Futuro incerto

Quem nunca sonhou em poder passar nem que fosse uma única tarde no futuro, assim como acontece no longa “De volta para o Futuro 2”, filme em que o engenhoso cientista Doutor Brown desenvolve um carro capaz de levar o jovem californiano Marty McFly a uma viagem no tempo, transportando-o do ano de 1985 para o ano de 2015. Para quem não assistiu a trilogia desse grande clássico do cinema mundial, fica aqui a dica. Certo, mas você não deve estar entendendo absolutamente nada, estou me referindo ao futuro, porque esse assunto interessa bastante aos torcedores do Arsenal, tradicional clube inglês, localizado na parte norte de Londres, que atualmente vive um período de enormes incertezas, todas elas em relação ao que possa vir a acontecer.

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Famoso carro do filme “De Volta para o Futuro”.

A primeira dúvida dos Gunners (apelido dos torcedores do Arsenal) é em relação a permanência ou não do treinador francês Arsene Wenger no comando técnico do time, afinal, o treinador tem em mãos um novo contrato cujo o vínculo se estende até junho de 2019. Ao que tudo indica, Arsene Wenger, que assumiu o cargo de técnico do Arsenal há 21 anos atrás (1996), deverá renovar esse contrato, porém enquanto o anuncio oficial não é feito, os torcedores seguem na esperança da retirada do treinador, isso mesmo, a maior parte da torcida dos Gunners opta pela saída de Wenger, que em todos esses anos à frente do clube, conquistou somente três taças do campeonato inglês, além de seis troféus de copas inglesas, muito pouco para quem está há tanto tempo comandando a equipe.

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A última vez que o Arsenal levantou a taça de campeão da Premier League, foi na temporada 2003-04, época em que o francês Thierry Henry era o grande ídolo dos Gunners.

Outro fator que comprova a felicidade dos adeptos do Arsenal com a possível saída do técnico francês, é o recente desempenho do time, que perdeu seis dos últimos nove jogos disputados sendo que entre eles estão as duas duras derrotas por 5 a 1 para o Bayern Munique pela Champions League. Atualmente, os londrinos ocupam a 6ª posição na Premier League (campeonato inglês) com 50 pontos ganhos, colecionando 15 vitórias, 5 empates e 7 derrotas em 29 partidas realizadas pela competição, permanecendo atrás de Chelsea, Tottenham, Manchester City, Liverpool e Manchester United, ou seja, todos os seus principais concorrentes na briga pelo título, lembrando que a situação de Wenger e do Arsenal pode piorar ainda mais, pois o próximo adversário dos Gunners é nada mais nada menos que o Manchester City, de Pep Guardiola.
Mas as incertezas do Arsenal não são apenas referentes ao seu treinador, muito pelo contrário, tanto o atacante Alexis Sánchez quanto o meia Mesut Ozil, dois dos principais atletas do elenco dos Gunners tem somente mais um ano de contrato, e ambos dão indícios de que não permanecerão na equipe, haja visto a dificuldade que a diretoria está encontrando para estender esse vínculo.

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Na atual temporada, Alexis Sánchez e Mesut Ozil, juntos, já marcaram 31 gols, portanto, a saída de ambos seria uma perda quase que irreparável ao Arsenal.

A entrevista do chileno para a imprensa local, antes do duelo entre Chile x Venezuela pelas Eliminatórias Sul-Americanas confirma exatamente isso, pois o camisa 7 do Arsenal afirmou que para vencer títulos, precisa jogar em um clube campeão, e aonde está (no Arsenal) isso (ser campeão) não irá acontecer. A declaração de Alexis Sánchez como não poderia deixar de ser, não agradou em nada os torcedores do Arsenal, e piorou ainda mais quando ele disse que gostaria de continuar morando em Londres, portanto, todos entenderam que o grande desejo do chileno é mesmo vestir a camisa do Chelsea, atual líder da liga inglesa.
Por mais que Arsene Wenger diga que não, essa série de indefinições atrapalham sim a equipe, tanto é, que a performance dos Gunners vem piorando nessa reta final da Premier League. Na minha opinião, Mesut Ozil e Alexis Sánchez só estão aguardando o encerramento da temporada para anunciar que cumprirão seu último ano de contrato e posteriormente não permanecerão no time do norte de Londres. Já o treinador francês, na minha visão, aceitará renovar seu contrato, e posso afirmar com total convicção, de que essa notícia cairá como um balde de água fria nos adeptos dos Arsenal, que vislumbravam um futuro próspero, sem Wenger no clube.

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