Ao golear o Manchester United na Champions League, o clube italiano mostrou como ambição, inteligência no mercado e uma identidade coletiva podem alterar hierarquias. Cesc Fàbregas passou a carreira encontrando caminhos onde os adversários enxergavam obstáculos. Agora, diante do banco de reservas, parece determinado a ensinar uma cidade inteira a fazer o mesmo. A goleada por 4 a 1 sobre o Manchester United, na terceira rodada da Champions League, representa o retrato mais luminoso dessa transformação. No Giuseppe Sinigaglia, a diferença entre os escudos desapareceu assim que a bola começou a rolar. O que permaneceu foi uma superioridade construída com ideias, coragem e coordenação, suficientes para converter um encontro historicamente improvável numa demonstração contundente de autoridade. Reduzir aquela apresentação à crise inglesa seria uma maneira confortável de ignorar quem realmente conduziu o espetáculo. Evidentemente, as dificuldades dos visitantes ajudaram a ampliar distâncias, oferecendo liberdade a jogadores preparados para aproveitá-la. Mas…
O PSG já conquistou a Europa. Agora quer governá-la.
Depois de repetir contra o Barcelona o 4 a 2 aplicado no Manchester City, a equipe de Luis Enrique transforma versatilidade em poder e fortalece sua candidatura ao tricampeonato europeu. Paris conhece a diferença entre derrubar uma ordem e estabelecer outra. Em 14 de julho de 1789, a tomada da Bastilha tornou-se um dos grandes símbolos da ruptura com o poder monárquico francês. Nos gramados, guardadas todas as proporções, conquistar significa atravessar uma fronteira; permanecer exige construir algo além daquele instante. É esse segundo desafio que move o Paris Saint-Germain, interessado em transformar supremacia recente numa dinastia continental. O triunfo por 4 a 2 sobre o Barcelona acrescentou argumentos a uma ambição que já não cabe dentro das fronteiras francesas. Uma semana depois de impor o mesmo placar ao Manchester City, em pleno Etihad Stadium, os parisienses voltaram a vencer um adversário capaz de reivindicar protagonismo europeu.Dessa vez, caiu no…
O Real Madrid sabe virar jogos. José Mourinho pode mudar o time?
A reação do Real Madrid diante da Roma em pleno estádio Olímpico expõs tanto a força de uma camisa, quanto as contradições de um elenco que precisa transformar talento em organização. Durante boa parte da noite no Olímpico, o Real Madrid pareceu carregar o peso de uma equipe incapaz de compreender a própria abundância. Havia talento para decidir qualquer lance, mas faltava organização para governar a partida. A Roma abriu 3 a 1, aproximou os espanhóis de uma derrota dolorosa e expôs fragilidades conhecidas. Então veio o desfecho: 4 a 3, numa reação que pertence ao imaginário europeu daquela camisa. O problema começa quando uma demonstração extraordinária de sobrevivência passa a servir como certificado de saúde. A vitória preserva a campanha na Champions League, iniciada com um apertado 2 a 1 sobre a Inter, sem encerrar as dúvidas levantadas pelo desempenho. Em La Liga, a quarta colocação e os seis…
O Barcelona faz dos gols uma declaração à Europa
A goleada em Istambul reforça a força ofensiva do time de Hansi Flick, mas a caminhada pela Champions League ainda exigirá respostas além do espetáculo. Há vitórias que cabem na mala; outras atravessam fronteiras como uma declaração de intenções. O Barcelona deixou Istambul com uma dessas, transformando o barulho do RAMS Park em cenário para mais uma demonstração de autoridade. O 4 a 1 sobre o Galatasaray impressiona pelo tamanho, mas sobretudo pela maneira como foi construído: desvantagem inicial, reação antes do intervalo e uma segunda etapa que rapidamente desmontou a resistência turca. Neste começo de temporada, é difícil encontrar na Europa um futebol ofensivo mais convincente. A equipe de Hansi Flick faz da ambição uma prática cotidiana. Os números ajudam a dimensionar esse entusiasmo: Dez vitórias e 43 tentos em dez partidas representam 100% de aproveitamento e uma média de 4,3 gols por compromisso, produção extraordinária mesmo para um…
Começou a caminhada do renovado Real Madrid, de Xabi Alonso, na Champions League
As quatro vitórias conquistadas nas quatro primeiras rodadas da LaLiga não representavam nada antes da estreia do Real Madrid na Champions League, este sim considerado o verdadeiro ínicio do novo ciclo madridista sob o comando de Xabi Alonso. Por sinal, o retrospecto negativo de três partidas seguidas sem vitórias na Champions League devido ao revés diante do Atlético de Madrid no jogo de volta das oitavas-de-final, além das derrotas frente o Arsenal nas quartas-de-final da edição passada do torneio continental, aumentavam ainda mais a pressão sobre o Real Madrid antes da bola rolar contra o Olympique de Marselha no Santiago Bernabéu. Vale ressaltar que Xabi Alonso desembarcou na capital espanhola neste meio de ano tendo a dificílima missão de começar uma nova era no Real Madrid após as gloriosas passagens de Zinedine Zidane e Carlo Ancelotti pelo clube, lembrando que o treinador espanhol fez parte da primeira dessas históricas gerações…