Momento turbulento

Em semana de eliminatórias, as atenções se voltam totalmente às seleções, por isso, jamais poderíamos esquecer da atual líder do ranking da FIFA e vice-campeã do mundo, Argentina. Aliás, os hermanos já viveram dias piores, porém isso não quer dizer que hoje, a seleção comandada por Edgardo Bauza passa por uma maré de pura tranquilidade, muito pelo contrário, os argentinos ocupam no momento a 5ª posição nas Eliminatórias Sul-Americanas com 19 pontos ganhos, ou seja, caso a competição terminasse agora, eles disputariam a repescagem do torneio, algo que para uma seleção da grandeza da Argentina, é no mínimo constrangedor. A quinta colocação só veio graças ao triunfo sobre a Colômbia na rodada passada por 3 a 0, vitória essa que foi fundamental para a permanência de Edgardo Bauza no comando técnico da seleção.
A crise na seleção Argentina começou pra valer após a derrota para o Chile na final da Copa América Centenário, disputada em junho do ano passado, nos Estados Unidos. Na ocasião, os hermanos sofreram um duro golpe, depois de empatarem a decisão no tempo normal (0 a 0) e perderem dos chilenos nas temerosas cobranças de pênaltis. Com a eliminação, os argentinos se desesperaram ao ver o seu principal astro Lionel Messi afirmar que iria encerrar a carreira internacional, por conta dos diversos fiascos defendendo as cores da Argentina. Além do camisa 10, o então treinador Tata Martino resolveu abandonar o cargo, alegando ser contra a política da AFA (Associação de Futebol Argentino), confederação que administra o futebol argentino.

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O meia Lionel Messi voltou a atuar pela seleção argentina após uma verdadeira comoção nacional.

Para solucionar os problemas na seleção, a AFA entrevistou alguns dos principais treinadores argentinos, e escolheu Edgardo Bauza para levar os portenhos rumo a conquista da Copa do Mundo da Rússia. Curiosamente, os argentinos vivenciavam um situação parecidíssima com a do Brasil, que sob o comando de Dunga, apenas patinava sem sair do lugar, porém com a chegada de Tite, os canarinhos (apelido da seleção brasileira) ressurgiram das cinzas, e de lá para cá, não perderam mais, assumindo inclusive a ponta da tabela das Eliminatórias. Mas para a infelicidade de nossos hermanos, eles não tiveram a mesma sorte, e até agora, o ex-treinador do São Paulo, Edgardo Bauza, não caiu nas graças da torcida, e muito menos da mídia local, que a cada jogo da Argentina faz uma enxurrada de críticas ao técnico duas vezes campeão da Copa Libertadores da América, uma pela LDU-Quito e outra pelo San Lorenzo. A maior queixa recebidas por Bauza, é o baixo poderio ofensivo de sua equipe, princialmente quando atua em seus domínios, até porque a Argentina tem o pior ataque como mandante nas Eliminatórias ao lado do Paraguai com somente sete gols marcados, fazendo assim, com que o futebol apresentado seja pobre e feio.

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Edgardo Bauza já está balançando no comando técnico da Argentina.

Como tudo que é ruim pode piorar, Edgardo Bauza se afundou ainda mais, quando ao passar alguns dias na Europa, acompanhando jogos de clubes europeus, tirou uma série de fotos ao lado de Mauro Icardi, da Internazionale de Milão. Acontece, que o atacante é odiado por atletas e boa parte da mídia esportiva argentina, pois foi o pivô da separação do conterrâneo Maxi López, que era casado com Wanda Nara, e a mesma o traiu para ficar com Icardi. Uma das figuras mais incomodadas com as fotos de Patón (apelido de Bauza) com o Judas argentino (apelido de Icardi), foi o ídolo Diego Maradona, que não polpou palavras para detonar o treinador da seleção portenha, que por sua vez, não teve coragem de convocar Mauro Icardi, alegando que Gonzalo Higuaín, Sergio Aguero, Paulo Dybala e Lucas Pratto são os quatro preferidos dele para a posição. Além de tudo isso, tanto o lateral-direito Pablo Zabaleta quanto o atacante Paulo Dybala estão fora dos próximos compromissos por decorrência de lesões. Abaixo relacionei, todos os jogadores argentinos convocados para disputar as partidas das Eliminatórias, confira:

Goleiros: Guzman Nahuel (Tigres-MEX), Sergio Romero (Manchester United) e Mariano Andújar (Estudiantes).
Defensores: Julio Buffarini (São Paulo), Marcos Rojo (Manchester United), Mateo Musacchio (Villarreal), Nicolás Otamendi (Manchester City), Ramiro Funes Mori (Everton), Gabriel Mercado (Sevilha), Facundo Roncaglia (Celta de Vigo) e Emmanuel Mas (Trabzonspor-TUR).
Meias: Javier Mascherano (Barcelona), Guido Pizarro (Tigres), Lucas Biglia, (Lazio), Ever Banega (Inter de Milão), Enzo Pérez (Valencia), Nicolás Gaitán (Atlético de Madrid), Angel Di María (PSG) e Marcos Acuña (Racing).
Atacantes: Angel Correa (Atlético de Madrid), Lionel Messi (Barcelona), Paulo Dybala (Juventus), Gonzalo Higuaín (Juventus), Sergio Agüero (Manchester City), Ezequiel Lavezzi (Hebei Fortune-CHi) e Lucas Pratto (São Paulo).

Amanhã às 20:30 (horário de Brasília), a Argentina enfrentará um adversário nada agradável, o Chile, no estádio Monumental de Núñez (em Buenos Aires) que espera ver uma equipe extremamente vibrante e jogando um futebol no mínimo convincente, afinal, restam somente cinco rodadas para o final das Eliminatórias, e um tropeço deixaria os argentinos com a corda no pescoço. A vitória se torna ainda mais obrigatória pois em seguida, os comandados de Edgardo Bauza subirão a altitude de La Paz para encarar a Bolívia, ou seja, uma aventura mega desgastante. Tenho total convicção de que no caso de uma derrota da Argentina nos confrontos diante do Chile e da Bolívia, o treinador não permanecerá no cargo, e os nomes de Diego Simeone e de Mauricio Pochettino aparecerão com força para assumirem a seleção. Aguardemos pois águas irão rolar!

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