O título da Copa do Rei, conquistado pelo Barcelona na temporada que se encerrou no mês de maio, foi realmente muito pouco para uma equipe da grandeza do Barcelona. Pensando em retomar o caminho das vitórias, a diretoria do Barça demitiu o treinador Luis Enrique, para trazer Ernesto Valverde, que estava no Athletic Bilbao. A mudança na direção encheu de esperanças os torcedores barcelonistas, porém todos sabem que existem algumas carências no elenco, e somente com alguns reforços, o time catalão terá condições de brigar de igual para igual por todas as competições que estão por vir.
Desde a conquista do triplete na temporada 2014/15, justamente quando o agora ex-treinador Luis Enrique estava no comando técnico dos catalães, o Barcelona não conseguiu mais encantar o mundo com o seu estilo de jogo, sempre ofensivo, dinâmico e envolvente. Uma das explicações para essa decaída do Barça, foi sem sombra de dúvidas a saída do meio-campista Xavi, uma peça fundamental daquele verdadeiro esquadrão que já contava com Lionel Messi, Luis Suárez, Neymar, Sergi Busquets, Andrés Iniesta, Gerard Piqué e Javier Mascherano. Para piorar a situação, no ano seguinte, foi a vez do lateral-direito Daniel Alves, outro destaque da equipe, decidir respirar novo ares. Assim, duas grandes engrenagens, que exerciam funções essenciais no time saíram, deixando lacunas até hoje não preenchidas, tudo devido as péssimas reposições da diretoria.

Como citei anteriormente, desde a saída de Xavi, o Barcelona não encontrou uma boa opção no mercado para repor essa grande perda. O atleta que mais se assemelhava ao eterno camisa 6 do Barça, era o hispano-brasileiro Thiago Alcântara, porém o meia transferiu-se ao Bayern Munique para trabalhar com Pep Guardiola. Nem mesmo a insistência com Ivan Rakitic na posição, apesar de toda a categoria do croata, foi capaz de suprir a falta de Xavi. Pensando nisso, Ernesto Valverde já colocou a contratação de um meio-campista com qualidade tanto na marcação quanto no apoio ao ataque, como primordial ao time catalão, por isso, a diretoria do Barça não medirá esforços para trazer o italiano Marco Verratti, atualmente no PSG. Inclusive, o atleta de 24 anos não se reapresentou com o restante do elenco parisiense na manhã de ontem para o início da pré-temporada. Todavia, existe um enorme empecilho para a vinda dele, trata-se da indisposição do PSG, que recusou uma proposta de 80 milhões de euros feita pelo Barcelona. Verratti afirmou em diversas ocasiões que deseja jogar na equipe da Catalunha, e tentará conversar ainda nesta semana com o xeque Nasser El Khelaifi, dono do clube francês, que não tem a intensão de vendê-lo. Caso a negociação não se concretize, o plano B, curiosamente, seria o francês Blaise Matuidi, também do PSG.

Enquanto isso, a lateral-direita do Barcelona é com certeza, o setor mais fraco da equipe de Luis Enrique, foi naquela região que os adversários insistiam em atacar o Barça durante toda a temporada, afinal, desde a saída de Daniel Alves, ninguém se acertou na posição. O menos pior foi o meio-campista Sergi Roberto, que acabou sendo improvisado na lateral, porém seu rendimento como era esperado, foi bem abaixo das expectativas. O reserva imediato, Aleix Vidal, contratado junto ao Sevilla, decepcionou com a camisa do time catalão, tanto é, que ele foi escalado pouquíssimas vezes. O nome escolhido pela comissão técnica barcelonista para assumir de vez a posição, é o de Héctor Bellerín, do Arsenal, eleito um dos melhores laterais da última edição da Premier League. No entanto, pesa contra o espanhol de 24 anos, o fato dele ter renovado o seu contrato com os ingleses em outubro do ano passado, estendendo-o até 2022. Assim como o amigo Marco Verratti, Bellerín tentará através de uma conversa com o treinador Arsene Wenger, acertar sua ida ao Barça, que disputará a Champions League 2017/18, diferentemente do Arsenal, que não garantiu uma vaga no torneio continental.

Além das carências na lateral-direita e no setor de meio-campo, ao analisar o seu novo elenco, o treinador Ernesto Valverde chegou a conclusão de que seria necessária a contratação de um zagueiro e de um atacante. O defensor viria para fazer sombra aos titulares Javier Mascherano e Gerard Piqué, algo similar ao papel que hoje é exercido por Samuel Umtiti, até porque o francês Jérémy Mathieu, a outra opção da defesa, terá o seu contrato rescindido, portanto é nítido que falta um jogador para compor o elenco. Sem perder tempo, a diretoria barcelonista acertou a compra do colombiano Yerry Mina por 9 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões), porém o atleta que atualmente defende as cores do Palmeiras, será apresentado somente em janeiro de 2018, até lá Valverde trabalhará com o que tem à disposição. Por último, para o setor de ataque, o técnico solicitou um jogador capaz de atuar no time titular, ao lado do trio MSN, em um possível esquema 4-2-3-1, já que o comandante pretende utilizar Neymar aberto pela esquerda, Messi no meio e Suárez como referência na frente. Foi pensando nessa formação que o Barcelona recontratou sua própria cria, Gerard Deulofeu, destaque da seleção espanhola sub-21 no campeonato europeu da categoria. O atacante de 21 anos, tem como principais atributos a habilidade, a técnica e a velocidade, desta maneira, ele tem tudo para brilhar com a camisa do Barça. Este é apenas um esboço do Barcelona de Ernesto Valverde, que promete títulos na próxima temporada.