Resumo da janela europeia 2017

Na madrugada de ontem (01/02/2017), a meia-noite para ser mais específico, encerrou-se de vez o período disponível para transferência de jogadores para clubes europeus, popularmente conhecida como janela europeia de inverno. Geralmente, as janelas de inverno costumam ser menos movimentadas em relação as janelas de verão, porém é comum termos pelo menos algumas grandes contratações no período de janeiro, algo que definitivamente não aconteceu nesta temporada.
Os clubes ingleses são os que aparecem no topo da lista, quando o quesito é contratar jogadores, mas por incrível que pareça, as grandes equipes como Arsenal, Chelsea, Manchester United, Liverpool e Manchester City preferiram economizar nessa janela de inverno. A maior negociação envolveu o Chelsea, porém ao invés de ser uma compra, foi uma venda, pois para quem ainda não sabe, o meia brasileiro Óscar foi comprado pelo Shanghai SIPG pelo montante de 60 milhões de euros, e agora se juntará aos conterrâneos Hulk e Elkeson. Os milionários rivais de Manchester também não abriram os cofres, e somente o City contou com a chegada de Gabriel Jesus, contratado na metade do ano passado por 32 milhões de euros, enquanto o United conseguiu fazer boas vendas através do volante francês Morgan Schneiderlin que foi para o Everton (23 milhões de euros) e do ponta holandês Memphis Depay vendido ao Lyon da França (16 milhões de euros). Outros clubes mais modestos movimentaram mais o mercado, foi o caso do Southampton, que vendeu o zagueiro José Fonte ao West Ham (9,2 milhões de euros), para trazer o meia italiano Manolo Gabbiadini, do Napoli, por 17 milhões de euros. Mas o time que mais se reforçou na “Terra da Rainha” durante a janela de inverno, foi o Hull City, penúltimo colocado da Premier League, que além de contratar o treinador português Marco Silva que estava no Olympiakos (Grécia), fortaleceu o seu elenco confirmando a chegada de diversos atletas, sendo que entre os principais estão Kamil Grosicki (ex-Rennes), Lazar Markovic (ex-Sporting Lisboa), Andrea Ranocchia (Internazionale), Evandro (ex-Porto) e Alfred N’Diaye (ex-Villarreal).

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Apesar de ter sido apresentado pelo Manchester City somente em janeiro, o atacante Gabriel Jesus foi contratado na metade do ano passado. Ele foi a principal contratação dentre os clubes ingleses na janela de inverno.

Alguns clubes franceses também se reforçaram relativamente bem no mês de janeiro, é o caso do Olympique Marseille, que além de ter conseguido segurar na equipe o volante Lass Diarra, refoçou-se trazendo o meia Dimitri Payet do West Ham (30 milhões de euros) e o lateral-esquerdo Patrice Evra da Juventus. O poderoso PSG foi o time que mais investiu dentre os franceses, contratando o meia Julian Draxler junto ao Wolfsburg pela bagatela de 40 milhões de euros e o atacante Gonçalo Guedes do Benfica por 30 milhões de euros. Já o Mônaco, atual líder do campeonato francês, trouxe somente o lateral-esquerdo Jorge, ex-Flamengo, por 8,5 milhões de euros.
Na Itália, a crise econômica parece continuar afetando os grandes clubes, e apenas a Juventus agitou o mercado, ao contratar o volante venezuelano Tomás Rincón que estava no Genoa (8 milhões de euros), juntamente com o zagueiro Mattia Caldara, ex-Atalanta (15 milhões de euros). Dentre os oponentes da Juve no campeonato italiano, somente o Napoli investiu demasiadamente, trazendo o atacante Leonardo Pavoletti do Genoa (18 milhões de euros). Enquanto isso, o Milan pegou por empréstimo o atacante espanhol Gerard Delofeu (Everton), e o meia Lucas Ocampos (Genoa). Já a rival Internazionale trouxe por empréstimo o meio-campista Roberto Gagliardini (Atalanta), e se desfez tanto do volante Felipe Melo (vendido ao Palmeiras) quanto do meia Stefan Jovetic (emprestado ao Sevilla).

