dos ingleses mais uma vez se fez valer na temporada em que os <em>Gunners</em> aumentaram para nove o número de jogos sem serem vazados, lembrando que eles sofreram três míseros tentos ao longo das 12 partidas disputadas no período. Em outras palavras, outro ponto forte que tanto notabilizou o <em>Atleti</em> na era do <em>Cholismo</em>, capaz até de conduzí-lo a duas decisões de Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, a consistência defensiva do Atlético de Madrid vem ficando cada vez mais no passado, dada a mudança de filosofia adotada por Diego Simeone ao deixar de lado a ideia de ter uma equipe com características física e combativa em prol de outra mais propositiva e &#8220;refinada&#8221; tecnicamente. Não à toa, somente na atual temporada os <em>Colchoneros</em> já tiveram as redes balançadas o montante de 18 vezes em 12 jogos, sendo que 12 destes gols foram sofridos nas seis partidas realizadas fora de casa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em termos de comparação, o Atlético de Madrid terminou as 38 rodadas da edição 2015-16 da LaLiga contabilizando os mesmos 18 gols sofridos nesta temporada. Contudo, isso não significa que Diego Simeone apenas mudou a abordagem tática do time, mas principalmente que ele poderia fazê-la sem deixar de lado as suas maiores virtudes. Ou seja, da mesma forma que Mikel Arteta à frente do Arsenal, ao reproduzir algumas peculiaridades do <em>Atleti</em> de há dez anos, do início do <em>Cholismo</em>, numa versão muito mais qualificada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Apontado como o principal candidato à conquista da Champions League — registrando 55,8% de chances de título, segundo o supercomputador da <em>Opta Analyst</em> —, o Arsenal montou um time pra lá de competitivo unindo técnica e força física, tendo dois verdadeiros &#8220;cavalos&#8221; nas laterais com Jurrien Timber e Riccardo Calafiori, um meio-campo com Martin Zubimendi e Declan Rice, que entregam tudo em termos defensivos e ofensivos, além de velozes pontas e um atacante extremamente atlético e rápido. Soma-se a isso tudo, a poderosa bola parada dos ingleses. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">ARS 4-0 ATM (FT) &#8211; Peores derrotas del Atlético de Madrid con Simeone en el banquillo:<br><br>4-0 en Dortmund en 2018<br>4-0 en Múnich en 2020<br>4-0 en Lisboa ante el Benfica en 2024<br>4-0 en Pasadena ante el PSG en 2025<br>4-0 en Londres ante el Arsenal en 2025</p>&mdash; MisterChip (Alexis) (@2010MisterChip) <a href="https://twitter.com/2010MisterChip/status/1980742252659114373?ref_src=twsrc%5Etfw">October 21, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a realidade é que o diferente sistema de jogo implementado por Diego Simeone desde a temporada passada impactou de forma mais negativa na parte defensiva do Atlético de Madrid, tanto é que os <em>Colchoneros</em> só não levaram gols nas vitórias frente Villarreal e Osasuna até aqui na temporada, assinalando dois <em>clean sheets</em> em 12 partidas. No momento, eles são donos da 6ª melhor defesa da LaLiga e da 6ª pior da Champions League, isto é, algo realmente inimagínavel em se tratando de Atlético de Madrid.</p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a queda do Atlético de Madrid no Emirates Stadium não se resume única e exclusivamente a eficiência nas bolas paradas e a fortaleza defensiva do Arsenal, tendo em vista que hoje os <em>Gunners</em> despontam como um dos melhores times do mundo na atualidade, em especial considerando a profundidade do elenco de Mikel Arteta. Deste modo, ser derrotado pelos londrinos não é nenhum demérito, o que preocupa, de fato, é a forma pela qual o <em>Atleti </em>se perdeu em campo depois do gol inaugural de Gabriel Magalhães, além do seu pífio desempenho como visitante.</p>



<p class="has-medium-font-size"></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="612" height="408" data-id="112402" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/test-4.jpg" alt="" class="wp-image-112402" srcset="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/test-4.jpg 612w, https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/test-4-300x200.jpg 300w, https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/test-4-270x180.jpg 270w, https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/test-4-369x246.jpg 369w, https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/10/test-4-99x66.jpg 99w" sizes="(max-width: 612px) 100vw, 612px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>O Atlético de Madrid perdeu 10 dos últimos 16 jogos como visitante na Champions League (4V-2E), e cinco dos últimos seis disputados em solo inglês <strong>pela competição</strong>.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, embora já somando duas derrotas com sete gols sofridos em ambas, o Atlético de Madrid tem a seu favor o bom saldo criado na vitória sobre o Eintracht Frankfurt por 5 a 1 no estádio Metropolitano, e o calendário mais traquilo nas próximas rodadas da Champions League, já que com exceção ao jogo contra a Inter de Milão na capital espanhola, os <em>Colchoneros</em> enfrentarão Union St. Gilloise (c), PSV Eindhoven (f), Galatasaray (f) e Bodo/Glimt (c).</p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, um caminho que não assusta o Atlético de Madrid, acima de tudo após a sequência invicta estabelecida nas últimas oito rodadas da LaLiga, abrangendo os quatro empates e quatro vitórias, todas conquistadas no estádio Metropolitano, incluindo a goleada por 5 a 2 sobre o Real Madrid, que renderam a subida dos <em>Rojiblancos</em> ao 4º lugar na classificação. Isso explica porque a <em>Opta Analyst</em> lhes coloca com 75% de chances de garantir uma vaga nos playoffs de repescagem da Champions League, projetando 11 pontos na fase de liga.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, ainda que tenhamos muita água pra passar por baixo da ponte no restante da temporada, o atual cenário retrata que, para ao menos brigar por títulos, o Atlético de Madrid precisará melhorar — e muito — as performances defensiva e como visitante. Então, que esse avanço comece já a partir do próximo compromisso no estádio de La Cartuja, diante do Betis.</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2025/10/23/o-cholismo-ruiu-no-instante-em-que-a-defesa-passou-a-ser-um-problema-para-simeone/">O &#8216;Cholismo&#8217; ruiu no instante em que a defesa passou a ser um problema para Simeone</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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		<title>O Mundial de Clubes expôs a necessidade de grandes mudanças no Atlético de Madrid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 21:28:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ser goleado pelo Paris Saint-Germain não é nenhum absurdo na atualidade, que o diga a Inter de Milão. E por mais que a inédita conquista da Champions League não tenha saciado o apetite do faminto PSG, é inegável que o duro revés por 4 a 0 sofrido pelo Atlético de Madrid na estreia da Copa [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Ser goleado pelo Paris Saint-Germain não é nenhum absurdo na atualidade, que o diga a Inter de Milão. E por mais que a inédita conquista da Champions League não tenha saciado o apetite do faminto PSG, é inegável que o duro revés por 4 a 0 sofrido pelo Atlético de Madrid na estreia da Copa do Mundo de Clubes da FIFA evidenciou a necessidade de grandes mudanças no clube espanhol.</p>



