Tudo em aberto no jogo mais eletrizante da Champions League. E teremos outro!

Embora dona da melhor defesa da Champions League, parar o ataque mais goleador do torneio se apresentava como o maior desafio da Inter de Milão na caminhada rumo à Munique, apesar da ausência do principal artilheiro do Barcelona na temporada com 40 tentos, Robert Lewandowski.

Vale ressaltar ainda, que a Inter de Milão desembarcou em solo catalão extremamente pressionada em virtude da queda nas semifinais da Coppa Italia frente o eterno rival Milan, através de um duríssimo 3 a 0 que resultou na terceira derrota dos Nerazzurri dentre os cinco clássicos disputados na temporada 2024-25, lembrando que os outros dois terminaram empatados, o que significa que eles não venceram nenhum Derby della Madonnina no período.

E como se isso ainda não bastasse, as recentes derrotas para Bologna e Roma, ambas pelo placar mínimo nas rodadas anteriores da Serie A, renderam aos comandados de Simone Inzaghio a perda da liderança da tabela a quatro partidas do término da temporada, comprometendo a intensa corrida pelo bicampeonato italiano justamente na reta final da competição. Em outras palavras, foi o desmoronamento do castelo da sonhada tríplice coroa em um curto espaço de uma semana.

Deste modo, por mais que a campanha da Inter de Milão tenha sido brilhante até as semifinais da Champions League, a julgar pela quarta colocação na fase de liga, somada ao triunfo na verdadeira batalha travada contra o Bayer de Munique nas quartas-de-final, é inegável que os atuais campeões italianos chegaram abalados para enfrentar o Barcelona, líder da LaLiga e vivendo um momento completamente distinto em meio ao título da Copa do Rei.

No entanto, o ótimo trabalho psicológico desenvolvido pelo técnico Simone Inzaghi veio à tona assim que a bola começou a rolar no estádio Olímpico de Montjuic, pois antes mesmo do ponteiro do relógio completar a primeira volta, Marcus Thuram marcou um dos gols mais maravilhosos da atual edição da Champions League ao completar de letra o cruzamento de Denzel Dumfries, autor do segundo tento da Inter de Milão vinte minutos depois.

Ou seja, com a vantagem de 2 a 0 no placar nos 20 minutos iniciais da partida, a sensação era a de que a Inter de Milão já estava com a vaga na decisão da Champions League praticamente assegurada, acima de tudo considerando a solidez defensiva da equipe que havia sofrido apenas cinco gols nos 12 jogos realizados pelo torneio até então.

Em contrapartida, do outro lado estava Lamine Yamal, e seria injusto não separar um parágrafo inteiro somente para reverenciar o jogador mais talentoso do futebol mundial na atualidade, que no auge dos 17 anos de idade, literalmente, acabou com a defesa da Inter de Milão. Não à toa, nem mesmo a alternativa encontrada por Simone Inzaghi ao colocar TRÊS marcadores sobre o camisa 19 foi capaz de pará-lo.

Inclusive, é importante salientar que o ala-esquerdo Federico Dimarco precisou ser consolado pelos companheiros no intervalo após o baile que levou de Lamine Yamal. À vista disso, ainda que o craque espanhol não tenha alcançado a maioridade fora de campo, dentro das quatro linhas ele a completou na partida de número 100 com a camisa blaugrana.

Todavia, se de um lado estava difícil brecar Lamine Yamal, do outro o Barcelona também sofreu demasiadamente com Denzel Dumfries, eleito o melhor jogador em campo com dois gols e uma assistência, o que significa que o ala holandês teve participação direta nas três ocasiões que a Inter de Milão balançou as redes no empate em 3 a 3 no estádio Olímpico de Montjuic.

Assim, no geral o Barcelona foi melhor na primeira etapa da partida, enquanto os Nerazzurri foram superiores no segundo tempo, uma avaliação que torna o empate justo. Entretanto, um resultado que acabou sendo mais comemorado pela Inter de Milão, que antes da partida assinaria qualquer documento que a propusesse retornar à capital da Lombardia com a igualdade no marcador.

Seja como for, a realidade é que o jogo segue totalmente em aberto. Decerto, o Barcelona atuará com as linhas altas, posicionado no campo de ataque e pressionando a saída de bola, algo que mantém a missão da Inter de Milão bastante complexa pelo costume de se deparar com equipes fechadas quando a visitam no San Siro, a fim de não ceder espaços para Hakan Çalhanoglu, Nicòlo Barella e Henrikh Mkhitaryan armarem as jogadas, na maioria das vezes, concluídas por Marcus Thuram e Lautaro Martínez.

Ao mesmo tempo, o fato do Barcelona defender alto e sem medo, haja vista os 161 impedimentos concedidos pelos catalães na atual temporada, favorecerá a Inter de Milão, cujas principais armas são tanto as bolas paradas quanto as letais transições ofensivas, em que o time chega rapidamente ao ataque sempre com muitos jogadores. Contudo, resta saber se Mehdi Taremi conseguirá desenvolver 50% do papel do lesionado Lautaro Martínez, já que a diferença técnica entre ambos é gigantesca.

De qualquer maneira, na próxima terça-feira (06) saberemos ao certo quem estará em Munique no final do mês. Sorte a nossa de podermos acompanhar mais um jogo que faz do futebol o esporte mais apaixonante do planeta. Aos que não gostam? Minha profunda lamentação.

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