Chega ao fim o ciclo da maior geração do Napoli nos últimos anos

As saídas de Kalidou Koulibaly, Lorenzo Insigne e Dries Mertens nesta devastadora janela de transferências, simbolizam o fim do ciclo da maior geração do Napoli nos últimos anos. E o que vem por aí?

Apenas os tifosis do Napoli são capazes de destinguir o quão doloroso está sendo o momento vivido pelo clube que despediu-se de Kalidou Koulibaly, Lorenzo Insigne e Dries Mertens nesta janela de transferências, isto é, os últimos remanescentes do time duas vezes vice-campeão italiano entre 2015 e 2018, sob a batuta de Maurizio Sarri. Pois é, e embora Mario Rui e Piotr Zielinski ainda façam parte da equipe na atualidade, naquela época eles eram somente reservas.

Apesar de não ter conquistado nenhum título, o Napoli, de Maurizio Sarri, marcou história em função do envolvente futebol apelidado de “sarrismo”, que inclusive foi capaz de competir igualmente com a poderosíssima Juventus, mesmo não dispondo de um plantel tão valioso e repleto de estrelas. Por este motivo, as saídas dos três ídolos napolitanos nesta janela de meio de ano, representam o fim do ciclo da última grande geração do conjunto da Campânia.

Vale ressaltar, que a transferência de Lorenzo Insigne ao Toronto FC já estava definida desde o ano passado, o que significa que os napolitanos tiveram tempo de se despedir do eterno camisa 24. Entretanto, as saídas de Kalidou Koulibaly e Dries Mertens não estavam nos planos do clube, tanto é, que Luciano Spalletti contava com ambos para a disputa da temporada 2022/23.

Ainda assim, a ida de Kalidou Koulibaly ao Chelsea é compreensível, afinal, o clube londrino despejou o montante de 41,8 milhões de euros para contratar o zagueiro de 31 anos de idade. Todavia, o mesmo não se aplica ao atacante Dries Mertens, que acabou deixando o clube italiano após nove temporadas, por não ter chegado a um acordo para estender o seu vínculo contratual.

De acordo com a mídia italiana, a pedida salarial de Dries Mertens foi acima do que a diretoria do Napoli entendia como plausível para um atleta de 35 anos recém completados, quer dizer, uma situação que no final das contas não agradou em nada os torcedores do clube. Desta maneira, o belga mais napolitano do mundo, carinhosamente chamado de “Ciro” na capital da Campânia, terá de buscar uma nova equipe para atuar a partir da próxima temporada.

Além das simbólicas perdas, outro ponto que preocupa a torcida do Napoli é o ótimo mercado realizado por Juventus, Inter de Milão e Roma, já que os três times se apresentarão ainda mais fortes na temporada 2022/23, em especial o clube de Turim, que contratou Bremer, Paul Pogba e Ángel Di María. Enquanto isso, Mathías Olivera, Leo Östigard, Kim Min-jae, André Zambo Anguissa e Khvicha Kvaratskhelia, são as únicas caras novas até aqui no San Paolo.

Por fim, Victor Osimhen foi expulso de uma sessão de treinamentos no início da semana, após discutir com o treinador Luciano Spalletti. Logo, diante de todo este cenário, a verdade é que se a Serie A fosse uma corrida, os partenopeus largariam na terceira fila do grid, tendo à sua frente pelo menos quatro ou cinco carros mais bem preparados para concluí-la no primeiro posto do pódio. Ou seja, uma realidade impensável nos tempos da última grande geração do Napoli.

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