Incrível, assim posso definir a final de ontem entre Real Madrid e Atlético Madrid pela UEFA Champions League em Milão. Após partida equilibradíssima que terminou com o empate de 1 a 1, restou aos rivais madrilenhos a dramática disputa de pênaltis. Melhor para o Real, que com aproveitamento de 100% nas cobranças, levantou a 11ª taça em sua história.
Uma final digna do tamanho da UEFA Champions League, foi o que vi no estádio San Siro, desde o primeiro minuto de jogo. A partida começou a todo vapor, com o Real Madrid comandando as ações, enquanto o Atlético Madrid, armado com duas linhas de quatro só se defendia atrás da linha do meio-campo. Depois de quase marcar um gol de bola parada com Benzema, o Real teve outra oportunidade aos 14 minutos, com uma falta próxima a área do adversário, e não desperdiçou. Após a cobrança da falta, Gareth Bale desviou de cabeça e em posição duvidosa, o zagueiro Sergio Ramos abriu o marcador para o clube merengue, fazendo 1 a 0 no placar. Com o resultado adverso, os colchoneros começaram sua luta em busca do empate, porém não encontrava espaços para criar as jogadas, com isso, Griezmann era o jogador que mais arriscava através de chutes de longa distância. Já o Real Madrid, mostrou aos críticos que também sabe se defender, contando até com a ajuda dos pontas Cristiano Ronaldo e Gareth Bale, que voltavam para cobrir a subida dos laterais do Atlético. Também foi comum ver o atacante Karim Benzema ajudando no setor de defesa, fechando os espaços e dificultando ainda mais a vida do time colchonero.
Na segunda etapa, o treinador do Atlético Madrid, Diego Simeone, colocou em campo o atacante belga Yannick Carrasco no lugar do volante Augusto Fernández, e essa substituição mudou o jogo. Com uma equipe muito mais ofensiva, o Atlético aumentou a intensidade pelas pontas com Griezmann e Carrasco, até que logo aos 3 minutos, Fernando Torres sofreu um pênalti polêmico após trombada com o zagueiro Pepe. Mas Griezmann não aproveitou a chance, desperdiçou o pênalti chutando a bola no travessão. Mesmo assim o guerreiro time colchonero continuou sua busca incessante pelo empate, enquanto o Real, se defendia, com uma excelente partida dos três volantes, Casemiro, Modric e Kroos que anulavam todas jogadas adversárias. Explorando o contra-ataque, os merengues tiveram uma ótima oportunidade com Bale, que chegou até a driblar o goleiro Oblak, mas perdeu a chance do jogo. Até que aos 34 minutos, após boas trocas de passes, Juanfran recebe e faz belo cruzamento da direita para Carrasco empatar a partida em 1 a 1. Querendo evitar a prorrogação, o Real partiu ao ataque nos minutos finais, mas o esforço foi em vão, o empate prevaleceu no placar.
Na tempo extra, ambas as equipes estavam esgotadas fisicamente, mas a intensidade do jogo não baixou, a luta pela vitória continuou, com o Atlético dominando a partida no primeiro tempo da prorrogação, e o Real comandando o jogo na segunda etapa.
O destino reservaria a decisão por pênaltis, para o drama dos mais de 70 mil torcedores presentes ao San Siro, e outros milhões de telespectadores espalhados pelo mundo. Todos as penalidades foram convertidas, até que na quarta cobrança, o lateral-direito Juanfran desperdiçou sua cobrança chutando a bola na trave de Keylor Navas. A bola final ficou nas mãos de Cristiano Ronaldo, que marcou um dos gols mais importantes de sua carreira, garantindo a 11ª UEFA Champions League do desacreditado Real Madrid.
Assim como na temporada 2013/14, o Real venceu a final sobre o arquirrival Atlético, que sonhava com sua primeira conquista na história. Podemos creditar a inesperada conquista ao francês Zinedine Zidane, que chegou na equipe em Janeiro, substituindo Rafa Benítez e demonstrando todas suas qualidades, agora como técnico, conduziu o time merengue ao título. O Real Madrid mantém sua hegemonia, sendo o time com mais conquistas de UEFA Champions League até hoje, e irreconhecivelmente é o clube mais glorioso do planeta.