Na temporada passada, o Valência, uma das equipes mais tradicionais da Espanha, viveu uma das maiores crises de sua história, terminando sua participação na Liga BBVA (campeonato espanhol) apenas na 12ª posição, somando o total de 44 pontos, em 38 partidas disputadas. Uma péssima campanha contabilizando 11 vitórias, 11 empates e 16 derrotas. Como acontece no Brasil, a maior culpa desse trágico desempenho foi destinada ao treinador, Gary Neville, que foi demitido após colecionar diversos resultados negativos, como citei no post do dia 31/03/2016.
Visando melhorar sua performance, e voltar a ser o Valência dos velhos tempos, o presidente Peter Lim trouxe ao time, um dos astros da seleção portuguesa, o campeão da Eurocopa 2016, Luís Nani, contratado junto ao Fenerbahce pela bagatela de R$ 31 milhões. Além de Nani, chegaram também o lateral-direito Martín Montoya (custo zero), o volante Mário Suárez (emprestado pelo Watford) e o meio-campista Álvaro Medrán (ex-Real Madrid, veio por R$ 5,5 milhões). Boa parte da torcida também cobrava a contratação de um treinador experiente, que pudesse dar um padrão tático ao time, e levar o clube de volta ao topo da tabela, mas mesmo pressionada, a diretoria valencianista resolveu deixar o ex-auxiliar técnico Pako Ayestarán como treinador da equipe, tudo devido ao desempenho dele nas rodadas finais do último campeonato, quando conseguiu salvar o Valência do temido rebaixamento.

Mas a escolha pela permanência de Pako Ayestarán como treinador do Valência, parece não ter sido a escolha certa, afinal, a equipe estreou na temporada com duas derrotas em duas rodadas disputadas até aqui, e ao lado do Athletic Bilbao e Celta ainda não pontuou na Liga BBVA, ocupando o último lugar na tabela, devido ao péssimo saldo de gols (-3 gols). Na 1ª rodada, o Valência estreou no estádio Mestalla e sofreu uma goleada do Las Palmas (4 a 2), mesmo jogando diante de sua torcida. Precisando recuperar os pontos perdidos em casa, o Valência viajou para enfrentar o Eibar, que também havia sido derrotado na rodada inicial, e novamente sofreu um revés, desta vez perdendo por 1 a 0. Se analisarmos, o Valência jogou com equipes modestas, que lutarão contra o rebaixamento na liga, e mesmo assim, o desempenho do time foi péssimo.
Como tudo que é ruim, ainda pode piorar, o Valência perdeu o seu principal atacante, Paco Alcácer, que transferiu-se ao Barcelona, pelo montante de R$ 117 milhões. O martelo foi batido na manhã de hoje, o jogador já demonstrava todo seu desejo em atuar pelo Barça, pois há semanas, estava forçando sua saída do Valência.

Além de Paco Alcácer, o zagueiro Shkodran Mustafi também está de saída, tudo porque o atleta recebeu um proposta de R$ 160 milhões do Arsenal, e a possibilidade de disputar a Premier League (campeonato inglês), agradou e muito o jogador alemão.
Agora o Valência corre contra o tempo para reforçar seu pobre elenco, afinal, a janela de transferências europeias fecha amanhã (31/08/2016). Segundo a mídia inglesa, o lateral-esquerdo Marcos Rojo do Manchester United, já foi dispensado pelo técnico José Mourinho, e pode ser apresentado como novo reforço do Valência a qualquer momento.

Como a defesa é o setor mais carente do time, expondo diversas fragilidades nas partidas anteriores, o presidente Peter Lim, já deu o aval para a contratação de outro argentino, trata-se de Ezequiel Garay, que jogou três ótimas temporadas no Benfica, e disputou a última pelo Zenit. Entre o zagueiro e o Valência já está tudo certo, e mesmo recebendo uma boa proposta do Benfica, Garay optou pelo clube espanhol, atendendo a um desejo de sua esposa, Tamara Gorro, que é espanhola e quer muito voltar a morar em seu país. Com a saída de Paco Alcácer, o Valência agora busca um atacante, e mesmo com a provável chegada de Munir (Barcelona) por empréstimo, um centro-avante, camisa 9, deverá ser apresentado até amanhã, para assim, o Valência fechar de vez o elenco que disputará toda a temporada.