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O meia Dimitri Payet retornou ao Olympique Marseille, que pagou ao West Ham a cifra de 30 milhões de euros.

O mercado espanhol, sempre um dos mais badalados da Europa, desta vez passou em branco, ainda mais depois que a FIFA impediu os rivais de Madrid, Real e Atlético de contratarem jogadores até a janela de 2018. Com isso, muito se esperava do Barcelona, que não trouxe ninguém, e continuará sem um bom lateral-direito no elenco. Já o Villarreal, vibrou com a venda do atacante Alexandre Pato para os chineses do Tianjin Quanjian por 18 milhões de euros. O clube que mais contratou na janela de janeiro, foi o Sevilla do treinador Jorge Sampaoli, que trouxe o meia Stefan Jovetic por empréstimo da Internazionale, além de comprar em definitivo o passe do argentino Walter Montoya (ex-Rosário Central) por 5,5 milhões de euros e do zagueiro francês Clément Leglet (ex-Nancy) por 5 milhões de euros. O Valência que vive uma situação extremamente complicada na temporada, conseguiu os empréstimos do centro-avante Simone Zaza (Juventus) e do meia-atacante Fabián Orellana (Celta de Vigo).

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Já na China, o atacante Alexandre Pato posa ao lado do novo treinador Paolo Cannavaro. O brasileiro foi contratado pelo Tianjin Quanjian por 18 milhões de euros, após jogar apenas seis meses no Villarreal.

Por último os alemães, que também não fizeram nenhum grande investimento, basta analisarmos o Bayer Munique, atual líder do campeonato alemão, que não contratou ninguém. O rival Borussia Dortmund trouxe a jovem revelação sueca (17 anos) Alexander Isak (ex-AIK) por 8 milhões de euros. De resto, o Wolfsburg que vendeu seu principal astro Julian Draxler para o PSG, se reforçou pegando os jogadores Yunus Malli (ex-Mainz 05), Riechdely Bazoer (ex-Ajax), Paul-Georges Ntep (ex-Rennes) e Victor Osimheh (revelação da Nigéria Sub-23). Para finalizar, eu não poderia deixar de citar que o Borussia Monchengladbach que faz uma péssima campanha, e visando melhorar, contratou o zagueiro francês Timothée Kolodziejczak do Sevilla por 7,5 milhões de euros, enquanto o Schalke 04 convenceu o Bayern Munique a liberar o empréstimo do sempre lesionado zagueiro Holger Badstuber até o meio do ano.

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O Borussia Dortmund provou novamente ser um dos clubes que melhor contrata no futebol europeu. Desta vez, os aurinegros acertaram a vinda do atacante Alexander Isak, considerado pelos suecos, o sucessor de Zlatan Ibrahimovic.

Os holandeses do Ajax surpreenderam ao contratar o jovem David Neres do São Paulo por 12 millhões de euros. O seu arquirrival, PSV Eindhoven, pegou por empréstimo o volante Marco Van Ginkel, cedido pelo Chelsea. Os russos do Zenit também merecem destaque, pois desembolsaram o total de 8 milhões de euros na conta do Atlético Paranaense para trazer o volante brasileiro Hernani. Vale lembrar que parte desse dinheiro, veio da venda do belga Axel Witsel para o Tianjin Quanjian, mesma equipe de Alexandre Pato, por 20 milhões de euros. Já em Portugal, somente o Benfica abriu o bolso para trazer o lateral-direito Pedro Pereira, ex-Sampdoria, por 6 milhões de euros, enquanto os outros favoritos à conquista do título do campeonato português, Sporting Lisboa e Porto, não contrataram absolutamente ninguém.
Com esse breve resumo dos principais polos do mercado europeu, constatamos que não são apenas os clubes brasileiros que estão investindo pouco, ao que parece, a crise se alastrou pelo mundo e está cada vez mais difícil ver equipes de futebol fazendo loucuras financeiras, a não ser clubes que tem sheiks árabes ou homens bilionários como proprietários ou acionistas. Como eu citei no inicio do post, essa janela de janeiro costuma ser menos movimentada do que a janela de meio de ano, mas chega a ser uma surpresa, ver que nenhum grande clube europeu se mexeu neste inverno.

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