<p class="has-medium-font-size">Apesar do calor primaveril californiano foi impressionante a falta de competitividade do Atlético de Madrid, algo que sempre foi a marca registrada da equipe sob o comando de Diego Simeone. Aliás, isso explica porque goleá-la sempre foi difícil para qualquer oponente, o que aumenta os méritos do PSG, que inclusive deixou a sensação de que a derrota por 4 a 0 ficou no lucro aos <em>Colchoneros</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, o que vimos ao longo dos noventa minutos foi a verdadeira extensão da temporada europeia com o PSG voando em campo, e o Atlético de Madrid apresentando a mesma apatia desde o início de abril, oriunda das quedas na Champions League, Copa do Rei e LaLiga, cujo ponto fraco mais uma vez foi o vulnerável lado esquerdo do time, seja com Javi Galán e Samuel Lino no primeiro tempo, seja com Reinildo e Connor Gallagher na etapa final.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Maiores derrotas do Atlético Madrid desde que Simeone é o treinador &#8211; todas em competições internacionais:<br>4-0 ???????? Dortmund, 2018<br>4-0 ???????? Bayern, 2020<br>4-0 ???????? Benfica, 2024<br>4-0 ???????? PSG, 2025 <a href="https://t.co/IDbLLkuHfE">pic.twitter.com/IDbLLkuHfE</a></p>&mdash; Playmaker (@playmaker_PT) <a href="https://twitter.com/playmaker_PT/status/1934614601171165201?ref_src=twsrc%5Etfw">June 16, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">E como não poderia deixar de ser, a justificativa dada por Diego Simeone depois do atropelamento no Rose Bowl Stadium foi a arbitragem. É óbvio que o treinador argentino não criticará os seus atletas publicamente, porém essa narrativa de que o Atlético de Madrid é sempre perseguido pelos árbitros, ou luta sozinho contra tudo e todos, já não cola há tempos e, como resultado, acaba o diminuindo como instituição. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, esse &#8216;vitimismo&#8217; passou a interferir de maneira totalmente negativa ao Atlético de Madrid, a julgar pela mais recente eliminação frente o rival Real Madrid nas oitavas-de-final da Champions League, na qual os <em>Rojiblancos</em> perderam nas penalidades em função do leve toque a mais na bola dado por Julián Alvarez no momento da cobrança. Pois é, passados três meses, eles ainda reclamam deste lance.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, essa mentalidade que persistirá no Atlético de Madrid pelo fato de estar enraizada tanto na cultura do <em>cholismo</em> quanto na do próprio clube, por vezes tem o poder de motivá-lo, vide o exemplo do último 4 a 0 sofrido pelos pupilos de Diego Simeone. Na ocasião, eles caíram diante do Benfica, ainda na fase de liga da Champions League, em circunstâncias bastante similares em comparação a essa na Califórnia.</p>



<p class="has-medium-font-size">Posteriormente, embora derrotado pelo Lille por 3 a 1 em pleno estádio Metropolitano, o Atlético de Madrid embalou uma série de cinco vitórias consecutivas no torneio continental, incluindo os triunfos por 2 a 1 ante PSG e Bayer Leverkusen, que foram determinantes para a classificação direta dos <em>Colchoneros</em> às oitavas-de-final em virtude da 5ª melhor campanha da fase de liga.     </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133937739048655957-3.jpg" alt="" data-id="107717" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133937739048655957-3-e1750187166405.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=107717" class="wp-image-107717"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Na atual temporada, o Atlético de Madrid já havia vencido o PSG por 2 a 1 no Parque dos Príncipes, em partida válida pela 4ª rodada da fase de liga da Champions League.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, a recuperação do Atlético de Madrid na Copa do Mundo de Clubes é absolutamente possível, sobretudo porque o <em>Atleti </em>já enfrentou o adversário mais forte do grupo, como é o caso do PSG, e vitórias nas próximas partidas frente Botafogo e Seattle Sounders, provavelmente, lhe renderá uma vaga no estágio mata-mata da competição.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, independente de uma reviravolta no Mundial, certamente mudanças ocorrerão no Atlético de Madrid, é claro, não através da saída de Diego Simeone após 14 anos, mas sim por intermédio da vinda de jogadores comprometidos e motivados para defender as cores do time, substituindo outros históricos que, até por conta da idade, já não entregam mais o esperado em meio ao fim dos seus respectivos ciclos.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, ao ser questionado sobre suas decisões táticas após a derrota para o PSG, Diego Simeone respondeu dando um claro e direto recado de que o Atlético de Madrid precisa ser mais agressivo no mercado ao ressaltar que o PSG gastou o montante de 70 milhões de euros na compra de Khvicha Kvaratskhelia em janeiro, quando Luis Enrique solicitou a contratação um ponta-esquerda, lembrando que o <em>Atleti</em> foi o clube que mais investiu em reforços na edição passada da LaLiga (185 milhões de euros).  </p>



<p class="has-medium-font-size">Neste sentido, a intenção inicial do Atlético de Madrid é reforçar a lateral-esquerda, tendo em vista que Reinildo e Javi Galán já provaram não ter condições de vestir a camisa do clube. Todavia, com os fracassos nas negociações envolvendo Álvaro Carreras e Miguel Gutiérrez, a tendência é que Lucas Digne, atualmente no Everton, seja contratado na reabertura da janela, enquanto Andrew Robertson, do Liverpool, segue como plano B.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda pensando em fortalecer o lado esquerdo da equipe, o Atlético de Madrid mira a contratação de Álex Baena que, indiscutivelmente, seria muito benvindo na disputa da Copa do Mundo de Clubes. Além do meio-campista do Villarreal, Cristian Romero ou Piero Hincapié também podem desembarcar na capital espanhola, já que os <em>Colchoneros</em> também pretendem trazer um zagueiro canhoto. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, outro nome que deve pintar no Atlético de Madrid é Johnny Cardoso, que segundo a mídia madrilenha já aceitou a proposta para transferir-se ao clube, o que significa que resta agora o acerto junto ao Betis. Por sinal, a ausência de um volante forte na marcação para ajudar Pablo Barrios e Rodrigo De Paul no meio-campo foi visível diante do amplo domínio no setor por parte de Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz na estreia da Copa do Mundo de Clubes.</p>



<p class="has-medium-font-size">Assim, com essas quatro contratações o Atlético de Madrid espera voltar a competir com as principais potências do futebol europeu na próxima temporada. A ver!</p>
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		<title>Ainda resta o Mundial de Clubes ao Atlético de Madrid na temporada 2024-25</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 19:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há exatamente um mês o Atlético de Madrid iniciava março repleto de expectativas, isso porque o triunfo por 1 a 0 sobre o Athletic Bilbao mantinha os Colchoneros separados a apenas um ponto da liderança da LaLiga, às vésperas dos decisivos clássicos contra Real Madrid e Barcelona, válidos pela Champions League e pela Copa do [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Há exatamente um mês o Atlético de Madrid iniciava março repleto de expectativas, isso porque o triunfo por 1 a 0 sobre o Athletic Bilbao mantinha os <em>Colchoneros </em>separados a apenas um ponto da liderança da LaLiga, às vésperas dos decisivos clássicos contra Real Madrid e Barcelona, válidos pela Champions League e pela Copa do Rei, nos quais eles decidiriam as partidas de volta atuando em seus domínios.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar ainda, que naquela oportunidade o Atlético de Madrid havia sofrido somente uma derrota — para o Leganés, por 1 a 0 — em 26 jogos disputados, aliás, um ciclo que incluía a sequência de 15 vitórias consecutivas na temporada, a maior série da equipe em 14 anos sob o comando de Diego Simeone. Diante deste cenário, era evidente porque a conquista da inédita tríplice coroa chegou a ser uma realidade ao <em>Atleti</em>.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, as águas calmas do mar do Atlético de Madrid se agitaram depois do verdadeiro <em>tsunami</em> causado pela queda frente o Real Madrid nas oitavas-de-final da Champions League, uma situação até previsível considerando o histórico contra o seu principal algoz no torneio continental, mas que ganhou proporções ainda maiores devido a forma pela qual a eliminação aconteceu.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="374" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/133876377117602943-e1743693702966.jpg" alt="" data-id="104926" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/04/133876377117602943-e1743693702966.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=104926" class="wp-image-104926"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Curiosamente, o Atlético de Madrid perdeu todas as seis eliminatórias contra o Real Madrid pela Champions League, incluindo as decisões de 2014 e 2016.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Após derrota por 2 a 1 no Santiago Bernabéu, o Atlético de Madrid rapidamente igualou a contagem do placar agregado antes do ponteiro do relógio completar a primeira volta no estádio Metropolitano. E como o resultado se estendeu até o final do tempo normal e da prorrogação, os rivais madrilenhos decidiram a vaga nas quartas-de-final da Champions League nas penalidades, onde os <em>Rojiblancos</em> perderam em função do milimétrico toque na bola na cobrança de Julián Alvarez. </p>



