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	<title>Inter de Milão- SoccerBlog</title>
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	<description>Blog sobre futebol</description>
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	<title>Inter de Milão- SoccerBlog</title>
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		<title>Inter de Milão, campeã italiana 2025-26</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 16:50:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há cicatrizes que jamais desaparecem completamente no futebol italiano. A Inter de Milão descobriu isso da maneira mais cruel possível ao término da temporada passada. Depois de perder o Scudetto por apenas um ponto para o Napoli, cair diante do rival Milan nas semifinais da Coppa Italia e ainda sofrer a traumática goleada por 5 [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Há cicatrizes que jamais desaparecem completamente no futebol italiano. A Inter de Milão descobriu isso da maneira mais cruel possível ao término da temporada passada. Depois de perder o <em>Scudetto</em> por apenas um ponto para o Napoli, cair diante do rival Milan nas semifinais da Coppa Italia e ainda sofrer a traumática goleada por 5 a 0 diante do Paris Saint-Germain na decisão da Champions League, muitos acreditavam que aquele ciclo<em> </em>interista havia chegado ao fim. </p>



<p class="has-medium-font-size">E não poderia ser diferente, o ambiente era pesado, o vestiário demonstrava sinais claros de desgaste emocional e até a liderança do elenco parecia ameaçada. Diante deste cenário, o assunto em torno dos <em>Nerazzurri</em> era mais sobre reconstrução do que sobre títulos. Parecia improvável imaginar que poucos meses depois aquela mesma equipe pisaria novamente no topo do <em>Calcio</em>. Mas o futebol, assim como a cidade de Milão, também é feito de contrastes. Entre a queda e a redenção existe apenas uma temporada. E a Inter escolheu responder ao fracasso da maneira mais dolorosa possível para seus rivais: vencendo.</p>



<p class="has-medium-font-size">O triunfo por 2 a 0 sobre o Parma na noite de ontem (03) confirmou matematicamente aquilo que já parecia inevitável nas últimas semanas. A Inter de Milão conquistou o seu 21º título italiano e garantiu o <em>Scudetto</em> com três rodadas de antecedência. A vantagem de 12 pontos sobre o vice-líder Napoli encerrou qualquer possibilidade de reação e transformou o fim da Serie A em uma celebração antecipada no Giuseppe Meazza. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diferentemente da temporada anterior, marcada pelo drama até a última rodada, dessa vez a Inter fechou a porta antes que qualquer suspense pudesse sobreviver. A Serie A terminou sem fotografia emocionante na reta final, sem sofrimento calculado, sem necessidade de milagres. Houve apenas a confirmação de uma equipe que aprendeu com os próprios traumas e transformou a dor em combustível competitivo. A volta olímpica acontece de modo merecido e simbólico para um clube que passou o ano tentando se reencontrar consigo mesmo.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Dalle ombre nasce una nuova forza.<br>Ciò che era si dissolve, lasciando spazio a ciò che deve rinascere.<br>Il Biscione cambia pelle, rinasce più forte e scrive un nuovo capitolo della sua storia.<br>Un simbolo eterno, che si rinnova per tornare a dominare sul palcoscenico più… <a href="https://t.co/J3U9d9AMS1">pic.twitter.com/J3U9d9AMS1</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2051039139420930077?ref_src=twsrc%5Etfw">May 3, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O mais impressionante nessa conquista talvez seja justamente o contexto em que ela aconteceu. A chegada de Cristian Chivu ao comando técnico da equipe não foi recebida exatamente com unanimidade entre os torcedores interistas. Afinal, substituir Simone Inzaghi depois de um ciclo tão forte parecia um desafio gigantesco para um treinador de apenas 45 anos e ainda no início da carreira. O treinador romeno havia acabado de salvar o Parma do rebaixamento nas rodadas finais da edição anterior da Serie A, trabalho digno, mas distante da pressão que envolve um gigante europeu. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, a realidade é que a Inter de Milão precisava de estabilidade emocional, precisava reorganizar o ambiente interno e reconstruir a confiança de um plantel devastado pelos acontecimentos recentes. E foi justamente isso que Cristian Chivu conseguiu fazer. Sem grandes revoluções táticas ou discursos exagerados, ele devolveu equilíbrio ao clube. Um ano depois de lutar contra o descenso, ele escreve o próprio nome na história do futebol italiano como campeão nacional ao, coincidentemente, derrotar o Parma por 2 a 0.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque o cenário interno da Inter após a goleada sofrida frente o PSG era extremamente delicado. A relação entre Lautaro Martínez e Hakan Çalhanoglu atravessava momentos turbulentos durante a disputa do Mundial de Clubes da FIFA, criando um clima desconfortável no vestiário. Havia dúvidas sobre liderança, sobre comprometimento e principalmente sobre continuidade. Em muitos clubes, derrotas daquele tamanho costumam iniciar processos irreversíveis de decadência. </p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, o futebol europeu está repleto de exemplos, equipes que jamais conseguiram se recuperar emocionalmente depois de uma final continental traumática. A Inter parecia caminhar exatamente nessa direção. O medo de uma queda brusca de rendimento era absolutamente compreensível. Ainda mais quando o Napoli, atual campeão italiano, se reforçava com a contratação de Kevin De Bruyne, elevando ainda mais o nível de exigência na disputa pelo <em>Scudetto</em>.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">SIAMO I CAMPIOOOOONI D&#39;ITALIA 🏆🇮🇹 🖤💙<a href="https://twitter.com/BYDGlobal?ref_src=twsrc%5Etfw">@BYDGlobal</a> <a href="https://t.co/37iymHJLxJ">pic.twitter.com/37iymHJLxJ</a></p>&mdash; Inter ⭐⭐ (@Inter) <a href="https://twitter.com/Inter/status/2051039011855077633?ref_src=twsrc%5Etfw">May 3, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E durante boa parte da temporada, especialmente até o final de março, existia sim uma sensação de desconfiança em relação à Inter de Milão. A equipe frequentemente decepcionava nos grandes jogos e dava sinais de instabilidade emocional nos confrontos mais pesados. Os <em>Nerazzurri</em> olhavam para clássicos e partidas decisivas sem aquela confiança absoluta de outrora. Mas existe uma característica que costuma separar campeões de candidatos comuns: a capacidade de fazer a lição de casa repetidamente. E nisso os pupilos de Cristian Chivu foram impecáveis. Enquanto rivais desperdiçavam pontos contra oponentes menores, eles construíam sua campanha rodada após rodada, quase sem ruído, de forma constante ao longo da Serie A. E campeonatos de pontos corridos raramente perdoam irregularidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Os números ajudam a explicar por que esse título terminou nas mãos da Inter com relativa tranquilidade. Foram míseras cinco derrotas em toda a campanha, a menor quantidade entre todos os clubes da competição. O ataque marcou impressionantes 82 tentos, desempenho ofensivo inferior apenas aos registrados por Bayern de Munique e Barcelona dentre as cinco principais ligas europeias. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, o saldo positivo de 51 gols chega a ser constrangedor para o restante da concorrência italiana. Nenhum adversário conseguiu acompanhar o ritmo ofensivo <em>nerazzurri</em> durante a maior parte da temporada. A Inter também termirá a Serie A como a equipe com mais vitórias. Não houve título conquistado apenas pela camisa ou pela tradição histórica. Houve superioridade estatística, consistência coletiva e capacidade de sobrevivência nos momentos de turbulência emocional. Em um campeonato tão longo, isso faz total diferença.</p>



<p class="has-medium-font-size">Existe um dado particularmente simbólico na campanha da Inter: apenas uma derrota nas últimas 23 rodadas da Serie A. E justamente para quem? Para o eterno rival, no <em>Derby della Madonnina</em>. É quase poético perceber que o único tropeço relevante no período de maior estabilidade da equipe tenha ocorrido exatamente no clássico que mais mexe emocionalmente com a cidade de Milão. Fora isso, a caminhada foi praticamente perfeita. Somente em 2026, são 14 vitórias, quatro empates e somente um revés. Enquanto Napoli e Milan tentavam encontrar regularidade, os <em>Nerazzurri</em> transformavam a consistência em uma arma fatal. Houve um momento em que a disputa ainda parecia aberta, principalmente até março. Mas quando abril começou, a sensação era clara: o trinco havia finalmente se fechado. A Inter liderava e controlava a competição.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="580" height="384" data-id="116709" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-6-e1777909761798.jpg" alt="" class="wp-image-116709"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Este é o 21º Scudetto da Inter de Milão, o que a coloca dois títulos à frente do Milan, tornando-a o segundo clube mais vitorioso da Itália, atrás apenas da Juventus, 36 vezes campeã.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E talvez esse seja o grande mérito do trabalho de Cristian Chivu. A Inter de Milão campeã não foi necessariamente uma equipe espetacular, tampouco perfeita do início ao fim. Em muitos momentos faltou brilho, intensidade ou imposição nos grandes confrontos. Porém, existiu algo extremamente valioso ao longo da campanha: maturidade competitiva. Chivu conseguiu transformar um time mentalmente abalado em um grupo pragmático, resiliente e eficiente dentro da Serie A. O sucessor de Simone Inzaghi compreendeu que a Serie A exige regularidade quase obsessiva. Não se vence o <em>Scudetto</em> apenas encantando. Ganha-se sobrevivendo aos jogos difíceis de fevereiro, aos empates perigosos de novembro e às armadilhas emocionais dos clássicos locais. A Inter aprendeu isso na dor. E utilizou esse ensinamento como fundamento para dar a volta olímpica.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, a temporada da Inter não pode ser considerada absolutamente perfeita. A eliminação precoce diante do Bodo/Glimt nos playoffs de repescagem da Champions League deixou marcas importantes. Cair para um clube norueguês em um torneio europeu certamente não fazia parte do planejamento. Principalmente depois de ter alcançado a final meses antes. A queda continental trouxe questionamentos legítimos sobre o nível competitivo dos <em>Nerazzurri</em> fora da Itália. Em alguns momentos, a sensação era de que eles haviam perdido parte da agressividade internacional que marcou ciclos anteriores.</p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, isso impede que a temporada seja colocada de maneira imediata no mesmo patamar de grandes campanhas históricas da Inter. Porém, também reforça o valor da recuperação doméstica. Porque em vez de afundar diante das críticas, os <em>Nerazzurri</em> reagiram no ambiente onde precisavam responder com mais urgência, se consolidando como o clube mais forte do futebol italiano na década ao faturar o terceiro <em>Scudetto</em> nos últimos seis anos. </p>



