Calcio

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O Napoli de Allegri tem a bola, mas perdeu o comando

Da herança vencedora de Antonio Conte ao nono lugar na Serie A, os Azzurri esbarram em uma contradição sob a liderança de Massimiliano Allegri: querem controlar partidas sem impor o próprio ritmo. Nápoles aprendeu recentemente a olhar para o alto. Campeão italiano na temporada retrasada, vice na seguinte, o clube transformou ambição em hábito sob o comando de Antonio Conte. Agora, com Massimiliano Allegri, encontra dificuldades até para reconhecer aquele horizonte. A nona colocação após sete rodadas traduz uma queda que ultrapassa resultados: falta autoridade para conduzir partidas, personalidade nos momentos adversos e clareza sobre como avançar. Onde existia uma equipe capaz de sustentar expectativas, surge um conjunto ainda procurando a própria voz. A derrota por 1 a 0 diante do recém-promovido Venezia tornou esse desconforto impossível de esconder. Perder faz parte de qualquer campanha; preocupar-se exige observar aquilo que o placar revela sobre comportamentos recorrentes. Nesse caso, o tropeço…

Lazio: uma arrancada entre ruínas e esperança

Após um início turbulento, a Lazio, de Gennaro Gattuso, encontra resultados e divide a ponta da Série A, mas a reconstrução romana exige mais que cinco rodadas. Roma aprendeu a conviver com ruínas sem deixar de construir sobre elas. Na metade azul da capital italiana, essa imagem ajuda a compreender uma temporada que nasceu cercada por dúvidas e encontrou, inesperadamente, um horizonte promissor. Depois de cinco rodadas, a Lazio divide a liderança da Série A com Roma e Inter, transformando apreensão em curiosidade. Ainda seria precipitado falar em candidatura ao título, mas também seria injusto reduzir a campanha a um acidente de calendário. O que chama atenção não é somente a posição ocupada: é a distância entre aquele cenário de partida e a resposta apresentada dentro dos gramados. A despedida de Maurizio Sarri, rumo à Atalanta, encerrou uma etapa sem oferecer a segurança de uma sucessão tranquila. A campanha decepcionante…

O Milan de Amorim: invicto na Itália, pressionado na Europa

Cinco rodadas sem derrotas sustentam a reconstrução rossonera, mas o tropeço diante do Benfica expõe o desafio de transformar uma ideia de jogo em resultados contra adversários mais fortes. A quinta colocação do Milan na temporada passada não foi apenas um número na tabela. Ela representou o desfecho amargo de uma campanha que, durante boa parte da Serie A, alimentou expectativas bem maiores. O time permaneceu na disputa pelas primeiras posições, frequentou a zona de classificação à Champions League e perdeu fôlego justamente quando precisava confirmar suas ambições. A derrota por 2 a 1 para o Cagliari, em San Siro, na última rodada, encerrou a competição com 70 pontos. Para um clube acostumado a enxergar a Europa como parte da própria história, terminar fora da principal vitrine continental exigia uma resposta.  Foi nesse ambiente que a segunda passagem de Massimiliano Allegri chegou ao fim. A diretoria decidiu trocar a experiência…

Bologna troca a espera pela urgência de Raffaele Palladino

Após dispensar Domenico Tedesco em apenas quatro rodadas, clube rossoblù aposta num treinador ofensivo para recuperar identidade, confiança e direção. Em 14 de julho, Domenico Tedesco iniciava no Bologna um projeto que carregava a aparência de começo, planejamento e confiança. Exatos dois meses depois, a derrota por 1 a 0 diante do Napoli, fora de casa, transformou aquela promessa numa experiência breve demais para criar raízes. O ex-comandante da seleção belga deixou o cargo após somente quatro partidas pela Serie A, com três reveses e um empate. Um ponto conquistado entre doze possíveis empurrou os rossoblù ao 16º lugar, apenas duas posições acima da zona de rebaixamento. Entre a fotografia da apresentação e a imagem da despedida, quase não houve tempo para o trabalho respirar. Os números explicam a decisão, embora não sejam suficientes para absolvê-la de qualquer debate. Quatro rodadas constituem uma amostra pequena para julgar definitivamente um treinador,…

Inter perde no placar, mas deixa o Bernabéu maior do que entrou

Primeira derrota na temporada expõe antigos pecados nos grandes jogos, porém confirma a força de um elenco construído para dominar a Itália e perseguir a Europa. A primeira derrota da Inter de Milão na temporada 2026-27 chegou justamente no palco em que qualquer erro costuma adquirir dimensões continentais. O revés por 2 a 1 diante do Real Madrid, no Santiago Bernabéu, interrompeu uma sequência de três vitórias nas rodadas iniciais da Serie A. Entretanto, reduzir a atuação nerazzurra ao resultado seria ignorar aquilo que aconteceu durante quase toda a noite na capital espanhola. Os italianos controlaram o jogo, empurraram o maior campeão europeu para trás e transformaram Thibaut Courtois no protagonista improvável do encontro. Às vezes, o futebol castiga quem propõe, premia quem resiste e entrega ao placar uma verdade diferente daquela desenhada pelo desempenho. Foram 21 finalizações italianas contra 16 espanholas, além de 11 escanteios diante de somente quatro…

Roma: o novo exército de Gasperini está pronto para conquistar a Itália?