<p class="has-medium-font-size">A partir de então, a casa do Atlético de Madrid desmoronou a ponto de afetar por completo o lado anímico do time, algo que, obviamente, se intensificou com o técnico Diego Simeone, além da própria diretoria na figura do presidente Enrico Cerezo, questionarem o lance de Julián Alvarez até hoje, sempre deixando a entender que a UEFA interferiu na classificação do Real Madrid. Logo, é inegável que isso acaba influenciando de maneira negativa a parte psicológica dos atletas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, precisando lidar com a enorme pressão fora das quatro linhas, dentro de campo os jogadores do Atlético de Madrid ainda sentiram o efeito do desgaste físico nesta decisiva reta final de temporada, dentre eles os mais veteranos como Antoine Griezmann, um dos principais nomes do <em>Atleti</em>, que desde o começo de março não foi capaz de realizar uma boa atuação, e olha que ele já se aposentou dos compromissos internacionais pela seleção francesa. </p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, o Atlético de Madrid venceu somente o jogo em que se despediu da Champions League desde o primeiro encontro com o Real Madrid pelas oitavas-de-final da competição. Para se ter uma ideia, os pupilos de Diego Simeone conquistaram um de nove possíveis pontos neste período pela LaLiga, em razão das derrotas para Getafe (2&#215;1) e Barcelona (4&#215;2), e do empate contra o Espanyol na rodada anterior (1&#215;1).</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o golpe de misericórdia sobre o Atlético de Madrid veio nas semifinais da Copa do Rei, marcado pelo quarto confronto ante o Barcelona na atual temporada. Com o empate em 4 a 4 no jogo de ida na Catalunha — disputado na época em que os <em>Colchoneros</em> ainda viviam uma ótima fase no final de fevereiro —, bastava uma simples vitória na capital espanhola para que eles avançassem à tradicional decisão no estádio Olímpico de La Cartuja. </p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, o gol de Ferrán Torres, aos 27 minutos do primeiro tempo, foi suficiente para o Barcelona derrotar o Atlético de Madrid, que num curto espaço de 21 dias sofreu duas duríssimas eliminações em pleno estádio Metropolitano, lembrando que o revés por 5 a 4 na soma dos placares foi pra lá de enganoso por tudo o que o <em>Barça</em> produziu nas semifinais, especialmente no jogo de ida.   </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="ca" dir="ltr">???? Atlético Madrid’s last 11 games:<br><br>➖ Real Madrid<br>➖ Celta<br>✅ Valencia<br>➖ Barcelona<br>✅ Athletic Club<br>❌ Real Madrid<br>❌ Getafe<br>✅ Real Madrid (Eliminated from UCL)<br>❌ Barcelona<br>➖ Espanyol<br>❌ Barcelona (Eliminated from CdR) <a href="https://t.co/B7JDOLs4Bp">pic.twitter.com/B7JDOLs4Bp</a></p>&mdash; Atletico Universe (@atletiuniverse) <a href="https://twitter.com/atletiuniverse/status/1907554500404978118?ref_src=twsrc%5Etfw">April 2, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, é importante destacar que mesmo jogando em casa e precisando da vitória em pelo menos uma hora de jogo, o Atlético de Madrid não finalizou uma única vez no gol do Barcelona. De fato, o máximo foi uma pressão maior através de cruzamentos na área adversária nos instantes finais da partida. Ou seja, muito pouco para a equipe que gastou mais em comparação ao próprios catalães nesta temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por este motivo, a elimiação na Copa do Rei trouxe à tona as velhas dúvidas de sempre, já que o Atlético de Madrid tem condições e qualidade técnica para atuar de forma ofensiva mais tempo durante os jogos. Em outras palavras, se arriscar mais, o que não ocorre em decorrência da essência do <em>Cholismo</em>, uma vez que o treinador Diego Simeone só manda o time ao ataque quando é realmente inevitável.  </p>



<p class="has-medium-font-size">A abordagem de Diego Simeone nos grandes jogos é não sofrer gols e, na medida do possível, achar um durante as partidas para vencê-las. Contra o Real Madrid no estádio Metropolitano, por exemplo, o Atlético de Madrid abdicou de atacar mesmo em meio a favorável circunstância de atuar diante da sua torcida, e depois de ter balançado as redes aos 28 segundos de bola rolando. Pois é, e o preço da covardia custou o adeus na Champions League!</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O time está competindo muito bem. Fomos bem na Champions League e na Copa do Rei. Perdemos por 4 a 5 contra um adversário que joga muito bem e mereceu passar. Estamos competindo bem na La Liga e vamos continuar da mesma forma. </p><cite>Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">Em resumo, o Atlético de Madrid continua adotando a filosofia de jogar posicionado em seu próprio campo com cinco peças compondo a primeira linha da defesa, três homens marcando no meio-campo, e outros dois na frente em busca dos contra-ataques. Basicamente é isso, até que um resultado adverso o obriga a atacar quando o final do jogo se aproxima e não lhe resta outra alternativa, isto é, um absoluto desperdício de futebol.   </p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, da mesma maneira que Diego Simeone merece aplausos por ter mudado o status do Atlético de Madrid ao torná-lo uma das principais forças do futebol espanhol e europeu, ele também deve ser criticado por essa pobreza na forma de jogar, sobretudo porque a equipe tem plena capacidade de atacar, vide os 40% de tentos marcados por jogadores que vem do banco de reservas, ou do um terço de gols feitos nos acréscimos das partidas até aqui na temporada. É claro, todos oriundos dos raros e obrigatórios momentos em que os <em>Rojiblancos</em> precisam se lançar ao ataque.</p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, eliminado da Copa do Rei e da Champions League, o Atlético de Madrid vê a corrida rumo ao título espanhol comprometida por conta da distância de nove pontos do líder da LaLiga, Barcelona, e dos seis em relação ao Real Madrid. Inclusive, a diferença sobre o quarto colocado Athletic Bilbao é menor, o que se subentende que o Mundial de Clubes aparece como a última possibilidade dos <em>Colchoneros</em> encerrarem a temporada dando uma volta olímpica. </p>