<p class="has-medium-font-size">E a possibilidade da dobradinha torna tudo ainda mais relevante. A decisão da Coppa Italia contra a Lazio no próximo dia 13 oferece à Inter a oportunidade de deixar a temporada ainda melhor. Existe um simbolismo importante nisso tudo. Há um ano, o clube iniciava o verão colecionando decepções e convivendo com um ambiente quase tóxico. Agora, adentra maio celebrando um título nacional e disputando mais uma final. </p>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, isso muda completamente a percepção histórica de um trabalho, afinal o futebol é cruel com derrotados e generoso com vencedores. Se conquistar também a Coppa Italia, Cristian Chivu encerrará seu primeiro ano à frente da Inter ganhando dois títulos relevantes e um processo evidente de reconstrução esportiva e emocional. Pouquíssimos imaginavam isso quando a temporada começou.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="399" data-id="116714" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/05/134196928221705637-7-e1777912562456.jpg" alt="" class="wp-image-116714"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Cristian Chivu se tornou o quinto treinador a vencer o Scudetto em sua primeira temporada no comando da Inter de Milão, após Árpád Weisz, Alfredo Foni, Giovanni Invernizzi, e Josè Mourinho.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Milão é uma cidade acostumada à elegância. A moda, a arquitetura, o design e até o futebol carregam essa estética sofisticada típica do norte italiano. Mas a Inter campeã na temporada 2025-26 talvez represente algo diferente. Não foi uma equipe construída apenas sobre beleza ou espetáculo. Foi uma equipe construída sobre resistência, capacidade de se reerguer depois da humilhação pública sofrida na final europeia, e que teve a coragem de reorganizar um vestiário fraturado, além de suportar críticas constantes em meio a um ambiente de enorme pressão, nem sempre com brilho absoluto, porém com frieza, disciplina e paciência.</p>



<p class="has-medium-font-size">Também por isso a Inter já pode ser chamada sem exageros de o time da década no <em>Calcio</em>. São três títulos italianos nas últimas seis temporadas, conquistados sob diferentes treinadores, diferentes contextos e até diferentes gestões administrativas. Poucos clubes italianos conseguiram manter um padrão competitivo tão sólido no período. Enquanto gigantes históricos atravessaram crises profundas de identidade e reconstrução, os <em>Nerazzurri</em> permaneceram constantemente relevantes. </p>



<p class="has-medium-font-size">Mesmo em meio a derrotas dolorosas, mudanças de ciclo e até eliminações traumáticas, a Inter de Milão continuou voltando para disputar títulos importantes. Isso diz muito sobre a força estrutural construída em Appiano Gentile. O futebol italiano talvez já não exerça o mesmo domínio europeu de décadas passadas, mas dentro desse novo cenário continental a Inter continua sendo referência de estabilidade competitiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">No fim das contas, talvez o grande ensinamento dessa conquista esteja justamente no fato de que o futebol raramente oferece finais definitivos. Há um ano, a narrativa ao redor da Inter era quase melancólica. Hoje, os mesmos jogadores caminham diante dos torcedores interistas erguendo o 21º <em>Scudetto</em>. A diferença entre fracasso e glória às vezes está escondida em pequenos detalhes emocionais invisíveis para quem olha de fora. Cristian Chivu utilizou toda aquela dor como combustível interno. E talvez seja exatamente isso que torne esse título tão simbólico para a história recente do clube.</p>



<p class="has-medium-font-size">Porque algumas conquistas valem mais do que apenas uma taça levantada no céu de Milão. Algumas representam sobrevivência. Representam reconstrução. Representam a recusa em aceitar que uma goleada, uma eliminação ou um vestiário conturbado sejam suficientes para destruir um gigante europeu. A Inter de Milão não venceu apenas a Serie A. Ela venceu o peso psicológico da própria queda. E em um esporte tão emocional quanto o futebol, poucas coisas possuem mais valor do que isso.</p>
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		<title>A Inter e o Renascimento Depois da Queda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 20:37:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Milão é uma cidade onde o tempo não passa — ele ecoa. Sob as sombras eternas do Duomo, onde o mármore branco testemunha séculos de ambição humana, a Internazionale construiu sua própria catedral invisível, erguida não com pedra, mas com memória, dor e glória. Como as pinceladas pacientes de Leonardo da Vinci em “A Última [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Milão é uma cidade onde o tempo não passa — ele ecoa. Sob as sombras eternas do Duomo, onde o mármore branco testemunha séculos de ambição humana, a Internazionale construiu sua própria catedral invisível, erguida não com pedra, mas com memória, dor e glória. Como as pinceladas pacientes de Leonardo da Vinci em “A Última Ceia”, cada temporada é uma tentativa de capturar o instante perfeito, aquele momento onde o efêmero se torna eterno. A Inter sempre pertenceu a esse espaço entre o fracasso e a redenção, entre a queda e o renascimento. Porque em Milão, cair não é o fim. É parte do ritual. É parte da construção de algo maior do que o próprio presente.</p>



<p class="has-medium-font-size">A temporada passada deixou cicatrizes profundas, feridas que não aparecem nos uniformes, mas vivem na consciência coletiva do clube. A tríplice coroa escapou por entre os dedos como areia, não em um único golpe, mas em uma sucessão cruel de despedidas. O <em>scudetto</em> que desapareceu na última rodada. A Coppa Italia interrompida no caminho pelo rival que habita o mesmo teto. E a Champions League, onde o sonho encontrou seu fim mais brutal. Não é preciso reviver cada detalhe, porque o que realmente importa não é a queda em si, mas o que nasce depois dela. Porque os grandes clubes não são definidos por suas vitórias. São definidos pela forma como sobrevivem às suas derrotas.</p>



<p class="has-medium-font-size">E foi exatamente ali, no silêncio que sucede o fracasso, que a Internazionale começou a se transformar. Como um artista renascentista que destrói sua própria obra para recriá-la com maior perfeição, o clube mergulhou em si mesmo. Aprendeu com a dor. Aprendeu com a perda. Aprendeu que a grandeza não está em evitar o sofrimento, mas em utilizá-lo como matéria-prima. A Inter desta temporada não é apenas uma equipe mais forte. É uma equipe mais consciente. Mais madura. Mais preparada para enfrentar o peso de suas próprias expectativas. Porque algumas derrotas não enfraquecem. Elas revelam.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="580" height="387" data-id="115577" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2026/02/134149434988248003-11-e1771359255426.jpg" alt="" class="wp-image-115577"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>No Derby d&#8217;Italia, Cristian Chivu completou o jogo de número 40 à frente da Internazionale. No geral, são 29 vitórias, 3 empates e oito derrotas acumuladas no período.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">O Campeonato Italiano, com sua história densa e sua lógica implacável, raramente perdoa aqueles que hesitam. E por isso, cada ponto conquistado é uma declaração de intenção. A Inter entendeu essa linguagem. Entendeu que o <em>scudetto</em> não é ganho apenas nos grandes palcos, mas nos jogos silenciosos, nas tardes comuns, nos confrontos onde a obrigação pesa mais do que a inspiração. É ali que os campeões se constroem. E nesta temporada, os <em>Nerazzurri</em> têm sido implacáveis. Não tropeçam onde antes vacilavam. Não permitem que o acaso se torne rotina. Agem com a frieza de quem aprendeu a lição.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas a Serie A é feita de confrontos que transcendem a tabela. E poucos carregam tanto simbolismo quanto o <em>Derby d’Italia</em>. Juventus e Inter não são apenas adversários. São forças opostas, visões diferentes de poder e identidade. E quis o destino que esse encontro acontecesse no <em>Dia dos Namorados</em>, como se o próprio futebol decidisse ironizar a ideia de amor com noventa minutos de rivalidade pura. Porque ali não há romance. Há apenas confronto. Há apenas sobrevivência. Há apenas o peso de tudo o que essas camisas representam.</p>



<p class="has-medium-font-size">A vitória por 3 a 2 não foi apenas um resultado. Foi uma ruptura. Durante muito tempo, a Inter carregou dúvidas nos grandes jogos, como se uma sombra invisível a acompanhasse nos momentos decisivos. As derrotas recentes contra rivais diretos alimentaram essa narrativa, criando uma sensação incômoda de incompletude. O talento existia. A estrutura também. Mas faltava a prova definitiva. Faltava o momento onde o time olharia para o próprio reflexo e reconheceria sua força. E foi exatamente isso que aconteceu no San Siro.</p>



https://x.com/Inter/status/2022791266044440879?s=20



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Nem mesmo a vantagem numérica trouxe conforto imediato. O futebol, como a arte, não responde à lógica pura. Exige coragem e risco. E Cristian Chivu entendeu isso. Ao abandonar a segurança e lançar sua equipe em um 4-2-4 quase imprudente no segundo tempo, somente com Hakan Çalhanoglu e Piotr Zielinski no meio-campo, ele fez mais do que uma alteração tática. Fez uma declaração de fé. Retirou as amarras. Liberou o instinto. Os <em>Nerazzurri</em> deixaram de atuar com medo de perder e passaram a jogar com a urgência de quem precisava vencer. Foi um ato de ousadia que separa os cautelosos dos históricos.</p>



<p class="has-medium-font-size">E então, nos instantes finais, quando o tempo já parecia resignado ao empate, surgiu Piotr Zielinski. Não como um acaso, mas como uma consequência. Sua trajetória recente reflete a própria Inter: um talento que sem espaço sob o comando de Simone Inzaghi, que carregava dúvidas, que precisava reencontrar seu lugar. E naquele momento, encontrou. Seu gol não foi apenas o gol da vitória. Foi o símbolo de um renascimento coletivo. Porque às vezes, para que um clube reencontre seu destino, é preciso que seus protagonistas também reencontrem o próprio.</p>



<p class="has-medium-font-size">Essa vitória alterou mais do que a tabela. Alterou a percepção. A larga vantagem aberta na liderança não representa apenas números, mas controle. Representa autoridade. Representa a sensação de que, desta vez, o destino não está escapando. A Inter construiu uma distância que, no contexto italiano, carrega enorme significado. Porque o <em>Calcio</em> é um campeonato onde a consistência vale mais do que o brilho. Onde vencer é, antes de tudo, resistir.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Os de cima sobem 📈<br><br>Inter e Milan vencem e seguem firmes no alto da tabela 🔥 <a href="https://t.co/ZtSczRFFFl">pic.twitter.com/ZtSczRFFFl</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://twitter.com/SerieA_BR/status/2023523631956181032?ref_src=twsrc%5Etfw">February 16, 2026</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda existem desafios. Ainda existem fantasmas. O desempenho contra adversários de elite continua sendo um teste constante, uma fronteira que precisa ser cruzada repetidamente até deixar de existir. Mas a diferença agora é interna. A Internazionale não parece mais refém dessas dúvidas. Parece, pela primeira vez em muito tempo, confortável em seu próprio papel. Consciente tanto de sua força, quanto de sua identidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao longo da última década, poucos clubes italianos sustentaram um nível tão alto de competitividade quanto os <em>Nerazzurri</em>. E ainda assim, os títulos conquistados parecem insuficientes para traduzir sua verdadeira dimensão. Talvez porque algumas equipes não sejam definidas apenas pelo que ganham, mas pelo que representam. Pela sensação que deixam. Pela permanência que constroem. A Inter pertence a essa categoria.</p>



