A tragédia em Stamford Bridge não começou na sequência de cinco derrotas seguidas que assombra o torcedor na Premier League. Ela foi construída em silêncio, decisão após decisão, erro após erro, como um roteiro previsível que ninguém quis interromper. Quando o Chelsea anunciou Liam Rosenior para suceder Enzo Maresca no comando da equipe, lhe oferecendo um contrato de SEIS ANOS E MEIO, os Blues não vendiam apenas um projeto — vendiam uma aposta. E no futebol de elite, apostar alto sem lastro costuma cobrar um preço cruel. Quatro meses depois, a demissão não surpreende. Pelo contrário, ela somente confirma aquilo que já parecia inevitável desde o início. Liam Rosenior chegou como promessa, e saiu como consequência. Em 23 jogos, acumulou 11 vitórias, 2 empates e 10 derrotas, números que, por si só, já evidenciam a instabilidade de um trabalho que nunca se firmou. Entretanto, reduzir o problema ao treinador é…
Mais um recomeço no Chelsea — Liam Rosenior, e a esperança por um futuro próspero
Os inéditos títulos da Conference League e da Copa do Mundo de Clubes sinalizavam que o Chelsea navegava em águas calmas pela primeira vez na era pós-Roman Abramovich, isto é, sob a gestão da BlueCo — holding liderada por Todd Boehly —, uma sensação que aumentou depois das vitórias sobre Barcelona e Liverpool na primeira metade da temporada. No entanto, tudo não passava de uma mera ilusão, a julgar pela saída de Enzo Maresca logo no primeiro dia do ano ou três semanas após receber o prêmio de melhor técnico da Premier League no mês de novembro. Sim, embora o Chelsea atravessasse uma fase instável no fim do ano, marcada por três jogos seguidos sem vencer no campeonato, somada as derrotas frente os recém-promovidos Sunderland e Leeds United, o motivo real que resultou na queda do treinador italiano envolveu fatores externos, depois que ele entrou em rota de colisão com…
A Champions League está batendo na porta do Racing Strasbourg
É comum vermos alguns clubes considerados carta fora do baralho se destacarem a cada ano na Europa, vide os recentes exemplos de Girona, Bologna e Aston Villa, que disputaram a atual edição da Champions League após surpreendentes campanhas em suas respectivas ligas. E sinceramente, eu acho essas histórias as mais legais do futebol. Por esta razão, me dá prazer escrever um artigo como o de hoje, no qual enfatizarei a magistral temporada do Racing Strasbourg, que iniciou a Ligue 1 com o objetivo de se manter na elite do futebol francês e encerrou a 29ª rodada na sexta posição com os mesmos 50 pontos do quinto colocado Lille, e separado pela pontuação mínima do G-4, o que significa que a Champions League está, verdadeiramente, na mira dos alsacianos. Para ser mais específico, são 14 vitórias, 8 empates, 7 derrotas, 48 gols marcados, 37 tentos sofridos, e 57% de aproveitamento do…