<p class="has-medium-font-size">Quer dizer, praticamente nada pra quem, há um mês, almejava a tríplice coroa!</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2025/04/03/ainda-resta-o-mundial-de-clubes-ao-atletico-de-madrid-na-temporada-2024-25/">Ainda resta o Mundial de Clubes ao Atlético de Madrid na temporada 2024-25</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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		<title>A maldição da Champions League mais uma vez assombrou o Atlético de Madrid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 18:58:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Connor Gallagher abriu o placar do Dérbi de Madrid aos 27 segundos de jogo, igualando rapidamente a contagem do placar agregado do clássico no estádio Metropolitano (2&#215;2), a sensação era a de que o Atlético de Madrid, enfim, superaria o Real Madrid num mata-mata de Champions League. Em contrapartida, seguindo à risca a filosofia [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Quando Connor Gallagher abriu o placar do <em>Dérbi de Madrid</em> aos 27 segundos de jogo, igualando rapidamente a contagem do placar agregado do clássico no estádio Metropolitano (2&#215;2), a sensação era a de que o Atlético de Madrid, enfim, superaria o Real Madrid num mata-mata de Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, seguindo à risca a filosofia do <em>Cholismo</em>, o Atlético de Madrid recuou as linhas optando por jogar em bloco baixo, passando a ceder a bola ao Real Madrid a fim de explorar os contra-ataques, isso porque que na cabeça de Diego Simeone a equipe sofrerá menos se atuar de forma compacta e bem posicionada na defesa do que ofensivamente, oferecendo espaços para transições do adversário.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, embora levemente, o Atlético de Madrid seguiu sendo o melhor time, em especial, por anular o Real Madrid que mesmo com o estrelado quarteto de ataque completo em campo não foi capaz de levar perigo ao gol de Jan Oblak. Do outro lado, Thibaut Courtois trabalhou mais ao realizar sete defesas, com destaque as duas difíceis intervenções nos arremates de Julián Alvarez.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Desta maneira, a mudança feita por Diego Simeone em relação à partida de ida, ao promover as entradas de Reinildo e Connor Gallagher na formação titular para ocupar as vagas de Javi Galán e Samuel Lino, surtiram o efeito esperado, a julgar que os <em>Colchoneros</em> conseguiram neutralizar o jogo de Rodrygo, destaque no Real Madrid no triunfo por 2 a 1 no Santiago Bernabéu.   </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/ChampionsLeague?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ChampionsLeague</a> ????????<br><br>Thibaut Courtois foi o Destaque Sofascore de Atlético Madrid 1-0 Real Madrid!<br><br>???? 7 defesas (!)<br>???? 4 defesas em finalizações na área (!)<br>???? 0.89 gols evitados (!)<br>???? 87% bolas defendidas (!)<br>???? Nota Sofascore 8.5 <a href="https://t.co/MxK2uG76p2">pic.twitter.com/MxK2uG76p2</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://twitter.com/SofascoreBR/status/1899959273959891063?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Mas apesar de tamanha prudência por parte do Atlético de Madrid, saiu dos pés de Vinícius Júnior a chance mais clara do jogo, porém o craque brasileiro desperdiçou a penalidade sofrida por Kylian Mbappé, aos 25 minutos da etapa final. Por sinal, a primeira cobrança perdida por ele defendendo as cores do clube, que coroou a pífia partida do camisa 7, substituído no final da prorrogação, parece que com a intenção de Carlo Ancelotti preservá-lo na decisão por pênaltis.</p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, tudo foi definido nas penalidades, algo que os pupilos de Diego Simeone tanto buscaram no decorrer dos 210 minutos do <em>Dérbi de Madrid</em>, em que eles abriram mão de atacar de modo mais incisivo e contundente o desgastado Real Madrid, que literalmente se arrastou durante a prorrogação. Ao mesmo tempo, um ato de bastante coragem do clube que luta contra a famosa <em>Maldição de Pupas</em>, mediante o oponente cuja sorte na Champions League até surpreende.</p>



<p class="has-medium-font-size">Dito e feito, ainda no segundo pênalti efetuado pelo Atlético de Madrid, cobrado por Julián Alvarez, a <em>Maldição de Pupas</em> se fez valer no estádio Metropolitano, visto que o artilheiro do time na temporada com 22 gols resvalou suavemente na bola com o pé de apoio ao escorregar na hora do chute. Ou seja, dois toques e pênalti anulado ao <em>Atleti</em>, uma ação que demorou para ser compreendida tanto pelos pouco mais de 69.000 torcedores, quanto pelos jogadores.  </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">⭐ La UEFA demuestra que Julián Álvarez toca dos veces<br><br>???? El organismo europeo ha emitido un comunicado en el que adjunta el vídeo del penalti en Champions <a href="https://t.co/ht4x3nRiVy">pic.twitter.com/ht4x3nRiVy</a></p>&mdash; MARCA (@marca) <a href="https://twitter.com/marca/status/1900208766332604904?ref_src=twsrc%5Etfw">March 13, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, o gesto de anulação feito pelo árbitro Szymon Marciniak, bem como a correção no resultado do placar do estádio instantes depois, criaram um clima de absoluta frustração no Metropolitano, que ainda vivenciou um momento de festa com o erro de Lucas Vázquez, mas quase imediatamente o sofrimento voltou com Marcos Llorente acertando o travessão. Por fim, o gol de Antonio Rudiger na última cobrança, por pouco não defendida por Jan Oblak, encerrou a trajetória do Atlético de Madrid na Champions League, mais uma vez diante do carrasco Real Madrid.</p>



<p class="has-medium-font-size">Sim, mais uma vez porque esta foi a sexta dentre as seis eliminatórias perdidas pelo Atlético de Madrid frente o maior rival na Champions League. A propósito, derrotas que já ocorreram de diversas formas como através do gol de empate de Sergio Ramos nos acréscimos da final de 2014 em Lisboa, que se estendeu para um 4 a 1 na prorrogação, ou nas penalidades da segunda decisão entre eles dois anos depois em Milão.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Soma-se a isso, duas quedas em semifinais, uma em quartas-de-final, além desta mais recente nas oitavas-de-final. Em outras palavras, uma verdadeira sina na Champions League, sobretudo porque o retrospecto dos <em>Colchoneros</em> no <em>Dérbi de Madrid</em> não se repete em outras competições, vide o exemplo da classificação do Atlético de Madrid também nas oitavas da edição passada da Copa do Rei, ou então, o título da Supercopa da UEFA em 2018.    </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-9-e1741886854252.jpg" alt="" data-id="104243" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-9-e1741886854252.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=104243" class="wp-image-104243"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Somando seis eliminações, o Atlético de Madrid se tornou o clube mais vezes desclassificado por um mesmo oponente na história da Champions League.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, o precoce adeus do Atlético de Madrid na Champions League acabou com as possibilidades de Diego Simeone conquistar, nesta temporada, o único título que lhe falta no clube, considerando que ele já ergueu todos os demais canecos possíveis como são os casos de LaLiga, Copa do Rei, Europa League, Supercopa da Espanha e Supercopa da Europa ao longo dos 14 anos no comando do <em>Atleti</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, o progresso do Atlético de Madrid desde a chegada do técnico Diego Simeone é notório, podendo inclusive ser simbolizado por intermédio da inaguração do moderníssimo estádio Metropolitano, em 2017, além dos 200 milhões de euros investidos pelos <em>Rojiblancos</em> em contratações de reforços somente na atual temporada. </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer modo, o Atlético de Madrid segue vivo na corrida pelos títulos da LaLiga e da Copa do Rei, onde terá o Barcelona como próximo adversário em ambas competições. Logo, são consideráveis as chances do clube madrilenho terminar essa temporada dando uma volta olímpica, até proque a <em>Maldição de Pupas</em> já levou a Champions League pra longe do Metropolitano.</p>
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		<title>A essência do Atlético de Madrid pode fazer diferença no momento mais decisivo da temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 13:43:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Nunca deixe de crer&#8221;, a frase que mais representa o Atlético de Madrid e está constantemente estampada através de faixas, bandeiras e cachecóis no estádio Metropolitano, se fez valer na visita ao Barcelona pelo jogo de ida das semifinais da Copa do Rei. A propósito, uma das partidas de semifinal mais eletrizante da história do [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">&#8220;Nunca deixe de crer&#8221;, a frase que mais representa o Atlético de Madrid e está constantemente estampada através de faixas, bandeiras e cachecóis no estádio Metropolitano, se fez valer na visita ao Barcelona pelo jogo de ida das semifinais da Copa do Rei.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, uma das partidas de semifinal mais eletrizante da história do torneio por tudo o que aconteceu no estádio Olímpico de Montjuic. A começar porque em apenas 6 minutos de jogo o Atlético de Madrid abriu uma confortável vantagem de 2 a 0 no placar com gols da dupla de ataque Julián Alvarez e Antoine Griezmann, deixando a sensação de que o confronto frente o Barcelona estava precocemente resolvido.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o que nem o mais pessimista dos torcedores <em>rojiblancos</em> imaginava é que o <em>Barça</em> viraria a contagem ainda na etapa inicial através dos gols de Pedri, Pau Cubarsí e Iñigo Martínez, e aos 29 minutos do segundo tempo ampliaria a vantagem com Robert Lewandowski, após grande jogada e assistência de Lamine Yamal. Não à toa, gritos de olé foram entoados nos instantes finais da partida cuja impressão era a de que a vaga dos <em>blaugranas</em> na decisão da Copa do Rei estava assegurada.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, assim como escrevi num artigo recente <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.soccerblog.com.br/2025/01/23/jamais-subestime-o-atletico-de-madrid/" target="_blank">jamais subestime o Atlético de Madrid</a>, afinal, trata-se de um clube que nunca desiste, tampouco nas situações mais adversas em que ele parece se fortalecer. Pois é, e o Barcelona sentiu isso na pele quando Marcos Llorente, aos 39 minutos, e Alexander Sorloth, aos 48 minutos, igualaram o marcador dando números finais ao jogo: 4 a 4.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/02/11-2-e1740596440940.jpg" alt="" data-id="103803" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/02/11-2-e1740596440940.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=103803" class="wp-image-103803"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Embora titular em apenas 13 dos 37 jogos desde que chegou ao Atlético de Madrid no início da temporada, Alexander Sorloth já contabiliza o montante de 13 gols pelo clube.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, novamente ficou claro que umas das principais armas do Atlético de Madrid é a profundidade do qualificado plantel de Diego Simeone que permite com que jogadores que iniciam as partidas no banco de reservas, por vezes, decidam as partidas. Para se ter uma ideia, 15 gols e cinco assistências registradas pelo <em>Atleti</em> na temporada tiveram peças de reposição como autores, sendo que Alexandre Sorloth, artilheiro entre os suplentes na Europa, marcou oito deles. </p>