<p class="has-medium-font-size">Milão sempre foi uma cidade de reinvenção. Uma cidade onde artistas, arquitetos e visionários desafiaram os limites do possível. A Internazionale carrega esse mesmo espírito. Não é um clube que aceita permanecer estático. É um clube em constante transformação. Cada temporada é uma nova tentativa de alcançar algo maior. Cada vitória é apenas um passo dentro de uma jornada muito mais longa.</p>



<p class="has-medium-font-size">E agora, enquanto a Serie A se aproxima de seu desfecho, a Inter caminha com a serenidade de quem entende o rumo seguido. Não com arrogância, mas com consciência. Porque os grandes clubes não correm atrás da história. Eles se tornam parte dela. E sob o céu de Milão, onde o passado e o presente coexistem em silêncio, a Internazionale avança mais uma vez. Não como uma equipe que tenta esquecer suas derrotas. Mas como uma entidade que aprendeu a usá-las como combustível.</p>
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		<title>Os traumas da última temporada já fazem parte do passado para a Inter de Milão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 18:33:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trauma: de acordo com o dicionário &#8216;Aurélio&#8217;, refere-se a uma lesão física (traumatismo) ou, mais comumente em psicologia, a uma experiência emocional intensamente dolorosa que causa uma marca duradoura, podendo gerar perturbações psíquicas ou comportamentais, como medo, susto ou sentimentos de desamparo, resultando em uma ferida na psique.  Pois é, e na prática podemos destacar a Inter de Milão [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Trauma: de acordo com o dicionário &#8216;Aurélio&#8217;, refere-se a uma lesão física (traumatismo) ou, mais comumente em psicologia, a uma <em>experiência emocional intensamente dolorosa que causa uma marca duradoura, podendo gerar perturbações psíquicas ou comportamentais, como medo, susto ou sentimentos de desamparo, resultando em uma ferida na psique. </em></p>



<p class="has-medium-font-size">Pois é, e na prática podemos destacar a Inter de Milão para exemplificar um verdadeiro trauma, tendo em vista que os <em>Nerazzurri</em> perderam a oportunidade de vencer a tríplice coroa de uma só vez na reta final da temporada anterior em função da eliminação frente o Milan nas semifinais da Coppa Italia, da queda diante do Napoli na briga pelo <em>Scudetto</em> da Serie A na última rodada, e da maior goleada da história sofrida numa decisão de Champions League.</p>



<p class="has-medium-font-size">E sem querer ser repetitivo, visto que citei todos esses detalhes nos mais recentes artigos que publiquei sobre a Inter de Milão, os torcedores interistas ainda precisaram lidar com o inesperado adeus do técnico Simone Inzaghi que, seduzido pela fortuna saudita, transferiu-se ao Al-Hilal 48 horas depois da derrota por 5 a 0 frente o Paris Saint-Germain na trágica final da Champions League, em Munique. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, após a inusitada negativa por parte de Cesc Fàbregas, Cristian Chivu desembarcou na capital da Lombardia para suceder Simone Inzaghi na Inter de Milão, tendo pela frente a ingrata missão de comandá-la na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, quando todos os traumas dos italianos estavam vivíssimos na memória. Por essa razão, a eliminação contra o Fluminense nas quartas-de-final acabou até sendo um alívio simbolizado pelo desfecho da nebulosa temporada 2024-25. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="114059" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Four-1-e1765891959244.jpg" alt="" class="wp-image-114059"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, Cristian Chivu é dono da maior taxa de vitórias entre os treinadores da Inter de Milão com mais de um jogo no cargo, registrando uma contundente média de 69,2%.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size"> </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, apesar do forte impacto da última temporada a Inter de Milão já se mostra absolutamente recuperada neste final de ano, a julgar pela liderança da Serie A conquistada na vitória por 2 a 1 sobre o Genoa na rodada passada em pleno Luigi Ferraris, que inclusive colocou fim a sequência de cinco jogos consecutivos sem derrotas dos genoveses em meio a chegada do técnico Daniele De Rossi.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, é óbvio que liderar a tabela em dezembro não significa nada considerando que a temporada só termina em maio, sobretudo em se tratado da Serie A, visto que a Inter de Milão é a QUARTA equipe diferente a ocupar o posto mais alto da classicação, por onde também já passaram Napoli, durante 7 rodadas, Milan, em 4, além da Roma, uma única vez, ao longo das 15 jornadas disputadas até aqui, lembrando que essa é a terceira por parte dos <em>Nerazzurri</em>, sendo a primeira de forma isolada.  </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, o elevadíssimo grau de competitividade da Serie A merece um parágrafo em destaque, uma vez que nenhuma outra liga do futebol europeu se mostra tão acirrada quanto a italiana, algo que não é novidade levando em conta que quatro clubes distintos faturaram o <em>Scudetto</em> somente nos últimos seis anos, ou seja, desde o fim da extensa hegemonia de nove temporadas da Juventus.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">L&#39;Inter torna prima in classifica ☑️ <a href="https://t.co/FOPFWHhO7F">pic.twitter.com/FOPFWHhO7F</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA) <a href="https://twitter.com/SerieA/status/2000683784715272685?ref_src=twsrc%5Etfw">December 15, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, a Inter de Milão não dá a volta olímpica pela Serie A desde a histórica vitória sobre o Milan por 2 a 1, em 22 de abril de 2024 — com gols de Francesco Acerbi e Marcus Thuram —, no <em>Derby della Madonnina</em> cujo mando de campo era dos <em>Rossoneri</em>, o que significa que os <em>Nerazzurri </em>festejaram a conquista do 20º <em>Scudetto</em> — com cinco rodadas de antecedência — graças a um triunfo sobre o maior rival pela primeira vez em todos os tempos.</p>



<p class="has-medium-font-size">E passados pouco mais de 600 dias, a Inter de Milão está novamente na liderança da Serie A. Sim, é verdade que a equipe também ocupou a primeira posição na temporada 2024-25, mas nunca até então sob o comando do técnico Cristian Chivu, que apesar de inexperiente se provou inteligente por ter mantido o mesmo esquema tático de Simone Inzaghi, aproveitando assim os bons frutos plantados pelo antecessor, o que não quer dizer que o desempenho em campo seja igual. </p>



<p class="has-medium-font-size">Para se ter uma ideia, a Internazionale, campeã italiana com Inzaghi, encerrou a 15ª rodada da Serie A na temporada 2023-24 contabilizando cinco pontos a mais do que os 33 assinalados no momento. Ademais, naquela oportunidade o time colecionava três derrotas a menos, 37 contra 34 gols marcados e metade dos tentos sofridos, tendo em mente as 14 vezes em que os pupilos de Cristian Chivu já foram vazados na competição.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="es" dir="ltr">🔥 Lautaro Martínez esta temporada con el Inter entre todas las competiciones:<br><br>🔛 18 partidos<br><br>⚽️ 11 goles<br>🅰️ 2 asistencias <a href="https://t.co/vtW6fyVA6r">pic.twitter.com/vtW6fyVA6r</a></p>&mdash; Soy Calcio (@SoyCalcio_) <a href="https://twitter.com/SoyCalcio_/status/1997385006335873093?ref_src=twsrc%5Etfw">December 6, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, apesar dos números defensivos inferiores é notória a evolução da Inter de Milão no que diz respeito a defesa mais ousada, capaz de criar oportunidades e até marcar gols, tanto é que seis dos 33 feitos pelos <em>Nerazzurri</em> na Serie A vieram de defensores, sendo este o maior registro no quesito ao lado do Como. Além disso, por jogar com as linhas mais avançadas, a média de impedimentos gerados subiu de 1,08 para 1,4 por jogo nessa temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">Soma-se a isso, o aspecto de que o número de gols marcados é quase o mesmo em comparação a da campanha do último <em>Scudetto</em>, a exemplo da média de 2,34 por jogo que caiu ligeiramente para 2,27. Todavia, o que muda realmente é o índice de conversão que despencou de 49,6% para 33,9%, devido a taxa de 3,18 da temporada retrasada ante a atual de 4,18, que sinaliza a maior dificuldade da Inter de Milão em aproveitar as grandes ocasiões nas partidas.    </p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, é unânime o fato de que Cristian Chivu precisará ajustar dois pontos primordias para que a Inter de Milão vença mais um <em>Scudetto</em> ao término da temporada. O primeiro deles, a solidez defensiva do clube detentor da sétima melhor defesa do campeonato com uma média próxima a um gol sofrido por jogo. Por fim, começar a capitalizar as diversas chances criadas no decorrer das partidas.</p>



<p class="has-medium-font-size">Se isso acontecer, as probabilidades que hoje colocam a Inter de Milão como a grande candidata à conquista do <em>Scudetto</em> com 49,3% de chances de ganhá-lo certamente aumentarão, afinal, o trauma da temporada 2024-25 já faz parte do passado.</p>



