2021 se apresenta tenebroso ao Valencia

17º colocado na tabela da LaLiga, o Valencia realiza uma temporada pra lá de desastrosa, o que já era esperado tendo em vista a desastrosa gestão de Peter Lim. Isto posto, só nos resta saber se os Morcegos conseguirão se manter no primeiro escalão do futebol espanhol em 2021.

A governança de Peter Lim no Valencia vem sendo um enorme fiasco, sobretudo porque o cingapuriano sequer elaborou um mísero projeto desde que tornou-se acionista majoritário do clube em 2014. Deste modo, fica evidente que o único interesse do magnata nesta negociação – que girou em torno de R$ 910 milhões – era aumentar somente a sua fortuna, ou seja, ficar ainda mais rico através do futebol, algo que definitivamente não aconteceu – lembrando que Lim já havia tentado comprar o Milan, o Rangers e o Middlesbrough, antes de adquirir o time espanhol.

Todavia, é importante salientar que a saúde financeira do Valencia já vinha de mal a pior no período pré Peter Lim, visto que a dívida dos valencianos beirava a casa de 1 bilhão de reais. Ainda assim, seria possível recuperá-la tanto econômica quanto esportivamente, através de uma boa administração. Mas o que aconteceu foi o contrário, tanto é, que os Ches realizam a sua segunda pior campanha na história do Campeonato Espanhol somando 15 pontos em 16 jogos, só superando o desempenho da temporada 1982/83, quando eles contabilizaram 12 pontos até a 16ª rodada do torneio.

A propósito, a performance do Valencia na atual edição da LaLiga é pior até em relação a campanha de seu rebaixamento na temporada 1985/86. Para se ter uma ideia, os Morcegos conquistaram apenas três vitórias em 16 partidas realizadas até aqui pelo campeonato, colecionando seis empates e sete derrotas nos demais compromissos, o que significa que eles registram somente 31,3% de aproveitamento na competição.

De acordo com estes trágicos números, não restam dúvidas de que a principal missão dos comandados de Javi Gracia será realmente brigar contra o rebaixamento no restante da temporada. E pensar que no Natal do ano passado este mesmo Valência comemorava a sua classificação às oitavas-de-final da Champions League, estava a apenas quatro pontos de distância do quarto colocado da LaLiga, e se preparava para a disputa da Supercopa da Espanha na Arábia Saudita.

Vale ressaltar, que a demissão do treinador Marcelino García Toral no início da temporada passada foi preponderante para que o Valencia chegasse nesta triste situação, haja vista o excelente trabalho desenvolvido por Marcelino à frente conjunto valenciano, que por sua vez, ergueu o caneco da Copa do Rei 2018/19 após 11 anos de um longo jejum sem títulos. Entretanto, a passagem do asturiano pelo Mestalla durou somente duas primaveras, e tudo em virtude de uma série de desentendimentos envolvendo o ex-técnico e o mandatário do clube, Peter Lim.

A partir da saída de Marcelino García Toral, o Valencia literalmente se desmantelou. Não à toa, jogadores importantíssimos do elenco como eram os casos de Ezequiel Garay, Francis Coquelin, Geoffrey Kondogbia, Ferran Torres, Rodrigo, e até mesmo o meia Dani Parejo, deixaram o clube na última janela de transferências. Aliás, Jasper Cillessen e Kevin Gameiro só não foram vendidos pelo clube porque não receberam propostas, já que a intenção da diretoria era negociá-los também, devido ao alto salário do goleiro holandês e do atacante francês.

Segundo o presidente, Anil Murthy, a pandemia acabou agravando a crise pelos lados do Mestalla, e a venda de atletas foi a única alternativa encontrada pelo Valencia para sobreviver neste momento. Pior para o técnico Javi Gracia, que teve que recorrer às categorias de base para reforçar o elenco visando a temporada 2020/21. Contudo, por mais que os novatos Javi Jímenez, Hugo Guillamón, Yunus Musah e Jason, tenham um brilhante futuro pela frente, ainda não sabemos se eles conseguirão lidar com a enorme pressão de livrar o clube seis vezes campeão espanhol do rebaixamento. A ver!

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