Com Lamine Yamal em ascensão e uma identidade que resiste às mudanças, a campeã mundial aproxima seu presente do maior legado de sua história. Há seleções que atravessam grandes momentos; outras conseguem transformar a excelência em endereço permanente. A Espanha parece instalada nesse segundo território, onde vencer deixa de representar uma surpresa e passa a traduzir uma maneira de compreender o futebol. Depois do bicampeonato mundial conquistado em 2026, seria compreensível encontrar alguma dispersão entre celebrações, homenagens e compromissos seguintes. Entretanto, a resposta veio com autoridade: triunfo por 3 a 2 sobre a Inglaterra em Wembley, seguido de uma goleada por 4 a 1 diante da Croácia, em Sevilha. O troféu recém-erguido não encerrou a caminhada espanhola; apenas ampliou o horizonte da Fúria Roja, que continua faminta. No Ramón Sánchez-Pizjuán, o placar expressivo apresentou mais do que a superioridade da anfitriã diante de uma adversária respeitável. Revelou a facilidade com…
Espanha, campeã mundial 2026
O empate sem gols diante de Cabo Verde, logo na estreia da Copa do Mundo de 2026, abriu uma inesperada janela de desconfiança sobre a Espanha. De um lado estava uma seleção apontada entre as principais candidatas ao título; do outro, um oponente que fazia sua primeira participação na história do torneio. Naquele momento, o 0 a 0 parecia oferecer argumentos suficientes para quem questionava a capacidade espanhola de transformar favoritismo em protagonismo. No entanto, o que poucos poderiam prever é que aquela atuação sem brilho seria apenas o primeiro capítulo de uma trajetória completamente diferente. Copas do Mundo não são necessariamente vencidos por quem começa melhor. Muitas vezes, pertencem a quem consegue compreender seus próprios erros, corrigir rotas e crescer enquanto os adversários ficam pelo caminho. A Espanha fez exatamente isso. E, dezesseis anos depois de sua primeira conquista, voltou a dar a volta olímpica. A campanha terminou invicta,…
Espanha mantém vivo o sonho do bicampeonato mundial
A classificação da Espanha às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026 após a vitória por 1 a 0 sobre Portugal representa muito mais do que a simples eliminação de um rival histórico. O duelo ibérico repetiu a decisão da última edição da Liga das Nações da UEFA, porém, desta vez, aconteceu de forma precoce no Mundial, consequência direta da campanha apenas regular de Portugal na primeira fase, como vice-líder de sua chave. A Espanha, por outro lado, confirmou seu favoritismo desde o início ao avançar como líder do Grupo H. Talvez esse cruzamento tenha ocorrido antes do esperado, mas serviu para evidenciar que, atualmente, espanhóis e portugueses vivem momentos bastante distintos dentro do cenário internacional. Curiosamente, a caminhada espanhola na Copa do Mundo não começou da maneira que seus torcedores imaginavam. O empate sem gols diante de Cabo Verde foi encarado por muitos como um resultado ‘catastrófico’, principalmente pelo…
O bicampeonato mundial desponta no horizonte da seleção espanhola
Dois jogos, duas vitórias, NOVE gols marcados e NENHUM sofrido. Assim começou a caminhada da líder do grupo E das Eliminatórias, Espanha, rumo à Copa do Mundo de 2026. Pois é, ainda que os mais críticos questionem o fato de que a Espanha encarou adversários de baixo técnico nas duas rodadas iniciais das Eliminatórias, é inegável que o triunfo por 3 a 0 sobre a Bulgária, e a goleada por 6 a 0 sobre a Turquia, ambas conquistadas fora de seus domínios, merecem ser exaltadas, sobretudo por conta do futebol praticado pelos pupilos de Luis de la Fuente, em especial contra os turcos, que inclusive atuaram em Konya, a fim de criar uma atmosfera absolutamente hostil aos espanhóis. A propósito, se a maior dificuldade dos adversários que enfrentam os turcos em Istambul é o clima criado pela torcida, então o que dirá jogando num estádio menor e de maior pressão…