Quando ouvimos falar no Peñarol, logo nos vem a mente uma equipe vitoriosa, repleta de glórias e tradição. Isso não é nenhuma novidade, afinal, os aurinegros colecionam diversas taças em sua sala de troféus, dentre as mais significativas, 5 títulos da Copa Libertadores da América, 50 canecos do Campeonato Uruguaio, além de uma Recopa Intercontinental. Por essas e outras, o Penãrol é considerado como um dos maiores clubes do continente sul-americano, ao lado do Boca Juniors, River Plate, Independiente, Nacional Montevidéu, São Paulo, Santos e Olímpia.
Acontece que apesar de ter vencido recentemente o Campeonato Apertura Uruguaio (2016), os Carboneros (apelido do Peñarol) vivem uma imensa seca de títulos internacionais. Para se ter ideia, o último torneio continental conquistado pelo Penãrol, foi a Copa Libertadores de 1987, época em que o time uruguaio era comandado pelo “maestro” Óscar Tabárez, e que contava com figuras memoráveis como Diego Aguirre, Gustavo Matosas, José Batle Perdomo, Alfonso Domínguez, José Herrera e o paredão Eduardo Pereira. Passados longos vinte anos dessa grande conquista sobre os colombianos do América de Cali, a equipe aurinegra continua participando constantemente da Copa Libertadores, até por conta do fraco nível do futebol uruguaio, no entanto, os Carboneros persistem em realizar campanhas bastante abaixo de sua história, nem de longe lembrando os tempos áureos do clube. Na atual edição da Copa Libertadores (2017), o Peñarol não conseguiu nem ao menos classificar-se para as oitavas de finais, pois foi eliminado ainda na fase de grupos da competição, ficando atrás do Palmeiras e dos modestos Jorge Wilstermann e Atlético Tucumán, ou seja, permanecendo na lanterninha com apenas seis pontos em 6 jogos disputados.

Depois de nas últimas temporadas contar com atletas considerados veteranos, como por exemplo Diego Forlán, Álvaro Recoba, Diego Alonso, Darío Rodríguez, Marcelo Zalayeta e Antonio Pacheco, o Penãrol segue firme e forte mantendo a tradição de investir na contratação de jogadores experientes, tanto é, que o presidente do Peñarol, Juan Pedro Damiani, anunciou de forma oficial, no início da tarde de ontem (terça-feira), a chegada de Walter Gargano. O volante de 33 anos, iniciou sua vitoriosa carreira no Danubio, clube pelo qual foi campeão uruguaio em 2004 e posteriormente em 2007, ano esse, em que Gargano transferiu-se ao Napoli. De lá para cá, ele passou pela Internazionale, pelo Parma, até ser vendido ao Monterrey em 2015, aonde atuava até então. Portanto, o ex-atleta da seleção celeste está há dez anos longe do futebol uruguaio, e afirmou que seu retorno tem muito haver com a saudade de sua terra natal. Segundo a mídia local, outro fator preponderante para a vinda de Walter Gargano ao Peñarol, foi o pedido especial de seu amigo Cristian “Cebolla” Rodríguez (31 anos), que é atualmente o grande astro do time aurinegro.

Ainda seguindo a filosofia de trazer jogadores veteranos ao elenco aurinegro, o Penãrol está bastante próximo de anunciar a contratação do meia Maximiliano Rodríguez. Inclusive, o argentino já tem um acordo verbal com o time uruguaio, e ao que tudo indica a confirmação de sua chegada pode acontecer ainda nesta quarta-feira. Atualmente defendendo as cores do Newell’s Old Boys, Maxi rejeitou as propostas de renovação de contrato da equipe de Rosário, alegando à diretoria que precisa respirar novos ares para sua própria saúde mental. Aos 36 anos de idade, La Fiera (A Fera – apelido de Maxi) dispõe de um currículo pra lá de invejável, com passagens triunfantes no Espanyol, Atlético Madrid, Liverpool, e logicamente no Newell’s Old Boys, seu clube de coração. Apesar deste vasta trajetória, Maxi Rodríguez ficou mundialmente conhecido na Copa do Mundo de 2006, quando marcou um golaço de voleio, na vitória da Argentina sobre o México por 2 a 1, nas oitavas de finais do torneio. Aliás, vale lembrar que este gol, foi eleito o mais bonito da competição. Mais tarde, Maxi voltou a ser novamente convocado para disputar outra Copa do Mundo, desta vez a de 2014, no Brasil.

Contudo, afim de repor a saída de Junior Arias, peça fundamental do setor ofensivo de sua equipe, o treinador Leonardo Ramos colocou como primeira opção para a diretoria, a contratação do atacante Esteban Paredes, do Colo-Colo, um antigo desejo do técnico uruguaio. O Penãrol enviou uma proposta oficial aos chilenos, tentando fechar de uma vez por todas a compra do atleta de 37 anos de idade. Caso a transação realmente se concretize, Paredes será a solução para o fraco ataque aurinegro, que por sua vez, sofre uma enorme pressão pela ausência de um camisa 9 matador. O chileno rodou por vários clubes durante sua carreira, tendo se destacado principalmente no Pachuca, na LDU, no Newell´s Old Boys e no próprio Colo-Colo. Assim como Walter Gargano e Maxi Rodríguez, Esteban Paredes também tem na bagagem a participação em uma Copa do Mundo, a de 2010, na qual foi titular na maioria dos jogos vestindo a camisa do Chile. O presidente Juan Pedro Damiani sabe da complexidade desta negociação, pois transacionar com o Colo-Colo é uma tarefa extremamente complicada, por isso, o plano B do Penãrol, caso Paredes não venha, é contratar outro veterano, trata-se do centro-avante do Lanús, Germán Denis, de 35 anos. A maior meta dos Carboneros nesse segundo semestre, é conquistar o título do Torneio Clausura do Campeonato Uruguai, que terá início a partir do dia 19 de agosto. Resta saber agora, se com um elenco recheado de atletas experientes, esse objetivo será ou não cumprido.