A segunda metade da temporada se apresenta complicada ao Real Madrid

No sufoco! Foi assim que o Real Madrid garantiu a sua vaga na decisão da Supercopa da Espanha pela 18ª vez na história, a julgar que os comandados de Carlos Ancelotti precisaram dos pênaltis para superar o Valencia nas semifinais do torneio realizado na Arábia Saudita, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar que estendeu-se ao longo de toda a prorrogação.

Vale ressaltar, que os grandes protagonistas da classificação dos atuais campeões espanhóis e europeus foram mais uma vez o goleiro Thibaut Courtois, que defendeu a penalidade cobrada por José Gayá, além do atacante Karim Benzema, autor de um gol ainda na etapa inicial da partida, e de outro na disputa de pênaltis que terminou 4 a 3 a favor dos Blancos.

Mas apesar dos merengues terem se tornado os primeiros finalistas da Supercopa da Espanha detentores do título da edição anterior da LaLiga desde que a competição passou a ser disputada neste formado com quatro participantes, eles não têm tantos motivos para comemorar devido ao futebol pouco convincente praticado em campo, o que se comprova também através dos resultados, já que o Real Madrid coleciona 1 vitória, 1 empate e uma derrota, em três jogos realizados em 2023.

A propósito, o único triunfo conquistado pelo Real Madrid este ano, deu-se diante do modesto Cacereño, da quarta divisão espanhola, pela do Copa Rei. Posteriormente, os merengues caíram frente o Villarreal por 2 a 1 no estádio El Madrigal, um revés que os tirou da liderança da LaLiga, e empataram com o Valencia em Riade, registrando míseros 44,4% de aproveitamento neste período.

No entanto, a queda de rendimento do Real Madrid teve início antes do início da Copa do Mundo de 2022, mais especificamente no final de outubro, quando os merengues sucumbiram diante do RB Leipzig por 3 a 2, sofrendo a sua primeira derrota na temporada, empataram com o Girona em pleno Santiago Bernabéu (1 a 1), e depois de golearem o Celtic por 5 a 1, voltaram a perder do Rayo Vallecano em Vallecas (3 a 2), em jogo válido pela 13º rodada da LaLiga.

Este é o início da segunda parte da temporada e começamos devagar. O nível do time não está no seu melhor porque esta temporada tem sido atípica em virtude da Copa do Mundo. É normal que 20 dias depois da Copa os jogadores não estejam em seu melhor nível”, disse o treinador Carlo Ancelotti.

Contudo, um dos pontos cruciais para esse declínio são as contusões, afinal, o departamento médico madridista segue movimentado desde o pontapé inicial da temporada. Aliás, ao mesmo tempo que David Alaba e Aurélien Tchouameni não viajaram com o restante da delegação para jogar a Supercopa da Espanha em função de suas respectivas lesões musculares, Lucas Vázquez e Eduardo Camavinga retornarão de Riade direto ao DM para tratar os problemas que os acometeram na competição.

Pois é, e para piorar a situação, o calendário do Real Madrid estará mais apertado daqui adiante, considerando que além do embate contra o Villarreal pela Copa do Rei, e dos demais jogos da LaLiga que incluem os clássicos ante Atlético de Madrid e Barcelona, os merengues ainda terão o Torneio Mundial de Clubes e as oitavas-de-final da Champions League para disputar até meados de março. Logo, o cenário se apresenta complexo pelos lados do Santiago Bernabéu!

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