<p class="has-medium-font-size">Outro detalhe não menos relevante é a força física e mental do Atlético do Madrid, o clube dentre as cinco principais ligas europeias que fez mais gols após os 35 minutos do segundo tempo na temporada 2024-25. Dos 28 gols marcados a dez minutos do final dos jogos, onze foram decisivos para vitórias e cinco para empates. Soma-se a isso o fato de que 16 deles foram assinalados nos acréscimos. &nbsp; </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="fi" dir="ltr">94&#39; Koke vs Girona<br>92&#39; Correa vs Athletic<br>94&#39; Julián vs Valencia<br>90&#39; Josema vs Leipzig<br>90&#39; Julián vs Celta<br>95&#39; Correa vs Real Madrid<br>99&#39; Sørloth vs Leganés<br>93&#39; Correa vs PSG<br>92&#39; Sørloth vs Valladolid<br>92&#39; De Paul vs Cacereño<br>96&#39; Julián vs Cacereño<br>94&#39; Grizi vs Sevilla<br>96&#39; Sørloth… <a href="https://t.co/ZMl3I5slNq">pic.twitter.com/ZMl3I5slNq</a></p>&mdash; Atlético de Madrid (@Atleti) <a href="https://twitter.com/Atleti/status/1894731893352149209?ref_src=twsrc%5Etfw">February 26, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Inclusive, é absolutamente comum que partidas com placares tão extensos sejam de baixo nível técnico e repletas de falhas por parte das equipes. Entretanto, este não foi o caso em Montjuic, onde Barcelona e Atlético de Madrid fizeram um grande jogo e se sobressaíram nos momentos em que se propuseram a atacar, ainda que num curtíssimo espaço de tempo como foi o caso do esquadrão de Diego Simeone, aos cinco minutos iniciais e nos últimos dez.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, essa é uma das críticas que tenho em relação ao técnico Diego Simeone, já que na minha opinião eu acredito que o Atlético de Madrid jogaria melhor se atuasse mais tempo de maneira ofensiva, ocupando o campo adversário e, é claro, o pressionando, a julgar pelo alto rendimento dos <em>colchoneros</em> no decorrer das poucas fases das partidas em que isso acontece. </p>



<p class="has-medium-font-size">É óbvio que o Atlético de Madrid não precisa atuar ofensivamente durante os noventa minutos de uma partida, mas deveria atacar mais tempo. Outro caso que serve como exemplo para justificar essa tese foi o duelo das quartas-de-final da edição 2021-22 da Champions League diante do Manchester City, em que os espanhóis perderam pelo placar mínimo no Etihad Stadium, e ainda assim só decidiram ir pra cima dos ingleses no terço final do jogo de volta, quando por pouco não balançaram as redes. Como resultado, o <em>Atleti</em> se despediu da competição com um amargo empate sem gols em pleno estádio Metropolitano.   </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, o Atlético de Madrid retorna à capital espanhola no lucro depois de estar perdendo do Barcelona por 4 a 2 a seis minutos do término da partida. E apesar dos poucos minutos em campo, Alexander Sorloth foi mais uma vez decisivo a favor dos <em>rojiblancos</em> ao sair do banco de reservas e deixar a sua marca nos acréscimos, da mesma forma que ele já havia feito há exatos dois meses na primeira vitória de Diego Simeone ante os <em>blaugranas</em> em solo catalão. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Alexander Sørloth nos últimos 5 jogos contra o Barcelona por Real Sociedad, Villarreal e Atlético de Madrid:<br><br>???? 3V-1E-1D (!)<br>⚽ 5 gols (3 seguidos após os 90 mins!)<br>???? 3 assistências (!)<br>???? 8 participações em gols (!)<br>⏰ 38 mins p/ participar de gol (!)<br>???? 2.0 finalizações p/… <a href="https://t.co/xuuW1rK0BL">pic.twitter.com/xuuW1rK0BL</a></p>&mdash; Sofascore Brasil (@SofascoreBR) <a href="https://twitter.com/SofascoreBR/status/1894524026510516547?ref_src=twsrc%5Etfw">February 25, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que o jogo de ida das semifinais da Copa do Rei abriu a complexa sequência que o Atlético de Madrid terá de encarar até o jogo de volta que ocorrerá somente no dia 02 de abril, lembrando que neste interím os <em>colchoneros</em> enfrentarão Athletic Bilbao, Getafe, Espanyol e o próprio Barcelona, todos pela LaLiga, além do Real Madrid, em duas oportunidades pelas oitavas-de-final da Champions League. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, é inegável que essa remontada em Montjuic veio num ótimo momento ao Atlético de Madrid, por mais que isso seja tão fundamental ao confiante time que se mantém invicto contra Real Madrid e Barcelona na atual temporada somando três empates e uma vitória. Além disso, três dos próximos quatro clássicos ante os rivais espanhóis serão disputados no estádio Metropolitano, palco em que os <em>colchoneros</em> perderam um dos 18 jogos realizados no período — do Lille pela fase de liga da Champions League, por 3 a 1.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, o Atlético de Madrid, derrotado uma única vez nos últimos 25 compromissos, vem provando a cada partida ter totais condições de brigar pelas três frentes nesta temporada (LaLiga, Copa do Rei e Champions League), algo que será realmente esclarecido por intermédio do regresso, ou não, dos <em>colchoneros</em> à decisão da Copa do Rei após longos 12 anos.     </p>



