Laranja murcha

Não tem como negar, todos os apaixonados por futebol, tem uma admiração e um respeito muito grande pela seleção holandesa de futebol. Isso porque um país tão pequeno, com uma área de apenas 41.500 m², e uma população total de 16 milhões de habitantes, encantou o mundo durante a Copa de 1974, onde herdou o apelido de carrossel holandês. e posteriormente, transformou-se num verdadeiro celeiro de craques. Uma nação que revelou ao mundo do futebol, gênios como Johan Cruijff, Marco Van Basten, Rob Rensenbrink, Ruud Gullit, Frank Rijkaard, Ronald Koeman, Dennis Bergkamp, Ronald de Boer, Frank de Boer, Edgard Davids, Clarence Seedorf, entre outros, passa no momento, uma das maiores crises de sua história.
Primeiramente veio o fiasco de conseguir ficar de fora da Eurocopa 2016, quando a competição teve pela primeira vez na história, o total de 24 participantes. Para se ter ideia desta tragédia, a campanha da Holanda foi tão ruim, que nas Eliminatórias da Euro 2016. a seleção holandesa foi eliminada de forma direta, sem nem ao menos qualificar-se para a repescagem. A Holanda encerrou sua participação na pífia quarta colocação em seu grupo, atrás da República Tcheca, da Islândia e da Turquia, contabilizando somente 13 pontos, obtendo 4 vitórias, 1 empate e 5 derrotas em 10 partidas disputadas.

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Jogadores holandeses lamentam a precoce eliminação nas eliminatórias da Euro 2016, quando perderam em casa da República Tcheca por 3 a 2.

E se engana quem pensa que parou por aí, a fase turbulenta vivida pela Holanda parece não ter fim. Na quinta-feira passada, a seleção holandesa perdeu em casa, no estádio Philips, o amistoso diante da Grécia por 2 a 1. O aproveitamento da Holanda em 2016, até era bom, afinal, sob o comando do novo treinador Danny Blind, a laranja mecânica (apelido da seleção da Holanda) havia disputado cinco amistosos, e saiu vitoriosa em três deles, sofrendo apenas uma derrota (para a França), e empatando o outro jogo. Mas a derrota frente a Grécia, expôs todas as dificuldades da equipe, principalmente no setor de criação, e deixou nítido os problemas táticos que afetam o time holandês.
Foi assim, repleta de problemas, que a laranja mecânica estreou nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia 2018. Entrando em campo para enfrentar a modesta seleção da Suécia, já sem seu principal astro, Zlatan Ibrahimovic, que já encerrou sua carreira internacional.

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Para piorar ainda mais a situação, o principal jogador da Holanda, Arjen Robben, segue desfalcando a seleção, em virtude de uma lesão.

A Holanda jogou melhor do que a seleção sueca, e se não fossem as chances desperdiçadas por Klaassen, com certeza a história teria sido outra. Como diz o velho ditado do futebol, quem não faz toma, a Suécia que jogava fechada, só esperando acertar algum contra-ataque, não desperdiçou a única oportunidade que teve no primeiro tempo, e Berg fez um belo gol de cobertura no goleiro Zoet, aos 42 minutos da primeira etapa, deixando a Suécia em vantagem na primeira metade do duelo. Já no segundo tempo, a Holanda foi pra cima dos donos da casa, e a forte pressão deu resultado, pois aos 23 minutos, Sneijder marcou para os holandeses, fazendo 1 a 1, e igualando o placar do confronto. Nos acréscimos da partida, a vitória poderia ter vindo, se não fosse um erro do árbitro italiano, Daniele Orsato, que marcou uma falta do atacante Bas Dost, antes dele concluir a jogada fazendo o gol, que seria o da vitória holandesa.
Com o empate, a Holanda divide a vice-liderança do grupo A das eliminatórias europeias, ao lado da Suécia, enquanto a líder Bulgária está isolada com 3 pontos, depois de vencer a seleção de Luxemburgo por 4 a 3. A grande favorita do grupo, França, não saiu do 0 a 0 contra a Bielorrússia, e com isso, também tem um ponto, porém com um saldo de gols pior que a Holanda e que a Suécia. O próximo jogo da seleção holandesa será contra Bielorrússia, dia 07/10, em Roterdã. Agora resta aos fanáticos torcedores holandeses, fazerem a sua parte, ou seja, apoiarem muito a laranja mecânica, para que a seleção volte enfim, a viver seus áureos tempos de glória.

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