A enorme capacidade de se reinventar, mantém o Sassuolo há quase uma década na elite italiana

Desde o inédito acesso à Serie A em 2013, o Sassuolo continua competitivo apesar das inúmeras saídas de técnicos e jogadores ao longo desta quase uma década na elite italiana.

E agora? Pois é, esta foi a pergunta feita pelos torcedores neroverdis assim que Roberto De Zerbi transferiu-se ao Shakhtar Donetsk após o término da temporada passada, afinal, o atual treinador do time ucraniano realizou um excelente trabalho durante os três anos em que esteve à frente da equipe da Emilia-Romagna. Todavia, a saída de De Zerbi não “abalou as estruturas” do Sassuolo, devido a enorme capacidade do clube de se reinventar.

Assim como já havia ocorrido anteriormente nas vindas de Massimiliano Allegri, Stefano Pioli, Eusebio Di Francesco, e o próprio Roberto De Zerbi, o Sassuolo mais uma vez inovou ao contratar Alessio Dionisi para suceder De Zerbi no comando técnico neroverdi. Embora jovem, é importante salientar que o treinador de 41 anos de idade conduziu o Empoli a conquista do terceiro scudetto da Serie B na última temporada.

Apesar do início de temporada turbulento, aonde o Sassuolo venceu somente dois dos oito primeiros compromissos válidos pela Serie A, o conjunto da Emilia-Romagna rapidamente retomou o caminho das vitórias, haja vista os triunfos sobre Juventus (2 a 1), Milan (3 a 1) e Inter de Milão (2 a 0), todos atuando fora de seus domínios.

Atualmente na décima colocação da Serie A com 36 pontos em 27 jogos (9V – 9E – 9D), o Sassuolo contabiliza apenas três pontos a menos em comparação a campanha do time na época dirigido por Roberto De Zerbi, neste mesmo estágio da edição anterior do Calcio, o que demonstra que o desempenho dos neroverdis segue similar mesmo com a troca no comando técnico da equipe.

Ainda assim, vale ressaltar que o técnico Alessio Dionisi mudou a maneira do Sassuolo jogar, tornando-o uma equipe mais compacta na defesa, que não pressiona tanto o adversário em seu campo, e passa menos tempo no terço final, quer dizer, características totalmente contrárias em relação as do time de Roberto De Zerbi, que foi um dos líderes em posse de bola, troca de passes, e taxa de passes completos da Serie A na temporada passada.

No entanto, essas mudanças tanto no esquema tático (4-2-3-1) quanto no estilo de jogo, permitiram ao Sassuolo atuar com Giacomo Raspadori, Domenico Berardi e Gianluca Scamacca na equipe. Aliás, o atacante de 23 anos deixará o clube da província de Modena rumo à Inter de Milão na próxima janela de meio do ano, o que explica porque os neroverdis já acertaram as vindas de Luca Moro, junto ao Catania, e Lorenzo Lucca, que defende as cores do Pisa.

Aliás, isso novamente comprova a tese de que o Sassuolo tem uma enorme capacidade de se reinventar, algo que também beneficia a seleção italiana, já que diversos atletas que jogam, ou ganharam notoriedade no conjunto emiliano, atuam pela Azzura. Logo, por mais que os neroverdis não figurem entre os favoritos na briga pelo scudetto, é notável e compreensível a razão pela qual no ano que vem eles completarão dez temporadas na Serie A!

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