<p class="has-medium-font-size">A ver!</p>
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		<title>Jamais subestime o Atlético de Madrid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 13:16:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda que válida pela fase de liga da Champions League, a partida contra o Bayer Leverkusen representava uma verdadeira decisão de campeonato ao Atlético de Madrid em função de todo o contexto que rodeava a visita dos atuais campeões alemães ao estádio Metropolitano. A começar porque os Colchoneros estariam diante do melhor oponente em seus [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Ainda que válida pela fase de liga da Champions League, a partida contra o Bayer Leverkusen representava uma verdadeira decisão de campeonato ao Atlético de Madrid em função de todo o contexto que rodeava a visita dos atuais campeões alemães ao estádio Metropolitano.</p>



<p class="has-medium-font-size">A começar porque os <em>Colchoneros</em> estariam diante do melhor oponente em seus domínios até aqui na temporada, inclusive superior ao Real Madrid, que quando os enfrentou no final de setembro atravessava uma fase irregular, lembrando que a derrota do Atlético de Madrid pelo placar mínimo frente o modesto Leganés na rodada anterior da LaLiga encerrou a série de 15 vitórias seguidas da equipe na temporada, aliás, a sequência mais longa sob o comando de Diego Simeone.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, a forte ligação envolvendo o treinador Xabi Alonso junto ao Real Madrid, clube pelo qual ele atuou profissionalmente entre 2009 e 2014, também colaborou para aumentar o clima de hostilidade por parte da torcida do Atlético de Madrid, pois não é surpresa pra ninguém que o Santiago Bernabéu se apresenta como o provável próximo destino do técnico do Bayer Leverkusen depois da saída de Carlo Ancelotti.   </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1-11.jpg" alt="" data-id="102534" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1-11-e1737564930315.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=102534" class="wp-image-102534"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Este foi o primeiro embate entre Diego Simeone e Xabi Alonso como treinadores. Ambos já haviam se enfrentado como jogadores, e com Simeone de técnico encarando Alonso como jogador.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, embora conhecido como o clube que nunca desiste, eram poucos ou quase nenhum os torcedores <em>rojiblancos</em> que imaginavam que o Atlético de Madrid sairia de campo com os três pontos após o término do primeiro tempo, afinal, o Bayer Leverkusen foi ao intervalo vencendo o jogo por 1 a 0, dominando as ações com 66% de posse de bola, e com um jogador a mais devido a expulsão de Pablo Barrios, aos 25 minutos.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, mais uma vez ficou provado que situações adversas fortalecem o Atlético de Madrid, já que mesmo em desvantagem numérica por cerca de 50 minutos, os pupilos de Diego Simeone foram capazes de equilibrar a partida e, de forma aguerrida, viraram o marcador. Por sinal, uma reviravolta que teve como destaque o novo ídolo do <em>Atleti</em>, Julián Alvarez, autor dos gols da vitória por 2 a 1. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">???? | Atlético win it late!<br><br>• xG: 0.77 – 0.84<br>• Shots (on target): 5 (2) – 13 (4)<br>• Big chances: 2 – 1<br>• Touches in pen. area: 12 – 18<br>• Possession: 30% – 70%<br><br>Hosts were a goal down and a man down at half-time, but they continued to fight and eventually scored with both of… <a href="https://t.co/RmFPaUSJjC">pic.twitter.com/RmFPaUSJjC</a></p>&mdash; Sofascore Football (@SofascoreINT) <a href="https://twitter.com/SofascoreINT/status/1881829762907193583?ref_src=twsrc%5Etfw">January 21, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Logo, ao mesmo tempo que o Manchester City se vangloria por ter um ataque formado por Erling Haaland e Phil Foden, o Liverpool por ter Mohamed Salah e Luis Díaz, o Real Madrid por ter Kylian Mbappé e Vinícius Júnior, o Barcelona por ter Robert Lewandowski e Raphinha, ou a Inter de Milão por ter Lautaro Martínez e Marcus Thuram, o Atlético de Madrid não fica pra trás pelo fato de contar com Julián Alvarez e Antoine Griezmann, que juntos já balançaram as redes o montante de 28 vezes na temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, o Atlético de Madrid também se dá ao luxo de contar com Ángel Correa, que mesmo sendo reserva registra o total de 5 gols e três assistências em 28 aparições até então. A propósito, esse é um dado que revela a força do elenco dos <em>Rojiblancos</em>, certamente, o mais poderoso desde a chegada de Diego Simeone ao clube em 2011, um ponto até exaltado pelo treinador adversário Xabi Alonso na coletiva pré-jogo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, a qualidade do plantel, somada a variedade de opções no banco de reservas, permitem com que Diego Simeone modifique a forma do Atlético de Madrid jogar. Nesta partida ante o Bayer Leverkusen, por exemplo, o treinador argentino preferiu armá-lo de maneira defensiva no 5-4-1, formação que mudou ao 4-3-2 no segundo tempo com a entrada de Reinildo no lugar de Javi Galán na lateral-esquerda, enquanto Marcos Llorente, Rodrigo De Paul e Giuliano Simeone preencheram uma linha de três no meio-campo com Antoine Griezmann e Julián Alvarez no ataque.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas apesar da mudança tática, o Atlético de Madrid assinalou um índice ainda mais baixo de 25% de posse de bola nos 45 minutos finais da partida, o que retrata que o <em>Cholismo</em> segue rendendo o esperado, considerando que os <em>Colchoneros</em> também obtiveram taxas inferiores a 40% nas outras importantes vitórias sobre Barcelona e Paris Saint-Germain, ou seja, dois times que gostam de controlar os jogos assim como o Bayer Leverkusen. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1-12-e1737565476539.jpg" alt="" data-id="102538" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1-12-e1737565476539.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=102538" class="wp-image-102538"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Atlético de Madrid igualará o recorde de quatro vitórias seguidas na Champions League obtido em novembro de 2016, se vencer o RB Salzburg na próxima rodada do torneio.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, ter a bola nunca foi uma preocupação ao Atlético de Madrid, de Diego Simeone, onde o que realmente importa são &#8220;as pernas e o coração&#8221;. Em contrapartida, as críticas em torno do <em>Cholismo</em> cresceram nos últimos anos à medida que jogadores de maior nível técnico foram sendo contratados e o <em>Atleti</em> não evoluia em campo, até mesmo a ponto da capacidade do treinador argentino ser questionada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, as 15 recentes vitórias consecutivas do Atlético de Madrid, que lhe renderam a liderança da LaLiga, bem como as viradas sobre RB Leipzig (2&#215;1), Leganés (3&#215;1), Alavés (2&#215;1), Cacereño (3&#215;1) e Sevilla (4&#215;3), além da atual quinta colocação na tabela da fase de liga da Champions League, encerraram qualquer tipo de dúvida em relação ao <em>Cholismo</em>.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que são 15 de 21 possíveis pontos conquistados pelo Atlético de Madrid<em> </em>na Champions League por intermédio da campanha composta por 5 vitórias, 2 derrotas, 16 gols marcados e 11 sofridos nos sete jogos realizados, o que significa que os <em>Colchoneros</em> estarão diretamente classificados às oitavas-de-final do torneio continental se conseguirem um simples triunfo contra o já eliminado, RB Salzburg, na última rodada da fase de liga. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em outras palavras, mais uma confirmação de que Atlético de Madrid e Diego Simeone jamais devem ser subestimados, que o digam Barcelona, PSG e Bayer Leverkusen.</p>
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		<title>A transformação do Atleti na temporada, o colocou na briga pelo título espanhol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Dec 2024 02:14:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Atlético Madrid]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[Colchoneros]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Simeone]]></category>
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		<category><![CDATA[LaLiga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Unió Esportiva Vic, Las Palmas, PSG, Mallorca, Alavés, Sparta Praga, Valladolid, Cacereño, Sevilla e Slovan Bratislava. Eis as vítimas do Atlético de Madrid nos últimos dez jogos, que deixaram os Colchoneros a apenas três partidas de igualar a maior série de vitórias seguidas sob o comando de Diego Simeone. A propósito, desde o último revés, [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Unió Esportiva Vic, Las Palmas, PSG, Mallorca, Alavés, Sparta Praga, Valladolid, Cacereño, Sevilla e Slovan Bratislava. Eis as vítimas do Atlético de Madrid nos últimos dez jogos, que deixaram os <em>Colchoneros</em> a apenas três partidas de igualar a maior série de vitórias seguidas sob o comando de Diego Simeone.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, desde o último revés, sofrido diante do Betis, já são 46 dias, ou 1 mês e quinze dias só vencendo ao longo desta sequência que inclui partidas da Champions League, da LaLiga e da Copa do Rei. Em outras palavras, um claro demonstrativo que os <em>Rojiblancos</em> brigarão com Real Madrid e Barcelona pelo título espanhol, condição esta, que até o final de setembro se apresentava inimaginável ao time que encerrava o mês na quarta colocação da tabela.</p>