<p class="has-medium-font-size"> </p>
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		<title>O navio da Inter já navega por outros mares e novos ventos, sob o comando de Chivu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 15:34:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2024-25 teve um desfecho tão desastroso à Inter de Milão, que era até difícil imaginar como os Nerazzurri superariam os traumas causados pelas sequentes quedas na semifinal da Coppa Italia diante do rival Milan, na última rodada da Serie A, e na decisão da Champions League por intermédio da goleada por 5 a [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">A temporada 2024-25 teve um desfecho tão desastroso à Inter de Milão, que era até difícil imaginar como os <em>Nerazzurri</em> superariam os traumas causados pelas sequentes quedas na semifinal da Coppa Italia diante do rival Milan, na última rodada da Serie A, e na decisão da Champions League por intermédio da goleada por 5 a 0 frente o PSG, ainda abastecidas pela inesperada saída do técnico Simone Inzaghi.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, passadas as 11 rodadas da Serie A neste início de novembro, já é possível afirmar com total convicção que a Inter de Milão está absolutamente recuperada do drama vivido na última temporada, a julgar que os comandados de Cristian Chivu lideram tanto a Serie A — ao lado da Roma ambos com 24 pontos —, quanto a Champions League — com 100% de aproveitamento juntamente com Bayern de Munique e Arsenal —, após as 4 rodadas iniciais do torneio continental.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que a tabela da Champions League foi pra lá de favorável aos italianos até a 4ª rodada, tendo em vista que eles enfrentaram apenas adversários que, neste momento, estão situados fora da zona de classificação aos playoffs de repescagem, ou seja, posicionados entre os 25º e 36º lugares, como são os casos de Ajax (2&#215;0), Slavia Praga (3&#215;0), Union St. Gilloise (4&#215;0) e Kairat (2&#215;1). </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, fica evidente que a Inter de Milão cumpriu as expectativas ao vencê-los, o que lhe garantiu acumular uma gordura considerável para encarar os próximos dificílimos embates contra Atlético de Madrid (f), Liverpool (c), Arsenal (c) e Borussia Dortmund (f) até o final da fase de liga, lembrando que 16 pontos foram suficientes para os oito melhores clubes avançarem diretamente às oitavas-de-final na primeira edição da Champions League nesse formato.   </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">Halfway through the league phase ✅<a href="https://twitter.com/hashtag/UCL?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#UCL</a> <a href="https://t.co/2mq9nOVtpE">pic.twitter.com/2mq9nOVtpE</a></p>&mdash; UEFA Champions League (@ChampionsLeague) <a href="https://twitter.com/ChampionsLeague/status/1986211750744658155?ref_src=twsrc%5Etfw">November 5, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, a caminhada da Inter de Milão na Serie A não é diferente. Após um começo ruim com duas derrotas em três jogos, os <em>Nerazzurri</em> venceram sete das oito partidas disputadas até a atual pausa referente a Data Fifa, sofrendo somente o revés ante o Napoli neste período cuja mais recente vítima foi a Lazio, derrotada por 2 a 0 no San Siro. Não à toa, eles lideram a Serie A com os mesmos 24 pontos da Roma, ambos com campanhas idênticas (8V-0E-3D), porém superam o clube da capital no saldo de gols.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, o detalhe que mais chama a atenção nessa renovada Inter de Milão, é que sob o comando de Cristian Chivu a equipe passou a jogar de forma mais intensa, agressiva e vertical, características herdadas pelo treinador romeno junto ao futebol americano, esporte do qual ele é um grande fã. Como resultado, as sessões de treinamentos passaram a ser mais longas em comparação às atividades do antecessor Simone Inzaghi, além de priorizarem a parte física.</p>



<p class="has-medium-font-size">A falta de experiência de Cristian Chivu, que havia realizado um único trabalho durante a curta trajetória de 13 jogos à frente do Parma, era um dos pontos que mais preocupava os torcedores interistas. Entretanto, o jovem treinador de 45 anos de idade mostrou enorme maturidade ao manter na Inter de Milão o mesmo esquema tático usado por Simone Inzaghi, que embora tenha fracassado na temporada passada foi crucial para conduzí-la a conquista do <em>Scudetto</em> na retrasada. </p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, a realidade é que Cristian Chivu aproveitou todo o legado deixado por Simone Inzaghi, e aos poucos foi fazendo alguns ajustes a fim de adequar a Inter de Milão de acordo com suas ideias. Soma-se a isso, o fato da confiança depositada pelo ex-treinador do Parma junto ao elenco, a exemplo do goleiro Yann Sommer, que mesmo em meio as duras críticas recebidas depois da derrota para a Juventus por 4 a 3, foi apoiado e mantido entre os titulares. Ademais, a vice-artilharia de Hakan Çalhanoglu nos faz até esquecer que o turco chegou a entrar em rota de colisão ao buscar uma transferência ao Galatasaray antes da temporada.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" data-id="112988" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/11/134056961360593197-10-e1762871234496.jpg" alt="" class="wp-image-112988"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Curiosamente, Inter de Milão e Roma não dividiam a liderança da Serie A desde a 27ª rodada da temporada 2001-02, quando eles somavam 56 pontos no primeiro lugar da tabela. </strong></figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-medium-font-size">   </p>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, o estilo mais ofensivo de Cristian Chivu já coloca a Inter de Milão como dona do melhor ataque da Serie A com 26 gols, o que equivale a uma média de 2,3 marcados por partida. Inclusive, um índice que sobe ainda mais se levarmos em consideração os 15 jogos válidos por todas as competições na temporada, em que o time balançou as redes o montante de 27 vezes, tendo Lautaro Martínez como principal artilheiro com oito tentos assinalados.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Para se ter uma ideia, além de ter o ataque mais goleador da Serie A, a Inter de Milão é também a equipe que mais criou grandes chances de gol no campeonato (47), a líder em escanteios (80), e a detentora do maior número de toques na área dos adversários (379). Não à toa, os <em>Nerazzurri</em> marcaram em TODAS as partidas até aqui na temporada, contabilizando seis gols a mais em relação ao mesmo ciclo da anterior. </p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, um dos maiores méritos de Cristian Chivu foi ampliar o leque de artilheiros da Inter de Milão, pois se Mehdi Taremi, Marko Arnautovic e Joaquín Correa não haviam feito mais que 12 gols em toda a temporada 2024-25, na atual, Lautaro Martínez, Marcus Thuram, Ange-Yoan Bonny e Pio Esposito já registram o total de 19, com seis deles marcados pela dupla de recém-chegados ao clube. Em outras palavras, a <em>ThuLa</em> ganhou a forte concorrência da <em>Pio-Bonny</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por fim, a evolução de Alessandro Bastoni é surpreendente nessa temporada, sobretudo no que diz respeito a construção das jogadas, o que explica porque o zagueiro italiano que se transforma num verdadeiro lateral pela esquerda durantes as fases ofensivas da Inter de Milão ao triangular com Federico Dimarco no setor, já coleciona 4 assistências, sendo três pela Serie A. Quer dizer, um recorde nas cinco principais ligas europeias, em se tratando de um defensor. </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a calejada torcida interista sabe melhor do que ninguém de que nada adianta o sucesso de novembro numa temporada. Em contrapartida, é inegável que a Inter de Milão começou a navegar de forma completamente independente. Com Cristian Chivu no leme, o navio agora segue um rumo diferente, onde os vestígios do passado recente se apagam na mesma proporção que a busca por outros mares e novos ventos se intensificam. </p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>
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		<title>Com a estreia na Serie A se aproximando, a Inter segue priorizando o setor ofensivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 13:48:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O trauma das sucessivas perdas da Coppa Italia, Serie A e Champions League continua vivo na memória da Inter de Milão, por mais que os Nerazzurri estejam diante do início de uma nova temporada. A propósito, superar essas sequelas será o primeiro grande desafio do técnico Cristian Chivu, que inclusive já sentiu o amargo sabor [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">O trauma das sucessivas perdas da Coppa Italia, Serie A e Champions League continua vivo na memória da Inter de Milão, por mais que os <em>Nerazzurri</em> estejam diante do início de uma nova temporada.</p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, superar essas sequelas será o primeiro grande desafio do técnico Cristian Chivu, que inclusive já sentiu o amargo sabor do final de temporada da Inter de Milão ao assumir o antigo posto de Simone Inzaghi poucos dias depois da derrota na decisão da Champions League para a disputa da Copa do Mundo de Clubes, em que os italianos caíram diante do Fluminense nas oitavas-de-final.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, apesar da escassez de títulos o desempenho da Inter de Milão não foi tão ruim, a julgar que os <em>Nerazzurri</em> foram semifinalistas da Coppa Italia, vice-campeões italianos e finalistas da Champions League. Todavia, a forma pela qual essas quedas ocorreram tornaram a temporada da <em>Inter</em> pra lá de tenebrosa, já que a eliminação na copa nacional deu-se contra o eterno rival Milan, enquanto a perda do <em>scudetto</em> para o Napoli foi sacramentada na última rodada da Serie A, e o revés na decisão do torneio continental veio através da sonora goleada por 5 a 0 diante do Paris Saint-Germain.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="395" data-id="109638" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/08/133981792581294576-6-e1754492339763.jpg" alt="" class="wp-image-109638"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A derrota por 5 a 0 na decisão da edição passada da Champions League foi a maior sofrida numa final do torneio, na realidade, o segundo vice da Inter de Milão em três anos.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, um dos principais problemas do trágico desfecho de temporada da Inter de Milão foi a queda de rendimento dos atacantes Lautaro Martínez e Marcus Thuram, em especial por conta das lesões sofridas pela dupla justamente na decisiva reta final. Ao mesmo tempo, uma situação que também expôs que os suplentes Mehdi Taremi, Joaquín Correa e Marko Arnautovic não estavam à altura do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, Joaquín Correa e Marko Arnautovic já deixaram a Inter de Milão neste meio de ano, o nome de Mehdi Taremi segue na lista de negociáveis, e o clube investiu o montante de 23 milhões de euros para contratar Ange-Yoan Bonny junto ao Parma, lembrando que o atacante francês foi um dos destaques dos emilianos na temporada passada com 6 gols e 4 assistências em 38 jogos.</p>



<p class="has-medium-font-size">E como a prioridade da Inter de Milão na temporada é reforçar o setor ofensivo, a vinda de Ademola Lookman está próxima de se concretizar. Aliás, embora o camisa 11 esteja forçando sua saída da Atalanta ao faltar nos treinamentos, a negociação segue emperrada porque o clube de Bergamo exige 50 milhões de euros para vendê-lo, ou seja, dez milhões de euros a mais em relação ao valor oferecido pelos <em>Nerazzurri</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar ainda, que a Inter de Milão já havia contratado o meia-atacante Luis Henrique, ex-Olympique de Marselha, na curta janela de transferências aberta antes da Copa do Mundo de Clubes, o que se significa que a diretoria interista, representada tanto pelo presidente Giuseppe Marotta quanto pelo diretor-esportivo Piero Ausilio, já trouxe duas novas peças, e busca a terceira através da transferência de Ademola Lookman para fortalecer o ataque.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Primo giorno in nerazzurro ⚫🔵<a href="https://twitter.com/hashtag/ForzaInter?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ForzaInter</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/WelcomeLuis?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#WelcomeLuis</a> <a href="https://t.co/LQJTnQiCdF">pic.twitter.com/LQJTnQiCdF</a></p>&mdash; Inter ⭐⭐ (@Inter) <a href="https://twitter.com/Inter/status/1931293808529915948?ref_src=twsrc%5Etfw">June 7, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">Embora a chegada de novos atacantes tire o espaço de jovens promessas como Pio Esposito, é necessário considerar a experência de Giuseppe Marotta e Piero Ausilio neste movimento de revigorar o setor de frente interista. Entretanto, é fundamental que a defesa não seja deixada de lado, sobretudo levando em conta que o Napoli foi a equipe menos vazada da Serie A na caminhada rumo ao <em>scudetto</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, o Napoli se despediu da última temporada da Serie A com míseros 28 gols sofridos em 38 jogos, sete a menos em comparação a Inter de Milão, dona da segunda melhor defesa do campeonato. Ademais, é importante salientar que até o mês de março, época em que os <em>Nerazzurri</em> sonhavam com a conquista da tríplice coroa, eles haviam sido vazados somente duas vezes na Champions League, sendo uma dentre as oito rodadas da fase de grupos, e outra, de pênalti, contra o Feyenoord nas oitavas-de-final.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, o declínio da Inter de Milão teve início exatamente no instante em que o time começou a levar mais gols, a exemplo dos 14 sofridos nos cinco compromissos entre as quartas-de-final e a decisão da Champions League, quando o Bayern de Munique marcou três, o Barcelona, seis, e o PSG, cinco. Certamente, a altíssima qualidade técnica por parte dos adversários deve ser avaliada, mas a fragilidade defensiva da <em>Inter</em> também.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="109666" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/08/133981792581294576-7.jpg" alt="" class="wp-image-109666"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Na temporada retrasada a Inter de Milão foi campeã italiana tendo a melhor defesa da Serie A ao sofrer 22 gols, isto é, 13 a menos em do que os 35 do atual vice-título.</strong></figcaption></figure>
</figure>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Diante deste cenário, o desgaste físico causado pela longa maratona da temporada retratra o aumento do número de gols sofridos pela Inter de Milão no sprint final, até porque Francesco Acerbi, o herói da classificação sobre o Barcelona, já tem 38 anos de idade, Matteo Darmian completará 36 em dezembro, Stefan de Vrij vive o auge dos 33, e Benjamin Pavard está próximo dos 30. Talvez a intenção de rejuvenescer a defesa explique porque Simone Inzaghi utilizou o lateral Carlos Augusto como zagueiro em diversas oportunidades.</p>



