O processo de transição do Chelsea requer paciência por parte dos torcedores

Há quatro meses, Graham Potter desembarcava na capital inglesa para suceder o campeão europeu, Thomas Tuchel, no comando técnico do Chelsea, trazendo consigo a esperança de repetir o bom trabalho que o consagrou à frente do Brighton, nono colocado da edição passada da Premier League.

No entanto, o pior início de temporada do Chelsea no século XXI, retrata que todas as expectativas dos Blues não se confirmaram depois da chegada de Graham Potter, lembrando que a equipe do oeste de Londres ocupa a 10ª posição na tabela da Premier League somando 25 pontos em 17 jogos (7V-4E-6D), e foi recentemente eliminada pelo Manchester City na 3ª Fase da FA Cup, assim como já havia ocorrido neste mesmo estágio da Copa da Liga Inglesa.

A propósito, a queda dos comandados de Graham Potter diante do Manchester City por 4 a 0 no último domingo (08), pode ser considerada uma das partidas mais tenebrosas realizadas pelo Chelsea em anos, já que os Citizens chegaram a abrir 3 a 0 ainda no primeiro tempo, e só não aplicaram uma histórica goleada na etapa final por terem tirado “o pé do acelerador”. Consequentemente, os Blues sofreram o quinto revés seguido frente os atuais bicampeões ingleses.

Logo, por mais difícil que a situação se apresente aos torcedores do Chelsea, é necessária a compreensão de que este desempenho abaixo do esperado é comum em qualquer clube em fase de transição, vide como exemplo o Arsenal, que vem colhendo os bons frutos do processo de reconstrução pelo qual passou, somente no terceiro ano sob a batuta de Mikel Arteta.

Aliás, isso explica porque o Chelsea está sendo tão ativo nesta janela de transferências de meio de ano, haja vista as vindas do zagueiro Benoît Badiashile, do meio-campista Andrey Santos, além dos atacantes David Datro Fofana e João Félix, que juntos custaram o montante de 73,5 milhões de euros aos Blues – o equivalente a R$ 411,6 milhões -, e isso sem incluir a contratação de Christopher Nkunku, que só chegará ao clube inglês após o término da temporada.

Não obstante, outro fator que vem tornando o processo de transição do Chelsea mais complexo é o excessivo número de lesões que insiste em assolar o conjunto londrino nesta temporada. Para se ter uma ideia, oito dos trinta atletas que compõe o elenco de Graham Potter na atualidade, permanecem fora de combate em virtude de contusões.

Portanto, é de suma importância que a nova direção do Chelsea dê sequência ao projeto liderado por Graham Potter, independente dos resultados obtidos em campo, estabelecendo assim, uma política contrária a da gestão anterior de Roman Abramovich, marcada pelas constantes trocas de técnicos. Já em relação aos torcedores, resta apenas uma palavra: paciência.

Deixar um comentário

Menu