A campanha irregular do Monaco na Ligue 1, aliada a outras séries de fatores, resultou na saída de Niko Kovac do comando técnico monegasco a dois dias da chegada de 2022.
O presidente do Monaco, Dimitri Rybolovlev, esperava comemorar as festas de final de ano e o seu aniversário de uma década gerindo o clube do Principado em outras circunstâncias que não acompanhando os monegascos ocupando a sexta colocação da Ligue 1 2021/22, a uma distância de 17 pontos em relação ao líder PSG, na virada de turno do campeonato. Pois é, mas diversos outros aspectos determinaram a demissão do técnico Niko Kovac às vésperas do Réveillon.
A começar, a precoce desclassificação do Monaco na fase pré-eliminatória da Champions League, lembrando que os monegascos caíram diante do Shakhtar Donetsk por 3 a 2 no placar agregado. Consequentemente, os pupilos de Niko Kovac foram “rebaixados” à Europa League, isto é, uma queda que não estava nos planos da diretoria do clube, sobretudo em função das contratações de Alexander Nubel, Jean Lucas, Ismaila Jakobs e Myron Boadu, neste meio de ano.

Sexto colocado na tabela da Ligue 1, o Monaco encerrou 2021 somando 8 vitórias, 5 empates e seis derrotas no 1º turno da competição, registrando 50.9% de aproveitamento através desta razoável campanha.
Além disso, o desempenho da equipe em campo é mais um dos pontos que vinha incomodando a cúpula diretiva do Monaco, em especial o vice-presidente do clube, Oleg Petrov, e o diretor de futebol, Paul Mitchell. Após praticar um bom futebol no primeiro ano sob o comando de Niko Kovac, o time perdeu totalmente a intensidade e a verticalidade nesta temporada.
A propósito, a pífia performance do Monaco nos confrontos diretos contra os principais concorrentes ao título francês, são a prova de que o futebol dos monegascos involuiu nesta temporada, haja vista as derrotas sofridas diante de PSG, Lyon, Lens e Olympique de Marselha, além dos empates frente Nice e Lille, o que significa que eles só venceram o Rennes dentre os poderosos da liga.

Siuado no grupo B da Europa League, ao lado de Real Sociedad, PSV e Sturm Graz, o Monaco avançou à fase mata-mata do torneio de forma invicta e na liderança de sua chave.
Como resultado, o rendimento dos jogadores monegascos também caiu nesta temporada, e exemplos não faltam para justificar esta tese. Não à toa, podemos citar desde os jovens Aurélien Tchouaméni, Benoît Badiashile, Youssouf Fofana, além do recém-contratado Myron Boadu, até os mais experientes Ruben Aguilar e Kevin Volland. Ademais, a desgastante relação entre Niko Kovac e alguns atletas, como são os casos de Fofana e Ben Yedder, também assolava o plantel.
Deste modo, o projeto esportivo elaborado pelos monegascos em junho de 2020, não estava sendo executado como planejado, tendo em vista que a meta do Monaco era no mínimo brigar pelo G-3 da Ligue 1, obviamente visando a classificação à Champions League. Na ocasião, Paul Mitchell, Niko Kovac, e o novo gerente de análise e desempenho, James Bunce, foram contratados pelo clube, que também reestruturou todo o seu departamento médico.
Contudo, ainda há tempo para a equipe do Principado recuperar-se na Ligue 1, já que os monegascos estão apenas quatro pontos atrás do vice-líder Nice. Todavia, é importante destacar que estes mesmos quatro pontos os separam do 12º colocado, Brest. Logo, o sucessor de Niko Kovac precisará recolocar o Monaco rapidamente no caminho das vitórias, até para não se tornar o quinto técnico demitido pelo clube – Jardim, Henry, Moreno e Kovac – em três anos.