<p class="has-medium-font-size">Inclusive, naquela oportunidade o trabalho de Diego Simeone vinha sendo bastante questionado, acima de tudo por conta dos 185 milhões de euros gastos na janela de transferências de meio de ano. Não à toa, a dúvida era se o treinador argentino seria capaz de liderar um projeto tão ambicioso, cujo principal ponto era fazer do Atlético de Madrid um time mais dinâmico, especialmente porque isso não vinha acontecendo em meio as chegadas de Julián Álvarez, Connor Gallagher, Alexander Sorloth, Robin Le Normand e Clément Lenglet.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/12/capa-11-e1734054079418.jpg" alt="" data-id="101239" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/12/capa-11-e1734054079418.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=101239" class="wp-image-101239"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O Atlético de Madrid foi o clube que mais investiu em contratações na atual temporada do futebol espanhol. Ainda assim, os<em> </em>Colchoneros têm o terceiro elenco mais valioso da LaLiga.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, embora não seja possível saber se os <em>Colchoneros</em> terão a consistência necessária para vencerem a corrida pelo título espanhol ao término da temporada, já podemos afirmar que Diego Simeone está em vias de achar a melhor versão deste repaginado Atlético de Madrid, por ter equilibrar todos os setores da equipe que, hoje, se defende e ataca com total eficiência.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, a principal mudança realizada por Diego Simeone para encontrar a fórmula do sucesso foi alterar o esquema tático do <em>Atleti</em> para o 4-4-2, isto é, resgatar as suas próprias raízes no clube, tendo em vista que o primeiro título da LaLiga conquistado por <em>Cholo</em> no Atlético de Madrid, bem como os dois vices da Champions League, vieram com os <em>Rojiblancos</em> atuando nesta formação.</p>



<p class="has-medium-font-size"> Na ocasião, Diego Simeone montou um Atlético de Madrid compacto, forte fisicamente, bastante sólido na defesa, e que atuava com as linhas baixas explorando tanto os contra-ataques quanto as bolas paradas. Curiosamente, esse estilo de jogo tão peculiar de Simeone ganhou o rótulo de <em>Cholismo</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, na conquista do segundo título da LaLiga na era Diego Simeone, os <em>Colchoneros</em> já haviam aderido o 3-5-2, com os alas Kieran Trippier e Yannick Carrasco tendo papel preponderante defensiva e ofensivamente. E apesar da estrutura com três zagueiros, Simeone ainda mantinha a tradição de jogar com uma dupla de ataque, na época formada por Luis Suárez e João Félix.</p>



<p class="has-medium-font-size">Talvez por este motivo, Diego Simeone tenha insistido no 3-5-2 durante toda a temporada passada até o começo da atual, mas a sucessão de maus resultados, somada ao futebol aquém das expectativas apresentado em campo, meio que obrigaram o treinador de 54 anos de idade a retomar as origens ao reimplementar o 4-4-2.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/12/capa-12-e1734055830710.jpg" alt="" data-id="101262" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/12/capa-12-e1734055830710.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=101262" class="wp-image-101262"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>A atual sequência de dez vitórias do Atlético de Madrid é a segunda mais longa sob a liderança de Diego Simeone, só perdendo para a série de 13 triunfos de 2012.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">E foi a partir de então que o Atlético de Madrid passou a evoluir, a começar pelo surgimento do novato Pablo Barrios, que não sentiu o peso de assumir o bastão do ídolo Koke. A qualidade na saída de bola, aliada a alta capacidade física e a facilidade em atuar como terceiro zagueiro em determinados momentos das partidas — quando o time se defende com uma linha de cinco homens —, fizeram o jovem volante formado nas categorias de base do clube cair rapidamente nas graças de Diego Simeone e da torcida.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, os outros pilares dessa transformação do Atlético de Madrid são Giuliano Simeone e Connor Gallagher, que encaixaram perfeitamente no sistema de jogo de Diego Simeone, ambos atuando na faixa central, porém com o argentino jogando aberto pela direita e o inglês pela esquerda, ao passo que Pablo Barrios e Rodrigo De Paul completam o meio-campo por dentro.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Apesar de jogar centralizado no Chelsea, Connor Gallagher vem performando muito bem atuando aberto pela esquerda, onde tem a parceria do lateral Javi Galán, outra peça que também pode jogar como terceiro zagueiro se preciso for. Com ótimo passe e poder de marcação, o meio-campista da seleção inglesa contribui na defesa e no ataque, fazendo as vezes de volante ao lado de Rodrigo De Paul durante as fases defensivas, e de meia de criação nas ofensivas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Do outro lado, Giuliano Simeone é a grande surpresa da temporada e, com absoluta certeza, não ganhou a titularidade somente por ser filho do treinador. Incansável como o pai nos tempos de jogador, o meia argentino luta por todas as bolas e faz uma excelente dupla com Marcos Llorente pela direita. Como Llorente é um lateral mais físico e agudo, que ataca com frequência o corredor, Giuliano faz uma bela dobradinha pelas beiradas, além de também exercer funções táticas fundamentais na parte defensiva. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="214" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/12/capa-10-e1734053577865.jpg" alt="" class="wp-image-101230"/><figcaption>                          <strong><em>Mapas de calor: Giuliano Simeone / Connor Gallagher (LaLiga 2024-25)</em></strong></figcaption></figure>