Após recolocar os giallorossi na Champions League, treinador ganha reforços importantes, goleia a Fiorentina e inicia sua segunda temporada de olho no Scudetto. A primeira temporada de Gian Piero Gasperini no comando da Roma terminou de maneira indiscutivelmente positiva, visto que a terceira colocação na Serie A devolveu o clube à Champions League depois de sete longos anos de ausência. Mais do que cumprir um objetivo esportivo, a classificação representou a reconstrução da confiança de uma torcida acostumada a viver entre grandes expectativas e frequentes frustrações. Contratado há um ano, após uma passagem histórica pela Atalanta, o Gian Piero Gasperini chegou à capital italiana carregando ideias próprias e uma identidade impossível de confundir. Em poucos meses, transformou um conjunto irregular em uma equipe competitiva, intensa e consciente daquilo que deveria fazer dentro de campo. Como nas antigas construções romanas, o primeiro passo não foi erguer monumentos, mas estabelecer alicerces suficientemente…

Milan e Ruben Amorim: um clube e um treinador feridos em busca de reconstrução

Depois de uma temporada melancólica, os Rossoneri apostam no treinador português e reformulam o elenco para recuperar espaço entre os protagonistas do futebol europeu. De alegre, a segunda passagem de Massimiliano Allegri pelo Milan não teve praticamente nada. Faltaram a segurança defensiva, a regularidade e, principalmente, a capacidade de administrar resultados que sempre caracterizaram os trabalhos do novo treinador do Napoli. Aliás, a temporada terminou de maneira melancólica, com a equipe despencando na tabela justamente quando precisava confirmar sua classificação para a Champions League. Após permanecer durante 33 das 38 rodadas entre os quatro primeiros colocados, o Milan caiu de rendimento na reta final da temporada e terminou a Serie A somente na quinta posição. Para se ter uma ideia, os Rossoneri venceram apenas uma de suas cinco últimas partidas e desperdiçaram em pleno San Siro a oportunidade de assegurar a vaga no principal torneio europeu ao perderem do Cagliari…

Como desafia a aristocracia italiana e transforma sonho em projeto de Champions League

Com ideias modernas, investimento e coragem para enfrentar os gigantes, Cesc Fàbregas levou o clube à melhor campanha de sua história na Serie A. Durante muito tempo, o Como pareceu pertencer mais às fotografias históricas do futebol italiano do que ao presente da competição. Foram 22 anos de ausência da Serie A até o retorno em 2024, cercado pela curiosidade de quem desejava saber se aquele projeto ambicioso teria força para sobreviver entre os gigantes. A primeira resposta veio com a décima colocação na edição 2024-25 do campeonato, resultado que já representava a melhor campanha do clube desde 1988. A segunda participação consecutiva depois do acesso foi ainda mais ruidosa, visto que os comandados de Cesc Fàbregas terminaram na quarta posição, somando 71 pontos e garantindo uma inédita vaga na Champions League. Os Biancoblù que haviam passado mais de duas décadas distante dos grandes palcos agora atravessava a porta principal…

Fim da era Conte: Napoli aposta em Allegri e levanta dúvidas para o futuro

A saída de Antonio Conte do Napoli marca o fim de um ciclo que durou exatamente dois anos. Um período relativamente longo se levarmos em consideração a personalidade intensa do treinador italiano e a atmosfera igualmente apaixonada que cerca o futebol napolitano. E embora a passagem de Antonio Conte termine sem títulos em sua segunda temporada pelo clube da Campânia, o saldo geral não pode ser considerado negativo. Afinal, foi sob seu comando que os Azzurri conquistaram o quarto Scudetto de sua história em 2025, recolocando o Napoli novamente no topo do futebol italiano dois anos após a histórica campanha liderada por Luciano Spalletti. Justamente por causa desse título, a expectativa para a temporada 2025-26 era enorme. A diretoria investiu pesado no elenco, desembolsando 147,5 milhões de euros em reforços, valor que representou o segundo maior investimento da Serie A no período. A intenção era clara: transformar o Napoli em…

Juventus fora da Champions League: o fracasso que expõe a crise da Velha Senhora

A temporada 2025-26 terminou de maneira melancólica para a torcida da Juventus. Acostumada historicamente a disputar títulos nacionais e protagonizar grandes campanhas continentais, a Velha Senhora encerra a Serie A apenas na sexta colocação, garantindo somente uma vaga na próxima edição da Europa League. Em outras palavras, um cenário frustrante para um clube do tamanho da Juventus, que iniciou a temporada sonhando em retornar definitivamente ao topo do futebol italiano e europeu. A ausência na próxima Champions League representa não apenas um fracasso esportivo, mas também um golpe duríssimo no planejamento financeiro da equipe de Turim. Afinal, deixar de disputar a principal competição do continente inevitavelmente reduz receitas, enfraquece o orçamento e torna o projeto do clube menos atrativo para grandes jogadores. E isso pesa enormemente no mercado da bola. A Juventus tinha como grande objetivo garantir uma vaga na Champions League justamente para convencer atletas de elite a defenderem…

Inter de Milão, campeã italiana 2025-26

Há cicatrizes que jamais desaparecem completamente no futebol italiano. A Inter de Milão descobriu isso da maneira mais cruel possível ao término da temporada passada. Depois de perder o Scudetto por apenas um ponto para o Napoli, cair diante do rival Milan nas semifinais da Coppa Italia e ainda sofrer a traumática goleada por 5 a 0 diante do Paris Saint-Germain na decisão da Champions League, muitos acreditavam que aquele ciclo interista havia chegado ao fim. E não poderia ser diferente, o ambiente era pesado, o vestiário demonstrava sinais claros de desgaste emocional e até a liderança do elenco parecia ameaçada. Diante deste cenário, o assunto em torno dos Nerazzurri era mais sobre reconstrução do que sobre títulos. Parecia improvável imaginar que poucos meses depois aquela mesma equipe pisaria novamente no topo do Calcio. Mas o futebol, assim como a cidade de Milão, também é feito de contrastes. Entre a…

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