<p class="has-medium-font-size">A esse respeito, a Inter de Milão chegou a sondar Giovanni Leoni, do Parma, porém desistiu do negócio em prol da contratação de Ademola Lookman. Logo, o técnico Cristian Chivu terá à disposição os mesmos defensores que Simone Inzaghi tinha até então, o que não o permitirá, por exemplo, implementar um sistema de jogo com as linhas altas baseado na marcação pressão avançada em virtude da lentidão dos seus zagueiros. Assim, a tendência é que os <em>Nerazzurri</em> continuem atacando com posse de bola e fluidez, recuando para um terço final profundo e bastante compacto durante a fase defensiva. </p>



<p class="has-medium-font-size">À vista disso, ainda que sob o comando de Cristian Chivu, na próxima temporada também veremos a Inter de Milão atuando com três zagueiros, a fim de não expor o meio-campo a ataques que possam sobrecarregar a defesa, vide o exemplo da Copa do Mundo de Clubes. Contudo, com a única diferença de que com um homem a mais no meio, muito provavelmente, composto por Nicolò Barella, Luka Sucic, Hakan Çalhanoglu, além de Ademola Lookman.</p>



<p class="has-medium-font-size">Isto posto, a única certeza é que somente por intermédio de poucos gols sofridos a <em>Inter</em> voltará a dar uma volta olímpica novamente, algo que, a 18 dias da estreia na Serie A, parece não ter sido compreendido pelos lados de Milão. Aguardemos!</p>
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		<title>Enfim, a interminável temporada da Inter de Milão acabou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 17:48:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
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		<category><![CDATA[Cristian Chivu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inacabável temporada da Inter de Milão, enfim, terminou após a derrota por 2 a 0 diante do Fluminense, que resultou no adeus dos italianos nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Na realidade, o último duríssimo golpe sofrido pelo clube que até meados de abril vislumbrava repetir o feito da década [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A inacabável temporada da Inter de Milão, enfim, terminou após a derrota por 2 a 0 diante do Fluminense, que resultou no adeus dos italianos nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. </p>



<p class="has-medium-font-size">Na realidade, o último duríssimo golpe sofrido pelo clube que até meados de abril vislumbrava repetir o feito da década passada ao faturar a tríplice coroa sob a liderança de José Mourinho, mas viu este sonho se tornar o pior dos pesadelos ao, literalmente, se desmantelar na tenebrosa reta de final de temporada marcada pelas sucessivas quedas na Coppa Italia, na Serie A, na Champions League, e agora no Mundial de Clubes.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Ainda assim, um cenário que se mostra ainda mais devastador pela forma com a qual essa avalanche aconteceu, a começar porque a eliminação nas semifinais da Coppa Italia deu-se após a derrota por 3 a 0 para o rival Milan, que eliminou qualquer possibilidade da Inter de Milão vencer ao menos um <em>Derby della Madonnina</em> na temporada composta por três derrotas e dois empates nos cinco clássicos disputados no período.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em seguida, veio a perda na batalha pelo <em>scudetto</em> da Serie A, em que os <em>Nerazzurri</em> foram superados pelo Napoli por um mísero ponto na tabela, lembrando que na penúltima rodada a Inter de Milão deixou escapar a enorme oportunidade de faturar o bicampenato italiano, ao cometer o pênalti convertido pelo veterano Pedro nos acréscimos da partida contra a Lazio, que acabou empatada em 2 a 2 no San Siro. </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Acabou. 😭<br><br>A minha tabela pela última vez na temporada 2024/25. 📊<a href="https://twitter.com/hashtag/SerieA?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#SerieA</a> <a href="https://t.co/D6vvAR8Ntx">pic.twitter.com/D6vvAR8Ntx</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://twitter.com/SerieA_BR/status/1926747910235947486?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">E como se isso ainda não bastasse, oito dias depois a Inter de Milão protagonizou a maior derrota numa final de Champions League ao longo da história em função da goleada por 5 a 0 ante o Paris Saint-Germain, quando os torcedores interista invadiram Munique imaginando que o trauma gerado pelo vice de 2023, em Istambul contra o Manchester City, seria finalmente curado. Só que não!   </p>



<p class="has-medium-font-size">Entretanto, o drama da Inter de Milão aumentou após a inesperada saída de Simone Inzaghi pouco mais de 72 horas depois do segundo vice da Champions League em três anos. Embora o ex-treinador da Lazio tivesse em mãos uma proposta pra lá de tentadora em termos financeiros por parte do Al-Hilal, os <em>Nerazzurri</em> confiavam em sua continuidade no clube italiano pela quinta temporada consecutiva, o que acabou não acontecendo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Consequentemente, a Inter de Milão desembarcou em solo norte-americano para a disputa da Copa do Mundo de Clubes com Cristian Chivu no lugar de Simone Inzaghi que, por sua vez, já está no comando do Al-Hilal. Após falhar na tentativa de trazer Cesc Fàbregas, do Como, o treinador romeno foi o nome escolhido pela diretoria interista por ter trabalhado recentemente nas categorias de base do clube, além de conhecê-lo profundamente em razão da longa passagem entre 2007 e 2014 como zagueiro do time.</p>



<p class="has-medium-font-size">Apesar disso, essa aposta da Inter de Milão em Cristian Chivu é bastante arriscada, a julgar pela inexperiência do jovem treinador de 44 anos de idade, cujo único trabalho profissional deu-se nas 13 partidas à frente do Parma na temporada passada. Na ocasião, o sucessor de Simone Inzaghi foi contratado pelos <em>Gialloblù</em> com a difícil tarefa de salvá-los do rebaixamento na Serie A, algo que ele conseguiu por intermédio de 3 vitórias, 7 empates e três derrotas.</p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="it" dir="ltr">Una nuova pagina da scrivere 🖊️<br>Cristian Chivu è il nostro nuovo allenatore 🇷🇴<a href="https://twitter.com/hashtag/ForzaInter?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ForzaInter</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/WelcomeCristian?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#WelcomeCristian</a></p>&mdash; Inter ⭐⭐ (@Inter) <a href="https://twitter.com/Inter/status/1932075802172235958?ref_src=twsrc%5Etfw">June 9, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p></p>



<p class="has-medium-font-size">Mas mesmo em meio a falta de bagagem, Cristian Chivu foi contratado pela Inter de Milão, e quatro jogos depois já sofreu a primeira decepção à beira do campo em virtude da eliminação na Copa do Mundo de Clubes. Por sinal, um desfecho bem diferente em comparação ao do Al-Hilal, de Simone Inzaghi, que classificou-se às quartas-de-final do torneio ao vencer o poderoso Manchester City. Ou seja, um fato que, certamente, aumenta a dor dos <em>Nerazzurri</em>. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, seria injusto responsabilizar Cristian Chivu pelo insucesso do Mundial, sobretudo considerando as condições físicas e mentais que assola o plantel interista que, da mesma forma que dentro de campo, fora das quatro linhas vive um momento de total instabilidade com Lautaro Martínez e Hakan Çalhanoglu entrando em rota de colisão. Inclusive, o meia turco que está de malas prontas rumo ao Fenerbahce chegou a voltar mais cedo dos Estados Unidos, sem nem ao menos encarar o Fluminense nas oitavas-de-final.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Quem quiser permanecer na Inter, muito bem, vamos lutar. Mas quem não quiser pode ir embora. Precisamos de jogadores que queiram estar aqui. Estamos vestindo uma camisa importante. Precisamos de uma mentalidade de alto nível ou, por favor, vá embora.&nbsp;</p><cite>Lautaro Martínez, capitão da Inter de Milão</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">Por mais que Lautaro Martínez não tenha citado o nome de nenhum colega na declaração dada depois da desclassificação na Copa do Mundo de Clubes, a mensagem foi destinada a Hakan Çalhanoglu, que imediatamente se defendeu dizendo que sempre se dedicou e jamais traiu a Inter de Milão. De qualquer maneira, o fato que chamou a atenção nessa polêmica é que o companheiro de ataque do atacante argentino, Marcus Thuram, acabou curtindo essa postagem, o que sinaliza um grupo dividido no clube.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Posteriormente, foi a vez do presidente Giuseppe Marotta sair em defesa de Lautaro Martínez, ao afirmar que as portas da Inter de Milão estão escancaradas para quem quiser sair, é claro, se referindo a Hakan Çalhanoglu. Seja como for, o camisa 20 não foi o único que deixou o restante da delegação mais cedo, visto que Benjamin Pavard, Yann Bisseck e Piotr Zielinsk também o acompanharam naquela oportunidade.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar que a Inter de Milão já deu início ao processo de reformulação do elenco na própria Copa do Mundo de Clubes, primeiramente, ao liberar os atacantes Joaquín Correa e Marko &nbsp;Arnautovic, e depois ao investir 37 milhões de euros nas contratações de Petar Sucic e Luis Henrique, além de outros 6,3 milhões de euros para garantir a compra em definitivo de Nicola Zalewski junto a Roma.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, as expectativas de uma janela de transferências agitada já se confirmam na Inter de Milão tanto quanto a fila de saídas do clube que pretende se desfazer de alguns jogadores com idade igual ou superior a 30 anos. Aliás, diversos são os alvos dos <em>Nerazzurri</em> no mercado, incluindo ex-jogadores de Cristian Chivu no Parma, como são os casos do zagueiro Giovanni Leoni, do meio-campista Adrián Barnabé, e do atacante Ange-Yoan Bonny.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Contudo, ainda que formado por grandes jogadores, é fundamental que o plantel da Inter de Milão seja fortalecido com a vinda de novas peças para rejuvenescê-lo e, em especial, para mudar a energia pesada deixada após uma infindável temporada que, mediante a tantas perturbações, pode perdurar por ainda mais tempo caso um enfático trabalho mental e a renovação do ambiente não ocorram.     </p>
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		<title>Lidar com as sequelas do 5 a 0 será o principal obstáculo da Inter de Milão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 18:01:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aflição, dor, tristeza, tormento, desolação. Estes sentimentos definem perfeitamente o sentimento dos torcedores interistas após o verdadeiro atropelamento sofrido pela Inter de Milão frente o PSG na Allianz Arena. Por sinal, se uma derrota em final de campeonato já é capaz de gerar traumas, então o que dirá sofrer duas quedas em decisões de Champions [...]</p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2025/06/02/lidar-com-as-sequelas-do-5-a-0-sera-o-principal-obstaculo-da-inter-de-milao/">Lidar com as sequelas do 5 a 0 será o principal obstáculo da Inter de Milão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Aflição, dor, tristeza, tormento, desolação. Estes sentimentos definem perfeitamente o sentimento dos torcedores interistas após o verdadeiro atropelamento sofrido pela Inter de Milão frente o PSG na Allianz Arena.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por sinal, se uma derrota em final de campeonato já é capaz de gerar traumas, então o que dirá sofrer duas quedas em decisões de Champions League num curto espaço de três anos, visto que em 2023 essa mesma Inter de Milão, de Simone Inzaghi, caiu diante do Manchester City pelo placar mínimo, lembrando que oito jogadores que enfrentaram o PSG também estiveram em ação em Istambul — nove, se considerarmos que o zagueiro Stefan De Vrij integrou o grupo nas duas oportunidades.</p>