<p class="has-medium-font-size">No ataque, o recém-contratado Julián Álvarez, que teve um início morno no Atlético de Madrid, literalmente engrenou, a julgar pelos 5 gols marcados nos últimos cinco jogos, o que é fruto da incrível união com Antoine Griezmann, lembrando que além de balançar as redes, o ex-jogador do Manchester City se movimenta de forma constante no ataque, abrindo espaços para quem vem detrás, fazendo tabelas, triangulações, e dando assistências. Por sinal, já são cinco nesta temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, jamais poderíamos deixar de citar Antoine Griezmann, um cara que nasceu pra vestir a camisa do Atlético de Madrid. Ainda que sem a mesma disposição física de outrora, o camisa 7 continua sendo extremamente decisivo e goleador. É a principal referência do time não apenas por ser o maior artilheiro da história do <em>Atleti</em> com 192 tentos, mas também por ser o líder de participação em gols da equipe na temporada com 11 gols e seis assistências.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar ainda que outra grande arma do Atlético de Madrid é o banco de reservas pra lá de qualificado. Para se ter uma ideia, nomes como César Azpilicueta, Nahuel Molina, Reinildo, Axel Witsel, Koke, Thomas Lemar, Rodrigo Riquelme, Samuel Lino, Ángel Correa, Alexander Sorloth, e o zagueiro da seleção espanhola campeã da Euro 2024, Robin Le Normand, estavam à disposição de Diego Simeone no último jogo da LaLiga contra o Sevilla. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, o baixo nível técnico da maioria dos adversários enfrentados pelo Atlético de Madrid neste ciclo de dez vitórias — incluindo o PSG que vive uma péssima fase —, coloca em dúvida a real situação dos comandados de Diego Simeone, algo que pode cair por terra, ou não, na última partida do ano frente o Barcelona pela LaLiga.  </p>
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		<title>Combo de reforços de peso mudam o status do Atlético de Madrid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 14:58:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os mais de 180 milhões de euros já investidos pelo Atlético de Madrid nesta janela de transferências, retratam a clara intenção do clube espanhol em voltar a brigar por grandes coisas na próxima temporada. Decerto, porque a temporada 2023-24 apresentou um saldo negativo ao Atlético de Madrid, quarto colocado da LaLiga — com a colaboração [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Os mais de 180 milhões de euros já investidos pelo Atlético de Madrid nesta janela de transferências, retratam a clara intenção do clube espanhol em voltar a brigar por grandes coisas na próxima temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Decerto, porque a temporada 2023-24 apresentou um saldo negativo ao Atlético de Madrid, quarto colocado da LaLiga — com a colaboração do surpreendente Girona —, sendo apenas a terceira vez que os <em>colchoneros</em> não encerravam o campeonato no pódio desde que Diego Simeone assumiu o comando técnico da equipe em 2011. Contudo, a longa distância de 19 pontos em comparação ao líder Real Madrid, reflete a campanha aquém das expectativas por parte do <em>Atleti</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Já nas copas, o Atlético de Madrid decepcionou ao cair diante do Borussia Dortmund nas quartas-de-final da Champions League, por intermédio de uma virada dos alemães que perderam o jogo de ida por 2 a 1, e venceram o jogo de volta por 4 a 2 no Signal Iduna Park, inclusive marcando os dois gols que selaram a classificação em um curto espaço de três minutos. Enquanto isso, na Copa do Rei os <em>rojiblancos</em> se despediram do torneio nas semifinais devido ao duríssimo revés por 4 a 0, no agregado, sofrido frente o campeão Athletic Bilbao.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/08/14-1024x682.jpg" alt="" data-id="96985" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2024/08/14-e1723050254667.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=96985" class="wp-image-96985"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O único motivo para o Atlético de Madrid comemorar na temporada anterior foi o fato de não ter perdido do Real Madrid na LaLiga, além de tê-lo eliminado nas oitavas da Copa do Rei.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Mas além das campanhas, o fraco desempenho em campo também deixou uma marca negativa na última temporada do Atlético de Madrid, em especial o do setor defensivo, há anos considerado o ponto forte dos comandados de Diego Simeone. Para se ter uma ideia, o <em>Atleti</em> foi vazado o montante de 68 vezes ao longo das 54 partidas disputadas no período, o que corresponde a uma elevada média de 1,26 tento sofrido por jogo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Por este motivo, a prioridade do Atlético de Madrid nesta janela de meio de ano era reforçar a defesa, sobretudo depois das saídas de Stefan Savic, Mario Hermoso e Gabriel Paulista. À vista disso, os <em>colchoneros</em> abriram os cofres para contratar Robin Le Normand junto a Real Sociedad por 34,5 milhões de euros. Ainda assim, um valor classificado como baixo para o zagueiro que foi um dos destaques da seleção espanhola na Euro 2024.</p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, por mais que o elenco <em>rojiblanco</em> seja composto por seis zagueiros — incluindo Robin Le Normand —, a tendência é que mais uma peça seja contratada para o setor juntamente com um segundo volante, qualificado para exercer o <em>box-to-box</em>. Por sinal, o principal nome na lista de Diego Simeone era o de Mikel Merino, mas como o ex-jogador da Real Sociedad acertou a sua ida ao Arsenal, o Atlético de Madrid segue negociando a vinda do plano B, Conor Gallagher.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, a transferência de Conor Gallagher só não foi concretizada porque Atlético de Madrid e Chelsea incluíram o atacante Samu Omorodion como parte do negócio que gira em torno de 40 milhões de euros. Entretanto, é importante destacar que o volante que defendeu as cores da Inglaterra na Euro 2024 não se reapresentou ao conjunto londrino para a realização da pré-temporada por já estar acertado com os madrilenhos. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, se a novela envolvendo Conor Gallagher vem tendo arrastados capítulos, a outra referente ao atacante Alexander Sorloth teve um rápido desfecho, tanto é, que o norueguês não apenas estreou, como até balançou as redes duas vezes com a camisa do Atlético de Madrid no último amistoso realizado pelo clube na Ásia, que terminou com a goleada por 6 a 1 sobre o modesto Kitchee, de Hong Kong.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">¡Victoria en Hong Kong en un nuevo test de pretemporada! ❤️🤍<a href="https://twitter.com/hashtag/A%C3%BApaAtleti?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#AúpaAtleti</a> | <a href="https://twitter.com/hashtag/KitcheeAtleti?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#KitcheeAtleti</a> <a href="https://t.co/76OdiMTdsL">pic.twitter.com/76OdiMTdsL</a></p>&mdash; Atlético de Madrid (@Atleti) <a href="https://twitter.com/Atleti/status/1821182750910771433?ref_src=twsrc%5Etfw">August 7, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a cereja do bolo está prestes a ser anunciada, aliás, é bastante provável que essa notícia seja confirmada minutos depois da publicação deste artigo. Trata-se da impactante contratação de Julián Álvarez, que trocará o Manchester City pelo Atlético de Madrid por 75 milhões de euros fixos, mais 20 milhões em bônus de possíveis metas alcançadas.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que Julián Álvarez entrou em rota de colisão com Pep Guardiola em função de uma entrevista concedida durante a participação da Argentina nas Olimpíadas de Paris 2024, onde o jogador do Manchester City reclamou da falta de oportunidades em grandes jogos pelo clube, algo que não agradou o treinador espanhol porém, por outro lado, motivou Diego Simeone a lhe apresentar o projeto esportivo do Atlético de Madrid, em que ele teria papel de protagonista.</p>



<p class="has-medium-font-size">Posteriormente, ainda que a pública discussão tenha sido apaziguada tanto por Julián Álvarez quanto por Pep Guardiola, a realidade é que a relação entre ambos azedou a ponto do atacante argentino deixar o Manchester City, clube pelo qual disputou 103 jogos, marcou 36 gols, e ergueu seis canecos, lembrando que para trazê-lo os <em>colchoneros </em>precisaram efetuar verdadeira engenharia econômica para não infringir as regras do rigoroso Fair Play Financeiro da LaLiga.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, outro reforço que desembarcou no Metropolitano foi João Félix, cujo contrato de empréstimo junto ao Barcelona se encerrou em junho. Apesar das antigas divergências, Diego Simeone afirmou que pretende contar com o jogador mais caro da história do Atlético de Madrid (127 milhões de euros), o que não pareceu ser uma simples declaração somente para não desvalorizá-lo, até porque ele segue participando normalmente da pré-temporada do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, diante deste pesadíssimo combo de reforços, fica evidente que a capital espanhola terá outro clube para chamar de galático na próxima temporada.</p>



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