O Valencia voltou a ser Valencia, sob o comando de Bordalás

Apesar dos altos e baixos no decorrer da temporada, o técnico Pepe Bordalás conduziu o copeiro e cascudo time do Valencia a mais uma decisão (18ª) da Copa do Rei.

O primeiro ano de Pepe Bordalás à frente do Valencia pode terminar da melhor forma possível, ou seja, com o treinador de 58 anos de idade dando a volta olímpica no estádio de La Cartuja no dia 23 de abril. Pois é, algo completamente inimaginável para uma equipe que oscilou tanto ao longo da temporada, haja vista os míseros dois pontos conquistados pelos Morcegos nos seis primeiros compromissos válidos pela LaLiga em 2022.

Não por um acaso, os comandados de Pepe Bordalás ocupam a NONA colocação na tabela da LaLiga com 36 pontos em 27 jogos (9V – 9E – 9D), registrando 44,4% de aproveitamento na competição. Ademais, é importante salientar que seis pontos os separam do sétimo colocado Villarreal, o que significa que são mínimas as chances do Valencia conquistar uma vaga para disputar torneios continentais na próxima temporada através da liga espanhola.

Vale ressaltar, que o Valencia encerrou a edição passada da LaLiga na 13ª posição, e a retrasada na 9ª colocação da tabela, o que demonstra que o conjunto valenciano já vem sofrendo com campanhas abaixo das expectativas nas últimas temporadas. Contudo, o que mais incomodava tanto a diretoria quanto os torcedores do clube, era a apatia do time em campo.

E na tentativa de resgatar a identidade perdida, a diretoria do Valencia decidiu contratar Pepe Bordalás no início da temporada, afinal, o ex-treinador do Getafe é adepto de um estilo de jogo baseado totalmente na combatividade, lembrando que Bordalás conduziu o clube madrilenho da segunda divisão à Europa League, tendo como maior feito, ter eliminado o Ajax do torneio europeu.

Ainda assim, o modelo de jogo praticado pelo Getafe, de Pepe Bordalás, não agradava apenas os torcedores adversários, como também a mídia espanhola em geral, sobretudo por conta do excessivo número de faltas cometidas pela equipe de Madrid durante as partidas, característica esta, que foi trazida por Bordalás ao Valencia, tanto é, que os Morcegos lideram a atual edição da LaLiga em números de cartões amarelos (97) e vermelhos (6).

Além disso, o Valencia também é o primeiro em faltas por jogo na LaLiga (17,3). Já com a bola, o time é o quarto pior em índice de posse de bola, assinalando uma baixa média de 42,9% por partida, permanecendo somente à frente de Getafe, Alavés e Cádiz, quer dizer, três oponentes que brigam contra o rebaixamento. No entanto, estes detalhes não incomodam os torcedores valencianos, que comemoram o fato de Pepe Bordalás ter conseguido resgatar o DNA do clube.

Aliás, foi na base da superação que o Valencia desbancou os galáticos do Real Madrid para erguer os canecos espanhóis nas temporadas 2001-02 e 2003-04, e o Barcelona, de Lionel Messi, para conquistar da Copa do Rei em 2019. Sim, e três anos depois os Ches estão de volta à decisão do torneio, mesmo tendo perdido peças como Ferran Torres, Rodrigo Moreno, Dani Parejo e Geoffrey Kondogbia neste período, mas tendo novamente aquilo que mais lhe importa: a identidade!

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