<p class="has-medium-font-size">Soma-se a isso, o fato de que até meados de abril a Inter de Milão ainda vislumbrava a possibilidade de repetir o feito de 2009 ao vencer a tríplice coroa. Entretanto, um sonho que se tornou pesadelo com a eliminação para o rival Milan nas semifinais da Coppa Italia, seguida da derrota para o Napoli na corrida pelo bicampeonato italiano por um mísero ponto, além da maior goleada sofrida por um vice em finais de Champions League ao longo da história.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, outros aspectos demonstram que a temporada 2024-25 assombrará os interistas por muito tempo, como o fato da Inter de Milão não ter vencido nenhum dos cinco <em>Derby&#8217;s della Madonnina</em> disputados no período, ou do empate em 2 a 2 cedido a Lazio na penúltima rodada da Serie A, aos 45 minutos do segundo tempo, através da penalidade cometida por Yann Bisseck e convertida pelo veterano Pedro em pleno San Siro, justamente no instante em que uma vitória colocaria os <em>Nerazzurri</em> na liderança da tabela.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-1-e1748873537331.jpg" alt="" data-id="107098" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/06/133911863474932653-1-e1748873537331.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=107098" class="wp-image-107098"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Cuirosamente, todos os vices da Inter de Milão na Champions League ocorreram contra adversários que faturaram tríplices coroas  (Celtic 1967, Ajax 1972, Manchester City 2023, e PSG 2025).</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Portanto, diante deste cenário fica evidente que o marcante quarto vice-título da Inter de Milão na Champions League foi somente a cereja do bolo na trágica temporada do clube que, provavelmente, passará por drásticas mudanças começando pelo fim do ciclo de diversos jogadores como Matteo Darmian, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Henrikh Mkhitaryan, Hakan Çalhanoglu, Mehdi Taremi e Marko Arnautovic. </p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, vale ressaltar que o futuro também passou a ser incerto ao treinador Simone Inzaghi, que embora tenha contrato válido por mais uma temporada, tem em mãos uma proposta milionária do Al-Hilal, e a forma pela qual a derrota em Munique aconteceu pode realmente antecipar a saída do treinador de 49 anos de idade da equipe que ele dirige desde 2021, tanto é que os nomes de Roberto De Zerbi, Cesc Fàbregas e Patrick Vieira já surgem como prováveis sucessores.</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-default"><blockquote><p><em>Será que vou ao Mundial de Clubes na América? Não sei como responder a essa pergunta. Veremos nos próximos dias com o clube. Agora, depois de uma final, a segunda perdida em três anos, há muita amargura para pensar.&nbsp;</em></p><cite>Simone Inzaghi, treinador da Inter de Milão</cite></blockquote></figure>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, a única certeza é que a derrota na Allianz Arena deixará sequelas na Inter de Milão, pois como bem sabemos existem diferentes formas de perder jogos, especialmente finais. Por exemplo, o revés por 1 a 0 há dois anos ante o Manchester City deu-se por intermédio de uma partida bastante equilibrada em que os <em>Nerazzurri </em>chegaram a ter momentos de domínio. E olha que do outro lado estava a melhor versão do City, de Pep Guardiola.</p>



<p class="has-medium-font-size">Já em 2025, a impressão foi a de que os comandados de Simone Inzaghi não entraram em campo para enfrentar o PSG, tamanha a superioridade por parte dos franceses que já venciam a decisão por 2 a 0, ainda aos 20 minutos da primeira etapa. Inclusive, foi nítida a dificuldade da Inter de Milão em trocar três ou quatro passes durante o jogo, bem como ultrapassar a linha do meio-campo. </p>



<p class="has-medium-font-size">Como resultado, o que vimos foi a insistência da Inter de Milão em lançar bolas longas para Marcus Thuram brigar no ataque. Ou seja, muito pouco para um time que chegou na final tendo a organização, a solidez defensiva, e as rápidas transições como principais armas. Aliás, &#8216;munições&#8217; que despacharam o avassalador Barcelona da Champions League, nas semifinais. </p>



<p class="has-medium-font-size">A propósito, a defesa da Inter de Milão, elogiada com méritos no decorrer da campanha na Champions League, sofreu o montante de 11 gols levando em conta somente as semifinais e a final do torneio, o que equivale a uma elevada média de 3,6 gols por jogo. Em outras palavras, um indíce que, definitivamente, não se compara a baixíssima taxa de 0,98 de toda a temporada, tampouco aos 5 sofridos até a classificação sobre o Bayern de Munique nas quartas-de-final. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-18-e1748442995755.jpg" alt="" data-id="106974" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-18-e1748442995755.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/2025/05/28/final-da-champions-league-psg-x-inter/133911863474932653-18/" class="wp-image-106974"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Além de Lautaro Martínez, Matteo Darmian, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Stefan de Vrij, Denzel Dumfries, Henrikh Mkhitaryan, Hakan Çalhanoglu e Federico Dimarco também foram vices em 2023.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Outro detalhe que também caiu por terra foi o fator experiência, tendo em vista que um dos pontos que colocavam a Inter de Milão em vantagem na Allianz Arena era a justamente a bagagem de alguns jogadores do time italiano terem disputado a final da Champions League em 2023. Para se ter uma ideia, a média de idade da formação titular dos <em>Nerazzurri</em> era de 30,3 anos, mediante 24,8 da jovem equipe do PSG, cujo atleta mais velho era o zagueiro Marquinhos, com 31.</p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, a realidade é que os meio-campistas Nicolò Barella, Hakan Çalhanoglu e Henrikh Mkhitaryan foram engolidos por Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz, o lateral interista de coração, Federico Dimarco, esteve irreconhecível em campo, assim como o trio de zaga composto por Benjamin Pavard, Francesco Acerbi e Alessandro Bastoni. E isso sem contar a nula dupla de ataque formada por Lautaro Martínez e Marcus Thuram. Como ponto central do pífio coletivo da Inter de Milão estava o aparente cansaço, pois a sensação era a de que os <em>Nerazzurri</em> estavam extenuados fisicamente.  </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, a intenção da diretoria da Inter de Milão depois da participação no Mundial de Clubes é iniciar uma grande reformulação no plantel aproveitando o raro superavit registrado na temporada, e isso sob a liderança de Simone Inzaghi, a fim de que ele dê prosseguimento ao ótimo trabalho que vem realizando há quatro anos e, consequentemente, mostre ao mundo a capacidade do clube de se reerguer nas fases mais difíceis, quiçá, escalando uma nova montanha rumo à outra final de Champions League.     </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, antes de pensar em aspectos técnicos, físicos e táticos, o trabalho na parte mental do elenco deve ser priorizado pela Inter de Milão na próxima temporada, já que o 5 a 0 a perturbará por muito tempo, ainda que com a chegada de novos reforços e, quem sabe, com a vinda de outro treinador, afinal a camisa continua sendo a mesma de cores azul e preta.  </p>
<p>O post <a href="https://www.soccerblog.com.br/2025/06/02/lidar-com-as-sequelas-do-5-a-0-sera-o-principal-obstaculo-da-inter-de-milao/">Lidar com as sequelas do 5 a 0 será o principal obstáculo da Inter de Milão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.soccerblog.com.br">SoccerBlog</a>.</p>
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		<title>Final da Champions League: PSG x Inter</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2025 15:44:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após 13 anos, a Allianz Arena voltará a ser o palco de mais uma inédita final de Champions League, que em sua edição de número 70, reunirá o francês, PSG, e a italiana, Inter de Milão, lembrando que a decisão do próximo sábado (31) começa a partir das 16:00 (de Brasília). PSG Depois de um [...]</p>
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<p class="has-medium-font-size">Após 13 anos, a Allianz Arena voltará a ser o palco de mais uma inédita final de Champions League, que em sua edição de número 70, reunirá o francês, PSG, e a italiana, Inter de Milão, lembrando que a decisão do próximo sábado (31) começa a partir das 16:00 (de Brasília).</p>



<h3 class="wp-block-heading">PSG</h3>



<p class="has-medium-font-size">Depois de um início pra lá de turbulento na Champions League, o Paris Saint-Germain avançou aos playoffs de repescagem do torneio ao conquistar três vitórias nas três rodadas finais da fase de liga e, assim, garantir a 15ª dentre as 36 colocações na tabela geral, colecionando o total de 4 vitórias, 1 empate e três derrotas nos 8 jogos realizados no período. </p>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o verdadeiro ponto de virada da temporada do PSG deu-se exatamente após o triunfo por 4 a 2 sobre o Manchester City no Parque dos Príncipes, passando pela acachapante vitória por 10 a 0 sobre Brest, no placar agregado, além das eliminações dos ingleses Liverpool, Aston Villa e Arsenal nas fases seguintes da competição, e isso sem contar as conquistas da Ligue 1 e da Coupe de France em âmbito nacional. Logo, os pupilos de Luis Enrique seguem na busca da tríplice coroa.</p>



