Desde 2006 no comando da Mannschaft, o treinador Joachim Low vive a sua pior fase na seleção, e a sombra de Jurgen Klopp, que realiza um excelente trabalho à frente do Liverpool, aumenta ainda mais a pressão sobre o treinador campeão mundial em 2014.
A vexatória goleada sofrida pela Alemanha diante da Espanha por 6 a 0, retrata da melhor forma possível o péssimo momento vivido por Joachim Low no comando do selecionado alemão. Aliás, a fatídica noite do dia 17 de novembro de 2020 no estádio Olímpico La Cartuja, já é apontada como a pior na história da Mannschaft, tendo o mesmo peso do 7 a 1 para a Seleção Brasileira. Ainda assim, a DFB (Federação Alemã de Futebol) decidiu manter Low no cargo, lembrando que os tetracampeões mundiais foram eliminados na 1ª Fase da Liga das Nações da UEFA em função deste tremendo fiasco.
No entanto, seria uma enorme injustiça avaliarmos o trabalho de Joachim Low considerando somente uma partida. Mas se observarmos o desempenho recente da Mannschaft, realmente chegaremos a conclusão de que os pupilos de Low estão deixando bastante a desejar. Não à toa, a Alemanha caiu na fase de grupos da Copa da Rússia em 2018, mesmo estando situada em um grupo fácil, composto por Suécia, México e Coréia do Sul. Para se ter uma ideia, a seleção alemã despediu-se do Mundial na lanterninha da chave, não avançando às oitavas pela primeira vez na história.

O revés da Alemanha frente à Espanha por 6 a 0 ficou marcado por ser o primeiro jogo que o goleiro Manuel Neuer sofreu seis gols em uma partida na carreira.
Passado o fracasso no Mundial de 2018, a Alemanha voltou a decepcionar, porém desta vez pela inédita Liga das Nações da UEFA, realizada naquele mesmo ano. Na ocasião, a Mannschaft foi eliminada de maneira precoce na 1ª fase da competição, somando dois empates e duas derrotas em quatro jogos disputados. Ou seja, muito pouco para a seleção quatro vezes campeã do mundo ao longo da trajetória.
Por fim, os alemães realizaram outra frustrante campanha pela atual edição da Liga das Nações da UEFA, tanto é, que eles novamente não avançaram de fase no torneio. Vale ressaltar que em termos de aproveitamento, a performance da Alemanha não foi tão ruim após a Copa de 2018, visto a equipe acumulou 12 vitórias, 8 empates e 4 derrotas neste período, porém a Mannschaft enfrentou fracos adversários como Estônia, Bielorrússia e Irlanda do Norte pelas Eliminatórias da Eurocopa.

A maior goleada sofrida pela Alemanha em jogos oficiais havia ocorrido em 2001, quando os alemães perderam dos ingleses por 5 a 1 pelas Eliminatórias da Copa de 2002.
Em contrapartida, a Mannschaft vem praticando um futebol bastante abaixo do esperado, e é exatamente este aspecto que vem incomodando os exigentes torcedores alemães. Embora já fosse previsto que os tetracampeões mundiais enfrentariam um momento adverso após a Copa da Rússia por conta do processo de reformulação que ocorreria na seleção, algumas decisões de Joachim Low não estão agradando, como por exemplo, a de não convocar mais a dupla de zagueiros Jérôme Boateng e Mats Hummels, além do atacante Thomas Muller.
Para piorar ainda mais a situação de Joachim Low, o técnico Jurgen Klopp segue desenvolvendo um excelente trabalho à frente do Liverpool, haja vista a série de títulos conquistados pelos Reds nas duas últimas temporadas. Por este motivo, Klopp lidera a lista de preferidos dos alemães para substituir Low, apesar de seu contrato junto ao clube inglês ser válido até 2024. Ademais, o nome de Hansi Flick é outro que agrada os torcedores, ainda que este não tenha a bagagem suficiente para assumir uma seleção da grandeza da Alemanha.
Diante de todo este tumultuado cenário, o gerente da DFB, Oliver Bierhoff, agendou uma reunião com Joachim Low no último dia 4 com o intuito de coletar informações, avaliá-las e discuti-las, além é claro, de cobrar o treinador em relação ao pífio futebol apresentado pela equipe. Todavia, neste encontro Bierhoff descartou mais uma vez a hipótese de demitir Low, cujo contrato com a seleção é válido até julho de 2022. Contudo, só nos resta saber se esta decisão se manterá firme no caso de outra má campanha na Eurocopa do próximo ano. A ver!