A nova realidade do Betis

Conduzir o Betis à Champions League após mais de uma década de ausência, terá o mesmo peso do que vencer a Premier League à frente do Manchester City ao técnico Manuel Pellegrini.

Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid e Sevilla foram os quatro primeiros colocados das últimas três edições da LaLiga, um dado que retrata a total previsibilidade do torneio. Não à toa, merengues e blaugranas são sempre apontados como favoritos ao título a cada temporada, com os colchoneros correndo por fora como a terceira alternativa, enquanto o quarto posto é o que costuma ficar em aberto apesar da dominância sevillista neste período recente.

Mas enfim este paradigma pode ser quebrado, haja vista o péssimo começo de temporada do Sevilla, que conquistou somente uma vitória nas cinco primeiras rodadas da LaLiga (3D – 1E), e ocupa a 15ª posição na tabela, o que significa que a quarta colocação está realmente vaga. Vale ressaltar ainda, que o Atlético de Madrid também realiza uma campanha irregular, porém a sua distância em relação ao vice-líder Barcelona, é de míseros três pontos neste exato instante.

Por fim, se levarmos as finanças em consideração, o natural seria a Real Sociedad, dona do quarto plantel mais valioso da LaLiga, encerrar a temporada entre os quatro melhores colocados, seguida de perto pelo Villarreal. E é justamente por esta razão, que o Betis encarou o duelo do último domingo (11) diante do Submarino Amarelo como um jogo decisivo de seis pontos.

Aliás, isso explica porque tanto os jogadores quanto os mais de 50 mil torcedores que lotaram o estádio Benito Villamarín, comemoraram euforicamente o magro triunfo por 1 a 0 sobre o Villarreal, lembrando que os verdiblancos alcançaram a sua quarta vitória em cinco jogos pela LaLiga, registrando 80% de aproveitamento na terceira posição, aonde contabilizam 12 de possíveis 15 pontos.

No entanto, é importante salientar que até meados de agosto, o Betis ainda estava impossibilitado de registrar atletas na LaLiga por ter superado o limite salarial previsto no regulamento do torneio. Assim, além de promover uma redução nos salários dos jogadores, o presidente do clube, Ángel Haro, ativou algumas alavancas econômicas que tornaram viáveis as inscrições de Claudio Bravo, Luiz Felipe, Andrés Guardado, Joaquín, Luiz Henrique e Willian José.

Contudo, a vitória sobre o Villarreal evidenciou que o Betis figura entre os principais candidatos a uma vaga no G-4 da LaLiga, sobretudo porque o Submarino Amarelo têm sido uma pedra no sapato do time andaluz, a julgar pelas duas derrotas por 2 a 0 sofridas pelos verdiblancos na temporada anterior, o que lhes custou a perda de seis pontos e a classificação à Champions League, já que eles terminaram o campeonato a quatro pontos do quarto colocado, Sevilla.

De qualquer maneira, o sonho do Betis em voltar a disputar a Champions League nunca esteve tão próximo da realidade desde a sua última participação em 2006, em especial devido a evolução da equipe sob o comando de Manuel Pellegrini, que a deixou na sexta e quinta colocações da LaLiga em suas duas primeiras temporadas na Andaluzia e, principalmente, pelo fato do clube ter comemorado o seu aniversário de 115 anos ocupando o terceiro posto da tabela.

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