<p class="has-medium-font-size">Para finalizar, o PSG terá força máxima em Munique, incluindo o artilheiro da temporada com 33 gols, Ousmane Dembélé, que devido a problemas físicos não jogou os noventa minutos dos jogos contra o Arsenal.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-16-e1748439837637.jpg" alt="" data-id="106956" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-16-e1748439837637.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106956" class="wp-image-106956"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Ousmane Dembélé é o principal líder de gols e assistências do PSG na temporada. Para se ter uma ideia, são 45 contribuições em 48 aparições do camisa 10 até aqui (33 gols e 12 assistências).</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Inter de Milão</h3>



<p class="has-medium-font-size">A Inter de Milão desembarca na capital da Baviera com a confiança abalada após perder a batalha pelo bicampeonato italiano para o Napoli na última rodada da Serie A, mas que foi realmente definida na penúltima jornada quando os <em>Nerazzurri</em> cederam o empate em 2 a 2 com a Lazio, aos 45 minutos da segunda etapa. Em outras palavras, um duríssimo golpe que se somado a queda frente o Milan nas semifinais da Coppa Italia se torna ainda maior, recordando que os comandados de Simone Inzaghi não venceram nenhum dos cinco <em>Derby&#8217;s Della Madonnina</em> da temporada (3V-2E).</p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, o panorama da Inter de Milão na Champions League é oposto, tendo em vista a 4ª melhor campanha da fase de liga da competição, aliada as classificações sobre Feyenoord e, especialmente, Bayern de Munique e Barcelona no estágio de mata-mata, marcadas pelo enorme poder de reação e competitividade por parte dos italianos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ademais, o departamento médico da Inter de Milão liberou todos os atletas para a final da Champions League, o que significa que o atacante Lautaro Martínez estará em campo depois do tratamento intensivo realizado na coxa esquerda. </p>



<p class="has-medium-font-size">  </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-18.jpg" alt="" data-id="106974" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-18-e1748442995755.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106974" class="wp-image-106974"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Além de Lautaro Martínez, Matteo Darmian, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Stefan de Vrij, Denzel Dumfries, Henrikh Mkhitaryan, Hakan Çalhanoglu e Federico Dimarco também foram vices em 2023.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Curiosidades</h3>



<p class="has-medium-font-size">Este será o primeiro embate entre PSG e Inter de Milão na história da Champions League. Por outro lado, será a segunda final do torneio envolvendo franceses e ingleses, uma vez que o Olympique de Marselha se sagrou campeão na temporada 1992-93 ao derrotar o Milan pelo placar mínimo, também em Munique, porém no estádio Olímpico.</p>



<p class="has-medium-font-size">Aliás, seja no estádio Olímpico, seja na Allianz Arena, todas as finais de Champions League decididas em Munique tiveram campeões inéditos, como foram os casos de: Nottingham Forest, em 1979; Olympique de Marselha, em 1992; Borussia Dortmund, em 1997; além do Chelsea, em 2012.</p>



<p class="has-medium-font-size">Em todo o caso, o PSG se tornou o terceiro clube francês a disputar mais de uma final de Champions League ao lado de &nbsp;Reims (1956 e 1959) e Olympique de Marselha (1991 e 1993), levando em conta a derrota diante do Bayern de Munique em 2020. Já a Inter de Milão figurará na decisão do torneio continental pela sétima vez, registrando três títulos (1964, 1965 e 2010) e três vices (1967, 1972 e 2023) até o momento. </p>



<p class="has-medium-font-size">Além disso, este será o primeiro enfrentamento entre os treinadores Luis Enrique e Simone Inzaghi, ambos finalistas da Champions League pela segunda vez. Todavia, com a diferença de que o técnico espanhol venceu a decisão à frente do Barcelona em 2015, ao passo que o italiano perdeu a final no comando da própria Inter de Milão há dois anos.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-17.jpg" alt="" data-id="106969" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133911863474932653-17-e1748442546492.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=106969" class="wp-image-106969"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>O PSG pode se tornar o 24º clube detentor de um título da Champions League, à medida que a última italiana campeã do torneio, <strong>Inter de Milão,</strong></strong> <strong>busca erguer a orelhuda pela quarta vez na história. &nbsp;</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Escalações</h3>



<p class="has-medium-font-size"><strong>PSG</strong> (4-3-3): Donnarumma; Hakimi, Marquinhos, Pacho e Nuno Mendes; João Neves, Vitinha, Fabián Ruiz; Doué, Dembélé e Kvaratskhelia. Técnico: Luis Enrique.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Inter de Milão</strong> (3-5-2): Sommer; De Vrij, Acerbi e Bastoni; Dumfries, Barella, Çalhanoglu, Mkhitaryan e Dimarco; Lautaro e Thuram, Técnico: Simone Inzaghi.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Previsão</h3>



<p class="has-medium-font-size">O último capítulo da edição 2024-25 da Champions League será escrito por times que se destacam por estilos totalmente diferentes, com o Paris Saint-Germain se sobressaindo através de um futebol ofensivo baseado no controle do jogo, e a Inter de Milão por intermédio da solidez defensiva e das rápidas transições.</p>



<p class="has-medium-font-size">Por este motivo, certamente veremos o PSG mais tempo com a bola, ditando o ritmo da partida, e a Inter de Milão jogando em bloco baixo explorando os contra-ataques, apesar da eficiência das equipes em atuar de qualquer forma, vide os 7 gols marcados pelos <em>Nerazzurri</em> no confronto anterior contra o Barcelona, e nas visitas sem gols sofridos dos parisienses à Liverpool e Londres. </p>



<p class="has-medium-font-size">Diante do exposto, é difícilima a tarefa de apontar um campeão, acima de tudo se considerarmos que a Inter de Milão é dona de um plantel mais experiente, com diversas peças que estiveram presentes no vice-europeu em Istambul, e que o PSG chega mais confiante tanto em razão da dobradinha no futebol francês, quanto em virtude da nova identidade adquirida sob a liderança de Luis Enrique.</p>



<p class="has-medium-font-size">De acordo com o supercomputador da <em>Opta Analyst</em>, o Paris Saint-Germain desponta como principal favorito ao título da Champions League com 53,6% de chances de erguer a <em>orelhuda</em>, mediante um índice de 46,4% da Inter de Milão, o que sinaliza que a mística de Munique prevalecerá com outro campeão inédito dando a volta olímpica na Allianz Arena.</p>



<p class="has-medium-font-size"><em>Palpite: PSG 2&#215;1 Inter de Milão</em></p>
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		<title>Tudo em aberto no jogo mais eletrizante da Champions League. E teremos outro!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 15:44:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Embora dona da melhor defesa da Champions League, parar o ataque mais goleador do torneio se apresentava como o maior desafio da Inter de Milão na caminhada rumo à Munique, apesar da ausência do principal artilheiro do Barcelona na temporada com 40 tentos, Robert Lewandowski. Vale ressaltar ainda, que a Inter de Milão desembarcou em [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">Embora dona da melhor defesa da Champions League, parar o ataque mais goleador do torneio se apresentava como o maior desafio da Inter de Milão na caminhada rumo à Munique, apesar da ausência do principal artilheiro do Barcelona na temporada com 40 tentos, Robert Lewandowski.</p>



<p class="has-medium-font-size">Vale ressaltar ainda, que a Inter de Milão desembarcou em solo catalão extremamente pressionada em virtude da queda nas semifinais da Coppa Italia frente o eterno rival Milan, através de um duríssimo 3 a 0 que resultou na terceira derrota dos <em>Nerazzurri</em> dentre os cinco clássicos disputados na temporada 2024-25, lembrando que os outros dois terminaram empatados, o que significa que eles não venceram nenhum <em>Derby della Madonnina</em> no período.</p>



<p class="has-medium-font-size">E como se isso ainda não bastasse, as recentes derrotas para Bologna e Roma, ambas pelo placar mínimo nas rodadas anteriores da Serie A, renderam aos comandados de Simone Inzaghio a perda da liderança da tabela a quatro partidas do término da temporada, comprometendo a intensa corrida pelo bicampeonato italiano justamente na reta final da competição. Em outras palavras, foi o desmoronamento do castelo da sonhada tríplice coroa em um curto espaço de uma semana.</p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, por mais que a campanha da Inter de Milão tenha sido brilhante até as semifinais da Champions League, a julgar pela quarta colocação na fase de liga, somada ao triunfo na verdadeira batalha travada contra o Bayer de Munique nas quartas-de-final, é inegável que os atuais campeões italianos chegaram abalados para enfrentar o Barcelona, líder da LaLiga e vivendo um momento completamente distinto em meio ao título da Copa do Rei. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-13 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133885899991120240-2.jpg" alt="" data-id="105962" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133885899991120240-2-e1746110748639.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=105962" class="wp-image-105962"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>A Inter de Milão coleciona somente duas derrotas nas últimas 21 partidas válidas pela Champions League sob o comando de Simone Inzaghi, que acumula 50 jogos à frente do time pelo torneio. </strong> </figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">No entanto, o ótimo trabalho psicológico desenvolvido pelo técnico Simone Inzaghi veio à tona assim que a bola começou a rolar no estádio Olímpico de Montjuic, pois antes mesmo do ponteiro do relógio completar a primeira volta, Marcus Thuram marcou um dos gols mais maravilhosos da atual edição da Champions League ao completar de letra o cruzamento de Denzel Dumfries, autor do segundo tento da Inter de Milão vinte minutos depois.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ou seja, com a vantagem de 2 a 0 no placar nos 20 minutos iniciais da partida, a sensação era a de que a Inter de Milão já estava com a vaga na decisão da Champions League praticamente assegurada, acima de tudo considerando a solidez defensiva da equipe que havia sofrido apenas cinco gols nos 12 jogos realizados pelo torneio até então. </p>



<p class="has-medium-font-size">Em contrapartida, do outro lado estava Lamine Yamal, e seria injusto não separar um parágrafo inteiro somente para reverenciar o jogador mais talentoso do futebol mundial na atualidade, que no auge dos 17 anos de idade, literalmente, acabou com a defesa da Inter de Milão. Não à toa, nem mesmo a alternativa encontrada por Simone Inzaghi ao colocar TRÊS marcadores sobre o camisa 19 foi capaz de pará-lo.</p>



<p class="has-medium-font-size">Inclusive, é importante salientar que o ala-esquerdo Federico Dimarco precisou ser consolado pelos companheiros no intervalo após o baile que levou de Lamine Yamal. À vista disso, ainda que o craque espanhol não tenha alcançado a maioridade fora de campo, dentro das quatro linhas ele a completou na partida de número 100 com a camisa blaugrana. </p>



<p class="has-medium-font-size">Todavia, se de um lado estava difícil brecar Lamine Yamal, do outro o Barcelona também sofreu demasiadamente com Denzel Dumfries, eleito o melhor jogador em campo com dois gols e uma assistência, o que significa que o ala holandês teve participação direta nas três ocasiões que a Inter de Milão balançou as redes no empate em 3 a 3 no estádio Olímpico de Montjuic.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-14 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133885899991120240-1-e1746109991676.jpg" alt="" data-id="105960" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/05/133885899991120240-1-e1746109991676.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=105960" class="wp-image-105960"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Denzel Dumfries é o primeiro jogador na história da Inter de Milão a marcar dois gols em uma semifinal de Champions League.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Assim, no geral o Barcelona foi melhor na primeira etapa da partida, enquanto os <em>Nerazzurri</em> foram superiores no segundo tempo, uma avaliação que torna o empate justo. Entretanto, um resultado que acabou sendo mais comemorado pela Inter de Milão, que antes da partida assinaria qualquer documento que a propusesse retornar à capital da Lombardia com a igualdade no marcador.   </p>



<p class="has-medium-font-size">Seja como for, a realidade é que o jogo segue totalmente em aberto. Decerto, o Barcelona atuará com as linhas altas, posicionado no campo de ataque e pressionando a saída de bola, algo que mantém a missão da Inter de Milão bastante complexa pelo costume de se deparar com equipes fechadas quando a visitam no San Siro, a fim de não ceder espaços para Hakan Çalhanoglu, Nicòlo Barella e Henrikh Mkhitaryan armarem as jogadas, na maioria das vezes, concluídas por Marcus Thuram e Lautaro Martínez.</p>



<p class="has-medium-font-size">Ao mesmo tempo, o fato do Barcelona defender alto e sem medo, haja vista os 161 impedimentos concedidos pelos catalães na atual temporada, favorecerá a Inter de Milão, cujas principais armas são tanto as bolas paradas quanto as letais transições ofensivas, em que o time chega rapidamente ao ataque sempre com muitos jogadores. Contudo, resta saber se Mehdi Taremi conseguirá desenvolver 50% do papel do lesionado Lautaro Martínez, já que a diferença técnica entre ambos é gigantesca.  </p>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, na próxima terça-feira (06) saberemos ao certo quem estará em Munique no final do mês. Sorte a nossa de podermos acompanhar mais um jogo que faz do futebol o esporte mais apaixonante do planeta. Aos que não gostam? Minha profunda lamentação.  </p>
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		<title>A tríplice coroa ainda consta no cardápio da Inter de Milão na temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[JoaoRicardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 19:45:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A contundente vitória da Inter de Milão por 2 a 0 sobre a Atalanta no confronto direto pela liderança da Serie A em pleno estádio Atleti Azzurri d&#8217;Italia, não apenas rendeu mais três pontos aos Nerazzurri na ponta da tabela, como também serviu para mostrar quem continua mandando na Itália. Embora liderando a Serie A [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size">A contundente vitória da Inter de Milão por 2 a 0 sobre a Atalanta no confronto direto pela liderança da Serie A em pleno estádio Atleti Azzurri d&#8217;Italia, não apenas rendeu mais três pontos aos <em>Nerazzurri</em> na ponta da tabela, como também serviu para mostrar quem continua mandando na Itália.</p>



<p class="has-medium-font-size">Embora liderando a Serie A com míseros três pontos de vantagem sobre o Napoli, ou seja, em condições completamente opostas em comparação ao título da última temporada em que os pupilos de Simone Inzaghi faturaram o 19º <em>scudetto</em> da história da Inter de Milão com cinco rodadas de antecedência e, pasmém, terminando a competição com 19 pontos de vantagem em relação ao vice-colocado Milan, é difícil imaginá-los perdendo esta batalha pelo bicampeonato.</p>



<p class="has-medium-font-size">Não à toa, por mais que 27 pontos ainda estejam em disputa até o término da Serie A, uma situação que deixaria qualquer liga em aberto a nove rodadas do fim, a realidade é que no momento o supercomputador da <em>Opta Analyst</em> aponta a Inter de Milão com 86,36% de chances de vencer o título italiano, contra 12% do Napoli, e somente 1,64% por parte da Atalanta.   </p>



<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Em qual posição sua equipe está? ????<a href="https://twitter.com/hashtag/KeepRacismOUT?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#KeepRacismOUT</a> <a href="https://t.co/PfavGoQuV4">pic.twitter.com/PfavGoQuV4</a></p>&mdash; Lega Serie A (@SerieA_BR) <a href="https://twitter.com/SerieA_BR/status/1901401067637858474?ref_src=twsrc%5Etfw">March 16, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>



<p class="has-medium-font-size">De qualquer maneira, a elevada taxa percentual da <em>Opta Analyst</em> serve como parâmetro para justificar a superioridade da Inter de Milão no certame do futebol italiano, oriunda do excelente trabalho desenvolvido pelo técnico Simone Inzaghi, que desde que desembarcou na capital da Lombardia em junho de 2021, implementou na equipe um novo DNA, cuja principal característica é a consistência baseada tanto na organização quanto na solidez defensiva.</p>



<p class="has-medium-font-size">É bem verdade que Simone Inzaghi foi inteligente ao manter na Inter de Milão o espírito coletivo trazido pelo antecessor Antonio Conte, e ao mesmo tempo foi beneficiado pelo fato de ser adepto do mesmo esquema tático do atual comandante do Napoli, como é o caso do 3-5-2, também utilizado pelo treinador de 48 anos de idade ao longo da ótima passagem pela Lazio entre 2015 e 2021.</p>



<p class="has-medium-font-size">Mas foi apenas isso, de resto toda a evolução dos <em>Nerazzurri</em> deve-se ao trabalho autoral de Simone Inzaghi, que apesar de ter sofrido duras perdas após a primeira temporada na Inter de Milão em virtude das saídas de Edin Dzeko, Romelu Lukaku, Andre Onana, Milan Skriniar e Marcelo Brozovic, ainda foi capaz de conduzí-la ao título da Serie A no ano seguinte.</p>



<p class="has-medium-font-size">Já nesta temporada, por exemplo, somente Piotr Zielinski e Mehdi Taremi foram contratados pela Inter de Milão, ambos à custo zero em razão do encerramento dos seus respectivos vínculos contratuais. Entretanto, mesmo competindo com Juventus (193), Napoli (151), Milan (121), Roma (107) e Atalanta (104), isto é, clubes que investiram mais de 100 milhões de euros em reforços nesta edição da Serie A, são os atuais campeões italianos que lideram a classificação.    </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-15 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-13-e1742399469520.jpg" alt="" data-id="104362" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-13-e1742399469520.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=104362" class="wp-image-104362"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Simone Inzaghi está a 97 dias de ultrapassar Roberto Mancini como o técnico mais longevo da Inter em uma única passagem desde Giovanni Trapattoni, no final dos anos 80 e início da década de 90.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Ao montar uma equipe vertical, flexível, fluida e ofensiva, Simone Inzaghi caiu rapidamente nas graças dos torcedores interistas depois da ingrata missão de substituir Antonio Conte, campeão da Serie A antes de deixar o clube em 2021. Aliás, a imprevisibilidade dos jogadores que trocam de posição de forma constante com os zagueiros subindo ao meio-campo, os meio-campistas abrindo pelos lados do campo, e os atacantes recuando a fim de atrair a marcação, além de abrir espaços, é o ponto de destaque desta Inter de Milão.</p>



<p class="has-medium-font-size">Na fase defensiva, o 3-5-2 se converte a um 5-3-2, no qual os alas Denzel Dumfries e Federico Dimarco recompõe uma linha de cinco homens junto dos três zagueiros, enquanto no meio-campo Nicolò Barella, Hakan Çalhanoglu e Henrikh Mkhitaryan ficam encarregados da marcação depois, é claro, do adversário passar pela primeira linha formada pelos atacantes Lautaro Martínez e Marcus Thuram. Por sinal, a Inter de Milão não costuma pressionar a saída de bola, optando por se posicionar no campo de defesa para recuperá-la. </p>



<p class="has-medium-font-size">Deste modo, sob a batuta de Simone Inzaghi a Inter de Milão se notabilizou por ser um time organizado, forte ofensivamente e sólido na parte defensiva, sendo capaz de brigar em todas as frentes nessa temporada, já que além da Serie A, os <em>Nerazzurri</em> também são semifinalistas da Coppa Italia, onde enfrentarão o rival Milan — lembrando que o outro confronto envolve Bologna x Empoli —, e quadrifinalistas da Champions League. A propósito, o único clube italiano ainda presente no torneio continental. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-16 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="387" src="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-14-e1742406620352.jpg" alt="" data-id="104381" data-full-url="https://www.soccerblog.com.br/wp-content/uploads/2025/03/133856538315213911-14-e1742406620352.jpg" data-link="https://www.soccerblog.com.br/?attachment_id=104381" class="wp-image-104381"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Pela segunda vez nos últimos três anos a Inter de Milão chega nas quartas-de-final da Champions League, depois de não ter se classificado para essa fase do torneio nas 11 temporadas anteriores.</strong></figcaption></figure></li></ul></figure>



<p class="has-medium-font-size">Dona da melhor defesa da Champions League, a Inter de Milão sofreu apenas dois gols nos dez jogos disputados até aqui, sustentando uma incrível marca de 8 compromissos sem ser vazada. Ademais, é importante destacar que os italianos ficaram míseros 285 segundos em desvantagem numa partida ao longo da competição, uma vez que o tento da derrota pelo placar mínimo diante do Bayer Leverkusen ocorreu nos acréscimos.</p>



<p class="has-medium-font-size">Logo, isso explica porque os <em>Nerazzurri</em> finalizaram a fase de liga da Champions League com a quarta melhor campanha dentre os 36 clubes que iniciaram o torneio. Como resultado, eles avançaram diretamente às oitavas-de-final, façanha que os conterrâneos Milan, Juventus e Atalanta não conseguiram ao caírem na repescagem. E por já ter superado o Feyenoord no primeiro estágio do mata-mata, a Inter de Milão enfrentará o Bayern de Munique nas quartas-de-final, reeditando a decisão da histórica temporada da tríplice coroa em 2010.</p>



<p class="has-medium-font-size">E ainda que sem o glamour da equipe na época comandada por José Mourinho, a Inter de Milão, de Simone Inzaghi, tem plenas condições de repetir aquele memorável feito quinze anos depois.</p>
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